segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

RESULTOU DE PERPLEXIDADE



FELIZ ANO NOVO

Estou aqui pensando, porque fazemos tanta festa com a chegada de um novo ano. Qual é de fato determinante ou  a motivação que se tem. 

O encerramento com celebração de Santa Missa ou Culto para louvar a Deus, que é o Senhor, para agradecer as graças recebidas é no mínimo ser educado, agir com ética e reconhecer que tudo que recebemos vem Dele. O ano transcorrido é situação já vivenciada, trata-se assim, de não poder deixar de admitir o inegável, testemunhamos e/ou protagonizamos.  
  
Mas fazer tanta festa com a chegada de um Ano Novo, verdadeira incógnita do que virá a ser, por que festejar?

Posso analisar os acontecimentos, ante milhares de pessoas que acorrem às praias. É de se questionar se seria para ombrear-se ao irmão Mar que com sua grandeza, ainda que inconscientemente, nos proporciona complementação do que psicologicamente nos possa faltar? 

A maioria se veste de branco. Ritual ou crença de que a cor da roupa possa influenciar o curso dos acontecimentos pelos quais passaremos ou circunstâncias que vivenciaremos. Alguns já terão ido à Igreja do credo que professam e ali, na praia,  quem sabe estejam prestes a fazer uma segunda oferenda. 

Despojam-se dos calçados, a maioria simples sandálias. Caminhar na areia pode representar, conforme o ponto, em alguma dificuldade. Podem ter flores nas mãos, muitas já bailam ao sabor das ondas que pode levá-las mar adentro, ou deixar na areia, ou pela projeção avançada da onda, ou pela falta de força com que a mesma onda, volta a integrar o volume intenso das águas oceânicas. 

Grande parte, meros curiosos, se detém no calçadão contemplando embevecida o entusiasmo dos que caminham pra lá e prá cá. Além é claro, daqueles que se postam nos umbrais de suas janelas ou nas varandas envidraçadas dos apartamentos de luxo, ao longo da orla. 
 
Em determinado ponto, é o frenesi que impera. Em imensos palcos exibem-se intérpretes musicais, os que tocam, os que cantam. Conforme os acordes da melodia que determinam ser projetada no ar, embalsamam a massa, a enlevam, transportam ao infinito, identificam-na com as próprias almas e lhe proporcionam intimidade com as essências das quais se forma ou lhe provocam gestos e expressões enlouquecidas em que predomina o vale tudo, onde a concentração se desfaz e o que importa é delirar. 

E ali, de pé, passam horas a fio aos gritos de saudação idólatra, festejando o que não sabem nem menos o quê. Não se cansam, não veem o tempo passar e permaneceriam ainda mais tempo se as cortinas dos palcos não se fechassem ocultando inclusive, o lucro proporcionado pelo real de tantos – num gesto inverso ao da viúva que despojou-se da única moeda que tinha – que constituiu mais uma vez a riqueza de alguns poucos. 

E autorizo-me a dizer que o paganismo ainda está por ai.

Feliz Ano Novo foi assim que precedentemente as saudações foram feitas. E ao dizer Feliz Ano Novo cada lábio estava cheio de amor, fora feito intérprete de augúrio profundo e sincero do que se deseja para o próximo, ou seja, que se dê bem, que quem não tem, encontre trabalho, que haja pão em cada mesa e que se tenha onde colocar a mesa ou seja uma casa, mesmo que simples, que as pessoas se respeitem, que, em síntese: viva-se em Paz. 

E 1º de janeiro não é o Dia Internacional da Paz? Pois bem!

Depois do sobredito, só posso concluir que é preciso reinventar as comemorações da forma com que as fazemos. É preciso colocar cada coisa em seu lugar. Nós mesmos no nosso lugar. Onde colocaremos Deus? 

Na liturgia da Missa de ontem, 31 de dezembro, o Evangelho segundo João voltou a lembrar: No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus ...       Encerro, não por já ter dito tudo. Prefiro não apresentar formas, cada um tem a sua, mas com a mesma alma que descrevi o momento em que dizemos Feliz Ano Novo, desejo que de nós não se diga que Ele veio para os que eram seus e os seus não o receberam.
Marlusse Pestana Daher
1º de janeiro de 2011 – 9 h 26 m

sábado, 3 de janeiro de 2015

NAQUELES DIAS



Primeiro sábado do ano, é também o primeiro do mês em que tradicionalmente, nossa devoção para com a Virgem Maria assume peculiar contorno. Trata-se desta mulher que será para sempre chamada bendita, por todas as gerações, exatamente por ter acreditado nas coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas

São as palavras com que Isabel a que engravidou apesar da idade avançada, quando viu Maria chegar à sua casa e ficou cheia do Espírito Santo, além da não lhe ter passado despercebida a exultação, o pular alegre do filho no seu ventre.

É o evangelista Lucas a contar: “Naqueles dias, - dias que sucederam o da anunciação do anjo Gabriel à Virgem Maria. ...naqueles dias, Maria dirigiu-se às pressas, a uma cidade da Judeia, onde morava Isabel, entrou na casa de Zacarias (e da mesma Isabel sua esposa), e saudou Isabel que no mesmo momento sente a exultação do filho no seu ventre e exclama, quase num grito: Bendita és tu entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Que sorte a minha. Nada fiz para merecer ser visitada pela mãe do meu Senhor. 

