sábado, 30 de junho de 2018

A LUTA PELO DIREITO



        A luta pelo direito é também título de um livro que a Editora Forense, com tradução de João Vasconcelos, publicou no ano 2000, em sua 19ª edição brasileira. Trata-se como explica o próprio autor, Rudolf Von Ihering, de texto ampliado de uma conferência feita no verão de 1872,  na Sociedade Jurídica de Viena.

        Verdadeira tese de moral prática,  digna de ser lida ainda por outros muitos mais. Depois de ter afirmado que a luta é o trabalho eterno do direito, encerra com uma máxima  paulina: “ganharás o pão com o suor do teu rosto”, acrescentando só “na luta encontrarás o teu direito”. E mais: “desde o momento em que o direito renuncia a apoiar-se na luta, abandona-se a si próprio, porque bem se podem aplicar estas palavras do poeta (Goethe): Tal é a conclusão aceite atualmente: / Só deve merecer a liberdade e a vida, / Quem para as conservar luta constantemente.

         Nos dias que correm há todo um aparato que contrariamente aos bons princípios, pugna em prol da desmistificação da verdade do direito. Há um verdadeiro esforço no sentido de tornar sempre mais poderosas as forças  que militam de forma marginal, alheias aos princípios inalienáveis que todos trazemos esculpidos no âmago de toda corrente vital que integra nosso ser e vêm impingindo “desvalores” traduzidos em refrões que acabam sendo freqüentemente repetidos, apenas por terem sido ouvidos, jamais como resultado de uma reflexão por inteiro e que pelo conteúdo de verdade que trazem é que são aceitos e adotados.

        A ausência da coragem de lutar, por exemplo, leva muitos ao comodismo que se traduz em encasular-se, desfrutando de uma paz  aparente, num contentamento de não se ver pessoalmente atingido, tudo fazendo, para manter-se distante de qualquer batalha. Afirma-se: é perigoso embarcar em tais naves, para elas o mar está sempre revolto, melhor não arriscar vir a sucumbir.
        Choro por dentro, quando alguém afirma que tantas lutas já lutadas de nada valeram. Como aquela de um passado ainda  recente, dos jovens cabeludos que clamavam contra a ditadura,  das mulheres que queimaram peças íntimas como forma de reivindicar os próprios direitos,  até do fóruns sociais que se tornaram frequentes.

        Não aplaudo o radicalismo com que alguns se hajam em tais oportunidades,  mas nem o cruzar dos braços dos que assim se quedam, achando que não vale a pena  tanto aguerrimento.

        Falar em luta pelo direito é falar de assunto que a todos pertence. Todo homem é sujeito de direito, como de obrigações. É por ofício ou profissão  particularmente, assunto daqueles que integram as carreiras jurídicas.

        Muitos estamos vendo com certa preocupação, multiplicarem-se faculdades de direito. O sentimento aumenta, quando  deparamos com a facilidade proporcionada por algumas instituições no sentido de se obter o diploma de bacharel, quanto mais, ao constatar que os próprios acadêmicos rejeitam o professor que age estritamente dentro da legalidade, observando a frequência, não transigindo com irresponsabilidade, não negociando com qualquer tipo de artifício o alcance da aprovação. Isto atesta que se está diante de consciências que em nome de outros objetos podem marginalizar a justiça, contanto que haja proveito.

        São minoria, mas fazem um barulhão! Parecem ofuscar a maioria. Não conseguem. O que potencialmente é, não corre o  risco de jamais vir a não ser.

        Se fizermos o que devemos fazer tão bem quanto puder ser feito, correremos o eterno risco de não chegarmos a ser ou ter o que hoje não se consegue apenas pela envergadura moral que ostentamos. Mas que importa, se pela forma honesta com que pautamos nossa vida, já vivemos confortavelmente aboletados em altar indemolível nas consciências de todos quantos nos conhecem!

Marlusse Pestana Daher,
Escritora, acadêmica, promotora de justiça aposentada.






quarta-feira, 6 de junho de 2018

QUEM MANDA MAIS ?

Resolvi republicar este artigo
neste momento em que alguns duvidam
de que o Senado tenha poder de cassar Gilmar Mendes.


- Quem manda mais, o prefeito ou o juiz? perguntou-me alguém dia
destes.  

