sexta-feira, 4 de abril de 2014

QUEM NOS FARÁ VER A FELICIDADE?



Em Salmos 4,7-9 rezamos: "Muitos dizem: "Quem nos fará ver a felicidade?" Senhor, levanta sobre nós a luz da tua face! Puseste em meu coração mais alegria do que quando transbordam o trigo e o vinho deles. Em paz me deito e logo adormeço, porque só tu, Senhor, me fazes viver tranquilo."

Os salmos são orações fortíssimas e até se diz que existe um salmo para cada estado de alma em que nos encontrarmos.  Claro, Deus nos conhece muito bem, tanto nos momentos de orgulho, nas horas em que somos mesquinhos, quando vacilamos pela insegurança e pelo sentimento de vazio. 

Pode acontecer com qualquer pessoa, sentir vazio no coração e insegurança. A causa está em nem sempre nossa vida andar pelos caminhos que queremos e prevemos. E perguntamos: "Quem nos fará ver a felicidade?".

Na Palavra de Deus sempre está a resposta. O Espírito Santo, que nunca nos deixa, que foi amigo inseparável de Jesus, neste mundo, e que agora quer ser o nosso melhor amigo, vem em socorro à nossa fraqueza e coloca em nossos lábios e em nosso coração esta invocação como resposta: "Senhor, levanta sobre nós a luz da Tua face!"

Você quer ser feliz? Então, ore. Recorra ao Senhor e Lhe diga: "Levanta sobre mim a luz da Tua face, Senhor. Revela a Tua presença nesse rumo que a minha vida tomou".   

Quando sentirmos vazio o coração e acharmos que estamos sós nesta vida podemos buscar, pensando que as coisas humanas e o amor dos outros vão preencher esse vazio, mas vamos acabar por constatar que  lá no fundo, fica faltando algo. E esse sentimento nos deixa com medo e inseguros. Começamos, então, a observar as nossas carências e percebemos que a vida vai passando, e que tudo aquilo que nós tanto esperávamos não aconteceu.

Cantemos aquele canto que é resposta ao que acabamos de dizer: “Nós buscamos a vida em ti, Senhor, pois sustentas com ela, te pedimos conceda em cada dia, a paz que tu, somente tu nos podes dar”.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

MUDAR DE VIDA

Converter-se é mudar de vida, mudando de vida, mudamos a ótica pela qual
costumamos olhar o mundo, as pessoas e as coisas.

“Se olharmos para o mundo com olhos de esperança, vamos ver quantas pessoas realizam coisas bonitas, lutam contra a miséria, o sofrimento, a injustiça, a doença, o analfabetismo, a violência. Não há mal nenhum em admirarmos a sua disponibilidade e aprendermos com o seu empenho e compromisso. Mas é preciso mais. Nós, os crentes, somos convidados a olhar mais além e assim ver Deus por detrás de cada gesto de amor, de bondade, de coragem, de compromisso com a construção de um mundo melhor. O nosso Deus que tudo construiu, continua a construir, dia a dia, a história da salvação, para isto chama homens e mulheres para colaborarem com Ele na salvação do mundo.

De tal prática, vamos entender que Deus tem critérios diferentes dos critérios humanos e que a sua lógica nem sempre coincide com a nossa. (Dai porque nem sempre o que pedimos nos é dado – os pensamentos de Deus não são os nossos). “Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração” – diz o texto. É preciso entrar na lógica de Deus e aprender a ver, para além da aparência, da roupa que a pessoa veste, do “curriculum” profissional ou acadêmico; é preciso aprender a ver com o coração e a descobrir a riqueza que se esconde por detrás daqueles que parecem insignificantes e sem pretensões…

É preciso, sobretudo, aprender a respeitar a dignidade de cada homem e de cada mulher, mesmo quando não parecem pessoas importantes ou influentes. Como acontece nos “guichets” dos nossos serviços públicos, nas salas de espera de qualquer serviço, e até no serviço de acolhimento praticado em algumas igrejas.


Os quarenta dias que antecedem a festa da Páscoa representam um tempo forte na vida da Igreja, tempo de 'purificação' e de 'iluminação', durante o qual todos somos convidados a rever as dimensões de nosso batismo. Condição indispensável para tudo, ouvir, ouvir o Mestre que fala.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

PARABÉNS, IRMÃO!

Minha mãe teve nove filhos, oito mulheres e apenas um homem, o sexto, pelo que, meu pai teve que esperar muito para soltar foguetes e dar-lhe o nome do seu pai, Abdo, um emigrante libanês.

Sempre nos envaidecemos de ser numerosos – apesar de haver outras famílias, mais numerosas ainda – sempre foi grande o amor que sentimos uns pelos outros e a dor causada pela partida de duas, há cerca de seis anos e num espaço de sete meses apenas, ainda não passou.

Mas hoje é aniversário dele, meu irmão, o Abdo. Nós o amamos muito, por isto pedimos a Deus que o abençoe, que lhe dê saúde, a sua anda debilitada. Nossa Senhora interceda em seu favor, conservando-o entre os três filhos e três netos que tem, respectivos genro e noras e da esposa dedicada.

