domingo, 8 de janeiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
A FLOR DE QUIMERA
Isa, a Florzinha do Campo
Concorrente do Concurso Literário Elza Cunha
Foi ele, um imponente faisão, que
sobrevoando uma fazenda, deixou cair de seu bico a semente de uma flor. Jogada
sobre a terra, essa semente recebeu da natureza todos os nutrientes necessários
para sua sobrevivência e assim ela germinou. Primeiro o caule, verde e
vigoroso, depois as folhas, leves e macias, o gracioso botão, e ao término de
sua metamorfose ela desabrochou com toda benemerência, expondo suas pétalas
brancas e douradas delicadamente ao mundo, enriquecendo a flora num espetáculo
solitário e exalando sua doce e suave fragrância. A flor de Quimera, campestre,
singela, magnífica em sua essência, nasceu ao acaso e estava pronta para viver
como tantas outras flores, a sua breve jornada no universo, quando subitamente
foi arrancada do solo por uma garotinha que por ali passava. A menina levou a
flor para sua casa onde lá ofertou carinhosamente a sua avó que repousava no
leito, enferma. Tão doente estava sua avó que a princípio nenhuma importância
deu a flor, fazendo a neta depositá-la em um pequeno vaso que deixou ao lado de
sua cama. Ao anoitecer a flor de Quimera, esquecida no vaso, exalou o seu
perfume pelo quarto e seu agradável aroma fez despertar a velha senhora
convalescente. Nunca em sua vida havia ela inalado um cheiro tão inebriante
como aquele e isso atiçou sua curiosidade de saber de onde efluía. Com grande
dificuldade, em sua debilidade física, encostou-se a cabeceira da cama e viu
que o cheiro emanava dela, da flor de Quimera, então levou as mãos tremulas até
o vaso com a flor e a pegou, cheirando-a e não se lembrando de ter visto uma
como aquela em lugar algum. De modo tranquilo, ela tocou com as pontas dos
dedos, levemente as suas delicadas pétalas, sentindo dentro de si algo novo e
diferente, depois segurou a flor contra o peito tendo naquele instante a sensação
de que aquela flor tinha algo especial e no ímpeto ela quis se levantar para ir
até a janela, onde a claridade da lua a deixaria admirar a flor com maior
nitidez. Vagarosamente e com tamanho esforço, ela se colocou em pé, dando
lentos passos ela caminhou em direção à janela e lá chegando se prostrou a
admirar a bela flor. Uma luz tênue que vinha da lua iluminou a flor fazendo
suas pétalas brilharem com intensidade, deixando a velha senhora, com a leve
impressão de que aquela flor era de alguma forma uma flor mágica, talvez com
poderes curativos, pensou, mas aquela flor era simplesmente, apenas uma flor. E
olhando fixamente para ela lhe sobreveio uma vontade incontrolável de conversar
com a flor.
- Um dia Também fui jovem e bonita como
você. - Disse num sopro de voz a velha senhora de rosto pálido, enrugado,
cansado, e como se a flor pudesse lhe ouvir, ela pegou seu antigo álbum de
fotografias e o abriu passando a contar para a flor a história de sua vida. Ria
e chorava a pobre senhora, compartilhando ali com a flor, emoções profundas
provindas de suas recordações. Sentia a velha senhora, um imensurável bem estar
ao lado da flor, como se ela lhe fosse uma amiga querida, com quem pudesse desabafar.
E tão envolvida estava com a flor, que ao final de sua emocionante narrativa,
ela sussurrou uma canção em um acalanto, deixando-se levar pela melodia,
dançando pelo quarto, com a flor, em suaves rodopios. Era um momento único para
aquela senhora que se sentindo viva, serena, cheia de esperança e quase curada
de sua enfermidade nem percebeu o passar das horas e quando deu por si já vinha
o alvorecer, então decidiu voltar para sua cama, beijando delicadamente a flor
e colocando-a no criado mudo de sua cama adormecendo logo em seguida, repleta
de contentamento.