- Nenhum dos dois. Cada um manda no âmbito de sua competência como a lei o autoriza a mandar. Todo ato administrativo ou jurídico só se pode executar na forma determinada pela lei que por sua vez, decorre de um mandato aos que compõem o poder legislativo, quando no exercício da função outorgada: “todo poder emana do povo”.

 Os dois, prefeito e juiz, têm atribuições absolutamente distintas e um não pode invadir a competência do outro. O Código Penal Brasileiro prevê como crime, a usurpação de função pública, e penaliza com até a 5 (cinco) anos de reclusão, além de  multa, o infrator. Por fim, ocorrerá até perda da função.

Mas meu interlocutor não se contentou e perguntou de novo: Juiz pode mandar prender o prefeito?  Pode, tanto quanto o prefeito  pode prender o Juiz  ou qualquer pessoa do povo pode prender um ou outro,  na forma prevista na Constituição Federal, já que qualquer pessoa pode prender aquela que for flagrada em delito. 

Nem desta vez, meu interlocutor se deu por satisfeito e prosseguiu: o juiz pode mandar prender um funcionário, por ter sabido que na sua repartição  falou mal dele? 

Não pode, é arbitrariedade. Tem que saber se o que a pessoa falou é crime; se for, através de advogado, porque só advogado pode representar alguém em juízo, mesmo que seja um juiz, requererá que seja instaurado o procedimento respectivo, quando, deve ser ouvido o Ministério Público e acolhendo ou não o  parecer prolatado, outro Juiz que não pode ser ele,  decidirá sobre eventual prisão. E como prisão é caso muito sério,  dificilmente, “um falar mal” segregará alguém. Morada no local, trabalho, raízes de família e outros detalhes hão de ser vistos como impeditivos da prisão até que eventual sentença condenatória, se houver, transite em julgado, isto é, não se tenha mais como recorrer dela.

O poder legislativo, por exemplo, é o mais representativo dos três poderes, mas como os que o integram dependem de voto, há quem não hesite em usar meios menos dignos no sentido de obter o mandato. Da mesma forma os que pretendem o mandato executivo.

Por ter conquistado a função, mediante concurso, sem povo, alguns integrantes do judiciário se erigiram em verdadeiras dinastias, na expressão de Bandeira de Mello e pensam que para demonstrar o poder que têm,  precisam fazer além daquilo e somente cumprir o próprio dever.

Quem manda mais, não manda sem outorga do povo. Povo é quem  manda mais. Pena que  é um mandante  que renuncia ao poder que detém ou dele se esquece. Chega as vezes ao ponto de se insurgir contra seus iguais, impondo-lhes derrotas humilhantes ou  qualificando-os pejorativamente. 

Povo constitui nação desde que esteja num território. Governo é quem ele quiser que seja. Logo, é ele quem manda mais.

12/11/2001

sexta-feira, 1 de junho de 2018

COMO HAVER PAZ?



Para recordar. Escrito em 2010.

HAITI, DO POVO MAIS POBRE E MAIS MARTIRIZADO DO PLANETA

Já era o mais pobre país do planeta, de gente martirizada, à margem da cultura, do desenvolvimento, da história. Mas um terremoto se abateu sobre ele, fez ainda mais estragos e roubou mais de 200 mil vidas. Então virou manchete de todos os jornais do mundo. Agora todos falam do Haiti.  

Situa-se num conjunto de arquipélagos entre as duas Américas, ocupa o terço ocidental da Ilha de São Domingos, possuindo uma das duas fronteiras terrestres da região, a que faz a leste com a República Dominicana. A capital é Porto Príncipe. 

95% da população é negra, 4,9% mulata e tão somente 0,1%, branca. 80,3% dos haitianos professam a religião católica. Não se negue contudo a forte influência africana com suas práticas religiosas semelhantes a dos denominados cadomblés. Foi o primeiro território americano a ser descoberto por Cristóvão Colomgo, cedido à França pela Espanha em 1697. No século XVIII, chegou a ser a mais próspera colônia francesa na América, com a exportação de açúcar, cacau e café. Trata-se da  primeira colônia de maioria negra, mediante revolta de escravos, a conquistar a libertação, em 1794. Mas no mesmo ano, a França dominou a ilha. Um ex escravo Tousasaint Louverture tornou-se Governador Geral em 1801, redigiu uma Constituição para o país em cujo artigo 1º esculpiu o comando: “A escravatura está para sempre abolida, não podem existir escravos sobre este território.” Mas não durou, foi deposto e morto pelos franceses. Em 1803, outro líder, Jacques Dessalines, organiza o exército e derrota os franceses. Declarada a independência, o próprio Dessalines proclamou-se Imperador.

