No momento encontro-me em Santiago de Compostela em visita a minha sobrinha Gabriela e sua famìlia.
Tudo bem e muitas novidades, Idem saudades da família, das pessoas, das minhas coisas...
Até lá!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
OBJETIVO OU DIREITO UNIVERSAL
PROJETO NO SENADO QUER TRANSFORMAR FELICIDADE EM UM DIREITO SOCIAL
Agora parece que felicidade será definida por lei. Uma resolução da ONU reconhece que a busca da felicidade é direito humano fundamental.
A ONU aprovou: felicidade agora é um objetivo humano fundamental. No Brasil, uma proposta de emenda à Constituição está em discussão no Senado. A ideia é transformar a felicidade em direito social. É possível ser feliz por decreto?
Felicidade é o quê? Felicidade é ter um filho nos braços ou a neta. Ou um filho a caminho. Felicidade é o tempo passar e os sonhos continuarem vivos. Felicidade é ter sempre o pão e nunca passar o horror da fome. Para alguns, é ter muito dinheiro, jogando na loto ou herdando, não importa. Para outros, felicidade é encontrar o amor para a vida toda.
“O que é a felicidade? A felicidade é ter a Silvia ao meu lado. Acho que a felicidade é o seguinte: quando se apaixona, a gente vai até o fim com a mesma paixão. Isso é que é felicidade”, diz o poeta Ivo Barroso, ao lado da esposa Silvia, com quem é casado há 51 anos.
“Não vejo a hora de chegar dezembro para rever minha família em São Luís, porque sou maranhense. Eu acho que o momento mais feliz é quando eu estou do lado da minha mãe”, conta a doméstica Benigna Vieira.
Felicidade é mesmo tanta coisa diferente. “A saúde para mim é tudo”, diz um homem. “Estar bem com o meu marido”, afirma uma carioca. “Eu fico feliz com falta de violência”, conta um jovem.
Para a filosofia, felicidade não é exatamente o que a maioria de nós acha que a felicidade é. “A ideia de felicidade, em geral, historicamente, está relacionada a um estado de complementação, de duração dessa complementação, ou seja, da ausência de conflito. Estar feliz é estar com todas as coisas ajeitadas e resolvidas. E isso é falso. A pessoa sente que está feliz, mas se ela é honesta com sua sensação, ela vai ter de admitir que já se sentiu assim, mesmo quando nada objetivamente estando no lugar”, afirma a filósofa Viviane Mosé.
Agora parece que felicidade será definida por lei. Como assim? Uma resolução da ONU reconhece que a busca da felicidade é direito humano fundamental. No Brasil, existe até uma proposta de emenda à Constituição em que felicidade individual e direitos sociais estão ligados.
É a chamada PEC da felicidade. Na proposta, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) estabelece que o Estado tem o dever de prestar bem os serviços sociais previstos na Constituição. Na visão do ex-ministro da Justiça Célio Borja, a ONU e a proposta brasileira estão equivocadas. A felicidade é um direito constitucional?
“É muito difícil enquadrá-la como tal, porque ela pertence à ordem do afeto. Creio que quando nós transportamos para o mundo do direito essas coisas, nós cometemos, a meu ver, um trágico equívoco. Creio o que me torna feliz é a esperança de realizar minhas aspirações”, diz Célio Borja.
A filósofa Viviane Mosé acha a proposta simpática e pouco mais que isso. “Parece-me fofa, me parece bacana, porque é legal ter isso. É bonito. Mas isso não quer dizer absolutamente nada, porque ninguém garante ao outro o direito de ser feliz ou de buscar a felicidade. Só você garante a você mesmo essa possibilidade”, conta Viviane Mosé.
O constitucionalista Célio Borja usa a poesia de Vicente de Carvalho para dar uma lição:
Essa felicidade que supomos árvore milagrosa
Que sonhamos, toda arreada de dourados pomos Existe sim
Mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.
Agora parece que felicidade será definida por lei. Uma resolução da ONU reconhece que a busca da felicidade é direito humano fundamental.
