quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A INDIVIDUALIDADE E AS NORMAS SOCIAIS.

FILOSOFIA PARA QUEM GOSTA

Pela sua experiência diária, você pode dizer que dentro de uma sociedade existem determinações gerais estabelecendo as normas de conduta dos cidadãos.

A vida da pessoas em sociedade é orientada por uma série de normas estabelecidas pelos costumes ou pelas leis. Obedecer estas normas é dever de cada indivíduo que vive dentro da sociedade.

Você pode concluir que um indivíduo receberá sanção por não cumprir determinada norma.

Dentro de uma sociedade, os indivíduos devem submeter-se às determinações gerais inspiradas na verdadeira justiça, para que haja entre eles um entendimento baseado no respeito mútuo, onde o direito de um constitua o dever do outro.

Portanto você conclui que as normas da sociedade interferem na vida de cada indivíduo. As normas sociais interferem na vida dos indivíduos, determinando-lhes os deveres a serem cumpridos. O indivíduo pode obedecer a esses deveres consciente do significado dos seus atos, ou sem refletir sobre o exato valor dos mesmos.

O homem alienado, por exemplo, não reflete sobre suas atitudes. Ele tanto pode aplaudir uma norma inclinando-se para um fanatismo, como discordar com tendências igualmente fanáticas. Ele, portanto, não é capaz de adotar uma visão critica moderadora.

O alienado ou permanece num passado que já não se enquadra à nova realidade ou sonha com mudanças futuras impraticáveis.

O que ele nunca faz é olhar o presente com os seus próprios olhos.

Ao contrário do alienado, o homem consciente da sua existência reflete sobre o sentido dos seus atos. Obedece às determinações gerais, mas sempre procura aprimorá-las.

Você pode dizer que não haveria progresso na sociedade se não existisse aprimoramento dos costumes e das leis.

Você pode dizer ainda que uma sociedade interessada em seu progresso e em sua evolução necessita de indivíduos conscientes.

Não existe sociedade tão perfeita a ponto de não precisar mais evoluir. É por isso que uma sociedade necessita de indivíduos conscientes, cujas atitudes não estejam enquadradas no comportamento vulgar e estereotipado, de indivíduos que se apaixonem por grandes causas e que sonhem com mudanças, de indivíduos que, no dizer de Erich Fromm, sejam capazes de compreender que:

"A finalidade da vida é vivê-la intensamente, nascer plenamente, estar plenamente desperto. E emergir das idéias de grandiosidade infantil, para adquirir o convencimento de nossas verdadeiras ainda que limitadas forças; ser capaz de admitir o paradoxo de que cada um de nós é a coisa mais importante no universo e, ao mesmo tempo, não mais importante do que uma mosca ou uma folha de grama. É ser capaz de amar a vida e, não obstante, aceitar a morte sem terror; tolerar a incerteza sobre as questões mais importantes com que nos defronta a vida e, não obstante, ter fé em nossas idéias e nossos sentimentos, enquanto são verdadeiramente nossos. É ser capaz de estar sozinho e, ao mesmo tempo, sentir-se identificado com uma pessoa amada, com todos os irmãos deste mundo, com tudo o que vive; seguir a voz da consciência, essa voz que nos chama, porém não cair no ódio de si mesmo quando a voz da consciência não seja suficiente: forte para ser ouvida e seguida. A pessoa mentalmente sadia é a que vive pelo amor, pela razão e pela fé, e a que respeita a vida, a sua própria vida e a do seu semelhante".

 

MARTIN HEIDEGGER

Nasceu em Messkirch, na Alemanha. em 1889. Iniciou seus estudos em colégio Jesuíta e, mais tarde, estudou Filosofias Teologia. Foi discípulo de o de Edmund Husserl, do qual recebeu muita influência. Em 1923, foi nomeado professor de Filosofia na Universidade de Marburgo e, em 1928 sucedendo a Husserl lecionou na Universidade de Friburgo, onde permaneceu até 1946. Faleceu em 1976 em sua cidade natal. Suas principais obras são: O Ser e o Tempo, Da Essência do Fundamento, Carta sobre o Humanismo etc.
Idéias: Para Heidegger, existir é encantar-se no mundo. Pois o homem, como ser finito, passa a residir na sua própria essência. Mas, pelas próprias limitações de encontrar-se no mundo e no tempo, o homem experimenta a impossibilidade de realizar-se plenamente, a não ser na morte. Existir, portanto, é viver para a morte. Devemos ser autênticos para compreender a significação da existência. Se não soubermos ser autênticos e compreender nossa existência, seremos levados ao nada. E o nada leva à angústia.

