quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

SAUDADE

Saudade, mas o que é saudade?
que se sente e não se vê.
O que é esta dor
que machuca pra valer?

Que faz querer bem
até a quem não convém,
mas também a quem se tem
estimado muito além.

Saudade, esperança
de ver até quem
se há de querer;
de ter alguém
que não é mais possível ter.

É a oportunidade perdida
de um amor imenso,
intenso,
propenso a ser eterno.

O que é saudade,
pode ser tudo que já foi dito,
que se diz e se dirá
e ainda muito, muito mais.
e certamente muito mais
do que não se disse.

Saudade é rio que caminha para o mar...
É vento que sopra a desfolhar...
É meu sentimento que sequer se define.
É tudo de que me aposso
... e ainda posso repartir.

Ah, que saudade!!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O QUE É MORRER?


Morrer é fechar os olhos, é a primeira coisa que faz quem morre se não os tinha fechado antes. Fecha os olhos para o que via antes. Assemelha-se a um propósito de não querer ver mais nada. Cansou-se do que viu antes.
É sair da vida, tornar-se incapaz de absolutamente tudo, de esboçar um mínimo de reação mesmo que seja para o que antes fazia tanto, impedir-se de morrer, impedir o próprio anulamento e ser arrebatado irreversivelmente pela morte.
Quem morre, como que não se compadece da dor que padecem os que o amam e sua morte choram. Deixa-se sepultar, isto é, provar o maior dos aniquilamentos enquanto o corpo cujo culto lhe merecera tantos cuidados, vai apodrecer e de tal sorte que só sepultado, pode não perturbar tanto odor fétido o ar que os demais respiram.
Morrer é deixar as coisas onde as havia colocado, os planos, se feitos, interrompidos, tudo com que se ocupou ou que constituía objeto de atenções e cuidados e por eles não sentir mais nada, perdem todo significado.
É não intervir mais em decisões de qualquer sorte e não dispensar a quem quer que seja qualquer tipo de cuidados, quanto mais às coisas.
Morrer é defrontar-se com a falência da vida e por acréscimo, chegada a hora da minha morte, sou eu que devo morrer. Só eu posso morrer minha morte, só eu morro por mim e por mais que alguém me amasse, minha morte é minha, ninguém pode morrer por mim.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

E COMO CHORAM!

DITADOR MORRE, NORTE-COREANOS CHORAM

Ditadura é a designação dos regimes não-democráticos ou antidemocráticos, ou seja, governos onde não há participação popular, ou que essa participação ocorre de maneira muito restrita.
Na ditadura, o poder está em apenas uma instância, ao contrário do que acontece na democracia, onde o poder está em várias instâncias, como o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.[1]
Diz-se que um governo é democrático quando é exercido com o consentimento dos governados, e ditatorial, caso contrário. Diz-se que um governo é totalitário quando exerce influência sobre amplos aspectos da vida dos governados, e liberal caso contrário.
Ocorre, porém, que frequentemente, regimes totalitários exibem características ditatoriais, e regimes ditatoriais, características totalitárias.
O estabelecimento de uma ditadura moderna normalmente se dá via um golpe de estado.
WIKIPEDIA

Quem explica?
Peçamos a Jesus que nasça particularmente no coração de cada um daqueles nossos irmãos e descubram o valor da liberdade.

sábado, 17 de dezembro de 2011

VIDA , SAMBA PARA SAMBAR

Assim que eu quero ser lembrado.
Se existe coisa que me levanta o astral, que faz ressoar dentro de mim todos os acordes da música que tenho na alma, essa coisa se chama um bom samba. 
Dia desses, casualmente, (não sou boa telespectadora) frente à televisão, deliciei-me com a Marron dando à eloquente letra do samba, ao ritmo, à música, ainda mais intensidade, muito mais paixão, muito mais tudo de bom. Cantava de Edsone Aluisio,  não deixa o samba morrer...

Quando eu não puder pisar / mais na avenida,  /  Quando as minhas pernas  / Não puderem agüentar /  Levar meu corpo  / Junto com meu samba /  O meu anel de bamba  /  entrego a quem mereça usar...
Eu vou ficar No meio do povo, espiando / Minha escola perdendo ou ganhando /  Mais um carnaval 
Antes de me despedir /  Deixo ao sambista mais novo  /  O meu pedido final: Não deixe o samba morrer  Não deixe o samba acabar /O morro foi feito de samba  / De Samba, prá gente sambar...(4x) 

Maria Rita também canta, com um gingado de emocionar, enquanto a nossa Marrom, com todo respeito, da sua arroba, continua sambando pra ninguém botar defeito, mesmo que sem a leveza das passistas de sua Mangueira, de um jeito todo e só seu.
A inspiração me chamou a compor essas linhas ao ligar o computador e me deparar com a notícia de que o samba está de luto, JOÃOZINHO 30 FOI PARA O CÉU. Ilustra a notícia uma foto sua em plena avenida, delirando com a “Beija Flor”. Foi encimada com frase que traduz desejo por ele manifestado em alguma hora: é assim que eu quero ser lembrado. No samba, sambando, na avenida, no meio do povo, delirando.
De algum tempo, o Joãozinho já não andava bem, chegou a aparecer em cadeira de rodas, num desfile carnavalesco. A letra do samba enfocado se encaixa como testamento musical do nosso design do samba. Já não podia mais pisar na avenida, suas pernas perderam força e não mais o levavam até lá, junto com o samba.
Imagino quantas vezes sentado em sua cadeira de rodas, ter-se-á posto a cismar, olhando no dedo anular da mão esquerda, a oficial da aliança, aquele seu anel de bamba e pensado quem mais o mereceria usar.
Ao mesmo tempo, ainda que involuntariamente, abandona o primeiro sentimento e dispõe-se a, apesar de tudo, permanecer para sempre, no meio do povo, espiando sua escola passar em todo e qualquer carnaval.
Mas tem que voltar à realidade primeira e certamente fez esse propósito: antes de me despedir, deixo ao sambista mais novo, o meu pedido final: Não deixe o samba morrer. Não deixe o samba acabar. Além do morro todo e qualquer lugar foi feito de samba,
de samba, prá gente sambar.
É assim mesmo, Joãozinho, a vida é um tempo através do qual quem passa somos nós. Não havendo outro jeito, fica como se o jeito tivesse sido dado. Prossegue, estou certa de que, quando você divisou a aurora seguinte àquelas a que estava habituado por aqui, nasceu de novo.
Quando São Pedro estiver distraído, não perca tempo, reúna os bambas que o precederam e com eles organize por lá  uma nova escola, você vai-se sentir prosseguindo por uma vida que é nova.
Não se preocupe porque, mesmo que não tenha tido tempo de pedir ao sambista mais novo, os de todas as idades, enquanto estivermos por aqui, os que amamos o samba tudo faremos, não deixaremos o samba morrer, não deixaremos o samba acabar, na verdade essa vida é um samba, samba pra gente sambar.

