sexta-feira, 14 de junho de 2013

A PRIMAVERA DE TODOS OS DIAS


Fabiani Rodrigues Taylor Costa, Formada em Letras, Especialista em  Literatura Brasileira e Gestão Escolar, Diretora da EEEFM Profª Filomena Quitiba.

Não é só no mês de setembro que podemos observar o desabrochar da primavera. Em junho, em um único dia, são tão intensos os resquícios da primavera, que vemos o farfalhar de flores, acompanhadas de variados corações, para que se comemore o Dia dos Namorados.

Os buquês surgem por todos os lados, arrancando sorrisos, lágrimas, emoções dos apaixonados. É uma pena observar que o presente é tão efêmero quanto os “amores contemporâneos”.

Antigamente, havia toda uma preparação, não se começava o namoro logo pelo beijo, cortando a fila de outras emoções e sensações que são essenciais vivenciar.

Uma delas era o olhar. Existia todo um ritual. Depois de olhares cruzados, era a vez do aperto de mãos, saber o nome daquele (a) que, talvez, passaria a ser a pessoa com quem se iria compartilhar a vida.

Os bilhetes, com as tão esperadas flores, chegavam periodicamente para marcar o encontro, às escondidas, pois chegar até os pais já era consumar de verdade o namoro, era quase um pedido de casamento.

Quando esse passo era concretizado, os pais ficavam na presença do casal para que nada além da conversa acontecesse naquele momento.

A distância era insuportável de se aguentar, mas havia o telefone e a disputa de quem iria desligar primeiro. O tum tum tum do telefone desligado se confundia com a saudade, já, dentro do peito, e os suspiros poéticos abriam a madrugada à espera do dia seguinte.

Mas, o beijo haveria de chegar. Não era algo supérfluo, era o momento mais esperado. O entrelaçar de bocas seria o aviso final para o relacionamento duradouro.

Esse momento vinha com mãos suadas, frio na barriga e o coração saltitando tanto, que parecia sair do peito.

Essas emoções eram mais importantes do que quaisquer presentes. O ato de se conhecer é que provavelmente solidificava a frase “na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe.”

Hoje, com os apetrechos tecnológicos, não é preciso nem se conhecer. O casamento é realizado via Internet mesmo, as etapas do namoro foram queimadas e é preciso garantir o “que seja infinito enquanto dure.”

Não duram. Da mesma forma que as flores murcham, os relacionamentos também. São muitos os motivos para o naufrágio. Infelizmente, o presente vem na frente do amor.

Na geração fast love, a quantidade superou os efeitos da qualidade. O amor virou tema de festa brega, sentimento somente para os mais velhos.

Mas ainda há esperança. Que venham as rosas, os lírios, as orquídeas, mas junto delas, o coração eternamente apaixonado e, dentro dele, a primavera de todos os dias: o amor.

 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

HOMENAGEM À AFESL



Presidente Silvana Soares Sampaio

O Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo é uma a associação sem fins lucrativos, de caráter cultural e científico, tendo por escopo o estudo da história, geografia e ciências afins, especialmente no que concerne ao Estado do Espírito Santo.

Trata-se de uma instituição quase centenária. Sua fundação se deu no dia 12 de junho de 1916.

Propõe-se manter arquivo, biblioteca e museu especializados em assuntos capixabas, prioritariamente; editar Revista para divulgação de suas atividades e trabalhos dos seus associados; promover reuniões, festividades, cursos, conferências, congressos, concursos e outras atividades sobre assuntos de sua especialidade e afins; patrocinar e incentivar pesquisas científicas que visem valores de nossa terra e seu maior conhecimento e manter intercâmbio com associações congêneres nacionais ou estrangeiras e com Universidades que mantenham cursos de seu interesse.
Karina Fleuruy, Silvana Sampaio e Wanda Alckmim.
 

Em 2005, o INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO ESPÍRITO SANTO instituiu a Medalha do Mérito Cultural Renato Pacheco. Leva o nome e a efígie do ex-Presidente de Honra, o mesmo Renato José Costa Pacheco.

