quarta-feira, 23 de outubro de 2013

UMA POESIA DE JUJU

Ao reler esta poesia deparei com uma alma que saboreia bons momentos, que não os esquece, que tem saudadades, que lamenta não se repetir naquele instante, mas está certa, por isto  esepra, que voltará a acontecer. Quase uma vida inteira, nesses versos.

Juju e Ric in love

Chegou mais uma páscoa.
Dia chuvoso e até um pouco triste.
No silêncio a brisa ecoa,
Os cantares e piados em coro persistem.


Contemplo cada canto solitário,
Sem crianças, sem filhos e sem abraços.
Porém os cantos variados e felizes
Lembram que a liberdade existe.


Que nem tudo em volta é triste
Que cada um tem seu tempo e espaço

Que todos temos uma história

Que viver, não é uma lenda apenas,

A gurerreira recreia. 
É real, é fugaz.


Os momentos ficam na doce memória

E o tempo implacável se encarrega

De construir e destruir lembranças

De fazer crescer as crianças

De conter o pranto de saudade

De fazer pensar na realidade
De acordar dos sonhos alegres

De despertar assim de leve

Num toque de carinho breve
Que outra páscoa virá

Que Jesus voltará

E quem sabe estaremos de novo juntos

Esperando para o almoço ou café da tarde
E desta vez não terá lugar a saudade

Dos momentos que vivemos.

E as flores coloridas

Vão adornando as feridas
Que o tempo deixou pra traz

Encerra a tarde um coral de pássaros,

Não foge à realidade, entra totalmente na de vovó.
Retornando aos ninhos, como na páscoa passada

Desta vez ninguém por  aqui passou...

Desta vez ninguém telefonou

Mas continuo no ninho

Macio, aquecido e cheio de amor

Para que os passarinhos retornem quando for.




Um ano após a páscoa de 2007, quando consegui  reunir os três filhos e todos os netos daquela época.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

LEMBRANÇAS DE TIA IDATILIA

Hoje faz um mês que minha tia Idatília nos deixou. Ela quis partir no mesmo
Ela. 
dia dos nossos cinco anos sem Hilda, quando continuo a repetir: e haja dor e haja saudade. Dia 20 de maio a tia completou 100 anos, carinhosamente comemorados com presença numerosa da família, ao menos mais três gerações depois dela.

Não sorria, achava que não precisava ter festa, até porque muito, muito pouco de vista lhe restava, e isto lhe dava uma certa tristeza. Ainda assim, não é que num ou noutro momento, mesmo com tal idade, pudesse ensaiar algum passinho titubeante à audição de um samba.

No dia 20 de setembro, li em algum lugar que era “DIA DO TIO” e disse a mamãe. Vou visitar titia (era a última, não é preciso citar nome). Mas não fui. Quando chegou o domingo, disse: hoje eu vou. Era uma sensação de dever a cumprir e teria ido mesmo, já estava tudo certo. Só não sabia que ela já estava hospitalizada, operada de uma fratura na perna em virtude de queda e que nossa velhinha começara a  apagar-se como se apaga uma velinha...

Uma prima me liga dando notícia (22/09/2013) de que estava internada, e porque ficou sabendo que ela não estava nada bem. Como fiquei sentida! Cerca de uma meia hora depois, Eliane, filha dela, me liga também e agora o veredito ouvido era o final. Chorei. 

E fiquei remoendo meus pensamentos. Puxa vida... como ela gostava de receber visitas... Quando ouvia a campainha, lá vinha, procurando a chave da porta para abri-la e no rosto o mais expressivo dos sorrisos.

Despedindo-se de tio Durval (104 a) em Curitiba
Gostava, gostava muito de ser visitada. Telefonava com frequência para mamãe e ainda que de forma muito menos intensa no último tempo, era ela quem dava as notícias de familiares ou amigos e mateenses que pudessem interessar à família.

Ainda ralava coco para fazer doce, cozinhava aquelas coisas boas para tomar café e gostava de servir essa bebida às suas visitas.  Tudo de forma intuitiva, não via.

