sábado, 3 de junho de 2017

O ESPIRITO DO SENHOR ENCHEU TODA A TERRA

Amanhã, 4 de junho, celebraremos o dia de Pentecostes, fato que aconteceu depois de 50 dias da Páscoa. Jesus voltou para o Pai, cumpriu tudo o que pelo
O grande momento em concepção artísitca. 
Pai lhe foi determinado, e cumprindo igualmente promessa feita aos apóstolos, mandou o Espírito Santo sobre eles. 

Os apóstolos estavam reunidos no cenáculo, havendo quem diga que se esconderam com medo das perseguições que passaram a sofrer. Maria estava com eles. Fique pensando: eles se reuniram porque estavam com medo, ou teria sido um desígnio de Deus, no sentido de que estivessem juntos na hora do prodígio?

Penso que podemos descartar o medo e pensar que foram inspirados a estarem juntos para serem melhor capazes de recepcionar o prodígio e em toda sua intensidade. Tratava-se de um momento fundamental para a Igreja e assim, tinha que ser um momento comunitário com a participação de todos. Ou admitamos: “Deus escreve certo por linhas tortas”.

Com força maior que de costume em fortes rajadas, um vento impetuoso invadiu o cenáculo e tomou conta do lugar. Ao mesmo tempo, sobre a cabeça de cada um dos apóstolos e da Virgem Maria, apareceram umas línguas de fogo – que curiosamente, o vento não apagou – provocando grande transformação, carregando-os da força libertadora do Espírito Santo.

Vento e fogo simbolizam a façanha do momento, duas grandes ocorrências naturais diante das quais somos impotentes.

Eis ai, querido ouvinte, um bom momento sobre o qual é interessante voltar com frequência nosso pensamento, enquanto nos devemos colocar em atitude de quem se deixa plasmar pelo Espírito Santo, para nos transformarmos nas pessoas que devemos ser, onde quer que seja que devamos estar, agir, operar.

Do Programa "Cinco Minutos com Maria"
Rádio América  AM 690 - 17:55
23 anos no ar, no próximo 3 de agosto. 



sexta-feira, 2 de junho de 2017

SALVEMOS O AMBIENTE PARA NÃO PERECERMOS


Pelo que sei, em toda a história, ainda não aconteceu um tempo em que os humanos tenham observado sua preferencia por descaminhos, mesmo pagando caro por isso. 

Não entenderam que a sorte de todos, tanto quanto o próprio infortúnio, também depende de todos, que se não quiserem sucumbir, importa que sejam abandonadas as disputas, a sede de ser quem vence, o querer acumular e a ganância. Importa acionar a ética do cuidado com a terra, o amor por ela, conscientes de quanto com ela, constituímos particular ecossistema. Respeitá-la se impõe.

 Em 2006, a ONG WWF divulgou em seu relatório que “os seres humanos já usavam recursos naturais a uma taxa de 25% acima de sua capacidade e que entre 1970 a 2003, o planeta perdeu 30% de sua diversidade biológica”.   Revelou o mesmo relatório que neste compasso, em 2050, serão necessários dois planetas para satisfazer as necessidades de quem vive. Alerta ignorado. Tal estimativa passou para três, havendo quem arrisque a falar de quatro planetas.

A desordem no ambiente causa inquietações impensadas. Produz consequências na convivência entre os povos, desequilibrando-os física e mentalmente, deflagra guerras, faz com que países já não sejam capazes de abrigar sob seu teto os próprios filhos que, desesperados, humilhados, empobrecidos, se lançam na busca de liberdade, sem condições de segurança, sem perspectiva. Dai então os milhares de refugiados, a triste sorte de Aylan, o menininho turco afogado cujo corpo foi encontrado na praia.

A humanidade está doente e acha normal. As impurezas que lança na terra retornam ao seu organismo de inúmeras formas.

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as  presentes e para as futuras gerações”, prescreve a Constituição Federal.

