sábado, 25 de janeiro de 2014

CONVIVÊNCIA HUMANA


A convivência humana requer sabedoria e disponibilidade.  Sabedoria para conviver com diferenças, para aceitar a maneira de ser do outro, ter habilidade com agilidade de assimilar por exemplo, o lugar do outro e interpretar sua ação ou reação como se fosse nossa, como se fôssemos nós os protagonistas daquele seu agir.  

Disponibilidade que é mais que ir ao encontro para prestar os serviços que nos forem solicitados, prevenir, prever, saber qual é a necessidade que o outro tem para que ao nos dispormos a tal serviço, já levemos a solução do que for sua angústia ou esperança.

Esses são sentimentos que sempre predominaram no espírito de Maria e tão bem manifestados naquelas bodas em Caná da Galiléia, quando, sem que ninguém lhe tivesse pedido nada, ela intervém junto ao Filho para que os noivos fossem poupados do vexame iminente que os rondava.

Ter tal percepção é ser capaz de saber que a medida do serviço ao próximo é um servir sem medida, é estar ao lado, é fazer com que “nosso cansaço o outro descanse”.

Maria foi capaz de tudo isso, O Deus de Maria é o Deus que reconhece a humildade de quem se sente servo e não se opõe, quando Deus intervém em sua vida, no particular de sua história.

Apressemos o passo e façamos por onde nos recompensar pelo tempo perdido e nos esquecemos que é quando desviamos o curso da nossa estrada que enveredamos por caminhos onde o Deus de Maria não está.

Do programa Cinco Minutos com Maria.

Rádio América AM 690

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

TRATA-SE DA FAMILIA


Dizia a lei 6.515 de 26 de dezembro de 1977, no § 2º do seu art. 3º que ao Juiz que se deparasse com um casal que manifestou o desejo de separar-se, competia “promover todos os meios para que as partes se reconciliassem ou transigissem, ouvindo pessoal e separadamente cada uma delas e, a seguir, reunindo-as em sua presença, se assim considerasse necessário”.

        Lembro-me que logo no início até chegava a ser feito, mas também me lembro que no máximo, o Juiz acabava por simplesmente adiar o termo da pretensão, para que o casal refletisse mais um pouco... não me lembro de nenhum caso que se tenha logrado êxito.

        E deste modo, acabou mesmo é que as separações consensuais se tornaram muito fáceis: sala de audiência, o casal, presença do Promotor de Justiça, o Juiz pergunta: “vocês querem se separar”?  “o que consta da inicial sobre separação de bens e relativo aos filhos é o que vocês convencionaram”? E à resposta afirmativa, ouvido o MP, a sentença – aquela já prontinha que bastava mudar os nomes e outros pequenos detalhes, - era lavrada ali mesmo, dela sendo de imediato intimadas as partes. E tudo estava consumado!

        Nunca me resignei com tanta facilidade, razão porque, só quando em Vara única ou em substituição, atuei em Vara de Família. Trata-se da família, nada menos que instituição divina que depois os homens acolheram. Tão importante, que o Estado coloca sob sua especial proteção; que estendeu à união estável sua equivalência; que a considera a principal responsável na construção da sociedade; que a nomeia primeiro quando diz de quem é o dever de assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (Art 4º, ECRIAD).

        Mas ai vem nova lei que vai facilitar ainda mais a separação do casal. Antes, tudo será feito mediante divórcio.  Será, que o mais importante, necessário, urgente, se traduz nessa facilidade? sequer precisam de recorrer ao processo, no Cartório – cujos titulares agradecem mais emolumentos – e tudo se resolve sem problemas. Opa, sem problemas não! Numa separação, ambas as partes perdem, mas há sempre aquela que perde mais, aquela que mais ama. Dificilmente, quando aconteceu por amor, mesmo que a ferida se feche, a cicatriz deixará de incomodar.

        O Brasil, como muitos países do mundo igualmente o fazem, proclama solenemente através de sua Lei Maior, entre muito mais: o Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. (§ 8º do art. 226).  Existe algo neste sentido? a violência campeia, violência real, violência presumida, violência moral que chega por todos os lados.

Em outro dispositivo, art. 221: A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: ... IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.  Não passa de dispositivo morto. A falta de pudor que penetra sem pedir licença nos lares brasileiros, a violência que deixa até crianças de tenra idade em excitação ou pânico com o que assiste, é um constante.

        Os que “estão-se lixando”, que só pensam em si e no poder só se ocupam de estratégias que na condição os mantenha, a grande maioria ignora ou se resigna, os que clamam acabam por emudecer, porque, quando uma causa é de todos a batalha só é vencida mediante o concurso igualmente  de todos. 

