sexta-feira, 20 de setembro de 2013

AMANHÃ, A PRIMAVERA

20 de setembro de 2013. sexta-feira.

Pela consideração que temos do tempo, na distribuição que fazemos do ano em estações, hoje é o último dia do inverno, portanto, amanhã, o primeiro dia da primavera de 2013.

 Quando falamos em primavera, nossa lembrança logo associa à presença de flores, portanto de beleza e cores. Num país tropical como o nosso, a mudança das estações não chega a ser muito percebida. Afinal de contas um pouco de flores não nos faltam mesmo no inverno, frutos também os temos sempre, independentemente de ser tempo ou não.

Mas há sempre uma grande expectativa em torno de tudo, é sinônimo de beleza e de qualquer coisa que alvorece.

Ontem, um pensamento do livro “Imitação de Cristo” me fez considerar como é que são as nossas vidas e generalizando mesmo, dizia o Pe. que auxilia a reflexão: no início das nossas vidas somos mais empenhados, em outros termos, somos mais fervorosos e buscamos as coisas de Deus com mais garra, depois, vamo-nos acomodando...

Faz pensar, ainda que com o passar dos anos e com a diminuição das forças tudo em nós se torne um pouco mais lento... E não vi ou não percebi qual era a conclusão do pensamento proposto, razão porque eu também não lhe dou uma resposta, querido leitor.

Mas volto a considerar que amanhã é primavera e desejo que haja uma mudança em nosso interior, que desabrochem todas as flores do amor que pudermos dedicar ao nosso próximo, que a luz resplandeça nas trevas dos corações onde houver sido ofuscada a fé.


Será uma nova estação a despontar em nossa vida, que seja como sempre foi para Nossa Senhora, que mesmo “diante da tempestade do calvário, nunca duvidou de que DEUS É AMOR” (Tonino Bello).  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CLAMOR PELA PAZ

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales (SP)
Continua a angústia com a situação da Síria, envolvida em complicada guerra civil que vem se prolongando, sem perspectivas de solução.
Por mais justa que possa parecer, a guerra traz sempre consigo graves equívocos, que desautorizam sua opção. E quando se trata de guerra civil, as circunstâncias são ainda mais trágicas, pois coloca em confronto cidadãos do mesmo país, apelando para a força das armas, em vez de apostar no diálogo que a democracia possibilita.
A complexidade de uma guerra civil, coloca a difícil questão de discernir como e quando seria conveniente uma intervenção com garantia da neutralidade, e com ascendência moral para levar as partes em conflito a deporem as armas, e retomarem as negociações.
Em princípio, caberia às Nações Unidas tomar a iniciativa de persuadir as partes a abdicarem das armas, e instaurarem um processo de reconciliação nacional. 
O organismo previsto nos próprios estatutos das Nações Unidas para estas hipóteses seria o Conselho de Segurança. Mas de novo assistimos ao triste espetáculo da incapacidade deste organismo, que foi pensado para ser um primeiro esboço de uma espécie de “governança global” de que a humanidade há mais tempo necessitaria.
Por sua vez, quanto mais complicada a situação do país envolvido em guerra civil, mais difícil se torna uma ação externa com vistas a cessar os combates e providenciar a indispensável ação de mediadores, com a garantia de neutralidade diante das posições contrastantes das forças em combate.
A recente experiência de diversas guerras ocorridas na complexa situação do Oriente Médio, a lição mais clara parece ser esta: a intervenção militar estrangeira em nada ajuda a solucionar os problemas. Ao contrário, acaba acirrando os ânimos e radicalizando sempre pais as posições. Uma intervenção militar significaria colocar lenha na fogueira. Ainda mais na complicadas situação dos países próximos à Síria.
O que não significa que todas as ações externas sejam vedadas. Mas todas elas, devem ter o claro propósito de dissuadir as partes a continuarem o confronto militar. Se possível, uma mediação que ajude a superar impasses, deveria garantir a todas as partes envolvidas no conflito, que serão respeitadas, e poderão contar com o efetivo apoio das outras nações para a consecução da paz.
Uma mediação muito importante e imprescindível, para a situação atual da Síria, é continuar o esforço iniciado pelo Papa Francisco, procurando envolver a todos no esforço de garantir as condições de paz para a Síria.
Para isto, é bom colocar o peso da instituição à qual cada um está integrado. Mas em casos tão complicados e delicados com este que o povo sírio está vivendo, mais que as instituições, vale o testemunho pessoal de quem goza de autoridade moral, que precisa ser sempre preservada como patrimônio comum da humanidade.
Todos nos damos conta de quanto foi preciosa a iniciativa do Papa Francisco, de promover um dia de oração e de jejum pela paz na Síria. Esta iniciativa deteve o ímpeto belicista do Governo dos Estados Unidos, e conseguiu ao menos que a hipótese de uma mesa de negociações se torne possível e seja assumida pelas partes envolvidas, como caminho de diálogo e de superação das desavenças acontecidas.
A solução deste difícil conflito é um desafio que poderá significar a superação das causas que o produziram, e a confirmação do Papa Francisco como personalidade de ascendência moral importante, de que a humanidade tanto precisa hoje.
Não podemos ficar em paz, enquanto povos irmãos se digladiam em guerra.
Que Deus atenda nossas preces, e ajude o povo sírio a experimentar a nobreza de espírito das atitudes de perdão mútuo, de reconciliação fraterna e de paz duradoura!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

