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quinta-feira, 14 de maio de 2015
APARIÇÃO DE FÁTIMA
sexta-feira, 1 de maio de 2015
O LIVRO DE MAGDALENA PISA
O livro “Maria
Magdalena Pisa – do prazer e aprender à paixão de ensinar”, de autoria de
Professora e Acadêmica da AFESL, Maria do Carmo Marino Schneider, é fruto de
pesquisa histórica e documental sobre essa
eminente educadora que trabalhou até o fim de seus dias, merecendo ser
apontada às gerações de mestras como um capítulo de seriedade e de grandeza na
história do magistério no Espírito Santo.
A obra resgata sua trajetória no
magistério desde 1922 até os seus últimos dias, quando lecionou na “Escola
Normal Pedro”, no “Instituto de Educação Professor Fernando Duarte Rabelo e no
“Colégio São Vicente de Paula”.
Em 1934, o Interventor João Punaro Bley
inaugura o “Grupo Escolar Padre Anchieta”, nomeando-a sua primeira diretora,
função que exerceu durante 14 anos, com extremado zelo e dedicação, tornando-a
uma escola modelo no Espírito Santo, formado uma geração de jovens que hoje são
homens e mulheres que se destacam nas áreas políticas, educacionais e sociais
do nosso Estado.
Na década de 50, no governo do Dr. Jones
dos Santos Neves, exerceu o cargo de Secretária de Estado da Educação, período
em que lutou pela valorização do magistério, pleiteando melhores condições de trabalho
e uma remuneração mais justa aos professores e aos docentes de emergência.
Exerceu vários cargos na Secretaria de
Educação, vencendo à custa de decisão e esforço próprios, aceitando o desafio
do destino e enfrentando um mundo hostil que não dava à mulher uma posição de
destaque no comando de posições políticas e técnicas à época.
Acreditava no poder da educação de
transformar o homem embrutecido por sua natureza animal no homem humanizado,
sensível, com uma natureza espiritual que o aproxima do divino.
Maria do
Carmo Marino Schneider
quinta-feira, 30 de abril de 2015
CAPA DO FRAUTA AGRESTE - CONCURSO
Como as fontes.
ACADEMIA MATEENSE DE LETRAS
EDITAL 01/2015
A
Presidente da Academia Mateense de Letras – Amaletras – em vista das
comemorações do Ano Literário 2015, “Maria Antonieta Tatagiba”, torna público
que se encontram abertas até o dia 31 de maio do corrente ano, inscrições para
escolha de capa da reedição do único livro publicado pela homenageada, com o
título, FRAUTA AGRESTE.
Comporão
também a edição: o único conto de sua autoria
e outras poesias.
Podem
concorrer alunos de qualquer nível (fundamental ao superior) dos
estabelecimentos de ensino em São Mateus – ES.
O vencedor(a) além de ter seu trabalho
na capa do livro, receberá medalha e cinco exemplares da obra.
Os
trabalhos devem ser apresentados em folha A4 (em condições de reprodução ou
para imprimir (boa resolução) e recolhidos pelo(a) Professor(a) interessada no
certame que os entregará à
Correspondente amaletrista, Profª Adriana Gusmão, - Coordenação de Área e
Formação contínua, Secretaria Municipal de Educação – São Mateus -ES.
São
Mateus, 26 de março de 2015
Marlusse
Pestana Daher Presidente
quinta-feira, 23 de abril de 2015
CONVIVÊNCIA HUMANA
A convivência humana
requer sabedoria e disponibilidade. Sabedoria
para conviver com diferenças, para aceitar a maneira de ser do outro, ter
habilidade com agilidade de assimilar por exemplo, o lugar do outro e interpretar
sua ação ou reação como se fosse nossa, como se fôssemos nós os protagonistas
daquele seu agir.
