quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um dia para lembrar, protestar e mobilizar contra a violência à mulher.


Definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia, o 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.
Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher,que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam no 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948. Este período também contempla outras duas datas significativas: o 1o de Dezembro, Dia Mundial da Luta contra a AIDS e o dia 6 de Dezembro, Dia do Massacre de Montreal (leia mais sobre o 6 de Dezembro)
Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Fonte: Rede Feminista de Saúde, RedeFax, 26/ 2003.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

IRENA SENDLER MORREU...SABES QUEM ERA?

Nem sempre o prêmio é atribuído a quem mais o merece...
Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo. 

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!) 
Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. 
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças. 
Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente. 
Os nazis souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: "Jesus, em Vós confio", e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Zegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim. 
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos. 

No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.
Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!
Estou transportando o meu grão de areia, reenviando esta mensagem. Espero que faças o mesmo.
Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este e-mail está a se reenviando como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 sacerdotes católicos que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados com os povos da Alemanha e Rússia olhando para o outro lado. 
Agora, mais do que nunca, com o Iraque, Irã e outros proclamando que O Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça. 
A intenção deste e-mail é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Une-te a nós e sê mais um elo desta cadeia comemorativa e ajuda a distribuí-la por todo o mundo..
Por favor, envia este e-mail às pessoas que conheces e pede-lhes que não interrompam esta cadeia.
"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade." - Irena Sendler

Por favor, não apagues simplesmente.
Não te levará um minuto a reenviá-lo.
Obrigado. O Criador agradece ... Amém!!!

domingo, 21 de agosto de 2011

UMA PÁGINA BELÍSSIMA DO EVANGELHO

Homilia no XXI Domingo do

Tempo Comum A 2011

1. O sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, está em Madrid, desde o dia 18 e até ao final do dia, deste Domingo. O venerável ancião, de cabelos brancos, veio até à capital espanhola, encontrar-se com jovens do mundo inteiro, para os confirmar na fé em Cristo, «num momento em que a própria Europa tem grande necessidade de reencontrar as suas raízes cristãs» (cf. Mensagem para a JMJ 2011)! Desde há muito tempo, e por estes dias, os jovens preparam esta Jornada Mundial, tendo como ponto de reflexão uma interessante frase de São Paulo: «Enraizados e edificados em Cristo... firmes na fé» (cf. Col. 2, 7).