Tamanha coragem valeu ao Haiti 60 anos de bloqueio comercial imposto pelos escravistas europeus e estadunidenses. No governo de Jean Pierre Boyer, cercado pela frota da ex-metrópole, constrangido, assinou tratado pelo desbloqueio, sendo imposto ao país a título de indenização à França, a quantia de 150 milhões de francos, reduzidos para 90 milhões, o que não impediu nada menos que, o exaurimento da economia do país.

Depois do terremoto as Nações se mobilizam e centenas de aviões carregados de alimentos, roupa e água foram mandados para o Haiti, de todas as partes do mundo.

Além do que já foi, o governo brasileiro prometeu doar US$ 15 milhões ao Haiti, 14 toneladas de produtos alimentícios, entre sardinha, leite em pó, açúcar cristal e água.

Releva ser dito que a precariedade do país, máxime pela destruição sofrida, dificulta a chegada das próprias ajudas. Não há estradas, aeroporto destruído, linhas telefônicas interrompidas, ainda é precário o contato pela internet.

Órgãos governamentais e ONGs disponibilizaram contas bancárias para receber doações. O Banco do Brasil abriu uma conta (SOS Haiti - agência 1606-3, c/c 91.000-7) para o recebimento dos recursos que serão administrados diretamente pela Embaixada do Haiti no país.

Entretanto, o Haiti não precisa só de pão e água. Clama por desenvolvimento, clama por ser capaz de superar suas dificuldades e se tornar deveras uma Nação Soberana, mediante a liberdade merecida pelo seu povo, gente como qualquer outra, todos filhos de Deus, igualmente feitos á sua imagem e semelhança. 

Em artigo intitulado: “Lamento junto a Deus pelo Haiti”, desabafa Leonardo Boff: “Em cada haitiano que sofre soterrado ou que morre de sede e de fome, morremos um pouco também todos nós junto com eles. Finalmente somos irmãos e irmãs da única e mesma família humana. Como não sofrer?”

Ante a indigência haitiana o Prof. Ricardo A. S. Setenfus que integrou a missão da ONU/OEA no Haiti em 1993 afirmara: “A idéia de que cada sociedade deva resolver de forma autônoma seus dilemas nacionais – sustentáculo do princípio da não intervenção – é absolutamente inaplicável em certas situações como, por exemplo, no caso haitiano. Jamais este país conheceu ao longo de sua história sequer vestígios de democracia. A vontade da maioria sempre foi esmagada pela força. ... uma cruel realidade. ... Nada é mais desumano que a demonstração de indiferença frente ao sofrimento de outrem.”

Ante o sobredito,  importa que as Nações – seu povo - se predisponham a ajudar o Haiti, de mãos dadas com sua gente, atentas aos seus grandes anseios, até porque o país que não tem nada para dar,  precisa tudo receber. Que se entenda isso. Que o Haiti se inclua nos projetos desenvolvimentistas nacionais.

Nada mais soa atual no momento, que proêmio da Constituição Gaudium et Spes,  (Vaticano II): “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração”.

“Eles sofrem, nós sofremos”. “Guiados pelo Espírito Santo.  Eco no coração. A Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história”.








sábado, 5 de maio de 2018

LEIGOS, SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO


A Igreja sempre foi uma instituição organizada, mãe carinhosa, abriga todos os que querem seu refúgio e assim, no curso do tempo sempre se preocupou com cada seguimento dos seus filhos, na família e na sociedade, em qualquer condição ou estado de vida, em que individualmente responde à própria vocação, mediante a qual faz sua caminhada rumo à única vocação, a universal à Santidade.

Nesta abordagem, o foco são os Leigos, seculares que sem ser oposição ao sacerdócio, a religiosos, outras classes, convivem juntos sob os ensinamentos das mesmas escrituras.  “Leigo é todo aquele que se encontra inserido nas realidades temporais, compete-lhe se integrar sem receio na sociedade, na política, no trabalho e na cultura, desde a primeira a última significação das coisas que se ganha em Cristo. A secularidade que vivem, no respeito ativo pela consistência da criação – ou seja da dimensão espaciotemporal do mundo – leva-os a respeitar e a melhorar todo o modo de fazer sem nunca perderem a absoluta dimensão do ser, como da finalidade das coisas”[1].