A ONU aprovou: felicidade agora é um objetivo humano fundamental. No Brasil, uma proposta de emenda à Constituição está em discussão no Senado. A ideia é transformar a felicidade em direito social. É possível ser feliz por decreto?
Felicidade é o quê? Felicidade é ter um filho nos braços ou a neta. Ou um filho a caminho. Felicidade é o tempo passar e os sonhos continuarem vivos. Felicidade é ter sempre o pão e nunca passar o horror da fome. Para alguns, é ter muito dinheiro, jogando na loto ou herdando, não importa. Para outros, felicidade é encontrar o amor para a vida toda.
“O que é a felicidade? A felicidade é ter a Silvia ao meu lado. Acho que a felicidade é o seguinte: quando se apaixona, a gente vai até o fim com a mesma paixão. Isso é que é felicidade”, diz o poeta Ivo Barroso, ao lado da esposa Silvia, com quem é casado há 51 anos.
“Não vejo a hora de chegar dezembro para rever minha família em São Luís, porque sou maranhense. Eu acho que o momento mais feliz é quando eu estou do lado da minha mãe”, conta a doméstica Benigna Vieira.
Felicidade é mesmo tanta coisa diferente. “A saúde para mim é tudo”, diz um homem. “Estar bem com o meu marido”, afirma uma carioca. “Eu fico feliz com falta de violência”, conta um jovem.
Para a filosofia, felicidade não é exatamente o que a maioria de nós acha que a felicidade é. “A ideia de felicidade, em geral, historicamente, está relacionada a um estado de complementação, de duração dessa complementação, ou seja, da ausência de conflito. Estar feliz é estar com todas as coisas ajeitadas e resolvidas. E isso é falso. A pessoa sente que está feliz, mas se ela é honesta com sua sensação, ela vai ter de admitir que já se sentiu assim, mesmo quando nada objetivamente estando no lugar”, afirma a filósofa Viviane Mosé.
Agora parece que felicidade será definida por lei. Como assim? Uma resolução da ONU reconhece que a busca da felicidade é direito humano fundamental. No Brasil, existe até uma proposta de emenda à Constituição em que felicidade individual e direitos sociais estão ligados.
É a chamada PEC da felicidade. Na proposta, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) estabelece que o Estado tem o dever de prestar bem os serviços sociais previstos na Constituição. Na visão do ex-ministro da Justiça Célio Borja, a ONU e a proposta brasileira estão equivocadas. A felicidade é um direito constitucional?
“É muito difícil enquadrá-la como tal, porque ela pertence à ordem do afeto. Creio que quando nós transportamos para o mundo do direito essas coisas, nós cometemos, a meu ver, um trágico equívoco. Creio o que me torna feliz é a esperança de realizar minhas aspirações”, diz Célio Borja.
A filósofa Viviane Mosé acha a proposta simpática e pouco mais que isso. “Parece-me fofa, me parece bacana, porque é legal ter isso. É bonito. Mas isso não quer dizer absolutamente nada, porque ninguém garante ao outro o direito de ser feliz ou de buscar a felicidade. Só você garante a você mesmo essa possibilidade”, conta Viviane Mosé.
O constitucionalista Célio Borja usa a poesia de Vicente de Carvalho para dar uma lição:
Essa felicidade que supomos árvore milagrosa
Que sonhamos, toda arreada de dourados pomos Existe sim
Mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
UM MESTRE INDIGNADO
O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA
Luiz Antônio Simas
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais “O cravo brigou com a rosa”. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada". Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que “O cravo brigou com a rosa” faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro? É Villa Lobos, cacete! Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/Tá com a cabeça quebrada/Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: “Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar”. Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, melodia de Heitor Villa Lobos e letra da Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz. Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichanos. A Sociedade Protetora dos Animais cairia em cima com processos.Quem entra na roda dança, nos dias atuais. Não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil, estimula o sexo sem amor, a vulgaridade.Ninguém mais canta: “Pai Francisco entrou na roda, tocando seu violão, vem de lá Seu Delegado, e pai Francisco foi pra prisão”. O pobre do Pai Francisco foi preso apenas por vadiagem, mas atualmente ficaria sob a suspeita de ser traficante.Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não lembrar à garotada a desigualdade de renda entre os homens. Dia desses alguém (não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda) foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse que algum filho estava militando na causa da preservação do mico-leão-dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho. Vivemos tempos do 'não me toques que eu magoo'. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do humor, da criatividade, da divertida sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma. Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão-de-chácara de baile infantil - de deficiente vertical. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afro descendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, “Orca, a baleia assassina” e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto-de-fome, pau-de-virar-tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha. Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil. O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra puta-que-o-pariu e o centroavante pereba tomar no olho-do-c... , cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de “Jesus, Alegria dos Homens”, do velho Bach. Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé-na-cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro-funeral, o popular tá-mais-pra-lá-do-que-pra-cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade". Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do Pé-Junto.