 

EDMUND HUSSERL

Nasteu na Morávia, em 1859. Estudou Matemática e Filosofia na Universidade de Viena. Iniciou sua carreira de docente nas universidades de Halle e Gotinga, transferindo-se depois para a de Friburgo. Husserl propõe-se a formular uma nova ciência, a Fenomenologia. para servir de fundamento à Filosofia, como ciência pura e rigorosa. Suas principais obras são: Investigações Lógicas, ideias para uma Fenomenologia pura e Filosofia Fenomenológica etc.
Idéia.: Husserl orienta sua teoria para uma volta à Intuição originaria das coisas e das ideias. Explica essa intuição originária através de um exemplo matemático: constata, por exemplo, que se podemos representar intuitivamente três ou quatro objetos, não podemos intuitivamente representar mil; podemos somente pensar nisso. Para Husrerl, a intuição originária é a percepção real que temos de um objeto, pois o pensamento só faz visar o objeto com uma intenção vazia.

 

JEAN PAUL SARTRE

Escritor e filósofo francês, nascido em Paris em 1905. Foi professor de filosofia (1931-1945). Recebeu influência da filosofia existencialista de Martin Heidegger. Em 1964, recusou o Prêmio Nobel de Literatura, que lhe fora outorgado. A influencia de Sartre no pensamento moderno continua com uma forma vigorosa. Ele exemplificou sua filosofia existencialista, literariamente, em uma série de obras que exerceram influência mar cante no pensamento e na literatura internacionais. Entre elas podemos citar: A Nausea, O Muro, Mortos sem Sepulturas, O Diabo e o Bom Deus. Critica da Razão Dialética etc.
Idéias: Para Sartre, a existência precede a essência, isto é, a herança biológica do indivíduo não determina o seu destino que é construído por suas próprias decisões; não existe uma natureza humana, mas indivíduos que constróem seus projetos existenciais, dentro de seu próprio mundo circundante e dentro de sua própria liberdade de ação.

Questionamento:
1. Qual o valor das normas sociais para nossa vida? Comente.
2. Se não existisse aprimoramento dos costumes e das leis, não haveria progresso na sociedade. Qual o papel da historia e da filosofia na evolução do homem? Comente.
3. Comente a frase de Heidegger:  "O homem experimenta a impossibilidade de realizar-se plenamente, a não ser na morte."

4. O que Sartre quer dizer com: "a existência precede a essência."

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SACRIFICANDO DIREITOS


“Para preservar e proteger os direitos e as liberdades individuais, um povo democrático deve trabalhar em conjunto para modelar o governo que escolher. O meio são os partidos políticos”.


Partindo desse pressuposto, partidos se constituem em instrumento de cidadania, de levar um povo aos mais altos patamares da democracia. Dai que, em verdade, os eleitos correspondam à vontade da maioria, mediante exercício livre e soberano de votar, por acréscimo, de forma secreta.

Distanciamo-nos infinitamente de tal ideal.  A crença no marqueteiro e o olvidar da própria moral fazem com que a busca pelo poder o seja só pelo próprio poder. As chamadas pessoas de bem, porque sequer têm jeito de “entrar na onda”, não dispõem de somas impensadas para comprar votos, e assim, mesmo ungidas por algum elogio ao seu modo de ser, não se elegem.
Bem se sabe, acabamos por entregar os importantes cargos que compõem o mesmo poder, a pessoas, que até pelo fato de o terem comprado, ficam cegas, incapazes de entender a grandeza da Pátria que no fundo é mãe dos “filhos seus”, os quais também já não são educados para defendê-la até com o preço da vida, se necessário. E assim, avançamos por caminhos onde a proclamação do direito dos pobres enfeita discursos, mas na prática, não passa de retórica.

