terça-feira, 10 de abril de 2012

ATÉ 2020, U. LÁ, LÁ!

Brasil pode eliminar desmatamento até 2020, diz governador do Pará




Por Butler, do Mongabay
Visto por muito tempo como pária por sua alta taxa de desmatamento, o mundo está começando a olhar para o estado do Pará por suas ideias para proteger as florestas tropicais Brasil pode reduzir o desmatamento amazônico à zero até 2020 enquanto aumenta os meios de subsistência rurais e mantém um crescimento econômico saudável, falou o governador do Pará ao mongabay.com nos bastidores do Fórum Mundial Skoll, uma grande conferência de empreendedorismo social, na última semana.
O governador Simão Jatene espera que uma revolução no manejo e governança da terra possa mudar a maré no Pará, um estado que perdeu mais floresta amazônica – 90.000 km2 de floresta amazônica desde 1996 – nos últimos 15 anos do que qualquer outro no Brasil.
O governador não é nenhum ativista. Sua motivação vem de um eleitorado amplo que exige um fim para o desmatamento.
“Não há mais qualquer dúvida de que precisamos parar o desmatamento”, disse ele. “A grande pergunta é como.”
De acordo com o governador, a receita para o sucesso envolve uma mudança de abordagens de cima para baixo para inovações de baixo para cima baseadas na participação multilateral.
“A abordagem histórica era de cima para baixo, mas tinha uma chance muito limitada de sucesso no Pará, que tem 1,25 milhão de quilômetros quadrados e tem tudo, de agricultura intensiva em fronteiras de florestas a áreas remotas de floresta intacta.”
Jatene acredita que esforços de comando e controle têm contribuído significativamente para a queda de 78% no desmatamento da Amazônia brasileira nos últimos anos, mas ir além significa dar mais controle aos municípios, que podem adotar políticas específicas para condições locais dentro de um quadro de metas governamentais de redução de desmatamento mais abrangentes.
Jatene vê o Cadastro Ambiental Rural (CAR) do Pará como um fornecedor de estrutura sob o qual as iniciativas locais operam. O cadastro é um sistema que exige que fazendeiros e agricultores registrem suas propriedades.
A participação no CAR cresceu exponencialmente desde que foi lançado em 2009, de 400 em seu primeiro ano para 40 mil em 2011. A razão é simples: os produtores não podem obter ou vender crédito para compradores se não forem registrados.
Jatene afirma que o Pará visa ter 100 mil produtores – cerca de 50% do total do estado – registrados até 2013.
“Muito do desmatamento aconteceu na Amazônia por causa de uma crença por parte dos autores de que eles não seriam punidos”, declarou Jatene. “Com o CAR, a propriedade da terra não é mais anônima.”
O CAR é o primeiro passo para um proprietário obter uma licença ambiental. Sob o CAR, um proprietário deve ter um plano de longo prazo para restaurar qualquer floresta ilegalmente desmatada aos níveis exigidos.
“Se um proprietário não entra em conformidade, ele é punido. O objetivo do CAR é parar novos desmatamentos.”
O CAR é bom para fiscalização e incentivos, que Jatene argumenta que são necessários para encorajar boas práticas, especialmente entre pequenos agricultores, que representam uma porção crescente do desmatamento à medida que este, como um todo, diminui.
“O desafio é colocar os pequenos agricultores no cadastro”, disse ele. “Começamos com os grandes, que são 80% do problema.”
“O benefício para os pequenos agricultores é a infraestrutura – isso os traz ao CAR.”
Jatene afirma que a infraestrutura inclui melhores estradas em vez de novas estradas, o que décadas de pesquisa mostraram que leva ao desmatamento.
“Estradas melhores melhoram o modo de vida porque os produtos atingem o mercado mais rapidamente e em uma condição melhor”, declarou ele.
Saúde e educação são outros benefícios.
Quando o mix certo de governança e incentivos se unem, a transformação pode ser surpreendente. Tomemos o caso de Parágominas, um município no Pará cuja taxa de desmatamento era tão alta que estava na lista negra federal, restringindo seu acesso a crédito e mercados.
Parágominas se transformou em uma “cidade verde”, eliminando quase que totalmente o desmatamento ilegal através da adoção de novas práticas de manejo florestal, estabelecendo uma força policial ambiental local, e oferecendo treinamento para fazendeiros e agricultores para aumentar a produtividade, utilizando melhor as terras já desmatadas.
A cidade foi retirada da lista negra no último ano, tornando-se um modelo para outras jurisdições longínquas, como o Congo e a Indonésia.
“Os municípios que estão desenvolvendo o programa já estão vendo os benefícios”, disse ele. “Eles estão tentando replicar o modelo de Parágominas.”
Mas o período de transição de um modelo de desmatamento para um desenvolvimento de baixo carbono pode ser inicialmente prejudicial.
“A transição inicial provoca perda de empregos porque a economia local é baseada no desmatamento”, afirmou Jatene. “Essa transição ocorre em um momento crítico para o governo.”
“É por isso que um programa de educação verde é importante.”
Jatene vê a necessidade de investimentos substanciais na educação em nível municipal para sair do modo de vida de atividades que destroem florestas.
“O acesso universal à educação está quase ocorrendo no Pará”, explicou Jatene. “A questão é a qualidade da educação.”
“Empregos de baixa qualificação tendem a estar na indústria do desmatamento. É por isso que se precisa de educação.”
Novas indústrias e inovação requerem educação e treinamento. Jatene diz que o Pará poderia triplicar sua produção agrícola, fazendo um uso mais produtivo de terras pobremente utilizadas e já desmatadas. A tecnologia poderia aumentar ainda mais os rendimentos. Mas Jatene também vê potencial para além da agricultura.
“Precisamos de uma revolução do conhecimento”, afirmou ele. “Podemos gerar um conhecimento de cima para baixo em termos de uso florestal, incluindo produtos sem madeira florestal, como o açaí e as plantas medicinais.”
A Amazônia tem uma grande riqueza em forma de biodiversidade, o que poderia se tornar a base de novas indústrias indígenas.
O governador também vê potencial em capitalizar o valor de serviços ecossistêmicos, como o carbono e a água.
“A grande redução no desmatamento do Brasil nos últimos anos foi uma contribuição tão grande quanto o Protocolo de Quioto”, declarou ele. “Isso foi feito sem pagamentos internacionais para serviços ambientais – o Brasil não foi pago. Isso poderia ser uma ferramenta muito poderosa para reduzir ainda mais.”
Mas a população local terá que ver benefícios diretos da redução do desmatamento para tornar tais programas eficazes.
“Uma redução adicional no desmatamento.


