domingo, 20 de abril de 2014

BONS DIAS DE SANTAS PÁSCOAS

Lembramos o episódio a respeito daqueles dois discípulos, um deles de nome Cléofas, que depois dos acontecimentos finalizados no Gólgota, desolados empreendiam volta para a cidade de Emaús.


Estavam desesperançados, tendo em vista que jogaram todas as suas fichas no êxito do reino que pensavam que Jesus tivesse vindo fundar e ao contrário, viram-no morrer de forma desumana e cruel sem que dos seus gestos desprendessem, segundo as suas cabecinhas, um mínimo sinal de que fosse o filho de Deus.

Durante a caminhada foram abordados por Jesus num encontro ao longo da estrada por onde comentavam o fato e iam muito tristes. Jesus interroga o que os deixava em tal estado e admirados eles respondemComo então, não sabe que Jesus, o grande Mestre, foi traído e morto covardemente?

Nesse ínterim, os dois chegam ao destino, enquanto Jesus demonstra propósito de prosseguir.

Mas não! Dizem, fazendo com que Jesus ficasse: fica conosco, Senhor, é tarde o dia declina e a noite já vem. Fica, vamos ceiar juntos. Jesus condecede e fica.

Já a mesa,  foi no momento em que tomando o pão, partiu-o,  foi reconhecido e os discípulos exultaram, mas Jesus desapareceu.

- Cara, bem que o nosso coração ardia enquanto Ele nos falava. É Ele, Jesus está vivo! Ressuscitou como disse. 

Supondo que todos tenhamos ressuscitado com Cristo, certamente só nos ocuparemos das coisas do alto. É bom estar muito atento para ouvir o que diz o outro, é a voz de Deus que arde no nosso coração enquanto ouvimos.


É assim, que todos os dias serão bons dias de Santas Páscoas.

sábado, 19 de abril de 2014

SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE


Naquele fórum, somente falariam quatro debatedoras, por dois minutos. A primeira favorecida transferiu seu tempo para outra, que a considerar pela aparência, coisa de neo fariseu, no entanto, impressionou pelas palavras recheadas de fina sabedoria e sutil conhecimento. 

A ela me referi, no artigo: “Lei Maria da Penha, ainda mera falácia”. Subsidia-me de novo, pois não é possível passar despercebida sua sapientíssima observação após ter contado as agruras pelas quais passa, resultado da impunidade que campeia, que beneficia o ex-marido e a alcança. Criticou então a “justiça”, lembrando: “no Hino Nacional se canta: “se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu, não foge a luta”. Interpreto: uma lutadora, sozinha cria os filhos, acredita no trabalho de artesã e no projeto “economia solidária”. Dispensa as tais “bolsas de tudo”, esmola de governo que prefere encabrestar a ensinar a pescar. E insinua: posso me cansar, Brasil, “não fugir da luta só é possível, se a clava forte da justiça for erguida”.
 
Ainda que possamos reconhecer as razões que o Judiciário sempre elenca em sua defesa, não se pode dizer que sua atuação tem sido resposta eficaz ao papel que lhe cabe na democracia. Não se tem havido à altura do poder que a Nação lhe outorgou, já que, é do povo que todo poder emana, nos termos da Constituição que prevê a forma de ingresso em tal sodalício.

Ao Judiciário particularmente se reservou o poder de punir, quando não o faz, concorre (este verbo tipifica a coautoria no Código Penal Brasileiro) para a multiplicidade de crimes, para a frequência com que são perpetrados, para a desorganização social, para o desequilíbrio das Instituições. Pior, quando se queda indiferente, ante fatos com todas as nuances das quais se revestem e provam que caminhamos para profundezas não dimensionadas, posto que inegável: o caos se instalou.

Entre muito mais: não se respeitam leis, ai estão os vândalos mascarados que driblam a polícia como bons atletas da bola driblam adversários para fazer gol e após dois saltos a frente, destroem tudo que visaram ou encontram. E voltam para onde moram, que lares não podem ser, felizes por serem suficientemente tão loucos, certos da impunidade.

Os papéis se inverteram.

Não se duvide do que diz uma mulher sábia e aquela nos lembrou. É de se temer, mas estamos todos na iminência funesta de fugir da luta, já que a indispensável clava forte da justiça jaz abaixada.

