quarta-feira, 10 de setembro de 2014

G R A T I D Ã O

10 de setembro de 2014

Acho que são muito poucas as pessoas que não gostam do dia do seu aniversário. Eu gosto, hoje é dia do meu e já recebi algumas dezenas de mensagens escritas e por telefone. Agradeço a todos.

É uma pena não gostar. Assim, as pessoas fazem prevalecer ideias e pensamentos inferiores à beleza, ao dom, à graça de estar comemorando mais um ano de vida.

Comemorar é ser agradecida a Deus. Vida não é só um espaço entre o dia do nascimento e o da morte. Vida é o chamado de Deus a compor com todo o criado: dos semelhantes a tudo que no ambiente existe, vegetais, terra, mar, pássaros e outros animais, a apoteose que a criação representa e na qual cada um tem uma tarefa a cumprir, o dever de tudo conservar e ainda mais enriquecer e tornar mais bonito para que todos gostem, para que seja aprazível, para que haja harmonia e paz e dai brote um hino de amor ao Criador.
É, portanto, o caso de repetir muitas vezes: a vida é bela! 
Queridos amigos, estou refletindo nesses termos, como parte da motivação que me dou, porque hoje, 10 de setembro, como já disse, é dia do meu aniversário, dia em que se cumpriu o tempo, aquele tempo antecedente, do qual fala o profeta Jeremias: “antes que fosses formado no seio materno, eu te conheci e te consagrei para seres profeta das nações” (1,5).

Assumo, fui consagrada para ser profeta nas nações, Deus me fez semelhante a Ele e me convidou a anunciar seu reino aqui e onde quer que eu vá.

Canto teus louvores, Senhor Meu Deus, agradeço-te pela vida e por viver na tua presença, pela minha família, pelos meus amigos, por todos que fazem questão de manifestar seu bem por mim.


Maria, mãe Santa e Boa, intercede por todos nós, para que sejamos agradecidos e saibamos dar valor a tudo que recebemos.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS

O Evangelho de São Mateus que o mês da Bíblia nos propõe como estudo e
reflexão para sermos discípulos e missionários, “relata na visão do autor, que a vida e o ensinamento de Jesus, o Cristo,  o Emanuel, Deus conosco, estarão com seus discípulos até o final dos tempos”.

É evidente que Jesus sempre vai dar às pessoas tudo de que precisam para realizar o que lhes pede para ser feito, ao mesmo tempo, continua ao lado, sustentando e abençoando.

O Evangelho começa narrando a linhagem ou a genealogia, a família humana a qual Jesus pertenceu. Observe-se, pelo  lado de José, que era só pai putativo, uma espécie de pai de adoção, a qual se deu, quando ele, homem justo, resolvera abandonar Maria em segredo, ao constatar que se achava grávida. Em sonho tem a revelação que lhe foi feita pelo Anjo: “não temesse receber Maria como sua esposa, a gravidez dela era prodígio de Deus”.

Depois da visita dos Magos, praticamente passou pela primeira condenação à morte”, por Herodes. “Acolhido por José, na linhagem de Davi, o menino é rejeitado pelos chefes de Israel".

“Deus o salva e Ele se refugiou na Galileia, terra que simbolizava as Nações”.

Reparem, toda Bíblia traz uma introdução a cada Evangelho. É bom ler, pois trazem explicações interessantes que vão contribuindo para melhor entender o mesmo Evangelho.


Maria, mãe de Deus e Mãe dos evangelizadores, confiamos na sua intercessão para que lendo o Evangelho, entendamos sempre mais o amor de Jesus por nós. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

BONS ADMINISTRADORES

Com a autoridade de quem pode repetir como disse o apóstolo Paulo,  nada nem ninguém me poderá separar do amor de Jesus Cristo, (Rom. 8,39), Pedro nos aconselhou: sede bons administradores da multiforme graça de Deus.

Não temeria tanto em acrescentar, contudo, que não são muitos os bem aventurados, aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática, na forma com que Jesus respondeu àquela mulher que maravilhada com os prodígios por Ele operados, ergueu sua voz no meio da multidão e proclamou: bem aventurado o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram, pelo que o Mestre respondeu: antes bem aventurado é aquele que ouve a palavra de Deus e a põe em prática. (Lc 11,27-28),

O mais comum é ver que as pessoas andam distraídas e muito mais que reunidas para uma celebração ou culto, podem ser encontradas diante de um televisor ou até mais de um em cada casa, onde as novelas eivadas de cenas absurdas, de relacionamentos espúrios e de realidades que em nada se comparam com a vida que a maioria de nós vai levando, tal qual diz o velho ditado: água mole em pedra dura tanto bate até que fura, apresentam fatos humanos fora da normalidade e acabam por conseguir fazer crer que tudo está certo, que é assim mesmo e que outra não pode ser a alternativa, senão aceitar as coisas como elas são.

