quinta-feira, 23 de outubro de 2014

GRAMSCI NO BRASIL


Associação   dos     Diplomados     da     Escola     Superior     de    Guerra
Delegacia  do   Estado   de   Mato   Grosso   do   Sul

COR UNUN ET ANIMA UNA PRO BRASILIA
UM SÓ CORAÇÃO E UMA SÓ ALMA PELO BRASIL

NÚCLEO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS

GRAMSCI no BRASIL 
AGRADECIMENTO
A todos que participaram dos estudos que culminaram no presente trabalho com a finalidade de “conhecer o Brasil para melhor servi-lo”.

PROPOSTA

Estimular o debate, reunindo e unindo todos em torno do bem-comum, colocado acima de interesses pessoais e de qualquer espécie de grupo, para a criação de um Projeto de Nação fundamentado no processo histórico-cultural brasileiro.

METODOLOGIA

Identificar ideias, atitudes, comportamentos e ações que estão em harmonia com o marxismo-gramscismo para, através da “via pacífica”, transformar o Brasil em uma República Socialista.

Antonio Gramsci  (1891-1937)
                Intelectual italiano e um dos fundadores do Partido Comunista Italiano (PCI) em 1921, percebeu que a implantação do comunismo nos países do Ocidente não deveria seguir o modelo russo (LENIN) do uso da violência para conquistar ou tomar o Estado, mas, sim, ao contrário, primeiro conquistar o Estado  e depois, então, a aplicação da violência para finalizar o processo.
                Nessa concepção, destaca-se o valor atribuído ao seu entendimento de Sociedade Civil como sendo o espaço social onde deve ocorrer a luta pela hegemonia , para que a classe subalterna passe a ser a Classe Dirigente.
                Um grupo social da classe dirigente, assumindo o controle da Sociedade Política              (Estado), permite que o partido da Classe Dirigente seja posicionado acima do Estado.
                A manobra é simples, lenta e gradual.  Utiliza-se dos instrumentos legais e políticos da democracia para, de forma pacífica e sorrateira, minar e enfraquecer as principais trincheiras democráticas: Executivo, Legislativo, Judiciário, Forças Armadas, Religião e a Família.  
                 Usando a propaganda subliminar, o populismo e a demagogia, as consciências são entorpecidas e é criada a sociedade massificada para a luta pela hegemonia.
                O envolvimento estratégico também é simples e eficaz, conduzindo o processo em três fases:
- na primeira, organiza o Partido das Classes Subalternas e luta pela ampliação das franquias democráticas para facilitar a ação política, explorando as deficiências e vulnerabilidades do governo;
- na segunda, luta pela hegemonia das classes subalternas, criando as condições para a tomada do poder;
- na terceira fase, toma o poder, impondo novos valores e princípios através de uma nova ordem.
                O “socialismo pacífico” é a etapa intermediária para o “socialismo marxista”, o marxismo-leninismo, o  comunismo...
                Preso em 1926, escreveu na prisão “Cadernos do Cárcere” contendo o seu pensamento sobre a tomada do poder de forma pacífica. Foi libertado pouco antes de morrer em 1937.
                O gramscismo contagiou países da Europa e, hoje, está transbordando na América do Sul.

A  PENETRAÇÃO  GRAMSCISTA NO BRASIL
FINALIDADE
Criar as melhores condições para transformar o Brasil em uma República Socialista sob a inspiração de Antônio Gramsci.
OBJETIVOS
1.      Obter a hegemonia na sociedade civil.
2.      Obter a hegemonia na sociedade política (Estado).
3.      Estabelecer o domínio do intelectual coletivo (Partido Classe).
4.      Silenciar os intelectuais independentes.
MÉTODO
Realizar a transformação intelectual e moral da sociedade pelo abandono de suas tradições, usos e costumes, mudando valores culturais de forma progressiva e contínua, introduzindo novos conceitos que, absorvidos pelas pessoas, criam o “senso comum modificado”, gerando uma consciência homogênea construída com sutileza e sem aparente conteúdo ideológico, buscando a identificação com os anseios e necessidades não atendidas pelo poder público.

