sábado, 24 de novembro de 2012

CONVÉM SABER


É de dar ORGULHO!

Repasso por julgar justo mostrar um lado dos militares que a mídia nunca divulgou.

Nós militares sabemos que no meio civil tem inúmeros assemelhados em procedimento correto. Pena que os poucos ruins é que dominam o poder.

Repasso para que os jovens da Nação também saibam.

Filha de Presidente Milico ( INDELETÁVEL )    

ASSIM SÃO ESSES ESTRANHOS MILICOS!    

Sou casado com a Isolda Médici Crisostomo, sobrinha e afilhada de batismo do Presidente Médici, tanto que ele 1970 (como Presidente) foi a Bagé para ser nosso padrinho de casamento.
Mas o que gostaria de repassar são duas historias verídicas, para ressaltar o caráter deste Presidente Militar.
Em uma ocasião, durante seu governo, foi construída uma estrada moderna unido as cidades de Bagé e Livramento. O Presidente Médici tinha uma fazendola (digo isto porque ela é realmente pequena), herança de seus avos. Acontece que esta fazendola, quando do projeto inicial, não estava no eixo desta estrada moderna. Médici foi consultado para saber se gostaria, se com um pequeno ajuste, a estrada viesse a passar na fazendola. A reação do Presidente foi imediata: proibiu que se fizesse alteração no projeto com este objetivo.   

Em outra ocasião sabedor que haveria um aumento no preço da carne, por repasses de vantagens do Governo, mandou que seu filho Sérgio vendesse uma "ponta" de gado, que já estava pronta, ANTES do aumento, para que não viessem a dizer ele se beneficiou com o aumento.
O Presidente Médici não morreu pobre, afinal veio da classe média e nela permaneceu. Morreu com o mesmíssimo patrimônio que tinha ao chegar à Presidência. Seus filhos, noras, netos e demais familiares jamais tiraram vantagens econômicas pelo cargo de seu parente ilustre.
Este e outros exemplos nos enchem de orgulho, de ter o PRESIDENTE MEDICI deixado este legado de honra, civismo e respeito ao Povo Brasileiro.   

Pouco depois que cheguei a Berlim, o Presidente Geisel visitou a Alemanha. o Prefeito Stobbe subiu a escada do avião e recebeu Geisel no alto da escada e desceu com ele. Eu estava embaixo e dias anteshavia feito a visita habitual ao Prefeito. Quando cumprimentei Geisel, o Prefeito disse mais ao menos isso em alemão: "Presidente, o seu Cônsul deve ser muito importante, pois acabou de chegar e já trouxe o Presidente a Berlim" Geisel sorriu.Uns meses depois a filha Lucy esteve em Berlim num programa cultural.Acompanhei-a durante o dia. Perguntei a ela se o pai falava alemão. Respondeu que não, talvez tivesse uma vaga noção. Explicou que sua mãe falava alemão, mas que o pai de Geisel era muito rigoroso e no tempo da guerra, como era proibido falar alemão, seu avô (opai de Geisel) fazia questão que se falasse só português em casa e não ensinou alemão aos filhos.

Não sei se Amália Lucy Geisel ainda estará viva. Pouco mais velha doque eu, tinha alguns problemas de saúde. Pois bem: ela era Professora do Colégio Pedro II e, mesmo quando o pai era Presidente, ia de casa ao trabalho de ônibus. Cansei de encontrá-la neles, ela e eu a caminho do centro do Rio. Meu pai chamava isso de "os três dês do milico": decência, decoro, discrição".

ASSIM SÃO ESSES "ESTRANHOS" "MILICOS"!E falava-se horrores do Andreazza...Que estaria riquíssimo, que teria ganho de presente das empreiteiras um edifício na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, que não tinha mais onde guardar dinheiro.


Primeiro, morreu o Cel. Mário Andreazza. Quando Ministro dos Transportes, foi responsável pela construção da ponte Rio-Niterói, obra que teve empréstimo inglês de 2 bilhões dedólares (Sim! Dois bilhõesde dólares!). Por ocasião de sua morte, seus 37 colegas de turma tiveram de fazer uma vaquinha para que o corpo pudesse ser transladado para o Rio Grande do Sul.

Portanto, depois de gerenciar tanta verba pública, bem administrada, diga-se de passagem, morreu pobre. Já em 2003, foi a vez de Dona Lucy Beckman Geisel. Seus últimos anos de vida, viveu de forma pobre e discreta. Morreu em acidente de carro na lagoa Rodrigo de Freitas. Ano passado, foi a vez de dona Dulce Figueiredo, que ficou viúva em1999, do último Presidente militar.
Em 2001, devido a problemas financeiros, teve que organizar um leilão para vender objetos pessoais do marido. Foi a forma que encontrou para sobreviver dignamente. 