Mediante ela, agracia personalidades que se tenham distinguido como seus amigos; personalidades que se tenham notabilizado no trabalho em prol da cultura do Espírito Santo e  personalidades de destaque nos meios político, artístico e cultural, em visita ao IHGES.

Com esta medalha foi comtemplada a Academia Feminina Espírito-santense de Letras – AFESL, que de fato tem-se revelado uma entidade dinâmica com publicações, eventos e outras atividades acadêmicas de destaque.

Em solenidade realizada ontem, 12 de junho 2013, a Presidente da AFESL, Silvana Soares Sampaio,  recebeu do Presidente do IHGES, Getulio Pereira Neves,  a honraria que comporá  nosso relicário.

 

O SANTO CASAMENTEIRO


Santo Antônio
Cresci ouvindo dizer que Santo Antônio é um santo casamenteiro, ou seja, que moças desejosas de se casar rogam a ele que as faça encontrar um marido.  Opa! acho que devo colocar os verbos no passado. Penso que nos dias que correm tal prática caiu em desuso. Ou não?

Mas voltando àquele tempo, coitado do Santo, se não realizasse o prodígio, levava castigo. É que as donzelas que sempre tinham uma imagem dele, diante da qual faziam seus rogos e até acendiam velas, quando não eram atendidas, colocavam Toninho de cabeça para baixo.

Não dava em nada, porque afinal de contas, se Santo Antônio santo já é, goza da plenitude dos que deram a vida por Jesus, não se afeta com as vendetas contra seu silêncio ou inação, mas as “santicidas” sentiam-se vingadas.

O dia 13 de junho sempre foi comemorado. Por exemplo, seguindo uma devoção do pai, S. Djalma Gonçalves, um vizinho (lá da Rua do Alecrim onde morávamos) todos os anos, realizava em sua casa a Ladainha de Santo Antônio. Fazia uma grande fogueira, comiam-se bolos e batata assada na brasa da mesma fogueira, e, claro, rezava-se a ladainha.

Podia-se fazer promessa de ser comadre/compadre. O ritual consistia em rodar a fogueira três vezes, a cada encontro estendia-se a mão para o outro e se dizia:

- Bom dia, comadre!

- Bom dia, compadre,

- Santo Antônio mandou dizer para nós sermos compadres pro resto da vida.

Já sequer me lembro de quem me tornei comadre, mas era uma promessa que se  levava a sério. O costume, ao menos pelas bandas da Rainha do Cricaré se perdeu, talvez lá pelo Nordeste, algum lugarejo conserve essa e outras belíssimas práticas lúdico-juninas.

Arca de Santo Antonio
Mas Santo Antônio não é só folclore. Foi tão bom pregador da Palavra de Deus, que os Céus permitem que sua língua, não obstante os anos que distam de sua morte (1231), permaneça viva, muito bem custodiada no santuário erigido em seu nome, na cidade de Pádua, na Itália, dai porque, apesar de ser português, nascido em Lisboa, é chamado Santo Antônio de Pádua. E contendam por isto, paduanos e lisboetas.

O Papa Pio XII elevou Santo Antônio à dignidade de Doutor (Doutor(a) da Igreja são homens e mulheres cujos pensamentos, pregações, escritos e forma de vida enalteceram o cristianismo). Na oportunidade, disse: Santo Antônio ensinou não só com palavras, mas também pelo exemplo de uma vida santíssima.

Vale pensar: santos e santas chegados à glória dos altares, foram gente como a gente, de carne e osso. Suas vidas são exemplo, se chegaram a ser santos, nós também podemos, até porque, segundo diz o Apóstolo Paulo, a vontade de Deus é nossa santificação (1 Tess 4:1-13).

Casamentos à parte, Santo Antônio é reconhecido como auxiliador para encontrar coisas perdidas, do “pão dos pobres”, em sua honra também se faz a trezena: rezando-se durante treze dias.