Por que não a visitei antes?...

Em momentos semelhantes nossa sensação é sempre de quem se arrepende por não ter feito algo, aquela visita, dado aquele abraço, dito aquela palavra...

Uma parte é sim desatenção, mas há outra que fica por conta das invariáveis contingências da vida. Para não morrer de certa forma um pouco, o melhor é não ficar pensando tanto, ainda melhor é que não se deixe de encontrar tempo para demonstrar afeto, para dar alegria, para ir ao encontro de quem não pode mais ao nosso encontro vir. Fazer tudo o que puder ser feito, consciente é certo de que ninguém pode mesmo tudo fazer.

Ou como disse James Greene: “Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu o faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho."

Marlusse Pestana Daher

Vitória, 22 de outubro de 2013 14:00

domingo, 20 de outubro de 2013

DEUS É AMOR

A fé de Maria tem fundamento na certeza mais lúcida e profunda de que DEUS É AMOR. Foi por isto que não obstante tudo, não obstante  todas as avalanches que se projetaram contra seu Filho permaneceu inabalável na mesma fé, na sua confiança em Deus.
Todos precisamos ter um ponto no qual fixar nossa fé, caso contrário, haverá tempo em que somos todo entusiasmo na prática de coisas da vida espiritual: será o participar assiduamente de um grupo de oração, de encontros da RCC, ou de outro movimento desses que povoam nossa Igreja, mas no primeiro contratempo, ou no primeiro choque que nos atinja, tudo vai por água abaixo, tudo aquilo que era feito, todas as práticas piedosas ou devocionais perdem o sentido, acaba-se deixando tudo para lá.
Nossa Senhora aderiu ao projeto de Deus, consentindo que o Verbo de Deus se encarnasse no seu ventre. Sabia que ali estava o Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, portanto capaz de manter-se equidistante de quaisquer ataques advindos da insanidade dos homens.
No entanto, ainda recém-nascido, teve que fugir com Ele para o Egito para que não fosse morto por Herodes, à proporção que foi crescendo não via acontecer nada de especial em sua vida, ou que se tratasse do filho de Deus; teve que procurá-lo por três longos dias, quando o perdeu no caminho de volta de Jerusalém, só casualmente o reencontrando, discutindo com os doutores, ora veja-se!
E quando Ele iniciou sua vida pública? não tardou para que as hostilidades ao seu agir se revelassem. Teve que lidar com algum constrangimento como o das Bodas de Caná, ao pedir que desse um jeito em favor dos noivos para que não faltasse vinho e ouviu um seco: “minha hora ainda não chegou”, mas sai impávida dando àquelas palavras sentido outro, mais ou menos assim: “prepare o caminho” . De fato, vai aos que serviam e simplesmente aconselha: “façam tudo o que Ele mandar”.
E as calúnias, e a perseguição, e a condenação, e o correr ao seu encontro, quando lhe disseram que coroado de espinhos e carregando pesada cruz, Ele já estava a caminho do Gólgota? Lá, a tempestade se fez. Maria ouviu ferro batendo em ferro, viu quando a cruz foi erguida e o estremecimento do seu corpo, acompanhou cada contorcimento dele, composto de carne que se formara somente da sua, viu o jorrar da última gota de sangue, tudo.
O que terá sentido ao ouvir ecoar na amplidão aquele doloroso grito por que me abandonaste?
Ainda assim, sua fé prevaleceu e Maria não duvidou sequer por um instante, de que Deus é amor.
Marlusse Pestana Daher
Vitória, 20 de outubro de 2013  12:22

sábado, 19 de outubro de 2013

DESAFIOS DO DIREITO

Ao pedir a um colega que profira palestra para bacharelandos, sugeri como
tema: o profissional do direito ante os desafios do mundo contemporâneo.

Tais desafios são muitos e de muitos matizes, não se antepõem somente aos militantes do direito, mas a todos os jurisdicionados. O principal: lentidão das águas nas quais navegam todos os processos, dai não escapando sequer os que tramitam nos juizados especiais, pensados para desafogar a justiça comum e tornar mais célere a prestação jurisdicional.