Disponibilidade que é
mais que ir ao encontro para prestar os serviços que nos forem solicitados, prevenir,
prever, saber qual é a necessidade que o outro tem para que ao nos dispormos a
tal serviço, já levemos a solução do que for sua angústia ou esperança.
Esses são sentimentos
que sempre predominaram no espírito de Maria e tão bem manifestados naquelas
bodas em Caná da Galiléia, quando, sem que ninguém lhe tivesse pedido nada, ela
intervém junto ao Filho para que os noivos fossem poupados do vexame iminente
que os rondava.
Ter tal percepção é ser
capaz de saber que a medida do serviço ao próximo é um servir sem medida, é
estar ao lado, é fazer com que “nosso cansaço o outro descanse”.
Maria foi capaz de tudo
isso, O Deus de Maria é o Deus que reconhece a humildade de quem se sente servo
e não se opõe, quando Deus intervém em sua vida, no particular de sua história.
Apressemos o passo e façamos
por onde nos recompensar pelo tempo perdido e nos esquecemos que é quando desviamos
o curso da nossa estrada que enveredamos por caminhos onde o Deus de Maria não
está.
domingo, 5 de abril de 2015
FEMINICÍDIO, SOLUÇÃO OU APARÊNCIA
Esse fundo branco, quando sai, não consigo tirar.
Deixo ou não publico o artigo.
Refiro-me
à tão festejada Lei 13.104/2015 que denominou feminicídio, os crimes que
“resultam de violência doméstica e familiar, menosprezo ou
discriminação à condição de mulher”: ou “os crimes contra mulher por razões da
condição de sexo feminino”.
O Código Penal, nos exatos termos que
dele constam foi repetido em si mesmo com o feminicídio. Entre as
circunstâncias que agravam a pena, sempre teve e tem esculpido no art. 61 que o
agravamento acontece no caso de a vítima ter “as seguintes condições: e) contra ascendente, descendente,
irmão ou cônjuge; f) com abuso de
autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de
hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica; (Red. da Lei 11.340/2006); g) com abuso de poder ou violação de
dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão”.
A questão não é de lei, mas de omissões
impunes, infindavelmente repetidas. Elas atravessam placidamente os tempos, indiferentes
à ausência de políticas sérias que produzam resultados senão imediatos, no mais
curto prazo.
Em vigor, a lei vai ser aplicada a todo
aquele que já é adulto que em casa é a maldade personificada em relação aos
familiares, máxime em relação à mãe e às irmãs, em relação à esposa, às
próprias filhas, pois, (segundo seus argumentos insanos) a elas compete estar a
seus pés, servi-lo, do nascer ao pôr-do-sol, refeição na medida do seu gosto,
mesmo que não tenha comprado, roupa lavada e passada e essas outras coisas mais
de conhecimento geral.
São insanos, não são normais,
assemelham-se antes a animais que a humanos. O que mais se desenvolveu nesse
tipo foram as células do machismo. Tornaram-se tão cegos que sua visão só
alcança o limite do umbigo. Nem pensar nos pequenos aprendizes de macho, os
filhos.
Entretanto, pergunte-se: receberam
proteção integral do Estado quando se desenvolviam?
Proferida há mais de dois mil anos, posto
que atualíssima, repita-se esta máxima: “educai as crianças e não será preciso
punir os homens” (Pitágoras). Acrescento Goethe: Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a.
Marlusse Pestana Daher
Vitória,
2 de abril de 2015 8:20
MOMENTOS HÁ POUCO
| Gabriela e Rachid em Mraflores - Lima - Por-do-sol |
| Marquinhos |
| Mateito |
| Domingo em família. |
| Idem |
| Sonia e Jim na posse dela como amaletrista |
| Neusa e Valsema Posse Amaletras |
| Amaletristas |
| Com Wanda Alckmin e Gilcea Rosa Comendadoras "Cecília Mereles" |
| Bolo ocomemoratvo Ano Cecília Meireles - Amaletras |
![]() |
| Posse Afesl de Neusa Glória Parecia a deusa Atenas |
![]() |
| Em Éfeso |
sexta-feira, 3 de abril de 2015
RUMO AO ENCONTRO DE JESUS NO CAMINHO DA CRUZ
Quinta-feira santa. Findara
a celebração da Missa em particular comemoração ao que ela representa: o dia da
instituição da Eucaristia e consequentemente, do sacerdócio. É a
esses ungidos que compete celebrá-la “em memória de mim” (Jesus).