Nota:  Peçamos a Deus que seja verdade e que deveras aconteça.

Disponível no site: http://envolverde.com.br/noticias/brasil-pode-eliminar-desmatamento-ate-2020-diz-governador-do-para/?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=10

domingo, 8 de abril de 2012

O DIA DECLINA E A NOITE JÁ VEM


Na última Santa Missa do Domingo de Páscoa, lembramos o episódio a respeito daqueles dois discípulos, um deles de nome Cleópas, que depois dos acontecimentos finalizados no Gólgota, desolados empreendiam volta para a cidade de Emaús.
Estavam desesperançados, tendo em vista que jogaram todas as suas fichas no êxito do reino que pensavam que Jesus tivesse vindo fundar e ao contrário, viram-no morrer de forma desumana e cruel sem que dos seus gestos desprendessem – segundo as suas cabecinhas -nenhum sinal de que fosse o filho de Deus.
Durante a caminhada foram abordados por Jesus num encontro ao longo da estrada por onde comentavam o fato e iam muito tristes. Jesus interroga o que os deixava em tal estado e admirados eles repondem:  Como então, não sabe que Jesus o grande Mestre, foi traido e morto covardemente?
Nesse ínterim, os dois chegam ao destino, enquanto Jesus demonstra propósito de prosseguir.
Mas não! Dizem, fazendo com que Jesus ficasse: fica conosco, Senhor, é tarde o dia declina e a noite já vem. Fica, vamos ceiar juntos. Jesus condecede e fica.
Já a mesa,  foi no momento em que tomando o pão, partiu-o, que  foi reconhecido e os discípulos exultaram, mas Jesus desapareceu.
- Cara, bem que o nosso coração ardia enquanto nos falava. É Ele, Jesus está vivo! Ressuscitou como disse. 
Supondo que todos tenhamos ressuscitado com Cristo, certamente só nos ocuparemos das coisas do alto. É bom estar muito atento para ouvir o que diz o outro, é a voz de Deus que arde no nosso coração enquento ouvimos.
É assim, que todos os dias serão bons dias de Santas Páscoas.

Marlusse Pestana Daher
22:53 - 08-04-2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012


Queridos amigas e amigos.

Ainda são trevas, porque a morte de Jesus – in memoriam - está prestes a acontecer.