Faça suas comparações com os políticos de hoje e compare o estilo de vida do último presidente brasileiro, de sua mulher que frequenta o mais caro cabeleireiro do Brasil, as mais caras butiques, os mais caros cirurgiões plásticos, gastou os mais altos valores do cartão de crédito, que não precisava prestar contas. Nunca fez um trabalho social pelo Brasil. Só o que fez foi viajar com o marido por todos os lugares do mundo, às expensas do suor dos brasileiros trabalhadores.Seus filhos enriqueceram da noite para o dia.   
Isto é que são políticos "populares".     
Tirem suas conclusões.

QUEM MANDA?


NÃO É O PREFEITO QUEM MANDA OU INDEPENDÊNCIA E HARMONIA  

Não raro deparamos com pessoas que pugnam pela falta de sentido do Poder Legislativo a começar pelas Câmaras Municipais. Sugerem que se acabe com a instituição, desconhecem que num regime republicano, e por isto prevê a Constituição Federal: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. (Art. 2º).

O Legislativo é um dos três poderes, aos Vereadores compete legislar sobre assuntos que a própria Constituição Federal reserva ao âmbito dos municípios. Não é possível extinguir Câmaras Municipais sem que pudéssemos fazer o mesmo com as assembleias legislativas, com a câmara federal e com o senado.

Uma Câmara Municipal tem papel relevante. Significa que os Srs. Edis, seus componentes, devem-se pautar à altura da atribuição recebida. É um poder diferente do Executivo. Temos apenas um prefeito, mas no mínimo nove vereadores, pelo que, este se constitui numericamente, no mais representativo dos três.

Ainda se vota por simpatia, por compadrio, mediante venda do que é a maior expressão de liberdade de um povo, o voto, e para legislar, o que cria obrigação para todos. Ao Poder Legislativo compete a fiscalização do Poder Executivo, em caso de desvios, pode julgar e até cassar um prefeito.

As eleições municipais realizadas no mês passado reconduziram ou levaram novos integrantes ao Poder Legislativo. É comum que neste tempo comecem as articulações sobre a ocupação dos diversos cargos, máxime o de Presidente. E eis como é ao menos muito triste, constatar-se a falta de independência com que se movimentam alguns (a maioria ou todos os Vereadores? – a seu tempo, deputados e senadores?) quando atribuem ao Prefeito (governador, presidente) o que consideram sem ser, verdadeiro direito de apontar o nome de quem quer ver na cobiçada cadeira.

Li com a tristeza mencionada, declaração do mais votado, numa abordagem sobre sua pretensão de ser Presidente da Câmara, quando respondeu que a escolha é do Prefeito.

Senhores Vereadores, o povo os elegeu como integrantes de um poder constituído. O que lhes compete é observar a harmonia indispensável para alcançar os objetivos da Nação, jamais, renunciar a independência que lhes recomenda, oferecendo meios para exercê-la em plenitude.

Diga o Poder Legislativo o que é. Acabe com a vontade de quem quer acabar com as Câmaras Municipais. Comece com o demonstrar que ali, não é o Prefeito quem manda.
 
Publicado em A GAZETA 16/11/2012.

 

domingo, 18 de novembro de 2012

E NÓS NÃO DIZEMOS NADA


E nós não dizemos nada

Na primeira noite, eles se aproximaram
e colheram uma flor do nosso jardim.
E nós não dissemos nada.



Na segunda noite, já não se escondem,

Pisam as flores, matam o nosso cão

E nós não dizemos nada.

 
Até que um dia, o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a lua

e conhecendo o nosso medo

arranca-nos a voz da garganta.

 
E porque não dissemos nada

Já nada podemos dizer!

                                                           (Anônimo- afixado na Escola de Lamaçães)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O ASSUNTO VOLTA ÀS MANCHETES



MENORIDADE PENAL SIM 

Constituídos em dilema para Deputados Federais e Senadores, tramitam no Congresso Nacional, (ao menos nove) projetos que visam a redução da maioridade penal. A iniciativa decorre da parte daqueles que entendem que o adolescente infrator aos dezesseis anos, já tem o mais pleno conhecimento da gravidade do que pratica, da conduta pela qual se determina. Pode até ser.

        A atuação no Juizado da Infância e da Juventude permite que se tome conhecimento de casos os mais díspares, com as mesmas sutilezas, habilidades ou mais, praticadas por adolescente que em nada o diferencia do que o maior de idade faz.

        Damásio de Jesus e outros penalistas alertam que a mudança não é simples, uma vez que a maioridade é cláusula pétrea constitucional e via de consequência não pode ser mudada. Implicaria em alterar também o Código Penal, o Código de Processo Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Não se entende, portanto, porque os Srs. Parlamentares adiam tanto uma definição indiscutível. Votem pela inconstitucionalidade e ponha-se um ponto final. Trata-se de um tema que não pode ter julgamento político, isto é, quando se pretende, ou até se deve dar satisfação à sociedade em determinado caso.