        É uma pena constatar, ver gente que tenta subir escadas a partir da metade delas. Há problemas na base que devem ser antes perscrutados. Na redação do propalado PAC, seu autor começa por dizer: “A minha intenção é estimular todos os setores do país a participarem deste esforço de aceleração do crescimento, pois uma tarefa dessas não pode ser uma atitude isolada de um governo, mas de toda a sociedade. Um governo pode tomar a iniciativa, pode criar os meios, mas para que qualquer projeto amplo tenha sucesso é preciso o engajamento de todos”. Lindas palavras! Crescimento? Crescimento é inchaço. O nome tem que ser desenvolvimento e sustentável.

        Esqueceu que o país é signatário das “Metas do Milênio” a serem cumpridas até 2015, firmadas em 2000, como membro da Organização das Nações Unidas. Não as divulga, não as menciona...

        Sem fins eleitoreiros, sem demagogia é preciso pensar a família, é preciso cumprir a Constituição Federal. Os problemas da família não se resolvem facilitando os modos para que os cônjuges se separem, mas criando mecanismos que os ajude a não chegar a tal ponto e cujos motivos nem sempre são de ordem externa, mas sedimentados dentro dos próprios lares, onde a vida não é segundo sempre deve ser.

        Ouçam-se os entendidos. Haim Gruspum, médico e psicólogo clínico, professor da PUC-SP, defende a idéia de um mediador familiar que pode ser um profissional que atua de forma voluntária para chegar estrategicamente a um acordo entre casais que buscam a mediação de forma voluntária. Com ação na comunidade, pode intervir em famílias íntegras em via de separação agindo de forma preventiva, pode agir durante a separação ou após, quando surgem problemas para criar e educar os filhos nas novas formas de família.

        Esta é apenas uma das muitas soluções possíveis. Mas os que “podem tomar a iniciativa e podem criar os meios”, preferem outros caminhos.

É uma luta de todos, porque quem põe, também pode depor. É preciso pensar na família, dar a todas o que lhes faltar para realmente ser.

Marlusse Pestana Daher

21/05/2009  11:42


         

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DINOSSAUROS


Em todos os termos, sou uma tia-avó assumida. Tomo conta de Daniel, vou buscar na escola, levo para passear, ao cinema. Em decorrência de tal função é que venho assistindo diversos filmes infantis. Hoje, “Caminhando com Dinossauros”. Uma excelente produção da qual resulta muito encanto e beleza.

É uma delícia ouvir o delírio da criançada. Riem, vibram, estendem as mãos para pegar, mesmo sabendo que não é coisa que se consegue, bichos, objetos, coisas, que parecem se projetar contra a gente. De tão impressionante, chega a parecer real. Mérito da tecnologia 3D.

E o enredo? Bem, um bonito pássaro vai narrando a história, sem faltar algum diálogo entre os principais dinossauros personagens. Ocorre o velho fato de dois filhotes que se desviam da manada, vagam por caminhos tortuosos, sofrem ameaças, mas como não teria graça nenhuma se fosse o contrário, saem ilesos no final.

Tem aquele bonzinho, que de pequeno passou maus pedaços, até defecação na cabeça pelo próprio pai, tinha que ter graça,  por estar em lugar errado no momento. Teve uma orelha furada que a certa altura, a passagem do vento fazia zumbir, hostilizado pelo próprio irmão que lhe roubou a amada, acabou gloriosamente Chefe da manada.

O que faziam, como viviam, numa estação, migravam pra lá, na outra empreendiam volta, entre algumas perdas e sofrimentos causadas por intempéries, agressões de outros e necessidade de ultrapassar obstáculos.

Foi quando me surpreendi: que interessante são os animais, eles não precisam de nada, nem de casa, nem de roupa, nem de dinheiro, nem de cidade, quanto mais de governo. Vão para onde melhor convém. Se aqui não estiver bom, vão pra lá.

Curioso também, o fascínio que exercem sobre as crianças. Do público constavam pequeninos de no máximo dois anos, inclusive gêmeos, diversas outras idades, acompanhados de adulto é claro, mas se bem visualizei, adolescente não tinha.

Que gostassem de um belo passarinho colorido, que voa leve, que canta, saltita, eu encontraria motivos, mas dinossauros, por exemplo, são feios demais. Quase disformes ou completamente? Membros desproporcionais, andar absolutamente desengonçado. No entanto, Daniel é meu paradigma, só desenha dinossauros e não fosse a certeza de resposta em público, certamente, tal filme não teria sido produzido.

Dinossauros, uma raça extinta, viveram quem sabe exatamente quando e interessam tanto, não só a cineastas, como a editores, enfim a todos quantos possam produzir algo de que a criança goste, sem falar do retorno financeiro.

A partir de agora, confesso: estou em estado de meditação, contemplação e busca, gostaria demais de entender a lógica de tanto fascínio e quem sabe oferecer alguma contribuição para igualmente oferecer às crianças momentos propícios para que sejam tão gente quanto são bichos os outros animais.


Marlusse Pestana Daher

Vitória, 22 de janeiro de 2014 22:00

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

SOU ASSIM

Se você me perguntar,
Se sou boa ou ruim,
Responderei com  muita certeza:
Eu só sei  que sou assim.


Se o assunto então for beleza,
Bonita ou feia, o que sou?
Vou responder novamente:
Eu só sei que sou assim.


