quarta-feira, 27 de março de 2013

O ENCONTRO


O ENCONTRO
Quarta-feira da Semana Santa. As comemorações em muitos lugares, nem todos, continua sendo com a realização da chamada “procissão do encontro”, solenidade que focaliza em especial, o momento em que a Virgem Maria depois que tomou conhecimento de que seu filho havia sido julgado e condenado à morte, em companhia de algumas amigas, entre elas Maria Madalena, aquela que muito amou, vai-lhe ao encontro e de fato, quando O vê, constata as atrocidades das quais foi vítima, a rudez dos açoites, da coroação de espinhos e o quanto estava abatido e humilhado por todo sofrimento que lhe foi causado.

Pode-se imaginar a dor experimentada por Maria ao ver o Filho naquela condição e é como se justifica a expressão colocada em seus lábios: vede se há dor maior que a minha dor.
Mas não se tem notícia de que Maria tenha aberto seus lábios para fazer qualquer tipo de queixa ou para falar contra, insultar ainda que minimamente, os agressores do seu Filho.
Cumpre seu papel de Mãe, permanecendo ao lado Dele, acompanhou-O pelo restante da via dolorosa. Permaneceu assim, viu-O cair e levantar-se, consolar as mulheres de Jerusalém, e nem ante a atroz crucificação, quando seus pés e mãos foram traspassados por pregos, a Mãe recuou.
Ficou no Gólgota, recebeu seu Filho morto nos braços e lhe deu sepultura.
Quem reflete sobre esta cena, descobre muitos outros aspectos e pode avaliar a profundidade do Sim que Maria proferiu na anunciação e foi repetindo durante toda sua vida, em cada momento que se fez necessário provar a mais perfeita comunhão de sua vontade com a vontade de Deus.  
Procuremos penetrar fundo no mistério de paixão, encontraremos razões para valorizar o preço do gesto da salvação cumprida por Jesus para resgatar-nos da morte e do pecado.
Boa Semana Santa!

terça-feira, 26 de março de 2013

SEMANA SANTA


Estamos celebrando a Semana Santa, em memória Paixão de Nosso Senhor. É um tempo em que cada ano, temos oportunidade de lembrar tudo aquilo que Jesus quis sofrer pela nossa salvação.
Aspecto novo da paixão

Claro que agora não é como foi. Jesus agora está na sua glória. A paixão aconteceu há muitos anos atrás. O que se faz é feito em memória, isto é, uma recordação.

O importante é que refletindo, possamos entender que o seguimento de Jesus embora não seja fácil é uma segurança de que estamos conquistando o nosso lugar na glória do céu.

São Pedro, apóstolo de Jesus, e a quem Ele confiou a chefia de sua Igreja, escreveu na sua 1ª carta: “Cristo sofreu por vós, deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais seus passos. Ele não cometeu pecado algum, não disse mentira, não retribuiu injúrias. Sobre a cruz, carregou os nosso  pecados em seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados vivamos para sua justiça”.

Não é sem razão que de Jesus está escrito: “não há prova maior de amor do que o daquele que dá a vida pelo seu irmão”.

Que todos nós saiamos dessa quaresma com um coração sensível às necessidades, angústias e esperanças de todos, colaboremos com a chegada do Reino de Deus, de forma definitiva.

Se Jesus reinar, com certeza, tudo vai ser melhor. É isto que todos queremos.

Peçamos a Nossa Senhora que interceda por nós e ao nosso lado, ajude-nos a perseverar nos passos do Salvador.

CONCURSO LITERÁRIO


                                                                                 

     Como as fontes.

ACADEMIA MATEENSE DE LETRAS

EDITAL 01/2013

 “PRÊMIO CORA CORALINA”

A Academia Mateense de Letras – AMALETRAS - torna público que estarão abertas até o dia 30 de abril de 2013, inscrições para o seu 1° CONCURSO DE ARTIGO “PRÊMIO CORA CORALINA” que se rege pelo estabelecido no presente Edital.

I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º O concurso premiará o melhor artigo inédito que verse sobre o tema “O Poder das Mulheres no Processo de tomada de Decisões".

Art. 2º O Concurso é aberto à participação de qualquer interessado (a) de qualquer parte do Brasil ou do exterior desde que escrito em língua portuguesa.

Art. 3º Os Acadêmicos da AMALETRAS não podem participar.

II – DA INSCRIÇÃO.

Art. 4º A inscrição será realizada mediante remessa do artigo à AMALETRAS, em três vias impressas, entregues pessoalmente ou mediante AR, sendo que neste caso, a assinatura lançada no recibo, servirá de comprovação da inscrição.

Art. 5º Só serão considerados os trabalhos que chegarem ao endereço indicado até 18 horas do dia 30 de abril de 2013.

III – DA APRESENTAÇÃO.

Art. 6º O artigo deverá ser apresentado impresso em espaço 1,5 com ao menos uma lauda (A4) e o máximo de duas, identificado por pseudônimo.

Art. 7° A inteira qualificação do participante deverá vir em envelope menor lacrado; juntamente com o artigo será inserido em envelope maior assim endereçado: PRÊMIO CORA CORALINA – AMALETRAS - Rua Altino Gomes Luz, nº127, Centro, 29930-030, São Mateus-ES.