Deparo-me   com fotografias tiradas por uma advogada nun único cartório de Vitoria e com seu comentário: "na semana passada fui ao fórum para dar andamento a um processo. Não resisti e fiz estas fotos dos processos conclusos. Tirem suas conclusões"! Alguém comentou: "Fico pensando que atrás de cada pacote deste  existem pessoas esperando uma respostas". E "penso que deve ser terrível também para os Juízes"!

Trata-se de uma realidade que vem desafiando e frustrando a vontade de Presidentes dos Tribunais, em cujos propósitos iniciais de gesão, invariavelmente, se inclui a celeridade processual.

Juiz de uma Vara como a dos processos fotografados, ao assumi-la, já encontra ali alguns milhares aos quais vão-se soamando os que são iniciados no curso de sua jurisdição e que vão representar por sua vez, carga ainda maior para aquele que o suceder.

Repete-se com frequência sobre a carência dos juízes. Até que se realizam concursos para novas admissões com regularidade, mas poucos logram aprovação o que é atribuído à incompetência, que considerada como causa única, discordo. Ocorre que se proceda a mais profunda, real, concreta e urtgente necessidade de mudar o modus faciendi para termos mais juízes.

Conheço inúmeros advogados e advogadas que seriam excelentes juízes e juízas se avaliados mediante outros critérios, máxime e mesmo, sem olvido do que dispõe o art. 37 da Constituição Federal.  São diligentes, têm bom senso, conhecem o direito dispõem enfim, de todos os critérios requeridos par auma efetiva prestação jurisdicional do Estado, dentro de tempo razoável, de modo que também o Judiciário dê exemplo daquela eficiência que nenhum organismo empresarial, religioso ou de qualquer outro tom, nos dias que correm renuncia, como forma de caminhar no mesmo passo pelas vias do desenvolvimento.

Criam-se comissões para praticamente estudar tudo, que tal, Desembargador Bizotto, criar uma comissão pra estudar um novo método para relziar concurso de provas e títulos para admitir juízes?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ENCONTRO DE TROVADORES E POETAS

Sucesso total o  Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores o próximo será em Novembro de 2014.
O Presidente Clério Borges e a Poetisa Valsema Rodrigues
 
Acadêmica Susi

Bárbara Pérez, Maria Dolores Pimentel e Magnólia  na primeira fila.