Notaram? “dia 13 não é dia do azar, é dia de Santo Antônio”.

Marlusse 13/06/2013

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"Santo Antônio e a devoção Popular", segundo Cadernos Franciscanos de autoria do de Frei Adelino Pilonetto, Ofm.cap).

Santo casamenteiro

Assim é invocado pelas pessoas que desejam se casar e lembrado pelo nosso folclore. Não se sabe qual a origem dessa devoção. Talvez esteja ligada a algum milagre feito pelo santo em favor das mulheres, por exemplo, quando fez um recém-nascido falar para defender a mãe acusada injustamente de infidelidade pelo pai.

Mas há outro episódio com explicação mais direta. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parava de insistir, a moça resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava com grande confiança e muitas lágrimas diante da imagem quando, das mãos do Santo, caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: "Senhor N..., queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio".

A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas, vendo a atitude modesta e digna da moça, colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo Antônio sempre que se tratava de casamento.

Santo das coisas perdidas

Esta tradição é antiquíssima, encontrando-se menção dela no famoso responsório "Si quaeris miracula", extraído do ofício rimado de Juliano de Espira. Popularmente, o "Siquaeris" é mencionado como uma oração para encontrar objetos perdidos. A crença pode estar ligada a episódios da vida de Santo Antônio como este: Quando ensinava teologia aos frades em Montpeilier, na França, um noviço fugiu da Ordem levando consigo o Saltério de Frei Antônio, com preciosas anotações pessoais que utilizava nas suas lições. Antônio rezou pedindo a Deus para dar jeito de reaver o livro e foi atendido deste modo: enquanto o fugitivo ia passando por uma ponte, foi subitamente tomado pelo pavor, parecendo-lhe ver o demônio na sua frente que o intimava: "Ou você devolve o Saltério ao Frei Antônio ou vou jogá-lo da ponte para o rio!" Assustado e arrependido, o jovem voltou ao convento com o saltério e confessou ao santo a culpa.

O "pão dos pobres"

Essa prática consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o "protetor dos pobres" que é Santo Antônio. Uma tradição liga essa obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque, mas recuperou a vida graças a Santo Antônio. A mulher prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do "pondus pueri" (peso do menino). Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombar a porta. Fez, então, uma promessa ao santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao santo foram se multiplicando em diferentes necessidades. Toda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro social. A benéfica obra do "pão dos pobres" teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte.

Trezena

É uma "novena" de 13 dias, lembrando a data da morte de Santo Antônio. Também se lembra o dia 13 de cada mês, porque "dia 13 não é dia de azar, é dia de Santo Antônio". Outros lembram Santo Antônio nas quartas-feiras, dia em que foi sepultado.

 

MOEDAS DE TROCA

Salvador Bonomo.
Ex-Deputado Estadual e Promotor de Justiça, aposentado.


A nosso ver, além do real, circula, no âmbito da Política, muitas Moedas de Troca, que acarretam consequências altamente danosas à nossa Sociedade, dentre as quais registramos as que seguintes: a existência de muitos Partidos Políticos vazios de conteúdo, muitas Emendas Parlamentares Individuais e de Bancadas, desvirtuadas, e quase 40 (39) Ministérios. 

Durante longo tempo (1965-1979), como consequência do regime autoritário, existiram, no Brasil, apenas dois Partidos Políticos: a ARENA (governo) e o MDB, depois PMDB (oposição). A Constituição Federal de 1988 (art. 1º, V) previu o pluralismo político, que, como um dos fundamentos da República e como diversidade ideológica, representa uma das importantes características das democracias modernas. 

Entretanto, se, alhures, se restringiu, excessivamente, a criação de Partidos Políticos, a partir da abertura democrática, ao invés de aprimorarem o sistema partidário, muitos políticos estão corrompendo-o, pois 31 Partidos já foram registrados no T.S.E, 04 serão registrados em breve e mais de 30 estão em formação, cuja maioria, além de aparecer só às vésperas das campanhas políticas e da montagem dos governos municipais, estaduais e federal (para as costumeiras barganhas), ressente-se de programas claros, das necessárias estruturas, da indispensável participação popular e das respectivas ideologias. Em resumo: são Partidos meramente cartorários, sem raízes populares e sem vida partidária; são, enfim, meras moedas de troca: é dando que se recebe.  

