Para ela é que se voltam todos os olhares, Nossa Senhora da Penha!
É sempre uma renovada demonstração de amor, visitar o nosso Convento da Penha. Constatar a fé que leva todas aquelas pessoas a desafiarem muitas vezes a pé, a subida da íngreme ladeira, para ir rezar aos pés da Virgem Maria.
E ante a imagem se postam e os olhares têm mais do que uma simples contemplação de um conjunto em louça. Quem fita a imagem, faz isto de forma transcendental, sabe que está frente a uma realidade maior, a da mulher vestida de sol tendo na cabeça uma coroa de doze estrelas, que por sua condição de co-redentora e pela adesão plena à vontade de Deus, se tornou em modelo para nossas vidas, modelo de santidade, de quem foi capaz de esquecer-se e dizer em plenitude: sou a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a Sua Palavra.
Sim, são estes os sentimentos que nos possuem, quando visitamos a Virgem da Penha.
Vemos mãos estendidas em oferta. Olhares suplicantes de quem passa por algum momento difícil e implora o auxílio da Mãe; o casal que vai agradecer cinquenta ou mais anos de união, apesar dos descompassos em que se envolvem os passos da vida no tantas vezes enfadonho dia-a-dia. Há também o jovem que visita o santuário pela primeira vez como o turista irreverente que não obstante a sacralidade do lugar, em trajes reduzidos ou poses incompatíveis, fotografam para a posteridade; além do casal que com os filhos, tem naquela ocorrência, o grande momento das férias anuais.
Santa Maria, Virgem da Penha, com certeza olhas compassiva e boa, com ternura e benignidade estas tão variadas expressões com que nós a visitamos, consagra tudo isto, Mãe querida, e transforma por teu favor, tanta pobreza, em oferta perfeita a Deus, pois o que passa pelas tuas mãos se engrandece e aperfeiçoa.
Nossa Senhora, este nosso mundo é um caos, mas ainda existem justos e até mais de um que podem tornar propícia a salvação necessária. Por isto, mãe... “cubra-nos com teu manto de amor, guarda-nos na paz deste olhar...”.
Do Programa Cinco Minutos com Maria.
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
É SEMPRE MAIS FELIZ QUEM MAIS AMOU
“É sempre mais feliz, quem mais amou, e este sempre fui eu...
Estes versos fazem parte de uma canção na voz maravilhosa de Júlio Iglesias. Encerram verdade indiscutível, você não acha?
Repito: “é sempre mais feliz quem mais amou”.
O próprio Deus é definido AMOR. Deus é Amor!
Ah se o mundo se movesse no amor! já pensou? Quando se fala em Amor, só se pode associá-lo a Jesus que deu a maior prova de amor no gesto de dar a vida. Ele deu a vida por nós. Deu tudo, até a última gota de sangue; na cruz, ainda nos deu Maria como Mãe.
Pensando na cruz para mim, neste dias, fica difícil não ter em mente aquele crucificado sem braços que está na capela da penitência, do Convento da Penha.
E quer saber de uma coisa? Pensando bem, estou achando que aquele Cristo sem braços tem mais sentido do que se possa imaginar. Com seu gesto redentor, Jesus já nos salvou, mas a salvação operada por Ele precisa ser confirmada (ratificada) por nós, pois, Ele quer precisar de nós para continuar salvando o mundo. Aqueles braços que faltam naquele corpo na cruz, devem ser os nossos braços, os quais devemos colocar à disposição e a serviço da divulgação da mensagem para que o Reino de Deus venha a nós.
Portanto, cada um deve dizer: no lugar dos braços que faltam a Cristo, naquela cruz, devem ser colocados os meus braços. E que ninguém fique pensando que não faz parte “desta”, pois, “ninguém é tão pobre a ponto de não ter o que oferecer”.
Santa Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres, que te fizeste co-redentora, faz a todos saberem desde aquela dona-de-casa cujos serviços domésticos lhe absorvem todo o tempo, ao taxista, ao médico, ao carpinteiro, ao comerciante, ao promotor de justiça, ao gari, a todos enfim, que neste sentido devem oferecer todos os trabalhos, com a fadiga que deles decorre; que tudo que fazem deve ser feito, como se seus braços fossem os de Jesus Cristo na hora do calvário e suas ações concorram para que possa ser provado o quanto é mais feliz, quem mais amou.