Família é mesmo uma reunião sagrada. Há uma força tão forte a unir os membros entre si, que só se deseja a cada um sempre o que de melhor existe. Minha mãe tem 97 anos e vive limitadamente, anda mal, vê pouco e está sempre reclamando das dores que sente.  São as consequências da máquina corporal que não tem substituição de peças e que só dá para ir administrando.

É para a liberdade que Cristo nos salvou, nos libertou. Esta expressão foi a forma com que São Paulo alertou os cristãos que não obstante as conquistas que tiveram, se mostraram inclinados a voltar a antigas práticas, como outrora o povo libertado da escravidão do Egito chorou lembrando do que haviam deixado lá.

Nas famílias pode acontecer o mesmo e a advertência deve servir a cada um, no sentido de não querer ficar chorando como se diz, o leite derramado, querer viver de lembranças do passado, achar que em outro lugar que moraram ou outra condição que tiveram era melhor.  A família deve-se unir, cada um ser para o outro verdadeiro esteio ou amparo, repartir o que tiver, buscar juntos o que precisam.


Todos devem ter sempre uma grande esperança, alegria de ser quem são, mesmo que tenham problemas, saber que só juntos podem  encontrar a forma de resolver como é melhor para todos. Por isto formam a família, igreja doméstica, onde numa só voz devem ser entoados louvores ao Senhor. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

VIVER NA LUZ

O último domingo, que foi o quarto da quaresma, foi o domingo da alegria, O roxo deu vez ao rosa, vocês repararam? na liturgia, nas toalhas do altar e até nas cores dos paramentos que os celebrantes usaram.

Representa uma pausa no tempo em que os sentimentos não de tristeza, mas de contrição e penitência são a tônica de todos os ritos, das leituras e das orações.

As leituras nos propuseram ou nos trouxeram o tema da “luz”, definindo a experiência cristã, como um “viver na luz”. É por isto que no evangelho, Jesus apresentou-se como “a luz do mundo”, luz que resplandece e ilumina as trevas sejam de que tipo for. Sua missão é libertar os homens das trevas do egoísmo, do orgulho e da autossuficiência, sentimentos que causam tanto transtorno em suas – nossas - vidas, ou falando de forma bem popular se constitui em “dar com os burros nágua”, ou ainda “quebrar a cara”. E sem necessidade, porque a luz está ai. Continua sendo verdade que não se acende uma vela, para colocar debaixo da cama, mas para iluminar a todos que estão na casa. Não por outro motivo a lâmpadas das nossas casas estão no forro ou no teto, enfim, no alto.

Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que conduz à vida plena. Assim, da ação de Jesus nasce o Homem Novo, isto é, o Homem elevado às suas máximas potencialidades, à plenitude do seu ser,  pela comunicação do Espírito de Jesus.

A primeira leitura não se referia diretamente ao tema da “luz” (o tema central na liturgia deste domingo). No entanto, conta a escolha de David para rei de Israel e a sua unção: é um ótimo pretexto para refletirmos sobre a unção que recebemos no dia do nosso Batismo e que nos constituiu testemunhas da “luz” de Deus no mundo.     



Na segunda leitura, Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus (“trevas”) e que escolham a “luz”. Em concreto, Paulo explica que viver na “luz” é praticar as obras de Deus (a bondade, a justiça e a verdade). Tal qual o tema da CF nos lembra: Foi para a liberdade que Cristo nos resgatou.

segunda-feira, 31 de março de 2014

TEMPO DE ARRUMAÇÃO DA VIDA

A quaresma é para ajustar a vida, arrumá-la, aproximar-se do Senhor, disse o Papa Francisco.

Só cada um pode saber quais são os ajustes dos quais sua vida precisa, quais são as arrumações que precisa fazer, devendo estar ciente de que se constitui em condição para aproximar-se do Senhor.

Aproximar-se do Senhor, mas como? Ele está muito próximo, pode dizer alguém e até ainda mais, o senhor Deus está no céu, na terra e em toda parte, Ele está em nós, vivemos mergulhados em Deus, mais do que o peixe na água, porque no lugar onde o corpo do peixe está, a água não pode estar, mas mesmo onde está o nosso corpo, Deus está.

O sentido da aproximação ao qual se refere o Papa Francisco é muito mais que simplesmente a distância entre dois seres, significa que o que rezamos no salmo: “o Senhor é meu Pastor nada me faltará’ é convicção profundíssima, é certeza absoluta, pelo que, não vivemos sequer nos preocupando com as nossas necessidades, com o que comer ou vestir, no sentido que nos é ensinado de que se Deus veste os lírios dos campos e alimenta as aves do céu, muito mais cuidado tem conosco, porque somos criaturas suas e fomos criados à sua imagem e semelhança.

Qualquer pessoa gosta de ter uma aparência mais agradável, de vestir uma roupa mais bonitinha, enfim de estar arrumadinho. Para isto cuida bem do que veste, lava e lava-se. Ai está exatamente a palavra usada pelo Papa Francisco: arrumar a vida. Arrumemos nossa vida. Lavemos nosso espírito, a nossa alma pelo sacramento da confissão que somos convidados a fazer nestes dias, como mínimo, e assim, cumprir o preceito que a Igreja recomenda.