Ouve em resposta como só uma pessoa humilde saberia agir, a explicação verdadeira ou de quem é o mérito de tudo que lhe estava acontecendo: Magnificat!
 
Louvemos a Deus é a Ele que se deve reconhecer tudo. Olhou para a humildade de sua serva, fez de uma pedra bruta outra, de grande valor. Eis porque todas as gerações me chamarão bem aventurada.

Viva Nossa Senhora! Continuemos a louvá-la, a proclamá-la bendita,  a imitá-la e a fazer sempre como desde Caná nos recomenda: tudo aquilo que Jesus mandar.

Bodas de Caná

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

É PRECISO LUTAR



“Sabemos que Deus perguntará a cada um de nós: que fizeste do teu irmão? A globalização da indiferença que hoje pesa sobre a vida de tantas irmãs, de tantos irmãos requer de todos nós que nos façamos artífices de uma globalização de solidariedade e de fraternidade que lhes possa devolver a esperança e levá-los a retomar com coragem, o caminho através dos problemas  do nosso tempo e as novas perspectivas  que este traz  consigo e que Deus  coloca nas nossas mãos”. 

Com estas palavras, o Papa Francisco encerra sua mensagem de paz para este novo ano.

Cada pedacinho da carta contém uma grande reflexão que anima e ajuda a querer contribuir para um mundo novo que todo início de um novo ano parece vir trazendo. Se assim não acontece é porque as mensagens ouvidas até nos agradam no momento em que as ouvimos ou lemos, mas depois são esquecidas ou até abandonadas por um motivo tão feio: a preguiça.

Que Nossa Senhora interceda por nós e nos livre do comodismo, da falta de vontade de querer construir uma nova fraternidade entre nós, onde o chefe seja o AMOR. 

Seja ele, o amor, a dar as ordens e determinar o que nos cumprir fazer.
Queridos ouvintes, uma vida ainda muito melhor do que esta que estamos vivendo é possível. Vamos à luta, pois, é preciso lutar.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

FELIZ ANO NOVO



“No inicio deste novo ano de 2015, que acolhemos como uma graça e um dom de Deus a humanidade, ...rezo de modo particular para que, respondendo à nossa vocação comum e de todas as pessoas de boa vontade, se concorra para a promoção da concórdia e da paz no mundo”. 

Estas palavras que acabo de pronunciar (transcrever) são as mesmas do início da carta do Papa Francisco para o dia da paz – hoje – dia internacional da paz, cujo tema central é “já  não escravos mas irmãos”.

Fui em busca da mensagem para fazer o programa[1] de hoje e conclui que não podemos deixar de ler a carta inteira. Cada palavra contém uma mensagem profunda. Certamente, temos reflexão para cada dia do ano inteiro.

Pois, no curso do ano inteiro, vamo-nos deparar com as mais diversificadas situações citadas pelo Papa e que são um forte apelo ao nosso agir, ao nosso serviço. 

E as razões são fortes e são também pessoais porque todos nós ansiamos por um vida plena como lembrou o mesmo Papa. 

Atualmente, se levantou, despertou o espírito crítico em grande parte dos brasileiros que formam uma oposição necessária em toda democracia, mas tudo isto será vão, se nos faltar o lado cristão de agir, porque não são coisas materiais  que fortalecem o nosso espírito e acalmam o coração. 

Assim, neste 1° de janeiro de 2015, desejo que todos os queridos ouvintes ouçam a voz desse Pastor autêntico, o Papa Francisco, que nos conduz ao Pai.
Feliz Ano Novo!



Hoje estão sendo empossados aqueles que obtiveram maioria de votos nas urnas. Que sigam a voz do Espírito Santo. 


Presidente: Dilma Roussef,

Governador do Estado do Espírito Santo:  Paulo Hartung,

Deputados federais e estaduais e Senadores.


[1] Programa na Rádio América AM 690.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

ORAÇÃO DE FIM DE ANO




Senhor Deus, Senhor do céu e da terra, nos vos agradecemos pelo amor com o qual  amorosamente, nos assististe e conservaste em cada dia do ano de 2014.

Temos que reconhecer que pouco ou nada fizemos para merecer tantas graças ao mesmo tempo em que nos lembramos das inúmeras vezes que pedimos:  “não olheis para os meus pecados, mas para a fé da tua Igreja”.
Fica assim explicado, porque fomos preservados de tantos males e de tantos perigos que rondaram nossas vidas dos quais fomos poupados. Outros não o lograram. 
Desta forma, agradecemos pela fé e pelo bem que anima tantas pessoas fazendo com que permaneçam assíduas no culto, na divulgação da Palavra e alertando sobre teu advento e se constituem assim, no óleo precioso que mantém acesa a lâmpada do amor e fazendo que esta luz ilumine não só os que estão dentro de casa, mas todos que te amam e servem, estejam em qualquer lugar. 
Pedimos pela intercessão de Maria, tua e nossa mãe, que sejamos inundados do teu amor, libertados de todos os vícios, de toda maldade, de tudo em que não tiver a ti, como fundamento. 
Cada dia de 2015,  nos encontre dispostos a divulgar em todo mundo, tua Palavra, teu amor e tua graça e assim fazermos jus aos inúmeros bens e todas as graças, com os quais nos cumulaste.
Amém.