sábado, 24 de setembro de 2016
domingo, 11 de setembro de 2016
O QUE É NAÇÃO?
Nação.
Revejamos o que é, como se compõe. Fala-se em nação indígena, nação brasileira. Só
se poderá falar em nação se existir um povo, ou pessoas que morem nela ou numa
fração de continente que corresponderá ao seu território e cujas divisas serão
respeitadas pelos vizinhos. Outro requisito é que fale uma mesma língua e que
tenha exatamente as mesmas aspirações, os mesmos desejos, as mesmas esperanças.
O
Brasil é uma nação. Não tenho nenhum receio de afirmá-lo. Cá estamos nós, mais
de duzentos e dez milhões de almas, aboletados num território de mais de oito milhões
e meio de quilômetros quadrados, falamos a mesma língua, a portuguesa, e com
certeza somos unânimes em querer viver em paz, com principalmente nossos
direitos fundamentais e os sociais respeitados. Não gostamos de violência,
deploramos as falcatruas e estamos todos os dias de um modo ou de outro
mandando dizer aos políticos que como está, não pode ficar.
Mas
se por um lado, temos as mesmas aspirações, por outro, andamos, muitas vezes às
turras, percorrendo caminhos distintos, insistindo em não querer ver o que é
evidente, hostilizando quem não pensa como a gente, insistindo com métodos que
já foi comprovado não darem certo.
Usando
a mesma Palavra de Deus ousamos dar a ela tantas interpretações que acabam contribuindo
para a multiplicação de seitas e distanciando a aspiração divina de que todos sejamos um. Esta atrapalhada,
levamos para nossa vida política e eis-nos convivendo com 35 partidos políticos
cuja ideologia não é seguida por ninguém, porque fazer política da forma como é
feita, não é exercer a arte do bem, mas buscar
Tem-se
dito com insistência que a falta de educação que gera instrução, que leva a ver
o que acontece, ter capacidade de discernir e julgar para agir conforme, é a grande
lacuna da nossa sociedade. É mesmo. Por outro lado, sabe-se que as pessoas não
se animam a ler, a se informar, conhecer diferentes pontos de vista sobre os
fatos e ter condição de emitir seu próprio juízo. Passa-se horas e horas diante
do computador, ocupando-se só de amenidades,
escrevendo outras e não construindo nada.
Quantos
livros podem ser baixados na internet, quantos artigos de tanta gente são
encontrados e que podem contribuir para formar pensamento crítico, mas não interessam. Quem sabe têm preguiça.
Assim
tornam-se presas fáceis de manipuladores. Na política, acabam pegando a onda na
incrível, ainda que muitas vezes imoral, capacidade que têm os marqueteiros de produzir
fatos, inverter realidades, suprimir a verdade. E repetem frases fabricadas, de
efeito delirante, que não pegam.
Penso
que importa não apenas ocupar um lugar no território, falar a mesma língua, mas
buscar alternativas, não ser mero figurante, mas dar-se oportunidade de
protagonizar a própria história.
Temos
diretrizes seguras e sólidas que podem ajudar a mudar tudo, muito tempo já foi
perdido e não será recuperado. É preciso querer. Ai estão as eleições
municipais, cuidemos para não errar,
porque as consequências são terríveis e acabam com a gente, sobretudo com os
mais vulneráveis.
Querer
é poder, se quisermos, poderemos mudar tudo, comecemos por nós.
Marlusse Pestana Daher Vitória, 11 de setembro de 2016 23:15
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
MUITA MORTE, POUCA INDEPENDÊNCIA
7 de setembro é dia da Independência
do Brasil, dia em que depois de muitas lutas e muitas vidas ceifadas, como
aconteceu na “inconfidência mineira” e tem em José Joaquim Xavier, o Tiradentes, o nome mais conhecido,
até pela martírio pelo qual passou.
Cansados de ser subjugados a
Portugal, atendendo a apelo que lhe foi feito, o Imperador D. Pedro, depois de
tomar conhecimento através de um emissário que a corte portuguesa acabara de adotar
novas providências ainda mais escravagistas em relação ao Brasil, estando às
margens do arroio do Ipiranga, na cidade de São Paulo, autorizou os soldados que
o acompanhavam a lançar fora os laços que portavam no chapéu e que simbolizavam
pertença ao reino português. Ergueu sua espada e proclamou: Independência ou
Morte.
