sábado, 3 de janeiro de 2015

NAQUELES DIAS



Primeiro sábado do ano, é também o primeiro do mês em que tradicionalmente, nossa devoção para com a Virgem Maria assume peculiar contorno. Trata-se desta mulher que será para sempre chamada bendita, por todas as gerações, exatamente por ter acreditado nas coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas

São as palavras com que Isabel a que engravidou apesar da idade avançada, quando viu Maria chegar à sua casa e ficou cheia do Espírito Santo, além da não lhe ter passado despercebida a exultação, o pular alegre do filho no seu ventre.

É o evangelista Lucas a contar: “Naqueles dias, - dias que sucederam o da anunciação do anjo Gabriel à Virgem Maria. ...naqueles dias, Maria dirigiu-se às pressas, a uma cidade da Judeia, onde morava Isabel, entrou na casa de Zacarias (e da mesma Isabel sua esposa), e saudou Isabel que no mesmo momento sente a exultação do filho no seu ventre e exclama, quase num grito: Bendita és tu entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Que sorte a minha. Nada fiz para merecer ser visitada pela mãe do meu Senhor. 

Ouve em resposta como só uma pessoa humilde saberia agir, a explicação verdadeira ou de quem é o mérito de tudo que lhe estava acontecendo: Magnificat!
 
Louvemos a Deus é a Ele que se deve reconhecer tudo. Olhou para a humildade de sua serva, fez de uma pedra bruta outra, de grande valor. Eis porque todas as gerações me chamarão bem aventurada.

Viva Nossa Senhora! Continuemos a louvá-la, a proclamá-la bendita,  a imitá-la e a fazer sempre como desde Caná nos recomenda: tudo aquilo que Jesus mandar.

Bodas de Caná

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

É PRECISO LUTAR



“Sabemos que Deus perguntará a cada um de nós: que fizeste do teu irmão? A globalização da indiferença que hoje pesa sobre a vida de tantas irmãs, de tantos irmãos requer de todos nós que nos façamos artífices de uma globalização de solidariedade e de fraternidade que lhes possa devolver a esperança e levá-los a retomar com coragem, o caminho através dos problemas  do nosso tempo e as novas perspectivas  que este traz  consigo e que Deus  coloca nas nossas mãos”. 

Com estas palavras, o Papa Francisco encerra sua mensagem de paz para este novo ano.

Cada pedacinho da carta contém uma grande reflexão que anima e ajuda a querer contribuir para um mundo novo que todo início de um novo ano parece vir trazendo. Se assim não acontece é porque as mensagens ouvidas até nos agradam no momento em que as ouvimos ou lemos, mas depois são esquecidas ou até abandonadas por um motivo tão feio: a preguiça.

Que Nossa Senhora interceda por nós e nos livre do comodismo, da falta de vontade de querer construir uma nova fraternidade entre nós, onde o chefe seja o AMOR. 

Seja ele, o amor, a dar as ordens e determinar o que nos cumprir fazer.
Queridos ouvintes, uma vida ainda muito melhor do que esta que estamos vivendo é possível. Vamos à luta, pois, é preciso lutar.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

FELIZ ANO NOVO



“No inicio deste novo ano de 2015, que acolhemos como uma graça e um dom de Deus a humanidade, ...rezo de modo particular para que, respondendo à nossa vocação comum e de todas as pessoas de boa vontade, se concorra para a promoção da concórdia e da paz no mundo”. 

Estas palavras que acabo de pronunciar (transcrever) são as mesmas do início da carta do Papa Francisco para o dia da paz – hoje – dia internacional da paz, cujo tema central é “já  não escravos mas irmãos”.

Fui em busca da mensagem para fazer o programa[1] de hoje e conclui que não podemos deixar de ler a carta inteira. Cada palavra contém uma mensagem profunda. Certamente, temos reflexão para cada dia do ano inteiro.

Pois, no curso do ano inteiro, vamo-nos deparar com as mais diversificadas situações citadas pelo Papa e que são um forte apelo ao nosso agir, ao nosso serviço. 

E as razões são fortes e são também pessoais porque todos nós ansiamos por um vida plena como lembrou o mesmo Papa. 