      Assim é estabelecido o desejo de mudança em direção a um mundo novo, com a sociedade controlada através dos mecanismos de uma “democracia popular”, onde os pensadores livres, temendo o rótulo de retrógrados  ou alienados, se submetem a uma prisão sem grades, calando a voz da divergência existente dentro de si e se deixam, assim, vencer pelo “senso comum modificado”.  Este prossegue  intoxicando a sociedade, sob a  égide do Estado, usado para reduzir e suprimir a capacidade de reação individual e coletiva.
      Nesse momento, está construída a base para a “tomada do poder” e consequente implantação do Estado Socialista. 

AÇÕES QUE TÊM ENFRAQUECIDO AS TRINCHEIRAS DA DEMOCRACIA NO BRASIL
I.   Nos  PARTIDOS POLÍTICOS
1.             Estimular o número elevado de partidos para enfraquecer a oposição e facilitar a tática de “ aliança”, favorecendo o “partido classe”.
2.             Manter a regionalização dos partidos; o controle por caciques ou oligarquias regionais afeta a unidade nacional, favorecendo o enfraquecimento dos partidos políticos de oposição e favorecendo o “partido classe”, que possui “unidade de comando”.
3.             Admitir a pluralidade de esquerda para ser bem explorada pelo “partido classe” por tempo determinado.
4.             Esvaziar as poucas lideranças da oposição através de patrulhamento e ataque (dossiê) direto ou indireto (parentes).
5.             Criar fatos novos para o esquecimento das mazelas de militantes do “partido classe” e aliados.
6.             Afastar ou mudar de cargo o militante com erro focado pela mídia de oposição, para a sua proteção e do “partido classe”.
7.             Usar a “mídia da situação” para silenciar as mazelas dos militantes do “partido classe”.
8.         Infiltrar militantes nos outros partidos para obter o seu controle e esvaziar os líderes de oposição, os neutros e os que não são adeptos do “partido classe”. 

II.   No  EXECUTIVO
1.         Criar aparelhos governamentais de coerção.
2.             Distribuir cargos em  órgãos e empresas públicas para militantes do partido-classe e  seus aliados, em todos os níveis da administração (federal, estadual e municipal),  (aparelhar o Estado).
3.             Criar uma estrutura policial que possa ser transformada em Guarda Nacional ou Guarda Pessoal ou em Polícia Política (Polícia Federal,  Força Nacional) para emprego imediato, quando chegar o momento oportuno.
4.             Ampliar o “curral eleitoral” usando o assistencialismo como fim e não como meio, mantendo o benefício por tempo indeterminado.
5.             Manter o “curral eleitoral” através de um sistema de ensino, controlando o baixo nível de aprendizagem e desenvolvimento da inteligência.
6.             Silenciar a imprensa através de emprego da verba pública destinada à propaganda, mantendo a população  sem informação correta.
7.             Neutralizar políticos de oposição e aliados através de distribuição de dinheiro, cargo público ou qualquer outro tipo de benefício pessoal ou familiar.
8.             Criar ou fortalecer um organismo sulamericano para diminuir a importância da OEA (EUA).
9.             Participar de um bloco  sulamericano  de  repúblicas  socialistas  democráticas.
10.         Facilitar a penetração cultural e a projeção dos intelectuais orgânicos.
11.         Denegrir heróis nacionais.
12.         Enaltecer militantes da ideologia marxista.
13.         Desmerecer fatos e vultos marcantes da História Nacional.
14.         Impedir a tomada da Consciência Nacional.
15.         Entorpecer a Vontade Nacional.
16.         Eliminar valores do processo histórico-cultural nacional.
17.         Mudar usos e costumes.
18.         Enfraquecer o moral nacional.
19.         Mudar  traços  da identidade nacional.
20.         Mudar valores e princípios ético-morais.
21.         Enfraquecer a família.
22.         Enfraquecer a coesão-nacional.
23.         Lançar a discórdia no seio da população.
24.         Desviar o foco dos debates em torno de questões relevantes em áreas estratégicas (saúde, educação, segurança, defesa, etc), isentando o Governo de responsabilidade pelas deficiências e vulnerabilidades.
25.         Estabelecer um poder paralelo ao do Estado (Conselho de Política Externa, Comissão de Direitos Humanos, etc).
26.         Alimentar as ONGs com o dinheiro público e estimular outras para atuarem na sociedade civil, apoiando direta ou indiretamente a luta pela sua hegemonia.