Momento expressivo

Diploma de Honra ao Mérito

Participantes
É como explode de emoção o Presidente Clério Borges que escreve: O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC e a Prefeitura Municipal de Ibiraçu através da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer realizaram de 04 a 06 de Outubro de 2013, na Cidade de Ibiraçu o X Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores que reuniu representantes de diversas cidades brasileiras. Uma festa maravilhosa, com belíssima apresentação do Coral da Arcelor Mittal Tubarão com o Maestro Adolfo Alves, Palestras, lançamento de livros, Serenata dos Trovadores pelas ruas da Cidade com o Coral Le Memorie e a Missa em Trovas que foi celebrada pelo Bispo Dom Décio Sossai Zandonade. Um Congresso que divulgou a Poesia e a Trova em geral. Fotos e Vídeos do Desfile dos Trovadores, da Sessão solene de abertura com a presença do Prefeito Duda Zanoti e da Troveata. Próximo Congresso em 2014 no primeiro final de semana de Novembro em cidade ainda a ser escolhida.
No final do evento foi assinada a Carta de Ibiraçu, documento que reivindica a Trova como bem imaterial de Cultura e que definiu a necessidade de que os Trovadores divulguem mais a Trova nas Escolas para que nova geração de trovadores venham a se formar. O Presidente da Comissão de elaboração da Carta de Ibiraçu foi o Trovador de Campos dos Goytacazes, RJ, Agostinho Rodrigues.
O X Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores foi um evento organizado pelo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins econômicos de divulgação da trova e da poesia em geral, com total apoio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de Ibiraçu, Secretário Marcelo Loureiro Moro e Gerente de Cultura, Rogério Pereira, comandados pelo Prefeito Duda Zanotti.
O Congresso foi realizado nos dias 4, 5 e 6 de Outubro, com grandiosa programação que incluiu, lançamento de livros, varal de poesias e trovas, exposição de artes plásticas, serenata e desfile dos poetas trovadores e Missa em Trovas que foi celebrada pelo Bispo de Colatina, Dom Décio Sossai Zandonade. O presidente do CTC é o poeta e trovador Clério José Borges de Sant Anna, autor de vários livros entre os quais, História da Serra e Dicionário Regional de Gírias e Jargões.
CONCURSO LITERÁRIO REALIZADO NO CONGRESSO BRASILEIRO DE POETAS TROVADORES EM IBIRAÇU-ES,NOS DIAS 03,04,05 DE OUTUBRO,PELA ACADEMIA MARATAIZENSE DE LETRAS. Comissão Julgadora:Comissão Julgadora: ROGÉRIO SALGADO DE MINAS GERAIS,IMMACULDA DE SERRA-ES;DINAIR SURDINE DE SERRA-ES;MAGNÓLIA SILVESTRE DE SERRA-ES; IRENEU BARONI DE BELO HORIZONTE E LEVI BASILIO DE SERRA-ES. Vencedores: 1º lugar- Poema: "Café da manha com poesia" da autora Marlúcia Brandão - Marataízes-ES; 2º Lugar- Poema "Beija-flor" da autora Fabiani Taylor-Piuma - ES; 3º Lugar- Poema "A busca" da autora Maria Dolores Pimentel Rezende de São José do Calçado-ES; 4º Lugar- Poema" Viver sonhando" de autoria de Ronald Mignone de Marataízes-ES; 5º Lugar-Poema" Solitária solidão" de autoria de Cimar Pinheiro de Dores do Rio Preto-ES.
  O QUE É TROVA
 
A Trova é uma composição poética, ou seja, uma poesia que deve obedecer as seguintes características: 1- Ser uma quadra. Ter quatro versos. Em poesia cada linha é denominada verso. 2- Cada verso deve ter sete sílabas poéticas. Cada verso deve ser setessilábico. As sílabas são contadas pelo som. 3- Ter sentido completo e independente. O autor da Trova deve colocar nos quatro versos toda a sua idéia. A Trova difere dos versos da Literatura de Cordel, onde em quadra ou sextilhas, o autor conta uma história que no final soma mais de cem versos ou seja, linhas. A Trova possui apenas 4 versos, ou seja, 4 linhas. 4- Ter rima. A rima poderá ser do primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto, no esquema ABAB, ou ainda, somente do segundo com o quarto, no esquema ABCB. Existem Trovas também nos esquemas de rimas ABBA e AABB.
 
Segundo o escritor Jorge Amado: "Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a Trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a Trova e o Trovador são imortais". Todo Trovador é poeta mas nem todo poeta é trovador. Nem todos poetas sabem metrificar, fazer o verso medido.
Poeta para ser Poeta precisa saber metrificação, saber contar o verso. Se não souber o que é escansão , ou seja, medir o verso, não é Poeta.
Eis alguns exemplos de Trovas:
 
Nesta casa tão singela
Onde mora um Trovador
É a mulher que manda nela
Porém nos dois manda o amor.
              Clério José Borges
 
Ficou pronta a criação
Sem um defeito sequer,
E atingiu a perfeição
Quando Deus fez a mulher.
     Eva Reis

terça-feira, 8 de outubro de 2013

CRENÇA E MUDANÇA DE PARADIGMAS


Entre mais, a certeza de que a única verdade é a minha, de que eu é que sempre estou certa, todos os demais são meio bobos, de nada entendem, pode-me conduzir a desastroso consolidar de uma crença que me pode destruir, pior ainda, se ela ancora e passa a determinar quem sou. Vai integrar meu mapa.

É bom buscar entender.

