domingo, 2 de dezembro de 2012

É TEMPO DE ADVENTO


Estamos no tempo do advento, isto é, o tempo contemplado pelo ano litúrgico em que a Igreja concentra suas atenções na preparação para a chegada do Senhor Jesus.

A liturgia sublinha o tema da vigilância e da conversão como referências, para acolher aquele que, sendo Deus, quis ser como nós vestindo-se da natureza dos homens para salvar os homens.

Este celebrar tal visitação divina tem como objetivo fazer a humanidade passar pelo crivo da fidelidade a Deus. A sensatez aconselha atenção e prudência como formas de evitar surpresas desagradáveis.

O Evangelho por sua vez, previne com dois focos a serem observados: o excesso na bebida, causa de embriaguez, e as preocupações em demasia com a vida. São duas as armadilhas para a vida cristã, pois fazem o cristão perder de vista a realidade maior ou  o reino de deus em sua caminhada.

Comemorar o advento, é vivenciar o tempo através das oportunidades que nos são oferecidas pela Igreja, é querer entrar no clima da expectativa e da esperança que o povo hebreu provou e também vivenciou enquanto aguardava a chegada do Salvador.

Sendo convocados a estar vigiando para não sermos surpreendidos, ao contrario do que foi para os hebreus, outrora, nós, o novo povo de Deus, sabemos que Jesus já veio e vive entre nós não só como Deus presente em toda parte, mas na Eucaristia,  onde podemos recebê-lo em comunhão.

Maria, mãe de Jesus, interceda por nós, encha nossos corações daquela esperança cheia de fé que sempre a embalou, ou no quanto Jesus pode fazer por nós se acreditarmos no seu amor e na sua presença.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

VIAGEM


Deixo para vocês esta homenagem à poesia.

Se quiserem ouvir pode ser com Emilio Santiago:       Luarhttp://www.youtube.com/watch?v=BiqSs4irpHk

VIAGEM.

Oh tristeza, me desculpe / Tou de malas prontas

Hoje a poesia veio ao meu encontro

Já raiou o dia, . . . vamos viajar

Vamos indo de carona / Na garupa leve

Do tempo macio / Que vem caminhando

Desde muito longe / Lá do fim do mar

Vamos visitar a estrela / Da manhã raiada

Que pensei perdida / Pela madrugada

Mas vai escondida, . . . querendo brincar

Senta nessa nuvem clara / Minha poesia

Anda se prepara / Traz uma cantiga

Vamos espalhando música no ar

Olha, quantas aves brancas / Minha poesia

Dançam nossa valsa / Pelo céu que um dia

Fez todo bordado de raios de sol

Oh poesia me ajude / Vou colher avencas

Lírios, rosas, dálias / Pelos campos verdes

Que você batiza de jardins do céu

Mas, pode ficar tranquila / Minha poesia

Pois nós voltaremos / Numa estrela guia

Num clarão de lua . . . .quando serenar

Ou talvez até, quem sabe / Nós só voltaremos

No cavalo baio, no alazão da noite

Cujo nome é Raio, Raio de Luar.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

UM NOVO AMANHECER


Para refletir no advento: Um novo amanhecer (Lc 21,25-28.34-36)

por Instituto Humanitas Unisinos (IHU)
 

 A partir do primeiro domingo de Advento, iniciamos o ciclo C do Ano Litúrgico, o qual segue o evangelho de Lucas. Segundo Tito (3,4), Lucas é o evangelista da "manifestação do carinho de Deus e de sua amizade para com os homens", dos pobres e dos pecadores, dos pagãos e dos valores humanísticos e também das mulheres.
O grande anseio de Lucas, ao escrever a Boa Notícia de Jesus, era "verificar a solidez dos ensinamentos recebidos" (1,4). Ele quer tirar dúvidas, quer mostrar a beleza do seguimento de Jesus, para fazer arder de novo o coração dos cristãos e cristãs e continuar, assim, a missão.
Por isso, o ciclo C será o ano da práxis cristã segundo o modelo de Jesus Cristo. A quem Lucas vai descrever como um homem de oração, de ternura humana, de convivência fraterna, ao mesmo tempo que é também o profeta por excelência, o novo Elias, o porta-voz credenciado do Altíssimo.