III.    No  LEGISLATIVO
1.             Eleger militantes do Partido-Classe.
2.             Unir  temporariamente os partidos de mesma ideologia.
3.             Fazer alianças com partidos de ideologia oposta.
4.             Desmoralizar o Legislativo,  mantendo privilégios,  barganhas e a falta de espírito público.
5.             Criar leis para dar o respaldo  às mudanças de usos, costumes e valores da nacionalidade brasileira.
6.             Obter o controle do Legislativo para conquistar o domínio da sociedade política ( Estado), através do Partido-Classe.
7.             Enfraquecer o Legislativo como fiscal do Executivo.
8.         Submeter o Estado ao controle do Partido-Classe.

IV.    No  JUDICIÁRIO
1.             Retardar ou impedir a modernização da estrutura do judiciário.
2.             Retardar ou impedir o aperfeiçoamento do funcionamento do judiciário.
3.             Estimular o corporativismo extremado na magistratura.
4.             Manter o magistrado afastado do povo e das suas necessidades.
5.             Difundir na sociedade civil as ideias de parcialidade, ineficiência e improbidade do judiciário.
6.             Desacreditar o judiciário perante as classes subalternas, explorando a lentidão funcional e a corrupção e privilégios dos magistrados  como funcionários públicos .
7.             Aparelhar o judiciário com material humano de interesse.

V.    Nas  ESCOLAS
1.             Usar as universidades como refúgio ideológico.
2.             Buscar a hegemonia nos meios intelectuais.
3.             Construir nova massa de manobra, usando as universidades, a mídia e as editoras.
4.             Criar a geração revolucionária nas escolas do ensino médio.
5.             Usar professores da nova massa de manobra no ensino básico (fundamental e médio).
6.             Fortalecer o controle do sistema de ensino que não ensina a pensar, através do MEC.
7.             Apagar a memória do povo reescrevendo a história do Brasil para fatos e vultos nacionais relevantes.
8.             Mudar valores e princípios ético-morais (professores homossexuais no ensino médio e fundamental, alterando a estrutura familiar).
9.             Enfraquecer a vontade nacional.
10.         Transformar a consciência nacional em consciência do partido político.
11.         Controlar escolas e universidades particulares através de sindicatos e com uma reforma universitária.   

VI.    Nas  FORÇAS ARMADAS
1.             Enfraquecer a união dos militares, afastando os militares da ativa dos militares inativos.
2.             Enfraquecer o “espírito de corpo”, separando os oficiais generais da tropa.
3.             Introduzir, a curto prazo, o uso de drogas entre os militares.
4.             Disseminar, a médio prazo, o homossexualismo entre os militares.
5.             Preparar, a longo prazo, as gerações de chefes militares que servirão ao governo, e não à pátria, modificando a grade curricular das escolas de formação.
6.             Enfraquecer a credibilidade e a confiança da população nas forças armadas.
7.             Desestimular profissionalmente os militares que servem à pátria e não ao governo.
8.             Criar o ambiente em que os oficiais terão apenas a visão da expressão militar e não de todo o poder nacional.
9.             Enfraquecer o “espírito combativo”, de fundamental importância no confronto bélico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
            O pensamento de Gramsci está sendo aplicado de forma dissimulada e protegida pelas franquias da democracia, tornando difícil a sua identificação.
            Conhecendo o  pensamento de Gramsci, as técnicas para a sua aplicação e com uma análise paciente e detalhada da conjuntura nacional, chega a ser surpreendente a infiltração do marxismo-gramscismo na sociedade brasileira.
            Encontrando Gramsci, a decisão sobre o quê e como fazer é do descobridor.  (???)
            Já é hora de deixarem de lutar por ideologias importadas, inadequadas às características do brasileiro, que atendem a interesses estrangeiros ao dificultarem o progresso do nosso país.


A INDIVIDUALIDADE E AS NORMAS SOCIAIS.

FILOSOFIA PARA QUEM GOSTA

Pela sua experiência diária, você pode dizer que dentro de uma sociedade existem determinações gerais estabelecendo as normas de conduta dos cidadãos.

A vida da pessoas em sociedade é orientada por uma série de normas estabelecidas pelos costumes ou pelas leis. Obedecer estas normas é dever de cada indivíduo que vive dentro da sociedade.

Você pode concluir que um indivíduo receberá sanção por não cumprir determinada norma.

Dentro de uma sociedade, os indivíduos devem submeter-se às determinações gerais inspiradas na verdadeira justiça, para que haja entre eles um entendimento baseado no respeito mútuo, onde o direito de um constitua o dever do outro.