Do Programa CINCO MINUTOS COM MARIA.
Estes versos fazem parte de uma canção na voz maravilhosa de Júlio Iglesias. Encerram verdade indiscutível, você não acha?
Repito: “é sempre mais feliz quem mais amou”.
O próprio Deus é definido AMOR. Deus é Amor!
Ah se o mundo se movesse no amor! já pensou? Quando se fala em Amor, só se pode associá-lo a Jesus que deu a maior prova de amor no gesto de dar a vida. Ele deu a vida por nós. Deu tudo, até a última gota de sangue; na cruz, ainda nos deu Maria como Mãe.
Pensando na cruz para mim, neste dias, fica difícil não ter em mente aquele crucificado sem braços que está na capela da penitência, do Convento da Penha.
E quer saber de uma coisa? Pensando bem, estou achando que aquele Cristo sem braços tem mais sentido do que se possa imaginar. Com seu gesto redentor, Jesus já nos salvou, mas a salvação operada por Ele precisa ser confirmada (ratificada) por nós, pois, Ele quer precisar de nós para continuar salvando o mundo. Aqueles braços que faltam naquele corpo na cruz, devem ser os nossos braços, os quais devemos colocar à disposição e a serviço da divulgação da mensagem para que o Reino de Deus venha a nós.
Portanto, cada um deve dizer: no lugar dos braços que faltam a Cristo, naquela cruz, devem ser colocados os meus braços. E que ninguém fique pensando que não faz parte “desta”, pois, “ninguém é tão pobre a ponto de não ter o que oferecer”.
Santa Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres, que te fizeste co-redentora, faz a todos saberem desde aquela dona-de-casa cujos serviços domésticos lhe absorvem todo o tempo, ao taxista, ao médico, ao carpinteiro, ao comerciante, ao promotor de justiça, ao gari, a todos enfim, que neste sentido devem oferecer todos os trabalhos, com a fadiga que deles decorre; que tudo que fazem deve ser feito, como se seus braços fossem os de Jesus Cristo na hora do calvário e suas ações concorram para que possa ser provado o quanto é mais feliz, quem mais amou.
Do Programa CINCO MINUTOS COM MARIA.
quinta-feira, 31 de março de 2011
PROFETA E VIDENTE
Profeta e vidente. Concorda?
-É verdade que da Europa voltaste feito doutor ?
- Parece-te isto impossível ? É verdade, sim senhor.
- E qual a ciência então ?
- Isso não sei: o diploma é escrito em alemão."
Gonçalves de Magalhães (1811-1882)
-É verdade que da Europa voltaste feito doutor ?
- Parece-te isto impossível ? É verdade, sim senhor.
- E qual a ciência então ?
- Isso não sei: o diploma é escrito em alemão."
Gonçalves de Magalhães (1811-1882)
quarta-feira, 30 de março de 2011
Ajudando a divulgar
Em petição pública a Campanha Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas alerta para o feminicídio no Brasil
Na petição pública em que busca sensibilizar autoridades e a sociedade brasileira, bem como alcançar um grande número de adesões, a Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas, coordenada pela Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Rede de Homens pela Equidade de Gênero e Coletivo Feminino Plural, apoiada por Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras, faz um alerta para os altos índices de assassinatos de mulheres no Brasil e suas semelhanças com o feminicídio verificado em toda a América Latina e Caribe.
Informações recentemente divulgadas pelo Instituto Zangari, a partir de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), revela que entre os anos de 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinatos por 100 mil habitantes. As taxas de assassinatos femininos no Brasil colocam o país no 12º lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres. O estudo mostra que algumas cidades brasileiras registram índices mais altos.
Em 50 municípios, os índices de homicídio são maiores que 10 por 100 mil habitantes. O Espírito Santo ocupa o primeiro lugar, com índices de 10,3 assassinatos de mulheres por 100 mil habitantes. Outro dado alarmante divulgado neste mês é o de que nas cidades mato-grossenses de Cuiabá e Vargem Grande, 95 mulheres foram assassinada por homens s nos últimos 50 meses (Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa).