Ao mesmo tempo, já surge ao longe o lampejo de um novo dia que indica a ressurreição.

Boa Páscoa e que Cristo ressuscitado seja nossa alegria!

Marlusse

quarta-feira, 4 de abril de 2012

UM MARÇO PARA NÃO ESQUECER

No começo de março, há pouco findo, fui informada de que a Câmara Municipal de São Mateus homenagearia 12 mulheres pela passagem do “Dia Internacional” celebrado no dia 8 do mesmo mês.
Cada um dos 11 Vereadores fez uma escolha pessoal e todos uma a mais para ser homenageada. Esta última fui eu. Claro que fiquei lisonjeada com tão honrosa distinção. Era preciso não ser humana para não ficar.



                                                  O abraço do Presidente-ex-aluno.
Assim, no dia 10 de março de 2012, realizou-se no Clube “Ouro Negro”, sessão solene da CMSM onde foi outorgada belíssima placa com dizeres especiais, assinada em nome de todos os Edis, pelo Presidente, Carlos Alberto Gomes Alves. Foi-nos consignado TÍTULO HONORÁRIO DE HONRA AO MÉRITO. 
Cada Vereador fez entrega do título a sua escolhida. Para o mesmo fim, foram convidadas dez mulheres que representam a luta da mulher na política e a consolidação do preceito constitucional que prevê: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações,  (Inc. I, art.5º) para proceder a entrega a mim.
Convidada a falar, na oportunidade, recomendaram-me que o fizesse sobre a experiência vivida nos seis anos em que fui vereadora e presidente daquele poder no último biênio.
Foi fantástico ver a platéia vibrar com o que ia dizendo Entre mais, critiquei leis que se promulgam como se a Constituição já não previsse a matéria/objeto, como uma que anda “no prelo” e que obriga pagar a mulher o mesmo que ao homem no exercício da mesma função.
Por acréscimo grande número de quem estava presente foi  aluna(o), quando dei aula de português no “Ceciliano Abel de Almeida”.
Foi uma beleza! Cada afirmativa era um delírio de aprovação. É impossível não sentir o vibrar das cordas do coração onde me ressoava um hino de amor e gratidão a Deus, aos que me querem bem, pela homenagem.

Em março, ainda tem mais. Depois conto sobre o Encontro de Escritoras no Panamá com novas emoções. 

sábado, 24 de março de 2012

X ENCONTRO LATINO AMERICANO DE ESCRITORAS

Do 27 ao 31 de março de 2012 se realizará no Panamá, o X Encontro Latino americano de Escritoras Panamá 2012, Mulher e Escritura que nesta ocasião renderá homenagem à poetisa, pesquisadora literária e docente panamenha Diana Morán.
Os organizadores esperam a presença de umas 300 escritoras e escritores internacionais, 500 docentes do nível básico, da Premedia  e meia e mais de 200 docentes de espanhol e de Literatura do nível superior.
O Encontro tem como objetivo fazer visível e valorizar o trabalho criativo e acadêmico das escritoras nacionais e internacionais no contexto atual, que possibilite um diálogo com a sociedade panamenha, fundamentalmente com as pessoas que exercem a docência e favorecer o intercâmbio de experiências, idéias e conhecimentos.
A escritora Diana Morán nació em Cabuya, cidade de Panamá o 17 de novembro de 1929 e faleceu na cidade de México o 10 de fevereiro de 1987. Estudou no Instituto Nacional, de onde egresa como Secundária em Ciências e Letras. Bacharel em Espanhol pela Faculdade de Filosofia, Letras e Educação da Universidade de Panamá.

Doutora em Letras Hispânicas egresada do Colégio de México, com a tese: “Cem Anos de Soledad: novela da desmitificación”, (editada pela UNAM em 1988). Professora do Colégio Fermín Naudeau.  Se afirma que junto ao cantador de décimas e salomas Pilhe Collado, fundou uma escola primária em Antón e que hoje leva o nome de Primeiro Ciclo Salomón Ponce Aguilera.

Partiu ao exílio em México em 1969, depois do golpe Estado do 11 de outubro de 1968; até esse momento era uma das marcantes dirigentes da Associação de Professores da República de Panamá. Funda em México em conjunto com escritoras mexicanas e centro americanas um Ateliê de Teoria e Crítica Literária, ao que decidem nomear Ateliê “Diana Morán”.


terça-feira, 20 de março de 2012

MAS QUE LEVIANDADE?

