sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ENTRE COLINAS

A poetisa
e a imagem inspiradora

                                                            

O som
Vem das águas limpinhas
E os pássaros
Exibidamente livres
Lugar para esquecer a  dor
E a saudade
Manifestações inquietantes
Das minhas madrugadas.
 
Rosagil

 
 

COM FÉ, COMO MARIA

Maria se configura como o melhor modelo a ser imitado e seguido, para
caminhar com passos seguros pelos caminhos da fé. Basta reparar em algum aspecto de sua vida.

Aliás, na encíclica “A porta da fé”, o Papa Bento XVI diz: “Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus, na obediência de sua dedicação (Lc 1,38). Acolheu/acreditou.

Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em seu favor e em quantos Nele confiavam. Com alegria e trepidação deu a luz o seu Filho unigênito, mantendo intata sua virgindade. 

Confiando em José, seu esposo, levou Jesus para o Egito a fim de O salvar da perseguição de Herodes que O queria matar. Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu ao seu lado mesmo quando a tempestade no Gólgota se fez.

Foi também com fé, que Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus preservando no seu coração a memória de tudo, depois, igualmente, tudo transmitiu aos doze na oportunidade em que com eles esteve reunida no cenáculo para receberem o Espírito Santo.
Virgem da Penha, nossa alegria. 

Sob as bênçãos de Maria, a doce Mãe de todos os que foram redimidos pelo Filho, pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir Jesus.

Nós também somos convidados a uma vida de fé. Só mediante a fé seremos capazes de nos entregar ao projeto que Deus tem para nós e como a Mãe nos recomenda, não hesitarmos nunca em fazer sempre tudo aquilo que Ele nos disser. 







Verdade  

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar meia pessoa de cada vez
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade
voltava igualmente com o mesmo perfil.
E os meios perfis não coincidiam....
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.

Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.


Carlos Drummond de Andrade
                 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

UMA POESIA DE JUJU

Ao reler esta poesia deparei com uma alma que saboreia bons momentos, que não os esquece, que tem saudadades, que lamenta não se repetir naquele instante, mas está certa, por isto  esepra, que voltará a acontecer. Quase uma vida inteira, nesses versos.

Juju e Ric in love

Chegou mais uma páscoa.
Dia chuvoso e até um pouco triste.
No silêncio a brisa ecoa,
Os cantares e piados em coro persistem.


Contemplo cada canto solitário,
Sem crianças, sem filhos e sem abraços.
Porém os cantos variados e felizes
Lembram que a liberdade existe.


Que nem tudo em volta é triste
Que cada um tem seu tempo e espaço

Que todos temos uma história

Que viver, não é uma lenda apenas,

A gurerreira recreia. 
É real, é fugaz.


Os momentos ficam na doce memória

E o tempo implacável se encarrega

De construir e destruir lembranças

De fazer crescer as crianças

De conter o pranto de saudade

De fazer pensar na realidade
De acordar dos sonhos alegres

De despertar assim de leve

Num toque de carinho breve
Que outra páscoa virá

Que Jesus voltará

E quem sabe estaremos de novo juntos

Esperando para o almoço ou café da tarde
E desta vez não terá lugar a saudade

Dos momentos que vivemos.

E as flores coloridas

Vão adornando as feridas
Que o tempo deixou pra traz

Encerra a tarde um coral de pássaros,

Não foge à realidade, entra totalmente na de vovó.
Retornando aos ninhos, como na páscoa passada

Desta vez ninguém por  aqui passou...

Desta vez ninguém telefonou

Mas continuo no ninho

Macio, aquecido e cheio de amor

Para que os passarinhos retornem quando for.




Um ano após a páscoa de 2007, quando consegui  reunir os três filhos e todos os netos daquela época.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

LEMBRANÇAS DE TIA IDATILIA

Hoje faz um mês que minha tia Idatília nos deixou. Ela quis partir no mesmo
Ela. 
dia dos nossos cinco anos sem Hilda, quando continuo a repetir: e haja dor e haja saudade. Dia 20 de maio a tia completou 100 anos, carinhosamente comemorados com presença numerosa da família, ao menos mais três gerações depois dela.

Não sorria, achava que não precisava ter festa, até porque muito, muito pouco de vista lhe restava, e isto lhe dava uma certa tristeza. Ainda assim, não é que num ou noutro momento, mesmo com tal idade, pudesse ensaiar algum passinho titubeante à audição de um samba.

