quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ACADEMIA FEMININA ESPIRITO-SANTENSE DE LETRAS

Na última reunião da Academia Feminina Espirito-santense de Letras as Acadêmicas Maria do Carmo Marino Schneider, Sonia Lora e Marlusse Pestana Daher, propuseram a admissão de Olivia C. G. Baptista como  Correspondente da Academia. A proposta foi acatada por unanimidade. 

Apresentação de candidata a correspondente da Academia Feminina Espírito-santense de Letras.


1. Da sua sensibilidade disparam versos assim:

ATÉ QUANDO
Quanta perda de tempo em tentar constatar se há vida em outros planetas
Enquanto isso há vidas em outros países sendo ceifadas neste instante
Há vida na rua ao lado, embaixo da ponte, em cima dos bancos
Há vidas de pessoas cuja identidade é ignorada, e a história é desconhecida
Há vidas cuja continuidade depende de nós, de nossa atenção, nosso apoio ou uma palavra
Há, entretanto, um espaço. Entre eu e você, entre nós e os outros.
Este espaço nebuloso nos diminui a visibilidade - convenientemente
Saímos de casa sem enxergar o outro. Vivemos, corremos e insistimos em não enxergar.
É mais cômodo assim - a consciência não pesa tanto.
Até quando vamos nos permitir deixar ofuscar pela ignorância?

SOMOS MÚLTIPLOS
Nada é igual a nada
Nem ninguém é, sequer parecido
Somos muitos, múltiplos, infinitos
Somos um corpo, mas "diversos eus".
Não sou aquela do segundo passado, do instante que se foi
Posso ser melhor, posso ser pior - mas não igual
Não me entendo na minha unidade
Me compreendo (às vezes) nas minhas particularidades
Nos meus momentos de lucidez ou desespero
Vivo entre opostos
Não sou mais a mesma que começou este poema e, sendo assim, não sei como encerrá-lo.

UM ANJO NOS ACOMPANHA
Um anjo nos acompanha
Por alguns anos tivemos a sorte de poder ver, ouvir e tocar este anjo.
Por algum motivo celeste, este anjo foi chamado ao céu há alguns meses.
Perdemos nosso rumo,
Sentimos que o chão nos foi tirado.
Começamos a duvidar de nossa capacidade de continuar em frente.
Mas a calma aos nossos corações deve chegar
porque durante de todo este quadro de dúvidas, medo e saudade há uma verdade:
"Um anjo nos acompanha"
Sim, é verdade que não poderemos mais ver, ouvir e tocar este anjo
- agora as coisas são diferentes -
teremos que aprender, dia a dia, a ouvir com o coração,
a acreditar em nossos sentidos e percepções
e sua presença pode ser sentida,
as vitórias podem ser comemoradas em conjunto
e as dificuldades podem ser divididas
porque o nosso anjo querido, Fernanda[1], nos acompanha.


2. A cidadã planetária, como é a própria a se denominar,
OLÍVIA CERDOURA GARJAKA BAPTISTA 
é natural de São Paulo[2].
Filha de        José Garjaka e
Fernanda Cerdoura Garjaka.
Natividade   20 de janeiro de 1979,                                                                      é casada com o advogado Ezio Baptista.

Reside em Vitória, capital do Espírito Santo desde 2006.

Poetisa e escritora, professora é formada pela PUC/SP. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional (IBDC).
Mestre e Doutora em Direito pela PUC/SP. Pesquisadora e cientista filiada ao Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito Educacional. Professora na Área de Cidadania e de Direitos Humanos.

Coordena atualmente o Curso de Direito da Universidade de Vila Velha - ES

Tese de doutorado sob orientação de Drª Flávia Piovesan teve como objeto de pesquisa que resultou em título:
Direito à Educação e Resgate da Cidadania de Crianças e Adolescentes em Situação de Risco Social: um estudo da experiência da Cidade Escola Aprendiz, Ano: 2011.

Seu currículo revela grande sensibilidade pelos temas sociais, com privilégio para tudo que diz respeito aos direitos humanos.

Publicou: “Direito de Nacionalidade em Face de Restrições Coletivas e Arbitrárias".
Conta também com publicação expressiva em diferentes meios de comunicação. Destaca:

Palestrante, inclusive em reunião ordinária da nossa Academia, quando foi muito apreciada pelas Acadêmicas presentes.





E VIVA!!!