As Emendas Parlamentares Individuais e as Coletivas ou de Bancadas se tem transformado, também, em autênticas Moedas de Trocas, pois, ao invés de funcionarem como instrumentos de aperfeiçoamento dos orçamentos anuais, através de melhor alocação de recursos públicos para obras prioritárias, sobretudo nos localidades e regiões mais carentes, com certa frequência tem sido desvirtuadas, na medida em que assumem caráter de chantagem ou de negociata eleitoreira, e até mesmo de corrupção, como ocorreu no caso da “máfia das ambulâncias”. Aliás, já disse o Senador Pedro Taques (PDT-MT), com o que concordo: “Não é possível combater-se a corrupção, sem se falar em emendas individuais”. Resumindo: é toma lá, dá cá.
 
Outra verdadeira Moeda de Troca tem sido os quase 40 (39) Ministérios (24 Ministérios, 9 Secretarias, com status de Ministério, e mais 6 Órgãos, também com status de Ministério, além do número exagerado de cargos comissionados em cada um deles. Senão, vejamos alguns exemplos chocantes: 1) – no Ministério do Planejamento, 50% dos cargos são comissionados; 2) – no do Turismo, 56,3%; 3) - no da Pesca, 56,6% 4) – no dos Esportes, 64%; 5) – no do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 70%. Muitos deles tem sido objeto de verdadeiras “negociatas” com os ditos “Partidos da base”, em homenagem à “governabilidade”, segundo alegam, só que, no primeiro ano do governo da Presidenta, caíram 6 Ministros, suspeitos da prática de irregularidades.
   
Concluímos, dizendo que não basta sermos honestos e dizermos que somos honestos; é preciso, também, combatermos a desonestidade, sob pena de sermos coniventes com as coisas erradas que, com muita frequência, acorrem no nosso entorno.

 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

MARATAIZES

Segundo a alma poética de Bárbara Perez,
Presidente da Academia Marataizense de Letras.
 
