quarta-feira, 4 de setembro de 2013

DISCURSO DE FABIANI

Um lindo pescador de olhos azuis um dia jogou sua tarrafa para fisgar os peixes do dia a dia, mas nela, ao invés do sustento, veio a sereia mãe que, com o seu canto, fisgou o pescador.
Entrelaçados num único anzol, destino selado pelo casamento, nasceram as três filhas. Sou a mais nova delas, presa na brisa do mar, com água salgada a me banhar.
E segui assim, na marola mansa da vida, até o tsunami de emoções inundar toda a minha praia.

Fabiani, primeira à esquerda.

Quando acordei, nas areias do desejo, o curso Ler e escrever Rubem Braga pressionou tanto o meu peito que, ao invés da água salgada, de minha boca jorraram as mais diversas palavras e a partir desse momento, surgiram minhas crônicas.
Foi uma crônica premiada ali, outra aqui e as mãos cada vez mais discorrendo sobre o papel, levando ternas palavras agora para os já assíduos leitores.
Em traçadas linhas, vou tatuando a literatura em meu ser e, ao mergulhar nesse maremoto, é preciso ancorar em algum porto e tecer mais uma rede, pescar novos peixes.
Assim, saí do porto de Piúma, naveguei até o rio cricaré e atraquei em mais um porto. Qual? Na Academia Mateense de letras, cadeira nº 8, patrona Cecília Meireles.
Número 8 que, escrito na horizontal, forma o símbolo do infinito, tão eterno quanto o grafite que rascunho esse texto, tão eterno quanto as palavras que ele desenha numa folha de papel e que agora sussurro para vocês tal qual minha patrona Cecília Meireles, singela como a aurora, música jogada ao vento, proliferando poesia em nossos corações.

Cecília Meireles
Então, nas espumas da maré, entre a calmaria e um mar de ressaca, vou dando formas às minhas crônicas, pois nas garatujas da vida é que entra o escritor, desmembrando essa ciranda das palavras, formando textos que além de tocar o coração, despertam nossa alma, através das janelas dos olhos, para o mundo.

Dessa forma, vou trilhando o meu caminho, cronicando estrada afora, com a mente cheia de expectativas por adentrar as portas da AMALETRAS e de que, aqui, não só encontrarei o aconchego literário, mas também eternos amigos. 

