domingo, 11 de junho de 2017

SANTÍSSIMA TRINDADE


SANTÍSSIMA TRINDADE

A festa da Santíssima Trindade se repete a cada ano, no domingo seguinte ao de Pentecostes. Refletir sobre a Santíssima Trindade é confessar o quanto Deus é grande, posto que, sendo Único e não teremos outro Deus ao qual adorar (Isaias. 44,8), na Sua onipotência faz-se três pessoas iguais e realmente distintas: o Pai que nos criou, o Filho que nos salvou, o Espírito Santo que nos santifica.
Logo no início a carta de Paulo aos coríntios associa-nos à indivisibilidade da Trindade. Diz o Apóstolo: Há diversidade de dons, mas é um mesmo o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas é um mesmo o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.
Mergulhemos na grandeza desse mistério, deixemo-nos envolver por ele, sejamos acessíveis a essa comunhão com a Santíssima Trindade e também entre nós. Cada um tem seus dons para que se complete com os demais, para que os disponibilize suprindo a lacuna do outro ao mesmo tempo, recebendo o que o outro tem para nos doar.
Cada um de nós tem uma tarefa a cumprir, cada um de nós exerce uma profissão ou ofício, é fundamental que seja desempenhado em espírito de serviço, não atrase, não retarde porque tudo tem seu tempo certo debaixo do céu. Sobretudo, disponibilizemos nossos dons, exerçamos nossos misteres, convictos de que é Deus quem nos dirige, é Deus quem se serve de nós para estar presente na comunidade humana. Ele se vale de nós para fazer o que deve ser feito.
E tudo isto, para que tenhamos real percepção do mundo em que vivemos, entendamos que somos profetas e nos compete ajudar para que este mundo, ao menos um pouco, se torne melhor.
Temamos o Senhor que passa e pode não voltar mais. (S. Agostinho).

E como resgatados pelo Amor, professemos nossa fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos na unidade nosso Deus onipotente.

Leia mais:
http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/113/41/



quinta-feira, 8 de junho de 2017

MÃE DA ESPERANÇA

  Com pequena adaptação de um discurso do Papa Francisco. 


No dia 10 de maio o Papa Francisco em sua catequese evidenciou Maria e as mães do nosso tempo. Lembrou que no caminho da sua maternidade, Maria teve que atravessar mais do que uma noite sombria. Ainda jovem, respondeu “sim” à proposta da qual o Anjo Gabriel (o portador) lhe fez de ser a mãe do Filho de Deus, embora nada soubesse do destino que A esperava.
Não obstante a tempestade do calvário,  
 Maria nunca duvidou de que Deus é AMOR.    

“Naquele instante, Maria se parece como uma de tantas mães do nosso mundo, corajosas até o extremo quando se trata de acolher no próprio ventre a história de um novo homem que nasce”, disse o Papa, acrescentando que Ela é uma mulher que não se deprime face às incertezas da vida; nem uma mulher que protesta e se lamenta contra a sorte que muitas vezes se Lhe apresentava hostil. Pelo contrário, é uma mulher que aceita a vida como vem, com os seus dias felizes, mas também com as suas tragédias.

Maria simplesmente "estava". Na noite mais escura de Maria, da crucifixão do seu Filho, Ela permaneceu ao pé da cruz, desconhecendo o destino de ressurreição do seu Filho. Neste episódio, os Evangelhos são lacônicos e discretos, registram com um só verbo a presença da mãe. “Ela estava.” Nada dizem de sua reação nem sua dor, que ficou para a criatividade de poetas e pintores.

“As mães nunca desistem nem abandonam. As mães não traem”, afirmou Francisco. Os Evangelhos somente dizem: ela estava. No momento mais cruel, Ela sofria com o Filho. Estava. Ela simplesmente estava ali. Todos nós conhecemos mulheres fortes, que levaram avante os sofrimentos de seus filhos.”
Não somos órfãos- Depois, em Pentecostes, no primeiro dia da Igreja, reencontramos Maria como Mãe da Esperança em meio àquela comunidade de discípulos tão frágeis: um tinha negado o Mestre, muitos tinham fugido, todos tinham medo. Maria simplesmente estava lá no seu modo normal de ser, como se fosse algo natural: a Igreja primitiva, envolvida pela luz da Ressurreição, mas também pela incerteza e o medo dos primeiros passos a dar no mundo.

 “Por isso, todos nós A amamos como Mãe. Não somos órfãos, todos temos uma mãe no céu”, disse ainda Francisco.


