quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

RESULTADO DO CONCURSO LITERÁRIO "ELZA CUNHA" - REPETINDO.


             RESULTADO DO CONCURSO LITERÁRIO                                                 
ELZA CUNHA

AMALETRAS


Elza Cunha, a poetisa de São Mateus.

Poesia

1º    Antes que seja tarde
De MÔNICA DA SILVA COSTA
Jacarezinho   -  PR

2° Tua carta
De Maria Aparecida Sanches Conquemala
Itararé - SP

3º   Pedra
De Paulo Cezar Tórtora
Rio de Janeiro RJ

Prosa

                                         1º LUGAR MEMÓRIAS DA CASA                                                                 de Gabriela Pinheiro Soares Paiva                                                                Campinas SP


2º lugar: A caçada
de Sandra M.Godinho Gonçalves
Manaus - AM

3º Lugar  O bigode
de Claudia Lima Carvalho


Fortaleza - CE

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

QUATRO POEMAS DE CORA CORALINA

Aninha e suas pedras

“Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede.”


Mãe

“Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos, não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
“Nunca será um lar para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles que procuras imitar.
Tens o dom divino de ser mãe Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és. Roendo o teu osso negro da amargura.”


Eu Voltarei
“Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho, servidor do próximo, honesto e simples, de pensamentos limpos.
Seremos padeiros e teremos padarias.
Muitos filhos à nossa volta.
Cada nascer de um filho será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.
A árvore de Paulo, a árvore de Manoel, a árvore de Ruth, a árvore de Roseta. Seremos alegres e estaremos sempre a cantar.
Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas, teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá, o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.
Plantarei árvores para as gerações futuras.
Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros.
Terão moinhos e serrarias e panificadoras.
Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens e mulheres, ligados profundamente ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.
E eu morrerei tranquilamente dentro de um campo de trigo ou milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.
Eu voltarei…
A pedra do meu túmulo será enfeitada de espigas de trigo e cereais quebrados minha oferta póstuma às formigas que têm suas casinhas subterra e aos pássaros cantores que têm seus ninhos nas altas e floridas frondes.
Eu voltarei…”


Meu Destino

“Nas palmas de tuas mãos leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas, interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes – íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos 

Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri.
Falamos.
Esse dia foi marcado com a pedra branca da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos juntos pela vida...”



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

TRADUZIR-SE

O poeta que morreu hoje (4/12/2016) nos faz pensar na beleza e na arte da vida vivida sem hipocrisia

Aí vai um poema para tantos que se decidem indivisíveis em partes diferentes ou mesmo contraditórias. Um poema para tantos que decidem ignorar conflitos internos, deixar de duvidar e de fazer perguntas. Um poema para tantos que decidem atacar os discordantes, imaginando-se donos da verdade universal e escorando-se em ídolos. Só os malucos têm certezas. O maranhense Ferreira Gullar (1930-2016), que há dois anos voltou a ser artista visual, criando colagens coloridas em papel de uma leveza extraordinária, traduziu neste poema as nuances da alma humana. Um poema de 1980, musicado por Fagner no ano seguinte, e que nos faz pensar na beleza e na arte da vida vivida sem hipocrisia.
"Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente;
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?"

Ferreira Gullar - "Traduzir-se"


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

OUTOS POEMAS DE ELZA CUNHA


Meus Filhos

Minha filha é dádiva,
que alimenta minha vida.
Sua preocupação tão viva,
que, me sinto protegida.

Meus filhos, felicidade
que sustentam meu viver.
Transmitem tanta bondade,
difícil eu descrever.

Filhos! Que a seiva do amor
em vocês, seja alimento.
Unidos, com destemor,
vencerão qualquer tormento.




Juliana (neta), Elza, Pedro, Vicente(neto)



A Minha Filha

( Em memória de Daoulah Maria)

Cai chuva impiedosamente,
e o frio enregela o ser.
Em aconchego premente,
meus filhos à mim vêm ter.

Quando juntinhos à mim,
já quentes do amor materno,
eu recordo o Querubim,
que há dias levou-me o Eterno.