Portanto você conclui que as normas da sociedade interferem na vida de cada indivíduo. As normas sociais interferem na vida dos indivíduos, determinando-lhes os deveres a serem cumpridos. O indivíduo pode obedecer a esses deveres consciente do significado dos seus atos, ou sem refletir sobre o exato valor dos mesmos.

O homem alienado, por exemplo, não reflete sobre suas atitudes. Ele tanto pode aplaudir uma norma inclinando-se para um fanatismo, como discordar com tendências igualmente fanáticas. Ele, portanto, não é capaz de adotar uma visão critica moderadora.

O alienado ou permanece num passado que já não se enquadra à nova realidade ou sonha com mudanças futuras impraticáveis.

O que ele nunca faz é olhar o presente com os seus próprios olhos.

Ao contrário do alienado, o homem consciente da sua existência reflete sobre o sentido dos seus atos. Obedece às determinações gerais, mas sempre procura aprimorá-las.

Você pode dizer que não haveria progresso na sociedade se não existisse aprimoramento dos costumes e das leis.

Você pode dizer ainda que uma sociedade interessada em seu progresso e em sua evolução necessita de indivíduos conscientes.

Não existe sociedade tão perfeita a ponto de não precisar mais evoluir. É por isso que uma sociedade necessita de indivíduos conscientes, cujas atitudes não estejam enquadradas no comportamento vulgar e estereotipado, de indivíduos que se apaixonem por grandes causas e que sonhem com mudanças, de indivíduos que, no dizer de Erich Fromm, sejam capazes de compreender que:

"A finalidade da vida é vivê-la intensamente, nascer plenamente, estar plenamente desperto. E emergir das idéias de grandiosidade infantil, para adquirir o convencimento de nossas verdadeiras ainda que limitadas forças; ser capaz de admitir o paradoxo de que cada um de nós é a coisa mais importante no universo e, ao mesmo tempo, não mais importante do que uma mosca ou uma folha de grama. É ser capaz de amar a vida e, não obstante, aceitar a morte sem terror; tolerar a incerteza sobre as questões mais importantes com que nos defronta a vida e, não obstante, ter fé em nossas idéias e nossos sentimentos, enquanto são verdadeiramente nossos. É ser capaz de estar sozinho e, ao mesmo tempo, sentir-se identificado com uma pessoa amada, com todos os irmãos deste mundo, com tudo o que vive; seguir a voz da consciência, essa voz que nos chama, porém não cair no ódio de si mesmo quando a voz da consciência não seja suficiente: forte para ser ouvida e seguida. A pessoa mentalmente sadia é a que vive pelo amor, pela razão e pela fé, e a que respeita a vida, a sua própria vida e a do seu semelhante".

 

MARTIN HEIDEGGER

Nasceu em Messkirch, na Alemanha. em 1889. Iniciou seus estudos em colégio Jesuíta e, mais tarde, estudou Filosofias Teologia. Foi discípulo de o de Edmund Husserl, do qual recebeu muita influência. Em 1923, foi nomeado professor de Filosofia na Universidade de Marburgo e, em 1928 sucedendo a Husserl lecionou na Universidade de Friburgo, onde permaneceu até 1946. Faleceu em 1976 em sua cidade natal. Suas principais obras são: O Ser e o Tempo, Da Essência do Fundamento, Carta sobre o Humanismo etc.
Idéias: Para Heidegger, existir é encantar-se no mundo. Pois o homem, como ser finito, passa a residir na sua própria essência. Mas, pelas próprias limitações de encontrar-se no mundo e no tempo, o homem experimenta a impossibilidade de realizar-se plenamente, a não ser na morte. Existir, portanto, é viver para a morte. Devemos ser autênticos para compreender a significação da existência. Se não soubermos ser autênticos e compreender nossa existência, seremos levados ao nada. E o nada leva à angústia.

 

EDMUND HUSSERL

Nasteu na Morávia, em 1859. Estudou Matemática e Filosofia na Universidade de Viena. Iniciou sua carreira de docente nas universidades de Halle e Gotinga, transferindo-se depois para a de Friburgo. Husserl propõe-se a formular uma nova ciência, a Fenomenologia. para servir de fundamento à Filosofia, como ciência pura e rigorosa. Suas principais obras são: Investigações Lógicas, ideias para uma Fenomenologia pura e Filosofia Fenomenológica etc.
Idéia.: Husserl orienta sua teoria para uma volta à Intuição originaria das coisas e das ideias. Explica essa intuição originária através de um exemplo matemático: constata, por exemplo, que se podemos representar intuitivamente três ou quatro objetos, não podemos intuitivamente representar mil; podemos somente pensar nisso. Para Husrerl, a intuição originária é a percepção real que temos de um objeto, pois o pensamento só faz visar o objeto com uma intenção vazia.