O Leigo forma o povo de Deus, não se diferencia dos demais integrantes da hierarquia. É pessoa humana tanto quanto, reveste-se da mesma dignidade porque também criado à imagem e semelhança de Deus. A diferença fica tão somente pela diversidade de funções e a cada uma além de se atribuir especiais ocupações é recomendado o respeito recíproco.

A Igreja no Brasil, decidiu celebrar o ANO DO LAICATO  que teve início no dia 26 de novembro do ano pretérito e finda com a Festa de Cristo Rei que acontecerá no dia 25 de novembro deste ano de 2018.  Tudo foi muito bem planejado e em bom tempo todas as Dioceses e Prelazias do Brasil receberam orientações metodológicas, material e quanto mais necessário para bem realizá-lo.  A recepção deixa a desejar, inúmeras paróquias ainda que bem instruídas, não recepcionaram a proposta, talvez pela falta de leigo interessado(?).

Certamente o projeto de Deus o desejou. O Concílio Vaticano II procedeu às grandes transformações que ocorreram não só no mundo católico. É verdade que não faltaram consequências, até advindas do interior da própria Igreja. De todas elas saiu ilesa.  

Do Vaticano II veio o Decreto Apostolicam actuositatem, sobre o apostolado dos leigos. Ainda não é suficientemente conhecido apesar dos seus 53 anos. E o que o motivou? Como inicia afirmando: “o desejo de tornar mais intensa a ação apostólica do povo de Deus, dai porque dirige-se esperançoso aos leigos, que desempenham papel específico e insubstituível no conjunto da missão da Igreja. 

... Decorrente da própria vocação cristã, o apostolado dos leigos não pode deixar de existir na Igreja. As Escrituras mostram como foi espontânea e frutífera a ação dos leigos nas origens da Igreja. (cf. At. 11, 19-21; 18,26; Rom. 16.1-16; Fl 4,3). Contém VI  capítulos elucidativos de tudo como e porque deve ser, como fazer.

Em 1987, os “fiéis leigos” foram tema do Sínodo dos Bispos como “pertencentes àquele povo de Deus que  é representado na imagem dos trabalhadores da vinha, de que fala o Evangelho de Mateus: “O Reino dos  Céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo,  a contratar trabalhadores para a sua vinha. O convite do Senhor Jesus «Ide vós também para a minha vinha » continua, desde esse longínquo dia, a fazer-se sentir ao longo da história: dirige-se a todo o homem que vem a este mundo”, afirmou-o o Papa João Paulo II em Exortação apostólica  sobre a “Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no mundo”. Reforçou totalmente os termos do documento conciliar, atualizou o tema, e denominou como “fruto mais precioso  daquele encontro dos Bispos, que os fieis leigos escutem o chamamento de Cristo para trabalhar na sua vinha”. Adverte sobre os perigos do secularismo que se propaga do mesmo modo que a indiferença religiosa, com olvido de práticas que sempre ajudaram a vida do cristão.

Claro, enfatizou a necessidade da oitiva atenta da Palavra como forma de conhecer a vontade de Deus, de descobrir sua vontade concreta para as nossas vidas.

Nos nossos dias, a Igreja do Concílio Vaticano II, numa renovada efusão do Espírito de Pentecostes, amadureceu uma consciência mais viva da sua natureza missionária e ouviu de novo a voz do seu Senhor que a envia ao mundo como “sacramento universal de salvação ».(1)

Por sua vez, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil tem-se ocupado do tema e em 1999, 20° aniversário da “Christifideles Laici”, edita o Documento 62 tratando da “Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas”.

Impossível num artigo fazer tantas transcrições, alguma contudo se faz indispensável. Dizem os Bispos, sempre no doc. 62: “Pela sua “índole secular  ...os leigos são cristãos, portanto, participam a pleno título da missão da Igreja. ... Os leigos são chamados a evidenciar a missão da Igreja no mundo. ... têm a vocação de procurar o reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as  segundo Deus” e assim, possam contribuir, a modo de fermento, por dentro, para a santificação do mundo”.

E com a decisão de comemorar o laicato durante um ano inteiro, a CNBB o fez, editando o documento 105, aprovado em sua 54ª Assembleia Geral em Aparecida SP, no dia 14 de abril de 2016. Já se contam dezenas de artigos alusivos de autoria de diversos Bispos.