Maria nos ensina a virtude da espera, mesmo quando tudo parece sem sentido, pois confia no mistério de Deus. “Nos momentos de dificuldade, que Maria possa sempre amparar os nossos passos, possa sempre dizer ao nosso coração: levanta-se, olhe para frente, para o horizonte. Sou a Mãe de esperança.”

segunda-feira, 5 de junho de 2017

CARTA DO CACIQUE SEATLE EM RESPOSTA AO GOVERNO DOS EEUU

A CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATTLE - (1854)

Resposta do Cacique Seattle ao Governo dos Estados Unidos que tentava comprar as suas terras (1854):

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.

O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.

Onde está o arvoredo?  Desapareceu.

Onde está a águia?  Desapareceu.

É o final da vida e início da sobrevivência. O que significa dizer adeus ao pônei ágil e a caça. Guardem na memória a recordação deste país tal como está no momento em que o tomam. e com toda a sua força, todos o seus pensamento, todo o seu coração, preservem-no para os seus filhos e amem-no como Deus nos ama a todos.

Assim iremos considerar a sua oferta de compra a nosssa terra. E se aceitarmos será para estar seguros de receber a reserva que nos prometeram. Lá talvez poderemos terminar as  breves jornadas que nos restam  viver, segundo os nossos desejos. 

E quando o último homem vermelho tiver desaparecido desta terras e que a nossa lembrança não for mais do que a sombra de uma nuvem flutuando na planicie, estas margens e estas florestas abrigarão ainda os espíritos do meu povo. Pois eles amam esta terra como o recém-nascido ama o batimento do coração da sua mãe. Assim se  nós lhes vendermos nossa terra, amem-na como nós a amamos. Tomem conta dela como nós o fizemos.

Nós sabemos de uma coisa: nosso Deus é o mesmo Deus. Ele ama esta terra . O próprio homem branco não pode escapar ao destino comum.  Talvez sejamos irmãos. Veremos. 








Se  gostar, leia TERRA DOS MIL POVOS, de Kaká Werá Jacupé, índiio txucaramãe  que conta o que ouviu dos seus ancestrais.

Para baixar em pdf: 
https://www.fnlij.org.br/.../download/12_8bfdb96a7adca13a92f5d142d3eda631.html



A QUESTÃO É A CASA

Escrevi este artigo em 2010. Menciono Kyoto, cujo protocolo acaba de ser insensatamente, abandonado pelo Presidente dos EEUU. Deixo como está também para que se façam comparações e se veja se alguma coisa mudou.



Porque hoje, 5 de junho, é                                                                                                                                                                                                                            Dia Internacional do Meio Ambiente.

Caparaó

Casa de Pedra - Caparaó

Sim,  a casa! Aquele “eco” que vem do grego “oikos” componente da palavra ecologia, quer dizer casa. Você sabia?

        A preocupação com a nossa casa fez surgir uma consciência mundial da necessidade de todos os povos contribuírem na redução da emissão na atmosfera, de gás carbônico considerado o principal causador do “efeito estufa”,  que ameaça o aquecimento do planeta em até três graus Celsius, em cem anos, derretendo geleiras, causando alterações climáticas, repercutindo em ainda pior qualidade de vida dos que no futuro viverão.

Buscando amenizar, realizou-se  em  Kyoto,  no Japão, (1997), uma conferência, no curso da qual ficou definido que os países mais desenvolvidos, líderes, por ironia,  na emissão desse gás, deveriam diligenciar para que entre  2008 e 2012  tal emissão esteja reduzida em uma média global de 5,2%. Feito o cálculo do investimento respectivo resultou que são necessários bilhões e mais bilhões de dólares.

Surgiu portanto um outro questionamento,  quem vai pagar a conta?  E este foi,  sem resultado satisfatório e sem unanimidade na conclusão, objeto da  Conferência de Haia, encerrada na sexta-feira da semana que passou. O certo é que tem que ser feito. O desenvolvimento que já não se concebe sem o qualificativo sustentável,  impõe o encontro dos meios, é  problema de inadiável solução. E para dar continuidade ao debate, a VIIª Conferência se realizará no Marrocos, já no próximo ano.

        O Brasil foi representado por  Fábio Feldman, secretário executivo do “Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas”. Por Luciana (16) de Brasília e por Martim (15) de Pelotas. É consolante  constatar que  as questões ambientais estão em pauta e são capazes de reunir gente do mundo inteiro e de toda idade.

