sábado, 13 de dezembro de 2014

ESPAÇO DO ESCRITOR CAPIXABA NA FEIRA DO VERDE

Exposição do meu livro MOMENTOS

AUTÓGRAFO PARA VELHOS AMIGOS

CRIANÇAS SE FIZERAM PRESENTES


DIRETORA DA FACULDADE SABERES PRESTIGIA LANÇAMENTO
COM OUTRA AUTORA




AS TRÊS FOTOS ABAIXO REPRESENTAM PARTE DAS PUBLICAÇÕES POR
ESCRITORES DO ESPÍRITO SANTO






quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

EU VI MESMO O ANJO?


Tenho pensado muito nos momentos que Nossa Senhora terá vivido, quando o Anjo Gabriel saiu de sua casa, levando o consentimento que deu para que Jesus se fizesse homem.

Afinal de contas, Maria era uma mulher da mesma natureza das demais e plenamente humana. É possível que tenha provado momentos de dúvida, mesmo que dimuísse sua fé.

Poderá ter perguntado: será que eu vi mesmo o Anjo? Falei com ele? Estou grávida do Filho de Deus? E ficou em silêncio, mesmo ante a perspectiva de deixar José confuso ou sem entender o que estava acontecendo.

Lembra que o anjo também lhe dissera que sua prima Isabel esperava um filho, apesar de sua idade avançada, porque “para Deus nada é impossível”. E, “naqueles dias, Maria foi às pressas às montanhas da Judeia”. A particular condição de Isabel propiciaria que, como ninguém, poderia entendê-la.

Essa certeza animou–a ir-lhe ao encontro, e qual não é sua surpresa ao constatar que sem nada dizer, a prima de tudo sabia, quando a saúda: “que sorte, não é que o menino acaba de exultar de alegria no meu ventre, bem aventurada és tu, porque acreditaste nas coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas”! Foi quando Maria respondeu com o Magnificat.

É possível imaginá-las, abraçadas, ingressando casa adentro, o servir de alguma coisa para quem depois de caminhada, certamente carece, o comunicarem as maravilhas operadas por Deus em suas vidas. Isabel terá dito o porquê da mudez do esposo Zacarias.

Nos dias seguintes, outras comunicações entre elas guardavam o mesmo tom de quem espera um filho, nos seus casos em particular, sobre a particular missão que a ambos estavam destinadas.

Guardadas as devidas proporções, reconheçamos que também nós temos muito a agradecer.


Aprendamos com Maria e tenhamos sempre entre os lábios um canto de louvor ao Deus que porque tanto nos ama,  nos criou.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

NUNCA ANTES NESTE PAÍS


Venho observando as notícias sobre as investigações da operação "Lava Jato".

Como a maioria dos brasileiros, permaneço cética em relação aos resultados concretos, sempre adiados e depois esquecidos por todos, inclusive pelos mais revoltados cidadãos brasileiros. Procuramos o culpado (ou culpados), pelo frustrante resultado e infelizmente, não sabemos a quem debitar a conta.

Como magistrada participei de diversas operações policiais grandiosas envolvendo autoridades. Fui juíza rigorosa e atenta, mas pouco pude ver de concreto nos processos que consumiram grande parte do meu tempo como julgadora. O que vi foram resultados muito aquém dos esforços e gastos na condução do processo. Portanto, falo com a propriedade de quem conhece o sistema nas suas entranhas. Os únicos processos grandes, envolvendo corrupção da cúpula do poder com resultados visíveis foram: o determinante do impeachment de Collor, quando ficou provado ele ter recebido propina - representada por um Fiat; o Mensalão, quando as provas evidentes do processo deixaram o STF, sem alternativa senão a condenação.

Para não parecer pessimista, basta lembrar dentre os maiores escândalos financeiros envolvendo altos figurões da República e desvios de recursos públicos, cujo destino já se sabia de antemão - iriam para as campanhas eleitorais e engordariam as contas pessoais dos candidatos e seus parceiros: Anões do Orçamento (1989 a 1992, 800 milhões dentro do Congresso Nacional); Vampiros (1990 a 2004, 2,4 bilhões, fraude a licitações dentro do Ministério da Saúde); TRT de São Paulo (1992 a 1999, 923 milhões, envolvendo o Senador Luiz Estevão e o Juiz conhecido como Lalau); BANESTADO (1996 a 2000, 42 milhões, no Estado do Paraná); Banco Marka (1999, 1,8 bilhões, dentro do Banco Central; Pobre Amazônia (1998 e 1999, SUDAM, 214 milhões); Máfia dos Fiscais (1998 a 2008, 18 milhões, Câmara dos Vereadores de São Paulo); Mensalão (2005, 55 milhões, Câmara Federal, envolvendo o PT); Sanguessugas (2006, 140 milhões, envolvendo 3 senadores e 70 deputados); Operação Navalha (2007, 610 milhões, envolvendo o Ministério das Minas e Energia, nove Estados, o DF e a empresa Gautama). Todos esse escândalos foram investigados pela Polícia Federal, monitorados pelo Ministério Público Federal e processados pela Justiça. Mas, houve punição adequada?

