domingo, 1 de setembro de 2013

1° ANIVERSARIO REVITALIZAÇÃO AMALETRAS


O Jornal Folha Acadêmica publicou a notícia com foto dos três primeiros acadêmicos
e dos seis empossados em agosto de 2012.
Três já deixaram o Silogeu.

Bárbara Perez e André Luiz

Depois da condecoração

Gilcea Rosa, Marlusse Daher e Maria Dolores
Acadêmicos e homenageados


Cesar Domiciano com a Profa. Lindamar e a Ac Eliane Auer


Acadêmico Sebastião Pereira outorga a Medalha a
Glória Perez


Foto Oficial

Foto Oficial 2


Amaletristas Presidentes: Clério Borges, Serra - Andra Valladares, Vila Velha -
Marlusse Daher, São Mates - Bárbara Péres, Marataízes.



Marlusse Daher, Gilsea Rosa, Wanda Alckmin e Andra Valladares


Houve unanimidade no dizer que se tratou de uma cerimônia inesquecível.
 
A emoção me impede dizer alguma coisa.
 
O 1° Secretário da AMALETRAS, Jonas Bonomo, registra em ata:
 

Aos trinta e um dias do mês de agosto do ano de dois mil e treze, por volta das dezenove horas e quarenta minutos, no auditório do Salão São Benedito, sito na Praça São Benedito, no Centro em São Mateus – ES iniciou-se a celebração da reunião extraordinária da Academia Mateense de Letras, AMALETRAS a qual teve como especial objetivo, programar celebrar um ano de aniversário e ao mesmo tempo empossar novos acadêmicos e correspondentes do município de São Mateus e do Estado do Espírito Santo. Todos os acadêmicos foram convocados para o dia e o local citado. Presentes, Srª. Marlusse Pestana Daher, Sr. Jonas Bonomo, Srª. Eliane Queiroz Auer, Sr. Sebastião Pereira, Sr. Eliezer Ortolani Nardoto e Srª. Adriana Pim, acadêmicos da Amaletras que compuseram a mesa e recepcionaram os convidados. Os demais acadêmicos não justificaram suas ausências. A presidente Senhora Marlusse procedeu a abertura da reunião desejando boas vindas a todos. Sugeriu que a acadêmica e Diretora de Divulgação da AMALETRAS a Senhora Eliane Auer procedesse a abertura e leitura do currículo dos novos correspondentes. Assim leu a acadêmica: “Sejam todos bem-vindos a Academia Mateense de Letras, local de cultura e de convivência com as letras  onde chegaram  devido aos méritos de criações literárias. Quero acrescentar que cada obra concebida e realizada passa a pertencer  aos leitores  uma vez que  a emoção dos escritos faz parte da história de cada um de nós. Lembrando a nossa imortal Herinéa Lima Oliveira sócia-fundadora da  AMALETRAS:  “Na vida as coisas acontecem inesperadamente. Sem que a gente se aperceba como ou porque. Sorrateiramente, como um ladrão que invade a nossa casa, aproveitando-se da calada da noite, pegando-nos desprotegidos e incautos. E quando nos damos conta, já aconteceu. O que está feito está. Não há como voltar atrás, reconsiderar. Depois de tudo só as lembranças que pululam em nossas mentes. Lembranças... Nada mais e quem sabe, um dia estas lembranças serão arrefecidas pelo tempo. Inexorável esmaecendo em densas névoas. A vida é assim. Um amontoado de surpresas boas ou más e quem sem dúvidas deixam sulcos profundos em nosso ser. Uma coisa é certa. Ninguém se furta do inusitado. E quem ousa, ah! Quem ousa! “Não provará jamais o gosto doce ou acre desta sensação.” Herinéa Lima em 28/09/1992.  