E sucedeu-se que enquanto a velha senhora
adormecia em seu leito, a bela flor de Quimera que até aquele momento
mantinha-se estática a agraciar a velha senhora com sua bela presença, começou
do mundo a se despedir, murchando repentinamente e deixando cair as suas
pétalas, lentamente, uma a uma. O ciclo da vida em seu curso natural havia
chegado ao fim para ela, e a flor de Quimera desprendendo sua ultima pétala,
como se fosse seu último suspiro, disse adeus ao mundo, terminando ali sua
graciosa passagem.
No outro dia, quando a velha senhora
despertou, sentia-se cheia de saúde. Sua face antes pálida estava agora corada
dando-lhe uma feição saudável, as forças lhe haviam voltado e sorria, como há
muito tempo não fazia. Sua neta ao ver a avó ficou impressionada com sua
recuperação.
-Foi essa flor quem me curou! - Afirmava a
avó para a neta, procurando pela flor de Quimera ao lado de sua cama. Mas notou
que a flor não estava mais lá. Em seu lugar havia um viçoso girassol que a neta
colocou, jogando fora a flor de Quimera já perecida. Ao saber que a flor havia
morrido a velha senhora entristeceu. Havia ela nutrido pela flor um profundo
apreço e desejava tê-la novamente junto a si, nem que fosse apenas por alguns
segundos, mas, contudo, sabia ela que isso não seria possível. No entanto,
crente de que a flor de Quimera havia lhe restabelecido a saúde e sentindo por
ela um profundo sentimento de gratidão, ela passou a procurar incansavelmente por
uma flor como ela, percorrendo, junto com a neta, a sua imensa fazenda, procurando
em cada lugar a presença de uma flor semelhante, porém o imponente faisão nunca
mais sobrevoou a fazenda para deixar cair de seu bico a semente de uma flor
igual a esta e a velha senhora não encontrou a flor que tanto procurava. Então
voltou para casa, onde ela compreendeu finalmente, que na efemeridade da vida há
coisas insubstituíveis, coisas que nos chegam num momento de um instante, nos
falam ao coração, nas mais diversas linguagens, e depois se vão, tornando-se
inesquecíveis em nossas lembranças, para sempre, como ela, a flor de Quimera.
Nota: Tivemos ótimos participantes no concurso.
RECORDANDO ELZA CUNHA E SEUS VERSOS
![]() |
| A alegria de ser bisa. |
Luar
na Fazenda
( Início de minha vida literária e correspondência
com intelectuais )
Noite, poesia, ebúrnea claridade,
queda o ser embevecido ao luar.
Analiso enleada a sublimidade
da natureza muda a desfilar.
Ameno cenário de soledade,
bois na relva tranqüilos a pastar,
habitações brancas em paridade
em pratarias se tornam ao luar.
Longe, fica o rio, depois da cachoeira
em desenfreado amor, a murmurar
canções, unificam-se em alva esteira.
Apaixonada, ponho-me a cismar.
Fugir não se pode, por mais se queira
à apoteose onírica do Luar.
( “ Fazenda Cachoeiro do Cravo”, fundada por meus
ancestrais, que passou de Pais para filhos, até minha geração, bisneta que sou
do seu fundador Antônio Rodrigues da Cunha, Barão dos Aimorés.
Como uma de suas herdeiras, para não discordar da
maioria dos meus irmãos concordei sensibilizada até às lágrimas, com a venda da
mesma, a José Maria Fontana ).
Amizade
e Gratidão
(Ofereço em memória a minha querida sogra: Olívia
Carneiro Pires)
Sogras, dizem comumente,
querem dela longe estar.
Eu penso bem diferente:
- Benvinda seja a meu lar.
Minha sogra, minha amiga,
foste a Mãe que reencontrei.
O “falar”, reles intriga.