Segundo a Programação Neuro Linguística, nossas crenças devem ser pensadas como se fossem a mobília de nossa casa mental. Podem ser individualmente valiosas e até “leis” em certos momentos, mas igualmente podem atravancar o caminho e se tornam de difícil manuseio, além de poderem ficar antiquadas. Podemos gostar de certas crenças, mas elas podem não ter nada a ver com o resto da decoração de nossa casa mental.

Dai, que se pense em crenças como paradigmas ou pressuposições úteis para realizar tarefas, mas que não podemos ter certeza absoluta se são Verdadeiras ou Falsas. E a flexibilização entra como componente para uma necessária mudança de paradigmas.

Se é assim, liste para você algumas Crenças que podem ser muito eficazes:

O meu corpo é naturalmente saudável.  / Eu aprendo com cada experiência.  / Não existem erros, existem explorações de caminhos de vida. / Corpo e mente são um único sistema. / Minha criatividade se expressa nas minhas ações, emoções, pensamentos e intuições.  / Sintomas de doenças são alertas para a busca do reequilíbrio.

Não há quem não precise aperfeiçoar-se, assim como ninguém é de ferro, perfeito ninguém é. Aperfeiçoar-se importará em ter que mudar paradigmas.

Como mudar Paradigmas.

1. Identifique suas Crenças (Paradigmas) e pergunte-se: o que esta crença está fazendo por mim? O que faz pela minha saúde? Pelo meu sucesso no futuro? Pelos meus objetivos? Pelos meus relacionamentos? Ela me ajuda (Crença poderosa) ou me limita (Crença limitante). Que benefícios ocultos (secundários) ela me traz de bom, mesmo que me limite em alguma coisa?

2. Reconheça que não é tão fácil apenas abandonar uma crença. É necessário colocar uma alternativa no lugar, para manter o equilíbrio em seu universo mental. Pergunte-se: em que eu gostaria de acreditar? Como minha saúde melhoraria com esta nova Crença? E meu sucesso? Meus objetivos? Meus relacionamentos? Conseguiria obter, com esta nova Crena, os mesmo benefícios secundários que a Crença antiga me trazia?

3. Verifique a congruência desta nova Crença. Pergunte-se: há algo em mim que possa resistir ou tentar me impedir que eu mude para este novo paradigma? Há algo em mim que já se encaixa e favoreça este novo paradigma?

4. Analise as submodalidades sensoriais de algo em que acredita tranquilamente que possa ser ou acontecer (por exemplo, que o Sol é uma estrela no céu ou que as sementes, plantadas com água e terra, possam germinar). Observe como você pensa a respeito disso e como representa seus pensamentos internamente.

5. Analise as submodalidades sensoriais de algo que você duvida que possa ser ou acontecer (por exemplo, que os elefantes não existam ou que uma mesa possa se transformar em uma formiga). Repita o exame e identifique as diferenças na representação sensorial de um pensamento acompanhado de um sentimento de Certeza para um pensamento acompanhado de um sentimento de Dúvida.

6. Observe uma determinada Crença (paradigma) inadequado que ainda possua (tais como ter propensão para resfriados ou ser uma pessoa hipersensível). Analise as submodalidades sensoriais deste tipo de pensamento e verifique se aproximam mais dos que suscitam sentimentos de Certeza ou dos que suscitam sentimentos de Dúvida.

7. Com cuidado, experimente pequenas mudanças de submodalidades. Identifique a alteração de uma determinada submodalidade que altere o sentimento subjacente. Exercite várias vezes em seu universo mental, com sua magia interna (i + maginação), e exercite algumas vezes no universo material, sem se preocupar de início com o perfeito sucesso das experiências, até que seja natural para você.

Quando fiz o Curso Practioner de PNL não entendi muitas coisas, inclusive, esbarrava em certas respostas que me eram dadas pela professora, aparentemente “mal educadas” eram ensinamentos da espécie, mas ando estudando e o que acima escrevi ou transcrevi é minha lição de hoje.