Marlusse Pestana Daher

Vitória, 28 de março de 2014 10:13. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ENCONTRO DO FILHO COM A MÃE

Quarta-feira da Semana Santa.
Adicionar legenda

As comemorações em muito lugares, nem todos, continua sendo com a realização da chamada “procissão do encontro”, solenidade que focaliza em especial, o momento em que a Virgem Maria depois que tomou conhecimento de que seu filho havia sido julgado e condenado à morte, em companhia de algumas amigas, entre elas Maria Madalena, aquela que muito amou, vai-lhe ao encontro e de fato, quando O vê, constata as atrocidades das quais foi vítima, a rudez dos açoites, da coroação de espinhos e o quanto estava abatido e humilhado por todo sofrimento que lhe foi causado.

Pode-se imaginar a dor experimentada por Maria ao ver o Filho naquela condição e é como se justifica a expressão colocada em seus lábios: vede se há dor maior que a minha dor.

Mas não se tem notícia de que Maria tenha aberto seus lábios para fazer qualquer tipo de queixa ou para falar contra, insultar ainda que minimamente, os agressores do seu Filho.

Cumpre seu papel de Mãe, permanecendo ao lado Dele, acompanhou-O pelo restante da via dolorosa. Permaneceu assim, viu-O cair e levantar-se, consolar as mulheres de Jerusalém, e nem ante a atroz crucificação, quando seus pés e mãos foram traspassados por pregos, a Mãe recuou.

Ficou no Gólgota, recebeu seu Filho morto nos braços e lhe deu sepultura.
Quem reflete sobre esta cena, descobre muitos outros aspectos e pode avaliar a profundidade do Sim que Maria proferiu na anunciação e foi repetindo durante toda sua vida, em cada momento que se fez necessário provar a mais perfeita comunhão de sua vontade com a vontade de Deus. 

Procuremos penetrar fundo no mistério de paixão, encontraremos razões para valorizar o preço do gesto da salvação operada por Jesus para resgatar-nos da morte e do pecado.


Boa Semana Santa!

terça-feira, 15 de abril de 2014

VOZES FEMININAS

Por J. G. de Araujo Jorge
1914 - 1987  Poeta e político. 
Para o observador desavisado, a impressão é a de que no Brasil de nossos dias, apenas um nome de mulher se impõe entre os grandes poetas, o de Cecília Meireles. Na verdade, ultimamente, a crítica brasileira tem esquecido injustamente muitos valores expressivos da nossa poesia feminina,   Ainda agora, ao lançar, inteiramente refundida, a terceira edição de “Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou”, volume I, poesia brasileira, contendo quatrocentos sonetos de todos os tempos e escolas, relendo suas provas comprovei essa realidade, diante de peças líricas da maior beleza e emoção, assinadas por nossas poetisas. E figuram no volume, entre outras, mais antigas, ou mais recentes: Amélia Tomás, Ana Amélia, Beatrix dos Reis Carvalho, Benedita de Melo, Carmem Cinira, Colombina (Ylde Schloembach), Corina Rebuá, Cíntia Castelo Branco, Francisca Júlia, Heli Menegali, Gilka Machado, Henriqueta Lisboa, Ilka Sanches, Itacy de Souza Teles, Lilinha Fernandes, Maria Eugênia Celso, Maria José Giglio, Maria José Aranha de Resende, Maria Sabina, Maria Teresa de Andrade Cunha, Nísia Nóbrega, Seleneh de Medeiros, Vivência Jambo da Costa, Vicentina de Carvalho, e mais algumas, todo um grupo de nomes, no mesmo plano em que se encontram nossos melhores poetas.
    Nas exíguas proporções de nossa crônica, gostaríamos de destacar quatro vozes líricas, de diapasões diferentes, inexplicavelmente silenciadas ou desconhecidas do grande público. Uma, já desaparecida; três delas, ainda em nosso convívio, muito embora seus cantos se percam na azoada vida contemporânea, onde música e ruído se confundem, onde poesia e charada se identificam.
   