DISCURSO DE POSSE DE WANDA ALCKMIN

Discurso de Posse para a Academia de São Mateus

Excelentíssima senhora presidente da Academia Mateense de Letras, Dra Marlusse Pestana Daher, Digníssimos Acadêmicos, Autoridades presentes, meus senhores e
Wanda Alckmin
minhas senhoras,
Boa noite!
É com muita alegria que chego à cidade de São Mateus para pertencer a essa distinta e ilustre Academia de Letras, ocupando a cadeira número 08, e também para conhecer de perto essa linda e histórica cidade, sua gente e suas vidas.
Agradeço de coração, o convite da presidente Dra. Marlusse, pois ela deu-me a oportunidade de descobrir a riqueza de viver uma emoção. Esse sentimento que brota fundo como o petróleo encontrado aqui, que é o amor, que começa a nascer, quando nos damos  oportunidade de conhecer um lugar, sua história e sua gente.
Não sou filha da terra... Mas também, como alimento de raiz, quero aprofundar-me, quero deixar minha escrita nascer, depois vir à tona, e se banhar nessas belas praias... Quero tornar-me secular como essa cidade e rezar pelo povo em suas antigas igrejas.
Quero ser novamente batizada e aqui nesse rio Cricaré, rio que corre manso, rio de São Mateus, quero contar uma história diferente da ocorrida com os índios após batizados, como nos relata o  1° missionário, Afonso Brás, em sua carta em 1551: “os índios aqui encontrados , após receberem o batismo, fugiam e quando voltavam estavam piores e continuando em suas crenças e práticas de costumes.”
Quero é ficar, e crescer internamente sob esse sol  e perto dessa gente.
Dizem que o amor na idade madura é mais profundo e mais manso.  Estou me vendo assim, após conhecer São Mateus e ser de certa forma um pouco de tudo e todos. E agora vivenciando esse sentimento novo, estarei mais cheia de dedicação e força para criar e fazer muito por aqui, com os meus trabalhos e meus estudos.
A presidente Dra Marlusse, escolheu para ser a minha Patrona, a Francisca Edwiges Neves Gonzaga, ela presenteou-me com a Chiquinha Gonzaga, a compositora, a pianista, a arranjadora, a regente, esse ser que se experimentou em gêneros musicais, desde o maxixe até a música sacra.
“Chiquinha foi a Princesa Isabel, de nossa alforria musical” –já disse  ; Edgar de Alencar, jornalista e musicólogo.
Ela chegou ao mundo desafiando a vida, e por isso foi batizada às pressas, recebendo o nome da santa do dia, Francisca Edwiges, a 17 de outubro de 1847 na cidade do Rio de Janeiro.
Nasceu numa atmosfera de luz erguida por lampião a gás, e entre essa claridade nova, a luz de Chiquinha sofreu apagões, mas teve muito brilho e acordou muitos ritmos, e movimentou muitas cabeças e costumes da época.
“Aquela Chiquinha, é o diabo” – disse Lopes Trovão- jornalista e político abolicionista.
O pai, José Basileu Neves Gonzaga, resolveu contratar o cônego Trindade para a educação de Chiquinha nas: áreas de leitura, escrita, cálculo, catequismo, e para completá-la, - aulas de piano- dadas pelo maestro Lobo.  Seu tio paterno se chamava Antonio Eliseu, era flautista e animava as festas familiares. E assim, foi que começou Chiquinha...  Aos 11 anos estréia sua 1° composição “Canção dos Pastores” com versos de seu irmão mais moço, o Juca, juntamente com o tio.
Por demonstrar uma forte personalidade e uma inquietude constante, seu pai acreditou que ela só se acomodaria com um casamento marcado. E assim aos 16 anos, Francisca Edwiges casou-se com Jacinto Ribeiro Amaral, 24 anos, filho de comendador e negociante bem sucedido.