Depois veio também a Proclamação da República
que deu novo status ao nosso país. Livramo-nos do jugo português. Entretanto, a
história nos tem mostrado que continuamos subjugados a governos corruptos que
ao invés de promover o bem do povo, como prescreve a Constituição que eles juram
cumprir no ato da posse, procuram tirar o máximo proveito enriquecendo a
família inteira e seus apaniguados.
Pecam contra a honra, demonstram
falta de caráter, pouco se importam com a sorte do povo, principalmente dos
pobres aos quais se não forem dadas condições de trabalho com salario suficiente
para viverem com dignidade, vão continuar peso e impedir o desenvolvimento.
A independência do Brasil foi
proclamada, mas ainda estamos longe de viver à altura de povo livre e deveras
soberano. Somos usados pelos governantes e o pior é que nós é que os elegemos.
Pensemos bem, na eleição este ano,
temos tudo para começar a mudar nossa sorte. Mudanças só acontecem se nós as
promovermos fazendo cada um a sua parte.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
SANTA TERESA DE CALCUTÁ
Foi
com grande alegria, aliás, uma alegria espalhada pelo mundo inteiro que
acompanhamos a canonização da Me Teresa de Calcutá. Em Roma, a cerimônia foi
acompanhado por mais de cem mil pessoas e presidida pelo Papa Francisco.
O
que aconteceu neste domingo, 5 de setembro de 2016, foi a confirmação da Igreja
do que ninguém tinha dúvida, Me Teresa de Calcutá demonstrou com sua vida que
vivia a radicalidade do Evangelho que seguia sem descontos, à imitação de
Jesus. Sempre foi santa.
Já
religiosa, trabalhando na Índia, ela se incomodou ao ver pessoas caídas pelas
ruas de Calcutá, mendigos e doentes, carentes de cuidados, necessitados de amor
e mesmo sendo inicialmente contrariada, ela persistiu na ideia de fazer a sua
parte, de um modo como não se via em outras instituições.
Iria
fazer algo a seu modo ou como profundamente entendeu que o Senhor a
inspirava. Surgiram as Missionárias da
Caridade, vestidas de um sari branco
com listas azuis, como o manto de Nossa Senhora. Boas discípulas da sabia
Mestra estão espalhadas por muitos países e contam o expressivo número de seis
mil irmãs. Chegaram a Vitoria no dia 10 de setembro de 1986, há trinta anos
portanto. Assistem pobres na forma pela qual surgiram.
Nesta
segunda-feira, cerca de quinhentas pessoas compareceram lá na casa das Irmãs da
Me. Teresa, situada no bairro de Itararé e depois de ouvirem um relato, ainda
que bastante completo, breve, da história de vida da Me. Teresa. Em seguida
participaram da Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano, D. Luis
Mancilha Vilela. Presentes ainda o pároco da Paróquia de São Pedro na Praia do
Suá e um diácono.
Todas
pessoas edificadas com o exemplo de uma mulher de estatura pequenina, mas
gigante na alma e em espírito, que nunca deixará de encantar o mundo com seu exemplo
e que no céu continuará intercedendo pelos pobres, seus prediletos, e também por
todos nós.
Marlusse
Pestana Daher Programa
5 minutos com Maria de 6 de setembro de 2016
sábado, 3 de setembro de 2016
INTÉ, AURINHA!
A
Áurea Maria Pirola Santos Silva
No
dia em que Deus a chamou, todos ficamos imensamente tristes, ninguém queria que
acontecesse, mas Ele não faz consulta, muito menos pesquisa para saber o que
queremos, quando se trata de cumprir o que desde toda a eternidade está escrito.
Perplexos,
passamos aqueles últimos instantes ao seu lado, rezando e até cantando, em
homenagem a você, dizendo bis ao que você também gostava. A morte foi o único obstáculo que aconteceu em
sua vida e que pela garra com que sempre se houve, você não conseguiu vencer.
E
como muitas vezes me aconteceu, inclusive em nossas conversas, lembrei-me de que “somos galinhas de Deus”. Esta
expressão ouvi de você no dia em que velávamos seu querido irmão Agilson. Com
ela, e era ainda muito jovem, resumiu sua dor e desabafou. Quis dizer que Deus pega e leva quem Ele
quiser.
Era
muito próprio de você arroubos de tal natureza. Digamos, você sabia ser
engraçada.
