terça-feira, 26 de julho de 2011

AMY UINEHOUSE, uma estrela apagou.

            Bela, rica, famosa, chegou ao píncaro da fama. Era feliz?
Quantos milhares de jovens, inclusive no Brasil, terão acorrido e engrossado a multidão desejosa de assistir a um show da pop star. Quantos entre esses terão sentido um certo desejo de ser como ela, ter o que ela tinha, chegar onde ela chegou. E, por que apesar de ter conquistado tudo isso, Amy buscava em outras fontes o que lhe parecia melhor, lhe dava mais prazer, a inebriava... embriagava?
Tinha apenas 27 anos e um longo caminho ainda a ser percorrido, poderia ter encontrado o verdadeiro amor em alguém, constituir uma família, ter filhos... Teria perdido o sentido do que estava por vir?  Perdeu o ânimo de desfrutar das coisas boas que até estavam ao seu alcance?        
Tornou-se vítima de prepotente vício que a rendeu impotente de ressurgir de si mesma. Não viu a beleza que há em tantas partes, em tanta coisa por ai, talvez nunca se tenha apercebido do quanto a vida é bela.
Seu corpo ainda não foi deposto na lápide fria e seus discos são vendidos aos milhares, os que não a querem olvidar jamais presenteiam-na ainda mais uma vez, colocando-a no topo das paradas.
Por quê? Por quê? Podemos continuar a repetir muitos por que e continuaremos humanamente sem resposta, mas existe resposta sim, está contida na expressão de alguém que viveu dissolutamente e conheceu a lama, mas converteu-se e hoje é santo com o nome de Agostinho. Ele disse: o coração do homem permanecerá inquieto enquanto não repousar em Deus.
Podemos conquistar o mundo e de nada nos valerá se não estivermos em Deus. Deus é amor, é verdadeiro freio aos nossos desatinos. Deus nos ama, mesmo que não o amemos, Deus nos segue e espera pacientemente nossa volta, quando dele nos distanciamos.
Uma religião é deveras importante, seja ela qual for, desde que orientada pelos ensinamentos evangélicos e que seus seguidores sigam seus princípios. Nenhuma pessoa é como uma ilha ou pode viver só do que pensa ou diz, os nossos pensamentos devem ser confrontados com os dos outros, deve haver flexibilidade e grande dose de amor a nortear as decisões que tomamos.
Sem Deus, o homem pode ter tudo e não se realizar jamais. Com Deus ele segue sereno e mesmo as pedras do caminho não o impedem de chegar onde pretende e colimar seus ideais.  
Tudo, eu disse tudo, só serve se me serve para servir a Deus, amá-lo sobre todas as coisas e crer como diz o Apóstolo Paulo: que as tristezas e o sofrimento desta vida não guardam a mínima proporção com a glória futura que Deus tem preparada para aqueles que O amam.