Continuou lendo compassadamente a acadêmica: “É com carinho e de braços abertos que a Academia Mateense de Letras recebe e apresenta os novos sócios correspondentes: César Domiciano: nasceu em Mogi-Guaçú, São Paulo. Cresceu e se alfabetizou através da literatura de cordel. Faz parte daquela safra de poetas populares que, apesar de serem da cidade, tem na alma o sabor do sertão, do que é simples e do que é belo. Foi através do versejar que esse poeta construir sua militância cultural. Seu primeiro livreto foi 1975: "Meu Encontro com a porca do Embu", editado em Embu das Artes, mas foi em 1987 com o livreto “Circo Marimbondo” que ganha reconhecimento como poeta da cidade. Heliana Mara Soares, ocupa o cargo de presidente na Academia Guaçuiense de Letras e Cultura. É natural do município de Guaçuí, no Estado do Espírito Santo. É escritora amadora e poetisa. É a presidente da Academia Guaçuiense de Letras e Cultura, ocupando a cadeira cuja patrona é Vilma Paraíso Pereira Almada. Clério José Borges, Poeta Trovador Escritor Capixaba. Clube dos Trovadores Capixabas; Fundador e Presidente do Clube dos Trovadores Capixaba, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Poesia e da Trova, fundado a 1º de Julho de 1980, no Espírito Santo. Bárbara Perez, Presidente da Academia Marataizense de Letras. Sua  preferência literária: Romance, conto, poesia. Publicou alguns trabalhos literários em São José do Calçado e Marataízes (ES). Seus autores preferidos  são: Clarice Lispector, Fernando Pessoa, preferencialmente todos os autores capixabas. Kátia Maria Bobbio Lima, nasceu aos 3 de maio de 1960 em Conceição da Barra, norte do Estado do Espírito Santo. Filha de Paulo José de Lima e Daria Bobbio Lima que lhe deram 4 irmãos: Frederico, Paulo, Cynthia e Rita. Em 1996 a família ganhou um presente: uma menina chamada Paula. Kátia passou a infância e a adolescência envolta com tradições da sua terra natal. Cordelista  com inúmeras publicações e artista plástica registra em telas e nos cordéis a beleza. Registra os dias, na caneta e no pincel. Texto e paisagem. Escrita e tela, quantos forem necessários para imortalizar o fato. Wanda Maria Bernardi Capistrano Alckmin é natural de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, nasceu em 02/01/1952. Radicada há anos em Vitória-ES, dedica-se a intensa atividade literária. Cursou Desenho, pela Escola Guinhart em Belo Horizonte. Nos Estados Unidos fez curso de inglês para estrangeiros na Universidade do Arizona. Foi Vice-presidente da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, é membro da Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB). É membro do IHGES, Membro do Clube de Trova de Cariacica (CTCES). Elza Lima é Natural de Ladainha em Minas Gerais. Formada em Pedagogia. Tem dois livros publicados: "Amar em todos os tempos" e “Segredos em forma de versos”. Maria Dolores Pimentel de Rezende, Condessa, Dama Grã - Cruz de Justiça, Comendadora, Professora de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Língua Inglesa, poetisa, cronista, historiadora, artista plástica, Ministra Extraordinária da Pregação da Palavra de Deus (Diocese Cachoeiro de Itapemirim-ES). Capixaba, natural de São José do Calçado-ES, viúva. Gosta de dizer que sua obra prima é o filho, Dr. Lanussy Pimentel de Rezende, que lhe deu dois lindos netos, Carlus Eduardo e Guilherme Suhett Pimentel de Rezende. Acredita no recomeçar a cada amanhecer. André Luís Soares, nasceu em Brasília em 6 de outubro de 1964, mas criou-se no Rio de Janeiro, sob a influência poético-musical da bela Copacabana dos anos 70 e 80. De volta à Capital