Como vemos, a descoberta das falcatruas na Petrobras, conhecidas por todos desde as eleições de 2010, foram repetidas com maior perfeição nas eleições de 2014 e antes do segundo turno o governo se mobilizou politicamente para abafar as investigações: esvaziou a CPI da Câmara, tentou desconsiderar o magistrado Sérgio Moro, disse que se tratavam de investigações de cunho politico-partidário patrocinadas pela oposição e conseguiu retardar o que só agora vem a tona, com força total, pouco menos de um mês após a apuração de todas as urnas e a reeleição da Presidente. 

Hoje comprova-se que não é especulação ou invenção eleitoral e sim uma certeza - pelo que já está apurado por documentos e declarações - trata-se do maior escândalo de corrupção do Brasil, alcançando a cifra de 60 bilhões retirados de uma única empresa, a Petrobras. Os mandantes e beneficiários estão ligados diretamente ao governo federal, pertencem ao PT e aos partidos que dão sustentação política a Dilma, via as maiores empreiteiras do país. Os empreiteiros, presos provisoriamente, já com a experiência do Mensalão, de que os figurões políticos conseguem a liberdade, estão aderindo maciçamente ao instituto da delação premiada.

Diante do quadro que se tem no momento, quando tudo parece levar ao caso do – sem saída para o governo que promoveu, ou ao menos chancelou o absurdo desfalque, somos surpreendidos com a fala presidencial, que se apossou da corrupção perpetrada para dizer em alto e bom som: "nunca antes neste país o Governo promoveu tão séria e severa investigação pela MINHA Polícia Federal, pelo MEU Ministério Público e pela MINHA Justiça Federal". Tudo virou Governo (e do Governo), porque não mais se tem a noção do que seja Estado e do que seja Governo. Tudo é uma coisa só.

O Ministro da Justiça, no mesmo diapasão, com a voz embargada por uma teatral indignação, disse: "estamos investigando, a Presidenta quer o maior rigor nas apurações, mas não vamos admitir o terceiro turno". E como já é de costume, como aconteceu no caso do Mensalão, alias, o governo afirma nada saber. Porém, é difícil acreditar que a milionária campanha eleitoral governista, tenha sido bancada unicamente com o dinheiro do fundo partidário e doações espontâneas das empresas. Não acredito que assim pensem a Polícia Federal (quase sucateada nesses quatro últimos anos) e o Ministério Público. E muito menos, que se acredite que os brasileiros são cegos a ponto de não verem o que está realmente acontecendo.

A Presidente se elegeu com 53 milhões de votos e com o auxílio de 39 milhões de eleitores que lavaram as mãos ao darem seu voto em branco ou nulo.Mas nós estamos vigilantes e mobilizados em nome da verdadeira democracia, da ética e da cidadania para, como oposição e testemunhas históricas, exigirmos maior rigor e pudor nas condenações. Não vamos esmorecer. Exigimos apuração séria e competente não pela Polícia de Dilma, mas pelas instituições democráticas deste país, nascidas antes do PT. 

Realmente, nunca antes neste país se viu roubalheira igual.

Salvador, Bahia, 19 de novembro de 2014

Eliana Calmon


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

TINHA O DNA DE MARIA


Maria foi deveras extraordinária e exatamente por isto: “todas as gerações a chamarão bem aventurada”, como proclamou Isabel. Bem aventurada, isto é, feliz. Maria levou a sério cada aceno da vontade de Deus em sua vida.

Desde a entrada do Anjo em sua casa, anunciando: “achaste graça diante do Senhor, conceberás, e darás à luz um Filho”. Aceitou que acontecesse em sua vida como Deus mandou, sua caminhada por esta vida foi da mais perfeita entrega, do mais perfeito abandono ao projeto de Deus.

Maria contemplou entre seus braços, aquele menino verdadeiro homem, mas tinha certeza de que era também e sobretudo: verdadeiro Deus. Ao aconchegá-lo em seu peito, como fazem as mães em momento de intenso carinho, como a nenhuma outra é possível, Maria podia dizer em verdade: meu filho, meu Deus!

Meu filho, sim, Jesus era filho de Maria, tinha o DNA de Maria, mas era também verdadeiro Deus.

Terá havido algum momento em que ela certamente teve que ensinar a ele algumas coisas. Em certos momentos, compreendeu a inutilidade, ou quando acabou de certa forma como que fulminada, ao reencontrá-lo no terceiro dia de busca, entre os doutores no templo, discutindo com eles ao dizer: “por que fizeste isto conosco? Teu pai e eu estávamos morrendo de aflição, enquanto te procurávamos”. E como resposta, ouvir sem rodeios: “por que me procuravam? Esqueceram que me devo ocupar das coisas do meu Pai”?

Augusto Cury, o médico e escritor na sua visão de religioso presbiteriano, diz o contrário, quanto a mim, “não sei se Maria teve muito o que ensinar ao seu Filho homem, já que Ele era também verdadeiro Deus e onisciente.”