Jornada Mundial da Juventude - Madri - Espanha
2. O Evangelho deste domingo permite-nos, aliás, com grande oportunidade e actualidade, e até em continuidade com o dos domingos anteriores, desenvolver a nossa reflexão, em torno da fé, que se quer «enraizada, edificada e firme».
2.1. Comecemos então pela primeira pergunta de Jesus aos seus discípulos: «Quem dizem os homens, que é o Filho do Homem»? É uma espécie de sondagem à opinião pública, sobre Jesus. E pelo eco das respostas, vemos que Jesus era tido em boa conta, na galeria dos grandes da história do seu Povo. Mas faltava ainda conhecer e reconhecer a sua verdadeira identidade, enquanto Messias e Filho de Deus! Naquele tempo, como agora, “o acesso a Jesus tornou-se difícil. Circulam tantas imagens de Jesus que se fazem passar por científicas e O privam da sua grandeza, da singularidade da Sua pessoa”(cf. Mensagem). E, nesse contexto, o Papa desafiou os jovens, a enraizar o conhecimento pessoal e vital de Cristo, a partir das verdadeiras fontes, «tal como a árvore plantada, perto da água, que estende as raízes para a corrente» (cf. Jr 17, 7-8). E enuncia as fontes onde a fé se enraíza: «Abri e cultivai um diálogo pessoal com Jesus Cristo, na fé. Entrai em diálogo com Cristo, na oração, dai-lhe a vossa confiança: ele nunca a trairá! Conhecei-o mediante a leitura dos Evangelhos e do Catecismo da Igreja Católica. Aprendei a «ver», a «encontrar» Jesus na Eucaristia, onde está presente e próximo. No Sacramento da Penitência, encontrai o seu perdão. Reconhecei e servi Jesus também nos pobres, nos doentes, nos irmãos que estão em dificuldade e precisam de ajuda». Só assim se alcança uma fé madura, sólida, que não estará unicamente fundada, num sentimento religioso, ou numa vaga recordação da catequese da vossa infância(cf. Mensagem para a JMJ 2011).
2.2. Só assim é possível responder, pessoalmente, à segunda pergunta, a mais difícil: «E vós quem dizeis que eu sou»? Agora, já não basta uma fé de «ouvir dizer», uma fé herdada, aprendida, porventura estudada! Porque «a fé cristã não é tanto crer em verdades, mas é acima de tudo uma relação pessoal com Jesus Cristo, é o encontro com o Filho de Deus, que dá a toda a existência um novo dinamismo» (cf. Mensagem para a JMJ 2011)«um novo horizonte e deste modo um rumo decisivo» (DCE 1)! Para chegar à fé, é preciso tocar a Cristo, topar com Ele e confessar, com Pedro e como Pedro: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Ou dito de outro modo, é preciso chegar a dizer, do mais fundo da alma: “Tu, ó Cristo, és o verdadeiro tesouro, pelo qual vale a pena sacrificar tudo! Tu, ó Cristo, és o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as expectativas mais íntimas do nosso coração! Jesus, Tu é o Filho de Deus vivo, o Messias prometido, que veio à terra oferecer à humanidade a salvação e satisfazer a sede de vida e de amor que habita dentro de mim”.
2.3. A esta profissão de fé da parte de Pedro, Jesus responde: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja". Pedro torna-se então a pedra, aquele de quem Cristo se serve, na Igreja, para confirmar a fé dos irmãos! Vede: Cristo quer tornar-nos firmes na fé, através da Igreja! Assim, a nossa fé pessoal em Cristo, nascida do diálogo com Ele, está ligada à fé da Igreja: não somos crentes isolados, mas, pelo Baptismo, somos membros desta grande família! É a fé professada pela Igreja que dá segurança à nossa fé pessoal! O credo que proclamamos na Missa Dominical protege-nos precisamente do perigo de crer num Deus que não é o que Jesus nos revelou: «Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sozinho, sem ser motivado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para guiar os outros na fé» (Catecismo da Igreja Católica, n. 166). Não acreditemos em quantos nos dizem que não temos necessidade dos outros, para chegar a fé ou para construir a nossa vida! Ao contrário, diz o Papa aos jovens e digo-vos eu também: «apoiai-vos na fé dos vossos familiares, na fé da Igreja, e agradecei ao Senhor por a terdes recebido e feito vossa»!
3. Queridos irmãos e irmãs:
A opção de crer em Cristo e de O seguir não é fácil; é dificultada pelas nossas infidelidades pessoais, e por tantas vozes que indicam caminhos mais fáceis. Não nos deixemos desencorajar! Procuremos antes o apoio da comunidade cristã, o apoio da Igreja. E, sobretudo, agradeçamos sempre ao Senhor pelo dom da Igreja; ela faz-nos progredir com segurança na fé, que nos dá a vida verdadeira (cf. Jo 20, 31). Queira Deus, que, para todos os jovens (e para todos os homens), que desejam professar a sua fé pessoal em Cristo e torná-la firme, na fé da Igreja, o Papa Bento XVI se torne aquela “pedra” sobre a qual todos se possam apoiar com segurança!

Disponível em ABC da Catequese

terça-feira, 16 de agosto de 2011

POR UMA CULTURA DE PAZ

É incrível como as pessoas deixam passar oportunidades de ser boas, amáveis, educadas, no mínimo, agir com urbanidade.
Quem dirige nesse trânsito que se torna sempre mais caótico em Vitória e até em cidades menores, sabe que os problemas, as dificuldades são as mesmas para todos. Quantas vezes alguém sai da garagem do prédio em que mora e os carros vão passando. Raramente, alguém pára para ceder a vez. Outra hora, se tem alguém que colabora pode lhe surgir “um buzinaço” atrás, provocado pelos que se aborrecem com quem foi gentil.
Tudo isso comprova a desordem emocional em que muitos se encontram, reagem com falta de educação, com grosseria. Isso é violência e violência é o oposto da paz. Onde há violência, não há paz.
Já existe uma grande movimentação, pró uma cultura de paz. Todavia é uma pequena parcela se considerarmos quantos poderiam aderir a tal luta e ainda se absteem de propugnar pela paz.
Com certeza, as pessoas que renunciam à paz, também já provaram o quanto agir com ela e senti-la é gratificante. Sempre nos arrependemos por ter sido violento, indócil, mal educado, ao contrário, quanto foi prazeroso agir com paz, em paz, pela paz, estar em paz.
Seria tão mais fácil para todos e com certeza todos tiraríamos proveito cultuando paz.
Nossa Senhora da Paz, interceda junto ao teu Divino Filho por nós para que escolhamos dar lugar à paz em nossas vidas, desde quando das maiores às menores atitudes que contribuam, cultivem e façam crescer a paz.