O meio ambiente fascina! Carecemos de vontade inquebrantável, que impeça o desrespeito a bem que depois de ferido, nunca mais será o mesmo,  é o caso do “Penedo”, na Baía de Vitória. E não foi por falta de fazer ver “que um filho teu não foge a luta”,  porque sabemos dos esforços ingentes envidados por Beatriz Abaurre e seus colegas do Conselho Estadual de Cultura,  quando ela estava  presidente, no sentido de impedir. Inclusive, por se tratar de bem tombado. Quem sabe a ameaça que representa para o ecossistema mar, em Aracruz, a implantação Thotam?  Está na Justiça, esperamos que ela não seja tão cega!

        Notícias recentes nos chegam de que se pretende melhor proteger o Parque Nacional do Caparaó,(criado por Decreto de 24 de maio de 1961, asinado pelo então presidente Jânio Quadros) o que  se traduz no aumento de sua área de entorno. Embora devidamente indenizada, significa destruição de lavouras de café.  E ai coloco uma  questão: tudo bem, proteger o meio ambiente é uma aspiração humana e justa, aquela beleza merece, mas não consigo entender, que  a solução preservar, passe exatamente por arrancar o que com muito trabalho alguém plantou.

        Há muito mais meio ambiente sendo degradado por aqui, esperando solução muito mais urgente do que o entorno de Caparaó e não se diga que faltam recursos, pois, pelo visto, quando a vontade é forte, o dinheiro sempre aparece. Logo, não é por falta de recurso que não se faz.

Marlusse Pestana Daher
her27/11/00


Veja o relatório atual.  http://biblioteca.cebds.org/the-business-end-of-climate-change?utm_source=google%20&utm_medium=cpc&utm_content=bussiness_climate&utm_campaign=biblioteca_cebds&gclid=CjwKEAjwgtTJBRDRmd6ZtLrGyxwSJAA7Fy-h18or4tYaxbG1okWxKXxkS-muSKh3BGgGFYBEyPF6nBoCo4Dw_wcB

sábado, 3 de junho de 2017

O ESPIRITO DO SENHOR ENCHEU TODA A TERRA

Amanhã, 4 de junho, celebraremos o dia de Pentecostes, fato que aconteceu depois de 50 dias da Páscoa. Jesus voltou para o Pai, cumpriu tudo o que pelo
O grande momento em concepção artísitca. 
Pai lhe foi determinado, e cumprindo igualmente promessa feita aos apóstolos, mandou o Espírito Santo sobre eles. 

Os apóstolos estavam reunidos no cenáculo, havendo quem diga que se esconderam com medo das perseguições que passaram a sofrer. Maria estava com eles. Fique pensando: eles se reuniram porque estavam com medo, ou teria sido um desígnio de Deus, no sentido de que estivessem juntos na hora do prodígio?

Penso que podemos descartar o medo e pensar que foram inspirados a estarem juntos para serem melhor capazes de recepcionar o prodígio e em toda sua intensidade. Tratava-se de um momento fundamental para a Igreja e assim, tinha que ser um momento comunitário com a participação de todos. Ou admitamos: “Deus escreve certo por linhas tortas”.

Com força maior que de costume em fortes rajadas, um vento impetuoso invadiu o cenáculo e tomou conta do lugar. Ao mesmo tempo, sobre a cabeça de cada um dos apóstolos e da Virgem Maria, apareceram umas línguas de fogo – que curiosamente, o vento não apagou – provocando grande transformação, carregando-os da força libertadora do Espírito Santo.

Vento e fogo simbolizam a façanha do momento, duas grandes ocorrências naturais diante das quais somos impotentes.

Eis ai, querido ouvinte, um bom momento sobre o qual é interessante voltar com frequência nosso pensamento, enquanto nos devemos colocar em atitude de quem se deixa plasmar pelo Espírito Santo, para nos transformarmos nas pessoas que devemos ser, onde quer que seja que devamos estar, agir, operar.

Do Programa "Cinco Minutos com Maria"
Rádio América  AM 690 - 17:55
23 anos no ar, no próximo 3 de agosto. 



sexta-feira, 2 de junho de 2017

SALVEMOS O AMBIENTE PARA NÃO PERECERMOS


Pelo que sei, em toda a história, ainda não aconteceu um tempo em que os humanos tenham observado sua preferencia por descaminhos, mesmo pagando caro por isso. 

