domingo, 8 de dezembro de 2019

DESABAFO


                                                      Valsema Rodrigues


Como Chaplin
Busco inocência e felicidade...
Permanecem forte dentro de mim
A esperança e a verdade!

Ainda sonho...sonho...
Não conseguiram matar meus sonhos!.!
Embora seja proibido sonhar
Neste País de desencantos!

E insisto em amar
Embora não seja permitido
Por certas convenções sociais...
Que se amem Todos!!
Que desapareça a homofobia!
Teimosamente,
Quero sempre despertar
O amor e a sedução...

Tenho fome...tanta fome...
Não apenas de macarrão com pão
( se é que se pode ainda comer
macarrão com pão)
neste País com inflação!

Tenho fome de Justiça Social
De acabar com a miséria, as doenças,
Violência, desemprego, desespero,
Tanto mal...

Tenho fome de emoção,
Fantasia, sensação, alegrias
Paz , saúde e  verdades
Quanta imoralidade!

Tenho fome
De que o VIVER, o sonhar,
E O existir do SER
Sejam vividos
Na mais pura essência
Da verdade, da justiça, da ética,
e da realidade.
Sem jamais anular a vontade
Da Criatura. Jamais!



AQUELAS ÁGUAS


Translúcidas águas
daquele curso,
desfilavam sob meus olhos,
em placidez invulgar.

Fiquei à beira contemplando,
com coloridos tantos,
restei deliciando-me.
Pedrinhas que com brilho
permanente se tornaram cristais,
enfeitando o fundo.

Fazia parte desse contexto,
espargindo brilho fulgente,
incidindo sobre as águas,
valendo-se das marolas
produzidas pelo sopro do vento
e enchiam-se de estrelas.

Indizível a sensação de paz
que me envolveu.
Nem vi passar o tempo,
só percebi que de repente,
anoiteceu.

Marlusse
Junho 2019

EU SOU A IMACULADA CONCEIÇÃO

Neste próximo domingo, dia 8 de dezembro, lembramos a concepção de Maria, a Imaculada, sem mácula, sem como nós, manchada pelo pecado original.

Claro que existe uma grande justificativa para tanto, desde sempre, o Senhor predestinou que a filha daquele casal muito simples de Nazaré, Joaquim e Ana, a qual foi dado o nome de Maria, Miriam em hebraico, quando chegasse a plenitude dos tempos, seria constituída em Mãe do seu Filho que veio à terra com uma missão ao mesmo tempo em que para proceder a Revelação, como para anunciar a Boa Nova do Pai, mas suas obras se reverteram em serio sinal de contradição.

Traído mesmo pelos que lhe estavam sempre por perto, com destaque para o personagem Judas, passando por ver-se preterido a Barrabás, o que lhe impingia a mácula de criminoso hediondo. E acabou morrendo pregado na cruz. 

Coube ao Papa Pio IX, no dia 08 de dezembro de 1854, juntamente com 54 Cardeais, 43 Arcebispos, 100 Bispos e mais de 50 mil romeiros, que foram a Roma do mundo todo, declarar a Bula INEFFABILIS DEUS,  que traz o seguinte dogma: 

"É de Deus revelada a Doutrina que sustenta que a Virgem, Bem-Aventurada Maria, no primeiro instante de sua conceição (nascimento), por singular Graça e privilégio do Deus Onipotente em vista dos méritos de Jesus Cristo,o Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, e dessa maneira deve ser crida por todos os fiéis".

Desde este dia, os católicos passaram a acreditar que Maria nasceu Imaculada, quer dizer, sem mácula, sem mancha, sem pecado, não tendo herdado o pecado de Adão, como todos os outros herdamos. Um privilégio dado  por Deus, por causa do seu Divino Filho. 

Depois de três anos dessa solene proclamação, no dia 11 de agosto de 1858. milagrosamente, Nossa Senhora apareceu, quinze dias em seguida, perto da  pequena cidade Lourdes na França, a uma menina pobre, de  13 anos de idade, chamada Bernadete. 

No dia 25 de março, Bernadete suplicou que Nossa Senhora lhe revelasse seu nome. Após três pedidos sucessivo, Nossa Senhora lhe respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição".