É de se ver com muita restrição a propaganda política, os próprios candidatos se entregam à sanha das sugestões daqueles a quem pagam para elegê-los, esquecidos de que, passado o pleito, estes estarão de bolsos abarrotados sem mostrar a cara, sequiosos de enriquecer ainda mais, por meio de infindas maquiagens, tantas vezes com sacrifício da verdade, para que o eleito também eleja seu sucessor.

Ainda que principalmente na busca de audiência, tanto que a propalam em seguida, as emissoras propiciam debates entre os candidatos, excelente oportunidade para que demonstrem sua capacidade, sua determinação, sua vontade de servir, seus projetos de mudança, seu propósito de levar a Pátria a realizar seu destino e propiciar o bem de todos. Preferem agressões pessoais, a desconstituição da imagem do outro, como aconteceu em relação à então candidata Marina Silva, que parecia estar chegando pra valer.  

Essa guerra insana chega por extensão, às redes sociais, por exemplo, amigos digladiam enquanto deveriam discutir ideias, aceitar o contrário, saber cobrar o uso das moedas que entrega aos que elegem, posto que, numa democracia, a luta entre os partidos políticos não é pela sobrevivência, mas competição para bem servir ao povo.


Marlusse Pestana Daher
  
Vitória, 18 de outubro de 2014 11:45

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ALTERNÂNCIA NO PODER


“No céu, no mar, na terra, canta Brasil!” quer o canto, mas como, se os contrastes continuam crescendo e fazendo ainda mais a “diferença entre os poucos que têm tanto e os muitos que pouco ou nada têm”, Digo-o, repetindo o Papa Paulo VI, no seu memorável discurso em Medelin, num encontro com Bispos católicos.

Entre os fatores que atravancam nossa  caminhada rumo ao sol, está a de continuarmos mantendo sempre os mesmos no poder. Poder é uma outorga do povo a alguns, para que no exercício digno das atribuições que recebem ou inerentes ao cargo, promovam o bem geral e a união ou como se lê no artigo 3º da Constituição Federal: “construa uma sociedade livre, justa e solidária;  garanta o desenvolvimento nacional; erradique a pobreza e a marginalização e reduza as desigualdades sociais e regionais;  promova o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

O povo tem dado demonstração de que está disposto a salvar o povo, quando se une e calça a própria rua, quando faz  multiplicarem-se ONGs  que prestam os mais diferentes serviços aos seus circunvizinhos, quando quem já é pobre reparte o que tem com outro mais pobre ainda, quando a família que já é grande e sobrevive no sacrifício, ainda acolhe até mediante adoção, criança carente de um lar. Pesquise-se no juizado da infância e será constatado que mais de noventa por cento das adoções que ainda acontecem, são feitas por pobres.

Mas ainda são exatamente esses que se contentam com as migalhas que lhe são oferecidas no período de campanhas eleitorais, ignorando que o que  recebem com aparência de dom, é apenas parte da fração que lhes pertence por direito, que não lhes foi entregue, que lhes foi negado, que lhes foi roubado. Perfeito  aquele humorista que representa aquele deputado, não faz apenas palhaçadas,  denuncia uma realidade que não basta ter olhos para ver.

Com razão: os que se entregam à luta, denunciando a ineficácia, ao menos nesta hora,  da política neoliberal praticada na  nação brasileira; os que lutam diuturnamente em busca de espaço para prosseguir  no cumprimento da missão popular redentora, os que anelam por um mundo novo.        É preciso que os que tiverem fôlego não desanimem e aos céus pedimos que os sustente, não permitam que esmoreçam.
Por que eleger sempre os mesmos? por que não permitir que se plenifique o brilho de  outras estrelas? por que insistir em querer abarcar todos os espaços e ter a mão estendida até o último confim? Para dominar tudo e todos, para mandar e desmandar, para ser senhor de vida e de morte de todos? O que significa esta obstinação de não medir esforços, de usar de meios oportunísticos na reta da chegada? Que se dê vez ao RESPEITO.

É o lado democrático de cada um que se deve fazer ouvir. Democracia é participação, delegação e divisão de tarefas, é responsabilidade participada, é o estado onde não se faz calar pela força  os que se querem manifestar ou fazer vislumbrar o medo de perderem o que foi conseguido com muita camisa suada.