MULHER E INDEPENDÊNCIA NA AMÉRICA LATINA

DECLARACIÓN DE LIMA
MUJER E INDEPENDENCIA EN AMÉRICA LATINA

 Afirmamos que en América Latina nuestra rebelión y resistencia  a la colonización se inició en 1492

 En el marco del Primer Congreso Internacional Las Mujeres en los Procesos de Independencia de América Latina, convocado por el Centro de Estudios La Mujer en la Historia de América Latina, CEMHAL, con el auspicio de UNESCO y de la Facultad de Ciencias de la Comunicación, Turismo y Psicología de la Universidad de San Martín de Porres, constatamos:
A fines del siglo XX e inicios del XXI, los estudios sobre las mujeres han adquirido trascendencia en el campo del conocimiento, en razón de las transformaciones económicas, sociales, políticas y culturales que producidas a nivel mundial y al avance de las luchas, y laconquista de los derechos políticos, sociales, culturales de las mujeres. Elmarco del Bicentenario de la lucha contra el sistema colonial, ha impulsado el reconocimiento de la participación de las mujeres en los procesos de Independencia y obliga a repensar nuestra historia en aras del fortalecimiento, transformación y logro de democracias paritarias y sin desigualdades.
 Actualmente la historia de las mujeres en las independencias,  se encuentran en un momento de reflexión crítica para entender,  investigar, teorizar y  avanzar en el conocimiento y reconocimiento de la mujer como sujeto histórico múltiple y diverso.
Es necesario renovar las miradas hacia el pasado independentista con miras a entablar un diálogo entre historiografías regionales y/o nacionales.
Las investigaciones muestran el esfuerzo por hacer de las mujeres el centro del conocimiento en cada disciplina, así como el acercamiento de métodos e interpretaciones interdisciplinares y enfoques que diluyan las fronteras entre la historia, la crítica literaria, la antropología cultural, la sociología, la semiótica o la historia del arte, con un enfoque de género intercultural e interseccional.
La historiografía de las mujeres en las independencias la han visibilizado como agentes históricos, lo que está contribuyendo a transformar de forma consistente el conocimiento de los procesos independentistas y de la historia en general.
 La exclusión de género se ha sedimentado a lo largo de la historia, ocultando las acciones emprendidas por las mujeres que significaron en buena cuenta la humanización de la política del Estado.
Encontramos importantes las similitudes entre los países de América Latina, donde se silencia la memoria de las insurrecciones indígenas que se  iniciaron con la conquista. La expresión más dramática de la exclusión está referida a las mujeres indígenas y afrodescendientes.