Com o início da Guerra do Paraguai, o marido comandante e sócio de um navio mercante é convocado para transportar o pessoal e equipamento para a guerra. O casal já tinha 02 filhos, João Gualberto e Maria do Patrocínio. O marido iludido com a possibilidade de manter controle sobre a esposa,tenta convencê-la a acompanhar-lhe, arranjando-lhe até um violão a bordo, para que ela não se sentisse afastada da música.  Mas as complicações se multiplicam e o marido lhe dá um ultimato: Ou ele ou a música. Ela lhe responde de maneira respeitosa, mas firme: “Pois, senhor meu marido, eu não entendo a vida sem harmonia”. Chiquinha dava nessa altura, por volta de 1868, um passo definitivo para se tornar mais que uma musicista, um vulto de nossa história.
Os 1°gêneros populares da música brasileira foram a modinha e o lundu. A modinha se encarregava do aspecto romântico e o lundu traduzia o humor e a sensualidade, e até a chegada da polca era essa a nossa música popular. A medida que as partituras de polca foram chegando e caindo no gosto dos pianistas, os músicos populares passaram a copiar aquele modelo de dança. Nessa transposição, foi acrescentado então, o sotaque exacerbadamente sentimental ligado à música portuguesa e uma malícia rítmica poderosa da presença de acentuações e antecipações do tempo forte, no ritmo dos escravos africanos, tornando tudo mais surpreendente e divertido. E dessa mistura nasceu o choro, e foi por essa via do flautista Callado, líder entre os chorões, que o choro aproxima de Chiquinha. Ela foi homenageada pelo flautista com a polca “ Querida por todos” em 1869.
Aos 23 anos de idade ela se entrega a paixão por João Batista Carvalho, engenheiro que trabalhava com a estrada de ferro. Vive-se com ele nos acampamentos de construção da estrada de ferro Mogiana, no interior de Minas entre 1871/1875. Dessa união nasce Alice. Acusada de adultério, Jacinto abre um processo de divórcio no Tribunal Eclesiástico, algo pouco comum e que a própria igreja não incentivava. Mas antes da sentença ser proferida, em 1877, Chiquinha já estava separada de Carvalhinho. A decepção com esse amor marcou para sempre, sua alma e sua música. A partir daí resolve se dedicar mais ainda a música, e nesse mesmo ano publica a polca “Atraente” em fevereiro de 1877 e em novembro já alcançava sua 15°edição. Chiquinha estava com 30 anos quando se tornou a 1° chorona e 1°pianeira, expressão originalmente pejorativa, usada para pianista de música popular. Mais tarde chegam-lhe outros sucessos, com as valsas “Desalento” e “Harmonia do coração”, e a polca “ Não insistas rapariga e, o tango” Sedutor”.
Além de divorciada, profissional da música, que já era motivo de escândalo, ela ainda se vestia de forma nada convencional, pois inventava e fazia seus vestidos e ainda arranjos para os seus cabelos, tornando tudo muito original.
Chega-lhe ainda mais outro grande sucesso ; a polca “Sultana”que lhe rendeu muitos elogios no jornal do Comércio.
Chiquinha mesmo com toda sua vida musical em as ascensão, precisava complementar sua renda, e assim dava aulas a domicílio de piano, canto, francês, geografia, história e português. Ainda arranjava tempo de se dedicar a causa Abolicionista, e fez de tudo nesse movimento e esteve presente até na substituição popular que financiou a doação da pena de ouro que assinou a Lei Áurea.
Com a morte de Callado, seu protetor no meio social e cultural, Chiquinha procura se aperfeiçoar no piano com Artur Napoleão, que se torna seu editor e assim procura veículos de mais divulgação. Encontra então o Teatro de Variedades. O teatro musicado popular vai ganhando público, e Chiquinha sempre sintonizada com as novidades e atenta ao gosto do público, vê ali sua chance, e firme no projeto, se torna a maestrina da Pça Tiradentes. A conquista do reconhecimento como maestrina teve sabor especial em sua vida. Um espetáculo com música de Francisca Gonzaga era garantia de casa cheia. O segredo do sucesso de Chiquinha e do teatro popular era fazer a cidade se ver no palco.