Encontro sobre Masculinidades e Hermenêuticas Feministas

Terça-feira, 13 de setembro de 2011 - 21h13min
Ampliar imagem
Reunidos entre os dias 09 e 11 de setembro de 2011, 22 homens e 8 mulheres de diversas regiões do Brasil e das confissões cristãs Católica, Luterana, Metodista e Batista encontraram-se para estudar e partilhar sobre Masculinidades e Hermenêuticas Feministas. O encontro aconteceu em Luziânia-GO e foi promovido pela Dimensão de Gênero do Programa de Formação do CEBI. O evento iniciou com a escuta do texto de Provérbios 30,18-33 que nos introduziu na temática.
Ampliar imagem
O primeiro momento do encontro foi de muita partilha e escuta de experiências já vivenciadas pelas pessoas presentes no contexto das masculinidades. Seguindo caminho, o grupo se apropriou do método de hermenêutica feminista da Bíblia, um instrumental muito útil para aproximar-se do texto bíblico com um olhar na ótica das masculinidades. A partir disso, estudou-se o capítulo 38 de Gênesis procurando perceber as relações de gênero e, especialmente, as masculinidades presentes na narrativa.  Seguindo os passos da hermenêutica feminista (partir de nossa experiência, suspeitar do texto, desconstruí-lo e reconstruir a possível experiência original para, por fim, reconstruir nossas relações hoje), os participantes puderam responder as possíveis indagações deixadas pelo texto.
Na sequência, a mesma metodologia foi aplicada a outros textos do Primeiro e Segundo Testamentos (1Samuel 20,1-40; 2Samuel 1,17-27; 11,1-27; Mateus 15,21-28; 20,20-28; Lucas 15,11-32). Na noite de sábado, houve uma confraternização com um delicioso churrasco, acompanhada por violeiros e cantores/as do grupo.
No domingo, o encontro foi concluído celebrando o que agregamos para nossa vida, junto com os desafios que se juntam à nossa caminhada de homens e mulheres em busca de novas relações que superem todas as formas de violência e de discriminação, pois acreditamos que é fundamental construir relações de respeito e parceria para que outro mundo seja possível

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

EU SOU UMA REBELDE QUE FALA

"A corte dos padrinhos"


Ministra Eliana Calmon

A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos

Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.
- Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?

- Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.
- A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?

- O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.
- Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?

- Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.
- A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.

- É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.
Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.
- Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.

- Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.
- No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política. Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.
- E como resolver esse problema?
- Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.

- Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?

- Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.

domingo, 11 de setembro de 2011

NATIVIDADE, NO DIA SEGUINTE

A família, no meu caso, mamãe, minhas irmãs e meu irmão, a sobrinhada... não é novidade que me encham de carinho, façam aqueles votos comuns, as vezes com a voz embargada pela emoção: Parabéns, Deus te abençoe, Nossa Senhora te proteja, tenha muitos anos de vida e saúde. A eles se juntam algumas primas, a Dindinha, mas receber dezenas de mensagens como recebi ontem, de ex alunos, a maioria, de colegas do MP, de velhos e de alguns amigos mais recentes, que pelo simples fato de saber do meu aniversário deixou na portaria do prédio onde moro, um presente cheiroso, com uma mensagem carinhosíssima num pequeno cartão branco. É bom demais!
Gostei de tudo que me escreveram, todas as mensagens tiveram um colorido único e uma melodia irrepetível. Transcrevo algumas colhidas aleatoriamente só para ilustrar.
...desejo a você um aniversário cheio de paz. ...
Que você possa guardar deste aniversário as melhores lembranças e que tudo contribua para sua felicidade.
Parabéns!!!! que Deus lhe dê muita força como sempre tem dado para que possa superar todas as peças que a vida nos prega, Deus jamais nos dá uma cruz mais pesada do que podemos carregar.
Parabéns pelo dia especial!!! Muita luz em seus caminhos, paz, amor e saúde!!! Beijos!!!
E fico a pensar. Seria o fato do aniversário em si e única a razão do meu contentamento? Qualquer pessoa prova o mesmo. E me digo, tem algo mais ai.
No corre-corre do dia a dia, costumamos andar tão atarefados que não reparamos como vai, o que sente, qual é a necessidade que prova quem está ao nosso lado. Não damos atenção às pessoas, ignoramos sua presença, se pode precisar de alguma coisa, mesmo que seja muito pouco e que está ao nosso alcance.
Quando uma pessoa pensa em alguém que aniversaria, por exemplo. Primeiro, para, fica pensando nesse alguém, sente carinho por ele/a, decide que vai mandar uma mensagem, para de novo e pensa e escolhe as palavras, depois elabora a frase, cria, olha, reflete se ficou bom, sorri, pensa de novo no destinatário e envia. E fica feliz!
Como se vê, há todo um processo que se desenvolve, em torno do qual se põe uma moldura. Trata-se de uma verdadeira liturgia. A liturgia do carinho, do doar-se, do querer bem, integrar uma corrente. É também a prática do cuidado! 
Que se repitam gestos assim, cada gesto é portador de paz. Construir paz é deixar fluir o amor, deixar fluir o amor é harmonizar cada um com todos, todos com o universo e, sobretudo com Deus.
É partilhar! Estava esperando o momento certo para fazer o lançamento de uma nova BEM AVENTURANÇA que criei com licença de Jesus, juntando-a, ainda que em condição de pecadora, àquelas que ele proclamou no monte. (Mat 5). Ei-la: BEM AVENTURADOS OS QUE PARTILHAM O QUE SÃO, O QUE TÊM, O QUE RECEBEM, O QUE PODEM, POIS AINDA MAIS LHES SERÁ ACRESCENTADO.