O que significa celebrar o tempo de Advento?

Podemos tomar como ponto de partida a palavra «Advento»; este termo não significa «espera», como poderia se supor, mas é a tradução da palavra grega parusia, que significa «presença», ou melhor, «chegada», quer dizer, presença começada.
Na Antigüidade, era usada para designar a presença de um rei ou senhor, ou também do deus ao qual se presta culto e que presenteia seus fiéis no tempo de sua parusia.
O Advento significa a presença começada do próprio Deus. Por isso, recorda-nos duas coisas: primeiro, que a presença de Deus no mundo já começou e que ele já está presente de uma maneira oculta; em segundo lugar, que essa presença de Deus acaba de começar, ainda que não seja total, mas está em processo de crescimento e amadurecimento.
Por isso, antes de continuar, paremos para refletir juntos onde já descobrimos a Presença de Deus em nosso mundo tão conturbado?

Os cristãos e cristãs vivemos na certeza consoladora que «a luz do mundo» já foi acesa na noite escura de Belém e transformou a noite da morte, do pecado humano na noite santa da vida humana em plenitude.
O apelo do evangelho de hoje é a levantar e erguer nossas cabeças, porque o Filho de Deus já irrompeu na história humana, foi tecido nas entranhas da humanidade.
Seguindo a tradição do Antigo Testamento, na descrição de diferentes fenômenos cósmicos que Lucas apresenta no início do evangelho de hoje, o manifesto de Deus está presente na nossa vida, está agindo no mundo por meio de tantas pessoas de diferentes raças, culturas, religiões...
Somos nós que temos que descobrir sua Presença, e mais ainda, somos também nós que, por meio de nossa fé, esperança e amor, somos convidados a fazer brilhar continuamente sua Luz na noite do mundo.

Pode ser um bom "exercício" deste tempo, reunidos em comunidade, em família, partilhar juntos/as as luzes que cada um/a de nós temos acessas, pessoal ou comunitariamente.

Agora vem a outra orientação importante do evangelho de hoje: "Tomem cuidado para que os corações de vocês não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida".
Um dos males de nosso tempo é, sem dúvida, a falta de sensibilidade, vivemos uma vida centrada em nossos próprios interesses, fazendo-nos cegos, surdos e mudos ao sofrimento de nossos irmãos e irmãs.
Atitude totalmente contrária ao Deus de Jesus Cristo: "Eu vi a miséria de meu povo..., ouvi seu clamor...e conheço seus sofrimentos. Por isso, desci para libertá-los..." (cfr. Ex 3,7).
Neste tempo, na esperança de Deus que continua vindo e agindo em nosso mundo, somos convidados/as a aliviar nosso coração daquilo que nos "narcisiza" e desumaniza, para ter um coração mais fraterno e solidário.
Ali Deus se fará presente, "nascerá" novamente, porque onde dois ou mais estejam reunidos em meu nome, eu estarei presente no meio deles.

Disponível Centro de Estudos Bíblicos.

domingo, 25 de novembro de 2012

JESUS CRISTO REI


Meu Reino não é deste mundo? (João 18,33-37) 
 
 Edmilson Schinelo e Ildo Bohn Gass
 
 Centro de Estudos Bíblicos (CEBI)
 