A proximidade do Senhor então, vai ser deveras sentida, através da sensação de paz que provaremos, o sentido de estar bem conosco e com as pessoas, com todo o criado, com a natureza que geme de tanto maltrato.

Um bom exame de consciência ajuda, basta fazê-lo e deveras assim preparados, teremos uma BOA PÁSCOA. 

sábado, 29 de março de 2014

MIL POESIAS PARA CECILIA

Como as fontes
Academia Mateense de Letras

A TODOS OS POETAS QUE SE INTERESSAREM



Cecilia Meireles
1/11/1901- 9/11/1964

A Presidente da Academia Mateense de Letras – AMALETRAS - torna público que na Solenidade comemorativa dos 13 anos de fundação da AMALETRAS, realizada no último dia 22 de fevereiro, São Mateus - ES, considerando que neste, se comemoram os 50 anos da morte de CECILIA MEIRELES, a poetisa foi declarada PATRONA do seu ANO LITERÁRIO 2014.

Como parte de tal iniciativa, em reunião ordinária realizada no dia 19 de março 2014, os Acadêmicos presentes aprovaram o lançamento do desafio MIL POEMAS PARA CECILIA!

Estão desafiados, todos os poetas, notem bem: todos, de qualquer lugar onde morem, cidade, país ou continente, no sentido de participar dessa maratona literária.

As poesias devem ser digitadas em papel A4, espaço 1,5, fonte verdana, 12. Devem ser enviadas até o dia 30 de novembro de 2014, para: MIL POESIAS PARA CECILIA, Rua Altino Gomes Luz nº 127, Centro, 29930-030, São Mateus-ES.

Salvo surgimento posterior de melhor ideia, que será divulgada,  a conclusão se dará em evento na cidade de São Mateus – ES, com presença de todos que puderem comparecer, nos primeiros dias  de dezembro com o FESTIVAL DE POESIAS VIVA CECÍLIA!

São Mateus, 29 de março de 2014

Marlusse Pestana Daher                                                                 Presidente


sexta-feira, 28 de março de 2014

LEI MARIA DA PENHA, AINDA MERA FALÁCIA


Assim que pude me debruçar sobre o conteúdo da Lei Maria da Penha, afirmei: não trouxe nenhuma novidade, tudo que prevê já estava previsto. Previsto em legislações diversas, passíveis, mediante uma boa interpretação de serem aplicadas e se tornarem efetivas. Os motivos porque não funcionavam antes, são exatamente os mesmos porque não funcionam agora.

Não temos os meios, os instrumentos, os agentes, não temos as tais políticas públicas. Fala-se na Lei Maria da Penha como se ela representasse “a redenção da mulher” e quando se fala em violência, nela  é que se pensa.
Tal lei não previne, por exemplo, a violência contra o conjunto dos direitos da mulher. Cito apenas um: ser instruída politicamente, havendo inclusive dispositivo legal que prevê 5% do fundo partidário que todo partido recebe, para tal fim. 

Hoje, 28/03/2014, na Assembleia Legislativa, sessão especial realizou o “VIII Fórum de Políticas Públicas para as mulheres vítimas de violência”. Tenho marcado presença e posso dizer que o formato é o mesmo. Falam conferencistas convidados, concede-se a quatro das pessoas presentes a fala por dois minutos e se tiram as propostas.
 A maioria se vê no constrangimento de “entrar mudo e sair calado”. De quem é a autoria das propostas, onde elas são debatidas? Qual o respaldo que têm? Daí que não se chega a lugar nenhum e as tais políticas públicas continuam verdadeiras miragens.


Que essa “Lei Maria da Penha”  botou a boca no trombone, ninguém pode negar. Mas o trombone não soa, lá naquele morro onde aquela Maria de Qualquer Santa, que vive com os filhos, que é adepta da economia solidária e trabalha, ela sim, pela libertação das mulheres na sua comunidade, pois lhes dá trabalho, que não recebe bolsa família ou outra qualquer, por opção consciente, teve sua casa invadida pelo ex-marido, espancada por ele, viu os filhos terem igual sorte e ainda debochar de todos.

Chamada a polícia, depois de percorrer delegacias de sua cidade, teve uma caminhada rumo a um calvário social, até a uma Delegacia,  onde o policial de plantão desdenhou sua condição e onde permaneceu de 2h da madrugada até às 16 hs daquele dia, sem direito à satisfação de suas necessidades pessoais, inclusive sede e fome.

É muita teoria para tantos problemas.

Ouvi na semana passada, em um encontro em Brasília, uma pessoa dizer que cogita-se de promover cursos para novos juízes, a fim de capacitá-los a lide com assuntos de gênero. Com meus botões respondi: capacitem-nos a ser bons hermeneutas, não precisamos de uma única lei nova, precisamos de quem saiba aplicar as que temos.                                                               
 Vitória, 27 de março de 2014 19:28