Federal na adolescência, estudou Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Brasília; abriu escritório de consultoria, onde trabalhou por mais de quinze anos. Quanto à arte, envolveu-se com o teatro local e, em 2004, sua peça ‘Livre Negociação’ ficou em quarto lugar no concurso do SESC/DF, sendo apresentada mais de cinqüenta vezes. Em 2005 mudou-se para Guarapari (ES), onde sua produção literária ganhou intensidade. Andra Valladares nasceu em Governador Valadares/MG, em 24/09/1971, é filha de Sandra Maria Sarmento e Benedito Manoel Sarmento. Formou-se em Direito em 1995 na Universidade de Vila Velha e exerce a profissão de advogada. Paralelamente, atua no segmento artístico/cultural como poeta, escritora, cantora e compositora. Em janeiro/2012 lançou seu primeiro trabalho autoral “CD ANDRA VALLADARES”, cujo projeto que havia sido contemplado pela Lei Cultura e Arte de Vila Velha em 2009.  Sua família paterna possui profundos laços com a história do Estado do Espírito Santo, seu trisavô Padre Francisco Antunes de Siqueira (1832-1897) foi deputado, poeta, filólogo, dramaturgo e cantor. Seu nome foi imortalizado na condição de patrono da cadeira nº 16 da Academia Espírito-Santense de Letras e também da uma cadeira nº 39 na Academia de Letras Humberto de Campos (Vila Velha/ES). Fabiani Rodrigues Taylor Costa é natural de Iconha (ES). Filha de  Reinaldo Nery Taylor e Izabel Rodrigues Taylor, casada e residente em Piúma (ES). Graduada em Língua Portuguesa e Literatura. Foi vencedora dos concursos: Anette Castro, da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, com a crônica “Cartas”, em 2013 concurso medalha Cora Coralina, da Academia Mateense de Letras, com o artigo “Vários tons de liberdade”, em 2013. Gilcéa Rosa de Souza nasceu no município de São José do Calçado, no Estado do Espírito Santo, em 03/12. Graduada em Letras, Pós-graduada em Planejamento Educacional, Língua Portuguesa e em Educação Especial Inclusiva com ênfase em Deficiências descobriu sua paixão pela poesia. Trabalhos publicados no jornal A Ordem, de sua cidade natal em pacotes culturais denominados PURA POESIA, numa Coletânea de Poetas Calçadenses, volumes I, II, III e IV -1989. Participação na Antologia Poética de Cidades Brasileiras. Sejam todos bem vindos.” Finalizou a acadêmica. Na sequência a presidente iniciou a diplomação aos correspondentes e a entrega de medalha comemorativa ao primeiro ano de aniversário da AMALETRAS. Os correspondentes discorreram seus discursos, demonstraram amor e interesse pela cidade de São Mateus e completamente agradecidos pelo convite de participar desta nobre Academia de literatos do Espírito Santo. A presidente condecorou várias personalidades mateenses da educação, da cutura, da literatura, das letras e outras autoridades comprometidas com o desenvolvimento intelectual do nosso povo. Por fim o acadêmico César Domiciano, agradecido com o convite, ofereceu a poesia de seus pupilos, estudantes de artes e línguas do Projeto Araçá. Três pequenos poetas recitaram poesias lindas, fortes, reflexivas. Uma performance surpreendente e animadora da poesia e da literatura dita em verbos. Finalizando com chave de ouro, a  presidente cantou, à capela, a canção “Luar de São Mateus”. Nada mais havendo a tratar, eu, Jonas Bonomo, lavrei a presente data que depois de lida, se aprovada, será assinada pelos que participaram da reunião.