Chiquinha, no entardecer da vida.

A vida profissional parecia-lhe ir de vento em popa, mas a sua vida pessoal estava sem a proteção da família. Chiquinha procurava no meio artístico agora, quem pudesse protegê-la e prestigiá-la. E desta a vez, encontra Carlos Gomes de quem se torna amiga e cuja admiração irá protegê-la da má vontade que os eruditos do Conservatório tinham com sua  música.
Chiquinha jovem.


                                                                                                                                                                                                                       
Os trabalhos foram se sucedendo até que na opereta burlesca de costumes nacionais “Zizinha Maxixe”, de 1895, apareceu no final do terceiro ato o “cateretê-corta-jaca/ Gaúcho”, -  mais tarde editado como  “Gaúcho-tango”, que acabaria se tornando no final conhecido como “Corta-jaca”, um grande sucesso de Chiquinha que até hoje está entre o repertório mais usual das rodas de choro. Quatro anos depois, ela usa de sua aguçada sensibilidade e cria a 1°música de carnaval, Ó Abre Alas....que eu quero passar....melodia simples para versos curtos...e nascia assim... a música carnavalesca brasileira.
Nesse tempo Chiquinha morava no bairro Andaraí e pra lá muda o farmacêutico e teatrólogo Ernesto de Sousa, que gostava de reunir aos sábados jovens estudantes e músicos amadores do conjunto no Clube Euterpe, ou Estudantina Euterpe . Chiquinha tinha facilidade de conviver com os estudantes e acabou conquistando um deles de forma arrebatadora e definitiva: João Batista Fernandes Lage, de 16 anos, nascido ao norte de Portugal. Chiquinha estava perto dos seus 50 anos.
A estabilidade dessa união e a dedicação que João Batista lhe devotou até o final da vida foram um descanso para o coração sofrido da compositora. Chiquinha inicia uma série de viagens à Europa, sempre pensando em ampliar seu horizonte de trabalho. Durante 03 anos escreveu para montagens teatrais de Lisboa e do Porto e obteve seu maior êxito com a ópera cômica: “A Bota do diabo.” Mas em maio de 1909 ela retorna para o Rio de Janeiro e encontra uma cidade remodelada e mais cosmopolita, o Rio com cara de metrópole de primeiro mundo.
A novidade da chegada dos 1°s projetores de cinema, gerou uma reação nos teatros que se sentiram ameaçados. Faz-se necessário mudanças, nas peças que se tornaram mais rápidas e mais curtas. A maestrina retornou para o seu trabalho imediatamente, e continuou sintonizada com o gosto dos cariocas. Escreveu partituras elogiadas para peças como “Manobras do amor”, “Colégio de senhoritas”e a imprensa já se referia à música desses espetáculos como sendo: a do “estilo de Chiquinha Gonzaga”.
Em 1911, dois jovens autores procuram a maestrina com uma idéia diferente: uma peça que mostrasse os costumes do bairro popular da Cidade Nova, não só através de música e dança mas também com gírias e expressões típicas. Chiquinha gosta da proposta e usa seu prestígio pessoal para convencer a companhia de Teatro São José a montar “Forrobo-dó: um choro na Cidade Nova. O sucesso foi retumbante, o “maior”da maestrina no teatro. O sucesso de Chiquinha nos teatros da Pça Tiradentes prosseguiu ainda por vários anos, até que o cinema falado fizesse o gênero sucumbir. Dois anos depois do sucesso de “Forrobo-dó” Chiquinha voltou à primeira página dos jornais com mais um feito. Dessa vez quebrando barreiras sociais que impediam a música popular de entrar em certos ambientes.  Houve uma festa no Palácio do Catete, e lá se tocou o “Corta-Jaca”. Foi um escândalo, que a imprensa não perdoou, mas Chiquinha quebrava mais uma barreira.   
Sempre preocupada em garantir seu sustento, nossa compositora foi  pioneiríssima na defesa do direito autoral, e juntamente com vários autores de peças Teatrais, ajudou a fundar em 1917 a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais  a –SBAT, entidade pioneira no Brasil.    Dois anos depois colheu seu derradeiro sucesso nos teatros da cidade com a peça de costumes regionais “Jurity”, escrita por Viriato Corrêa.   Chiquinha ainda se aventura juntamente com o marido no terreno fonográfico.  Abrem uma fábrica de discos nos fundos da casa onde moravam e ainda lançam artistas importantes como Francisco Alves e o compositor Sinhô, através de gravações do “Bloco do Fala Meu Loro” e do Grupo dos Africanos . Os discos tinham selos Popular e Jurity.                                                                                                                         Em 1933 escreve sua última opereta, “Maria”, com o libreto de Viriato Corrêa, totalizando 77 trabalhos para o teatro, uma marca difícil de ser igualada.
Durante os longos anos de uma existência de lutas mas com bastantes vitórias, Chiquinha Gonzaga, também vivencia grandes homenagens ao seu trabalho. Todavia, em um tempo de sua vida, ela se recolhe em seu apartamento na Pça Tiradentes. Local este, onde só João Batista tinha acesso. E ali, neste apartamento num fim de tarde, na antevéspera do carnaval, numa quinta-feira, 28 de fevereiro de 1935, morre Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga, com seus 88 anos de idade.  
Tanto no tratamento respeitoso dos cameristas eruditos, quanto na alegria espontânea dos chorões do século XXI, a música de Chiquinha “SEGUIRÁ VIVA “,  e sempre pedirá o “Ó ABRE ELAS” para ela, a Chiquinha Gonzaga passar, e continuar nos ensinando muito  sobre a identidade musical brasileira.                          

Muito obrigada à todos pela atenção.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

CONCURSO DE POESIAS - LIBERDADE

ACADEMIA MATEENSE DE LETRAS

EDITAL 04/2013

 “PRÊMIO VALOR  DA LIBERDADE”

A Academia Mateense de Letras – AMALETRAS - torna público que estarão abertas até o dia 30 de novembro de 2013, inscrições para o seu 3° concurso de poesias, este, entre ressocializandos do Penitenciária de São Mateus - ES.