Declara abrindo o documento: “Sal da terra e luz do mundo, na Igreja e na sociedade! Os cristãos leigos e leigas receberam pelo Batismo e pela Crisma, a graça de serem Igreja e por isso, a graça de serem sal da terra e luz do mundo. (Mt 5,13-14). Trata-se da expressão com que Jesus definiu seus discípulos e a missão que lhes confiava e são particularmente significativas em se tratando dos cristãos leigos e leigas.

Faço mais uma citação: “Em sintonia com o Ano do Laicato, a Campanha para a Evangelização deste ano  tem como tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14)

“O objetivo da campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil. A iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas”.  

Nos dizeres de D. Severino Clasen, Presidente da Comssão Especial para o ano do laicato,  "o leigo deve agir, seja na formação, nos serviços básicos da comunidade de fé, animando a liturgia, a catequese e os serviçoes eclesiais, circulos bíblicos, grupos de reflexão e outros, bem como o  testemunho no serviço aos mais necessitados e carentes. ... o papel dos leigos na Igreja é ser testemunho do  Cristo resusscitado, onde moram, vivem e trabalham.

Através do batismo, tornam-se membros efetivos no corpo da Igreja, onde Cristo é a caneça. "É dever da cada batizado conhecer Jesus Cristo, viver seus sentimentos de amor e ajudar os mais necessitados a serem felizes e a todos se santificarem para a glória de Deus". Os leigos carregam mais que um mero papel, pois se trata de algo maior: uma missão!

Não é preciso dizer mais nada, há muito a ser lido nas mais diversas fontes. Que os Cristãos leigos e leigas procurem se entrosar nesta Campanha, não deixem de ser como o quer Jesus: SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO!



Marlusse Pestana Daher
Vitoria, 04 de naio de 2018






[1] Disponível em:http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/documentos/leigos-na-igreja-e-no-mundo-relendo-a-christifideles-laici/  - Acesso 11 de maio de 2018.

terça-feira, 1 de maio de 2018

DIA DO SUOR DO TRABALHADOR

Homenagem ao trabalhador Daniel Gonçalves
Presidente PV São  Mateus -ES

Sempre será esta nossa BANDEIRA. 
O trabalho humano foi e sempre será a grande estrela na vida do homem, um homem sem trabalho é também destituído de outros direitos humanos e fundamentais, pelo que importa que aumentemos nossos esforços, mesmo ante a certeza de que a luta é renhida e que se podem repetir mortes, injustiças, toda sorte de aviltamento semelhante ao que aconteceu com “aqueles trabalhadores”.

Em 1886, Chicago se constituía no maior centro industrial do mundo e como é natural, absorvia expressibilíssima, ainda que “a preço de banana”,  mão de obra, condenando os trabalhadores a uma jornada de 13 horas, tornando suas vidas tormento insuportável. 

Dai que no dia 1° de maio daquele ano, milhares de trabalhadores, em distintos lugares saíram às  ruas para protestar e reivindicar entre mais a redução de 13 para 8 h a jornada de trabalho.

A reação do poder veio com a força policial ocorrendo inevitáveis confrontos e logicamente tendo como resultado mortos e feridos, certo que da parte dos trabalhadores. Eles não dispunham das mesmas estratégias nem das mesmas armas com as quais os vitimaram.
Trabaladoras do G.E. Amâncio Pereira
Provável década de 1950

Foi assim que o 1° de Maio se tornou “Dia do Trabalho”. Vieram documentos favoráveis, pronunciamentos de Papas, autoridades, partidos e até se transformou feriado universal para que tudo seja lembrado.  

Mas aqui não se trata de nos ocuparmos com a história, mas com os acontecimentos do momento que roubam o que de mais necessário tem a pessoa, sua própria dignidade.

O trabalho escravo não acabou acrescentado do infantil.

Só quem a exemplo dos povos indígenas por parte dos mais velhos não vê contada a própria história, não imagina ou sabe do comportamento de fazendeiros em relação aos seus trabalhadores.

Quem não sabe “das vendas” existentes nas próprias fazendas onde o trabalhador mediante vale, faz(ia) compras de víveres para a família? Nunca veem dinheiro em espécie. Nem se esqueça que os preços são bem mais “salgados”. Quantos, sem pagamento de hora extra,  trabalham jornadas superiores às normais, pode ser até que recebendo o salário mínimo, mas sem carteira assinada, sem que tenham sido pagas as obrigações sociais, pelo que terão negados os direitos que desse pagamento decorrem na hora que dele precisarem.