Atualmente, se levantou, despertou o espírito crítico em grande parte dos brasileiros que formam uma oposição necessária em toda democracia, mas tudo isto será vão, se nos faltar o lado cristão de agir, porque não são coisas materiais  que fortalecem o nosso espírito e acalmam o coração. 

Assim, neste 1° de janeiro de 2015, desejo que todos os queridos ouvintes ouçam a voz desse Pastor autêntico, o Papa Francisco, que nos conduz ao Pai.
Feliz Ano Novo!



Hoje estão sendo empossados aqueles que obtiveram maioria de votos nas urnas. Que sigam a voz do Espírito Santo. 


Presidente: Dilma Roussef,

Governador do Estado do Espírito Santo:  Paulo Hartung,

Deputados federais e estaduais e Senadores.


[1] Programa na Rádio América AM 690.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

ORAÇÃO DE FIM DE ANO




Senhor Deus, Senhor do céu e da terra, nos vos agradecemos pelo amor com o qual  amorosamente, nos assististe e conservaste em cada dia do ano de 2014.

Temos que reconhecer que pouco ou nada fizemos para merecer tantas graças ao mesmo tempo em que nos lembramos das inúmeras vezes que pedimos:  “não olheis para os meus pecados, mas para a fé da tua Igreja”.
Fica assim explicado, porque fomos preservados de tantos males e de tantos perigos que rondaram nossas vidas dos quais fomos poupados. Outros não o lograram. 
Desta forma, agradecemos pela fé e pelo bem que anima tantas pessoas fazendo com que permaneçam assíduas no culto, na divulgação da Palavra e alertando sobre teu advento e se constituem assim, no óleo precioso que mantém acesa a lâmpada do amor e fazendo que esta luz ilumine não só os que estão dentro de casa, mas todos que te amam e servem, estejam em qualquer lugar. 
Pedimos pela intercessão de Maria, tua e nossa mãe, que sejamos inundados do teu amor, libertados de todos os vícios, de toda maldade, de tudo em que não tiver a ti, como fundamento. 
Cada dia de 2015,  nos encontre dispostos a divulgar em todo mundo, tua Palavra, teu amor e tua graça e assim fazermos jus aos inúmeros bens e todas as graças, com os quais nos cumulaste.
Amém.

domingo, 28 de dezembro de 2014

A FAMILIA PELO PAPA FRANCISCO



A SANTA IGREJA CATÓLICA COMEMORA HOJE 
O DIA DA FAMILIA

Ninguém melhor para nos falar que o Papa Francisco. É uma mensagem de 2013, mas nada que se retire um ano depois.


HOMILIA
Santa Missa pela Jornada das Famílias em ocasião do Ano da Fé
Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 27 de outubro de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal


As leituras deste domingo nos convidam a meditar sobre algumas características fundamentais da família cristã.

1. A primeira: a família que reza. O trecho do Evangelho coloca em evidência dois modos de rezar, um falso – aquele do fariseu – e outro autêntico – aquele do publicano. O fariseu encarna uma atitude que não exprime a gratidão a Deus pelos seus benefícios e a sua misericórdia, mas sim satisfação de si. O fariseu se sente justo, se sente no lugar, se apoia nisso e julga os outros do alto de seu pedestal. O publicano, ao contrário, não multiplica as palavras. A sua oração é humilde, sóbria, permeada pela consciência de sua própria indignidade, das próprias misérias: este é um homem que realmente se reconhece necessitado do perdão de Deus, da misericórdia de Deus. A oração do publicano é a oração do pobre, é a oração que agrada a Deus, que, como diz a primeira Leitura “chega às nuvens” (Eclo 35, 20), enquanto a do fariseu é sobrecarregada pelo peso da vaidade.
À luz desta Palavra, gostaria de perguntar a vocês, queridas famílias: rezam alguma vez em família? Alguns sim, eu sei. Mas tantos me dizem: como se faz? Mas, se faz como o publicano, é claro: humildemente, diante de Deus. Cada um com humildade se deixa olhar pelo Senhor e pede a sua bondade, que venha a nós. Mas, em família, como se faz? Porque parece que a oração seja algo pessoal e então não há nunca um momento adequado, tranquilo, em família… Sim, é verdade, mas é também questão de humildade, de reconhecer que temos necessidade de Deus, como o publicano! E todas as famílias têm necessidade de Deus: todos, todos! Necessidade da sua ajuda, da sua força, da sua benção, da sua misericórdia, do seu perdão. E é necessário simplicidade: para rezar em família, é necessário simplicidade! Rezar junto o “Pai Nosso”, em torno da mesa, não é algo extraordinário: é algo fácil. E rezar junto o Rosário, em família, é muito bonito, dá tanta força! E também rezar um pelo outro: o marido pela esposa, a esposa pelo marido, ambos pelos filhos, os filhos pelos pais, pelos avós… Rezar um pelo outro. Isto é rezar em família, e isto torna forte a família: a oração.