domingo, 14 de agosto de 2011

UMA TRAJETORIA DE LUTA PELO DIREITO E FÉ NA JUSTIÇA

 Em comemoração ao Dia do Advogado o curso de Direito organizou uma aula diferente, um bate-papo com a promotora de Justiça aposentada Dra. Marlusse Pestana Daher. O encontro foi realizado no Cineteatro.

Marlusse iniciou a fala com a frase “O fim do direito é a paz, e o meio o percurso a ser feito para conquistar a luta”. Segundo a promotora, essa frase resume toda sua trajetória – do magistério ao Ministério Público – e sua bandeira de vida e profissão. E, assim como o último convidado do curso de Direito, o professor Dr. João Batista Herkenhoff, a Dra. Marlusse compartilhou sua experiência de vida em tom romântico e paixonado pela profissão de jurista.

A palestrante ressaltou em sua fala a importância de se acreditar na justiça, trabalhar com dignidade e lembrar sempre que cada ser humano tem uma trajetória única. Sem esquecer que tudo tem seu tempo. Para ela, tudo se resume no artigo 5º da Lei de Introdução ao Código Civil e no artigo 59 do Código Penal, que refere-se a interpretação do juiz de acordo com o fim social.

Formada no antigo curso de Magistério, em Letras e em Direito, Dra. Marlusse Pestana contou que sua trajetória foi marcada por lutas e muitas conquistas. “Tenho muito orgulho de minha história. E sei que o que eu conquistei foi através dos dons que Deus me deu”, disse referindo-se à característica humanista e ao hábito da leitura intensa. “Eu amo a língua. É preciso entender e conhecer a língua. Isso é fundamental para nossa profissão. Quem não conhece a língua terá dificuldade de interpretar uma petição”, exemplificou.

Dra. Marlusse acumula no currículo cargos de professora, vereadora no município de São Mateus, Defensora Pública, também em São Mateus, e Promotora de Justiça. “A vida é um eterno aprendizado”, concluiu.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

UM DIA PARA O MEIO AMBIENTE

Faz-se sempre mais necessário repensar o meio ambiente. Um dia especial por isto lhe está consagrado! Trata-se do 5 de junho e se comemora com mais ou menos ênfase ou eventos em toda a terra.

O quanto o meio ambiente seja coisa nossa, certamente, ninguém mais pode por em dúvida. Reportando-nos a de onde vem, vamo-nos deparar com um Deus, aquele que é o Senhor, nosso Senhor, se ocupando com ele, criando-o com tal ternura, possível somente ao próprio Deus.

Assim é que, na abertura das Sagradas Escrituras, o primeiro dos seus livros, o Gênesis, registra: "Deus contemplou a sua obra e viu que tudo era bom. O Senhor Deus quando criou o homem, tinha plantado um jardim no Éden, ao lado do oriente e colocou o homem nele. O Senhor fez brotar da terra toda sorte de árvores de aspecto agradável e de frutos bons para comer, um rio saia do Éden para regar o jardim e dividia-se em seguida em quatro braços. O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim para o cultivar e guardar".

Tudo era bom, mas o homem caminhando no compasso do passo de um desenvolvimento a qualquer preço, onde ele mesmo pouco conta, porque o lucro passou a ser mais importante, foi devastando e cada vez mais comprometendo à própria qualidade de vida, via de consequência, sua saúde, outros bens próprios e igualmente valiosos.

