domingo, 11 de novembro de 2012

ARAÇÁS

Recebimento do título CIDADÃ LITERÁRIA



Adolescentes mateenses



O Centro Cultural Araçá é uma Organização de Sociedade Civil, ONG - Organização Não Governamental- sem fins lucrativos - idealizada por universitários dos cursos de Pedagogia e Biologia da CEUNES / UFES em 1994.
Desenvolve Projetos de Educação e Proteção Social, tendo como eixo a arte e cultura, favorecendo crianças e jovens de São Mateus-ES.
Possui uma proposta não formal de educação, voltada para a construção da cidadania que vai além de uma atitude assistencial e imediatista, oferece oportunidades para que crianças e jovens desenvolvam habilidades e descubram suas aptidões e que também encontrem um caminho de inserção produtiva na sociedade.
Nesses quinze anos conquistou vários prêmios e classificou projetos em seleção nacional como nos programas Geração da Paz, Fome Zero e Desenvolvimento Social promovidos pela Petrobras no período de 2001 a 2008. Banco Nordeste, através do Programa BNB de Cultura edição 2001 e 2009, Programa Novos Brasis promovido pela OI FUTURO \ TELEMAR, ano 2008 e Programa Criança Esperança\ Rede Globo durante o ano de 2006\2007.Foi um dos 10 finalistas no prêmio Itaú Unicef em 2003 conquistando o certificado de Menção Honrosa e por último, no fim de 2008, recebeu dois prêmios do Ministério da Cultura; Prêmio Ludicidade e ponto de Leitura.

O Centro Cultural Araçá oferece atividades em diferentes modalidades intelectuais, artísticas, culturais permitindo que os seus educandos crianças, adolescentes e jovens tenham acesso a atividades culturais e recreativas de qualidade.

Missão:
“Promover a inclusão social de crianças, adolescentes e jovens através de ações sócio-educativas, favorecendo seu desenvolvimento físico, intelectual, psico-social e educacional, além de ajudá-los a integrar-se produtivamente na sociedade."

Diretoria:
Presidente: Marilena Cordeiro Fernandes de Jesus
Tesoureiro: Maria da Penha Rocha Santos
Secretário: Vaneuton Barros
Suplente: Terezinha Freitas Silva Lóss

Conselho Fiscal:
Samir George Zogheiber
Normélia Bastos Neta
Eduardo da Conceição Silva
Delurdes Rolim

Conselho Administrativo:
Edercival Mesquita Deus
João Carlos Sad Lopes
Maria Valane Uguini Sena

 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

POR DETRÁS DE UMA VIDRAÇA

Beatriz Monjardim


O tempo escôa tão lento,
Quando a vida perde a graça!
Põe em tudo um desalento...
Vai se arrrastando... não passa!

É um viver impreciso;
Um canto sem melodia...
Como crinça sem riso,
Sem sonhos, sem fantasia.

No meu jardim vejo flores
De um colorido embaçado;
São como velhos amores,
No meu peito ainda guardados.

Ainda vejo da janela,
O azul do céu e do mar;
__Paisagem numa tela...
Já não me fazem sonhar!

O mundo, é lindo lá fóra!
Mas tudo perdeu a graça...
A vida, eu a vejo agora,
Por detrás de uma vidraça!


 O texto que segue foi mandado também por Beatriz.


Se este anexo tiver imagens, elas não serão exibidas. Baixar o anexo original

A Saudade fala Português

Eu tenho saudades

de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,

quando escuto uma voz,

quando me lembro do passado,

eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,       
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,

do meu primeiro amor,

do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e

daqueles que ainda vou vir a ter,

se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...

Sinto saudades de quem me deixou

e de quem eu deixei,

de quem disse que viria e nem apareceu;

Sinto saudades do futuro,

que se idealizado,

provavelmente não será do jeito

que eu penso que vai ser...