 
Como te dizer... Minha Marataízes, que hoje voltaram a correr lágrimas no meu rosto, porque hoje, voltei a lembrar-me de ti...
E o céu azul escureceu... os meus olhos ficaram manchados de sal,
As palavras, estas, minha querida, estão marcadas pela saudade e permanecerão para sempre dentro de mim... Tu que sem saberes de minhas dores acolheu- me divinamente em teu seio repleto de abacaxis e frutos do mar...
Entrei em ti com a bagagem leve e fechada em minhas mãos vazias, junto com os meus sonhos, neste vazio imenso e nesta solidão que vieram nos unir,
Deixando na distância e neste mar que corre triste no meu peito uma saudade frustrada. Oh! tempo que se esgota...e passa roubando-me todos os sonhos...
Como te dizer doce cidade, que neste amor me encontrei e me perdi? Que amei desesperadamente um homem à sombra dos teus coqueiros, na paisagem linda de tuas praias, do meu aconchego e deitada nas noites serenas que me envolvem e que são cinza de todos os dias?
Como te dizer que apenas queria um pedacinho de céu, a tua moradia em berço esplêndido, a luz de uma estrela, apenas uma doce despedida da claridade, aquela com que alumiaste por momentos a minha escuridão... desta solidão que nos uniu e que permanecerá para sempre como refúgio e consolo de tua acolhida?
Como te dizer minha exuberante Marataízes, que as tuas rajadas de vento nordeste, eram a volúpia das minhas emoções, roçando meu corpo caminhando pelas tuas ruas de cores sensuais e do sol escaldante? E que por entre a maresia exalando imaginei-te uma secreta Caribe, escondida dentro de mim, exposta ao mundo sem que ninguém te percebesse?
Estas lembranças estão tatuadas a fogo em meu corpo, deixando os poemas que escorriam dos nossos dedos, direcionados a ti em súplicas nas minhas horas de solidão! Fostes tu um amor perdido, nascendo desta contraditória, com todos os versos manchados de sangue rasgado da pele e que tu tão bem soubeste ser sigilosamente, a cúmplice perfeita.
Como te dizer que tuas colônias de pescadores, tuas terras férteis dos frutos deliciosos dos abacaxis eram a melodia que alimentava a minha alma cigana?
Tuas canções do mar revolto de março eram a nudez que incendiava a noite de meus dissabores, onde as folhas vindas do teu vento caíam na solidão dos meus lençóis frios, por onde os mistérios de sombra e luz eram transformados em acordes perfumados de sonhos inconscientes...
Eram as flores amarelas dos abacaxis que vestiram minha solidão...
Eram a maresia e sabor de peixes que alimentavam minha fome de saudades de lá...
Como te dizer minha amada e idolatrada Cidade, que estás tatuada em mim... que a tua maré é a minha esperança,que a minha alegria é eterna.Que a obscuridade do meu passado já nem existe e a deposito em teu respirar,no balanço frenético de tuas ondas cheias de meninos a vadiar em suas velozes pranchas coloridas.
Que tu és o momento marcante e eu o instante do meu vazio a te solver em um unico respirar.Que as vezes ,eu sou a ausência e tu o silêncio. Eu sou produto de um o sonho errado e tu a noite que me devasta e me rouba ao tempo, elevando minha alma ao pináculo da felicidade.
Tuas ruas desertas no inverno é o fogo que me queima a alma... O mar que me escorre dos olhos.
Como te dizer oh! Minha adorada Cidade que se te esquecer eu me esqueço, que o meu corpo dorme exausto no chão de areias normas das tuas praias, que dentro de mim te guardo no silêncio de minha alma devota, arrastando-me nesta condição pobre de poeta.
Das minhas mãos cheias de oração e esperança te dedico em versos o meu pedido de exílio, perante o espelho estilhaçado do meu olhar. Em duvidas do apelo de exiliação, por certo quantas lágrimas que escorrem da minha solidão.
Como te dizer que foste o meu sonho amargo e suave... Que a ausência das mãos do meu único homem que viajante em tuas terras, também fazia pousada e neste derradeiro adeus sem despedida e partiu sem deixar vestígios...
Eu e tu cidade nada sabemos desta ingrata ausência.
Hoje minha cidade abençoada é o silêncio com que te escrevo... a saudade onde te guardo,a escuridão onde te abraço.O meu futuro é apenas um encontro com o frio das madrugadas de densas ventanias.Por onde todo o meu passado foi uma sombra do que sonhe;a verdade que não imaginei;um futuro que é coberto de sol;um encontro com a noite de todas as noites.Como te dizer que sou uma louca poeta a varrer todos os dias a tua rodovia a procura de mim mesma...em vão,adormeço cansada agarrada as tuas vestes de redes rasgadas,amontoadas pelos rudes pescadores a volta do mar.Nesta quimera vou arrastando-me em teus dias e noites e te encontro a procura de mim mesma.
Como te dizer Marataízes... que aqui eu renasci...renasci no seio de tuas terras áridas,no balanço de tuas ondas,permeadas pela maresia em nevoas úmidas espalhadas por toda cidade.
Á ti meu verso
Marataizes minha paixão... eu renasci em ti,tão cansada de mim
Fechei as portas aos sonhos... tirei a esperança à vida
Fiquei tão só,tão perdida nas tuas praias e perdida de ti
Fui um instante de apego,foste um momento de paixão,
Uma ferida entreaberta no peito esquerdo.
Fui gaivota sobrevoando teu mar,procurei-te no mar,
E nas águas noturnas te encontrei faceira como o doce sabor e cheiro
Dos abacaxis brotando deliciosamente das redes dos pescadores.
Seja eu a eterna quimera,seja eu o amanhecer desta terra
Por te saber presente,aqui fiquei,mas desejei tantas vezes partir,mas tu me envolvia serenamente em teus braços e lambia minha fronte com as aguas salgadas,
Lavando minhas lagrimas e minha alma...
Fui sonho,onda ou maresia,fui em ti flor dos pescadores
e o peixe dos plantadores.
No cansaço dos dias,mesmo assim te espero minha Marataízes.
Antes de adormecer eu te procuro e encontro no anoitecer
Na minha solidão, nos manuscritos soltos,no sorriso da dor, Talvez tu nem sabe que eu exista,mesmo assim te encontro num doce e suave amanhecer.
Quando ouvires no silêncio um lamento, sou eu, exuberante Marataízes a chamar-te
Quando sentires no teu vento um calor... é o meu que te quer acolher
Quando sentires os teus olhos chorarem... sou eu a olhar-te
Quando sentires a solidão... são os meu braços de mulher
A te envolver inteira bem dentro dos meus abraços,
Quando sentires sozinha em meio a multidão, eu estarei aqui debruçada na poesia
A te exaltar, a te agradecer pelo tanto e tanto que me faz bem
E eu pobre poeta arrasto-me aos teus pés de sol, peixes e abacaxis, pois de ti arranco meus versos deitada em tua rede esplêndida.