25/7/2011 16:34

domingo, 24 de julho de 2011

AVENCAS E EU

Já se tornou pública e notória minha afeição pelas avencas. Aquele verde uniforme e aveludado das folhas é simplesmente lírico e embora diversos os tamanhos, as dimensões entre elas não diferem, não as desigualam.
A contemplação de um vaso com Avencas me enche a alma de sentimentos, sinto tudo, mas não sei, não posso descrever. Avencas me falam e eu lhes respondo e o diálogo se estande pelo tempo da contemplação e perdura, enquanto a memória retém as imagens de cada ângulo onde as possa encontrar.
Pergunto-me de onde vem este deslumbramento de como eu gosto das Avencas!
Malgrado meu, nos vasos que já comprei, em outros que já ganhei elas permanecem vivíssimas por um tempo, cuido com carinho, alegro-me com seu viço, converso com elas e demonstrar-lhes ternura é instintivo, não requer sofisticação. Mas fatalmente, depois de pouco tempo, uma folha seca aqui, outra ali, de repente todas estão murchas, revolvo a terra, águo, mas não tem jeito. Não vingam.
Sinto que não sei como tratá-las adequadamente, quero aprender.
Ao deparar-me com aquela passagem de morada antiga ou de um velho claustro, rodeado de verde, tendo como teto avencas, simplesmente delirei.  
E me quedo ali e me deixo possuir pelo pensamento e tudo o mais em volta deixa de existir, o espaço não comporta ninguém mais: somente minhas avencas e eu, juntas nos agigantamos. Passeio nas asas da saudade e embebedo-me com alguma lágrima furtiva que vem compor minha face. As lembranças afloram, há pouco fui criança de novo e cantei roda em noite de lua cheia: se esta rua, se esta rua fosse minha... para o meu bem passear. Posso ser adolescente e voltar a sonhar, afinal de contas estou sonhando mesmo. Sou adulta, sou eu agora e tenho sensação de que as forças continuam plenas e reproponho-me embrenhar-me pela senda das ações exigentes para que o mundo seja melhor, para que o ambiente tenha amigos e seja amado.
Levanto-me do trono que fiz de uma mureta apenas, encho o peito do ar suave e puro que se respira no lugar, olho as avencas, todas, cada uma, em partes, o todo e me repito, quanto são lindas!
Retomo a caminhada, lentamente, em frente, sempre em frente, não sem daqui e dali tocar com suavidade uma folhinha. Galgado o quase topo, onde só me resta superar uma pequena escada, percebi que um vento mais forte soprou e as avencas  balouçam e como que me aplaudem. Emito um gesto de profunda gratidão e respeito em confronto delas, despeço-me.
Prossigo e ante todo esplendor do vale que a minha frente diviso, caminho pela estradinha estreita e em mim se fortaleceu ainda mais a certeza do quanto A VIDA É BELA.
24/7/2011 11:10

sábado, 23 de julho de 2011

UM CÃO E UM MICO

Em nossa casa, só uma única vez tivemos animal de estimação. E como era de estimação!
Papai, como sempre, só podia ser ele, chegou em casa um dia, trazia um recém nascido cãozinho que encheu-nos de encantos e desde então participou das nossas brincadeiras e fez muitas de nossas alegrias. Brincava conosco, corria atrás de nós seguidamente e não cansávamos. Era branco não completamente, tinha algumas manchas de preto e tinha abundante pelo que lhe dava um belo visual, nós praticamente o amávamos.
Como não lhe demos nenhum nome e desde o início do nosso convívio, o chamávamos simplesmente Cachorrinho, Évila que ainda não falava bem, chamou-o Choinho. Pronto, este passou a ser seu nome próprio. 
Choinho acompanhava nossas andanças. Sempre fiel, atento, amigo. Não era um cão de guarda, era demasiado manso pra que se desse a tal afazer.
Lá pelos dez anos, Choinho ainda brincava, mas seus passos começaram a se tornar mais lentos. Já tinha 12 anos, quando um dia foi descoberto deitado e inerte. Silenciosamente, morrera.
Nosso pranto foi tanto e tanto durou que mamãe decidiu que nunca mais adotaríamos outro animal.
E quase que foi assim, até que um dia, não me lembro quem, presenteou-me com um Sagüi a que chamávamos Mico. Era lindo, comia banana e fazia trejeitos mil, uma diversão. Como eu gostava dele!
Mas eis que D. Terezinha, professora de Rachid, foi nos fazer uma visita. Gostou do Mico e para agradá-la, o presenteei a ela. Mamãe assistiu consternada a doação, prevendo como eu reagiria depois. Não deu outra.
Ao ver o Mico se distanciando no carona da bicicleta, chorei copiosamente. E a pobre da mamãe se pôs a cogitar o que fazer para pedir a D. Terezinha que me restituísse o Mico, esperava contar com a compreensão dela, certamente entenderia meu gesto de criança.
Proposta afinada, mamãe se pôs em ação enquanto eu me sentia aliviada por poder reaver meu bichinho.
E ai? E ai? Na mesma bicicleta D. Terezinha volta a nossa casa para anunciar cheia de compreensão e imenso pesar que quando chegava em casa, um cachorro do seu tio, voara sobre o indefeso Mico, pegou-o, sacudiu-o, estrangulou-o e ...