Estivemos
juntas nos dois últimos encontros das “Meninas de São Mateus”, quando apesar dos pesares, você se mostrava
exuberante, movida de uma esperança admirável, esperançosa quem sabe, de um
milagre de Deus, verdadeiramente o que se pode dizer, é que você era capaz de
esperar contra toda esperança.
Sua
alegria que unanimemente todos os que a conheceram decantam, valia a pena. Filha
dos seus pais, irmã-mãe de seus irmãos, atenciosa com todos, a mamãe amorosa de
Nanando, Bício e Sansandro.
No
dia das mães passado, eu a vi na Igreja de São Francisco assistindo a Missa com
os três. São meninos de ouro que com seu jeito singular, habilidade, muito amor, resultou na belezinha que são os três.
Ao
seu lado inerte, lá estavam eles. Um perto do outro, mudos, olhares quase
incompreensíveis, talvez indagassem por quê? Pelo tanto que era presente em
suas vidas, pelo tanto que os sufragaste em todos os instantes, por tudo que
mãe de tanto quilate como você foi, era
inevitável não perceber o quanto a dor de perdê-la neles doía.
Fazer
o quê? Como você gostava de cantar, tem-se que continuar vivendo sem
ter a vergonha de ser feliz, tem-se que prosseguir e mesmo se o pranto
rolar, caminhando e cantando, seguindo a canção.
Tudo
passa, nós também. Afinal de contas, o
que lhe aconteceu, a nós acontecerá, é só questão de tempo.
Há
um mês de sua partida, pedimos a Deus que a tenha em seus braços. Está bem,
quem nos braços de Deus está.
Inté, Aurinha!
Inté, Aurinha!
Marlusse Pestana Daher
3 de setembro de 2016 14:33
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
CONVERSÃO AO AMBIENTE
No dia 6 de agosto do ano passado (2015), a Igreja
comemorava a Festa da “Transfiguração do Senhor”. A data foi marcada pela divulgação
da carta do Papa Francisco, amante da natureza como seu santo inspirador, que instituiu o 1° de setembro, como “Jornada
Mundial de Oração para o cuidado com a Natureza”.
Às nossas atenções voltadas para os últimos nem tão
ditosos recentes acontecimentos, - como sempre protagonizados em clima de
política que não se pode considerar no seu aspecto científico como ciência da governança de um Estado, nem como arte, quando deriva de polis que designa o que é público, - passou praticamente
despercebido o dia de ontem, quando deveríamos juntar a nossa prece a de todos
que se reuniram para elevar súplicas ao Senhor da Vida para que tenhamos todo
cuidado com a natureza.
Mas o Papa rezou com muitos. Celebrou e no seu
discurso que a imprensa católica divulgou amplamente, disse que “a ocorrência
pretende oferecer a cada crente pessoalmente, e às comunidades, a preciosa
oportunidade de renovar sua pessoal adesão à própria vocação de guardas da criação”.
Vocação que significa chamado foi como denominou o Papa
a esta nossa obrigação. Por ela agradeçamos a Deus que confiou aos nossos
cuidados, sua obra maravilhosa, pelo que
nos compete invocar sua ajuda e proteção para que bem possamos realizá-la.
A preocupação com o futuro do planeta é tarefa que
compete a todos nós. Não acreditávamos, mas agora sentimos na pele as
consequências do desamor com que sempre nos houvemos em relação ao criado. É
indiscutível que "os problemas ambientais como sua degradação derivam de uma
ainda indestrutível crise moral e espiritual". A cobiça sempre fala mais alto. Ainda
hoje, era noticiada a morte de tantas
onças cuja espécie assim se ameaça. Tudo indica que os delinquentes se
comportam como se ninguém, nem nada mais existisse a não ser sua cobiça: encher
bolsos com muito dinheiro.
Lembrou ainda o Papa que “não podemos nos sentir indiferentes
à perda da biodiversidade, à destruição dos ecossistemas, frequentemente
provocados pelos nossos comportamentos irresponsáveis e egoístas”. E a nossa
indivisibilidade com o meio ambiente, posto que, “quando maltratamos a
natureza, maltratamos também os seres humanos”. Tudo que fere a terra e tudo
que nela está repercute em nós, pode
causar feridas purulentas e deixar marcas.
Vamos assinalar em nossas agendas mais esta ocorrência
mundial: 1° de setembro, jornada mundial de orações para o cuidado com a criação.