Sempre e sempre te amarei.
Encontrei na minha sogra,
conforto, amor e carinho
a felicidade logra:
- Na morte, saudade, espinho.
Tão Só
( Em memória a
minha sogra-mãe: Olívia Carneiro Pires )
Palavras de angústia que perpetuam
no meu dorido ser cansado e triste.
No lúgubre cortejo tumultuam
recordações em que o sofrer persiste.
Tão só, lá no caixa desamparada,
semblante calmo, visão enternecida;
os cabelos, de neve banhados,
da sua longevidade, ó mãe querida!
Tão só, frase sutil e pequenina,
extravasa a alma, fere o coração.
Brota, treme a lágrima cristalina.
Geme, desliza e suaviza a aflição.
Tão só?! - Não creio! Á morada Divina,
seguir-lhe-ão atos nobres de sua missão.
A Gaivota
( a mim mesma, Elza Cunha Pires )
Eu sou a gaivota,
que voa singrando os mares,
em busca de bonança
que aplaque o coração
de revividas dores.
Eu sou a gaivota,
calma, inteligível,
que se banha qual criança,
plaina na imensidão,
pasma do imponderável!...
Eu sou a gaivota,
irisada, fugidia,
em busca da esperança
que ilumine a razão
no viver de seus dias.
Eu sou a gaivota,
sonhadora, esgotada,
que treme, que se cansa,
bate as asas em vão,
no Oceano ( das ilusões ) sepultadas.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
ELZA , POETISA DE SÃO MATEUS
Meu Torrão Natal
( Cidade de São
Mateus - Espírito Santo )
Envaidecida contemplo minha
terra,
berço histórico de meus
queridos Pais,
panorama divino, o amor meu
olhar cerra,
abrindo-o, revejo cidade
alta e cais.
As verdes margens de teu rio
canto em verso,
do “S” de tuas curvas
orgulhosa escrevo:
Ó “ Sétima maravilha do
Universo “!
Ao grito do coração ainda me
atrevo,
comovida fitar o esplendor
do teu céu,
planícies orladas de esguias
palmeiras,
teu rio, refletindo ao luar,
da noiva o véu.
Recordo então, minhas
ilusões primeiras...
Sinto no balouçar das
palmeiras o “ - Adeus “!
A esta filha distante do seu
- São Mateus.
Meu Torrão Natal ( modificação)
( Cidade de São
Mateus - Espírito Santo )
De meus queridos Pais
histórico berço,
feliz, minha terra
envaidecida vejo.
Panorama divino, um sentir
diverso,
casarões coloniais, cópia do
Alentejo.
As verdes margens de teu rio
canto em verso,
do “S” de tuas curvas
escrever desejo:
Ó “ Sétima maravilha do
Universo “!
Ao grito do coração, o
ímpeto o ensejo
comovida olhar o esplendor
do teu céu,
planícies orladas de esguias
palmeiras,
teu rio, refletindo ao luar
da noiva o véu.
Recordo, então, minhas
ilusões primeiras...
Sinto no balouçar das
palmeiras o “ - Adeus “!
A esta filha distante do seu
- São Mateus.
Na Fazenda Cachoeiro do Cravo, funcionou
por muitas décadas um armazém que abastecia os caixeiros viajantes da região.
Elza descreve esse comércio em uma anotação deixada no seu caderno: ... "Unida a nossa casa ficava a casa comercial
de meu Pai, que além de fazendeiro era comerciante de alta escala. Casa
comercial muito bem sortida desde as sedas e perfumes, até o mais simples
tecido de algodão que se dava o nome de riscado. Além da secção de armarinho
completo, pois se vendia chapéus e calçados, num balcão ao lado eram vendidos
os secos e molhados com sortimento completo, sendo que a carne seca vinha do
Rio Grande do Sul. Saborosíssima de tom vermelho rosada entremeada de
gordura." ...