Quem se lembra de Carmem Cinira? Carioca, falecida com menos de trinta anos, em 1933, seus versos eram publicados por jornais e revistas na última década de sua vida. De uma poesia simples, comunicativa, encontrou no soneto uma de suas formas preferidas de expressão. Selecionei de Carmem Cinira três sonetos para a antologia, um deles, realmente antológico, copiado nos cadernos de poesia, obrigatoriamente incluído em qualquer seleção no gênero. É o intitulado.

INCANSÁVEL
Velho sonho de amor que me fascina,                                                 causa das mágoas que me têm pungido                                                      e que, entanto, conservo na retina                                                      como a fonte de um bem inatingido... 

Flana velada, cântico em surdina  
de uma alma triste, um coração ferido,
nem pode haver linguagem que defina 
o que eu tenho, em silêncio padecido!  

Mas, ainda que mal recompensado      
meu amor há de sempre desculpar-te  
humilde, carinhoso, devotado...   

Bendito seja o dia em que te vi,  
pois não há maior glória do que amar-te      
nem melhor gozo que sofrer por ti!

    Citemos agora o nome de uma das maiores poetisas brasileiras de todos os tempos: Gilka Machado. De uma poesia sensorial, de ritmos quentes, pletórica de imagens, Gilka dá continuidade à melhor tradição de nossa sensibilidade e de nossa etnia. Permanece entretanto em silêncio, um injustificado silêncio que nos priva de seus versos tão cheios de belezas. E aqui fica uma pergunta aos nossos editores: porque não reeditar a obra de Gilka Machado, ou pelo menos um volume de suas poesias escolhidas?    
    Certos antolhos críticos, estreitas convenções estéticas vêm sufocando o que de melhor existe em nossas letras. Gilka Machado é uma vítima dessa “segregação”. Vou escolher ao acaso, um dos quatro sonetos que incluí na antologia:    

SONÊTO


Sob o céu, sobre o mar, dentre um profundo
silêncio de ermo, em meio às rochas nuas,   
aninhamos na noite, como duas   
aves, ébrios de nós, longe do mundo.   

Em teus olhos de treva ardiam luas;     
errava um cheiro, não sei onde oriundo;       
e minhas mãos, de tuas mãos no fundo,       
tinham desejos de morrer nas tuas.     

Sangrando luz, pendida a trança flava, 
uma estrela do além se despenhava...  
? Sorriste olhando-a, entristeci-me ao vê-la...

Com a alma em fogo, pela noite fria,   
em vertigens de amor eu me sentia     
rolar no abismo como aquela estrela.


    Destaquemos em seguida, aquela que poderíamos chamar de a nossa Virginia Vitorino: Benedita de Melo. Exímia sonetista, com um verso musical, tal como a grande poetisa portuguesa, Benedita de Melo possui apenas um livro publicado: “Luz da Minha Vida”. E é realmente a sua luz, pois a poetisa cega encontra na poesia seu iluminado mundo interior. Sua lírica vem valorizada pela capacidade de fixar conflitos psicológicos e situações do cotidiano. Um dos mais belos momentos de inspiração é este  

VERGONHA


- “Menina!” Disse alguém, no grande instante
em que era dividido em dois um ser...  
E essa palavra, pelo mundo avante,     
foi meu santo orgulho de viver... 

Ser menina. Ser moça. Ser constante.  
Ser caráter. Ser honra. Ser dever.       
Por mais tropeços que encontrasse adiante   
nunca me entristeci de ser mulher.      

Mas veio o Amor. Veio a traição ferina  
e todo o orgulho meu de ser menina,   
roubou-o a sorte, malfadada e crua;    

e veio a dor, e veio a mágoa, o tédio,  
e a vergonha escaldante e sem remédio       
de ter sido mulher para ser tua.
  Finalmente, uma outra poetisa de que poucos terão ouvido falar. E a razão é a mesma: possui também apenas um livro publicado. Uma coleção de poemas e sonetos líricos: “Primavera, Escuta...”
Conhecia-a há anos, muito mocinha, em Friburgo. Sei que se casou, que reside em São Paulo, que é uma dona-de-casa feliz, às voltas com todos os problemas rotineiros de um lar. Telefonou-me faz algum tempo, quando lancei a primeira edição da antologia, para agradecer-me o fato de “tê-la incluído entre tantos poetas consagrados”. Mas não fiz favor. Maria Teresa de Andrade Cunha, este o seu nome de solteira, o seu nome literário, disse-me também que não tem mais tempo para a poesia. Não acredito. Estou certo de que apenas recolhe o canto, até nova surpresa. É uma poetisa como as demais, neo-romântica, de expressão moderna. Se poesia é emoção e simplicidade, Maria Teresa faz poesia, e da mais pura. Vamos ouvi-la, numa homenagem à sua arte e à de Friburgo daquele tempo, com o seu soneto:


QUERIA QUE CHEGASSES    

Festiva, em frente, se ergue a serrania 
tocada de um dourado cambiante;       
queria que chegasses neste instante;    
nem sabes como está bonito o dia!      

Anda no ar transparente uma alegria   
uma alegria imensa, delirante...  
Como está perto o azul do céu distante!
Que perfume e que luz, na tarde fria!   

Queria que chegasses de surpresa.      
É tão maravilhosa a natureza,     
juncando esse caminho, há tanta flor!  

...Sairíamos juntos, devagar...    
Sem destino, sem pressa de voltar       
de mãos dadas, felizes, meu amor!      

(Crônicas.  de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"No Mundo da Poesia" Edição do Autor -1969 )


segunda-feira, 14 de abril de 2014

DOMINGO DE RAMOS


Como parte das celebrações que acontecem no período da quaresma se encontram os momentos que vivenciamos ontem: a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, ou seja, quando Jesus é aclamado rei pelo povo.

Naquele momento, montava um jumento. Jesus foi aclamado entre hosanas ao rei, pelos filhos de hebreus que portavam ramos de oliveira, dai o nome Domingo de Ramos.

Foi o momento de manifestas glórias que Jesus viveu, enquanto passava pela terra dos homens. Mas esta sensação ou certeza de ter um rei durou muito pouco.

Era o povo que depois esqueceria o que seus lábios disseram e ia preferir que Barrabás, ladrão inveterado e malfeitor fosse solto, ao invés de Jesus, quando a escolha foi deixada a seu critério.

Foi uma clara demonstração de que as massas se determinam na forma com que é provocada e repete o que ouve como se fosse realmente o que quer dizer.

E a história se repete, ainda hoje, as massas isto é, o povo dependente do resultado das ações ou atitudes de alguns, passa a se determinar na forma por esses sugerida.

Exemplo claro são os que recebem bolsa família, um programa que deve existir para ajudar quem precisa por um tempo apenas, até ser capaz de sustentar-se mas que fica para sempre, favorecendo a preguiça e o não querer ser o dono de si, assumir potencialmente  sua vida.

É ai que fica escravizado e no caso de eleição, por exemplo,  vota sempre em quem assim o favorece. Não vê que na verdade renunciou a ser dono de si mesmo, de sua vida, de sua capacidade de ser livre porque foi para  a liberdade que Cristo nos libertou.

Iniciamos a Semana Santa, desejo a você e a mim que a vivamos bem para que ressuscitemos com Cristo, no próximo domingo de Páscoa.





terça-feira, 8 de abril de 2014

REZE, MORTIFIQUE-SE E SIRVA.

O nosso coração só é preenchido e transformado verdadeiramente pelo poder do Espírito Santo; para isso, precisamos estar de coração aberto. Quando abrimos o coração para servir, o Senhor mesmo faz brotar em nós o amor. A partir daí, corremos o "risco" de sentir muita coisa, menos a sensação de vazio, porque ele é preenchido por Deus, que nos dá mais alegria do que qualquer coisa nesta vida. É um caminho concreto, que passa, pelo menos, por três etapas: a oração, a mortificação e o serviço.  

Você quer ser feliz? Então, reze, mortifique-se e sirva.