Assim, embora o próximo domingo seja o segundo do advento e tem prioridade na liturgia, a Missa girará em torno, não podemos desconhecer do fato IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA o qual tem tudo a ver com o advento. É tempo de espera, ele acontece durante quatro semanas e Maria é a principal estrela do advento, por isto invocamos sua proteção: rogue por nós pecadores para que sejamos dignos das promessas de Cristo, rogue agora e na hora da nossa morte. Amém.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

CORACORALINAMENTE


Há anos aqueles versos longos a transbordarem no seguinte, quase sempre se abstendo da rima clássica, ou dos versos fixos, compensados sempre pelo infinito de verdades da vida longamente vivida, assimilada, louvada, cantada,  bem vivida, me encheram da maior e infindável ternura, de respeito quase genuflexo, por aquela face enrugada por efeito do tempo, aquele corpo curvado, endossando um vestidinho de fazenda cheia de florezinhas, no meio da canela, mangas longas como usou desde os tempos de antão. 

Ler seus poemas é cantar deslumbramentos, sentir a alma que voa por aí, até a paramos impensados. É saborear doces sem artifício, feitos com o que de melhor a terra tem, coco, abóbora, chuchu, o que mais ao momento convém. 

Falo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, vulgo Cora Coralina, a poetisa, eterna ouvinte do marulhar das águas mansas de um rio, já agora um pouco decadente, porque não é exceção ao que pertence à natureza, tão ferida, desrespeitada, malograda. Mas que de tempo em tempo transborda ameaçando o acervo tão carinhosamente custodiado, da velha senhora. 
Casa de Cora depois de reconstruída. Ai ela nasceu.
E mais precisamente, daquele momento em que passa por debaixo da ponte, que leva gente de lá para cá, que tantas vezes, quantas jamais se saberá, ela mesma, de cá para lá. Rio sobre o qual deitou tantas vezes seu olhar complacente, agradecido, fulminante, imenso, antes de galgar em passos que a cada ano foram-se tornando mais lentos para a igrejinha de sua devoção chegar. 
Poema do Beco
A cidade tem aspecto bonito, como convém a todas, mas difícil nas que distam de uma vez.

Naquele dia, em que realizei meu sonho, desse monumento visitar, O céu azul deixou-se nublar por um temporal benfazejo, que desceu ladeira abaixo que acabou por lavar minha sandália de borracha, enegrecida pelo pó de minério espalhado por siderúrgica impropria do lugar tão diferente do dela, mas é onde eu vivo. 

Sala preservada, muito linda. 
Que linda casa, velha, mas absolutamente conservada na qual em cada cômodo, algo a faz lembrar. Aqui, uma máquina de escrever que projeta escritos seus na parede, ali, uma espécie de cano natural, por onde a água desce cantando e também vai repetindo versos seus. 

Suas roupas, seus escritos, suas lembranças. As homenagens recebidas só depois de septuagenária, mas não vencida. 
Falar em poesia é mágico, falar da poesia é sorvê-la, falar de poesia é sentir calafrios derivantes da beleza e do sentir que só ela tem. Falar de poesia é imergir na beleza coracoralinamente. Falar de amor de tudo e de todos que ela poetizou, falar de amor é plagiar em versos, Cora, falar em poesia tem que ser de Cora Coralina, 

Coracoralinamente.  