Sobre minha intelectualidade,
se inteligente ou menos,
A  resposta ainda vai ser a mesma:
Eu só sei que sou assim.


domingo, 19 de janeiro de 2014

CADA DIA, SIMPLESMENTE

A vida cristã não é uma teoria, antes ela depende sempre de atos concretos que expressem a verdadeira fé.

A verdadeira fé por sua vez, também não é teórica, tanto que Jesus afirmou: a fé sem obras é morta.

Não é quem diz Senhor, Senhor, que vai entrar no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai. E qual é a vontade de Deus? Segundo disse o Apóstolo Paulo: a vontade de Deus é a nossa santificação.

Santificação é um projeto que envolve toda uma vida, não é pouco, posto que a medida de ser santo dada por Jesus, é ser santo como é santo, o Pai que está no céu. Por acréscimo, convém lembrar: só Deus é Santo, o Santo dos Santos.

Colocadas tais pressuposições, devemos saber que o caminho da santidade tem como trajeto a vida que levamos, nenhuma outra; como lugar, o lugar onde estamos; como tempo, o mesmo que nos é dado viver.

Ninguém pense que para ser santo, deva se isolar em algum lugar ou parar de fazer tudo que se esteja fazendo para fazer as coisas que imaginamos ser coisas de santo, nada disto.

Fomos chamados,  primeiro, à vida. Importa viver, estar vivo. O cristão pode viver como casado ou consagrar sua vida a Deus em um particular estado de consagração como propõe a Igreja, em nome de Deus.


Ser santo é simples, procuremos conhecer nosso caminho, o estado de vida ao qual por vocação somos chamados e assim, viver cada dia, simplesmente. 


sábado, 18 de janeiro de 2014

PARTIDOS POLÍTICOS


Abomina-se o tempo em que o bipartidarismo dominou em nosso país.


Houve restrição das liberdades, a opção política se restringia a ser oposição ou situação. 



Na plenitude dos tempos, aconteceu a abertura e muitas coisas mudaram. Os partidos políticos se multiplicaram e pelo modo como se comportam, fazem jus a serem definidos como  "união voluntária de cidadãos com afinidades ideológicas e políticas, organizada e com disciplina, visando a disputa do poder político".

Entre as críticas que a eles se fazem, está a falta de ideologia, ou melhor dizendo, de metas que orientem sua caminhada e mediante elas se hajam, quando no exercício do poder que uma vez alcançado, nenhum quer perder, nem se importam se os meios para se perpetuarem forem menos nebulosos, como o exemplo é recente.

Tais metas  não foram omitidas no texto dos seus estatutos ou não teriam logrado registro, antes porque só se ocuparam delas, no momento da respectiva redação. O que se veem são filiações cujo ato restringe-se à assinatura da respectiva ficha, a proposta que o partido tem a maioria desconhece.

São frágeis, tal fragilidade  se reflete no como se escolhe um candidato: em virtude de laços familiares, amizade ou compadrio, troca de favores, expectativa de cumprimento de promessas de toda sorte. E aqui o partido assume potencialmente o sentido do termo: Partido Político, do latim, pars, partis: = rachado, dividido, desunido".

Nem falta uma confusão generalizada entre democracia e cidadania, quando não se pensa se tratar da mesma coisa. Democracia é o governo do povo mediante escolhidos e cidadania é a capacidade de distinguir entre direitos e deveres, exercê-los em plenitude, não renunciar ainda que em parcela mínima a qualquer expressão dela.

A democracia será tão mais expressiva quanto mais consciente for   o exercício em potencial da cidadania. Requer então que se saiba da proporção de liberdade que encerra, que não se destina a uso restrito ou pessoal apenas, mas mediante o pensamento das consequências coletivas que podem advir do seu mau uso e do atravancar do passo de uma nação que outra coisa não é, senão os homens e mulheres, viventes na mesma reunidos.

Não obstante contarmos com nada menos que trinta e dois partidos, incluindo o Solidariedade, o que temos em verdade é situação, formada pelo PT e sua base aliada e a oposição, os outros, no momento liderada pelo PSDB, um bipartidarismo à novos tempos.

Muito se fala em reforma política, está-se sempre na expectativa de que aconteçam coisas diferentes, mas tudo permanece como antes.

O 33°, o Partido de Todos os Outros,  - PTO - desconhece a força que tem e não sabe que sozinho pode derrubar os demais.

 
Podemos formar o PQQ, "Partido de Quem Quiser", com  fim obrigatório e único: usar nossa voz, ser cidadão em potencial e fazer valer os ideais da democracia, quando então o Brasil será de todos e os bens que temos, sem empobrecer ninguém fará chegar a cada um seu próprio quinhão.

16:01 - 18 de janeiro de 2014

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ENCONTRO INTERNACIONAL DE ESCRITORAS



Trata-se de um especial momento para conhecimento das escritoras brasileiras e as dos outros países cujas presenças são esperadas.