Se por um lado, pode ser dito que em nenhum outro tempo, houve tanta riqueza e tanta fartura no mundo, por outro, é inegável que em nenhum outro tempo, houve tanta miséria, tanta degradação ambiental, tanta poluição e tanta desarmonia neste mesmo mundo, o meio em que o homem vive.

O resultado foi que a situação se tornou de tal forma gritante que finalmente começou-se a pensar numa saída que conciliasse desenvolvimento econômico e preservação ambiental incluindo o fim da pobreza na terra. "A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de uma forma sustentável, entretanto, é preciso garantir as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em satisfazer suas próprias necessidades" afirmaram os que escreveram a Agenda 21.

Em outras palavras, o que se pretende não é interromper o curso do desenvolvimento ou do progresso, mas sim, levá-lo a efeito de tal forma, que as futuras gerações possam caminhar sem artifícios, sem que estejam privadas de um ambiente capaz de assegurar-lhes uma vida conforme a sua natureza e respectivas necessidades. A este projeto se denominou desenvolvimento sustentável.

Em nosso país, adaptada aos ditames da atual Constituição, data de 1981, a Lei 6.938 que traça os rumos da Política Nacional do Meio Ambiente e que tem como "objetivo: a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana".

Ela define o meio ambiente como "o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas". Como degradação da qualidade ambiental diz que é "a alteração adversa das características do meio ambiente" e como poluição, "a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que de forma direta ou indireta, prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente a biota; afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos".

Poluidor é "a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental". Finalmente, são recursos ambientais: "a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo e os elementos da biosfera".

Neste meio, está o homem, agente reflexivo de suas ações. Ao mesmo tempo que age, sofre em bem ou em mal, os resultados do que faz.

Meio ambiente inclui a cidade com suas construções e sua memória.

Daí é que, quem de forma insensível causar desarmonia à ordem natural do ambiente é passível de ser repreendido. Não é que a legislação específica sobre cada um dos integrantes desse grande ecossistema, já não previsse, como é caso do código florestal, do de proteção a fauna e a flora, etc. Já eram previstas reprimendas equivalentes a toda conduta delitiva, mas foi com a festejada Lei 9605/98, a Lei da Natureza, que os crimes ambientais passaram a ter mais peso, até pela qualificação como crime e não mera contravenção, além da expressão do valor das multas que prevê. Sem se esquecer que estabeleceu como se reprime, quando a criminosa é uma pessoa jurídica.

E por falar em ecossistema, eu sempre penso que se as pessoas parassem e refletissem sobre o que é, não só cresceria seu respeito pelo meio ambiente como passaria a ter por ele mais que um simples olhar de contemplação sobre a beleza da qual é dotado. Haveria nada menos que reverenciá-lo. Certamente, o mínimo gesto que o pudesse afetar seria reprimido, ao menos muito pensado. É dolosa a ação que o agride.

São hediondos os crimes dolosos contra a vida. É hedionda a conduta de quem não se compraz com o meio ambiente.

Um ecossistema é aquele meio, o mar, o mangue, a floresta, onde os seres que o habitam se integram, se comunicam, repartem o que são com todos, repartem não apenas o que os circunda, mas a própria essência, o próprio ser; não vivem apenas por si, nem simplesmente deixam os outros viverem, mas asseguram reciprocamente vida em comum, vida em plenitude, vida em potencial. E não obstante as próprias diferenças, não importa que este seja lama, enquanto aquele é crustáceo ou molusco; um é água o outro é raiz. A força do ar e a luz do sol também vão-lhes ao encontro e quando são plenitude servem ao homem indistintamente, mesmo àquele que o molesta.

Se quando olhas um ventre te enches de ternura, porque ali um novo ser se faz, quando olhares o ambiente lembra-te que aquela vida vai depender dele para viver em condições saudáveis. Se não tens coragem de agredi-lo porque sabes que tua mão perturbaria a paz de quem nele se encontra, poderia afetar seu vir a ser, antecipar uma hora que não é aquela da maturidade da vida, do vir à luz, jamais também a uses de forma a agredir o meio ambiente, em outro aspecto, ele tem igual sensibilidade; tua vida depende dele, em proporção e intensidade muito maior do quanto com toda tua inteligência, por mais brilhante que seja, possas imaginar.