Reafirmamos la Declaración Mundial sobre Educación Superior de UNESCO (1998), que en suartículo 1, inciso d, señala los compromisos para comprender, interpretar, preservar, fomentar, y difundir las culturas, nacionales regionales e internacionales e históricas en un contexto de pluralismo y diversidad cultural.
Así mismo, el Consenso de Quito de CEPAL (2007) llama a desarrollar programas integrales de educación pública no sexista, encaminados a enfrentar estereotipos de género, raza y otros sesgos culturales contra las mujeres.
Destacamos que uno de los Objetivos de las Metas del Milenio es alcanzar la enseñanza primaria universal para el 2015, frente a un tipo de enseñanza sexista y patriarcal que persiste en los sistemas educativos
Afirmándonos en la Convención sobre la eliminación de todas las formas de discriminación contra la mujer que señala (Artículo 10) que los Estados  adoptaran todas las medidas necesarias para eliminar la discriminación contra la mujer, a fin de asegurarle la igualdad de derechos con el hombre en la educación en condiciones de igualdad. La eliminación de conceptos estereotipados de los papeles masculino y femenino en todos los niveles educativos mediante el estímulo de la educación mixta y de otro tipo de educación que contribuya a lograr este objetivo y, en particular, en la modificación de los libros y programas escolares.
Proponemos
1. Que es prioridad conocer, comprender, y valorar la recuperación de las mujeres como sujetos y agentes históricos.
2. Trascender las representaciones de las historias nacionales que se posicionan en un discurso nacionalista que diferencia, distancia y configura alteridades sobre la base de una supuesta identidad nacional.
3. Difundir los avances de las investigaciones sobre la historia de las mujeres y de género a nivel del sistema educativo a fin de incorporar a las mujeres como sujetos en los procesos históricos.
4. Promover la creación de redes de investigación que estudien la participación femenina en los procesos revolucionarios que se llevaron a cabo a nivel regional en la contemporaneidad.
 5. Capacitar a los cuerpos docentes en el conocimiento y métodos de enseñanza de la historia de las mujeres y de las relaciones de género.
6. Promover la catalogación, conservación y accesibilidad de las fuentes de la historia de las mujeres en los Archivos, Bibliotecas y Centros de Documentación.
 7. Replantear el espacio museístico en las salas de arte, historia y antropología de los museos de América Latina, con el objetivo de visualizar a las mujeres que han contribuido en todos los ámbitos a forjar nuestros países.
8. Desarrollar  la historia intercultural de las mujeres y nuestros pueblos indígenas amazónicos, y afro descendientes.
9. Comprometer a los gobiernos e instituciones públicas y privadas en la creación de políticas favorables a la educación, formación e investigación sobre la historia de las mujeres.
10. Utilizar un lenguaje no sexista e inclusivo para hacer visibles a las mujeres en todas sus formas de expresión, elaborando discursos igualitarios y justos.
Lima, 23 de agosto, 2013
Sara Beatriz Guardia
Presidenta Primer Congreso Internacional Las Mujeres en los Procesos de Independencia de América Latina. Lima-Perú.

Pablo Macera
Director Fundador del Seminario de Historia Rural Andina. Universidad Nacional Mayor de San Marcos. Lima-Perú.

Edgar Montiel

UNESCO

(E outras(os)).

O RESGATE NECESSÁRIO DA SENSIBILIDADE ECOLÓGICO-SOCIAL

Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor.