Não entenderam que a sorte de todos, tanto quanto o próprio infortúnio, também depende de todos, que se não quiserem sucumbir, importa que sejam abandonadas as disputas, a sede de ser quem vence, o querer acumular e a ganância. Importa acionar a ética do cuidado com a terra, o amor por ela, conscientes de quanto com ela, constituímos particular ecossistema. Respeitá-la se impõe.

 Em 2006, a ONG WWF divulgou em seu relatório que “os seres humanos já usavam recursos naturais a uma taxa de 25% acima de sua capacidade e que entre 1970 a 2003, o planeta perdeu 30% de sua diversidade biológica”.   Revelou o mesmo relatório que neste compasso, em 2050, serão necessários dois planetas para satisfazer as necessidades de quem vive. Alerta ignorado. Tal estimativa passou para três, havendo quem arrisque a falar de quatro planetas.

A desordem no ambiente causa inquietações impensadas. Produz consequências na convivência entre os povos, desequilibrando-os física e mentalmente, deflagra guerras, faz com que países já não sejam capazes de abrigar sob seu teto os próprios filhos que, desesperados, humilhados, empobrecidos, se lançam na busca de liberdade, sem condições de segurança, sem perspectiva. Dai então os milhares de refugiados, a triste sorte de Aylan, o menininho turco afogado cujo corpo foi encontrado na praia.

A humanidade está doente e acha normal. As impurezas que lança na terra retornam ao seu organismo de inúmeras formas.

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as  presentes e para as futuras gerações”, prescreve a Constituição Federal.

Temo que venham a faltar às futuras gerações um meio ambiente equilibrado e com ele, água e pão. Não foi para isso que as quisemos e fizemos vir ao mundo.
Salvemos o ambiente para não perecermos todos.



Publicado em jornal local no dia 1 de outubro de 2015.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A ARTE DE MANIPULAR E TELECOMANDAR AS PESSOAS

                                     Errei redondamente em afirmações feitas, mas deixo ao leitor o prazer de constatá-las.

O Presidente da Câmara, Deputado Eduardo Cunha, está superando a sua tão decantada  capacidade de manipular pessoas, proparalada na época das
Triste fim
articulações para eleger a mesa diretora daquele Poder. 
Sabe transformá-las em telecomandados. Mediante tais trejeitos logrou eleger-se. De início, pareceu-me que passaria à história como o efetivador da verdade constitucional da independência e harmonia dos poderes, que não passava de   letra morta, porquanto os legisladores vinham se havendo como eternos subordinados aos respectivos executivos.

O poder o escravizou e tem demonstrado que não é outro seu propósito senão piorar a grave situação pela qual passa o país. Tudo que faz visa colocar obstáculos e mais obstáculos no caminho do Brasil e da presidente, que até agora, embora carente daquelas virtudes e atributos indispensáveis ao seu cargo, pelo menos dos "propinodutos" guarda isenção. 

Ao poder compete contribuir e canalizar todas as forças para que o quanto antes o Brasil encontre o caminho do desenvolvimento do qual se  dispersou. 

Já se sabe que tudo que está ai, é obra e graça de um político mal-intencionado "preso pelas ditaduras, preso pelo mensalão e preso, quando já estava preso". Ou como diz Guilherme Fiuza: "... o partido é ele, o governo é ele, o escandalo é ele, Lula é o mito garantidor da fraude e Dilma é a militante que estava à mão, para manter a fachada.

Se a presidente errou, disto "fez vista grossa" o voto democrárico que lhe concedeu um segundo mandato. Não se tem que priorizar o impeachment como
E se pensava que fosse séria(?),
se representasse a solução porque não é. Importa somar forças e a cada brasileiro, cumprir a tarefa que lhe cabe nesta absoluta e urgente necessidade de encontrar saídas. Não está sendo esta a atitude do juiz Sérgio Moro, do procurador Janot e outros, fazendo sua parte?  Éo que todos devem fazer. 
Imergimos até o pescoço na política sócio-econômica nacional, quando não temos só este problema. 

Quem esta-se lembrando dos objetivos do milênio? Quase todo mundo sabe que a Presidenta escorrega feio no português. Sabe que"os seres humanos já usam recursos naturais  a uma taxa de 25% superior à capacidade de regeneração do planeta"? Se não mudarmos, em 2050, a humanidade precisará de dois planetas terra para prover suas necessidades"? 



Artigo publicado em jornal do dia 20 de agosto de 2015.