Orar para unir-se a Deus, pois sem Ele a sua força é pouca e fraca. A oração é a força que faz o céu vir a terra. Pela oração comovemos Deus a se inclinar sobre nós e tal qual fez outrora com o povo egípcio que ouvir o clamor com que o chamavam, o mesmo faz conosco. Mortificar-se, porque a pessoa que é do Senhor precisa matar em si o que não vem d'Ele. Mortificar-se é contrariar os maus desejos, é ser capaz de vencer as tentações que de todos os lados nos acediam, é romper com o pecado, saber contentar-se, não ceder às más inclinações.  O serviço é se colocar à disposição das pessoas para fazer o bem. Para servir devemos nos tornar capazes de servir, isto é, tornando realidade todas as capacidades que temos, ou seja, quanto mais soubermos, quanto mais nos capacitarmos, mais serviços somos capazes de prestar, sem esquecer que devemos agir com humildade e com o mesmo espírito que moveu Nossa Senhora, ou de disponibilidade total ao projeto de Deus.    

Podemos rezar em casa mesmo, encontrando sempre a hora e o lugar certos. O hábito de assistir a Santa Missa é como dizemos “uma bênção”.  Oração completa. Você quer fazer do seu dia um momento de oração e fechar todas as portas para o mal? Missa é Palavra e Eucaristia. Além de ouvir a Palavra de Deus, receber Jesus que se fez pão para nos alimentar. Depois disso, ofereça seu dia a Deus e faça o bem.



VERDADE NUA E CRUA


VALE A PENA LER !!

O REPOUSO 

Jacornélio M. Gonzaga (*)

Há alguns meses, meditava eu na orla do “Brazilian River Thames”, mais conhecido como Tietê, quando me veio à memória, possivelmente a olfativa, a imagem do GANGES, o sagrado rio hindu.  Perguntei-me então?  O que faço aqui em terras de Haddad, Marta, Ignácio, e muitos outros iletrados.  Por que não retorno a MOMBAI, na Índia, e termino meus estudos sobre o idioma Sânscrito.

 Vocês vão me inquirir: qual a razão da escolha dessa língua? Bem, o Sânscrito é uma língua indo-europeia do ramo indo-ariano.  Nela foram escritos os quatro Vedas (1200-900 AC) e durante dezessete séculos (VI AC – XI DC) foi a língua da literatura e da ciência hindus;  é mantida, ainda hoje, por razões culturais, como língua constitucional da Índia. Guarda algumas semelhanças com o latim e o grego.

A Constituição da Índia diz que o híndi e o inglês são as duas línguas oficiais da administração federal, mas reconhece outras vinte e uma com um status oficial especial.  De todas as vinte três, a que eu tenho a maior dificuldade de domínio é o inglês.

 Doido para me livrar das Marias do Rosário da vida e com medo dos trombadões de 17,99 anos, entrei em contato com oDepartamento de Sanskrit da Universidade de Mumbai, solicitando a aceitação de minha proposta de estudos.

De posse da resposta positiva, embarquei num avião da Malaysia Airlines com destino “certo” (?), ou seja, qualquer ponto ao sul do Oceano Índico.

A dez mil metros de altitude, envolvido em minhas meditações, comecei a “cair na real” de como estava ultrapassado.  Eu ainda era do tempo que Pasadena era uma cidade da Califórnia/USA, onde havia ocorrido a final da Copa do Mundo de Futebol de 1994 e os irmãos Van Halen se juntaram, em 1974, para formar a banda de mesmo nome.

Não! Passadena para a “glória” dos petralhas é uma refinaria localizada em outra Pasadena, a que fica no estado do Texas/USA, e que foi comprada, em 2005, pela empresa belga Astra Oil, por insignificantes US$ 42,5 milhões.  Em2006, esta mesma Pasadena, que não é a dos Van Halen, foi adquirida (50%) por Gabrielli, pela mixaria de US$ 360 milhões.  Em 2008, a Petrobras, de Gabrielli, e a Astra Oil se desentenderam e uma decisão judicial, baseada em claáusulas de contrato, obrigou a estatal brasileira a comprar, por US$ 1,18 bilhão, a parte que pertencia à empresa belga.

 Vejam as coincidências: Preocupado com o programa “fome zero” do Obama, que ia muito mal das pernas, o senhor Albert Frère, megaempresário belga, resolveu comprar, por intermédio da Astra Oil, uma refinaria obsoleta lá no Texas/USA, só para ajudar! Esqueci de informar que o Sr Albert é vice-presidente mundial e dono de 8% das ações da GDF Suez Global LNG, maior produtora privada de energia do planeta.