Que venha a emergir do recôndito de cada um, o cidadão que dorme. Que mantenha bem abertos os olhos  para saber ver além dos agradinhos de última hora.

Saiba enfim que a urna  aonde se vai,  é altar  em que se imola como vítima a própria sorte, o próprio futuro familiar e social ou institucional. Quando o sacerdote é você. Ao sair dali, tomara que se possa  vir a saber que o sacrifício oferecido foi agradável, ou continuaremos a ser os mesmos, quando só nos restará sentar as margens dos rios formados pelo nosso pranto que não se aplacará por ser deveras lamentável ter perdido a oportunidade de propiciar, a alternância no poder.


Marlusse Pestana Daher

domingo, 12 de outubro de 2014

SENHORA APARECIDA


        De todas as partes, incontável número de peregrinos, a pé, de bicicleta, de moto, de ônibus, cada um como pode, chegam à Aparecida, para a festa
anual em honra da Mãe de Deus e nossa, concebida sem pecado original, padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada nas águas do rio Paraíba.
        Todos vão carregados de fé em Deus agradecer as graças recebidas por intercessão da Mãe  e pedir outras das quais sentem necessidade.
        São pessoas que também sabem que mesmo não obtendo o que pedem, porque nem sempre o que pedimos é o que Deus tem para nos dar, prosseguem fervorosas e querem imitar N. Senhora em suas vidas.
        Maria, padroeira do Brasil, é homenagem mais sentida em relação a Deus que nos presenteou com uma tenra tão rica e tão próspera.
        Louvemos sim, muito, de todos os modos e sempre, confiemos que como fez em Caná, precedendo com cuidados a necessidade pela qual passavam os noivos cuja boda era celebrada, Maria intercede também por nós.
        Sua vida nos ensine a ser humildes, a ser bons, a ser piedosos como ela. Nesse tempo em que mais se fala de violência contra a mulher e dos cuidados com o meio ambiente, convidemos Maria a estar sempre ao nosso lado, ofereçamos nossa colaboração pela libertação de todas as mulheres, vítimas de violência e pela salvação do meio ambiente essencial a todas as vidas.
        E não somente hoje, mas sempre, agradeçamos a Deus e repitamos: Eu canto louvando a Maria, minha mãe, a ela um eterno obrigado eu direi. Maria foi quem me ensinou a viver, Maria foi quem me ensinou a sofrer.

5 minutos com Maria


O PROBLEMA DOR


Não é justo desprezar a dor ou o sofrimento pelos quais uma pessoa possa estar passando A assimilação de tal sentimentos não é nada simples e cada um reage a seu modo.

Em 2008, Deus levou uma minha irmã, sete meses depois, outra. Foi dor em cima de dor e confesso, sofri muito. Era horrível ouvir pessoas usando de argumentos com fim de me ajudar. Eu não queria ser consolada.

Admitamos, contudo que devem ser buscadas formas e razões para sair de tal situação. Ilustremos: Certa feita, um mestre propôs aos seus discípulos, carregarem por toda parte onde fossem, um saco de batatas o mais cheio possível.

Depois de uns dias, avaliou com eles o resultado e concluíram que todos viveram em função das batatas, preocupados em não esquecê-las em algum lugar e até do quanto acabou se tornando insuportável carregá-las, visto que apodreceram e fediam demais.

Principalmente, concluíram que o fato de terem tanta atenção concentrada nas batatas, fez com que tivessem perdido de ver tantas coisas mais bonitas e interessantes e de gozar de outros momentos mais agradáveis.

É o caso das pessoas que passam por dificuldades ou perdas. Transformam suas vidas em verdadeiro suplício, só pensam no sofrimento, ficam no “fundo do poço”, acham que tudo acabou.  Tendem a não falar de outra coisa, enfim, perdem tudo que há de bom a sua volta e que já não sabe admirar.

Já foi dito, nós apenas repetimos: com certeza a dor delas não é a maior. Existem milhares de outras pessoas em situação bem pior ou de muito mais sofrimento. Desemprego, pobreza, doença incurável, que carregam vida a fora, causas sem perspectiva de solução.