Para Jesus, a morte se mostrava iminente. Talvez lhe restasse apenas uma saída: fazer o jogo do poder, oferecido por Pilatos. Isso significaria abandonar o projeto que tinha assumido e proposto a seu grupo de seguidoras e seguidores. A conversa é tensa e Jesus pouco fala. O mundo de Pilatos não é o seu.
Ampliar imagemÉ assim que a comunidade joanina nos descreve o confronto entre dois projetos: o "mundo" e o "Reino". Ao ser indagado, Jesus assume a sua realeza. Mas esclarece: "Meu Reino não é como os reinos deste mundo" (João 18,36).
Na história da interpretação dos textos joaninos, com certeza essa é uma das frases que mais serviu para manipular a proposta de Jesus. Muitos a interpretaram como a afirmação de que a missão de Jesus foi "salvar almas para depois da morte" e não salvar vidas. Seu Reino foi jogado apenas para o céu (o pós-morte), como se Jesus não tivesse dito em sua oração: "venha o teu reino, seja realizada na terra a tua vontade, como é realizada nos céus" (Mateus 6,10).
Meu Reino não é como os reinos deste mundo
Nos escritos joaninos, o termo mundo significa tudo o que se opõe ao projeto de Deus. Uma tradução mais adequada da resposta de Jesus a Pilatos poderia ser: Meu reino não é como (de acordo com, conforme) este mundo. Ora, as comunidades joaninas sabiam muito bem como era o mundo de Pilatos, representante do Império Romano na Judeia. O mundo do Império impunha seu poder pela força das armas e pelas negociatas e artimanhas, entre relações desleais, corruptas e corruptoras. A proposta de Jesus é outra, seu Reino não compactua com este mundo.
O Reino de Jesus se apoia no poder serviço (João 13), que não busca prestígios, mas que doa sua vida até a morte na cruz para que a vida aconteça em plenitude (João 10,10).
Jesus é rei, mas de outro projeto político
Muitas vezes, a frase em questão também é utilizada para justificar a postura de gente que afirma que "política e religião não se misturam". No intuito de justificar seu comportamento religioso teoricamente apolítico, pessoas e grupos também "espiritualizam" a leitura do movimento de Jesus: enquanto "rei espiritual" dos judeus, o Mestre almejava anunciar uma mensagem de paz totalmente espiritual e religiosa. Infelizmente, não raras vezes, muitos dos que defendem essa postura, se líderes religiosos, vivem atrelamentos vergonhosos com políticos e empresários. E, se políticos ou empresários, quase sempre pedem as bênçãos de um líder religioso para suas ações e seus empreendimentos financeiros. Justificar o sistema com elementos e símbolos religiosos não seria, portanto, juntar religião e política. Questionar o sistema por meio da fé, isto seria.
A proposta de Jesus é uma proposta religiosa, de vivência de uma espiritualidade radical, que não se contenta com a superficialidade, mas vai até raízes mais profundas. Por essa razão, uma proposta altamente política. Ele mesmo, no capítulo 17, roga ao Pai pelos seus: "Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Mas não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno" (João 17,14b-15).
Quem é da verdade, escuta minha voz
A concepção hebraica de verdade difere da mentalidade greco-romana. Enquanto para Aristóteles "a verdade é a adequação do pensamento à realidade", para um hebreu autêntico, verdadeira é a pessoa fiel ao projeto de seu Deus e de sua comunidade. Verdade é sinônimo de fidelidade.
Em sua conversa com Pilatos, Jesus não tem receio de afirmar: "Vim ao mundo para dar testemunho da verdade" (João 18,37). Testemunhar a verdade é doar a vida até as últimas consequências. É fidelidade ao projeto amoroso do Pai.
"E quem é da verdade, escuta a minha voz". Quem decide viver a verdade, o amor fiel, adere ao projeto de vida que vem do Pai, tal como a ovelha, ao ouvir a voz do seu pastor, segue-o pelo caminho (João 10).
Para a comunidade joanina, romper com os reinos deste mundo é assumir uma forma de espiritualidade que estimule relações alternativas, de justiça e de ternura, de partilha e de paz. A paz, fruto da justiça e não a paz imposta pelas armas dos impérios deste mundo (João 14,27).

sábado, 24 de novembro de 2012

CONVÉM SABER


É de dar ORGULHO!

Repasso por julgar justo mostrar um lado dos militares que a mídia nunca divulgou.

Nós militares sabemos que no meio civil tem inúmeros assemelhados em procedimento correto. Pena que os poucos ruins é que dominam o poder.

Repasso para que os jovens da Nação também saibam.

