quinta-feira, 4 de outubro de 2012

IRMÃO SOL

4 de outubro , dia de São Francisco de Assis.
Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, em 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os proveitos. Como seu pai, tentou o comércio, mas logo abandonou a ideia por não ter muito jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o status que sua condição exigia. Contudo, em 1206 para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa. Entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simplicidade de vida, no amor total a todas as criaturas. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. Com Santa Clara, sua dileta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. O pobrezinho de Assis, como era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas. Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias.

 ORAÇÃO - Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria. No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus. Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais. Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele. E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados.
São Francisco de Assis, rogai por nós. Amém.

ORAÇÃO DA PAZ 

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

 Ó Mestre, fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe.

É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive para a vida eterna.

 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ANJOS E ARCANJOS

Quem são os anjos que marcam a liturgia do dia 2 de outtubro?

As informações que seguem foram tiradas do Catecismo da Igreja Católica.
O anjo anunica a Maria.
Cristo é o centro do mundo angélico. São seus os anjos: "Quando o Filho do homem vier em sua glória com todos os seus anjos..." (Mt 25,31). São seus porque foram criados por e para Ele: "Pois foi nele que foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Dominações, Principados, Potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele" (Cl 1,16). São seus, mais ainda, porque Ele os fez mensageiros de seu projeto de salvação. "Porventura não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?" (Hb 1,14).

Os Arcanjos
Os Evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: "Levado pelo Espírito" ao deserto, Jesus ali fica quarenta dias sem comer, vive com os animais selvagens e os anjos o servem. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele "até o tempo oportuno" (Lc 4,13).

Os três estados da Igreja. "Até que o Senhor venha em Sua majestade e, com ele, todos os anjos e, tendo sido destruída a morte, todas as coisas lhe forem sujeitas, alguns dentre os seus discípulos peregrinam na terra; outros, terminada esta vida, são purificados; enquanto outros são glorificados, vendo ‘claramente o próprio Deus trino e uno, assim como é'."

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

OUTUBRO, MÊS DO ROSÁRIO


Rosário

A experiência de recitar o Rosário é uma das formas mais antigas da devoção popular à Maria. 


Nossa Senhora do Rosário
Rezar o Rosário, individual ou conjuntamente, não é, porém, apenas uma simples recitação de uma série de orações.  É muito mais:  é, com Maria, percorrer a história da salvação através dos mistérios da vida de Jesus Cristo. 

Contemplar os mistérios da vida de Jesus, é um convite a revivermos, internamente, cada momento que nos é proposto.  É relembrar, com a memória, a história; é olhar, com a imaginação, a cena que se passa; é entender, com o sentimento, o chamado que Deus nos faz através daquela reflexão.

No Rosário são rezadas as seguintes orações:

A meditação do Rosário começa com o Sinal da Cruz, evocação da Santíssima Trindade, princípio e fim de nossa fé.

Em seguida, o Credo que nos convida a meditar sobre os principais artigos de nossa fé.

Antes de iniciar os mistérios, temos um conjunto de quatro orações iniciais - um Pai Nosso e três Ave Maria que é um momento de petição e oferecimento da oração do Rosário que está sendo iniciada.

O Rosário é composto por  mistérios, organizados conforme a maneira que se propõe a reflexão sobre a história da Salvação.  Assim é que teremos cinco mistérios gozosos (ou da alegria),  cinco dolorosos, cinco gloriosos e, mais recentemente, os cinco mistérios luminosos.

Cada mistério é iniciado por um Pai Nosso seguido pela recitação de 10 Ave Maria  e finalizado com um Glória ao Pai.

Após a meditação dos mistérios, finaliza-se o Rosário com a recitação da Salve Rainha, em louvor à Maria pelas graças concedidas com a oração que termina.

Beato João Paulo II
Incentivador da reza do terço
O Terço

O Terço é uma forma abreviada de se rezar o Rosário.  Como o próprio nome diz, o Terço refere-se à terça parte do Rosário, ou seja, a meditação diária de apenas cinco dos conjuntos de mistérios propostos.  Tradicionalmente, a meditação dos mistérios é realizada conforme os dias da semana, ou seja, para cada dia é proposto um conjunto de mistérios diferente.