        Quando Deus criou o mundo extasiou-se ante o que via, porque tudo era bom. Se as coisas são boas, muito melhores são as pessoas, todos os que nascem, inclusive o adolescente que acaba por vir a ser taxado de infrator. Esses adolescentes não são ruins foram tornados ruins, não são marginais, foram marginalizados.

        Corre-se o risco de tornar repetitiva, mas vai-se assumir e dizer mais uma vez que eles não chegam a tal ponto de uma hora para outra. Há todo um processo de degeneração de suas vidas, provocada pela falta de moradia, pela fome, pelas privações de toda sorte e, quando descobrem que mesmo que seja mediante uma maldade, conseguem o que desejam, partem com tudo para conseguir.

        Idade a ser tida em conta, não é só a melhor, como eufemisticamente se trata os que ultrapassam os 60. Cada idade tem seu tempo e “tudo tem seu tempo certo debaixo do céu”. (Ecl 3,1). Deputado muito jovem? pode dar  no que deu.  Promotor e Juiz jovem, por exemplo, tem que receber uma preparação para desempenhar o cargo. É perigoso facultar-lhe pura e simplesmente o porte de arma, por exemplo.  Enfim, o processo que prepara a pessoa para ser o que deve ser e fazer o que deve fazer é exigente e não pode ser desconsiderado em nenhum detalhe. Impõe-se uma preparação.

 Não se vê preocupação com o momento que precede o seguinte cujo viver pode significar muito mais do que se tem em reservas, para ultrapassá-lo. Quando a meninada está na rua, cheirando cola, cometendo pequenos furtos, faz-se de conta que não se está vendo. Mas quando imita o adulto que comete crime, quer-se simplesmente penalizá-la.

Educação ainda é a grande meta, preparação contínua e eficiente para que as novas gerações assumam progressivamente e eficientemente sua função em cada momento da vida. Isto tem que ser exigido.

E principalmente, enquanto a pobreza for tórrida, quase nada será refrescante.

(22 de maio de 2009)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

DAS PROVAS E DOS TÍTULOS

O Presidente do Tribunal de Justiça acaba de suspender as férias dos juízes, como parte do seu reconhecido empenho em acelerar a deficitária prestação jurisdicional. Não acontece só no Brasil, como não justifica que por isto nos tranquilizemos. Que tal acontecer no Espírito Santo, a inversão deste status?

Não se neguem os passos significativos que já foram dados. A instituição dos juizados especiais, por exemplo,  foi vista como início da solução, mas a lei alterada na ponta, causou sua quase ineficácia. Determina que a audiência no crime seja em seguida ao delito; à uma conciliação infrutífera no cível, suceda logo a instrução e julgamento.

Até o “esquema juizado arbitral” foi introduzido na judicatura. Mutirões, juízes leigos instruindo e sentenciando. Seria projeto de sentença, mas breve homologação faz virar sentença, e encerra-se a prestação jurisdicional na instância.

Quem vai ao Juizado Especial, vai ao Poder Judiciário. Não quis recorrer a um árbitro.  É portanto inaceitável.

Causa gritante: déficit de juízes, incompetência de candidatos ao cargo.

Não é bem assim. O que está superado é o modelo adotado para aferir conhecimentos nos concursos. A Constituição Federal (inc. II art.37) prevê que “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos”, mas não especifica, ou que a primeira prova se constitua de dezenas de questões objetivas de tal forma enredantes, que mesmo luminares do direito, podem não saber respondê-las. No acréscimo do dispositivo está o mais importante: “de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego”.

O que compete ao juiz é decidir. Para tanto, precisa examinar os termos da lide, confrontar com as provas e a luz do direito, sem olvidar o contexto social, proferir seu veredito com lucidez e imparcialidade. Esta capacidade deve ser aferida antes.

É tempo de mudança, ao Judiciário entre mais, compete mudar o modelo de provas para admitir juízes. É conhecido o expressivo número de excelentes profissionais que tentaram até mais de uma vez galgar a magistratura, seriam capazes de judicar com competência destacada, mas não lograram superar “a prova”. Que isto seja compreendido e em breve se reconhecerá que a Justiça, conforme lhe compete, tornou-se célere, graças ao trabalho profícuo de luminares do direito que enriqueceram a constelação dos bons magistrados.