sexta-feira, 30 de agosto de 2013

NOSSAS (IN)DIFERENÇAS

Fabiani Rodrigues Taylor Costa
Passava por uma rua movimentada, era justamente a hora em que todos saíam do trabalho e, apressados, iam para suas casas que, observando bem, não se importavam muito se iriam chegar.
Fabiani R T costa
No vai e vem de automóveis, havia um pedestre para atravessar a rua, mas, quem estava na minha frente, não se importou. O pedestre atravessou a rua, com sua cadeira de rodas, no zigue-zague, costurando carros.
Parei o meu carro e ele foi mais aliviado, não tendo que fazer tanto esforço com a cadeira. Ainda virou e me agradeceu, no singelo levantar do polegar de sua mão direita e, dentro da minha mente, respondia “é minha obrigação”.
“Não faça com os outros o que você não gostaria que fizesse com você” é uma frase que vira e mexe vem à tona em minhas ações.
Tratar todas as pessoas com respeito é o que deveríamos fazer constantemente. Quando se trata de alguém com necessidades especiais, esse respeito tem que ser dobrado.
Não deve ser fácil passar pelas ruas de cadeira de rodas sem calçada acessível, sem faixa de pedestres e, muito menos, com motoristas que se acham donos do pedaço.
“Ser diferente é normal”, mas com boa infraestrutura e respeito de todos.Em outra situação, deparei-me com um menino, em pleno amanhecer, que, por ter necessidade especial, tudo nele era especial.Agarrado a uma coleira, estava um cachorro de pelúcia, enorme, rosa, que o menino segurava firmemente à espera de poder atravessar a rua.
Fiquei observando a preocupação e os cuidados investidos na pelúcia, mas que para o menino, diante de si, estava o melhor amigo do homem, seu amigo.E lá se foi rua afora, o menino com seu cachorro, nas suas conversas imaginárias, sem notar que do outro lado eu seguia também com minhas diferenças, à espera de um mundo melhor, tão cor de rosa quanto a aurora, tão cor de rosa quanto o seu cão.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

OS NÚMEROS

Todos os dias, Daniele ensinava a Júlia, de dois anos e meio, a contar até dez em inglês.


- Filha, você aprendeu a contar direitinho?

- Apendi, mamãe.

- Então conta pra mim. 

- One, two, three, four, five, six, seven, eight, socolate e pão.


                                    Anna Célia Dias Curtinhas
                                                     Vitória-ES

FALA POR SI


terça-feira, 27 de agosto de 2013

PORQUE VALE A PENA

Algumas publicações enfeiam o blog, mas são irrenunciáveis como a que você tem hoje, como leitura. Porque vale a pena.

BERGOGLIO ENTREVISTADO POR UM COMUNISTA


O ORIGINAL RECEBIDO, EM ESPANHOL, SEGUE ABAIXO PARA QUEM PREFERIR.
 
TIRO PELA CULATRA
 
Entrevista ou, melhor dizendo, tentativa de fazer o cardeal Bergoglio entrar numa “saia justa”.
 
Se você puder repassar esta história, que reflete o pensamento de Sua Santidade é possível que as coisas mudem para melhor!
 
REZEMOS MUITO PELO PAPA, PARA QUE ELE POSSA LEVAR A CABO A MISSÃO QUE O SENHOR LHE CONFIOU.
 
Começa a circular a transcrição de uma entrevista feita com o atual Papa quando ele era o então cardeal Bergoglio, na Argentina.
 
Na realidade foi uma emboscada realizada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC, mas Bergolio encurralou Mathews de tal forma que a entrevista nunca foi ao ar, porque, ao perceber que seu plano havia falhado, Mathews arquivou o vídeo.
 
Porém, um estudante de Notre Dame, que prestava serviços sociais na MSNBC, apoderou-se dele e o deu para seu professor.
 
O destaque da entrevista é a discussão sobre a pobreza.
 
A entrevista começou quando o jornalista, tentando embaraçar o Cardeal, perguntou-lhe o que ele pensava sobre a pobreza no mundo.
 
O cardeal respondeu:
 
" - Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes.
 
- E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar contra esta pobreza.
 
- A pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema.
 
- Devemos ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável "
 
Mathews ofendido pergunta: - O senhor culpa o governo?
 
" - Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as atividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas”.
 
Replica Mathews: - Eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal.
 
" - As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber não têm que ser pobres"
 
Ataca Mathews: - E a América Latina? O senhor quer negar o progresso conseguido?
 
"O império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo. Dando peixe ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é punido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.
 
- Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a América Latina) dessa tirania?"
 
Acusa Mathews: - O senhor é um capitalista.
 
" - Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?"
 
- Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas?
 
- "Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas econômicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo ".
 
- “Suas idéias são radicais”, diz o jornalista.
 
- "Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injeções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo". Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo? "
 
Mathews diz: - “Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento”.
 
O cardeal respondeu: - "Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e veem os pobres como um problema de governo.
 
- Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos  permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me irrita profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza ".
 