No dia 20 de setembro, li em algum lugar que era “DIA DO TIO” e disse a mamãe. Vou visitar titia (era a última, não é preciso citar nome). Mas não fui. Quando chegou o domingo, disse: hoje eu vou. Era uma sensação de dever a cumprir e teria ido mesmo, já estava tudo certo. Só não sabia que ela já estava hospitalizada, operada de uma fratura na perna em virtude de queda e que nossa velhinha começara a  apagar-se como se apaga uma velinha...

Uma prima me liga dando notícia (22/09/2013) de que estava internada, e porque ficou sabendo que ela não estava nada bem. Como fiquei sentida! Cerca de uma meia hora depois, Eliane, filha dela, me liga também e agora o veredito ouvido era o final. Chorei. 

E fiquei remoendo meus pensamentos. Puxa vida... como ela gostava de receber visitas... Quando ouvia a campainha, lá vinha, procurando a chave da porta para abri-la e no rosto o mais expressivo dos sorrisos.

Despedindo-se de tio Durval (104 a) em Curitiba
Gostava, gostava muito de ser visitada. Telefonava com frequência para mamãe e ainda que de forma muito menos intensa no último tempo, era ela quem dava as notícias de familiares ou amigos e mateenses que pudessem interessar à família.

Ainda ralava coco para fazer doce, cozinhava aquelas coisas boas para tomar café e gostava de servir essa bebida às suas visitas.  Tudo de forma intuitiva, não via.

Por que não a visitei antes?...

Em momentos semelhantes nossa sensação é sempre de quem se arrepende por não ter feito algo, aquela visita, dado aquele abraço, dito aquela palavra...

Uma parte é sim desatenção, mas há outra que fica por conta das invariáveis contingências da vida. Para não morrer de certa forma um pouco, o melhor é não ficar pensando tanto, ainda melhor é que não se deixe de encontrar tempo para demonstrar afeto, para dar alegria, para ir ao encontro de quem não pode mais ao nosso encontro vir. Fazer tudo o que puder ser feito, consciente é certo de que ninguém pode mesmo tudo fazer.

Ou como disse James Greene: “Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu o faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho."

Marlusse Pestana Daher

Vitória, 22 de outubro de 2013 14:00

domingo, 20 de outubro de 2013

DEUS É AMOR

A fé de Maria tem fundamento na certeza mais lúcida e profunda de que DEUS É AMOR. Foi por isto que não obstante tudo, não obstante  todas as avalanches que se projetaram contra seu Filho permaneceu inabalável na mesma fé, na sua confiança em Deus.
Todos precisamos ter um ponto no qual fixar nossa fé, caso contrário, haverá tempo em que somos todo entusiasmo na prática de coisas da vida espiritual: será o participar assiduamente de um grupo de oração, de encontros da RCC, ou de outro movimento desses que povoam nossa Igreja, mas no primeiro contratempo, ou no primeiro choque que nos atinja, tudo vai por água abaixo, tudo aquilo que era feito, todas as práticas piedosas ou devocionais perdem o sentido, acaba-se deixando tudo para lá.
Nossa Senhora aderiu ao projeto de Deus, consentindo que o Verbo de Deus se encarnasse no seu ventre. Sabia que ali estava o Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, portanto capaz de manter-se equidistante de quaisquer ataques advindos da insanidade dos homens.
No entanto, ainda recém-nascido, teve que fugir com Ele para o Egito para que não fosse morto por Herodes, à proporção que foi crescendo não via acontecer nada de especial em sua vida, ou que se tratasse do filho de Deus; teve que procurá-lo por três longos dias, quando o perdeu no caminho de volta de Jerusalém, só casualmente o reencontrando, discutindo com os doutores, ora veja-se!
E quando Ele iniciou sua vida pública? não tardou para que as hostilidades ao seu agir se revelassem. Teve que lidar com algum constrangimento como o das Bodas de Caná, ao pedir que desse um jeito em favor dos noivos para que não faltasse vinho e ouviu um seco: “minha hora ainda não chegou”, mas sai impávida dando àquelas palavras sentido outro, mais ou menos assim: “prepare o caminho” . De fato, vai aos que serviam e simplesmente aconselha: “façam tudo o que Ele mandar”.
E as calúnias, e a perseguição, e a condenação, e o correr ao seu encontro, quando lhe disseram que coroado de espinhos e carregando pesada cruz, Ele já estava a caminho do Gólgota? Lá, a tempestade se fez. Maria ouviu ferro batendo em ferro, viu quando a cruz foi erguida e o estremecimento do seu corpo, acompanhou cada contorcimento dele, composto de carne que se formara somente da sua, viu o jorrar da última gota de sangue, tudo.
O que terá sentido ao ouvir ecoar na amplidão aquele doloroso grito por que me abandonaste?
Ainda assim, sua fé prevaleceu e Maria não duvidou sequer por um instante, de que Deus é amor.
Marlusse Pestana Daher
Vitória, 20 de outubro de 2013  12:22