2. A Segunda Leitura nos sugere um outro ponto: a família conserva a fé.O apóstolo Paulo, no fim de sua vida, faz um balanço fundamental e diz: “Conservei a fé” (2 Tm 4, 7). Mas como a conservou? Não em um cofre! Não a escondeu sob a terra, como aquele servo um pouco preguiçoso. São Paulo compara a sua vida a uma batalha e a uma corrida. Conservou a fé porque não se limitou a defendê-la, mas a anunciou, irradiou-a, levou-a longe. Colocou-se do lado oposto a quem queria conservar, “embalsamar” a mensagem de Cristo nos confins da Palestina. Por isto fez escolhas corajosas, foi a territórios hostis, deixou-se provocar pelos distantes, por culturas diversas, falou francamente sem medo. São Paulo conservou a fé porque, como a havia recebido, doou-a, indo às periferias sem se apegar a posições defensivas.
Também aqui, podemos perguntar: de que modo nós, em família, conservamos a nossa fé? Nós a temos para nós, na nossa família, como um bem privado, como uma conta no banco, ou sabemos partilhá-la com o testemunho, com o acolhimento, com a abertura aos outros? Todos sabemos que as famílias, especialmente as mais jovens, muitas vezes são “apressadas”, muito ocupadas: mas alguma vez já pensaram que esta “corrida” pode ser também a corrida da fé? As famílias cristãs são famílias missionárias. Mas, ontem ouvimos, aqui na Praça, o testemunho de famílias missionárias. São missionárias também na vida de todos os dias, fazendo as coisas de todos os dias, colocando em tudo o sal e o fermento da fé! Conservar a fé na família e colocar o sal e o fermento da fé nas coisas do cotidiano.

3. Um último aspecto recebemos da Palavra de Deus: a família que vive a alegria. No Salmo responsorial encontra-se esta expressão: “os pobres escutem e se alegrem” (33/34, 3). Todo este Salmo é um hino ao Senhor, origem de alegria e de paz. E qual é o motivo deste alegrar-se? É este: o Senhor está próximo, escuta o grito dos humildes e os livra do mal. Escrevia ainda São Paulo: “Alegrai-vos sempre…o Senhor está próximo” (Fil 4, 4-5). É…eu gostaria de fazer uma pergunta hoje. Mas, cada um leve-a ao seu coração, a sua casa, como uma tarefa a fazer, certo? E se responda sozinho. Como está a alegria na sua casa? Como está a alegria na sua família? E dêem vocês a resposta.
Queridas famílias, vocês sabem bem: a verdadeira alegria que se desfruta na família não é algo superficial, não vem das coisas, das circunstâncias favoráveis…A alegria verdadeira vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos sentem no coração, e que nos faz sentir a beleza de estar junto, de apoiar-nos uns aos outros no caminho da vida. Mas na base deste sentimento de alegria profunda está a presença de Deus, a presença de Deus na família, está o seu amor acolhedor, misericordioso, respeitoso para com todos. E, sobretudo, um amor paciente: a paciência é uma virtude de Deus e nos ensina, em família, a ter este amor paciente, um com o outro. Ter paciência entre nós. Amor paciente. Somente Deus sabe criar a harmonia das diferenças. Se falta o amor de Deus, também a família perde a harmonia, prevalecem os individualismos e se extingue a alegria. Em vez disso, a família que vive a alegria da fé a comunica espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade.
Queridas famílias, vivam sempre com fé e simplicidade, como a Sagrada Família de Nazaré. A alegria e a paz do Senhor estejam sempre com vocês!