 

JEAN PAUL SARTRE

Escritor e filósofo francês, nascido em Paris em 1905. Foi professor de filosofia (1931-1945). Recebeu influência da filosofia existencialista de Martin Heidegger. Em 1964, recusou o Prêmio Nobel de Literatura, que lhe fora outorgado. A influencia de Sartre no pensamento moderno continua com uma forma vigorosa. Ele exemplificou sua filosofia existencialista, literariamente, em uma série de obras que exerceram influência mar cante no pensamento e na literatura internacionais. Entre elas podemos citar: A Nausea, O Muro, Mortos sem Sepulturas, O Diabo e o Bom Deus. Critica da Razão Dialética etc.
Idéias: Para Sartre, a existência precede a essência, isto é, a herança biológica do indivíduo não determina o seu destino que é construído por suas próprias decisões; não existe uma natureza humana, mas indivíduos que constróem seus projetos existenciais, dentro de seu próprio mundo circundante e dentro de sua própria liberdade de ação.

Questionamento:
1. Qual o valor das normas sociais para nossa vida? Comente.
2. Se não existisse aprimoramento dos costumes e das leis, não haveria progresso na sociedade. Qual o papel da historia e da filosofia na evolução do homem? Comente.
3. Comente a frase de Heidegger:  "O homem experimenta a impossibilidade de realizar-se plenamente, a não ser na morte."

4. O que Sartre quer dizer com: "a existência precede a essência."

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SACRIFICANDO DIREITOS


“Para preservar e proteger os direitos e as liberdades individuais, um povo democrático deve trabalhar em conjunto para modelar o governo que escolher. O meio são os partidos políticos”.


Partindo desse pressuposto, partidos se constituem em instrumento de cidadania, de levar um povo aos mais altos patamares da democracia. Dai que, em verdade, os eleitos correspondam à vontade da maioria, mediante exercício livre e soberano de votar, por acréscimo, de forma secreta.

Distanciamo-nos infinitamente de tal ideal.  A crença no marqueteiro e o olvidar da própria moral fazem com que a busca pelo poder o seja só pelo próprio poder. As chamadas pessoas de bem, porque sequer têm jeito de “entrar na onda”, não dispõem de somas impensadas para comprar votos, e assim, mesmo ungidas por algum elogio ao seu modo de ser, não se elegem.
Bem se sabe, acabamos por entregar os importantes cargos que compõem o mesmo poder, a pessoas, que até pelo fato de o terem comprado, ficam cegas, incapazes de entender a grandeza da Pátria que no fundo é mãe dos “filhos seus”, os quais também já não são educados para defendê-la até com o preço da vida, se necessário. E assim, avançamos por caminhos onde a proclamação do direito dos pobres enfeita discursos, mas na prática, não passa de retórica.

É de se ver com muita restrição a propaganda política, os próprios candidatos se entregam à sanha das sugestões daqueles a quem pagam para elegê-los, esquecidos de que, passado o pleito, estes estarão de bolsos abarrotados sem mostrar a cara, sequiosos de enriquecer ainda mais, por meio de infindas maquiagens, tantas vezes com sacrifício da verdade, para que o eleito também eleja seu sucessor.

Ainda que principalmente na busca de audiência, tanto que a propalam em seguida, as emissoras propiciam debates entre os candidatos, excelente oportunidade para que demonstrem sua capacidade, sua determinação, sua vontade de servir, seus projetos de mudança, seu propósito de levar a Pátria a realizar seu destino e propiciar o bem de todos. Preferem agressões pessoais, a desconstituição da imagem do outro, como aconteceu em relação à então candidata Marina Silva, que parecia estar chegando pra valer.  

Essa guerra insana chega por extensão, às redes sociais, por exemplo, amigos digladiam enquanto deveriam discutir ideias, aceitar o contrário, saber cobrar o uso das moedas que entrega aos que elegem, posto que, numa democracia, a luta entre os partidos políticos não é pela sobrevivência, mas competição para bem servir ao povo.


Marlusse Pestana Daher
  
Vitória, 18 de outubro de 2014 11:45