 A recitação do Terço é bastante comum na oração individual e comunitária.  Famílias, grupos de oração e pastorais costumam reunir-se para rezar o Terço, marcando momentos de celebração e reflexão, sobretudo no mês de Maio, dedicado à Maria.

 Meditação dos Mistérios

 Roteiro para percorrer os mistérios da história da Salvação, com sugestões de leituras bíblicas que poderão auxiliá-lo na contemplação proposta por cada um.

 A carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, recentemente publicada, faz uma alusão à distribuição dos mistérios pelos dias da semana, assemelhando-a ao tempo litúrgico de uma forma bastante interessante.  Diz o Papa João Paulo: “A distribuição pela semana acaba por dar às sucessivas jornadas desta, uma certa cor espiritual, de modo análogo ao que faz a Liturgia com as várias fases do ano litúrgico.”





Disponível e: http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=11070&cod_canal=29

domingo, 30 de setembro de 2012

SUBI ÀS ALTURAS E NÃO VI DEUS


Pe. Domingos Oliveira
*24.03.1942 + 22.08.2012
Escrito pelo Pe. Domingos, 40 dias antes de sua morte.

“Subi às alturas e não vi Deus...”.   Assim falou o astronauta russo.

Na ‘baixeza’ de minha dor eu também não vi o Todo-poderoso, o Velhinho de barba branca sentado no trono com o cetro na mão, nem Jesus sentado à direita do Pai, nem Jesus com barba de destemido profeta fazendo sermões, nem Jesus fazendo solenes liturgias com lindas vestes sacerdotais, nem o Espírito Santo em forma de pomba fazendo acrobacias sobre os ares, nem Maria nem os Apóstolos dando show. Não vi nada disso.

Em compensação, vi Jesus se debruçando sobre mim, me carregando para todos os lados que precisei... Vi Jesus na família que carinhosamente me acolheu... Vi Jesus sempre acordado e vigilante para despejar o xixi sem nunca precisar chamar. Vi Jesus disfarçado em faxineiras, enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas, doutores. Vi Jesus me anestesiando para não sentir dor. Vi Jesus no jovem médico que me operou e nos amigos... Vi Jesus me cuidando através de incontáveis mãos de anjos, fazendo curativos, dando banho, mãos solidárias, mãos amigas intercedendo e mostrando amizade e solidariedade. Assim eu pude dar o maior presente a minha irmã Naty e minha sobrinha Anita e, através delas, a todos os meus parentes em Portugal e na França: o presente da solidariedade brasileira.

Não, não via Deus nas alturas; não vi o Altíssimo cheio de majestade. No mais profundo de minha ‘baixeza’, vi o Baixíssimo me sustentando e carregando através das mãos de tantos anjos. Depois que o Altíssimo se esvaziou de tudo e se fez o Baixíssimo, inútil procurá-lo nas alturas; só na ‘baixura’. Como cantava P. Duval: “vós que procurais Deus sobre as nuvens, jamais encontrareis seu rosto humano”.

Vitória, 11 de julho de 2012.

 

sábado, 29 de setembro de 2012

UM FILÓSOFO




Nós o vemos por ai. Aqui, ali, acolá.  Poucos sabem o seu nome.
 
Quem conversou com ele afirma se tratar de um filósofo.
 
Um dia tirei da bolsa "um dinheirinho"  fui ao seu encontro.
 
Olhou-me com um olhar imenso, de quem não precisa de
 
nada. Agradeceu e não aceitou. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

APENAS GENTIS



Sempre reflito quando ouço ou até mesmo eu mesma digo certas frases. Por exemplo, você está no elevador do prédio onde mora, um vizinho ao sair primeiro que você, diz: até logo, prazer em vê-la.

Que não seja um dizer formal, um mero repetir de uma frase gentil. Você já ouviu falar em “turbinar o carro” para que ele fique mais diversas coisas, mais ágil, mais... barulhento, tem gente que gosta!