O trabalho dignifica o homem.  Observo aqui onde moro, quanto cresce a “população de rua”, homens em idade de labor, sujos, esfaimados, muitas vezes com a boca cheia de mentiras e olhares lacrimosos, para despertar no próximo compaixão pelo que não existe, que não merecem.


Pode ser que padeçam  o reflexo da canseira dos seus ancestrais que trabalharam duramente, enriqueceram patrões, venderam e ainda vendem sua arma sagrada do voto em eleições, inconscientes do reflexo que decorre de tal gesto.

Ai não se negue que a  primeira causa é a falta de trabalho, se o tivesse, vendo outros que progridem, haveriam de buscar igual sorte. As circunstâncias não favorecem e se transformam ainda em um maior peso social. Falta educação. Falta educação. Falta educação.

Certa vez ouvi alguém dizer “não há rico que tenha enchido os bolsos senão às custas do suor daqueles que para ele trabalhavam”.  Não ousaria generalizar, mas esta afirmação é como o boato o qual “tem sempre seu fundo de verdade”.
Enquanto a população sua, chora, passa fome e se atormenta, o fruto do seu trabalho finda em quase nada para comer, beber se vestir, ter onde morar.

O que é hoje nosso lugar? Um país que progressivamente vinha sendo assaltado, (ainda continua) enriquecendo poucos, fazendo o detentor do poder e seus aliados abarrotarem os bolsos. Dizer vergonha é pouco.

E de acréscimo, pobres de nós pela composição dos Poderes representativos da Nação.

É impossível compreender que uma senhora, D. Marisa Letícia,  só porque foi primeira dama do país tivesse tantos bens, tanta riqueza como os que foram arrolados no seu inventário. 

As pessoas que tiverem consciência, que, por exemplo, acreditam no Papa Francisco que vem ocupando todos os espaços e conclamando ao agir para que as coisas mudem,  “não podem cruzar os braços ou lavar as mãos como fez Pilatos”,  enquanto dispuser de qualquer sorte de capacidade ou habilidade para mudar o mundo, não pare. Vamos morrer lutando.

Nas próximas eleições escolhamos bem, vejam as novidades, pessoas que ainda que pequenos partidos, como o PV, vão apresentar.

Só não podemos quedar-nos imóveis ou nos constituirmos em “vaquinhas de presépio”  Cruz credo!


Marlusse Pestana Daher
1 de maio de 2018  15:49

domingo, 15 de abril de 2018

E HAJA ESPERTEZA

A navegação prossegue:

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!                                            Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano                                        Como o teu mergulhar no brigue voador!                                                        Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!                                               É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...                                                  Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
(Castro Alves –Navio Negreiro}

II - SOBRE POLÍTICA

Se entendermos a explicação dada, havemos de concluir que político não pode ser o populista que distribui doces, que dá tapinhas nas costas, que conversa com o outro fingindo que é "de igual para igual" e tem outros comportamentos similares, mas É TUDO FINGIMENTO, É SÓ PARA GANHAR VOTO E COMO O ELEITOR É GENTE E GENTE É UM "BICHO" CARENTE QUE SE DERRETE TODO, ACABA PENSANDO QUE TEM NESTE ESPERTALHÃO "UM AMIGO DE FÉ, UM IRMÃO CAMARADA"

Para ser funcionário de qualquer prefeitura você precisa fazer concurso, há concursos "pura balela" mas outros que se você não estudar para valer, você não passa.

POLÍTICO, talvez mais de 90%, não sabe o que diz a Constituição, NÃÃAOOOO está instruído para o exercício de tão delicados misteres.. "Depena a galinha e ela ainda sai correndo atrás dele".

Assim é que acabamos por provar tantos desgostos, ao ouvir prefeitos decantando méritos de governadores, fazendo discursos dificílimos de ser assimilados, deglutidos, quando mais saboreados. Degustado? nem pensar.

O jornal, “Tribuna do Cricaré”, de hoje, (15/04/2017) traz na capa, que o Prefeito de São Mateus, defende reeleição da “Chapa Hartung-Colnago”,  (algum eleitor do 1/3 do total que foram seus votantes, autorizou?)  "imensamente sensibilizado" porque levaram a notícia de que poderá vir a ser ampliado o velho Hospital Maternidade de São Mateus que no curso do mandato desses senhores, só não fechou suas portas porque a Igreja Católica, sempre ela, foi à luta e não deixou acontecer.