Temo que venham a faltar às futuras gerações um meio ambiente equilibrado e com ele, água e pão. Não foi para isso que as quisemos e fizemos vir ao mundo.
Salvemos o ambiente para não perecermos todos.



Publicado em jornal local no dia 1 de outubro de 2015.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A ARTE DE MANIPULAR E TELECOMANDAR AS PESSOAS

                                     Errei redondamente em afirmações feitas, mas deixo ao leitor o prazer de constatá-las.

O Presidente da Câmara, Deputado Eduardo Cunha, está superando a sua tão decantada  capacidade de manipular pessoas, proparalada na época das
Triste fim
articulações para eleger a mesa diretora daquele Poder. 
Sabe transformá-las em telecomandados. Mediante tais trejeitos logrou eleger-se. De início, pareceu-me que passaria à história como o efetivador da verdade constitucional da independência e harmonia dos poderes, que não passava de   letra morta, porquanto os legisladores vinham se havendo como eternos subordinados aos respectivos executivos.

O poder o escravizou e tem demonstrado que não é outro seu propósito senão piorar a grave situação pela qual passa o país. Tudo que faz visa colocar obstáculos e mais obstáculos no caminho do Brasil e da presidente, que até agora, embora carente daquelas virtudes e atributos indispensáveis ao seu cargo, pelo menos dos "propinodutos" guarda isenção. 

Ao poder compete contribuir e canalizar todas as forças para que o quanto antes o Brasil encontre o caminho do desenvolvimento do qual se  dispersou. 

Já se sabe que tudo que está ai, é obra e graça de um político mal-intencionado "preso pelas ditaduras, preso pelo mensalão e preso, quando já estava preso". Ou como diz Guilherme Fiuza: "... o partido é ele, o governo é ele, o escandalo é ele, Lula é o mito garantidor da fraude e Dilma é a militante que estava à mão, para manter a fachada.

Se a presidente errou, disto "fez vista grossa" o voto democrárico que lhe concedeu um segundo mandato. Não se tem que priorizar o impeachment como
E se pensava que fosse séria(?),
se representasse a solução porque não é. Importa somar forças e a cada brasileiro, cumprir a tarefa que lhe cabe nesta absoluta e urgente necessidade de encontrar saídas. Não está sendo esta a atitude do juiz Sérgio Moro, do procurador Janot e outros, fazendo sua parte?  Éo que todos devem fazer. 
Imergimos até o pescoço na política sócio-econômica nacional, quando não temos só este problema. 

Quem esta-se lembrando dos objetivos do milênio? Quase todo mundo sabe que a Presidenta escorrega feio no português. Sabe que"os seres humanos já usam recursos naturais  a uma taxa de 25% superior à capacidade de regeneração do planeta"? Se não mudarmos, em 2050, a humanidade precisará de dois planetas terra para prover suas necessidades"? 



Artigo publicado em jornal do dia 20 de agosto de 2015.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

MÃE CONSOLADORA DOS EXCLUÍDOS

O mês de maio, das noivas, das mãe de Maria chega hoje a seu termo e a liturgia enfoca a visita de Nossa Senhora logo em seguida ter recebido a comunicação de que se tornaria mãe do Filho Deus. 
Nossa Senhora Consoladora

Uso esta reflexão que não é específica mas nos fala dos cuidados de Maria com seus filhos, refiro-me ao episódio das Bodas de Caná, onde ficou evidente que Maria é mãe consoladora, sempre atenta às necessidades dos seus filhos, especialmente aqueles menos favorecidos.

Alguns mestres espirituais, como o Beato Alonso, acreditam que os noivos de Caná eram pobres e que o povoado era bem pequeno. Ao faltar vinho seria muito difícil encontrar encima da hora para remediar aquela situação.     