Filha de Presidente Milico ( INDELETÁVEL )    

ASSIM SÃO ESSES ESTRANHOS MILICOS!    

Sou casado com a Isolda Médici Crisostomo, sobrinha e afilhada de batismo do Presidente Médici, tanto que ele 1970 (como Presidente) foi a Bagé para ser nosso padrinho de casamento.
Mas o que gostaria de repassar são duas historias verídicas, para ressaltar o caráter deste Presidente Militar.
Em uma ocasião, durante seu governo, foi construída uma estrada moderna unido as cidades de Bagé e Livramento. O Presidente Médici tinha uma fazendola (digo isto porque ela é realmente pequena), herança de seus avos. Acontece que esta fazendola, quando do projeto inicial, não estava no eixo desta estrada moderna. Médici foi consultado para saber se gostaria, se com um pequeno ajuste, a estrada viesse a passar na fazendola. A reação do Presidente foi imediata: proibiu que se fizesse alteração no projeto com este objetivo.   

Em outra ocasião sabedor que haveria um aumento no preço da carne, por repasses de vantagens do Governo, mandou que seu filho Sérgio vendesse uma "ponta" de gado, que já estava pronta, ANTES do aumento, para que não viessem a dizer ele se beneficiou com o aumento.
O Presidente Médici não morreu pobre, afinal veio da classe média e nela permaneceu. Morreu com o mesmíssimo patrimônio que tinha ao chegar à Presidência. Seus filhos, noras, netos e demais familiares jamais tiraram vantagens econômicas pelo cargo de seu parente ilustre.
Este e outros exemplos nos enchem de orgulho, de ter o PRESIDENTE MEDICI deixado este legado de honra, civismo e respeito ao Povo Brasileiro.   

Pouco depois que cheguei a Berlim, o Presidente Geisel visitou a Alemanha. o Prefeito Stobbe subiu a escada do avião e recebeu Geisel no alto da escada e desceu com ele. Eu estava embaixo e dias anteshavia feito a visita habitual ao Prefeito. Quando cumprimentei Geisel, o Prefeito disse mais ao menos isso em alemão: "Presidente, o seu Cônsul deve ser muito importante, pois acabou de chegar e já trouxe o Presidente a Berlim" Geisel sorriu.Uns meses depois a filha Lucy esteve em Berlim num programa cultural.Acompanhei-a durante o dia. Perguntei a ela se o pai falava alemão. Respondeu que não, talvez tivesse uma vaga noção. Explicou que sua mãe falava alemão, mas que o pai de Geisel era muito rigoroso e no tempo da guerra, como era proibido falar alemão, seu avô (opai de Geisel) fazia questão que se falasse só português em casa e não ensinou alemão aos filhos.

Não sei se Amália Lucy Geisel ainda estará viva. Pouco mais velha doque eu, tinha alguns problemas de saúde. Pois bem: ela era Professora do Colégio Pedro II e, mesmo quando o pai era Presidente, ia de casa ao trabalho de ônibus. Cansei de encontrá-la neles, ela e eu a caminho do centro do Rio. Meu pai chamava isso de "os três dês do milico": decência, decoro, discrição".

ASSIM SÃO ESSES "ESTRANHOS" "MILICOS"!E falava-se horrores do Andreazza...Que estaria riquíssimo, que teria ganho de presente das empreiteiras um edifício na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, que não tinha mais onde guardar dinheiro.


Primeiro, morreu o Cel. Mário Andreazza. Quando Ministro dos Transportes, foi responsável pela construção da ponte Rio-Niterói, obra que teve empréstimo inglês de 2 bilhões dedólares (Sim! Dois bilhõesde dólares!). Por ocasião de sua morte, seus 37 colegas de turma tiveram de fazer uma vaquinha para que o corpo pudesse ser transladado para o Rio Grande do Sul.