Mas, ó! Que duro contraste

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

CONVITE




RECONHECIMENTO DE MÉRITO


GILCÉA ROSA DE SOUZA, É A POETA DAS COISAS SIMPLES

ELIANE QUEIROZ AUER, POETA TERNURA

FABIANI RODRIGUES  TAYLOR COSTA, A MAIS PREMIADA BRASIL A FORA 

MATUSALÉM DIAS DE MOURA, POETA MAGNO

WANDA ALCKMIM, POETA QUE CANTA O MAR.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ÀS NETAS MARIA CELINA, MARIA MÁRCIA

ELZA CUNHA
 
 
 
 
 
 
 
À Minha Neta
( Oferecido à Maria Celina Pires Frattezi )
 
Completa hoje um aninho de idade,
lourinha, de encanto primaveril.
Para seus Pais, toda felicidade,
irmã do miosótis, florzinha anil.
 
Feição cândida, primor, suavidade,
resplendem a face meiga, infantil.
Olhar compassivo, olhar de bondade,
difícil traçar tão raro perfil.
 
Para o irmãozinho, é a “ Celina linda! “
Tapinhas dá-lhe no mimoso rostinho,
com atenção, garridice e carinho.
 
Para a Vovó, é mimo, ternura infinda.
Arrebatamento, amor do “ Dindinho “. (Avô)
Pedaço de céu, beleza de arminho!
 
 
Cumprimento
(À minha neta Maria Márcia Pires Frattezi)
 
Tão pura, meiga e insinuante,
assim, é minha Marcinha.
Transparece no semblante
o que no coração aninha.
 
A responsabilidade
integra, seus dotes mil.
Desprende toda bondade
no seu sorriso gentil.
 
Dos Pais, é toda esperança
de um futuro promissor.
Felicidade se alcança
com constância, fé e labor.
 
Foi para mim maior surpresa,
este “ Encontro Espiritual
Certo, busca a fortaleza
ao embate da vida atual.
 
Parabéns, a minha neta,
na resolução tomada.
Felicidade em sua meta.
Sinta-se revigorada.
 
Márcia
(Cartão de aniversário)
 
À minha neta querida,
com teu sorriso brejeiro,
felicidade na vida
é o meu sentir verdadeiro.
 
Para comprar um presente
Lembrando suas primaveras.
Da avó que aama e sempre sente
 
que se realize deveras.

sábado, 21 de janeiro de 2017

NAÇÃO ZUMBI, A CIDADE


“A cidade não para, a cidade só cresce.
O de cima sobe e o de baixo desce”
 

                                                       

 

Katherine Beauchamp, participante do Concurso ELZA CUNHA

 
 “Quando?” “Um dia”. “Mas que dia”? “Qualquer dia desses”. “Mas, quando?” “Já disse mulher, um dia”. O homem empurrou a esposa com brutalidade. A mulher caiu por cima de uma barraca de camelô. O autônomo irritado e temeroso de perder a mercadoria gritou: “aí, xará, você vai pagar pelo que quebrou”. A mulher chorava caída sobre os produtos de origem chinesa. Um menino de rua, aproveitando-se da confusão, agarrou uma das mercadorias que jazia no chão e correu. Apesar dos apelos do camelô, o menino sumiu entre as pessoas que assistiam ao espetáculo que se apresentava em plena tarde de segunda-feira entre o Conjunto Nacional e o Conic. Injuriado, o vendedor atacou o homem: “viu, culpa sua. Ah, mas você vai pagar por tudo. Nem que eu tenha de chamar a polícia”. “Vai chama a polícia, aproveita e chama a Agefis, também, seu ambulante”. “Sou sim, mas trabalho com o meu suor”. “O que mais você traz do Paraguai além dessas suas tralhas? Ein? O quê”? “Você está me insultando. Eu sou camelô, mas sou honesto...” “Ah, tá, vai lá senhor honestidade”. O homem levantou a esposa chorosa. “Vamos mulher e pare de chorar, que nem te bati nem nada”. “Ah, não vai não. Antes tem de pagar pelos meus danos”. O ambulante gritava. Em pouco tempo uma multidão reunia-se ao redor da cena. “Não vou pagar por nada. Você nem tinha de estar aí. A via é pública”. De repente, um grito soou ao longe: “olha o rapa”! O vendedor recolheu os seus produtos antes que o prejuízo fosse maior. Saiu correndo com uma multidão de ambulantes que temiam perder a mercadoria para os agentes da Agefis. A discussão teve fim. E o homem respirou aliviado. “Viu o que você me obriga a fazer”? A mulher murmurou algo de cabeça baixa. “O quê?  Repete para que eu possa ouvir”! “Nada não, desculpa”. “Ah bom. Pensava que queria me desafiar. Aí eu iria te ensinar a me respeitar. Sou o seu marido. E quem paga a sua comida e a dos seus filhos, sou eu”. “Nossos filhos”. Retrucou a mulher e um tapa estalou em sua face. “Quem te ensinou a me responder, sua vagabunda”? A mulher com as mãos na face em chamas, entre lágrimas sentidas, sibilou um pedido de perdão. O homem puxou-a violentamente pelo braço a caminho da Rodoviária. “Vamos, que só me falta agora é perder o ônibus por sua causa”.