Entrou pela boca do pinto,
Saiu pela boca do pato,
Quem quiser que conte quatro.



quinta-feira, 21 de julho de 2011

A LIMPEZA NO MINISTÉRIO E O SOFÁ DA SALA

Ainda não se tem o número exato de exonerações no Ministério dos Transportes, mas já se sabe – uma vez que começou pelo próprio Ministro - que serão muitas, apesar de não serem todas as que deveriam ser efetivadas, dado que estará prevalecendo o critério político de limpeza.
Por este critério corta-se apenas o que for inevitável, visível, aparente, mas há que se preservar o apoio na Câmara e no Senado, tendo como premissa que se trata de representantes de um partido político que se envolveram em uma iniciativa dessa natureza, mas que fazem parte da base de apoio político de quem cabe a responsabilidade de conduzir o processo de limpeza política.
Os brasileiros já estão ficando tão acostumados com essas “limpezas políticas” que já não sentem – infelizmente - nestes episódios, um ponto para se preocupar e refletir. Vira o escândalo do dia, mais um entre os muitos do mês, esquecidos depois de um ano.
Esta estória da “limpeza política” do Ministério dos Transportes lembra a estória do marido traído em uma pequena cidade do interior.
Com uma mulher muito bonita e escultural, foi advertido por amigos que sua esposa o estava traindo quando o mesmo não estava em casa. A coisa era tão pública que a traição ocorria no sofá da sala da casa do marido inocente, sem a menor preocupação de fechar as janelas.
O marido ouvia o grupo de amigos que o avisava, mas não acreditava no fato. Tinha plena confiança na mulher e isso bastava para que se mantivesse alheio as falsas denúncias.
Mas tudo tem um limite; pelo menos, o do cansaço. Um dia, na metade da tarde, resolveu dar uma incerta na sua casa e, deste modo, definitivamente, comprovar que aquele mar de denúncias era totalmente sem razão e maldosas.
Ao chegar a casa – sem avisar – ao abrir a porta da sala vê a sua mulher no sofá da sala, em plena relação de amor com um seu aliado político na cidade. Não havia dúvida em relação ao que estava vendo; seu amigo e aliado político o estava traindo junto com a sua zelosa e prendada esposa..
Em poucos segundos viu pela frente anos de respeito e amor supostamente não correspondidos por parte da esposa infiel e do amigo. Raiva de si mesmo, pois havia sido avisado e não acreditou nos efetivos amigos, sendo agora o ridículo da cidade e motivo de zombarias, implícitas e explícitas, pelos moradores da cidade.
O ódio e o sentimento de vieram a sua cabeça e, com muita lucidez e equilíbrio, acabou decidindo que deveria tomar uma decisão que lavasse, na plenitude, a sua honra e que pudesse voltar a ser respeitado na cidade.
Partindo do princípio que a vingança é um prato que se deve comer frio, teve o cuidado de não fazer nada naquele momento, mas sim de tomar a decisão radical no dia seguinte.
No daí seguinte, logo pela manhã, a cidade pode conhecer a decisão radical do homem traído por seu amigo e aliado político. Abriu a porta da casa e – com estardalhaço – jogou o sofá da sala na rua, ou seja, retirou do seu lar a base da infidelidade de sua esposa. Deste modo, sem o sofá, acabava com todo o problema.
Que isso sirva de exemplo para aqueles que ainda acreditam – grupo em extinção - que coisas como esta – quando ocorrem na esfera política – terão soluções radicais e memoráveis, plenamente respaldadas no princípio da ética. Ou seja, sempre haverá um “sofá” a ser tirado da sala.
E há ainda quem defenda a tese do sigilo em relação aos custos das obras da Copa; será – tudo é possível – que estas pessoas ainda vão manter suas posições? Quem viver verá.