Nos dias 19-23 de agosto na cidade de Copenhagen realizou-se o XIX Congresso internacional da Psicologia Analítica de C. G. Jung, do qual participei. Havia cerca de 700 junguianos, vindos de todas as partes do mundo, até da Sibéria, da China e da Coréia. A grande maioria analistas experimentados, muitos deles autores de livros relevantes na área. Uma tônica predominou: a necessidade de a psicologia em geral, e da analítica junguiana em particular, abrir-se ao comunitário, ao social e ao ecológico.
Esta preocupação vem ao encontro do próprio pensamento de C. G. Jung. Para ele a psicologia não possuía fronteiras, entre cosmos e vida, entre biologia e espírito, entre corpo e mente, entre consciente e inconsciente, entre individual e coletivo. A psicologia tinha que ver com a vida em sua totalidade, em sua dimensão racional e irracional, simbólica e virtual, individual e social, terrenal e cósmica, e em seus aspectos sombrios e luminosos. Por isso, tudo lhe interessava: os fenômenos exotéricos, a alquimia, a parapsicologia, o espiritismo, os discos voadores, a filosofia, a teologia, a mística ocidental e oriental, os povos originários e as teorias científicas mais avançadas. Sabia articular estes saberes, descobrindo conexões ocultas que revelavam dimensões surpreendentes da realidade. De tudo sabia tirar lições, hipóteses, e enxergar possíveis janelas sobre a realidade. Em razão disso, não cabia em nenhuma disciplina, motivo pelo qual muitos o ridicularizavam.
Esta visão holística e sistêmica precisamos hoje torná-la hegemônica na nossa leitura da realidade. Caso contrário, ficaremos reféns de visões fragmentadas que perdem o horizonte do todo. Nesta diligência Jung é um interlocutor privilegiado, particularmente no resgate da razão sensível.
Coube a ele o mérito de ter valorizado e tentado decifrar a mensagem escondida dos mitos. Eles constituem a linguagem do inconsciente coletivo. Este possui relativa autonomia. Ele nos possui mais a nós do que nós a ele. Cada um de nós é mais pensado do que propriamente pensa. O órgão que capta o significado dos mitos, dos símbolos e dos grandes sonhos é a razão sensível, ou a razão cordial. Esta foi, na modernidade, colocada sob suspeita, pois poderia obscurecer a objetividade do pensamento. Jung sempre foi crítico do uso exacerbado da razão instrumental-analítica, pois ela fecha muitas janelas da alma.
Conhecido foi o dialogo que Jung manteve em 1924-1925 com um indígena da tribo Pueblo, no Novo México, nos USA. Este indígena achava que os brancos eram loucos. Jung lhe perguntou por que os brancos seriam loucos? Ao que o indígena respondeu: ”Eles dizem que pensam com a cabeça”. “Mas é claro que pensam com a cabeça” retrucou Jung. “Como vocês pensam”? – arrematou. E o indígena, surpreso, respondeu: ”Nós pensamos aqui” e apontou para o coração (Memórias, Sonhos, Reflexões, p. 233).
Esse fato transformou o pensamento de Jung. Entendeu que os europeus haviam conquistado o mundo com a cabeça, mas haviam perdido a capacidade de pensar e sentir com o coração e de viver através da alma.
Logicamente não se trata de abdicar da razão – o que seria uma perda para todos – mas de recusar o estreitamento de sua capacidade de compreender. É preciso considerar o sensível e o cordial como elementos centrais no ato de conhecimento. Eles permitem captar valores e sentidos presentes na profundidade do senso comum. A mente é sempre incorporada, portanto, sempre impregnada de sensibilidade e não apenas cerebrizada.
Em suas Memórias, Jung diz: ”há tantas coisas que me repletam: as plantas, os animais, as nuvens, o dia, a noite e o eterno presente nos homens. Quanto mais me sinto incerto sobre mim mesmo, mais cresce em mim o sentimento de meu parentesco com o todo”( 361).
O drama do homem atual é ter perdido a capacidade de viver um sentimento de pertença, coisa que as religiões sempre garantiam. O que se opõe à religião não é o ateísmo, ou a negação da divindade. O que se opõe é a incapacidade de ligar-se e religar-se com todas as coisas. Hoje as pessoas estão desenraizadas, desconectadas da Terra e da anima, que é a expressão da sensibilidade e espiritualidade.
Para Jung, o grande problema atual é de natureza psicológica. Não da psicologia entendida como disciplina, ou apenas como dimensão da psique. Mas psicologia no sentido abrangente, como a totalidade da vida e do universo enquanto percebidos e articulados com o ser humano. É neste sentido que escreve: “É minha convicção mais profunda de que, a partir de agora, até a um futuro indeterminado, o verdadeiro problema é de ordem psicológica. A alma é o pai e a mãe de todas as dificuldades não resolvidas que lançamos na direção do céu” (Cartas III, 243).
Se não resgatarmos hoje a razão sensível, que é uma dimensão essencial da alma, dificilmente nos mobilizaremos para respeitar a alteridade dos seres, amar a Mãe Terra com todos os seus ecossistemas, e vivermos a compaixão com os sofredores da natureza e da humanidade.