“Chip da Tim, já vem com bônus e internet”. Gritava uma vendedora. Mendigos disputavam espaço com o comércio de produtos de procedência duvidosa e passageiros que transitavam de lá para cá. “Iphone novinho. Vai querer, moça”? “Ela não vai querer nada não, rapá. Ela não tem um pau para matar uma onça”. Zombou o marido. A mulher abaixou a cabeça ressentida. O homem continuou com os insultos. “Maldita hora em que fui casar com você. Mas, naquele tempo, você era até bonita. Agora está aí: cheia de varizes, estrias e com um buxo enorme”. Ela ouvia resignada todos os impropérios que o marido lhe dirigia. O homem puxava violentamente a esposa pelo braço. “Se tivesse escutado minha mãe... Ela dizia: “esta aí é uma imprestável, só vai dar prejuízo”. Dito e feito. Olha você. O que você é? Nada. Só faz cozinhar e limpar e ainda faz muito mal”. As pessoas já olhavam indignadas para a violência contra aquela pobre mulher. Uma senhora bloqueou-lhes o do caminho. “Pode parar, não vou deixar você maltratar mais a sua esposa”. “Sai da frente, velha, não se mete”. Respondeu o homem, grosseiramente. “Não vou permitir. Solte o braço dela. Vamos já para a delegacia da mulher”. Insistiu a senhora corajosamente. “Não te disseram que em briga de marido e mulher não se mete a colher”? Alertou o homem à idosa e voltando-se para a cônjuge: “Olha, sua vagabunda, pelo que me faz passar”! A idosa puxou a mulher para desvencilhá-la dos braços do marido. A mulher não sabia o que fazer. Queria a salvaguarda da senhora, mas temia apanhar quando voltasse para casa. Afinal, tinha momentos que ele era bom com ela. Ficaram mais raros porque estava desempregado. E a falta de dinheiro era ruim para todo mundo. Por isso estava tão nervoso. Mas, tão logo encontrasse um trabalho fixo e não tivesse de viver de bicos, tudo iria melhorar. Pelo menos era o que, à noite, ele a prometia entre lágrimas sentidas. Não tinha coragem de abandoná-lo neste momento tão difícil. Ele precisava do auxílio dela, só não conseguia admitir frente as outras pessoas.