De madrugada, 19/08/2010.

DIA DOS NAMORADOS


O Dia dos Namorados se reveste de muito significado para muitas pessoas, pois, o namoro é a primeira fase do relacionamento entre um homem e uma mulher, isto é, do encontro, das descobertas, que fazem, de que têm um particular de alma em uma terceira,  não encontrado.

Começa por aquela atração recíproca, um encantamento, querer ver e estar perto e, espera-se, também a consciência da dignidade do outro, do dever de lhe proporcionar com todo respeito tudo o que há de melhor, fazer tudo mais do que dela possa pretender, pois sem dúvida nenhuma,  quem mais ama é mais feliz.

Trata-se desde já de uma fase imprescindível para que averíguem se um é para o outro a pessoa com quem possa vir a conviver por toda a vida.

Nesse entremeio, o comércio, a exemplo do que faz com outras datas, como Dia
100 anos da tia Idatília
das Mães e até do Natal, que é sagrado, aproveita, para vender mais.  Não vem ao caso do significado maior do que o namoro realmente representa.

É do interesse dele (comércio).
Bodas de Ouro dos meus avós maternos:
 D. Rosinha e S Manduca
É do encontro ou do primeiro relacionamento entre um homem e uma mulher que nasce uma família que a Igreja tem como “escola de valorização humana” e adverte como necessidade “para que esteja em condições de alcançar sua vida e missão, a benévola comunhão de almas, o entendimento entre os esposos e a cooperação entre os pais na educação dos filhos”. Ambos são fundamentais, destacando-se o papel da mãe enquanto os filhos são pequenos e exigem particulares cuidados, derivantes de sua condição feminina.

Comemoremos  bem o DIA DOS NAMORADOS, mais do que com presentes ou na balada, numa ótica cristã, para que haja harmonia e os lares que vierem a ser formados, quando o forem, a partir desse momento, sejam verdadeiramente lares cristãos.

Marlusse 12/06/2013

Bodas e 100 anos ornadas de filhos, netos e bisnetos, tudo começou com um namoro.

terça-feira, 11 de junho de 2013

O BRASIL NUNCA PERTENCEU AOS ÍNDIOS



 
 
Índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres" - Deputada Estadual/RJ - SANDRA CAVALCANTI

 

Deputada Estadual/RJ, Sandra Cavalcanti, para reflexão...

Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.

Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil.

Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinquenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.

O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.

Existe uma intenção solerte e venenosa por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembleias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a ideia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.

Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.

De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.

De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs europeias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.

Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos.

Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.

Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar.

Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo.

Portanto, vamos parar com essa paranoia de discriminar em favor dos índios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira.

Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.

O Brasil é nosso, não é dos índios. Nunca foi.