Depois da oração final o Celebrante
ainda deu alguns avisos. Entre mais, disse: “por essas horas Jesus tendo sido
preso e condenado, está sendo torturado. Amanhã, celebraremos sua morte”.
Premida pelo compromisso
que tinha em seguida, sai logo da Igreja, mais tarde, deitei-me para dormir.
Eis que nesta manhã, ao despertar, me lembro que Jesus se encontra em apuros, na
mão dos seus algozes. E o vejo exangue, corpo em chagas e insultos indizíveis
brotam de cada lábio daqueles insanos que parecem ansiosos pelo passar ainda
mais rápido das horas para levá-lo ao patíbulo infame.
Detenho-me alguns
instantes na observação desses fatos, quando reparei que se revezavam nos
açoites. O que cedia o chicote, não o fazia sem antes golpear-lhe mais uma vez
a cabeça, onde a coroa de espinhos pontiagudos, a certo ponto, se entortavam no
contato com o osso do crânio e da fronte que só por milagre, não conseguiam ultrapassar.
Como prêmio recebiam mais uma dose de uma bebida certamente alucinógena, que
aumentava-lhes o ódio e o desejo de matar.
Mas o Senhor nada dizia.
Sequer uma lágrima rolava-lhe pela face e não porque a dor não fosse intensa,
mas porque sua capacidade de refazer-se a cada golpe tinha como condimento o
amor de quem é capaz de “amar até o fim”.
De repente, sou impelida a
levantar-me, vestir-me, tomei meu café sim, não deixei sem cumprimento nenhuma
parte dessa minha liturgia matinal. Mas claro que acelerei e reduzi o tempo.
Logo estava pronta, fechei a porta do meu apartamento por fora, desci pelo
elevador, ganhei a rua disposta a ir ao encontro de Jesus, unir-me aos amigos
que o acompanhavam.
No portão, pergunto-me que
direção tomar e sem esperar resposta, vou em frente. Estou decidida, preciso
encontrar Jesus.
A manhã está ligeiramente
nublada, fresquinha, mas ainda assim brilha o sol. As ruas estão limpas, o ar é
bom, as folhas das árvores não estão tristes, balouçam ao ritmo do vento que
sopra. Poucas pessoas trafegam pelas
ruas, estarão possuídas pelo silêncio da prepotência imposta pelo julgamento
cruel.
- Por que aquela caixa ali?
Ao aproximar-me, vejo que há duas pessoas que forraram a calçada com outra caixa
e dormem embaixo daquela. Os pés estão sujíssimos da caminhada sobre o pó preto,
privilégio desta cidade. Roupas velhas, desbotadas e sujas também.
Passo, só pude ter
compaixão naquele momento, não lhes ouso perturbar o sono que me parece
profundo apesar do ambiente.
Mais a frente, um
adolescente louro dá sinal de que acordara por ali. Num bocejo enorme, expõe
por inteiro o interior de uma boca pouco saudável, de dentes que começam a enegrecer.
Prossigo e vejo aquela
senhora que com uma criança nos braços envolta “em faixas”, corre afoita rumo ao
primeiro ponto de ônibus que encontra e olha ansiosa a chegada de cada
coletivo. Ao ver que os primeiros a passarem não eram o que a levaria ao
hospital infantil demonstra enorme desalento. Refaz-se, renova a expectativa.
Ao surgir o que a interessava, entra rapidamente e parece um tiquinho mais
tranquila.