Tudo isso Maria tinha presente, Ela estava atenta às necessidades dos seus filhos. Ela não quer que falte o vinho da alegria a nenhum de nós. Ela não quer que ninguém fique excluído do vinho novo oferecido por seu Filho. Por isso diz imediatamente a Ele: “Eles não tem mais vinho” (Cf. Jo 2, 1-11) 

Que delicadeza da Mãe! Não faz nenhum alarde que pudesse envergonhar os noivos. Apenas em silêncio e com muita confiança no  Filho lhe confia essa situação. E para quem é filho de Maria sabe que Ela segue atuando assim em nossas vidas, especialmente com aqueles que mais necessitam do seu consolo e proteção

Peçamos hoje a intercessão da Mãe consoladora, especialmente por todos aqueles nossos irmãos excluídos e para que nós também não sejamos indiferentes a eles e não os deixemos à margem.

“Ó Mãe Consoladora dos excluídos, vosso Filho aproximou-se dos que estavam à margem da sociedade: eram pecadores que buscavam o perdão, doentes que esperavam a cura e oprimidos que ansiavam pela libertação. Dá-nos vossa força maternal, e sejam os cristãos os libertadores de todo o mal!”  

terça-feira, 23 de maio de 2017

APLAUDIR E IMITAR



Mesmo quem é cego,  “desde que se entende por gente” ouviu e ouve comentários desastrosos sobre a política brasileira, sobre a corrupção que grassa, sobre o pouco caso que se faz da sorte dos brasileiros, a grande maioria, despossuídos dos bens da terra. 
 
As denúncias do que falta, dos grandes problemas sociais que nos afligem brotam aos nossos olhos, tantas vezes lacrimosos, todos os dias. Todo mundo sabe, mas vou repetir: das filas que se formam nas unidades de saúde, nos pronto atendimento, os padecimentos de todos e de crianças, atendidas em apenas uma cadeira, senão no colo da mãe, sentada no chão. 

Não nos faltam profetas a nos advertirem em nome de Deus, a proclamarem que somos feitos à imagem e semelhança Dele, que devemos reivindicar nossos direitos, que não se pode tolerar o menosprezo pela pessoa e a violação aos direitos humanos. 

Hoje, governa a Igreja Católica, um Papa sensível e atento a todas as formas de sofrimento. Fala alto e em bom som de tudo que deve ser reprovado, sai a campo, fazendo pessoalmente o que aos demais recomenda, é o caso de suas visitas a países em conflito, do seu acolher refugiados, do seu pensar nos pobres de rua das cercanias vaticanas para os quais providenciou, por exemplo, uma lavanderia que lhes permite vestir roupas limpas. Multiplicam-se os bons exemplos de caridade, de grande amor ao próximo, que ele todo dia dá. 

Quantos o estão seguindo com tais gestos? Fala-se bem do Papa Francisco, afirma-se que é diferente dos outros neste aspecto, muitos aplausos lhe são dirigidos, mas continua-se a viver no comodismo de nossas casas, indiferentes ao frio que faz lá fora, com a sorte de tantos e tantos filhos de Deus, nossos irmãos.  

No dia 8 deste mês, provei a sensação do que é ser assaltada, tive sorte porque não me levaram, ordenaram que saísse. No outro dia, fechado, o carro foi encontrado. Tudo que estava dentro foi levado. Inclusive o livreto das revisões periódicas e os demais. Quanto mais da minha bolsa. 

Ainda bem  que tive uma serenidade imensa. É assim, este considerável número de inimigos da lei, amigos do alheio, vingadores ou justiceiros sociais, movidos pelo desprezo que provam por quem não pertence à turma deles, (se bem que não se amam tampouco, (entre si) o carro mostra a marca de um tiro), julgam-se no direito de matar, assaltar, espalhar o terror, encarcerar nas próprias casas as demais pessoas. 