Luiz Antônio Simas (Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
DESPERTAR
Quantos já terão alguma vez percebido a grandeza do despertar. Todos que já estiveram à beira de uma praia, vendo a aurora despontar ou o dia nascer, terão ficado encantados com a maravilha das cores que variam de acordo com a incidência da luz, é sempre um es-pe-tá-cu-lo! Tal qual se canta naquela canção: quando amanhece o dia no meu rincão, parece que a natureza tem coração!
Pois o amanhecer de um homem ou de uma mulher é ainda mais bonito! Todos os órgãos, o organismo inteiro que se achava adormecido, entregue ao sono reparador, desperta aos poucos, se encaixa o coração, comandando o pulsar das veias e finalmente acontece o abrir dos olhos e Deus que nos diz com infinito amor paterno: Olá! Acordou filho(a)? tenha um bom dia e para tanto não lhe faltará a minha graça!
Tenhamos consciência e avaliemos o dom de Deus que cada dia se constitui. Um dia são horas que se multiplicam em oportunidades que nos são dadas de praticarmos um mundo de ações, oportunidade de ser bons, de ajudar o próximo nas suas dificuldades, ser companheiro de caminhada, ser Cirineu (sabe o que significa ser Cirineu não é? Cirineu foi aquele que ajudou Jesus a carregar a pesada cruz).
Em cada momento, sejamos misericordiosos, semeemos amor. Evitemos que a inveja domine nossos sentimentos. Façamos elogios aos outros (ao menos três vezes no dia).
Será muito gratificante e nunca mais provaremos aquela sensação de um sentir estranho, sem saber porquê.
sábado, 21 de abril de 2012
ENSAIO SOBRE O AMOR
Na obra “A Arte de Amar” do poeta Italiano Ovídio, que nasceu em 43 A .C. diz que “É com arte que se manejam a vela e os remos que faz com que os barcos naveguem céleres; é a arte que permite aos carros correrem velozes; e a arte deve governar o Amor;”. Se o amor é governado pela arte, tudo o que amamos, fazemos com arte, e a apreciação e o exercício da arte nos deixa mais aptos a realizar qualquer coisa que amamos com mais destreza.
Sem arte, não há vontade, e sem vontade, não há vida. Refiro-me aqui à vontade de fazer qualquer coisa. No meu caso, uma boa aula, uma boa tradução, a arte de atender bem as pessoas ... Nesse sentido, somos todos artistas, porque tenho certeza que se todos os indivíduos, artistas profissionais ou não, exercessem a arte em suas vidas e carreiras, viveríamos em um mundo bem melhor.
Nos tempos de hoje, tenho visto pessoas com a fronte espremida, o olhar vago e fundo, com uma interminável pressa de que o dia termine, de que o ano termine, e inconscientemente, de que a vida termine. Para esses
homens “sérios”, que acham que a arte é distração, refresco, bobagem,
Nietzsche diz no prefácio de “O nascimento da tragédia”: A esses homens sérios, sirva-lhes de lição o fato de eu estar convencido de que a arte é a tarefa suprema e a atividade propriamente metafísica desta vida”
Vez por outra, tenho também encontrado homens e mulheres sérios e responsáveis, que na maioria das vezes cumprem com suas tarefas e obrigações, mas não se esqueceram da graça da vida, da alegria, do riso, dos devaneios, da gentileza, do amor ao próximo. Isso é algo extremamente precioso que torna a vida desses indivíduos muito mais rica e valorosa. Valor que acaba transcendendo suas existências e alcançando o mundo de tantas outras pessoas que acabam absorvendo e reproduzindo esse amor.