Marlusse Pestana Daher

 

domingo, 11 de novembro de 2012

ARAÇÁS

Recebimento do título CIDADÃ LITERÁRIA



Adolescentes mateenses



O Centro Cultural Araçá é uma Organização de Sociedade Civil, ONG - Organização Não Governamental- sem fins lucrativos - idealizada por universitários dos cursos de Pedagogia e Biologia da CEUNES / UFES em 1994.
Desenvolve Projetos de Educação e Proteção Social, tendo como eixo a arte e cultura, favorecendo crianças e jovens de São Mateus-ES.
Possui uma proposta não formal de educação, voltada para a construção da cidadania que vai além de uma atitude assistencial e imediatista, oferece oportunidades para que crianças e jovens desenvolvam habilidades e descubram suas aptidões e que também encontrem um caminho de inserção produtiva na sociedade.
Nesses quinze anos conquistou vários prêmios e classificou projetos em seleção nacional como nos programas Geração da Paz, Fome Zero e Desenvolvimento Social promovidos pela Petrobras no período de 2001 a 2008. Banco Nordeste, através do Programa BNB de Cultura edição 2001 e 2009, Programa Novos Brasis promovido pela OI FUTURO \ TELEMAR, ano 2008 e Programa Criança Esperança\ Rede Globo durante o ano de 2006\2007.Foi um dos 10 finalistas no prêmio Itaú Unicef em 2003 conquistando o certificado de Menção Honrosa e por último, no fim de 2008, recebeu dois prêmios do Ministério da Cultura; Prêmio Ludicidade e ponto de Leitura.

O Centro Cultural Araçá oferece atividades em diferentes modalidades intelectuais, artísticas, culturais permitindo que os seus educandos crianças, adolescentes e jovens tenham acesso a atividades culturais e recreativas de qualidade.

Missão:
“Promover a inclusão social de crianças, adolescentes e jovens através de ações sócio-educativas, favorecendo seu desenvolvimento físico, intelectual, psico-social e educacional, além de ajudá-los a integrar-se produtivamente na sociedade."

Diretoria:
Presidente: Marilena Cordeiro Fernandes de Jesus
Tesoureiro: Maria da Penha Rocha Santos
Secretário: Vaneuton Barros
Suplente: Terezinha Freitas Silva Lóss

Conselho Fiscal:
Samir George Zogheiber
Normélia Bastos Neta
Eduardo da Conceição Silva
Delurdes Rolim

Conselho Administrativo:
Edercival Mesquita Deus
João Carlos Sad Lopes
Maria Valane Uguini Sena

 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

POR DETRÁS DE UMA VIDRAÇA

Beatriz Monjardim


O tempo escôa tão lento,
Quando a vida perde a graça!
Põe em tudo um desalento...
Vai se arrrastando... não passa!

É um viver impreciso;
Um canto sem melodia...
Como crinça sem riso,
Sem sonhos, sem fantasia.

No meu jardim vejo flores
De um colorido embaçado;
São como velhos amores,
No meu peito ainda guardados.

Ainda vejo da janela,
O azul do céu e do mar;
__Paisagem numa tela...
Já não me fazem sonhar!

O mundo, é lindo lá fóra!
Mas tudo perdeu a graça...
A vida, eu a vejo agora,
Por detrás de uma vidraça!


 O texto que segue foi mandado também por Beatriz.


Se este anexo tiver imagens, elas não serão exibidas. Baixar o anexo original

A Saudade fala Português

Eu tenho saudades

de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,

quando escuto uma voz,

quando me lembro do passado,

eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,       
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,

do meu primeiro amor,

do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e

daqueles que ainda vou vir a ter,

se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...

Sinto saudades de quem me deixou

e de quem eu deixei,

de quem disse que viria e nem apareceu;

Sinto saudades do futuro,

que se idealizado,

provavelmente não será do jeito

que eu penso que vai ser...

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus;

de gente que passou

na calçada contrária da minha vida e

que só enxerguei de vislumbre;

de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei se existiram

Mas que se soubesse, decerto

gostaria de experimentar;

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho

que eu tive um dia e que me amava fielmente,

como só os cães são capazes de fazer,

Dos livros que li e que me fizeram viajar,

dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade

Quantas vezes tenho vontade de                                           encontrar não sei o que, não sei aonde,                                       para resgatar alguma coisa                                                                             que nem sei o que é, e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso

que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês,

mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileiro, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados,

para contar dinheiro,

fazer amor e declarar sentimentos fortes,

seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples "I miss you",

ou seja lá como possamos traduzir saudade

em outra língua, nunca terá a mesma força

e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima, corretamente,

a imensa falta que sentimos de coisas

ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar

todas as vezes em que sinto este aperto no

peito, meio nostálgico, meio gostoso,

mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos

sensíveis, de que amamos muito

o que tivemos

elamentamosascoisasboas  que perdemos                                                       ao longo da nossa existência...   
                                                                
Sentir saudade é sinal de que se está vivo...

Antônio Carlos Affonso