Para saber mais e assinar a petição pública acesse: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N8090
Na petição pública em que busca sensibilizar autoridades e a sociedade brasileira, bem como alcançar um grande número de adesões, a Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas, coordenada pela Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Rede de Homens pela Equidade de Gênero e Coletivo Feminino Plural, apoiada por Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras, faz um alerta para os altos índices de assassinatos de mulheres no Brasil e suas semelhanças com o feminicídio verificado em toda a América Latina e Caribe.
Informações recentemente divulgadas pelo Instituto Zangari, a partir de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), revela que entre os anos de 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinatos por 100 mil habitantes. As taxas de assassinatos femininos no Brasil colocam o país no 12º lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres. O estudo mostra que algumas cidades brasileiras registram índices mais altos.
Em 50 municípios, os índices de homicídio são maiores que 10 por 100 mil habitantes. O Espírito Santo ocupa o primeiro lugar, com índices de 10,3 assassinatos de mulheres por 100 mil habitantes. Outro dado alarmante divulgado neste mês é o de que nas cidades mato-grossenses de Cuiabá e Vargem Grande, 95 mulheres foram assassinada por homens s nos últimos 50 meses (Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa).
Para saber mais e assinar a petição pública acesse: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N8090
ANUNCIAÇÃO - Festa em 25 de março
A saudação e o nome "cheia de graça" dizem-nos tudo isto; mas, no
contexto do anúncio do Anjo, referem-se em primeiro lugar a eleição de Maria como Mãe do Filho de Deus. Todavia, a plenitude de graça indica ao mesmo tempo toda a profusão de dons sobrenaturais com que Maria é beneficiada em relação com o fato de ter sido escolhida e destinada para ser Mãe do Salvador.
Se esta eleição é fundamental para a realização dos desígnios salvíficos de Deus, a respeito da humanidade, e se a escolha eterna em Cristo e a destinação para a dignidade de filhos adotivos se referem a todos os homens, então a eleição de Maria é absolutamente excepcional e única. Daqui deriva também a singularidade e unicidade do seu lugar no mistério de Cristo.
O Mensageiro lhe divino diz: "Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás a luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo" (Lc 1, 30-32). E quando a Virgem, perturbada por esta saudação extraordinária, pergunta: "Como se realizará isso, pois eu não conheço homem?", recebe do Anjo a confirmação e a explicação das palavras anteriores. Gabriel esclarece: "Virá sobre ti o Espírito Santo e a potência do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso mesmo o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus" (Lc 1, 35).
A Anunciação, portanto, é revelação do mistério da Encarnação exatamente no início da sua realização na terra. A doação salvífica que Deus faz de si mesmo e da sua vida, de alguma maneira, a toda a criação e, diretamente, ao homem, atinge no mistério da Encarnação um dos seus pontos culminantes o que constitui, de fato, um vértice de todas as doações de graça na história do homem e do cosmos.
Maria é a "cheia de graça", porque a Encarnação do Verbo, a união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e se consuma precisamente nela. Como afirma o Concílio, Maria é "Mãe do Filho de Deus, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo; e, por este insigne dom de graça, leva vantagem sobre todas as demais criaturas do céu e da terra".
contexto do anúncio do Anjo, referem-se em primeiro lugar a eleição de Maria como Mãe do Filho de Deus. Todavia, a plenitude de graça indica ao mesmo tempo toda a profusão de dons sobrenaturais com que Maria é beneficiada em relação com o fato de ter sido escolhida e destinada para ser Mãe do Salvador.
Se esta eleição é fundamental para a realização dos desígnios salvíficos de Deus, a respeito da humanidade, e se a escolha eterna em Cristo e a destinação para a dignidade de filhos adotivos se referem a todos os homens, então a eleição de Maria é absolutamente excepcional e única. Daqui deriva também a singularidade e unicidade do seu lugar no mistério de Cristo.