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O MÉDICO E O EMPRESÁRIO

Republica-se com alterações. 
                                                                                         Fahed Daher

Seu Antônio, no balcão do bar, entre um gole e outro de cerveja, na conversa animada de interpretar as mazelas da política e as imoralidades do voto secreto do senado, de repente enveredou para o assunto da assistência médica do SUS, criticando a má vontade dos médicos no atendimento dos ambulatórios e criticando as atitudes que a imprensa noticiou de médicos que se recusam a fazer plantão noturno, presos dentro do hospital.

Junto do seu Antônio estava um proprietário de um supermercado e este concordava com toda a argumentação que ouvia.

Próximo, em outro grupo, bebericando a loirinha, havia um médico dos que atendem na previdência e fazem o plantão noturno, o Dr. “J.C.Marela.”

Depois de ouvir toda a arenga do reclamante, pediu licença e interveio na conversa com um argumento:

- Sabe, seu Antônio! Lendo as notícias do legislativo federal, no noticiário da internete, fiquei sabendo que está para ser aprovada uma lei para as compras do supermercado, para favorecer a classe das pessoas que vivem de pouco salário...

- Que lei é esta?- Perguntou o empresário?

- O freguês irá ao banco, especialmente banco do Brasil, com a relação das compras. Ali o caixa do banco escreve o preço de cada mercadoria, na tabela estabelecida pelo departamento de mercados e preços. Ali o freguês paga para o banco o total da compra que precisa. Em seguida o freguês vai ao supermercado, escolhe a mercadoria, já pagou para o banco e entrega para o caixa do supermercado a relação que o banco já carimbou como tendo recebido.

- Como o mercado receberá a compra do freguês?

- No fim do mês o supermercado faz uma relação de todas as notas mandadas pelo banco e o banco paga ao supermercado.

- Isto é impossível! Gritou o dono do supermercado. Isto será uma ditadura. Nós estamos numa democracia com nossos direitos individuais...

- Até que o senhor está certo. Mas veja uma coisa! Os alimentos, a comida, contem diversos produtos químicos que o corpo precisa. O remédio é quase um substituto da comida. Pois é produto químico composto no laboratório.

Se a comida é boa é melhor remédio do que a droga das farmácias.
- Pois bem! Assim o governo faz com os médicos. Ele manda o médico atender e depois o médico tem de fazer uma fatura e apresentando ao governo. Governo paga no preço que quer. ,  quando não corta alguma relação da fatura apresentada, sem dar satisfação, leva muitas vezes até 03 a 06 meses para pagar, sem correção. Por exemplo, uma consulta mais ou menos vinte reais - Uma cirurgia, trinta a quarenta reais, assim por diante.

- É! Mas o mercado tem aplicação de capital e tem estoque de mercadoria...

- O médico também. O dono do mercado não precisa de curso nenhum. Nenhum estudo. Um pouco de inteligência de procurar o produto mais barato e revender com lucro.

- O médico tem um bruto estoque. Só que ninguém vê porque esta guardado dentro da cabeça. Começa a colecionar este estoque quando entra na escola primária. 04 anos. Cadernos, livros, estudos, aprovações. Tempo. Dinheiro do papai...

- Quando termina a primeira parte vai para o curso secundário. Aí a vaca tosse! Estudos mais pesados. Livros. Escolas boas do governo? Nem pensar... São poucas. O estudante tem de entrar numa escola particular.

Daí, do que o pai paga para a escola ainda paga imposto de renda. A escola também paga imposto de renda. Então o governo não aplica dinheiro para formar escola e recebe dinheiro da escola em forma de imposto.

- Nesta idade, muitas vezes, alem de estudar a gente tem de trabalhar.

Para ser médico vai para o colégio. Antes do vestibular, e cursinhos preparatórios para o vestibular. Mais noites de estudos quando não segue pela madrugada estudando.

Claro que acha algum tempo para algum bailinho e algum cinema, ou algum namoro. Senão pode enlouquecer.

Ai vem o vestibular. 30 ou 50 ou mais candidatos para uma vaga e tem de pagar a inscrição para fazer as provas. A escola particular tem mais um lucro.