sábado, 19 de outubro de 2013

DESAFIOS DO DIREITO

Ao pedir a um colega que profira palestra para bacharelandos, sugeri como
tema: o profissional do direito ante os desafios do mundo contemporâneo.

Tais desafios são muitos e de muitos matizes, não se antepõem somente aos militantes do direito, mas a todos os jurisdicionados. O principal: lentidão das águas nas quais navegam todos os processos, dai não escapando sequer os que tramitam nos juizados especiais, pensados para desafogar a justiça comum e tornar mais célere a prestação jurisdicional.

Deparo-me   com fotografias tiradas por uma advogada nun único cartório de Vitoria e com seu comentário: "na semana passada fui ao fórum para dar andamento a um processo. Não resisti e fiz estas fotos dos processos conclusos. Tirem suas conclusões"! Alguém comentou: "Fico pensando que atrás de cada pacote deste  existem pessoas esperando uma respostas". E "penso que deve ser terrível também para os Juízes"!

Trata-se de uma realidade que vem desafiando e frustrando a vontade de Presidentes dos Tribunais, em cujos propósitos iniciais de gesão, invariavelmente, se inclui a celeridade processual.

Juiz de uma Vara como a dos processos fotografados, ao assumi-la, já encontra ali alguns milhares aos quais vão-se soamando os que são iniciados no curso de sua jurisdição e que vão representar por sua vez, carga ainda maior para aquele que o suceder.

Repete-se com frequência sobre a carência dos juízes. Até que se realizam concursos para novas admissões com regularidade, mas poucos logram aprovação o que é atribuído à incompetência, que considerada como causa única, discordo. Ocorre que se proceda a mais profunda, real, concreta e urtgente necessidade de mudar o modus faciendi para termos mais juízes.

Conheço inúmeros advogados e advogadas que seriam excelentes juízes e juízas se avaliados mediante outros critérios, máxime e mesmo, sem olvido do que dispõe o art. 37 da Constituição Federal.  São diligentes, têm bom senso, conhecem o direito dispõem enfim, de todos os critérios requeridos par auma efetiva prestação jurisdicional do Estado, dentro de tempo razoável, de modo que também o Judiciário dê exemplo daquela eficiência que nenhum organismo empresarial, religioso ou de qualquer outro tom, nos dias que correm renuncia, como forma de caminhar no mesmo passo pelas vias do desenvolvimento.

Criam-se comissões para praticamente estudar tudo, que tal, Desembargador Bizotto, criar uma comissão pra estudar um novo método para relziar concurso de provas e títulos para admitir juízes?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ENCONTRO DE TROVADORES E POETAS

Sucesso total o  Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores o próximo será em Novembro de 2014.
O Presidente Clério Borges e a Poetisa Valsema Rodrigues
 
Acadêmica Susi

Bárbara Pérez, Maria Dolores Pimentel e Magnólia  na primeira fila.