Idêntica é a atitude com que vivenciamos o período pré-eleitoral e depois, como são eleitos os que vão ocupar os mais altos cargos da República e do Estado.

Constata-se que dois critérios são muito adotados, têm-se afigurado entre os piores para fazer uma escolha: um, dos que se deixam levar pelas razões de amizade ou compadrio e votam porque é amigo querido, independente de caráter e valor. O outro é daqueles que são subjugadas pela satisfação de necessidades vitais, como as diversas “bolsas” que melhor se entenderia se as denominássemos cabresto.

Fica longe o discernimento, a capacidade de pensar, analisar, comparar para depois agir, são faculdades das quais toda pessoa é dotada e não pode prescindir de fazer uso delas em todos os momentos de sua vida, mas não faz.

Não somos um país capenga por falta de riquezas, de tudo que de melhor há no planeta, para constituir a grandeza de um povo. Somos capengas porque não pensamos, porque esquecemos que tal qual fez com aqueles a quem entregou moedas para que as administrassem e pediu contas, o Senhor da Vida e da História o mesmo fará conosco um dia.

Dai porque: urge e passa da hora, sermos bons administradores da multiforme graça de Deus (1 Pedro 4,10).
               Marlusse Pestana Daher                                                                Escritora e Mestre em Direito.
Vitória, 8 de setembro de 2014
10:25


1ª Leitura – 1 Pd 4,7-13
Sede bons administradores da multiforme graça de Deus.
Leitura da Primeira Carta de São Pedro 4,7-13
Caríssimos:
7O fim de todas as coisas está próximo.
Vivei com inteligência e vigiai, dados à oração.
8Sobretudo, cultivai o amor mútuo, com todo o ardor, porque o amor cobre uma multidão de pecados.
9Sede hospitaleiros uns com os outros, sem reclamações.
10Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu.
11Se alguém tem o dom de falar, proceda como com palavras de Deus.
Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como capacidade proporcionada por Deus,
a fim de que, em todas as coisas, Deus seja glorificado, em virtude de Jesus Cristo,
a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos dos séculos. Amém.
12Caríssimos, não estranheis o fogo da provação que alastra entre vós, como se alguma coisa de estranho vos estivesse acontecendo.
13Alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória.
Palavra do Senhor.


domingo, 7 de setembro de 2014

DIA DA PÁTRIA

O 7 de setembro que comemoramos todos ao anos, celebra aquele em que foi proclamada a Independência do Brasil, do jugo português.

Independência política, pois éramos comandados/governados pelo Rei de Portugal, desde 1500, quando nosso terra foi descoberta por Pedro Álvares Cabral.

Foram anos de submissão, de verdadeira falta de liberdade, nossas riquezas eram tiradas do nosso solo, sem nossa permissão, os impostos altos e o retorno pouco ou quase nada.

Sabemos que aconteceram alguns movimentos no sentido de libertar nosso país, mas devido a traições os inconfidentes acabaram presos e covardemente mortos como foi o caso de Tiradentes, de  cuja morte trágica conhecemos os detalhes.

Até que D. Pedro, num ato de bravura, estando às margens do Ipiranga e tocado pela mensagem que lhe acabava de chegar profere aquelas célebres palavras: “Laços fora, soldados, a corte portuguesa quer mesmo escravizar o Brasil, INDEPENDÊNCIA OU MORTE”!

Bem, aquela independência aconteceu e hoje, democraticamente quem manda no Brasil são os brasileiros. Só que... e aqui mora o perigo, a maioria faz mal uso do poder que tem e apesar de reclamar que não goza de toda liberdade e de todos  os direitos que tem, na hora em que pode mudar fundamentalmente sua vida, ou em tempo de eleição, escolhe maus representantes que usam formas erradas de governar.

Muitos governantes sob aparência de ajudar o povo, na verdade o escraviza. Escraviza pegando o povo pela satisfação de necessidades básicas, do conhecido jeito de dar o peixe ao invés de ensinar a pescar. Ao invés de dar trabalho  e dignidade, coisas fundamentais.

Queiramos que nossa Pátria seja livre e independente, mas não esqueçamos jamais que se cada um não fizer sua parte, por menor que seja, isto não acontecerá.

Pátria livre é aquela em que todos lutam pelos direitos de todos. 