Fã do carnaval baiano, apaixonado por acarajé e aderente, de primeira hora, do lepo-lepo, o “bom belga” influenciou para que a GDF Suez (não é o GDF do Agnelo) fizesse alguns negócios com a PETROBRAS no Recôncavo Baiano e realizasse outros, em diversos estados do Brasil, por meio da Tractebel Energia.

 Esta empresa, que é a maior companhia privada de produção de energia na Ilha de Vera Cruz, e que tem 68,7% do seu capital social nas mãos da GDF Suez, doou, em 2006, R$ 300 mil reais para a reeleição do apedeuta.  Posteriormente, foi uma das patrocinadoras da grande obra cinematográfica  “Lula, o Filho...”.  Em 2010, para a eleição de Dilma, a Tractebel doou quase R$ 900 mil 

                              Coincidência  !!!!!!!!!

 Faço bem em refugiar-me em Mombai, não tenho mais estômago para aguentar a Senadora Gleisi Hoffmann dizer que a perda de valor das ações da PETROBRAS não é fruto da horripilante, trapaceira e “conchavista” administração petista e sim u’a manobra da oposição com a finalidade de privatizar a empresa petrolífera.

 Não terei mais que ver a exploração positiva na mídia dos atos de bravura do terrorista Carlos Eugênio Paz, o Clemente, ao mesmo tempo que as tardias revelações à Comissão Nacional da inVerdade, feitas pelo Dr Pablo (codinome, muito criativo, do TC Ref Paulo Manhães), um velho gagá, que é a cara do Saddam Hussein, são alcunhadas de vergonhosas.  Não terei mais a dúvida se vergonha foi o que Clemente fez ou se vergonhoso é o “arrependimento pablístico” e suas controvérsias.

 Não mais azedarei o meu pobre e combalido fígado ao saber que a Maria do Rosário, durante uma coletiva de imprensa, defendia o pior dos infernos contra os matadores de um homossexual e, ao tomar conhecimento que o crime havia sido perpetrado por menores, respondeu:  crime não, o que eles cometeram foi um ato infracional e, após apreciação pelo Judiciário, não serão penalizados, mas submetidos a medidas sócio-educativas”.  Indagada se a lei não estaria sendo branda demais com os bandidos, Maria respondeu:  “não são bandidos. São menores em conflito com a lei.  Em seguida, retirou-se da sala, fingindo estar a atender o celular, ignorando os avisos de um de seus 4218 assessores que a advertia sobre o aparelho, no qual fingia falar, era, na verdade, o controle remoto do ar-condicionado.

 Quando eu estiver hospedado em um dos 560 quartos do Taj Mahal Palace Hotel, certamente, não terei tempo nenhum para me preocupar com as colocações do psiquiatra Agenor Antão de Aragonés Antúlio, que afirmou que as Marias desequilibradas, quando confrontadas com situações reais, tendem a ter surtos melindrosos, mas que na maioria das vezes é mera retórica para fugir da situação complicada.

 Quando ouvir na 98,3 FM, Rádio Mirchi Mumbai, o trecho da canção ARDOR DO INFANTE - Vê, meu irmão, soa a metralha,sibilam balas a cantar”–  não vou ter mais nenhuma dúvida sobre a necessidade da presença do marido da Ministra Ideli Salvatti, na comissão técnica que foi à Rússia para verificar a qualidade de um sistema de defesa antiaérea.  O subtenente músico do Exército Brasileiro, Jeferson da Silva Figueiredo, munido de um diapasão, avaliará o sibilar da munição disparada pelo Pantsir-S1, sistema que custa o triplo dos modelos preferidos pelos Militares brasileiros.

 Pois é, é muito mais fácil, ler, escrever, falar e pensar em sânscrito do que entender a incomPTência e a linha coruPTa da condução dos destinos desse Brasil.  Sinceramente, mereço ou não mereço um repouso?

 (*) Jacornélio é tradutor juramentado nas línguas Panjabi e Tâmil.  Trabalhou por muito tempo na Companhia Britânica das Índias Orientais.

Revisão: Paul Essence e Paul Word Spin (in memoriam).


 Limpe a politica deste País, denunciando a corrupção de um petralha.  O Brasil agradece.