Jung e a construção da psicologia analítica

Carl Gustav Jung é precursor da Psicologia Analítica, resultado de seus encontros e desencontros com a teoria de Sigmund Freud.




Carl Gustav Jung optou por estudar psiquiatria a fim de compreender o biológico e o espiritual cientificamente 
Carl Gustav Jung optou por estudar psiquiatria a fim de compreender o biológico e o espiritual cientificamente
Quem foi Jung?
Carl Gustav Jung nasceu na Suíça em 1875. Criado numa atmosfera religiosa que não compreendia e que custava a sustentar, Jung interessou-se pelo mundo dos sonhos, da fantasia, da religião e dos mitos. Alguns estudos dizem que a proximidade com o divino é algo que Jung atribuiu a uma espécie de herança materna, enquanto que a fé no sentido do ritual cego e inquestionado teria sido algo herdado de seu pai.
Além das questões religiosas, Jung aproximou-se de conhecimentos em ciências naturais, com um interesse desperto pela possibilidade de compreensão da realidade através desses estudos. Para Jung, a contrariedade entre ciência e religião era a base de suas insatisfações. Em meio a esses questionamentos acerca do mundo, Jung decidiu-se pelos estudos em psiquiatria, como forma de compreender o biológico e o espiritual cientificamente. Entre os autores que estudou, podemos destacar as influências filosóficas de Kant, Platão , Goethe e Schopenhauer.
Em seus estudos em psiquiatria e na prática clínica, Jung tentou humanizar o serviço de atendimento aos pacientes, buscando investigar, para além dos sintomas, as questões existenciais que cada sujeito lhe trazia, tornando cada sessão clínica um encontro único, repleto de significados. Dessa forma, evitava rotulações aos pacientes e padronizações em termos de cuidados e tratamentos, ressaltando os aspectos individuais de cada caso. Nessa época, Jung já utilizava uma técnica rudimentar de associação de palavras, que dava grande valor aos relatos de seus pacientes.
A relação com Sigmund Freud
Mais tarde, Jung mudou-se para Paris e começou a realizar testes de seu experimento associativo visando sua utilização para diagnósticos. Nesse momento de sua carreira, Jung conheceu Sigmund Freud e sua obra e os dois passaram a trocar trabalhos e cartas, casos clínicos, teorias etc. A primeira conversa dos dois estudiosos teria durado treze horas ininterruptas, que foi o início de uma relação de trocas que duraria quase sete anos.
O rompimento das relações se deu por motivos teóricos: Freud não aceitava o interesse de Jung pelo espiritual como campo de estudo em si e Jung discordava das teorias do trauma sexual propostas por Freud. Nos anos do rompimento, Freud teve seus livros queimados pelos Nazistas, enquanto que as teorias de Jung se disseminavam e ele era visto como um dos mais significativos expoentes da psiquiatria alemã. Foi justamente a angústia da separação entre Jung e Freud que rendeu material para que Jung pudesse continuar seus estudos, agora muito mais voltados para os estudos da relação indivíduo e imaginação, afastando-se das teorizações sexuais de Freud.
A psicologia analítica de Jung
A partir de seus estudos, Jung desenvolveu o que mais tarde ficaria conhecido como “Psicologia Analítica” que investiga sonhos, desenhos e outros materiais como vias de expressão do inconsciente. Jung, diferentemente de Freud, assumiu a existência do que ele denomina inconsciente coletivo que, diferentemente do individual, seria composto por uma tendência à sensibilização de elementos como imagens e símbolos, a partir de um apelo universal. Esses símbolos de importância coletiva seriam os conhecidos arquétipos junguianos. A proposta de intervenções clínicas de Jung consistia justamente em explorar o diálogo entre os conteúdos inconscientes e os arquétipos, e seria justamente a distância entre esses elementos a origem do adoecimento psíquico.
No Brasil, a teoria junguiana teve bastante ressonância. Entre seus estudiosos mais conhecidos, está a Dra. Nise da Silveira que escreveu um livro chamado “Jung: Vida e Obra”. Nise é fundadora do Museu de Imagens do Inconsciente, que foi resultado de seu incansável incentivo às produções artísticas dos internos do hospital psiquiátrico, analisadas pela abordagem junguiana.
Como saber mais?
A fonte mais expressiva de informações sobre Carl Gustav Jung é sua autobiografia, intitulada “Memórias, Sonhos e Reflexões”, lançada em 1961.
No ano de 2012, David Cronenberg dirigiu o filme “A Dangerous Method” (Um Método Perigoso) que conta a história do encontro entre Freud e Jung, além de abordar as vicissitudes da união e separação das teorias.

Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo

terça-feira, 17 de setembro de 2013

MANIFESTANTES DE OLHOS VENDADOS

GUILHERME FIUZA
REVISTA ÉPOCA segunda-feira, setembro 16, 2013

Agora o recado das ruas está claro. O 7 de Setembro trouxe uma nova onda de protestos às capitais brasileiras, e ninguém mais pode dizer que paira alguma dúvida sobre o que essas manifestações vieram dizer ao Brasil, olhos nos olhos. Se você, seu distraído, ainda não entendeu o que as ruas estão dizendo, aqui vai um resumo numa palavra: nada.

O destino épico do gigante adormecido não falha. Justamente na semana em que celebra sua Independência, o país viu estourar o novo escândalo do Ministério do Trabalho. Se bem que, quanto a isso, pairam dúvidas. Não sobre o escândalo (que é cristalino), mas sobre o fato de que o país o tenha visto. O Brasil anda muito ocupado com passeatas para ficar prestando atenção a escândalos.

Vamos insistir mais um pouco, por pura teimosia. Afinal, os revolucionários das ruas também devem ir de vez em quando ao dentista. Vai que algum deles abre a revista na sala de espera e, por puro tédio, começa a ler esta coluna? Sonhando com essa incrível coincidência (sonhar não custa nem 20 centavos), contemos aos heróis modernos, sem anestesia, o que acontece neste exato momento no Brasil.

Uma ONG acusada de desviar a merreca de R$ 400 milhões do Ministério do Trabalho - do dinheiro que o revolucionário, o dentista e o colunista entregam para o governo governar - foi milagrosamente anistiada. Numa manobra montada nos altos escalões do ministério (se é que usina parasitária tem alto escalão), a tal ONG, chamada Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania, foi reabilitada para voltar a receber verbas do governo, apesar dos indícios de malversação de recursos encontrados em suas operações.

A manobra foi descoberta e, com uma coleção de flagrantes da cópula entre o ministério e a ONG, provocou a exoneração do secretário-executivo do ministério (o segundo na hierarquia) e a decretação da prisão de um assessor direto, que trabalhava no gabinete do ministro Manoel Dias. O ministro, é claro, não sabia de nada. Várias outras prisões foram feitas pela Polícia Federal nessa quadrilha montada entre o governo e a ONG. Nada, até aí, é importante a ponto de cansar a beleza do manifestante que espera pacientemente sua vez na cadeira do dentista.

Nosso bravo revolucionário não poderia ter perdido de vista é que essa quadrilha é velha. As peripécias do Instituto Mundial foram reveladas em 2011, no escândalo que culminou com a queda do então ministro Carlos Lupi. Na ocasião, já era grave, muito grave, que Dilma Rousseff tivesse tentado segurar Lupi no cargo, mesmo depois de divulgadas as denúncias. E mesmo depois de ele próprio declarar que só sairia do cargo a bala.

Pois bem: a proteção presidencial ao ministro suspeito se tornou insustentável quando a própria Comissão de Ética da Presidência da República recomendou seu afastamento. Dilma demitiu Lupi cobrindo-o de elogios publicamente. Logo que o assunto esfriou, ela bombardeou a Comissão de Ética - mandando embora o membro que relatara o parecer contra o ministro. Para completar a sinfonia, manteve o Ministério do Trabalho nas mãos de Lupi - no início dissimulada, depois escancaradamente: O ministro Dias obedece ao líder irremovível do PDT, Lupi, que mora no coração de Dilma.