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus;

de gente que passou

na calçada contrária da minha vida e

que só enxerguei de vislumbre;

de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei se existiram

Mas que se soubesse, decerto

gostaria de experimentar;

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho

que eu tive um dia e que me amava fielmente,

como só os cães são capazes de fazer,

Dos livros que li e que me fizeram viajar,

dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade

Quantas vezes tenho vontade de                                           encontrar não sei o que, não sei aonde,                                       para resgatar alguma coisa                                                                             que nem sei o que é, e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso

que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês,

mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileiro, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados,

para contar dinheiro,

fazer amor e declarar sentimentos fortes,

seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples "I miss you",

ou seja lá como possamos traduzir saudade

em outra língua, nunca terá a mesma força

e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima, corretamente,

a imensa falta que sentimos de coisas

ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar

todas as vezes em que sinto este aperto no

peito, meio nostálgico, meio gostoso,

mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos

sensíveis, de que amamos muito

o que tivemos

elamentamosascoisasboas  que perdemos                                                       ao longo da nossa existência...   
                                                                
Sentir saudade é sinal de que se está vivo...

Antônio Carlos Affonso

 

 

  

terça-feira, 6 de novembro de 2012

E.DELA.SINTO SAUDADE

FINADO

Rachid Daher Mathias

Chamamos finado àquele que nos deixou em algum momento de nossas vidas, que partiu vítima de uma doença, de um acidente, uma violência... Seja qual for, a causa nos enche de imensa tristeza, dando a impressão de que a dor da separação nunca vai passar.

Depois vem aquele vazio, aquela saudade grande, aquela vontade de tocar, de abraçar, de ver aquele ente querido que nunca mais vai estar aqui.
O que fazer?

As lágrimas que correm pelo pranto sofrido, doído é a única coisa que acalma e deixa depois aflorar a paz e trazer a reflexão e a fé que não pode faltar, que nos leva a pensar que apesar daquela matéria tão querida, quente, macia já se ter desmanchado, o mais importante sempre, o ESPIRITO, vive e sobrevive em um lugar difícil de imaginar, mas que esta lá, junto a DEUS, que nos acolhe a todos pós-morte.

Sou humana e como humano me agarro à matéria e dela sinto saudade. É errado? Pode ser.

Por isso, sendo errado me perdoa, meu DEUS, porque o Senhor pode e assim me consola, me ajuda a sofrer sempre menos com essa dor da separação, com a falta dos elos perdidos.


Não me castigue pelos meus humanos sofrimentos e me permita chorar as faltas e se permita, bom DEUS, me consolar.

OBRIGADO

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

F I N A D O S



Dia de rezar de modo especialíssimo pelos mortos. Podemos ter a tentação de ficar tristes. No fundo... não conseguimos aceitar esse evento, essa certeza absoluta que ninguém discute a que chamamos morte. Ainda é pensamento o qual preferimos “não só pôr para escanteio”, mas “expulsar de campo” do futebol da vida.
Em cada família um ente é só saudade, deveria ser conforme canta Roberto Carlos: “você é a saudade que eu gosto de ter”.
Devemos pedir a intercessão de Nossa Senhora no sentido de que envidemos esforços para acreditarmos na ressurreição.
A morte não é o fim é com ela que se nasce para a vida eterna. Jesus ressuscitou e vivo voltou ao seio da Santíssima Trindade, Nossa Senhora também foi para o céu (céu que não é um lugar, claro, mas o estar face a face com Deus).
A ressurreição de Cristo é certeza de que ressuscitaremos também; não estranho que meu leitor não goste de falar nem ouvir falar de morte, confesso que nem eu. Isso atesta que nossa fé é muito pouca. Olhando para Jesus, meditando todos os acontecimentos da vida Dele, deveríamos ser mais corajosos.
Que todos os santos que já gozam da presença de Deus, face a face, intercedam por aqueles que já morreram e que ainda não viram Deus, que possam merecer logo todo efeito da misericórdia do Pai.
Maria, mãe de Jesus, que por seu singular amor a Deus mereceste antes de todos os homens e mulheres do universo, a glória da assunção, subindo de corpo e alma ao céu, interceda por nós, faz-nos ver e aceitar plenamente, todos os desígnios de Deus, com certeza desígnios de amor e de misericórdia.
 