I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

 Art. 1º O concurso premiará a melhor poesia que deve versar sobre o tema: Liberdade.

 Art. 2º O Concurso é aberto à participação de qualquer interessado na referida condição e escrito em língua portuguesa.

 
II – DA INSCRIÇÃO.

 
Art. 3º A inscrição será realizada mediante entrega do poema na Biblioteca da Penitenciária ou onde determinar a Direção.

 
Art. 4º Só serão considerados as poesias entregues até 18 horas do dia 30 de novembro de 2013. No dia seguinte, serão apanhadas por representante da AMALETRAS.
 

III – DA APRESENTAÇÃO.

 
Art. 5º A POESIA poderá estar escrita a mão e basta uma via.  Desta via só constará o número do protocolo.

 
Art. 6° A inteira qualificação do participante deverá permanecer aos cuidados da direção ou pessoa por ele indicada.

 
IV- DA COMISSÃO JULGADORA

 
Art. 8° O julgamento das poesias será realizado por Comissão formada por três membros de Academia de Letras a serem convidados.

Art. 9° Na apreciação das poesias a Comissão adotará os seguintes critérios: clareza e pertinência com o tema apresentado.

 
Art. 10.  O concorrente que melhor corresponder aos critérios de avaliação, a juízo da Comissão, será considerado vencedor.  

 
Art. 11. O julgamento do qual não caberá recurso será realizado até o dia 20 de dezembro de 2013 e seu resultado, divulgado nas vinte e quatro horas seguintes.

 
VI- DA PREMIAÇÃO.

 
Art. 12. O primeiro classificado receberá uma medalha “ANO LITERÁRIO RUBEM BRAGA”, diploma e dois livros; o segundo receberá diploma de honra ao mérito e dois livros.


Art. 13 A premiação será entregue em solenidade da AMALETRAS a se realizar no ambiente respectivo em dia autorizado pela Direção.

 
Art. 14 As poesias poderão ser publicadas a critério da AMALETRAS na forma mais viável, respeitados os direitos autorais.

 
Art. 15 Casos omissos serão dirimidos pela Comissão avaliadora.

 
São Mateus, 3 de setembro de 2013.

 Marlusse Pestana Daher     
 Presidente

ALEGRIA

Alegria, alegria, alegria,
poderia ser o nome dado aqueles momentos mágicos que passamos juntos desde a entrada ao salão do teatro, até a saída dele.
Tudo o que aconteceu lá foi de muito significado, pois todos estavam
Wanda, Marlusse e Gilsea.
comungados com  a mesma energia. Nunca tinha ido a uma solenidade que o público fosse tão identificado em sentimentos com os homenageados.
Parecíamos uma grande  família. E muito se deve a você Marlusse que conduziu tudo com muita classe , leveza e alegria.
Parabéns para você, para os homenageados, os empossados, os artistas que se apresentaram e aos presentes que nos prestigiaram. 
Realmente São Mateus estava em festa e São Benedito abençoou a todos nós.
Obrigada pelo seu carinho e sua dedicação impar nos mostrando as belezas e as delícias da cidade de São Mateus.
Beijos e até qualquer dia de novo, onde estaremos com alegria, alegria, alegria, recebendo outros confreires ou discutindo idéias, e trabalhos para a cidade que tão carinhosamente nos acolheu. 
Bjo.
Wanda Alckmin

MENSAGEM DE UMA QUERIDA AMIGA QUE VIU OS VÍDEOS AMALETRAS

 Que beleza de trabalho, amiga querida, você com sua característica de sensibilidade e pioneirismo abrindo os caminhos da santa terrinha...Parabéns! Meu  pai certamente está torcendo por você, de onde ele estiver...
Parabéns por levar a felicidade e o estímulo ao povo talentoso da região...
Que a semente que plantou, com tanto amor, continue a produzir frutos de grande valor, Deus a abençoe sempre e ao seu trabalho.
Todo carinho da amiga de sempre

Ady Gomes Lencastre
 

QUERIDOS AMALETRISTAS


 São Mateus, 03 de setembro de 2013.