O Mensageiro lhe divino diz: "Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás a luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo" (Lc 1, 30-32). E quando a Virgem, perturbada por esta saudação extraordinária, pergunta: "Como se realizará isso, pois eu não conheço homem?", recebe do Anjo a confirmação e a explicação das palavras anteriores. Gabriel esclarece: "Virá sobre ti o Espírito Santo e a potência do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso mesmo o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus" (Lc 1, 35).
A Anunciação, portanto, é revelação do mistério da Encarnação exatamente no início da sua realização na terra. A doação salvífica que Deus faz de si mesmo e da sua vida, de alguma maneira, a toda a criação e, diretamente, ao homem, atinge no mistério da Encarnação um dos seus pontos culminantes o que constitui, de fato, um vértice de todas as doações de graça na história do homem e do cosmos.
Maria é a "cheia de graça", porque a Encarnação do Verbo, a união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e se consuma precisamente nela. Como afirma o Concílio, Maria é "Mãe do Filho de Deus, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo; e, por este insigne dom de graça, leva vantagem sobre todas as demais criaturas do céu e da terra".
quinta-feira, 17 de março de 2011
Duas de vez.
Existem coisas que estão acima da nossa compreensão, da nossa capacidade de ver claramente ou em detalhes, de saber os porquês. Neste grupo, se incluem os desígnios de Deus.
Nós nunca chegamos à conclusão que queremos a respeito dos males, das doenças, das coisas que nos ferem tanto, da morte que nos deixa arrasados e em pranto que insiste em não estancar, embora o tempo passe...
Existem coisas que Deus faz ou permite que aconteçam e mesmo que desejemos, Ele não vem em nossa ajuda do nosso jeito.
Nosso querer é diferente do querer de Deus e é diferente porque apesar de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, pelo pecado, nós nos desigualamos e esta desigualdade faz muita diferença, no sentido de que tira de nós os atributos divinos, as graças que recebemos a partir do batismo e ficamos de certa forma mutilados o que nos impede de estar na mais perfeita comunhão possível com Deus e assim, nosso coração bater no ritmo do coração de Deus, nossos passos nos conduzirem nas pegadas dele, sermos de fato um membro sadio e útil do corpo místico do qual Cristo é a cabeça.
Esquecemos que Deus é Pai, que Deus nos ama profundamente, mais do que possamos imaginar. Fomos criados para a comunhão com Deus e é o afastamento dele que nos causa as dores que chamamos de tantos nomes que arranjamos e distanciamos a certeza da realidade mais perfeita que Deus é em nossa vida e nós burramente, ofuscamos, esquecemos.
Peçamos pois: Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres, intercede por nós no sentido de que nunca nos esqueçamos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e que seu amor por nós é de verdade.
Marlusse Pestana Daher
Do Programa Cinco Minutos com Maria
TRATA-SE DA FAMILIA
Dizia a lei 6.515 de 26 de dezembro de 1977, no § 2º do seu art. 3º que ao Juiz que se deparasse com um casal que manifestou o desejo de separar-se, competia “promover todos os meios para que as partes se reconciliassem ou transigissem, ouvindo pessoal e separadamente cada uma delas e, a seguir, reunindo-as em sua presença, se assim considerasse necessário”.
Lembro-me que logo no início até chegava a ser feito, mas também me lembro que no máximo, o Juiz acabava por simplesmente adiar o termo da pretensão, para que o casal refletisse mais um pouco... não me lembro de nenhum caso que se tenha logrado êxito.
E deste modo, acabou mesmo é que as separações consensuais se tornaram muito fáceis: sala de audiência, o casal, presença do Promotor de Justiça, o Juiz pergunta: “vocês querem se separar”? “o que consta da inicial sobre separação de bens e relativo aos filhos é o que vocês convencionaram”? E à resposta afirmativa, ouvido o MP, a sentença – aquela já prontinha que bastava mudar os nomes e outros pequenos detalhes, - era lavrada ali mesmo, dela sendo de imediato intimadas as partes. E tudo estava consumado!