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
POESIAS DE ELZA CUNHA
Minha alegria tem como “ama” a tristeza,
a embalar saudades e recordações.
Pela vida que se vai, amarga certeza
morte lenta de minhas ilusões.
Elza Cunha Pires
Minha Mãe
(In memorian a Ottília Almeida Cunha)
Mamãe, símbolo do amor,
teu nome qual uma prece:
ressoa em nosso interior
ternura que não se esquece.
Mãe! Tinhas tanta nobreza,
bondade sem dimensão.
Prima obra da natureza,
deste amor em profusão.
Mãe! Eras anjo de ternura
em que nossa alma perpetua.
Tua imagem tão meiga e pura,
o nosso sofrer atenua!
Mãe! Eras a rainha do lar,
toda bondade e ventura.
Sentinela a preservar
da família a estrutura.
Na carícia de tua mão,
meu caráter foi moldado.
Mãe! - Tua morte foi o “senão”...
Do meu futuro sonhado.
Mãe! Minha saudade noto,
tenho um culto a te prestar:
- Beijar-te as mãos no ignoto,
para a dor
amenizar.
Meu Pai
(In memorian a Sylvio Moreira da Cunha)
Papai! Foste o protótipo
da honestidade. Ufana,
muito feliz, participo:
- Herança, aos filhos irmana.
Pai! Eras bondoso e paciente
com teus filhos pequeninos.
Trago tua imagem presente
desde dos tempos de menina.
Pai! No teu leito de agonia,
ao me fitares choraste.
Em lágrimas, se despedia
da filha que tanto amaste.
![]() |
| Mamãe Dona rodeada de netos |
![]() |
| Os pais: Ottilia de Almeida Cunha e Sílvio Moreira da Cunha |
Terceira filha dentre 7 (sete)
irmãos: Flores, Florita, Sylvio, Lea, Otívio e Ila, frutos do casamento
de seu pai com Ottília. Após a morte de sua mãe em 1928, teria outros
irmãos por parte de pai: Maria Alice, Zione, Delza, Delba, Antonio Franklin,
Gelson e Aline.
sábado, 31 de dezembro de 2016
ODE A EUTERPE
Há
poucos dias, uma criança me perguntou: qual seria a coisa mais importante do
mundo? Sem titubear, respondi: música! A expressão em seu rosto foi de
desapontamento. Bem provável que ela esperasse ouvir algo como saúde,
felicidade, paz e amor. Não resta dúvida que esses são aspectos fundamentais à
vida com qualidade; contudo, um tanto instáveis e passageiros – isso quando não
excludentes entre si. Quantas pessoas realmente conhecem paz ou amor? Já a
música oferta o ao espírito o sentimento confortável mais amplamente
democrático que – a despeito do ponto geográfico, da raça ou da classe social –
alcança a todos, indistintamente!
Considerando-se
que pássaros, baleias, águas e trovões, entre outros, contêm em si imensa
musicalidade, talvez a inspiração seja a natureza. Porém, prefiro supor que Zeus, apiedando-se da sofrida alma
humana, tenha permitido que a própria filha aliviasse as dores do mundo. Então,
Euterpe – musa do prazer e da música
– nunca mais nos abandonou.
Música
é algo tão divino, que nem precisa ter alta qualidade para agradar. Qualquer
caixinha de música – velha e desafinada – arranca deliciosos sorrisos das
crianças. Basta um radinho de pilha, em ondas curtas, para encher de alegria um
pobre casebre, no meio do mato. E quanto às religiões – do Budismo à Umbanda; do Cristianismo ao movimento Hare Krishna – duvido que alcançassem a
popularidade atual, se não houvesse belos cânticos na maioria de seus ritos.
Porque a música nos fala diretamente ao espírito.