Prezado manifestante revoltado, peça a seu dentista exemplares antigos desta revista (eles às vezes demoram a jogar fora). Você lerá neste mesmo espaço a constatação óbvia: que Dilma Rousseff atuou em defesa da boquinha (suja) dos companheiros do PDT, que lhe dão sustentação política. Você lerá que Dilma, a faxineira, a dona da vassoura contra os malfeitos, era cúmplice - repetindo, caso você tenha cochilado: cúmplice - de um esquema parasitário que continuaria assaltando os cofres públicos, com seus convênios de capacitação do nada, e sua tecnologia de institutos mundiais da empulhação.

E aí está. O novo escândalo do Ministério do Trabalho é o velho escândalo do Ministério do Trabalho. Acalentado ao longo dos anos pelo governo popular, o mesmo que acaba de enterrar a CPI da Copa, do mesmo partido que omitiu repasses do esquema de Valério para o segurança pessoal de Lula.

Nada disso aparece no "recado das ruas". Esses dentistas devem estar exagerando na anestesia.

 

domingo, 8 de setembro de 2013

MÉDICOS CUBANOS

                                             Alexandre Garcia
 
Não pensem em correntes. Em algemas. Em porões fétidos. Em gente suja e maltrapilha. Estes são os escravos normalmente libertos das pequenas confecções das grandes cidades, vindos de países miseráveis.

Agora pense em pessoas vestidas de branco. Com diplomas universitários. Que exibem sorrisos simpáticos e uma grande alegria em servir o próximo, como se estivessem em uma missão humanitária. Estes são os médicos escravos cubanos que o Brasil vai traficar, cometendo toda a sorte de crimes hediondos contra os direitos humanos, que só republiquetas totalitárias, a exemplo da Venezuela, ousaram cometer.

E vamos aqui deixar ideologias de lado. E até mesmo as discutíveis competências profissionais. Vamos ser civilizados e falar apenas de pessoas, de seres humanos, de gente.

O Brasil democrático é signatário de uma dezena de tratados internacionais que protegem os trabalhadores. No entanto, o Governo do PT está firmando um convênio com Cuba, um país que está traficando pessoas para fins econômicos. Cuba esta vendendo médicos. Cuba utiliza de coerção, que é crime, para que estes escravos de branco sejam enviados, sem escolha, para onde o governo decidir. Isto é crime internacional. Hediondo. Que nivela o Brasil com as piores ditaduras.

E não venham colocar a Organização Pan Americana de Saúde como escudo protetor destes crimes contra a Humanidade. É uma entidade sabidamente aparelhada por socialistas, mas que, ao que parece, pela primeira vez assume o papel de "gato", o operador, o intermediário, aquele que aproxima as partes, que fecha o negócio, que "lava" as mãos dos criminosos que agem nas duas pontas. Não há como esconder que o Governo do PT está pagando a Ditadura de Cuba para receber mão-de-obra em condições análogas à escravidão, como veremos neste post.

O trabalhador estrangeiro tem, no Brasil, os mesmos direitos de um trabalhador brasileiro. Tem os mesmos ônus e os mesmos bônus. Não é o que acontece neste convênio que configura um verdadeiro tráfico em massa de pessoas de um país para outro. Os escravos cubanos não pagarão Imposto de Renda e INSS. Sobre um salário de R$ 10 mil, deveriam reter mais de R$ 2.700. Pagariam em torno de R$ 400 de INSS. Mas também teriam direito ao FGTS, ao aviso prévio, às férias, ao décimo-terceiro salário. Não é o que acontece. O escravo cubano não recebe o seu salário. Ele é remetido para um governo de país. É como se este país tivesse vendido laranjas. Charutos. Rum. Ou qualquer commodities. A única coisa que o trabalhador recebe é uma ajuda de custo para tão somente sobreviver no país pois, em condição análoga à escravidão, este médico cubano receberá alojamento e comida das prefeituras municipais. Trabalhará, basicamente, por cama, comida e sem nenhum direito trabalhista.