- Que é aquilo, gente? Dois
policiais espancam severamente um rapaz já rendido, antes que eu chegasse
perto, vejo-os empurrarem para dentro do cofre da viatura e saírem em disparada.
Acabara de furtar um celular.
Por aquela via
perpendicular pela qual eu seguia, vejo sair de uma transversal um casal, mais
outro e outros mais. Aprofundo o olhar e vejo que rumavam à Igreja lá no final.
Vão adorar Jesus, em oração, acompanhá-lo até a hora nona do seu sacrifício.
Na minha busca, no meu ir
ao encontro de Jesus, vou imaginando tudo que ia acontecendo. Contemplo-O, quando aos empurrões e açoites é
posto para fora do lugar do tormento (o sinédrio), quando lhe põem nos ombros a cruz pesada,
quando cai e se levanta.
De repente, não posso
conter a interrogação: “Deus meu, por
que os abandonaste”? Vejo Maria, sua mãe, que ao ficar sabendo da condenação
veio-lhe ao encontro, chega acompanhada de outras mulheres. Diante do que vê não
pode calar o que na alma explode: “vós que passais, vede se há dor maior que a
minha dor”.
Entreolham-se profundamente,
dos respectivos olhares o outro recebe acalanto e lado a lado, seguem o
restante do trajeto. Com assentimento do olhar, ela anima as mulheres para que
interpretem bem a advertência de Jesus de que deveriam antes chorar pelos
próprios filhos. Ela o vê cair mais duas
vezes. Agradece ao Cirineu que a certo ponto, ajudou seu Filho a carregar a
cruz.
No Gólgota, a profecia do
velho Simeão lhe ressoa aos ouvidos: ele tinha razão. Uma espada de dor
transfixa o peito de Maria. Mas tem oportunidade de assistir a mais um gesto
corriqueiro dos que praticava nas estradas da vida. Concede ao ladrão que lhe
pede: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Como poderia não sofrer tanto,
vendo o filho ser desnudo, deitado na cruz, ser crucificado. Esvair-se, clamar
pelo Pai, receber vinagre ao invés de água, ao clamar “tenho sede”. Finalmente,
expirar depois de um grande grito, ter o peito furado por uma lança de soldado
frio, de onde saiu a última gota de
sangue.
Ainda recebe o corpo do
Filho morto em seus braços e o acompanha à sepultura. Ali se daria a
confirmação do que Jesus dissera: “destruí este templo e em três dias, o
reerguerei de novo”.
Sexta-feira santa, dia de
silêncio, de respeito. Encontrei parte dos Jesus que sofrem em cada uma das
pessoas que citei: “aqueles que não têm onde repousar a cabeça”, os que dormiam
na calçada; aquele que é desprezado ou considerado sem importância por ser
“filho de um simples carpinteiro” (ou de
quase ninguém), o adolescente que despertava; as mulheres angustiadas que
correm em busca de tratamento para os filhos doentes, como a cananeia; os
esquecidos pelo Estado que não os educou na infância, mas uma vez adultos tem o
desplante de punir pura e severamente. Os que descobriram o valor da fé e que
seguem nas práticas sugeridas pela Igreja assegurando-se a vida eterna. São os que entoarão aleluias na páscoa!
Eu sabia que Jesus, aquele
que “renunciou à sua condição de Deus, despiu-se de sua natureza, humilhou-se
até a morte e morte de cruz” não estaria por ai, mas não tenho dúvida de que em
todos os que encontrei ele estava. Ele está em todos, máxime nos que sofrem.
Passei por aqui, por esta escrevinhação-reflexão bem umas
três horas. Valeu como imersão no clima de Paixão do Senhor.
Renovo meu propósito de servir
e repetirei sempre como o fez o Mestre, “eu vim para servir”.
Marlusse Pestana Daher Vitória,
3 de abril de 2015 12:40.
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