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

AGRADECIDOS E COERENTES

É costume a gente passar a repetir coisas que ouviu dizer. As vezes, são “ditados” ou gírias, aquelas expressões  que passam a fazer parte do nosso vocabulário, como: “é ruim hem”! e outras. Mas repetimos também verdades fundamentais da nossa fé sem a necessária reflexão, sem  atingir em profundidade o significado que têm.
       
Por se tratar de uma melodia fácil, a gente logo aprende e até sai por ai cantarolando: “Jesus Cristo é o Senhor”...
       
E isto é muito sério e como estamos  desacostumados  a não levar a sério as coisas acabamos nos dando mal na maioria das vezes. Vejamos, dizemos que Jesus Cristo é o Senhor. E vamos usar a concepção da palavra no contexto ou na relação escravo x Senhor. Pois bem, senhor quer dizer dono, proprietário, aquele a quem o escravo que ele comprou pertence. Naquele tempo... é claro! mas vale para nós em relação a Jesus, a Deus a quem chamamos Nosso Senhor.

Portanto, não nos esqueçamos disto, aliás, nos alegremos porque Este a quem como Senhor consideramos é também nosso Pai,  um Pai que nos ama, que só quer o nosso bem. E que não hesitou mandar seu primogênito, quando estávamos escravizados, não só para nos salvar, mas para ser nosso Salvador.
       
Este Senhor elevando-nos à condição de filhos, fez de nós, seus herdeiros, o que acrescenta muito à nossa pobre condição.

Sejamos agradecidos e coerentes. 
       
Ó Nossa Senhora, que soubeste tão bem assumir a condição de serva e filha daquele que misteriosamente se fez também seu Esposo e Filho, faze que entendamos as mensagens de vida que o Senhor tem para nós, que adquiramos aquela humildade necessária  que em cada instante  de nossa vida nos faça  crer no amor de Deus para conosco e que assim como o fizeste sejamos capazes de repetir em todas as circunstâncias: Sou o(a)  servo(a)  do senhor, faça-se em mim, segundo a tua Palavra.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

HOMEM DE POUCA FÉ

“A Palavra de Deus é a Verdade, sua Lei, liberdade” dizem as escrituras sagradas e muitas vezes já repetimos cantando.

É na Bíblia Sagada que encontramos água viva e nem é preciso ler páginas e mais páginas por dia, para matar nossa sede de Deus.

Cada mensagem traz uma lição. Quando estivermos lendo a Palavra e um detalhe em particular, nos chamar a atenção, devemos parar ali e ficar assimilando o que contém.

No domingo, 10 de agosto, o Evangelho falava daquele episódio em que Jesus depois de multiplicar pão e peixe e alimentar uma multidão, mandou que os apóstolos pegassem o barco e fossem para o outro lado do lago à beira do qual se encontravam. O próprio Jesus se encarregou de mandar cada uma das pessoas que participaram da grande refeição para suas casas e, segundo o evangelho, foi descansar um pouco.

Às 3 h da manhã, horário no qual quem é pescador desperta para a lida, Jesus se levanta e vai ao encontro dos apóstolos caminhando sobre as águas. Ao ver aquela cena incomum, os apóstolos chegam a pensar que estavam vendo fantasmas, coitados... ao mesmo tempo, o barco parecia virar por causa de grande tormenta.

Depois reconheceram o Mestre, o próprio Jesus fez com que o reconhecessem. E o inquieto Pedro pede uma prova:

- Se és tu, faze com que eu vá ao teu encontro

Jesus autoriza: vem!

Pedro foi, mas começou a duvidar do que estava acontecendo e por isso, começou a afundar. Então, desesperado grita: Senhor, salva-me.

Jesus lhe estendeu a mão, o tirou da água, não sem passar-lhe aquele bom pito: Homem de pouca fé!

Quando nos alimentamos de fé, podemos até caminhar sobre as águas. Do contrário, afundamos, sofremos, perecemos.
E nós? Somos de pouca ou de muita fé?



                      5 Minutos com Maria 
2 de setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A GRAÇA DE PODER PERDOAR

Mateus 18,15-35: A graça de poder perdoar 

Mesters, Lopes e Orofino

Quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nesta reflexão para o evangelho do próximo domingo, Jesus nos fala da necessidade de perdoar o irmão, a irmã. Não é fácil perdoar, pois certas mágoas continuam machucando o coração. Há pessoas que dizem: “Eu perdoo, mas não esqueço!” Rancor, tensões, brigas, opiniões diferentes, ofensas, provocações dificultam o perdão e a reconciliação.