E não só. Importa rezar todos os dias em tal intenção. Se não estivermos
suficientemente sensibilizados é porque desconhecemos. Basta que procuremos nos instruir com tantas lições
que a respeito existem. Na internet, companheira nossa de cada dia, podem ser encontradas
infinitas informações, na forma que se quiser, sobre o que se quiser,
revitalização de rios, plantação e cultivo de mata ciliar, tudo.
Convertamo-nos pois, a ser cuidadores da criação, da
terra tudo nos vem. É necessário nos penitenciarmos pelo mal que já fizemos,
firmar propósito de olharmos a criação com toda a misericórdia porque nada no momento se configura mais atual,
mais urgente, mais necessário que a conversão de todos nós à causa do meio
ambiente.
Marlusse Pestana Daher
2 de setembro de 2016
21:10
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
A VIDA COMO LEITURA
Aprendi que nem sempre a
melhor leitura nos é proporcionada pelos bons livros. Gosto de refletir sobre o
que dizem ou como se comportam as pessoas, e não é para julgar, mas para
entender como são, do que gostam, como se comportam, como se manifestam, o que
aspiram, com o que se contentam ou não.
Este período de campanha
eleitoral é deveras propício. Neste ano, apesar do silêncio imposto pela
legislação que contém os arroubos no palanfrório que grassa, das limitações ao
exagero que causam poluição visual, no salão-de-beleza e congêneres, por
exemplo, as conversas, mesmo entre pessoas que se veem pela primeira vez,
constituem boa leitura, um volume “nas nuvens” que bem usado, oferece excelente
aprendizado pela profundidade da qual se reveste.
A crise generalizada em
que foi imerso o Brasil deriva do populismo barato com que preferem se mover
governantes investidos em altas funções que abandonam os grandes compromissos,
ditames constitucionais, previsões legais que podem conduzir a bom termo sua
gestão, para satisfazer “coisitas” agradáveis ao povo, que malgrado nosso, na
sua grande maioria, não sabe exatamente o que quer.
O bom governante se
assemelha ao pai de família que sabe negar uma pretensão do filho, em vista do
bem maior que a ele, da sua negativa pode advir.
É assim que se pode ouvir
uma pessoa dizer: “vou votar em F. porque ele não tem medo de nada, mete o pau
nos ricos”. Evidente que os ricos (onde provavelmente nem se encontram aqueles
aos quais ela possa diretamente se referir) é que a incomodam. E ao emitir tal
parecer como em outras oportunidades, revela o mais exacerbado preconceito
contra uma classe social que certamente não é a dela. No caso da cor da pele, esta será diferente da sua.
De outra: “ah o prefeito
deveria fazer mais abrigos nos pontos de ônibus, calçar as ruas”... Pode ser
que não se lembre que os abrigos serão tanto menos necessários, quanto maior
for a oferta do transporte coletivo, como o calçamento da rua não é suficiente,
se não tiver sido preparado “o que fica embaixo do chão.” E ai, porque não se
realizam do dia para a noite, como o que está sendo feito na Av. Leitão da
Silva, os compadecidos são os comerciantes que fecham suas portas. Não se sabe
que grandes empreendimentos requerem também, sacrifícios pessoais.
E como candidatos também
não estão isentos desses pequenos desejos prometem-nos e se frustram e frustram
expectativas, ante a realidade que é sempre outra.
Não podemos jogar pedra em
ninguém, mas nem é proibido dizer que somos um povo muito mal educado. Educação
vem de berço sim, mas também do ensinamento na família e nas escolas. Como não
se pode falar de educação, sem falar de saúde: somos um povo um tanto quanto
doente, carente de medidas sanitárias que previnam males e mantenham corpos sãos para que sãs sejam as
mentes.
Mas é como disse em artigo
passado, não podemos achar que ao governo compete tudo e tudo devemos esperar
que ele faça. Cada um de nós tem que fazer a sua parte, na grande engrenagem da
vida, somos infinitas peças interdependentes, pelo que, a falta de apenas uma,
prejudica o conjunto.
Pensemos bem. É ano
eleitoral, onde cada um de nós, no isolamento de nossa consciência depomos na
urna o nome dos que escolhemos para gerir a coisa pública, para nos
representar. É porque mal escolhemos que estamos sempre a nos dar mal.
A hora é boa para começar
a mudar tudo, para virarmos a página da política de favores baratos e corrupta,
de escrevermos uma nova história.
Mãos a obra.
Marlusse Pestana Daher
1 de setembro de 2016
17:46
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