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

POLITICA, NACIONAL, MAS CONTINUA NO PAPEL




POLITICA NACIONAL DE LEITURA E ESCRITA
No dia 12 de julho de 2018, veio à luz, a Lei nº 13. 696. Com o fim de instituir a Política Nacional de Leitura e Escrita, segundo o texto, como estratégia permanente para promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil.
   Prevê responsabilidade como implementadores da lei, a União, o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, chamando a dar as mãos Estados Distrito Federal e Municípios e conclamando, com é natural, mas sem que haja consciência disto pelos referidos, com a participação da sociedade civil e de instituições privadas. Todo cidadão, todo ente dotado de personalidade jurídica própria.
A esta altura desta escrita, sou presa da curiosidade de saber qual a data prevista para sua entrada em vigor, e não deveria, mas me surpreendo: vige desde sua publicação a 13 de julho de 2018. Confirma-se o mal que faz a falta de divulgação, de como as leis brasileiras  (sem que aconteça só aqui) são como se diz, “verdadeiro enfeite”, não se cogita de praticá-las e a responsabilidade  que é de todos  passa batida, continuando tudo como antes.
No papel é maravilhosa, estabelecendo pelo seu art. 2º suas diretrizes assim enunciadas: I - a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas;  II - o reconhecimento da leitura e da escrita como um direito, a fim de possibilitar a todos, inclusive por meio de políticas de estímulo à leitura, as condições para exercer plenamente a cidadania, para viver uma vida digna e para contribuir com a construção de uma sociedade mais justa;  III - o fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), no âmbito do Sistema Nacional de Cultura (SNC); IV - a articulação com as demais políticas de estímulo à leitura, ao conhecimento, às tecnologias e ao desenvolvimento educacional, cultural e social do País, especialmente com a Política Nacional do Livro, instituída pela Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003 ; V - o reconhecimento das cadeias criativa, produtiva, distributiva e mediadora do livro, da leitura, da escrita, da literatura e das bibliotecas como integrantes fundamentais e dinamizadoras da economia criativa.
No parágrafo único também consta que . A Política Nacional de Leitura e Escrita observará, no que couber, princípios e diretrizes de planos nacionais estruturantes, especialmente do: I - Plano Nacional de Educação (PNE); II - Plano Nacional de Cultura (PNC); III - Plano Plurianual da União (PPA).
Os  objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita são declinados no art 3º:   - democratizar o acesso ao livro e aos diversos suportes à leitura por meio de bibliotecas de acesso público, entre outros espaços de incentivo à leitura, de forma a ampliar os acervos físicos e digitais e as condições de acessibilidade; II - fomentar a formação de mediadores de leitura e fortalecer ações de estímulo à leitura, por meio da formação continuada em práticas de leitura para professores, bibliotecários e agentes de leitura, entre outros agentes educativos, culturais e sociais; III - valorizar a leitura e o incremento de seu valor simbólico e institucional por meio de campanhas, premiações e eventos de difusão cultural do livro, da leitura, da literatura e das bibliotecas; IV - desenvolver a economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao fortalecimento da economia nacional, por meio de ações de incentivo ao mercado editorial e livreiro, às feiras de livros, aos eventos literários e à aquisição de acervos físicos e digitais para bibliotecas de acesso público; V - promover a literatura, as humanidades e o fomento aos processos de criação, formação, pesquisa, difusão e intercâmbio literário e acadêmico em território nacional e no exterior, para autores e escritores, por meio de prêmios, intercâmbios e bolsas, entre outros mecanismos; VI - fortalecer institucionalmente as bibliotecas de acesso público, com qualificação de espaços, acervos, mobiliários, equipamentos, programação cultural, atividades pedagógicas, extensão comunitária, incentivo à leitura, capacitação de pessoal, digitalização de acervos, empréstimos digitais, entre outras ações; VII - incentivar pesquisas, estudos e o estabelecimento de indicadores relativos ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas, com vistas a fomentar a produção de conhecimento e de estatísticas como instrumentos de avaliação e qualificação das políticas públicas do setor; VIII - promover a formação profissional no âmbito das cadeias criativa e produtiva do livro e mediadora da leitura, por meio de ações de qualificação e capacitação sistemáticas e contínuas; IX - incentivar a criação e a implantação de planos estaduais, distrital e municipais do livro e da leitura, em fortalecimento ao SNC;  X - incentivar a expansão das capacidades de criação cultural e de compreensão leitora, por meio do fortalecimento de ações educativas e culturais focadas no desenvolvimento das competências de produção e interpretação de textos.
Estabelece competência e prazo para elaboração do Plano Nacional do Livro e Leitura bem como as metas e ações, nos termos de regulamento. Não olvida a urgência de viabilizar a inclusão de pessoas com deficiência, observadas as condições de acessibilidade e o disposto em acordos, convenções e tratados internacionais que visem a facilitar o acesso de pessoas com deficiência a obras literárias.
Criou o “Prêmio Viva Leitura” que será concedido no âmbito da Política Nacional de Leitura e Escrita com o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas, nos termos de regulamento. Finaliza deixando a cargo do Ministério da Cultura, hoje incorporado ao da Cidadania e do Ministério da Educação regulamentar o que  disposto na Lei.
Tem-se extrema necessidade de que haja participação popular, mas quem se ocupa de outros afazeres acha que está excluído, ou ignora responsabilidade. O que se vê são esforços isolados de uma falange de abnegados lutando pelo patrimônio cultural, muitas vezes às próprias custas ou mediante os centavos que puder arrecadar com o que faz.
A autoria foi da então Senadora da República, Fátima Bezerra (PT), atual governadora do Estado do Rio Grande do Norte.
A incompetência política se constitui em grande e lamentável entrave. A maioria dos chefes do poder executivo e mesmo os nobres Edis são pessoas a quem não se pode negar o mérito de expor-se a uma eleição, mas em termos de cultura... quanto mais de instrução.
Alegro-me por poder dizer que entre 2018 e 2019 distribui, sim, distribui mais de dois mil livros. Além de ter bancado publicações com recursos próprios, consegui uma parte com “diligências” honestas se bem que poucas.
Quem lê, é melhor informado, pode aprender, ser autor de suas conclusões sobre o que vê, ouve ou vive, alcançar em todos as dimensões o status de CIDADÃO.
Marlusse Pestana Daher                                                                                  Vitória, 25 de novembro de 2019