Pois bem, é preciso turbinar as frases gentis que dissermos para que não sejam ditas apenas por dizer, não será melhor que não sejamos apenas gentis?

Pois bem, turbinar dizeres é se predispor, preparar-se antes, com intenção de que todas as vezes em que forem usadas   expressões gentis, hão de estar revestidas primeiro, do amor que toda pessoa merece, (sem esquecer que amor é verdade) porque aos outros se faz, só o que quisermos para nós; que seja um cumprimento sincero, que brote do âmago da gente, que traduza o que queremos dizer, ou é melhor não usar tais expressões. Fingir não pode.

Ao dizer antes, quero dizer que fizemos propósito de ter para com as pessoas aquele cuidado ético que facilita a convivência, que não constranja ninguém ou como diz o apóstolo Paulo “estar animados dos mesmos sentimentos de Jesus Cristo”.

AO CONTRÁRIO

Nunca me deixa dúvida a saudação de pessoa que absolutamente consciente do valor que tem, é espontânea no trato, ao ver o outro, recepciona com a maior simplicidade. Sorri com o mesmo sorriso, tem a mesma expressão da face, o mesmo brilho no olhar.

Vivenciei isto hoje ao ver Marly De Prá, num supermercado pela manhã, minha colega de faculdade, trata-se de uma pessoa querida que vi sempre igual, sempre a mesma, sempre livre de quaisquer amarras. Que linda!

Pode não parecer, mas eu bem que tento ser tudo isto, se não dá, malgrado meu, é porque me faltam virtudes que ainda não adquiri.

Mas é bom é tentar, até porque, em todo recomeço há glória.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VIDA SE VIVE

Eis aqui uma conversa que não é raro ser ouvida.

- Como vai? Pergunta uma pessoa a outra.

- Vou levando...

Levando?  Levando a vida é como se traduz tal expressão e indo-se mais a fundo conclui-se: levando a vida significa prosseguir simplesmente a caminhada da existência por que não tem outro jeito, mas também não quer morrer. Ninguém quer morrer, mesmo os suicidas não é que queiram por termo à própria vida o que pensam é que deste modo acabam com as angústias pelas quais passam e são afligidos.
Arte da minha amiga Lu.
Ao contrário, tem gente que pensa diferente e até faz samba “retado” que contamina que é uma beleza! É o caso de Pagodinho, o Zeca: “Deixa a vida me levar, vida leva eu, deixa a vida me levar, vida leva eu... sou feliz e agradeço, por tudo que Deus me deu”.

Mas a vida é para levar? Partindo-se do significativo do termo levar, ou seja, é apanhar alguém ou algo que está em determinado ponto e transportar para um outro, não há ninguém que possa levar a vida. Vida é não se vê. Vida não é para ser levada, nem pode ser levada, vida é para viver. E viver é ser “eterno aprendiz”, aquele que capta cada ensinamento que lhe é oferecido e faz dele objeto do seu seguinte atuar, porque todo aprendizado só se concretiza mediante aplicação do que se aprende, projetando-se para o alto.

A vida é cheia de surpresas, alegrias, decepções, tanta coisa, e é claro, por exemplo,  que ninguém se alegra em ver num leito imóvel, inteiramente dependente, alguém que você sempre viu caminhando firme e com altivez (tenho em mente alguém). Nada mais que esperando a sua hora. Se se for elencar todos os casos semelhantes conhecidos, o caudal será deveras longo.

Todavia, importa viver. Viver sem fraquejar, sem deixar-se assaltar por maus sentimentos, perfídias, lembranças, saudades que causam mal estar e quase não dá para driblar.

Entregar-se significa criar hábito, do hábito se diz que sempre foi o principal moderador das ações humanas e uma vez consolidado haja capacidade para ao menos começar a superar.

Não levemos a vida, vivamo-la, mesmo quando demandar esforço desmedido, porque a felicidade que é direito mais que universal é de graça, não percamos.