 
 
Entrevista del Cardenal Bergoglio o emboscada hecha al Cardenal Bergoglio.
 
Si logra propagar éste pensamiento, tenemos esperanza que las cosas cambien para mejor!
 
RECEMOS MUCHO POR EL PAPA PARA QUE PUEDA LLEVAR A CABO LA MISIÓN QUE EL SEÑOR LE CONFIÓ
 
 - Empieza a circular la transcripción de una entrevista que le hicieron al entonces cardenal Bergoglio en Argentina.
 
Enrealidad fue una emboscada ejecutada por el periodista Chris Mathews de MSNBC.
 
Pero Bergolio termina acribillando a Mathews de tal forma que MSNBC nunca la pasó al aire.
 
Mathews, al darse cuenta que su plan fallaba, archivó el video.
 
Un estudiante de Notre Dame que cumplía su servicio social en MSNBC, la sustrajo y la entregó a su profesor..El plato fuerte de la entrevista es su debate acerca de la pobreza. El intercambio se inicia cuando el periodista trata de emboscar al cardenal, preguntándole que opinaba sobre la pobreza en el mundo.
 
El Cardenal responde:
 
“Primero en Europa y ahora en América, algunos políticos se han dedicado a endeudar a la gente creando un ambiente de dependencia.
¿Para qué? Para incrementar su poder. Son grandes expertos creando pobreza y nadie los cuestiona. Yo lucho por combatir esa pobreza.
La pobreza se ha convertido en una condición natural y ello es malo. Mi tarea es evitar el agravamiento de tal condición. Las ideologías que fabrican pobreza deben ser denunciadas. La educación es la gran solución al problema. Debemos enseñar a la gente como salvar su alma, pero enseñando a evitar la pobreza y no permitir que el gobierno los conduzca a ese penoso estado"
 
Mathews ofendido pregunta:¿Usted culpa al gobierno?
 
“Culpo a los políticos que buscan sus propios intereses. Tú y tus amigos son socialistas. Ustedes y sus políticas son la causa de 70 años de miseria, y eso tiene a muchos países al borde del colapso. Creen en la redistribución que es una de las razones de la pobreza. Ustedes quieren nacionalizar el universo para controlar todas las actividades humanas. Ustedes destruyen el incentivo del hombre para, inclusive, hacerse cargo de su familia, un crimen contra la naturaleza y contra Dios. Esta ideología crea más pobres que todas las corporaciones que ustedes etiquetan como diabólicas.”
 
Replica Mathews: Nunca había escuchado algo así de un cardenal.
“La gente dominada por socialistas necesita saber que no tenemos que ser pobres"
 
Ataca Mathews... ¿Y América Latina? ¿Quiere borrar el progreso logrado?
 
"El imperio de la dependencia creado por Hugo Chávez, con falsas promesas, mintiendo para que se arrodillen ante su gobierno. Dándoles peces sin permitirles pescar. Si en América Latina alguien aprende a pescar, es castigado y sus peces confiscados por los socialistas. La libertad es castigada.
 
Tú hablas de progreso y yo de pobreza. Temo por América Latina. Toda la región está controlada por un bloque de regímenes socialistas como Cuba, Argentina, Ecuador, Bolivia, Venezuela, Nicaragua. ¿Quién los salvará de esa tiranía?”
 
Acusa Mathews: Usted es capitalista.
 
"Sí pensar que el capital es necesario para construir fabricas, escuelas, hospitales, iglesias tal vez lo sea. ¿Tú te opones a este proceso?”
- Por supuesto que no, pero ¿no piensa que el capital es arrebatado de la gente por corporaciones abusivas?
 
-“No, yo pienso que la gente, a través de sus opciones económicas, decide que parte de su capital irá para esos proyectos. La utilización del capital debe ser voluntaria. Solo cuando los políticos confiscan ese capital para construir obras del gobierno, alimentar la burocracia, surge un grave problema. El capital invertido de forma voluntaria es legitimo, pero el que se invierte a base de coerción, es ilegitimo.”
 
Sus ideas son radicales, afirma el periodista.
 