Queridos Amaletristas

 
Creio que todos ainda estejamos sob o enlevo das alegrias provadas durante a solenidade de comemoração do nosso 1° Aniversário de Revitalização, oportunidade na qual, recepcionamos por acréscimo, onze valorosas personalidades do mundo literário que vêm somar nossos ideais e objetivos.

Para mim, foi uma recompensa que não tem preço, o sorriso que brotou e permaneceu nos lábios de cada um durante todo o tempo em que se desenrolaram os atos respectivos. Se sonhar já é bom, ainda mais o é, realizar tal sonho.

As fotografias são testemunho e permanecerão dizendo para sempre daqueles momentos mágicos.

Agradeço-lhes por vocês e por tudo, pelas fotos, pelos vídeos, porque vocês vieram somar conosco.

Estou certa de que se consolidaram laços fortes de uma amizade bonita e que nenhum de nós fugirá a luta por uma literatura capixaba e de qualidade, para despertar em muitos a importância de ler.

Com todo meu carinho e as mais efusivas

saudações literárias.

 Marlusse Pestana Daher                                                                                   Presidente
 

domingo, 1 de setembro de 2013

1° ANIVERSARIO REVITALIZAÇÃO AMALETRAS


O Jornal Folha Acadêmica publicou a notícia com foto dos três primeiros acadêmicos
e dos seis empossados em agosto de 2012.
Três já deixaram o Silogeu.

Bárbara Perez e André Luiz

Depois da condecoração

Gilcea Rosa, Marlusse Daher e Maria Dolores
Acadêmicos e homenageados


Cesar Domiciano com a Profa. Lindamar e a Ac Eliane Auer


Acadêmico Sebastião Pereira outorga a Medalha a
Glória Perez


Foto Oficial

Foto Oficial 2


Amaletristas Presidentes: Clério Borges, Serra - Andra Valladares, Vila Velha -
Marlusse Daher, São Mates - Bárbara Péres, Marataízes.



Marlusse Daher, Gilsea Rosa, Wanda Alckmin e Andra Valladares


Houve unanimidade no dizer que se tratou de uma cerimônia inesquecível.
 
A emoção me impede dizer alguma coisa.
 
O 1° Secretário da AMALETRAS, Jonas Bonomo, registra em ata:
 