Lei na íntegra, abaixo. 

POLITICA NACIONAL DE LEITURA E ESCRITA



Presidência da República
Secretaria-Geral
Subchefia para Assuntos Jurídicos
Institui a Política Nacional de Leitura e Escrita.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica instituída a Política Nacional de Leitura e Escrita como estratégia permanente para promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil.
Parágrafo único. A Política Nacional de Leitura e Escrita será implementada pela União, por intermédio do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e com a participação da sociedade civil e de instituições privadas.
Art. 2º São diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita:
I - a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas;
II - o reconhecimento da leitura e da escrita como um direito, a fim de possibilitar a todos, inclusive por meio de políticas de estímulo à leitura, as condições para exercer plenamente a cidadania, para viver uma vida digna e para contribuir com a construção de uma sociedade mais justa;
III - o fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), no âmbito do Sistema Nacional de Cultura (SNC);
IV - a articulação com as demais políticas de estímulo à leitura, ao conhecimento, às tecnologias e ao desenvolvimento educacional, cultural e social do País, especialmente com a Política Nacional do Livro, instituída pela Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003 ;
V - o reconhecimento das cadeias criativa, produtiva, distributiva e mediadora do livro, da leitura, da escrita, da literatura e das bibliotecas como integrantes fundamentais e dinamizadoras da economia criativa.
Parágrafo único. A Política Nacional de Leitura e Escrita observará, no que couber, princípios e diretrizes de planos nacionais estruturantes, especialmente do:
I - Plano Nacional de Educação (PNE);
II - Plano Nacional de Cultura (PNC);
III - Plano Plurianual da União (PPA).
Art. 3º São objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita:
I - democratizar o acesso ao livro e aos diversos suportes à leitura por meio de bibliotecas de acesso público, entre outros espaços de incentivo à leitura, de forma a ampliar os acervos físicos e digitais e as condições de acessibilidade;
II - fomentar a formação de mediadores de leitura e fortalecer ações de estímulo à leitura, por meio da formação continuada em práticas de leitura para professores, bibliotecários e agentes de leitura, entre outros agentes educativos, culturais e sociais;
III - valorizar a leitura e o incremento de seu valor simbólico e institucional por meio de campanhas, premiações e eventos de difusão cultural do livro, da leitura, da literatura e das bibliotecas;
IV - desenvolver a economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao fortalecimento da economia nacional, por meio de ações de incentivo ao mercado editorial e livreiro, às feiras de livros, aos eventos literários e à aquisição de acervos físicos e digitais para bibliotecas de acesso público;
V - promover a literatura, as humanidades e o fomento aos processos de criação, formação, pesquisa, difusão e intercâmbio literário e acadêmico em território nacional e no exterior, para autores e escritores, por meio de prêmios, intercâmbios e bolsas, entre outros mecanismos;
VI - fortalecer institucionalmente as bibliotecas de acesso público, com qualificação de espaços, acervos, mobiliários, equipamentos, programação cultural, atividades pedagógicas, extensão comunitária, incentivo à leitura, capacitação de pessoal, digitalização de acervos, empréstimos digitais, entre outras ações;
VII - incentivar pesquisas, estudos e o estabelecimento de indicadores relativos ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas, com vistas a fomentar a produção de conhecimento e de estatísticas como instrumentos de avaliação e qualificação das políticas públicas do setor;
VIII - promover a formação profissional no âmbito das cadeias criativa e produtiva do livro e mediadora da leitura, por meio de ações de qualificação e capacitação sistemáticas e contínuas;
IX - incentivar a criação e a implantação de planos estaduais, distrital e municipais do livro e da leitura, em fortalecimento ao SNC;
X - incentivar a expansão das capacidades de criação cultural e de compreensão leitora, por meio do fortalecimento de ações educativas e culturais focadas no desenvolvimento das competências de produção e interpretação de textos.
Art. 4º Para a consecução dos objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita, será elaborado, a cada decênio, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que estabelecerá metas e ações, nos termos de regulamento.
§ 1º O PNLL será elaborado nos 6 (seis) primeiros meses de mandato do chefe do Poder Executivo, com vigência para o decênio seguinte.
§ 2º O PNLL será elaborado em conjunto pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério da Educação de forma participativa, assegurada a manifestação do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e de representantes de secretarias estaduais, distritais e municipais de cultura e de educação, da sociedade civil e do setor privado.
§ 3º O PNLL deverá viabilizar a inclusão de pessoas com deficiência, observadas as condições de acessibilidade e o disposto em acordos, convenções e tratados internacionais que visem a facilitar o acesso de pessoas com deficiência a obras literárias.
Art. 5º O Prêmio Viva Leitura será concedido no âmbito da Política Nacional de Leitura e Escrita com o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas, nos termos de regulamento.
Art. 6º Ato conjunto do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação regulamentará o disposto nesta Lei.
Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de julho de 2018; 197º da Independência e 130º da República.