Marlusse Pestana Daher
sábado, 17 de dezembro de 2011  18:40

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CRER PARA VER

Encontro de Maria com Isabel
Nem sempre colocamos toda nossa boa vontade, toda nossa capacidade de luta em prol da nossa fé. Recebemos a fé pelo batismo, fazê-la crescer é resultado de um compromisso diário com práticas de atitudes que comprovem nosso amor a Deus e contribuam para edificação das pessoas com as quais convivemos.
É necessário afirmar creio Senhor, e pedir em seguida e sempre: mas aumentai a minha fé.
No caminho da fé nosso melhor exemplo é Nossa Senhora tal qual disse Isabel: bem aventurada aquela que acreditou nas coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.
Maria acabara de dar seu consentimento para que acontecesse o Natal de Jesus contentou-se com um mínimo de detalhes que o Anjo lhe apresentou, e no momento seguinte, iniciou sua caminhada na fé. Mais de uma vez o Evangelho atesta: e Maria guardava  esses   coisas no seu coração.
O caminho da fé se faz em escuros, o que exatamente importa é crer na fidelidade de um Deus que é amor. Não nos serve a atitude de Tomé que contesta o aparecimento de Jesus: se eu não o vir, se eu não tocar com meus dedos suas chagas, não creio  e foi repreendido por Jesus que proclamou: Bem aventurados os que não viram, mas creram.
O que Jesus ensina é que precisamos crer para ver e não, ver para crer. Como Maria, deixemos Jesus entrar em nós e propiciaremos que o Natal  que está chegando, seja bom para todos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

BROTOS NOVOS

Toda a liturgia do advento é um convite à humildade, à esperança, ao arrependimento e à conversão como forma de renovação da proposta de vida que Deus nos faz. Nesse projeto, verifica-se a chegada de um mundo novo onde todos os seres humanos, plantas, animais e até os minerais renascem, florescem, frutificam num convívio harmonioso. Não se trata de um paraíso que se perdeu, mas de uma nova sociedade que devemos construir. Trata-se sim de um mundo novo marcado pela humildade: um ramo brotará de um tronco, um renovo que surge das raízes.
Do profeta ainda vem o anúncio do surgimento de um rebento sobre o qual repousará o Espírito Santo portador  de sabedoria, inteligência, conselho, ciência, fortaleza, piedade, temor.
Essa nova criatura ao atingir a maturidade conhecerá por dentro as realidades e não se deixará levar pelas aparências, estará cingida com a justiça que se traduz na defesa do direito dos pobres e dos pequeninos.
O mesmo profeta ainda ensina: quando se faz justiça aos pobres todas as coisas e pessoas se reconciliam. Justiça igual ao acesso a todos os direitos para que aconteça o que disse Jesus: eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.
Deus quer que sejamos brotos novos sobre os quais repousa seu espírito, o reino de Deus só aceita os que se tornam crianças reconciliados com a natureza e com os semelhantes.
O advento é bom tempo para consolidar esse projeto. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MARANATA

O ser humano tem dentro de si a LUZ, mas prefere tatear pelo escuro, procura fora de si o que pode ser encontrado no mais íntimo do seu coração e nos seus semelhantes. Distancia-se dessa realidade que lhe é tão próxima e pensa poder vivenciar à distância pelo que mais anseia.
Achamos que para nos relacionarmos com Deus e ir ao seu encontro é preciso ter atitude de quem vai a algum lugar. Antes, importa acolher o desvelamento do mistério de Deus em nossa vida, até porque Ele é mais íntimo de nós do que toda nossa interioridade.
Importa, na expressão do Apóstolo Paulo, desnudar-se do homem velho para que surja a nova criatura com que o Pai nos revestiu na encarnação de seu filho Jesus.
De acordo com o Evangelho já nos deveríamos encontrar na mais íntima convivência com Deus, pois tudo foi feito por meio do Verbo que é a própria vida dos homens, a luz que nos ilumina. Verbo que está presente no mundo, o qual foi feito por meio Dele. Verbo que veio para o que era seu, que se tornou tão próximo de nós, a ponto de assumir a nossa natureza humana e armar sua tenda entre nós.
Gente, pelo amor de Deus, não corramos o risco de não crermos nessas verdades, de preferirmos caminhar nas trevas, quando há tanta luz para nos iluminar, para que também não seja dito de nós que Ele veio para os que eram seus e os seus não o receberam.
Ao contrário, pois é advento, digamos com entusiasmo verdadeiro: maranata, vinde Senhor Jesus !