Para falar desse sentimento, vou contar com a ajuda do poeta americano Walt Whitman. Nada melhor que o maior dos transcendentalistas, para falar disso. E ele disse assim nas primeiras três linhas do poema “Song of Myself” (Canção de Mim Mesmo):
“Eu celebro o eu, num canto de mim mesmo,
E aquilo que eu presumir também presumirás,
Pois cada átomo que há em mim igualmente habita em ti.”
O trecho fala que somos feitos dos mesmos átomos, ou seja, da mesma matéria humana, independentemente da existência individual . O que fazemos conosco, não afeta só a nossa vida, mas a vida de todos os que nos cercam, e mesmo indivíduos que nem sonhamos que vamos afetar. Alguns cineastas têm retratado essa cadeia de ações e reações, como nos filmes “Crash” de Paul Haggis, e “Amores Perros” e “Babel” de Guillermo Arriaga.
A expressão artística oferece não só bonitas palavras e sons que agradam aos ouvidos, ou imagens que agradam os olhos. Por exemplo, quantas vidas transformará um professor que exerce a arte de educar , ou os pais que fazem de seu lar um refúgio seguro para seus filhos, ou médicos que olham nos olhos de seus pacientes enquanto conversam com eles.
Hoje, a maioria de nós tem se esquecido de viver com base no amor, as pequenas delicadezas que cativam as almas, o “bom dia” e o “obrigado” que valorizam os trabalhos mais simples ou os mais complexos. Tudo que trata do amor é piegas, fora de moda, perda de tempo, bobagem. Sem a arte e o amor, nossos barcos seguem navegando sem rumo, espatifando-se uns nos outros e afundando num mar de rancor e tristeza. Somos robôs sem alma ou destino, perdidos em uma república platônica.
Fernanda Hott, membro da AFESL
segunda-feira, 16 de abril de 2012
NOSSA SENHORA DA PENHA
SENHORA DA ROCHA E DO AMBIENTE
A cada ano se renova o espetáculo de fé que a festa de Nossa Senhora da Penha sempre proporciona na segunda-feira seguinte ao 1º domingo de Páscoa. Neste ano, em 8 de abril.
Às celebrações que acontecem durante o oitavário, acorrem milhares de pessoas sequiosas de amor, do amor que têm para dar e que também esperam receber em forma de graças pelas mãos benditas daquela que todas as gerações chamarão bem aventurada.
É curioso notar que quem o afirmou foi a própria Senhora nossa, após ter contaminado Isabel com a força do Espírito Santo da qual se plenificara, quando em adesão perfeita ao projeto do Pai, disponibilizou-se sem reserva para que consigo acontecesse tudo o que fosse segundo a Sua vontade, já que vivia plenamente a certeza de não ser mais que Serva do Senhor. Ao mesmo tempo, tinha toda consciência de que tal submissão significa a plenitude da paz.
Não foi uma afirmação improvisada. Maria conhecia as escrituras. O que acabava de afirmar consta do Antigo Testamento mais precisamente em (I Sm 2,1-10), o que demonstra que Maria conhecia a Sagrada Escritura e a meditava e desde então já guardava a Palavra no seu coração.
A vida de Maria nos permite um rosário infindável de descobertas, novas e adaptadas ao nosso tempo. Porque Maria quis que seu santuário fosse construído lá no topo da rocha, temos as versões do quadro que sumido era encontrado lá em cima. Maria quis estar no alto para divisar todo o entorno onde estivessem seus filhos.. E por que entre o verde da mata?