Não
raramente, outras artes a ela se rendem. O que seria do cinema se a música não
conferisse toda sorte de sentimentos a cada uma das cenas? Será que mesmo as
expectadoras mais românticas teriam derramado tantas lágrimas – como, por
exemplo, o fizeram em Ghost ou Titanic – acaso a trilha sonora fosse
composta apenas de silêncio e sons ambientes? Não creio! E a dança... existiria
balé sem música? Possivelmente, sim – mas teria a mesma graça?
Música
é também força. Nos Estados Unidos, o rock,
o soul e o folk ganharam caráter universal e humanista ao unir vozes contra as
guerras. No Brasil, a música popular incomodou bravamente a ditadura militar.
Já o reggae fez com que, pela
primeira vez, todo o resto do planeta lançasse um olhar solidário ao tão
sofrido povo centro-americano.
Desconheço
contexto em que a música não possa se inserir. Nos esportes – seja para
incentivar o time do coração; seja para provocar o adversário – as torcidas
ostentam orgulhosamente seus hinos. Entre os apaixonados, é raro o casal que não
tenha eleito uma música como símbolo maior de seu amor: aquela que o faz mais
unido ou que torna suportável a saudade. Do mesmo modo, em locais comumente
tensos, como consultórios dentários, a música instrumental se constitui
artifício contra o medo da dor. E falando em dor, até a morte pede auxílio às
marchas fúnebres, para acentuar – gravemente – a tristeza do último adeus.
Por
todas essas tantas e intensas vertentes é que pergunto: quem, mesmo que por
breve momento, nunca sonhou ser um músico? Quem não cantou embaixo do chuveiro,
imaginando ser ídolo à frente de uma banda? Posto que a música, por seu caráter
celestial, até fabrica deuses – homens e mulheres, acima do bem e do mal,
eternizados por suas vozes únicas ou por suas formas ímpares de tocar um
instrumento.
Melhores
que os deuses gregos, os deuses da música não necessariamente precisam ser
fortes, belos ou profundamente sábios, para arrebatar centenas de milhões de
fãs delirantes e fiéis – seria a imperfeição humana, aperfeiçoando o sagrado? Talvez.
Pois a música inverte tendências, ensinando quão perigosa é a visão estática de
mundo. E foi por pensar assim que evitei, de forma contundente, falar a
respeito de gosto musical.
Há
muitos anos – ainda em Brasília –, trabalhando no escritório em plano sábado,
irritou-me alguém cantarolando, intermitentemente, ‘eu não sou cachorro, não / pra viver assim, tão humilhado...’. Sem
atentar à questão de direito, fui à sacada com o intuito arrogante de fazer
calar quem quer que fosse. Mas o que vi foi um maltrapilho, de aproximados
quinze anos, remexendo a lixeira da padaria e fartando-se de restos de comida,
enquanto cantava. Recuei envergonhado. Afinal, sempre fui grande admirador do
engajamento artístico. Guardava com orgulho meus ingressos de shows de Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton
Nascimento, Mercedes Sosa entre
outros.
Então,
como eu poderia interromper aquele instante mágico? Na voz de Waldick Soriano, aquela música sempre
fez pouco sentido para mim. No entanto, cantada pelo menino de rua que comia
lixo à luz do dia – em um bairro rico da capital do País – tornara-se a mais
concreta e dolorida canção de protesto que eu já ouvira. Timidamente voltei à
sala convencido de que – não importando o estilo – a música sempre teria muito
a me ensinar.
E
se às vezes a música parece doente – escravizada por quem a produz sem
critérios, em nível industrial, até torná-la descartável – saiba que tal
conotação não a traduz nem limita. Porque, a despeito da roupagem que lhe foi
dada através dos séculos, a música tem sido sempre essa alma superior: advinda
do Olimpo; musa e mãe generosa que a todos conforta – nos melhores e nos piores
momentos.
André faz parte dos Correspondentes da AMALETRAS que no dia 18 de fevereiro em sessão solene do encerramento do Ano Literário "Elza Cunha" lhe conferirá menção honrosa pela sua intensa criação literária.
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