Nunca me resignei com tanta facilidade, razão porque, só quando em Vara única ou em substituição, atuei em Vara de Família. Trata-se da família, nada menos que instituição divina que depois os homens acolheram. Tão importante, que o Estado coloca sob sua especial proteção; que estendeu à união estável sua equivalência; que a considera a principal responsável na construção da sociedade; que a nomeia primeiro quando diz de quem é o dever de assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (Art 4º, ECRIAD).
Mas veio nova lei que vai facilitar ainda mais a separação do casal. Será, que o mais importante, necessário, urgente, se traduz nessa facilidade? sequer precisam de recorrer ao processo, no Cartório – cujos titulares agradecem mais emolumentos – e tudo se resolve sem problemas. Opa, sem problemas não! Numa separação, ambas as partes perdem, mas há sempre aquela que perde mais, aquela que mais ama. Dificilmente, quando aconteceu por amor, mesmo que a ferida se feche, a cicatriz não deixará de incomodar.
O Brasil, como muitos países do mundo igualmente o fazem, proclama solenemente através de sua Lei Maior, entre muito mais: o Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. (§ 8º do art. 226). Existe algo neste sentido? a violência campeia, violência real, violência presumida, violência moral que chega por todos os lados.
Em outro dispositivo, art. 221: A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: ... IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família. Não passa de dispositivo morto. A falta de pudor que penetra sem pedir licença nos lares brasileiros, a violência que deixa até crianças de tenra idade em excitação ou pânico com o que assiste, é um constante.
Os que “estão-se lixando”, que só pensam em si e no poder só se ocupam de estratégias que na condição os mantenha, a grande maioria ignora ou se resigna, os que clamam acabam por emudecer, porque, quando uma causa é de todos a batalha só é vencida mediante o concurso igualmente de todos.
É uma pena constatar, ver gente que tenta subir escadas a partir da metade delas. Há problemas na base que devem ser antes perscrutados. Na redação do propalado PAC, seu autor começa por dizer: “A minha intenção é estimular todos os setores do país a participarem deste esforço de aceleração do crescimento, pois uma tarefa dessas não pode ser uma atitude isolada de um governo, mas de toda a sociedade. Um governo pode tomar a iniciativa, pode criar os meios, mas para que qualquer projeto amplo tenha sucesso é preciso o engajamento de todos”. Lindas palavras! Crescimento? Crescimento é inchaço. O nome tem que ser desenvolvimento e sustentável.
Esqueceu que o país é signatário das “Metas do Milênio” a serem cumpridas até 2015, firmadas em 2000, como membro da Organização das Nações Unidas. Não as divulga, não as menciona...
Sem fins eleitoreiros, sem demagogia é preciso pensar a família, é preciso cumprir a Constituição Federal. Os problemas da família não se resolvem facilitando os modos para que os cônjuges se separem, mas criando mecanismos que os ajude a não chegar a tal ponto e cujos motivos nem sempre são de ordem externa, mas sedimentados dentro dos próprios lares, onde a vida não é segundo sempre deve ser.
Ouçam-se os entendidos. Haim Gruspum, médico e psicólogo clínico, professor da PUC-SP, defende a idéia de um mediador familiar que pode ser um profissional que atua de forma voluntária para chegar estrategicamente a um acordo entre casais que buscam a mediação de forma voluntária. Com ação na comunidade, pode intervir em famílias íntegras em via de separação agindo de forma preventiva, pode agir durante a separação ou após, quando surgem problemas para criar e educar os filhos nas novas formas de família.
Esta é apenas uma das muitas soluções possíveis. Mas os que “podem tomar a iniciativa e podem criar os meios”, preferem outros caminhos.
É uma luta de todos, porque quem põe, também pode depor. É preciso pensar na família, dar a todas o que lhes faltar para realmente ser.
Marlusse Pestana Daher
21/05/2009 11:42
Nós nunca chegamos à conclusão que queremos a respeito dos males, das doenças, das coisas que nos ferem tanto, da morte que nos deixa arrasados e em pranto que insiste em não estancar, embora o tempo passe...
Existem coisas que Deus faz ou permite que aconteçam e mesmo que desejemos, Ele não vem em nossa ajuda do nosso jeito.