Importa não fazer da nossa vida, uma vida esfarrapada. Por pior que seja a provação, “não há bem que sempre dure, nem há mal que sempre ature”. Temos Deus como Pai. 

Quem é filho, herdeiro é. 

5 MINUTOS COM MARIA

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

ONDE ESTARIA TEU AMOR



Pai nosso que estás no céu, na terra e em toda parte, é bom termos o privilégio de te chamar assim, de Pai. Considerando quem somos e quem és, com que outra invocação nos dirigirmos a ti, te invocarmos, nos aproximarmos de tua face?

Não existe um relacionamento mais próximo e  mais intimo que o de um pai com seu filho, por isto esta condição nos eleva, como  filho nos constituíste. É tudo e aqui está o motivo fundamental, porque nos amas, imensamente!

Com razão, entre perplexo, admirado, extasiado, o poeta Tagore te perguntou: “Senhor, onde estaria o teu amor se eu não existisse”?

Gosto muito de pensar nesta frase do poeta e até a escrevo há alguns anos, na primeira página das agendas que uso.

E isto ai, ouvinte, Deus é nosso Pai, aquele que a imensidão do universo não pode conter, nos ama preferencialmente entre todas as criaturas, nos fez como Ele, nos fez eternos.

Voltemos a nos perguntar: “que poderei retribuir ao Senhor, por tudo o que ele me em dado”? pela vida, pela família, pelos amigos, pelo tempo, pelo trabalho, quantos não podem trabalhar porque estão impossibilitados, por falta de emprego ou por doença. Da mesma prece que é litúrgica, vem a resposta: “erguerei  cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor”!

Erguerei o cálice da salvação, participando até todos os dias, se puder, da celebração eucarística, porque nela revivo o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, meu salvador, posso comungar e recebê-lo.


Invocarei o nome do Senhor, reconhecendo-me dizendo o que significa ser senhor, ou seja, dono, possuidor e redirei à minha alma: “amarás o Senhor, teu Deus de todo o teu coração, com todas as tuas forças e com  todo teu entendimento e só a ele servirás”. 

sábado, 27 de setembro de 2014

NÃO SEJAMOS APENAS GENTIS

VALE A PENA LER DE NOVO

Sempre reflito quando ouço ou até mesmo eu mesma digo certas frases. Por exemplo, você está no elevador do prédio onde mora, um vizinho ao sair primeiro que você, diz: até logo, prazer em vê-la.

Que não seja um dizer formal, um mero repetir de uma frase gentil. Você já ouviu falar em “turbinar o carro” para que ele fique mais diversas coisas, mais ágil, mais... barulhento, tem gente que gosta!

Pois bem, é preciso turbinar as frases gentis que dissermos para que não sejam ditas apenas por dizer, não será melhor que não sejamos apenas gentis?

Pois bem, turbinar dizeres é se predispor, portanto preparar-se antes, com intenção de que todas as vezes em que forem usadas   expressões gentis, hão de estar revestidas primeiro, do amor que toda pessoa merece, (sem esquecer que amor é verdade) porque aos outros se faz, só o que quisermos para nós; que seja um cumprimento sincero, que brote do âmago da gente, que traduza o que queremos dizer, ou é melhor não usar tais expressões. Fingir não pode.

Ao dizer antes, quero dizer que fizemos propósito de ter para com as pessoas aquele cuidado ético que facilita a convivência, que não constranja ninguém ou como diz o apóstolo Paulo “estar animados dos mesmos sentimentos de Jesus Cristo”.

AO CONTRÁRIO

Nunca me deixa dúvida a saudação de pessoas que estão absolutamente conscientes do valor que têm e que por isto, são espontâneas no trato, ao ver o outro, recepcionam com a maior simplicidade. Sorriem com o mesmo sorriso, têm a mesma expressão da face, o mesmo brilho no olhar.

Vivenciei isto hoje ao ver Marly De Prá, minha colega de faculdade, trata-se de uma pessoa querida que vi sempre igual, sempre a mesma, sempre livre de quaisquer amarras. Que linda!

Pode não parecer, mas eu bem que tento ser tudo isto, se não dá, malgrado meu, é porque me faltam virtudes que ainda não adquiri.

O bom é tentar. No recomeço há sempre glória.


13h21 m 27 de setembro de 2012