MICHEL TEMER
Rossieli Soares da Silva
Sérgio Henrique Sá Leitão Filho
Gustavo do Vale Rocha

sábado, 23 de novembro de 2019

SÃO QUATRO


DEUS É AMOR

O Amor de Deus por nós é tão grande que fez com que mandasse seu Filho ao mundo para morrer, pagando pelos nossos pecados.  

Temos um canto: ”prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” é um verdadeiro convite que nos é feito. Cantamos ainda diversos exemplos que Jesus nos dá em diversos sentidos e completamos: “agora vai, também ama teu irmão”.

A medida do amor é amar sem medida. No último livro que li da Santa Madre Teresa de Calcutá ela escreveu: “não posso perder meu tempo em desejar mal ou odiar alguém, é tempo que perco de amá-lo’”.
Realmente o segundo mandamento se assemelha ao primeiro. O primeiro é “amar a Deus sobre todas as coisas”. O segundo é semelhante e ordena: “ama a teu próximo como a ti mesmo”
Jesus escolheu os seus discípulos principalmente na categoria dos pescadores – sem qualificação, qualificou-os - e os tornou pescadores de alma, pescadores de corações.  Todos pelo batismo, somos chamados à vida de fé, a seguir Jesus Cristo, portanto fazendo o que ele fez, “amando como Ele amou, vivendo como Ele viveu, sentindo como Ele sentia”, como canta o Pe. Zezinho.  Não há um outro modo ou outro jeito.
Isabel profetizou que Maria seria chamada bem-aventurada por todas as gerações. Estava inspirada pelo Espírito Santo que colocou tais palavras nos seus lábios.  A interpretação que se deve dar é que tendo Maria acabado de pronunciar solenemente seu primeiro Sim, o repetiria pela vida a fora enquanto seu Filho exercesse sua missão.
E não se pode esquecer que aos pés da cruz, não obstante o que via, as torturas impingidas ao Filho, quando humanamente tinha todas as razões para se revoltar, Maria nunca duvidou de que “Deus é Amor”.



ANUNCIAÇÃO

Li dia desses um texto que me causou grande emoção, semelhante a que provo, quando leio belas poesias, belos pensamentos, belas orações... E não era a primeira vez. Com uma diferença, entraram, desceram ao mais profundo da minha alma, pela forma que traduz e em sendo quem é o personagem referenciado. 
Diz que nove meses antes da chegada dos novos tempos, o Filho de Deus cheio de reverência, disposto a fazer tudo que o Pai quisesse como mais tarde traduziria o apóstolo Paulo com as seguintes palavras: “renunciando à sua natureza divina, se colocou como mais ninguém depois o faria diante do Pai e lhe disse “Eis que venho, ó Pai, cumprir a vossa vontade”“.
Contemporaneamente, em algum lugarejo da pequena Galileia, na insignificante Nazaré, Deus enviou o Anjo Gabriel, levando uma mensagem ou proposta a fazer a uma jovem, “achada em graça diante Dele”. É o que faz o mensageiro que provoca assombro, “o que está acontecendo”?
 Imagine-se que estupefação prova aquela criatura, era tudo muito estranho, beirando o impossível. O Anjo compreende, mas a segunda parte do anúncio é ainda mais intrigante, quando diz: “conceberás, darás a luz um Filho, por-lhe-ás o nome de Jesus, Ele será grande e chamado Filho do Altíssimo”.
Agiganta-se a surpresa da menina cujo nome é Maria pelo que desabafa: “mas como é possível se eu não conheço homem”.
O Anjo a tranquiliza: “tudo que vai acontecer é obra e graça do Espírito Santo”. Foi o suficiente para que Maria recuperasse a paz habitual que a inundava e se entregasse ao abandono em Deus, e respondeu com firmeza: “Sou Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua Palavra”.
E logo: “o Verbo se fez carne e veio habitar entre nós”.