Aos trinta e um dias do mês de agosto do ano de dois mil e treze, por volta das dezenove horas e quarenta minutos, no auditório do Salão São Benedito, sito na Praça São Benedito, no Centro em São Mateus – ES iniciou-se a celebração da reunião extraordinária da Academia Mateense de Letras, AMALETRAS a qual teve como especial objetivo, programar celebrar um ano de aniversário e ao mesmo tempo empossar novos acadêmicos e correspondentes do município de São Mateus e do Estado do Espírito Santo. Todos os acadêmicos foram convocados para o dia e o local citado. Presentes, Srª. Marlusse Pestana Daher, Sr. Jonas Bonomo, Srª. Eliane Queiroz Auer, Sr. Sebastião Pereira, Sr. Eliezer Ortolani Nardoto e Srª. Adriana Pim, acadêmicos da Amaletras que compuseram a mesa e recepcionaram os convidados. Os demais acadêmicos não justificaram suas ausências. A presidente Senhora Marlusse procedeu a abertura da reunião desejando boas vindas a todos. Sugeriu que a acadêmica e Diretora de Divulgação da AMALETRAS a Senhora Eliane Auer procedesse a abertura e leitura do currículo dos novos correspondentes. Assim leu a acadêmica: “Sejam todos bem-vindos a Academia Mateense de Letras, local de cultura e de convivência com as letras  onde chegaram  devido aos méritos de criações literárias. Quero acrescentar que cada obra concebida e realizada passa a pertencer  aos leitores  uma vez que  a emoção dos escritos faz parte da história de cada um de nós. Lembrando a nossa imortal Herinéa Lima Oliveira sócia-fundadora da  AMALETRAS:  “Na vida as coisas acontecem inesperadamente. Sem que a gente se aperceba como ou porque. Sorrateiramente, como um ladrão que invade a nossa casa, aproveitando-se da calada da noite, pegando-nos desprotegidos e incautos. E quando nos damos conta, já aconteceu. O que está feito está. Não há como voltar atrás, reconsiderar. Depois de tudo só as lembranças que pululam em nossas mentes. Lembranças... Nada mais e quem sabe, um dia estas lembranças serão arrefecidas pelo tempo. Inexorável esmaecendo em densas névoas. A vida é assim. Um amontoado de surpresas boas ou más e quem sem dúvidas deixam sulcos profundos em nosso ser. Uma coisa é certa. Ninguém se furta do inusitado. E quem ousa, ah! Quem ousa! “Não provará jamais o gosto doce ou acre desta sensação.” Herinéa Lima em 28/09/1992.  Continuou lendo compassadamente a acadêmica: “É com carinho e de braços abertos que a Academia Mateense de Letras recebe e apresenta os novos sócios correspondentes: César Domiciano: nasceu em Mogi-Guaçú, São Paulo. Cresceu e se alfabetizou através da literatura de cordel. Faz parte daquela safra de poetas populares que, apesar de serem da cidade, tem na alma o sabor do sertão, do que é simples e do que é belo. Foi através do versejar que esse poeta construir sua militância cultural. Seu primeiro livreto foi 1975: "Meu Encontro com a porca do Embu", editado em Embu das Artes, mas foi em 1987 com o livreto “Circo Marimbondo” que ganha reconhecimento como poeta da cidade. Heliana Mara Soares, ocupa o cargo de presidente na Academia Guaçuiense de Letras e Cultura. É natural do município de Guaçuí, no Estado do Espírito Santo. É escritora amadora e poetisa. É a presidente da Academia Guaçuiense de Letras e Cultura, ocupando a cadeira cuja patrona é Vilma Paraíso Pereira Almada. Clério José Borges, Poeta Trovador Escritor Capixaba. Clube dos Trovadores Capixabas; Fundador e Presidente do Clube dos Trovadores Capixaba, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Poesia e da Trova, fundado a 1º de Julho de 1980, no Espírito Santo. Bárbara Perez, Presidente da Academia Marataizense de Letras. Sua  preferência literária: Romance, conto, poesia. Publicou alguns trabalhos literários em São José do Calçado e Marataízes (ES). Seus autores preferidos  são: Clarice Lispector, Fernando Pessoa, preferencialmente todos os autores capixabas. Kátia Maria Bobbio Lima, nasceu aos 3 de maio de 1960 em Conceição da Barra, norte do Estado do Espírito Santo. Filha de Paulo José de Lima e Daria Bobbio Lima que lhe deram 4 irmãos: Frederico, Paulo, Cynthia e Rita. Em 1996 a família ganhou um presente: uma menina chamada Paula. Kátia passou a infância e a adolescência envolta com tradições da sua terra natal. Cordelista  com inúmeras publicações e artista plástica registra em telas e nos cordéis a beleza. Registra os dias, na caneta e no pincel. Texto e paisagem. Escrita e tela, quantos forem necessários para imortalizar o fato. Wanda Maria Bernardi Capistrano Alckmin é natural de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, nasceu em 02/01/1952. Radicada há anos em Vitória-ES, dedica-se a intensa atividade