Republicação do dia 02/11/2010.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SEJAMOS SANTOS

A Festa de todos os santos é incluída no ciclo anual do ano litúrgico. Neste dia, a Igreja celebra a memória dos mártires e de outros santos. “Proclama o mistério pascal” em todas aquelas pessoas que sofreram com Cristo e com Ele estão glorificados.

Ao apresentar o exemplo dos santos, a Igreja espera atrair todos, por Cristo, ao Pai.

Ler a vida dos santos é de grande valia para nossa vida. Tomamos conhecimento da caminhada deles por esta terra, das dificuldades que encontraram e como foi que superaram tantos obstáculos no amor de Jesus Cristo e pelo amor Dele.

É bom dizer que a santidade não é privilegio de uns poucos. Todos fomos chamados à santidade, é nossa primeira vocação. Para chegar à santidade somos convidados a trilhar um caminho de uma vocação particular, ao casamento ou à vida consagrada em uma das suas diferentes expressões. Desde em relação ao Papa como ao mais simples dos fiéis, (a maioria) a santidade é única.

O dia de hoje favorece nossa reflexão sobre a santidade. Devemos ser santos, não só como Me. Teresa de Calcutá que viveu e amou tanto os pobres, os mais pobres. Nem mesmo só como Nossa Senhora, a mais perfeita das criaturas, mas santos como é santo o Pai que está no céu. (Mt. 5,48).

Nem se pense que o caminho que leva à santidade seja fácil, mas os que “começam a subir jamais cessam de progredir, de começo em começo, por começos que não têm fim. É um caminho de luz e a caminhada se dá na mais absoluta paz, seja o que for que aconteça  em torno deste vocacionado. O entendimento dos valores superiores se dá, na forma preconizada pelo Apóstolo Paulo: nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu o que Deus tem reservado para aqueles que o amam. (1 Cor. 2,9).
Sejamos santos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

AS BEM AVENTURANÇAS

Mateus 5,1-12: As bem-aventuranças como caminho de santidade - Ildo Bohn Gass


"Felizes os que são pobres no espírito, porque deles é o reino dos céus"

(Mateus 5,3).

Todas as pessoas são chamadas à santidade, a fim de serem bem-aventuradas. "Sede santos, porque eu, Javé vosso Deus, sou santo" (Levítico 19,2). A comunidade de Mateus faria uma releitura desse chamado da seguinte forma: "Sede perfeitos, como o Pai celeste é perfeito" (Mateus 5,48). Coerente com sua experiência com o Deus da misericórdia, a comunidade de Lucas formula assim o mesmo convite: "Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso" (Lucas 6,36).

Dia 02 de novembro é um dia especial em que milhões de pessoas refletem sobre todas as pessoas bem-aventuradas e que já se encontram na glória do Pai. Para nós, que ainda peregrinamos neste mundo na promoção de vida digna, Jesus nos propõe um caminho de santidade e que já começa nesta vida. Conforme a comunidade de Mateus, as oito bem-aventuranças são esse caminho.

Quando Mateus apresenta Jesus fazendo cinco grandes discursos (Mateus 5-7; 10; 13,1-52; 18; 24-25), sua intenção é apresentá-lo como o novo Moisés, a quem eram atribuídos os cinco livros da Lei, o Pentateuco. A Lei era considerada a expressão da vontade de Deus. No tempo de Jesus, muitos fariseus estavam preocupados em viver a Lei em todos os seus pormenores. Jesus, porém, vive e anuncia essa vontade de Deus indo além da letra da Lei. Diz que, mais que a letra, é o espírito da Lei que interessa. Disse ainda que o espírito da Lei consiste na vivência do amor a Deus e ao próximo como a si mesmo (Mateus 22,34-40). Assim, o amor passa a ser a orientação fundamental para o nosso agir (cf. Mateus 12,1-8; 23). Mateus chama essa vontade de Deus de justiça do Reino (cf. Mateus 6,33). Se Moisés era o antigo mestre da Lei, Jesus é o novo mestre da justiça a nos ensinar o caminho de Deus, o caminho da santidade no amor.