Momento expressivo

Diploma de Honra ao Mérito

Participantes
É como explode de emoção o Presidente Clério Borges que escreve: O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC e a Prefeitura Municipal de Ibiraçu através da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer realizaram de 04 a 06 de Outubro de 2013, na Cidade de Ibiraçu o X Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores que reuniu representantes de diversas cidades brasileiras. Uma festa maravilhosa, com belíssima apresentação do Coral da Arcelor Mittal Tubarão com o Maestro Adolfo Alves, Palestras, lançamento de livros, Serenata dos Trovadores pelas ruas da Cidade com o Coral Le Memorie e a Missa em Trovas que foi celebrada pelo Bispo Dom Décio Sossai Zandonade. Um Congresso que divulgou a Poesia e a Trova em geral. Fotos e Vídeos do Desfile dos Trovadores, da Sessão solene de abertura com a presença do Prefeito Duda Zanoti e da Troveata. Próximo Congresso em 2014 no primeiro final de semana de Novembro em cidade ainda a ser escolhida.
No final do evento foi assinada a Carta de Ibiraçu, documento que reivindica a Trova como bem imaterial de Cultura e que definiu a necessidade de que os Trovadores divulguem mais a Trova nas Escolas para que nova geração de trovadores venham a se formar. O Presidente da Comissão de elaboração da Carta de Ibiraçu foi o Trovador de Campos dos Goytacazes, RJ, Agostinho Rodrigues.
O X Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores foi um evento organizado pelo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins econômicos de divulgação da trova e da poesia em geral, com total apoio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de Ibiraçu, Secretário Marcelo Loureiro Moro e Gerente de Cultura, Rogério Pereira, comandados pelo Prefeito Duda Zanotti.
O Congresso foi realizado nos dias 4, 5 e 6 de Outubro, com grandiosa programação que incluiu, lançamento de livros, varal de poesias e trovas, exposição de artes plásticas, serenata e desfile dos poetas trovadores e Missa em Trovas que foi celebrada pelo Bispo de Colatina, Dom Décio Sossai Zandonade. O presidente do CTC é o poeta e trovador Clério José Borges de Sant Anna, autor de vários livros entre os quais, História da Serra e Dicionário Regional de Gírias e Jargões.
CONCURSO LITERÁRIO REALIZADO NO CONGRESSO BRASILEIRO DE POETAS TROVADORES EM IBIRAÇU-ES,NOS DIAS 03,04,05 DE OUTUBRO,PELA ACADEMIA MARATAIZENSE DE LETRAS. Comissão Julgadora:Comissão Julgadora: ROGÉRIO SALGADO DE MINAS GERAIS,IMMACULDA DE SERRA-ES;DINAIR SURDINE DE SERRA-ES;MAGNÓLIA SILVESTRE DE SERRA-ES; IRENEU BARONI DE BELO HORIZONTE E LEVI BASILIO DE SERRA-ES. Vencedores: 1º lugar- Poema: "Café da manha com poesia" da autora Marlúcia Brandão - Marataízes-ES; 2º Lugar- Poema "Beija-flor" da autora Fabiani Taylor-Piuma - ES; 3º Lugar- Poema "A busca" da autora Maria Dolores Pimentel Rezende de São José do Calçado-ES; 4º Lugar- Poema" Viver sonhando" de autoria de Ronald Mignone de Marataízes-ES; 5º Lugar-Poema" Solitária solidão" de autoria de Cimar Pinheiro de Dores do Rio Preto-ES.
  O QUE É TROVA
 
A Trova é uma composição poética, ou seja, uma poesia que deve obedecer as seguintes características: 1- Ser uma quadra. Ter quatro versos. Em poesia cada linha é denominada verso. 2- Cada verso deve ter sete sílabas poéticas. Cada verso deve ser setessilábico. As sílabas são contadas pelo som. 3- Ter sentido completo e independente. O autor da Trova deve colocar nos quatro versos toda a sua idéia. A Trova difere dos versos da Literatura de Cordel, onde em quadra ou sextilhas, o autor conta uma história que no final soma mais de cem versos ou seja, linhas. A Trova possui apenas 4 versos, ou seja, 4 linhas. 4- Ter rima. A rima poderá ser do primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto, no esquema ABAB, ou ainda, somente do segundo com o quarto, no esquema ABCB. Existem Trovas também nos esquemas de rimas ABBA e AABB.
 
Segundo o escritor Jorge Amado: "Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a Trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a Trova e o Trovador são imortais". Todo Trovador é poeta mas nem todo poeta é trovador. Nem todos poetas sabem metrificar, fazer o verso medido.
Poeta para ser Poeta precisa saber metrificação, saber contar o verso. Se não souber o que é escansão , ou seja, medir o verso, não é Poeta.
Eis alguns exemplos de Trovas:
 
Nesta casa tão singela
Onde mora um Trovador
É a mulher que manda nela
Porém nos dois manda o amor.
              Clério José Borges
 
Ficou pronta a criação
Sem um defeito sequer,
E atingiu a perfeição
Quando Deus fez a mulher.
     Eva Reis