1  Situando       

1. Leremos a segunda parte do Sermão da Comunidade e meditar sobre ela. Veremos os assuntos da correção fraterna (18,15-18), da oração em comum (18,19-20), do perdão (18,21-22) e a parábola do perdão sem limites (18,23-35).     

2. A organização das palavras de Jesus em cinco grandes Sermões mostra que, já no fim do primeiro século, as comunidades tinham formas bem concretas de catequese. O Sermão da Comunidade, por exemplo, traz instruções atualizadas de como proceder caso algum conflito surgisse entre os seus membros. Eram como cinco grandes setas no caminho que apontavam o rumo da caminhada e ofereciam critérios concretos para solucionar conflitos.    

2  Comentando

1.    Mateus 18,15-18: A correção fraterna e o poder de perdoar

Jesus traz normas simples e concretas de como proceder no caso de algum conflito na comunidade. Se um irmão ou uma irmã pecar, isto é, se tiver um comportamento não de acordo com a vida da comunidade, não se deve logo denunciá-los. Primeiro, procure conversar a sós. Procure saber os motivos do outro. Se não der resultado, leve mais duas ou três pessoas da comunidade, para ver se conseguem algum resultado. Só em caso extremo, deve levar o problema para a comunidade toda. E se a pessoa não quiser escutar a comunidade, que ela seja para você como um publicano ou pagão, isto é, como alguém que já não faz parte da comunidade. Não é você que a está excluindo, mas é a pessoa que se exclui a si mesma.

2.    Mateus 18,19: A oração em comum

Essa exclusão não significa que a pessoa seja abandonada à sua própria sorte. Ela pode estar separada da comunidade, mas não estará separada de Deus. Caso a conversa na comunidade não der resultado, e a pessoa não quiser integrar-se na vida da comunidade, resta o último recurso de rezar juntos ao Pai para conseguir a reconciliação. E Jesus garante que o Pai vai atender.

3.    Mateus 18,20: A presença de Jesus na comunidade

O motivo da certeza de ser ouvido é a promessa de Jesus: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estarei no meio deles!” Jesus diz que ele é o centro, o eixo, da comunidade e, como tal, junto com a comunidade estará rezando ao Pai, para que conceda o dom do retorno ao irmão ou à irmã que se excluiu.

4.    Mateus 18,21-22: Perdoar setenta vezes sete!

Diante das palavras de Jesus sobre a reconciliação, Pedro pergunta: “Quantas vezes devo perdoar? Sete vezes?” Sete é um número que indica uma perfeição e, no caso da proposta de Pedro, sete é sinônimo de sempre. Mas Jesus vai mais longe. Ele elimina todo e qualquer possível limite para o perdão: “Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete!” Pois não há proporção entre o amor de Deus para conosco e o nosso amor para com o irmão. Jesus conta uma parábola para esclarecer a sua resposta a Pedro.

5.    Mateus 18,23-35: A parábola do perdão sem limite

Dívida de dez mil talentos é 164 toneladas de ouro. Dívida de cem denários é de 30 gramas de ouro. Não existe meio de comparação entre os dois. Mesmo que o devedor junto com mulher e filhos fosse trabalhar a vida inteira, jamais seria capaz de juntar 164 toneladas de ouro. Diante do amor de Deus que perdoa gratuitamente nossa dívida de 164 toneladas de ouro, é nada mais que justo que nós perdoemos ao irmão a dividazinha de 30 gramas de ouro. E atenção! O único limite para a gratuidade da misericórdia de Deus é a nossa incapacidade de perdoar o irmão. (Mt 18,34; 6,15).

3. Alargando    

A comunidade como espaço alternativo de solidariedade e fraternidade

A sociedade do Império Romano era dura e sem coração, sem espaço para os pequenos. Estes buscavam um abrigo para o coração e não o encontravam. As sinagogas também eram exigentes e não ofereciam um lugar para eles. Nas comunidades, o rigor de alguns na observância da Lei levava para a convivência os mesmos critérios injustos da sociedade e da sinagoga. Assim, nas comunidades começaram a aparecer as mesmas divisões que existiam na sociedade e na sinagoga entre rico e pobre, dominação e submissão, falar e calar, carisma e poder, homem e mulher, raça e religião. Em vez de a comunidade ser um espaço de acolhimento, tornava-se um lugar de condenação. Juntando palavras de Jesus neste Sermão da Comunidade, Mateus quer iluminar a caminhada dos seguidores e das seguidoras de Jesus, para que as comunidades sejam um espaço alternativo de solidariedade e de fraternidade.

Devem ser uma boa-nova para os pobres.