O primeiro grande ensinamento do mestre da justiça, o Sermão da Montanha (Mateus 5-7), é um conjunto de orientações para a boa convivência na comunidade. Tal como Moisés escrevera as palavras da Lei estando sobre um monte, Jesus dá as novas orientações também numa montanha (Êxodo 34,28; Mateus 5,1).

As bem-aventuranças (Mateus 5,1-12) são a porta de entrada ao Sermão da Montanha (Mateus 5-7). São um programa de vida para trazer felicidade plena a quem adere à Boa-Nova de Jesus.

A justiça do Reino dos Céus (= de Deus), isto é, a vontade de Deus, é o carro-chefe das bem-aventuranças. O Reino é o projeto na primeira e na oitava bem-aventurança. E, no centro, estão a busca da justiça (do projeto do Reino) e a busca da misericórdia (ter o coração voltado para quem está na miséria). Uma vez realizada a justiça de Deus, os empobrecidos deixarão de ser oprimidos, pois haverá partilha e solidariedade. Por isso, Jesus os declara felizes.

A primeira bem-aventurança é a mais importante. As demais são desdobramentos desta. Os pobres são aqueles que choram, são os mansos ou humildes (no Salmo 37,11, texto-base para esta bem-aventurança, são chamados de anawim, isto é, de pobres), os que têm fome, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz e as pessoas perseguidas por causa da justiça. E as dádivas para os empobrecidos são: o Reino de Deus, o conforto, a terra partilhada, a fartura, a misericórdia, a contemplação de Deus e a filiação divina (agir à imagem e semelhança de Deus ou ter as mesmas atitudes de Deus).

Porém, ser pobre não é suficiente. Está claro que os empobrecidos são os preferidos de Deus, justamente porque ele não pode ver nenhum de seus filhos e nenhuma de suas filhas passando por necessidades. Ainda mais, quando a pobreza é fruto da injustiça humana. É interessante notar que esta mesma bem-aventurança, no Evangelho segundo Lucas, reza assim: "Felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus" (Lucas 6,20).

Quando a comunidade de Mateus acrescentou "no espírito" à primeira bem-aventurança de Jesus (Mateus 5,3), também estava preocupada com o fato de que há pobres com coração e mente impregnados com o espírito de rico, buscando o sentido mais profundo para a vida na riqueza e no poder. Por isso, quis deixar bem claro para seus destinatários que não basta ser pobre, mas que é preciso ser "pobre no espírito", isto é, viver de acordo com o espírito do próprio Deus. É possível que a comunidade de Mateus, ao acrescentar à parábola do banquete a presença de um homem sem a veste nupcial (Mateus 22,1-14; comparar com Lucas 14,16-24), queira justamente se referir à necessidade de também ser pobre no espírito, ou seja, livre de tudo que escraviza. Ser pobre no espírito também é a opção pelo projeto da justiça e da misericórdia, é viver na total confiança e dependência de Deus, é confiar na partilha, na vida simples e na fraternidade.

Aliás, são justamente as pessoas que buscam a felicidade no consumismo, na acumulação e no individualismo que perseguem aos que lutam pela justiça do Reino, pela paz e pela partilha. Foi assim que, no passado, os poderosos perseguiram os profetas (Mateus 5,10-12).

E hoje, Jesus renova o convite para nós: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo" (Mateus 6,33). E o caminho da justiça do Reino, o caminho da santidade está na prática do espírito da Lei proposto nas orientações fundamentais para a vida, e que Jesus sintetiza nas bem-aventuranças.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

SILÊNCIO

O mato espargia todo perfume
que tangido pela forte chuva
não pudera conter.
 
Uma brisa mansa
distanciava de muito o calor
deixando no ar apenas,
toda fragrância,
seu intenso frescor.
 
Batido pela chuva
salpicado pela brisa,
meu coração cantava
e era indizível
a liturgia do silêncio
que se fez.
 
 
 
Quando a publicação é de outra pessoa cito o nome, as demais são minhas.