“No, hace años Khrushchev hizo una advertencia: ‘No debemos esperar que los americanos abracen el comunismo, pero podemos asistir a sus líderes electos con inyecciones de socialismo hasta que, al despertar, se den cuenta que se embarcaron en el comunismo’ Esto está sucediendo en estos momentos en al antiguo bastión de la libertad. ¿Cómo los EU puede salvar a América Latina si ellos se han convertido en esclavos de su gobierno?”
Mathews afirma: Yo no puedo digerir todo esto.
 
El Cardenal responde:“Te ves muy enojado, la verdad puede ser dolorosa. Ustedes han creado el estado de bienestar que es solo respuesta a las necesidades de los pobres creados por la política. El estado interventor absuelve a la sociedad de su responsabilidad. Las familias escapan de su deber con el falso estado asistencialista, inclusive las iglesias. La gente ya no practica la caridad y ve a los pobres como problema del gobierno.
 
Para la iglesia ya no hay pobres que ayudar, los han empobrecido permanentemente y son ahora propiedad de los políticos. Y algo que me irrita profundamente es la incapacidad de los medios para observar el problema sin analizar cuál es la causa. A la gente la empobrecen para que luego vote por quienes los hundieron en la pobreza.”
Que circule a todos los posibles contactos
 


 
 
 

 

 

 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

EU NÃO GOSTAVA DO PAPA JOÃO PAULO II

Arnaldo Jabour escreveu essa que chamo "CONFISSÃO DE UM ATEU" assistindo a agonia do agora quase santo, João Paulo II. Revendo meus arquivos encontrei e pensei por bem, publicar aqui. 
     

"Escrevo enquanto vejo a morte do Papa na TV. E me espanto com a imensa emoção mundial. Espanto-me também comigo mesmo: "Como eu estou sozinho!" - pensei.    

Percebi que tinha de saber mais sobre mim, eu, sozinho, sem fé alguma, no meio desse oceano de pessoas rezando no Ocidente e Oriente. Meu pai, engenheiro e militar, me passou dois ensinamentos: ele era ateu e torcia pelo América Futebol Clube. Claro que segui seus passos. Fui América até os 12 anos, quando "virei casaca" para o Flamengo (mas até hoje tenho saudade da camisa vermelha, garibaldina, do time de João Cabral e Lamartine Babo) e parei de acreditar em Deus.     

Sei que "de mortuis nihil nisi bonum" ("não se fala mal de morto"), mas devo    confessar que nunca gostei desse Papa. Por quê? Não sei. É que sempre achei, nos meus traumas juvenis, que Papa era uma coisa meio inútil, pois só dava opiniões genéricas sobre a insânia do mundo, condenando a "maldade" e pedindo uma "paz" impossível, no meio da sujeira política.  

Quando João Paulo entrou, eu era jovem e implicava com tudo. Eu achava vigarice aquele negócio de fingir que ele falava todas as línguas. Que papo era esse do Papa? Lendo frases escritas em partituras fonéticas...Quando ele começou a beijar o chão dos países visitados, impliquei mais ainda. Que demagogia! - reinando na corte do Vaticano e bancando o humilde...

Um dia, o Papa foi alvejado no meio da Praça de São Pedro, por aquele maluco islâmico, prenúncio dos tempos atuais. Eu tenho a teoria de que aquele tiro, aquela bala terrorista despertou-o para a realidade do mundo. E o Papa sentiu no corpo a desgraça política do tempo. Acho que a bala mudou o Papa. Mas fiquei irritadíssimo quando ele, depois de curado, foi à prisão "perdoar" o cara que quis matá-lo. Não gostei de sua "infinita bondade" com um canalha boçal. Achei falso seu perdão que, na verdade, humilhava o terrorista babaca, como uma vingança doce.

E fui por aí, observando esse Papa sem muita atenção. É tão fácil desprezar alguém, ideologicamente... Quando vi que ele era reacionário" em questões como camisinha, pílula e contra os arroubos da Igreja da Libertação, aí não pensei mais nele...Tive apenas uma admiração passageira por sua adesão ao Solidariedade do Walesa mas, como bom "materialista", desvalorizei o movimento polonês como "idealista", com um Walesa meio "pelego". E o tempo passou.