       Roosevelt S. Fernandes, enamorado conhecedor do que diz
respeito ao meio ambiente e  sua proteção.
Excelente palestrante.

terça-feira, 19 de julho de 2011

GRATIDÃO


Que poderei retribuir ao Senhor por tudo aquilo que me tem dado?

Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor!

Salmo 116

sábado, 16 de julho de 2011

QUERER É PODER

        Além daquelas ameaças que sempre rondaram nossas vidas, hoje se acresce uma incerteza: a de saber, se quando saímos de casa iremos voltar.
Todos os dias jornais e TV nos proporcionam avalanches de notícias tristes. Enchentes, deslizamento de barreiras aqui, vendavais ali, terremoto acolá e como se não bastasse humanos se voltam contra seus semelhantes, fazem reféns, colocam sob mira de revólveres, assaltam, matam.
Foi um entre tantos, o caso daquela moça que passava casualmente pela calçada de um estabelecimento comercial que acabara de ser assaltado.
O bandido, tem-se que usar este termo, o bandido em fuga rouba-lhe o celular, prossegue correndo, não sem voltar-se para trás, disparar contra ela e a pobrezinha morre ali mesmo, na hora, antes que tenha tido tempo de refazer-se do trauma sofrido. É mais uma vítima indefesa a perder a vida.
        Não foi a primeira, não será a última, malgrado nosso.
        A tudo assistimos atônitos, sentindo-nos impotentes.  É verdade que não nos falta consciência de que importa proceder a uma mudança real de paradigmas; importa crer que somos todos responsáveis e como tal devemos procurar saber o que é que devíamos fazer e não estamos fazendo, como devemos agir e não estamos agindo, nos omitimos.
        A maioria de nós está inerte, a maioria aboletou-se no banquinho de sua comodidade e não assumimos nosso lugar no grande espetáculo da vida, não desempenhamos nosso papel na luta em que tantos pessoas cotidianamente se cansam e se consomem buscando transformar as situações de injustiça que existem, procurando despertar nossos governantes que dormem, enfim tudo fazendo até porque, como está todos acabam perdendo.
Há crianças vindo ao mundo de forma irresponsável, seus direitos, apesar do slogan “criança prioridade absoluta”, não são respeitados. Suas mães não teem como proporcinar-lhes um ambiente sadio onde se desenvolverem, alimento suficiente, as vezes ainda que o mínimo do mínimo indispensável.
Comem mal, vestem-se mal, não estudam porque acabam desestimuladas e abandonam a escola, trocam a casa pela rua, mas há sempre uma forma que acaba por lhes permitir saber que existe um mundo mais atraente do que aquele em que vivem.. Descobrem também que é com dinheiro que se compra “tudo”.
E porque são frágeis, acabam por se tornar presas fáceis dos chefões de poderosas quadrilhas e ainda adolescentes enveredam pelos caminhos pedregosos do tráfico, do assalto à mão armada, dos homicídios, etc, etc. Muitos morrem antes  da vida amanhecer.
Viver sob o temor do que nos pode acontecer de um momento para o outro, pois ninguém está livre, é certo não é a solução.
Existem muitas pessoas vigorosas e capazes que sob  o pretexto de se terem aposentado,  entregam-se a dolce far niente, mesmo sendo capazes de contribuir para que as coisas mudem.
Conclama-se todos a arregaçarem as mangas. É preciso querer e querer é poder.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Velho...


De tão vergados
seus ombros,
o corpo
não se rege mais.

Os passos se tornaram
incertos...
E a vida lhe pesa
ainda mais.

Caminha,
como quem ainda
tem para onde ir.

Mas não vai tão longe,
a passada larga
estreita agora se refaz.

Não se rege,
            já não lhe pedem opinião,                 
seus conceitos
não importam mais não.

Suas idéias geniais?
de luz,
de grandeza,
de certezas,
a quem importa mais?

Ah! o tempo,,,
que murcha os lábios...
enruga a face...
e os cabelos prateiam...

Que estranho fator
é envelhecer!

As experiências,
a sabedoria,
a ciência,
que valeram tanto
e por tanto tempo
são patrimônios,
históricos sim,
nada mais!