Ah Maria é verdadeira poetisa! No alto, está mais perto do céu e tem um mundo de mar com o qual se extasiar. Maria está no meio da floresta, de uma fração que se mantém conservada da “Mata Atlântica” abundante no Brasil de ontem, hoje reduzida a uns cinco por cento. Ali, tudo é feito para que seja conservada. Ali, há pássaros que com seus cantos, entoam em sinfonia, louvores ao Criador; bichos que rastejam e na sua locomoção vão-se encarregando de difundir espécies, micos saltitantes, uma variedade de animais, muitos que até nem são vistos, mas ali está um ecossistema exuberante e cumprindo potencialmente o papel que tem entre as criaturas de Deus.
Deste modo, penso que Maria deveras já sabia os depredadores em que se constituem mulheres e homens e com carinho de mãe os exorta a protegerem a terra e a floresta de onde recavam todas as coisas de que precisam para a vida, para poder viver.
Assim, quando neste ano, subirmos a Penha, por qualquer das duas ladeiras, além de entoarmos hinos e orações, detenhamo-nos na contemplação do verde que ali permanentemente entoa salmos à vida. Analisemos aquelas vidas e nos deixemos transbordar de compaixão pelas tantas agressões sofridas.
Em relação ao ambiente, agir com paixão é tudo que de tanto precisamos. Coloquemo-nos ao lado de Nossa Senhora, ouçamos sua voz que nos vai mostrando os detalhes, que nos conta de como e com quanto amor seu Filho criou tudo que ali se vê; por nós, por nosso amor e nesta festa da Penha, façamos um propósito solidário: pelas mãos de Maria, ser defensores ferrenhos do ambiente, amar e cuidar dele com paixão, não o usemos como se fossemos seus senhores absolutos, mas como quem sabe que muitas gerações que ainda estão por vir, precisarão dele saudável e íntegro.
Aqui está uma forma de festejar Nossa Senhora da Penha, mais que com louvores comuns que muitas vezes não passam de entusiasmo passageiro, concretamente, como resposta a um amor sem fim. Sentir o ambiente como um outro, tanto quanto o outro, representado por quem nos é semelhante.
domingo, 15 de abril de 2012
EU VOS DOU A MINHA PAZ
Nossa Senhora, Rainha da Paz! Nos dias atuais, sente-se que é feito um sempre mais crescente apelo pela paz. A humanidade está-se dando conta por quanto tempo marginalizou a paz, achou que ela não precisava ser cuidada, ou quem sabe, pensou que não precisa de paz ou que suas potencialidades pessoais lhe bastavam para estar bem.
Daí estarmos vivendo cheios de sobressaltos, com tantos medos a ponto de já existir quem evite sair de casa, principalmente, à noite. Há quem já não sai de vez.
O mundo está conturbado. Falta paz na família, onde os esposos não cumprem as promessas feitas um ao outro no dia do casamento, ou porque os filhos se tornam rebeldes, parte pelo desgoverno da casa, parte pelo que colhem na sociedade onde convivem, onde se reúnem outros tantos desajustados ou carentes como eles.
Os crimes se multiplicam, a facilidade de encontrar uma arma de fogo já acabou com tantas vidas, de pobres inocentes, de jovens, de adultos de anciãos.
A paz não é produto que se compre em venda, supermercado ou loja. Paz é um esforço sereno e contínuo que se propaga através daqueles que, como Jesus, são mansos e humildes de coração.
Ao aparecer aos apóstolos, Jesus disse: Paz! Eu vos dou a minha paz! Os apóstolos nos representavam. Nós também somos destinatários da paz assegurada por Jesus.
O nome de Maria sempre esteve associado à paz. A ela já foram dados tantos títulos, todos traduzidos pela sua participação no atendimento das nossas necessidades. Ela é também Nossa Senhora da Paz. Peçamos que interceda por nós e nos tornemos construtores e divulgadores, portadores da PAZ, que na essência é Jesus. Onde Ele não está também não há paz.
É preciso levá-Lo a todos e no mundo haverá paz.
Escrevi para meu programa “Cinco Minutos com Maria em 9 de julho de 2005. ... nada mudou.
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