Depois da euforia inicial dos anos 90, vi que aquela esperança de entendimento político no mundo, capitaneado pelo Gorbatchev, fracassaria. Entendi isso quando vi o papai Bush falando no Kremlin, humilhando o Gorba, considerando-se "vitorioso", prenunciando as nuvens negras de hoje com seu filhinho no poder. Senti que o sonho de entendimento socialismo-capitalismo ia ser apenas o triunfo triste dos neo-conservadores. O mundo foi piorando e o Papa viajando, beijando pés, cantando com Roberto Carlos no Rio. Uma vez, ele declarou: "A Igreja Católica não é uma democracia". Fiquei horrorizado naquela época liberalizante e não liguei mais para o Papa "de direita".

Depois, o Papa ficou doente, há dez anos. E eu olhava cruelmente seus tremores, sua corcova crescente e, sem compaixão alguma, pensava que o Pontífice não queria "largar o osso" e ria, como um anticristo.

Até que, nos últimos dias, João Paulo II chegou à janela do Vaticano, tentou falar... e num esgar dolorido, trágico, foi fotografado em close, com a boca aberta, desesperado.   

Essa foto é um marco, um símbolo forte, quase como as torres caindo em NY. Parece um prenúncio do Juízo final, um rosto do Apocalipse, a cara de nossa época. É aterrorizante ver o desespero do homem de Deus, do Infalível, do embaixador de Cristo. Naquele momento, Deus virou homem. E, subitamente, entendi alguma coisa maior que sempre me escapara:     aquele rosto retorcido era o choro de uma criança, um rosto infantil em prantos!    

O Papa tinha voltado a seu nascimento e sua vida se fechava. Ali estava o menino pobre, ex-ator,     ex-operário, ali estavam as vítimas da guerra, os atacados pelo terror, ali estava sua imensa solidão igual à nossa. Então, ele morreu. E ontem, vendo os milhões chorando pelo mundo, vendo a praça cheia, entendi de repente sua obra, sua imensa importância. Vendo a cobertura da Globo, montando sua vida inteira, seus milhões de quilômetros viajados, da África às favelas do Nordeste, entendi o Papa.


Emocionado, senti minha intensíssima solidão de ateu. Eu estava fora daquelas multidões imensas, eu não tinha nem a velha ideologia esfacelada,  nem uma religião para crer, eu era um filho abandonado do racionalismo francês, eu era um órfão de pai e mãe. Aí, quem tremeu fui eu, com olhos cheios d'água. E vi que Karol Wojtyla, tachado superficialmente de "conservador", tinha sido muito mais  que isso. Ele tinha batido em dois cravos: satisfez a reacionaríssima Cúria Romana implacável e cortesã e, além disso, botou o pé no mundo, fazendo o  que italiano algum faria: rezar missa para negões na África e no Nordeste, levando seu corpo vivo como símbolo de uma espiritualidade perdida.    

O conjunto de sua obra foi muito além de ser contra ou a favor da camisinha. Papa não é para ficar discutindo questões episódicas. É muito mais que isso. Visitou o Chile de Pinochet e o Iraque de Saddam e, ao contrário de ser uma "adesão alienada", foi uma crítica muito mais alta, mostrando-se acima de sórdidas políticas seculares, levando consigo o Espírito, a ideia de Transcendência acima do mercantilismo e ditaduras. E foi tão "moderno" que usou a "mídia" sim, muito bem, como Madonna ou Pelé.   

E nisso, criticou a Cúria por tabela, pois nenhum cardeal sairia do conforto dos palácios para beijar pé de mendigo na América Latina. João Paulo cumpriu seu destino de filósofo acima do mundo, que tanto precisa de grandeza e solidariedade.    

Sou ateu, sozinho, condenado a não ter fé, mas vi que se há alguma coisa de que precisamos hoje é de uma nova ética, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida. João Paulo, na verdade, deu um show de bola."