Se for aprovado... Na medicina serão mais seis anos de estudos pesados. Livros... Livros... Livros. Instrumental... Provas... Fadigas... Nervosos... Fadigas até a formatura.

Formatura. Festa. Parece o fim, mas não é. Tem de conhecer a história, conhecer elementos de filosofia, conhecer psicologia...
Precisa aumentar o estoque dentro da cabeça aprendendo o que é ética, o que é humanismo. Ainda, para poder trabalhar, se inscrever no Conselho Federal de Medicina. Novas provas. Se não for aprovado tem de voltar a estudar para fazer novas provas.

Passado estes sacrifícios, agora procurar um hospital ou grande clínica para aprender a prática da profissão.

Residência médica de dois a quatro anos. Estudos. Prática. Plantão. Fadiga. Comprando mercadoria que é o conhecimento e equipamento. – Formando estoque. Pagando sempre para armazenar estoque...

Agora? Se não partir para maiores estudos de mestrado e doutorado, com mais outros quatro a cinco anos... Montar consultório... Cadê dinheiro?

Faz bruto estoque cerebral, cultural, técnico e não tem capital.

Tem de aceitar emprego do governo que estabelece o seu preço, o preço para o seu estoque. Preço de doze reais por venda de conhecimento - Por consulta.

O engraxate, com a banca de engraxar ganha dez reais, sem estudo e com o estoque de duas latinhas de graxa. A câmara dos deputados paga três milhões por ano para os engraxates da casa.

Quando o médico, com todo o estoque cerebral, capital aplicado, noites de insônia... Quando reclama do sacrifício do atendimento, dos plantões noturnos, diante do ganho, e se recusa de atender... A promotoria o ameaça de processo.

- É! Mas a gente com o mercado tem sempre de renovar os estoques ou a gente perde a freguesia.

- É verdade. Também o médico tem de sempre renovar os estoques de conhecimento.

- Mas como vai renovar estoques?

- Com novos cursos e congressos

- Renovar estoques? Também o médico tem este problema. Tem de freqüentar cursos e congressos. Comprar novos livros, assinar revistas médicas, comprar equipamentos médicos.

Alem do mais, está sempre sob a fiscalização da sociedade. Tem de andar bem vestido porque se andar mal vestido a sociedade o acusa e foge do seu trabalho. Se algum paciente se achar prejudicado o médico está em condições de ser chamado na justiça.
- Nos temos de enfrentar transações bancárias, enfrentar fregueses mal pagantes... Contrapõe o comerciante

- É! Nós temos de enfrentar operações vendo o sangue correr, muitas vezes na angústia de sentir que a vida está em nossas mãos. O nosso sentimento e o nosso sofrimento não são pequenos, obrigados a muitas vezes passar as noites sem dormir zelando de alguém.

- Mas veja quantos médicos tem seu carro, casa e muitos com fortunas grandes.

- Existe, sim. Especialmente os médicos que conseguem, por recursos de pais ricos ou outros meios, bons financistas, coisa difícil para a maioria. Os que conseguem montar belos consultórios, sofisticados, nas grandes cidades, depois de grandes sacrifícios ou ajuda dos pais. Consultórios que atraem clientes que gostam de ambientes luxuosos, estes dispostos a pagar sem a previdência.

A maioria dos profissionais está correndo de emprego a emprego, dois a três empregos e plantões noturnos. Nas grandes cidades enfrentando trânsito terrível para ir de um emprego a outro.

Neste interior, muitos assumem emprego de prefeituras com a condição de estar vinte e quatro horas à disposição, ainda fazendo por ajudar a exploração política.

- Sim. O trabalho do comércio de mercadorias é nobre, quando humanizado e com ética. O trabalho da medicina não pode perder a nobreza, não pode ser escravo.

Sobrames- Soc. Brasileira de Médicos Escritores (Vice - Pres.) Paraná
Orador da turma de medicina de 1952 - Universidade do Paraná.-
Acad. de Letras de Londrina. Centro de Letras do Paraná.
Pres. Da Acad. Centro Norte do Paraná – Acad. Paranaense da Poesia. -