Prefiro pensar que Maria guardava tudo no coração, sábia e humilde como era, ia fazendo bom uso de tudo, à proporção que cada necessidade aparecia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O SENHOR ESTÁ PERTO

Não sabemos o dia em que particularmente, o Senhor virá a nós e certamente vai pedir contas dos dons colocados à nossa disposição. Da vida que Ele nos deu, como a vivemos; dos talentos, como os usamos, do uso que fizemos de cada capacidade que nos foi emprestada.


Vivemos dizendo, como o tempo passa, pois é, quanto mais passa, mais se aproxima o dia da eternidade que tomados pelos nossos sentimentos humanos gostaríamos de mandar para sempre mais longe.

Como projeto de Deus, é Ele que diz como deve ser nossa vida, embora nem sempre sigamos, Ele é que determina tudo, inclusive por  quanto tempo mais, estaremos por aqui.

O dia do Senhor está perto, avisa o Profeta Jeremias, nesse tempo de advento. Não façamos brincadeiras.

Para nos instruirmos, vamos à casa do Senhor. Casa é o espaço sagrado no qual nos posicionamos significativamente no mundo. Deve existir dentro e fora de cada um de nós. A casa se estende a todo espaço ocupado pela comunidade humana, a todo ambiente, a todo ecos=casa.


Decidamos como boa coisa a fazer nesse tempo, multiplicar os talentos recebidos “vamos à casa do Senhor”, juntemo-nos aos nossos semelhantes e a todo o criado: o ambiente, a natureza, a lua, a luz, a terra, as plantas e vamos acabar descobrindo não só que caminhamos ao encontro no Senhor, mas que por primeiro Ele também vem ao nosso encontro. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

Domingo, 30 de novembro, comemoramos o primeiro domingo do advento o qual marca nosso ingresso nesse tempo fértil que se traduz na preparação da chegada de Jesus.

Segundo D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa: o tempo litúrgico que hoje iniciamos, preparação para a Festa do Natal do Senhor, propõe-nos a vivência e o aprofundamento da virtude teologal da esperança. E o momento presente da Igreja e da nossa sociedade sugerem-nos a urgência da esperança.

Para quem tem fé, o advento se constitui em excelente oportunidade de relembrar o grande mistério pelo qual Deus demonstrando absoluto desapego de sua condição divina, despojou-se dela e fez-se homem, nada menos, para que os homens fossem salvos, se tornassem como Ele, readquirissem a semelhança divina, mediante a qual foram criados.

É igualmente um tempo forte, olhemos para Cristo presente na humanidade e representada por todos os homens. Tudo quanto endurece os corações se há de dissolver à luz do Evangelho e hão de ser vistas atitudes novas que os homens aprendem com Ele.

O Filho de Deus nasce como homem, o advento é também  tempo de nascimento.

Tomara que todos estejamos dispostos a construir um tempo novo, deixemos de lado o velho homem e comemorando o nascimento de Jesus, renasçamos com  Ele com os mesmos sentimentos que O trouxeram ao mundo: o propósito de realizar uma missão salvadora que retire todos os homens de qualquer situação degradadora a que esteja submetido.

Tudo fundamentado na Esperança,  que como a Fé e a Caridade, é virtude teologal.

Creiamos, um novo mundo é possível, um mundo sem divisão de classes, um mundo sem traficantes, sem opressores, onde cada pessoa possa não se sentir angustiada pela falta de emprego, logo, de um salário que assegura o pão na mesa, por exemplo.

Este é o Natal que queremos para nós. Este é o Natal que vamos desejar a todos, com a graça de Deus e sob o olhar de Nossa Senhora. Preparemo-nos.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CADA DIA SIMPLESMENTE


Na Capadócia
A vida cristã não é uma teoria, antes ela depende sempre de atos concretos que expressem a verdadeira fé.

A verdadeira fé por sua vez, também não é teórica, tanto que Jesus afirmou: a fé sem obras é morta.

Não é quem diz Senhor, Senhor, que vai entrar no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai. E qual é a vontade de Deus? Segundo disse o Apóstolo Paulo: a vontade de Deus é a nossa santificação.

Santificação é um projeto que envolve toda uma vida, não é pouco, posto que a medida de ser santo dada por Jesus, é ser santo como é santo, o Pai que está no céu. Por acréscimo, convém lembrar: só Deus é Santo, o Santo dos Santos.

Colocadas tais pressuposições, devemos saber que o caminho da santidade tem como trajeto a vida que levamos, nenhuma outra; como lugar, o lugar onde estamos; como tempo, o mesmo que nos é dado viver.

Ninguém pense que para ser santo, deva se isolar em algum lugar ou parar de fazer tudo que se esteja fazendo para fazer as coisas que imaginamos ser coisas de santo, nada disto.

Fomos chamados,  primeiro, à vida. Importa viver, estar vivo. O cristão pode viver como casado ou consagrar sua vida a Deus em um particular estado de consagração como propõe a Igreja, em nome de Deus.

Ser santo é simples, procuremos conhecer nosso caminho, o estado de vida ao qual por vocação somos chamados e assim, viver cada dia, simplesmente.