IV- DA COMISSÃO JULGADORA

Art. 8° O julgamento dos artigos será realizado por Comissão formada por três membros de Academia de Letras a serem convidados.

Art. 9° A AMALETRAS reterá o envelope menor contendo os dados pessoais e o pseudônimo do participante, para posterior identificação.

Art. 10. Na apreciação dos artigos a Comissão adotará os seguintes critérios: correção, clareza e pertinência com o tema apresentado.

Art. 11.  O concorrente que melhor corresponder aos critérios de avaliação, a juízo da Comissão, será considerado vencedor.  

Art. 12. O julgamento do qual não caberá recurso será realizado até o dia 20 de maio de 2013 e seu resultado, divulgado nas vinte e quatro horas seguintes.

VI- DA PREMIAÇÃO.

Art. 13. O primeiro classificado receberá uma medalha “CORA CORALINA” e diploma; o segundo receberá diploma de honra ao mérito.  

Art. 14 A premiação será entregue em solenidade da AMALETRAS no mês de junho de 2013.

Art. 15 Os artigos poderão ser publicados a critério da AMALETRAS na forma mais viável, respeitados os direitos autorais.

 

São Mateus, 8 de março de  2013.

 

Marlusse Pestana Daher                                                                  Presidente

segunda-feira, 25 de março de 2013

ANUNCIAÇÃO


Hoje é segunda-feira da semana santa e sendo 25 de março é o dia em que o anjo Gabriel foi mandado anunciar a Maria que ia ser mãe de Jesus, é o dia da anunciação.

Foi dado ao mundo saber que a salvação esperada chegava fazendo com que acabasse o jugo do pecado, isto é, mediante o mistério constituído pela certeza de que uma Virgem conceberia do Espírito Santo.

Nossa reflexão tem que se concentrar em Maria.   Ela é a grande estrela desse dia. O plano de Deus já existia desde toda a eternidade, para Maria, no entanto, foi verdadeira surpresa. Grandes mulheres eram consideradas como prováveis escolhidas por Deus para mãe de seu Filho. Contrariando toda expectativa, a escolha de Deus recai sobre quem sequer imaginava que seria escolhida.

Claro que Maria vivia uma vida singular, ela conhecia as escrituras, provou isto no canto do Magnicat, mas era suficientemente humilde para não cogitar ou supor que seria a grande escolhida, aquela que pisaria a cabeça da serpente, rechaçando a prepotência de Satanás.

Não obstante o que estamos comemorando nessa semana, quando se trata de Nossa Senhora, podemos fazer uma pausa e pensar nela com a veneração que a importância de ser mãe de Deus lhe dá. E principalmente, se quaresma é tempo de conversão, se conversão é voltar-se para Deus e fazer Dele nosso tudo, em companhia de Nossa Senhora, seguindo seu exemplo, ou agindo como ela agiu, em síntese, imitando seu exemplo, faremos tudo que nesta semana que é santa requer e obteremos a verdadeira conversão. 

domingo, 24 de março de 2013

DOMINGO DE RAMOS

Homilia do Papa na missa deste Domingo de Ramos, início da Semana Santa

sexta-feira, 22 de março de 2013

LISTA DE NUNCA MAIS


Nossa Lista de Nunca Mais

 

- Nunca mais direi "não posso", pois "tudo posso naquele que me fortalece".   (Fil 4, 13 ).

 

- Nunca mais direi que "não tenho", pois "o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de minhas necessidades"                  (Fil, 4, 19 ).

 

- Nunca mais direi que "tenho medo", "porque Deus não nos tem dado um espírito de covardia, mas de poder,

de amor e de moderação"                       ( II Tim ( 1, 17 ).

 

- Nunca mais direi que "tenho dúvidas ou falta de fé", porque eu tenho "a medida da fé que Deus repartiu a cada um "             ( Rom 12, 3 ).

 

- Nunca mais direi que sou fraco, porque "o Senhor é a fortaleza da minha vida"    (Sal 27, 1 ) e "o povo que conhece

ao seu Deus se tornará forte e ativo"       (Dan 11,32 ).

 

- Nunca mais temerei a Satanás, porque "maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo"

(I João 4, 4).

 

- Nunca mais direi que estou derrotado, porque Deus "em Cristo sempre me conduz em triunfo" (I Cor 2,14).

 

- Nunca mais direi que "não tenho sabedoria", pois "Cristo Jesus... derramou-a sobre mim" (I Cor 1, 30).

 

- Nunca mais direi que estou doente, pois "pelas suas pisaduras fui sarado" (Is 53, 5) e Jesus "mesmo tomou

as minhas enfermidades e carregou com as minhas doenças" (Mat 8, 17).

 

- Nunca mais direi que "estou preocupado" e frustrado, pois estou "lançando sobre Ele toda a minha ansiedade

porque Ele tem cuidado de mim"            (I Pe 5, 7 ).

 

Em Cristo estou livre de cuidados.

- Nunca mais direi que "estou preso", pois, "onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade" ( II Co 3, 17 ).

Meu corpo é o templo do Espírito Santo!

- Nunca mais direi que "estou condenado", pois "já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.

( Rom 8, 1 ).

 

Estou em Cristo, portanto estou livre de condenação. Evangelize...

quinta-feira, 21 de março de 2013

HOMILIA DE FRANCISCO


Queridos irmãos e irmãs!

 
Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).

Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!

Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.