A mulher, então, se pronunciou. “Ele é meu marido. Está nervoso, mas, normalmente, não é assim”. A senhora ficou atônita. Não tinha como convencer à vítima da perversidade de seu algoz. E a mulher continuou, ao lado do marido, o seu caminho. “Ah, se você desse só um pio contra mim, só queria ver. Iria deixar você toda roxa”. A mulher respondeu apenas que: “nunca faria nada contra ti. Sei que os tempos estão difíceis. Eu não deveria ter insistido para saber quando você levaria a Pauliane ao médico. É que ela está tão doentinha. Dói o coração ver minha filha tão fraquinha naquela cama”. “Mulher, eu já não disse que estou sem dinheiro? O médico vai mandar eu comprar remédios. E não tenho o suficiente nem para o pão de cada dia, imagina para ir na farmácia com uma lista enorme de medicamentos...” “Eu... Eu tenho medo que ela morra...” Disse a mulher com a voz embargada. “Ela não vai morrer. Não aguentou até agora? Ela suporta mais um pouquinho. Agora corre que o ônibus está saindo. Viu, no que dá as suas confusões? Se a gente perder o ônibus, você vai ver”. Correram até o veículo que já manobrava para sair da baia. Mas o motorista parou e as portas abriram-se para que o casal embarcasse. Sentaram ambos, lado a lado, em um banco frente ao cobrador. “Tomara que eu consiga aquela vaga de servente naquela empresa. Se conseguir, vou levar a sua filha ao médico. Você entende, não é? Tenho medo de não sobrar nada para nós todos. São oito pessoas naquela casa. Você prefere ficar sem comer? Pois é isso que vai ocorrer. Então, vai morrer todo mundo, não só a Pauliane...” A mulher de olhos baixos, murmurou: “ela não vai morrer. Deus não vai deixar”. “Seu Deus é muito poderoso, não é? Manda ele me arranjar um emprego. Então, toda a nossa situação muda de figura. Não vou precisar mendigar pelo auxílio dos outros. Nem mesmo, aguentar insulto na rua por causa de você”. “Eu rezo todos os dias, peço que Deus nos ajude e que salve a minha menininha”. “Deus não faz nada por nós. Fica rindo do sofrimento da gente aqui na Terra”. Resmungou o homem. “Não diga isto. Deus é tão bom para nós. Estamos conseguindo viver apesar das dificuldades e tenho fé que você vai ser chamado para aquele emprego” disse a esposa esperançosa.  “Fé não é o suficiente, mulher. Não é”. Por fim, completou o homem com olhos na paisagem que passava veloz pela janela do ônibus.

Após duas horas de viagem, o ônibus chegou à Santo Antônio do Descoberto. Ambos os cônjuges desceram no ponto e andaram por algum tempo até avistarem o barraco que alugavam. Entraram e cinco das seis crianças que possuíam correram para a porta. Todas a falar ao mesmo tempo. A mãe pediu calma e o mais velho pronunciou-se por todos. “A Pauliane não está bem. Ela não se mexe, nem respira. A gente tem que ir com ela para o hospital”. A mãe correu para o quarto onde menininha estava. E o que a mulher viu foi um o corpo hirto e arroxeado sobre a cama. Sem esperanças, ela abraçou o corpo da filha e chorou. Não questionou a vontade divina. Se tinha que ser daquele jeito, era porque Deus pensou ser o melhor. O homem entrou no quarto. “E aí, morreu”? A mulher balançou a cabeça, afirmativamente. “Porcaria, agora a gente tem que chamar a polícia. Vai, veste uma roupa nela. Vamos levá-la ao hospital e dizer que ela morreu quando procurávamos por socorro”. “Será que você não se ressente nem pela morte de sua filha”? Disse a mulher sem sequer levantar a cabeça “Vai agora agir cheia de sentimentalismos? Se a polícia pegar ela aqui, nós dois vamos para a cadeia”.  A mulher correu para a porta, tranco-a e jogou a chave fora entre as grades da janela do quarto das crianças. E gritou: “Edirlei, vá para a casa da vizinha e liga para a polícia”.  A mulher estava abraçada ao corpo da menininha. O pai dizia que iria matar a mulher para ela acompanhar à filha ao inferno. A mulher desafiou-o: “bate, vai, me bate, que além da morte de sua filha você vai responder ainda por agressão”. “Você ficou doida, mulher”? A mãe abraçada ao gélido corpinho da menina, disse: “eu e você matamos nossa filha. Eu, por esperar tempo demais e você, por considerar qualquer coisa mais importante que a sua família. Enquanto você só agredia a mim, estava tudo certo. Mas, ao desprezar a sua filha doente, você foi longe demais. É tempo de darmos um jeito nisso”. “E os seus outros filhos, o que será deles”? “Agora você pensa em NOSSOS filhos? Eles vão viver com a sua mãe. Está mais que na hora de dar para ela o prejuízo que tanto dizia”. O homem ainda tentou arrebentar a janela e a porta. Mas foi em vão. Em alguns minutos as viaturas estacionavam frente ao barraco. O homem sentou-se sob a janela, olhou o corpo da filha nos braços da mãe e chorou.