Outro crime do qual o Governo do PT é mentor, é idealizador, é fomentador, é financiador, é concordar com as práticas de coerção exercida por Cuba quando vende os seus médicos escravos. O passaporte é retido pela Embaixada de Cuba no Brasil. A família fica em Cuba, sem poder sair do país. O escravo cubano não pode mudar de emprego, pois se o fizer a sua família sofre perseguição. Existe ameaça. Existe abuso de autoridade. Existe abuso de poder econômico. Existe retenção de documento para impedir a livre locomoção. Existe lesão ao Fisco. Sonegação. E, por conseguinte, sendo dinheiro originário de crimes, remessa ilegal de divisas do Governo do PT para a Ditadura de Cuba.

Este convênio que o Governo do PT está fazendo com Cuba não resiste a uma fiscalização do Ministério do Trabalho e a uma auditoria do Ministério Público. São tantos os crimes cometidos contra a Humanidade e contra os Direitos Humanos que envergonham a todos os brasileiros. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato ao governo de São Paulo, deveria ir a ferros junto com os bandidos mensaleiros do seu partido. A ministra dos Direitos Humanos, Maria o Rosário, está em silêncio obsequioso.

A partir do momento em que 4.000 cubanos botarem o pé no solo brasileiro, nosso país terá se transformando num campo de concentração e numa imensa prisão para escravos políticos. A nossa Constituição será rasgada, pois:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

(...)
III – ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

Da mesma forma, o Governo do PT está jogando no lixo o Decreto nº 5.948, de 26 de Outubro de 2006, que trata da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que tem definições fundamentais sobre o tema:

Art. 2°. § 4o A intermediação, promoção ou facilitação do recrutamento, do transporte, da transferência, do alojamento ou do acolhimento de pessoas para fins de exploração também configura tráfico de pessoas.

Art. 2°. § 5° O tráfico interno de pessoas é aquele realizado dentro de um mesmo Estado-membro da Federação, ou de um Estado-membro para outro, dentro do território nacional.

Art. 2o. § 6° O tráfico internacional de pessoas é aquele realizado entre Estados distintos.

Art. 2° § 7o O consentimento dado pela vítima é irrelevante para a configuração do tráfico de pessoas.

Ou seja: o que determina se existe a escravidão não é o depoimento do escravo, pressionado por dívidas, sem documentos ou tendo a integridade da sua família ameaçada, mas sim o que a sua situação configura, mediante fiscalização.

Com a importação em massa dos médicos escravos cubanos. os acordos internacionais firmados pelo Brasil contra a escravidão serão derrogados. Não seremos mais uma democracia. Se alguém tem alguma dúvida sobre isso, leia o MANUAL DE COMBATE AO TRABALHO EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS ÀS DE ESCRAVO, publicado pelo Ministério do Trabalho.

E sinta vergonha, talvez um pouco de medo, de ser brasileiro.


Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha em mãos o seu passaporte.
Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha uma Carteira de Trabalho.
Eu desafio o Governo do PT a depositar o salário do médico cubano em uma conta pessoal, que lhe garanta livre movimentação.
Eu desafio o Governo do PT a garantir todos os direitos trabalhistas ao médico cubano.
Eu desafio o Governo do PT a cumprir a Lei, a Constituição e os Tratados Internacionais.

--
"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência." (Mahatma Gandhi)

ALÔ, É DO CEU?


 - Alô, é do céu?
- Sim, (responde um Anjo) o que deseja?
- Posso falar com Nossa Senhora? Hoje é dia do seu aniversário.
- Claro que pode, Ela permanece, como sempre, muito disponível. Vou chamá-la.
(Logo em seguida):
- Pronto, Maria de Nazareth, da Vitória. Tudo bem, Marlusse?
- Melhor agora, Nossa Senhora, que ouço sua voz. Estou telefonando para dar-lhe parabéns pelo seu aniversário, dizer que todos que conheço repetem o mesmo. Saiba que a amamos muito, nossa alegria é tê-la como Mãe, Protetora e Guia e INTERCESSORA. E ainda mais, ouça, Mãe, são vozes de todos os amigos aqui do facebook: Parabéns prá você, nesta data querida... nesta data querida... nesta data querida...
- Ih, o coro engasgou, felicidade é o que não falta a Maria e para que anos de vida, para quem está na eternidade?
- Sem problemas, queridos filhos e filhas, estou agradecida e os amo sempre mais.
(Tum, tum, tum...).