Nosso querer é diferente do querer de Deus e é diferente porque apesar de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, pelo pecado, nós nos desigualamos e esta desigualdade faz muita diferença, no sentido de que tira de nós os atributos divinos, as graças que recebemos a partir do batismo e ficamos de certa forma mutilados o que nos impede de estar na mais perfeita comunhão possível com Deus e assim, nosso coração bater no ritmo do coração de Deus, nossos passos nos conduzirem nas pegadas dele, sermos de fato um membro sadio e útil do corpo místico do qual Cristo é a cabeça.
Esquecemos que Deus é Pai, que Deus nos ama profundamente, mais do que possamos imaginar. Fomos criados para a comunhão com Deus e é o afastamento dele que nos causa as dores que chamamos de tantos nomes que arranjamos e distanciamos a certeza da realidade mais perfeita que Deus é em nossa vida e nós burramente, ofuscamos, esquecemos.
Peçamos pois: Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres, intercede por nós no sentido de que nunca nos esqueçamos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e que seu amor por nós é de verdade.
Marlusse Pestana Daher
Do Programa Cinco Minutos com Maria
TRATA-SE DA FAMILIA
Dizia a lei 6.515 de 26 de dezembro de 1977, no § 2º do seu art. 3º que ao Juiz que se deparasse com um casal que manifestou o desejo de separar-se, competia “promover todos os meios para que as partes se reconciliassem ou transigissem, ouvindo pessoal e separadamente cada uma delas e, a seguir, reunindo-as em sua presença, se assim considerasse necessário”.
Lembro-me que logo no início até chegava a ser feito, mas também me lembro que no máximo, o Juiz acabava por simplesmente adiar o termo da pretensão, para que o casal refletisse mais um pouco... não me lembro de nenhum caso que se tenha logrado êxito.
E deste modo, acabou mesmo é que as separações consensuais se tornaram muito fáceis: sala de audiência, o casal, presença do Promotor de Justiça, o Juiz pergunta: “vocês querem se separar”? “o que consta da inicial sobre separação de bens e relativo aos filhos é o que vocês convencionaram”? E à resposta afirmativa, ouvido o MP, a sentença – aquela já prontinha que bastava mudar os nomes e outros pequenos detalhes, - era lavrada ali mesmo, dela sendo de imediato intimadas as partes. E tudo estava consumado!
Nunca me resignei com tanta facilidade, razão porque, só quando em Vara única ou em substituição, atuei em Vara de Família. Trata-se da família, nada menos que instituição divina que depois os homens acolheram. Tão importante, que o Estado coloca sob sua especial proteção; que estendeu à união estável sua equivalência; que a considera a principal responsável na construção da sociedade; que a nomeia primeiro quando diz de quem é o dever de assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (Art 4º, ECRIAD).
Mas veio nova lei que vai facilitar ainda mais a separação do casal. Será, que o mais importante, necessário, urgente, se traduz nessa facilidade? sequer precisam de recorrer ao processo, no Cartório – cujos titulares agradecem mais emolumentos – e tudo se resolve sem problemas. Opa, sem problemas não! Numa separação, ambas as partes perdem, mas há sempre aquela que perde mais, aquela que mais ama. Dificilmente, quando aconteceu por amor, mesmo que a ferida se feche, a cicatriz não deixará de incomodar.
O Brasil, como muitos países do mundo igualmente o fazem, proclama solenemente através de sua Lei Maior, entre muito mais: o Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. (§ 8º do art. 226). Existe algo neste sentido? a violência campeia, violência real, violência presumida, violência moral que chega por todos os lados.
Em outro dispositivo, art. 221: A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: ... IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família. Não passa de dispositivo morto. A falta de pudor que penetra sem pedir licença nos lares brasileiros, a violência que deixa até crianças de tenra idade em excitação ou pânico com o que assiste, é um constante.
Os que “estão-se lixando”, que só pensam em si e no poder só se ocupam de estratégias que na condição os mantenha, a grande maioria ignora ou se resigna, os que clamam acabam por emudecer, porque, quando uma causa é de todos a batalha só é vencida mediante o concurso igualmente de todos.