literária. Cursou Desenho, pela Escola Guinhart em Belo Horizonte. Nos Estados Unidos fez curso de inglês para estrangeiros na Universidade do Arizona. Foi Vice-presidente da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, é membro da Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB). É membro do IHGES, Membro do Clube de Trova de Cariacica (CTCES). Elza Lima é Natural de Ladainha em Minas Gerais. Formada em Pedagogia. Tem dois livros publicados: "Amar em todos os tempos" e “Segredos em forma de versos”. Maria Dolores Pimentel de Rezende, Condessa, Dama Grã - Cruz de Justiça, Comendadora, Professora de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Língua Inglesa, poetisa, cronista, historiadora, artista plástica, Ministra Extraordinária da Pregação da Palavra de Deus (Diocese Cachoeiro de Itapemirim-ES). Capixaba, natural de São José do Calçado-ES, viúva. Gosta de dizer que sua obra prima é o filho, Dr. Lanussy Pimentel de Rezende, que lhe deu dois lindos netos, Carlus Eduardo e Guilherme Suhett Pimentel de Rezende. Acredita no recomeçar a cada amanhecer. André Luís Soares, nasceu em Brasília em 6 de outubro de 1964, mas criou-se no Rio de Janeiro, sob a influência poético-musical da bela Copacabana dos anos 70 e 80. De volta à Capital Federal na adolescência, estudou Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Brasília; abriu escritório de consultoria, onde trabalhou por mais de quinze anos. Quanto à arte, envolveu-se com o teatro local e, em 2004, sua peça ‘Livre Negociação’ ficou em quarto lugar no concurso do SESC/DF, sendo apresentada mais de cinqüenta vezes. Em 2005 mudou-se para Guarapari (ES), onde sua produção literária ganhou intensidade. Andra Valladares nasceu em Governador Valadares/MG, em 24/09/1971, é filha de Sandra Maria Sarmento e Benedito Manoel Sarmento. Formou-se em Direito em 1995 na Universidade de Vila Velha e exerce a profissão de advogada. Paralelamente, atua no segmento artístico/cultural como poeta, escritora, cantora e compositora. Em janeiro/2012 lançou seu primeiro trabalho autoral “CD ANDRA VALLADARES”, cujo projeto que havia sido contemplado pela Lei Cultura e Arte de Vila Velha em 2009.  Sua família paterna possui profundos laços com a história do Estado do Espírito Santo, seu trisavô Padre Francisco Antunes de Siqueira (1832-1897) foi deputado, poeta, filólogo, dramaturgo e cantor. Seu nome foi imortalizado na condição de patrono da cadeira nº 16 da Academia Espírito-Santense de Letras e também da uma cadeira nº 39 na Academia de Letras Humberto de Campos (Vila Velha/ES). Fabiani Rodrigues Taylor Costa é natural de Iconha (ES). Filha de  Reinaldo Nery Taylor e Izabel Rodrigues Taylor, casada e residente em Piúma (ES). Graduada em Língua Portuguesa e Literatura. Foi vencedora dos concursos: Anette Castro, da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, com a crônica “Cartas”, em 2013 concurso medalha Cora Coralina, da Academia Mateense de Letras, com o artigo “Vários tons de liberdade”, em 2013. Gilcéa Rosa de Souza nasceu no município de São José do Calçado, no Estado do Espírito Santo, em 03/12. Graduada em Letras, Pós-graduada em Planejamento Educacional, Língua Portuguesa e em Educação Especial Inclusiva com ênfase em Deficiências descobriu sua paixão pela poesia. Trabalhos publicados no jornal A Ordem, de sua cidade natal em pacotes culturais denominados PURA POESIA, numa Coletânea de Poetas Calçadenses, volumes I, II, III e IV -1989. Participação na Antologia Poética de Cidades Brasileiras. Sejam todos bem vindos.” Finalizou a acadêmica. Na sequência a presidente iniciou a diplomação aos correspondentes e a entrega de medalha comemorativa ao primeiro ano de aniversário da AMALETRAS. Os correspondentes discorreram seus discursos, demonstraram amor e interesse pela cidade de São Mateus e completamente agradecidos pelo convite de participar desta nobre Academia de literatos do Espírito Santo. A presidente condecorou várias personalidades mateenses da educação, da cutura, da literatura, das letras e outras autoridades comprometidas com o desenvolvimento intelectual do nosso povo. Por fim o acadêmico César Domiciano, agradecido com o convite, ofereceu a poesia de seus pupilos, estudantes de artes e línguas do Projeto Araçá. Três pequenos poetas recitaram poesias lindas, fortes, reflexivas. Uma performance surpreendente e animadora da poesia e da literatura dita em verbos. Finalizando com chave de ouro, a  presidente cantou, à capela, a canção “Luar de São Mateus”. Nada mais havendo a tratar, eu, Jonas Bonomo, lavrei a presente data que depois de lida, se aprovada, será assinada pelos que participaram da reunião.