Portanto, depois de gerenciar tanta verba pública, bem administrada, diga-se de passagem, morreu pobre. Já em 2003, foi a vez de Dona Lucy Beckman Geisel. Seus últimos anos de vida, viveu de forma pobre e discreta. Morreu em acidente de carro na lagoa Rodrigo de Freitas. Ano passado, foi a vez de dona Dulce Figueiredo, que ficou viúva em1999, do último Presidente militar.
Em 2001, devido a problemas financeiros, teve que organizar um leilão para vender objetos pessoais do marido. Foi a forma que encontrou para sobreviver dignamente. 

Faça suas comparações com os políticos de hoje e compare o estilo de vida do último presidente brasileiro, de sua mulher que frequenta o mais caro cabeleireiro do Brasil, as mais caras butiques, os mais caros cirurgiões plásticos, gastou os mais altos valores do cartão de crédito, que não precisava prestar contas. Nunca fez um trabalho social pelo Brasil. Só o que fez foi viajar com o marido por todos os lugares do mundo, às expensas do suor dos brasileiros trabalhadores.Seus filhos enriqueceram da noite para o dia.   
Isto é que são políticos "populares".     
Tirem suas conclusões.

QUEM MANDA?


NÃO É O PREFEITO QUEM MANDA OU INDEPENDÊNCIA E HARMONIA  

Não raro deparamos com pessoas que pugnam pela falta de sentido do Poder Legislativo a começar pelas Câmaras Municipais. Sugerem que se acabe com a instituição, desconhecem que num regime republicano, e por isto prevê a Constituição Federal: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. (Art. 2º).

O Legislativo é um dos três poderes, aos Vereadores compete legislar sobre assuntos que a própria Constituição Federal reserva ao âmbito dos municípios. Não é possível extinguir Câmaras Municipais sem que pudéssemos fazer o mesmo com as assembleias legislativas, com a câmara federal e com o senado.

Uma Câmara Municipal tem papel relevante. Significa que os Srs. Edis, seus componentes, devem-se pautar à altura da atribuição recebida. É um poder diferente do Executivo. Temos apenas um prefeito, mas no mínimo nove vereadores, pelo que, este se constitui numericamente, no mais representativo dos três.

Ainda se vota por simpatia, por compadrio, mediante venda do que é a maior expressão de liberdade de um povo, o voto, e para legislar, o que cria obrigação para todos. Ao Poder Legislativo compete a fiscalização do Poder Executivo, em caso de desvios, pode julgar e até cassar um prefeito.

As eleições municipais realizadas no mês passado reconduziram ou levaram novos integrantes ao Poder Legislativo. É comum que neste tempo comecem as articulações sobre a ocupação dos diversos cargos, máxime o de Presidente. E eis como é ao menos muito triste, constatar-se a falta de independência com que se movimentam alguns (a maioria ou todos os Vereadores? – a seu tempo, deputados e senadores?) quando atribuem ao Prefeito (governador, presidente) o que consideram sem ser, verdadeiro direito de apontar o nome de quem quer ver na cobiçada cadeira.

Li com a tristeza mencionada, declaração do mais votado, numa abordagem sobre sua pretensão de ser Presidente da Câmara, quando respondeu que a escolha é do Prefeito.

Senhores Vereadores, o povo os elegeu como integrantes de um poder constituído. O que lhes compete é observar a harmonia indispensável para alcançar os objetivos da Nação, jamais, renunciar a independência que lhes recomenda, oferecendo meios para exercê-la em plenitude.

Diga o Poder Legislativo o que é. Acabe com a vontade de quem quer acabar com as Câmaras Municipais. Comece com o demonstrar que ali, não é o Prefeito quem manda.
 
Publicado em A GAZETA 16/11/2012.

 

domingo, 18 de novembro de 2012

E NÓS NÃO DIZEMOS NADA


E nós não dizemos nada

Na primeira noite, eles se aproximaram
e colheram uma flor do nosso jardim.
E nós não dissemos nada.



Na segunda noite, já não se escondem,

Pisam as flores, matam o nosso cão

E nós não dizemos nada.

 
Até que um dia, o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a lua

e conhecendo o nosso medo

arranca-nos a voz da garganta.

 
E porque não dissemos nada

Já nada podemos dizer!

                                                           (Anônimo- afixado na Escola de Lamaçães)