Quando ouvi o Presidente do Conselho Nacional de Justiça dizer que a Ministra Eliana Calmon agira com leviandade, eu sabia que estava errado. Olha ai.

 Investigação no TO mostra corrupção no Judiciário
Quando a corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, revoltou a magistratura ao afirmar, no ano passado, que havia 'bandidos de toga', ela não revelou nomes, mas tinha uma lista com casos emblemáticos, como o encontrado em Tocantins. A corregedora já conhecia parte das quase 5 mil páginas da ação penal 490, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma espécie de radiografia de tudo o que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) busca combater no Judiciário.
Ao longo de quatro anos, uma ampla e detalhada investigação mostra que 4 dos 12 desembargadores montaram esquemas no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO) para vender sentenças, satisfazer interesses de políticos locais, cobrar pedágio para liberar o pagamento de precatórios, confiscar parte dos salários dos assessores para financiar viagens ao exterior e cobrar dos cofres públicos indenização vultosa por danos morais por terem sido investigados.
Os indícios e provas colhidos levaram o Ministério Público a denunciar quatro desembargadores, dois procuradores do Tocantins, sete advogados, três servidores do tribunal e outras duas pessoas envolvidas no esquema.
O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso à denúncia do MP, e aos 15 volumes e 47 apensos da ação penal no STJ contra a presidente do Tribunal de Justiça de Tocantins, Willamara Leila de Almeida, e os desembargadores Carlos Luiz de Souza, Amado Cilton Rosa e José Liberato Póvoa.
Perícias em computadores de advogados e juízes, depoimentos de testemunhas, ligações telefônicas gravadas com autorização da Justiça, vídeos e fotos captados pela Polícia Federal mostram em detalhes como o esquema funcionava. Nas 152 páginas, o Ministério Público denunciou os envolvidos por formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência, peculato e concussão.
Sentença copiada
No primeiro dos casos em que o MP aponta indícios de venda de sentenças, as investigações mostram que o desembargador Carlos Souza não teve sequer o trabalho de escrever o voto que iria proferir e que atendia aos interesses de advogados que defendiam o Instituto de Ensino Superior de Porto Nacional (Iespen) - Germiro Moretti e Francisco Deliane e Silva (juiz aposentado).
A Polícia Federal apreendeu na casa de um dos advogados um computador em que o voto estava sendo escrito. A última versão do texto datava do dia 20 de junho de 2007, às 9h36. Horas depois, o caso estaria na pauta de julgamento do TJ-TO. Para saber se aquele texto correspondia ao voto proferido pelo desembargador Carlos Souza, a PF fez uma comparação entre os dois.
Das 146 linhas do documento, 131 foram usadas no voto do desembargador. As poucas alterações foram para corrigir erros de digitação ou para substituir termos jurídicos em latim por expressões em português. Os grifos e os erros de pontuação do texto encontrado no computador do advogado foram mantidos no voto do desembargador. Conversas telefônicas entre Morreti e Deliane reforçaram as suspeitas do Ministério Público. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

A QUINTA ESTAÇÃO


Do evangelho segundo São Mateus 27, 32; 16, 24


32 Ao saírem, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. 24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.

Simão de Cirene regressa do trabalho, vai a caminho de casa quando se cruza com aquele triste cortejo de condenados - para ele talvez fosse um espetáculo habitual. Os soldados valem-se do seu direito de coação e colocam a cruz às costas dele, robusto homem do campo.  

Que aborrecimento não deverá ter sentido ao ver-se inesperadamente envolvido no destino daqueles condenados! Faz o que deve fazer, mas certamente com grande relutância. O evangelista Marcos nomeia, juntamente com ele, também os seus filhos, que evidentemente eram conhecidos como cristãos, como membros daquela comunidade (Marcos 15, 21).
Do encontro involuntário, brotou a fé. Acompanhando Jesus e compartilhando o peso da cruz, o Cireneu compreendeu que era uma graça poder caminhar juntamente com este Crucificado e assisti-Lo. O mistério de Jesus que sofre calado tocou-lhe o coração. Jesus, cujo amor divino era o único que podia, e pode, redimir a humanidade inteira, quer que compartilhemos a sua cruz para completar o que ainda falta aos seus sofrimentos (Col 1, 24). Sempre que, bondosamente, vamos ao encontro de alguém que sofre, alguém que é perseguido e inerme, partilhando o seu sofrimento ajudamos a levar a própria cruz de Jesus. E assim obtemos salvação, e nós mesmos podemos contribuir para a salvação do mundo.