E a solução deste problema é de todos. Cada um deve começar a ser honesto em todo momento, a não se admitir o mínimo deslize, nem prensar em se aproveitar da conta errada para pagar menos pelo que compra ou em momento semelhante. O lápis da repartição não é seu. Aquele rolo de fita crepe que sobrou no dia da eleição não é seu.  Acho que não pararia se continuasse a citar casos deste tipo. A honestidade não concede descontos, nem parcelamento.
Ainda é tempo, vamos começar?

                Marlusse Pestana Daher                                                                         23 de maio de 2017   17:58m

domingo, 14 de maio de 2017

DEUS LHE PAGUE, MÃE

Pelas emoções que provaste,
quando soubeste que me formava gente
em teu ventre. 

Pelas dores que sentiste
no momento em que eu vim à luz,
antecipadamente. 

Pelos  cuidados específicos
que me dispensaste 
nos primeiros tempos de vida,
nos sucessivos
e até, quando eu já era adulta demais. 

Por ter-te ouvido 
cantando canções de teu tempo,
mesmo quando havia 
razões de sobra 
para chorar. 

Por que me acompanhaste
vida a fora,
Pelos cuidados  depois incabíveis
porque eu não carecia deles 
e teu amor de mãe não via.

Pela preocupação se bem me alimentei
Se nada me fazia 
menos alegre ou feliz. 

Pelas vezes em que
tive que deixar o que fazia,
só para atender a um pedido teu. 

Durante 100 anos 
passaste por esta terra
sem resmungos, sem falta de amor, 

Foi testemunhado numerosamente
nos comentários 
inclusive de tantos amigos, 
assim que te foste. 

Por isto e por tudo, Mãe,
Por tudo que também não sei.

E se interrompo esse rosário de lembranças
parando por aqui,
é porque o tempo se torna curto
para lembrar tanto
e não te esquecer jamais.

Na glória eterna,
no ver Deus face a face
o mesmo que viveste respeitando
e amando.
Porque o mereceste,
Deus lhe pague, Mãe! 








quinta-feira, 11 de maio de 2017

DE UMA FALTA DE AMOR

 Eu sempre gostei de cantar uma canção que diz assim: “Todo mal que hoje existe, veio de uma história triste, de uma negra ingratidão, de uma falta de amor”.[1] Eis a explicação ou razão do fato de Jesus ter-nos ensinado que o amor é a maior das leis. Foi o que levou, por exemplo, S. Agostinho a afirmar “ama e faze o que quiseres”!

Claro, somos produto daquilo que as nossas ações nos tornam. Se pensamos sempre em bem, o bem se torna constante em nossas vida, tudo que semeamos, colhemos.

Não amar é deixar os outros e o ambiente carentes de algo que lhes é indispensável e que somos nós que lhes devemos proporcionar. E volto a citar S. Teresa de Calcutá que afirmou em solenidade das tantas que participou como homenageada: “durante todos esses anos em que convivo com os mais pobres, tenho entendido sempre mais que o pior dos males, não é a lepra, não é a tuberculose, mas é a sensação de não ser querido, de não ser amado”. É muito sério. 

Se podemos amar, por que não amamos? Se podemos fazer o bem, por que não fazemos? enfim é uma grande bobagem preferir o contrário, como se ficássemos blindados ou não fôssemos atingidos também, o efeito é de bumerangue.

Deus nos ama, Deus só sabe amar, Deus nos quer felizes no seu amor.
Negra ingratidão diz o canto. Ingratidão – in grato,  não agradecido. Que coisa feia! 
O louvor de Deus deve-se constituir nisto, render-Lhe graças por todos os benefícios que todos os dias recebemos de suas mãos liberais, traduzido no serviço que as mais diversas circunstâncias da vida nos apresentam.

Não esperemos que o outro comece a amar, tomemos a iniciativa de amar primeiro. Certamente, quem ama tem paz, é alegre, é feliz, até porque “é sempre mais feliz quem mais amou”. (Giulio Iglesias). 

Programa “5 Minutos com Maria”




[1] Ouça a núsica: https://www.youtube.com/watch?v=ZlzvuC2HKpg