É uma pena constatar, ver gente que tenta subir escadas a partir da metade delas. Há problemas na base que devem ser antes perscrutados. Na redação do propalado PAC, seu autor começa por dizer: “A minha intenção é estimular todos os setores do país a participarem deste esforço de aceleração do crescimento, pois uma tarefa dessas não pode ser uma atitude isolada de um governo, mas de toda a sociedade. Um governo pode tomar a iniciativa, pode criar os meios, mas para que qualquer projeto amplo tenha sucesso é preciso o engajamento de todos”. Lindas palavras! Crescimento? Crescimento é inchaço. O nome tem que ser desenvolvimento e sustentável.
Esqueceu que o país é signatário das “Metas do Milênio” a serem cumpridas até 2015, firmadas em 2000, como membro da Organização das Nações Unidas. Não as divulga, não as menciona...
Sem fins eleitoreiros, sem demagogia é preciso pensar a família, é preciso cumprir a Constituição Federal. Os problemas da família não se resolvem facilitando os modos para que os cônjuges se separem, mas criando mecanismos que os ajude a não chegar a tal ponto e cujos motivos nem sempre são de ordem externa, mas sedimentados dentro dos próprios lares, onde a vida não é segundo sempre deve ser.
Ouçam-se os entendidos. Haim Gruspum, médico e psicólogo clínico, professor da PUC-SP, defende a idéia de um mediador familiar que pode ser um profissional que atua de forma voluntária para chegar estrategicamente a um acordo entre casais que buscam a mediação de forma voluntária. Com ação na comunidade, pode intervir em famílias íntegras em via de separação agindo de forma preventiva, pode agir durante a separação ou após, quando surgem problemas para criar e educar os filhos nas novas formas de família.
Esta é apenas uma das muitas soluções possíveis. Mas os que “podem tomar a iniciativa e podem criar os meios”, preferem outros caminhos.
É uma luta de todos, porque quem põe, também pode depor. É preciso pensar na família, dar a todas o que lhes faltar para realmente ser.
Marlusse Pestana Daher
21/05/2009 11:42
segunda-feira, 14 de março de 2011
AVENCAS
...COMIGO, TUDO A VER
Quando as olho,
brota em mim, algo incrível e
mesmo que tentasse,
não saberia como traduzir.
Há entre as avencas e eu
uma afinidade profunda
que de onde vem, não sei...
Aquele amontoado e ao mesmo tempo distinto
mundo de pequenas folhas verdes,
mas não só verdes, são matizes
de muitos verdes.
Só sei que é bom, basta-me olhar.
Não as toco, permaneço em silêncio,
me deleito,
É quase um transe:
apenas uma planta,
mas quanta magia!!!
E tenho vontade de pedir desculpas,
convidar a tristeza,
para sair por ai,
minhas malas já estão até prontas...
e a poesia se fez no meu ser ..
Como? É Maísa que ainda canta?
vamos colher avencas!
Depois pode ser que colhamos também,
Risos, rosas, dálias,
No jardim batizado de jardim do céu.
Porque hoje é dia do POETA em homenagem a todos os colegas.
Quando as olho,
brota em mim, algo incrível e
mesmo que tentasse,
não saberia como traduzir.
Há entre as avencas e eu
uma afinidade profunda
que de onde vem, não sei...
Aquele amontoado e ao mesmo tempo distinto
mundo de pequenas folhas verdes,
mas não só verdes, são matizes
de muitos verdes.
Só sei que é bom, basta-me olhar.
Não as toco, permaneço em silêncio,
me deleito,
É quase um transe:
apenas uma planta,
mas quanta magia!!!
E tenho vontade de pedir desculpas,
convidar a tristeza,
para sair por ai,
minhas malas já estão até prontas...
e a poesia se fez no meu ser ..
Como? É Maísa que ainda canta?
vamos colher avencas!
Depois pode ser que colhamos também,
Risos, rosas, dálias,
No jardim batizado de jardim do céu.
Porque hoje é dia do POETA em homenagem a todos os colegas.
Assinar:
Postagens (Atom)