sábado, 10 de setembro de 2011

DIA DO ANIVERSÁRIO

O dia do aniversário é uma ocorrência que produz muitos e diferentes sentimentos. Para as crianças é uma delícia, estão sempre na expectativa dos presentes. Mesmo que acabem por ganhar coisas que já tenham, é sempre prazeroso, rasgar aquele pacote feito com papel colorido, imagens de animais ou coisas que lhes são familiares, frutos de sua imaginação. Preferem os brinquedos às roupas, recebem, mas não é que festejam.
Os adolescentes não diferem muito o comportamento, ainda que os interesses já se concentrem em ornamentos e outros objetos ou utensílios mais comuns aos jovens, é que têm pressa de crescer.
Para os jovens, aniversário é curtição, caretice se comemorado em casa com convidados que se juntarão em torno do bolo de velas para aquele tradicional Parabéns, podem até aceitar, mas já é expressivo o número dos que preferem substituir a festa dos 15 anos, por uma viagem, por exemplo.
De acordo com o tempo de vida o aniversário vai assumindo outras conotações. Estar rodeado dos familiares e amigos é agradável, até faz-se questão de propiciar o encontro e tudo ainda corre com muita naturalidade.
Mas quando chega lá pelos... Bem difere de pessoa para pessoa, pode ser que a primeira ruga seja descoberta e a sensação é que lhe acrescenta certo charme. Os exames ante um bom espelho passam a ser fequentes, ainda que nem para todos, mas em geral, todos ante a constatação de que elas (as rugas) agora se vão multiplicando, não deixam de provocar uma sensação de desconforto, próprio da certeza implacável do significado que têm: a juventude se vai ou já se foi.
Depois, pode ser que os anos já não contem tanto. E o vivente se aboleta na tranquilidade do tempo e o vai deixando passar, ora na sensação daquele friozinho indiscreto... estou cada vez mais chegando lá... Faço 60 anos, cheguei a melhor idade!
           Eu na melhor idade? Faço 70 anos... pronto! Cheguei ao ápice... sim? Não? O que ainda representa viver? Ora, e não é bom, deixando vergar os ombros, resignar-se à lentidão dos passos e buscar em remédios a solução para o mínimo desconforto que sente, entregue à certeza de que só lhe resta  sentar na “cadeira do  papai” ou naquela de balanço, ler o jornal, assistir televisão, pensar naquele tempo, ou simplesmente, ver a banda passar.
Não são os anos que importam o que importa é a vida e ela traz, em cada uma das suas fases, novidades que só descobrem os que a concebem como um dom.  Importa, pois conceber a vida como uma caminhada. O percurso é o mesmo, nem mais curto, nem mais longo.
Se o passo é lento ou arrastado, atrasa-se mediante o risco de não fazer todo o percurso e ter que sucumbir em qualquer lugar, o que vai acontecer com perdas significativas, desavisadamente. Toda viagem tem sua beleza, o caminho é cheio de surpresas, de alegrias, de encontros, de desencontros, de superação e de calmaria, há sempre uma paisagem na beira do caminho, a cada dia resplandece a aurora e é indizível o entardecer.
É preciso não arrefecer, crer que no final está o mais bonito. Tão mais bonito quanto maior for nossa curiosidade ou capacidade de compreender com que, principalmente com Quem nos deparamos e que desde toda a eternidade permaneceu a nossa espera.
Ai terá valido a pena viver!



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um dia para lembrar, protestar e mobilizar contra a violência à mulher.


Definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia, o 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.
Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher,que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam no 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948. Este período também contempla outras duas datas significativas: o 1o de Dezembro, Dia Mundial da Luta contra a AIDS e o dia 6 de Dezembro, Dia do Massacre de Montreal (leia mais sobre o 6 de Dezembro)
Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Fonte: Rede Feminista de Saúde, RedeFax, 26/ 2003.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

IRENA SENDLER MORREU...SABES QUEM ERA?

Nem sempre o prêmio é atribuído a quem mais o merece...
Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo. 

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!) 
Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. 
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças. 
Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente. 
Os nazis souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: "Jesus, em Vós confio", e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Zegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim. 
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos. 

No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.
Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!
Estou transportando o meu grão de areia, reenviando esta mensagem. Espero que faças o mesmo.
Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este e-mail está a se reenviando como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 sacerdotes católicos que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados com os povos da Alemanha e Rússia olhando para o outro lado. 
Agora, mais do que nunca, com o Iraque, Irã e outros proclamando que O Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça. 
A intenção deste e-mail é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Une-te a nós e sê mais um elo desta cadeia comemorativa e ajuda a distribuí-la por todo o mundo..
Por favor, envia este e-mail às pessoas que conheces e pede-lhes que não interrompam esta cadeia.
"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade." - Irena Sendler

Por favor, não apagues simplesmente.
Não te levará um minuto a reenviá-lo.
Obrigado. O Criador agradece ... Amém!!!