Um segundo motivo é o asfaltamento de uma estrada antiga...

O Governador se acompanhava de outros políticos candidatos .

O Deputado Gildevan disse que as obras foram paralisadas no governo RENATO CASAGRANDE, por falta de recursos. Não é provável, Casagrande ainda deixou o cofre abastecido Aproveitando a deixa dois aliados de PH exaltam-NO dizendo que “só [1]começa o que pode terminar” e por isto interrompe o que está em curso?

Não tenhamos memória curta. NA VERDADE, PH VAI ESCONDENDO O JOGO NO CURSO DO SEU MANDATO, PARA NA RETA FINAL DISPARAR BENEFÍCIOS.
É UMA SUA ESTRATÉGIA E O POVO, AQUELA GENTE BICHO CARENTE, ENCHE OS OLHOS SEM PENSAR QUE AS RAZÕES DE SUA ALEGRIA PODERIAM TER SIDO PROPORCIONADAS ANTES SE A POLÍTICA DESSES POLÍTICOS FOSSE POLÍTICA COMO DEVE SER.

"Olho na mídia" para acompanhar as notícias de visitas da ilustre caravana a outros municípios com iguais finalidades.

Marlusse Pestana Daher
Vitória, 14 de abril de 2017

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[1]Ficou no meu perfil do face, porque não sendo original, faz ficar branco ao ser publicado.
Acess

sábado, 14 de abril de 2018

HISTORIA DA IMAGEM E DO CONVENTO DA PENHA


A imagem de Nossa Senhora existente no altar-mor do Convento da Penha, em Vila Velha, ES, vinda de Portugal em 1570, mostra NOSSA SENHORA DA PENHA DE FRANÇA. A imagem que deu origem ao culto com essa denominação foi encontrada por Simão Vela no século XV (1434), na Serra de França situada no norte da Espanha, próximo a Salamanca, local de origem do espanhol Pedro Palácios, idealizador do Convento. Ela havia sido escondida por soldados franceses, durante a guerra com os mouros.

Irmão Leigo (sem ordens), “Frei” Pedro Palácios era ligado aos Capuchinhos na Custódia Portuguesa da Arrábida, onde os religiosos se consagravam à penitência e ao eremitério.

Nossa Senhora da Penha de França aqui, em Vila Velha, ES, foi associada às sete PENAS (sofrimentos) de Nossa Senhora: - profecia de Simeão feita no Templo de Jerusalém (revelou a N. Senhora a futura paixão e morte do seu Filho), - fuga para o Egito, - perda de Jesus no Templo, - encontro de Maria com Jesus carregando a cruz, - morte de seu Filho na cruz, - descida de Jesus da cruz, - sepultamento de Jesus. Até os anos 1980, na Estrada Velha do Convento, conhecida como “Ladeira da Penitência”, cada uma das suas sete curvas exibia uma cruz pintada de azul, onde estavam escritas as sete PENAS de Nossa Senhora.  

A versão de “Penha” como “pedra”, se deve às escarpas íngremes da Serra da Penha de França, que embora tenha esse nome fica em território espanhol, onde Carlos Magno deteve o avanço dos mouros na Europa. Em Vila Velha, ES, e na Penha, RJ, as igrejas foram construídas sobre morros com penhascos nos cumes, lembrando a serra espanhola.

A versão de NS da Pena, cuja imagem mostra Maria com o Filho no colo e segurando uma pena de ave na mão direita, padroeira dos escritores e pintores, cujo culto é celebrado desde a Renascença, não condiz com nenhuma imagem existente no Convento.

O painel com Nossa Senhora dos Prazeres, ou Nossa Senhora das Alegrias, trazido por Pedro Palácios, em 1558, é a pintura mais antiga exposta permanentemente ao público nas Américas. A imagem, talhada em madeira, veio de Portugal doze anos depois do painel e foi entronizada na primeira Festa da Penha, em 1570.

A romaria de devotos teve início em 1573, promovida por dois jesuítas que escaparam de um naufrágio.
Curiosidade: A igreja católica da Barra do Jucu é a única, das que conheço, que ostenta em seu frontispício quatro grandes flores-de-lis, símbolo do reino de França.

Kleber Galvleas, Pimtor