DOIS SIM, UM ÚNICO AMOR

São dois Sim, pronunciados quase ao mesmo tempo. O sim de Jesus, quando afirma “eis que venho, ó Pai, para fazer a vossa vontade” (Sl 39) e o Sim de Maria que adere sem reservas ao projeto que Deus lhe reservou, respondendo ao Anjo que lhe foi anunciar a grande notícia: “sou a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra”.(Lc. 1,38)
A comparação não nos tira a convicção ou consciência que o Sim de Jesus era Sim de Deus, portanto muito mais intenso e extenso, como sabemos que foi> Mesmo assim, existe semelhança com ele, o Sim de uma simples humana ainda que diferente das demais porque preservada do pecado original, porque foi encontrada em graça diante do Senhor, viria a ser Mãe de Seu Filho,  seu ventre se constituiria no Seu primeiro tabernáculo, ainda ela, O dotaria da condição humana para fazer-se verdadeiro homem, tanto quanto era Deus.
Esses dois Sim se aliam no processo da salvação que tem como etapas “a encarnação, a paixão, a morte e a ressureição de Jesus” e que dava cumprimento a uma história sem precedentes, independentemente da indiferença ou da ignorância dos seus próprios e desatentos destinatários: a salvação de todos os homens em todos os tempos.
E na hora e no momento mais forte do holocausto, da tortura desumana e cruel ou animalesca até, como sempre fizera em todos os dias da passagem de Jesus pela terra dos homens, Maria adotou a mesma aceitação que Ele, tendo o coração traspassado pela “espada da dor” da qual o Velho Simeão lhe falou na apresentação do Menino ao templo.  
Ali no calvário, Maria repetiu mais uma vez Sim, sofria seu quinhão naquela tragédia, agiu verdadeiramente como corredentora, sem contudo se esquecer ou duvidar por sequer um instante, de que “Deus é amor”.


CORREDENTORA

Temos repetido em diversos programas: não obstante tanta contradição que presenciava na vida daquele Filho, em determinados momentos mais parecendo ser apenas homem, como  na cena  tempestuosa do calvário, Maria nunca questionou por que Deus não fazia nada para salvar o próprio Filho de tanta ignominia, de tanto sofrimento. Ao contrario consentia que a maldade fosse sempre mais dolorosa e os sofrimentos cada vez mais indizíveis.

E não só em particulares instantes,  ela poderia ter feito tais questionamentos, quem sabe dar um bronca em Deus. – como fizeram alguns santos, ás vezes até nós fazemos, ao saber que não merecia, ver que  o que passa não é merecido, que  eram calúnias o que aquela –língua de trapo - dizia.
Não, ela não seria “cheia de graça” se dos seus lábios saíssem uma única palavra de protesto ao que Deus ia permitindo acontecer e deixava rolar.
Maria não é como nós que até muitas vezes meditado a Palavra de Deus em nosso coração, mas que como o caminho percorrido é de pedra e não se deixa penetrar, a semente cai, e tem a  sorte daquela outra,  na beira do caminho, onde vieram os pássaros e a comeram, acabou por não germinar.
Dizemos que somos devotos da Boa Mãe, mas não a imitamos. São outros  nossos pensamentos e  não agimos como ela que conservava a Palavra em seu coração.
Pois é, querido ouvinte, mesmo nas situações mais difíceis da nossa vida, o Senhor  cuida de nós e tudo que faz é por um bem maior, nunca pensemos diferente nem nos entristeçamos, como diz o ditado “tudo o que Deus faz é bem feito, nem nos apoquentemos em vão, porque “Deus é amor”.