sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Setembro Mês da Bíblia 2013



Discípulos missionários a partir do Evangelho de Lucas

"Alegra-vos comigo encontrei o que havia perdido"

Escrito por: Prof. Odalberto Domingos Casonatto
Depois do estudo dos quatro evangelhos para conhecer a pessoa de Jesus Cristo e sua mensagem em preparação ao novo milênio retornamos 10 anos depois com o estudo dos evangelhos, mas agora com outros enfoques e desafios. Assim como foi estudado no mês da Bíblia de 2012 o evangelho de Marcos este ano estamos estudando o evangelho de Lucas.
A proposta agora é conhecer o Evangelho de Lucas sob o olhar do discipulado-missionário, conforme o enfoque do Projeto de Evangelização: O Brasil na missão Continental assume o tema do mês da Bíblia de 2013. O tema para o mês bíblico 2013 se alia a caminhada do ano Litúrgic, o ano C, em que privilegia o evangelho de Lucas relevando os cinco aspectos fundamentais do processo do discipulado:
- o encontro com Jesus Cristo;
- a conversão;
- o seguimento;
-a comunhão fraterna;
- e a missão propriamente dita.
O lema para este mês Bíblico que foi indicado pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) é: "Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido" (Lc 15).
Quem é o autor do evangelho de Lucas?
Desde os primeiros séculos os autores consideram que o evangelho seja de Lucas. Muitos comentaristas atribuem ao evangelista Lucas à profissão de médico (cf. Cl 4,14) e o identificam com o discípulo e colaborador e secretário de Paulo (cf. Fm 23ss, 2Tm 4,11). Possivelmente tratou Paulo em suas enfermidades.
As narrativas que encontramos no evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos indicam que Lucas possui vasto conhecimento da língua e cultura grega sendo influenciado pelo estilo dos historiadores de sua época (Lc 2,1-2) dos poetas gregos; utilizando a tradução grega da Bíblia e conhecendo bem o Império Romano, mas quase nada da Palestina. No seu Evangelho muitas vezes as informações sobre a Palestina carecem de um conhecimento mais profundo, fato este comprovado no decorrer da narrativa.
Época? Lugar onde foi escrito? Qual era seu objetivo?
O Evangelho de Lucas deve ter sido escrito entre os anos 80 a 90 e não há uma precisão exata sobre o lugar onde foi escrito. Se admite que estaria entre a Grécia ou Ásia, ou mesmo a Antioquia da Síria.
Fato notório nos escritos de Lucas é a prioridade dada aos cristãos provenientes do paganismo de cultura grega e aos judeus que moravam fora da Palestina (na diáspora). Eram comunidades de origem Paulinas, com imensas dificuldades de adaptação. Os escritos de Paulo confirmam este aspecto.
Diante da catástrofe que foi a guerra judaica (70 d.C.), do cerco e destruição da cidade de Jerusalém por Tito e 4 legiões romanas,da destruição e incêndio do Templo de Jerusalém, da conquista de Massada 73 d.C., dos conflitos internos e externos que transparecem no texto, o Evangelho de Lucas passou a fortalecer a fé das comunidades e reforçar o seu papel na história da salvação e assim, mantendo-as corajosamente no seguimento a Jesus Cristo. 
Estrutura do Evangelho Segundo Lucas
Existem várias formas de estruturar o Evangelho de Lucas, podemos afirmar que cada comentarista elabora uma estrutura segundo aquilo que desenvolve. Optamos para a proposta de subdividi-lo em seis partes, poderão seguir outras.
A primeira parte (Lc 1,1-4). Consta do prólogo, no qual o autor explica os motivos que o levaram a escrever o Evangelho, apresenta o método utilizado e o dedica a Teófilo. Esta abertura é muito interessante e mostra o que verdadeiramente Lucas se propõe.
A segunda parte (Lc 1,5-4,15). Lucas apresenta um paralelo entre o nascimento e a infância de João Batista e Jesus. Acontecimentos que envolvem a João Batista como a pregação e encarceramento de João Batista contrapondo o ministério público de Jesus (batismo, sua genealogia e as tentações – (Lc 3,1-4,13).
A terceira parte (Lc 4,14-9,50) o autor relata o Ministério de Jesus na Galileia, o acontecimento na sinagoga de Nazaré a rejeição, as atividades se centralizam em Cafarnaum e no lago; discussões com os fariseus, ensinamentos, milagres, parábolas e questões referentes à sua identidade. A parte conclusiva deste período de vida de Jesus conclui-se com a transfiguração, no monte Tabor, onde ele vai com Pedro Tiago e João seus testemunhas.
A quarta parte (9,51-19,27). Lucas narra a viagem de Jesus, com seus discípulos a Jerusalém. Eles percorrem o caminho da Samaria, entre as montanhas. Os judeus não faziam este trajeto, pois não se davam bem com os samaritanos, preferiam o caminho do vale do Rio Jordão até Jericó e depois subiam a Jerusalém, pela antiga estrada romana do deserto da Judéia. Jesus aproveita esta caminhada para instruir seus discípulos e discípulas, as exigências no seguimento e os pontos fundamentais que dariam a base do Reino de Deus.
A quinta parte (Lc 19,28-21,38) Jesus em Jerusalém com a entrada e atividade na área do Templo e o discurso escatológico. Tudo se prepara para o desfecho final.
A sexta parte (22,1-24,53) aparecem as narrativas da paixão, morte, sepultamento de Jesus (22,1-23, 56a), as aparições de Jesus ressuscitado (23,56b-24,35) o episódio do túmulo vazio e da conversa com os discípulos de Emaús a caminho de Emaús (24,13-35); e finaliza com a ascensão ao céu (24, 36-53).
Pontos fundamentais da Teologia Lucana.
Na leitura do evangelho de Lucas destacamos os pontos fundamenta da Teologia Lucana. Dar importância a estes pontos ajudam a termos uma compreensão mais rápida e profunda: Seus escritos buscam acentuar sempre a Teologia da História da Salvação, destacando os títulos cristológicos de Jesus Cristo e ressaltando a importância de Jerusalém. Outros pontos teológicos se consideram colunas fundamentais: mostra um Jesus que reza e ensina a rezar, Lucas não tem medo de ressaltar o papel e a importância das mulheres no seguimento, a contraposição entre pobreza e riqueza (comunidades paulinas que surgem nas periferias das grandes cidades portuárias do Império Romano), como uma das características da ética Lucana e a presença forte do Espírito Santo, podemos dizer que o evangelho de Lucas seja o evangelho do Espírito.
Chaves de leitura do evangelho de Lucas a partir dos pontos fundamentais.
Em Lucas aparece uma Teologia da História.
A Teologia Lucana é marcada por uma ênfase na história da salvação, que é dividida em três períodos:
1) o tempo da preparação, ou período da promessa, que seria  a história de Israel (AT), representado pelas personagens Zacarias, Isabel e João Batista;
2) o tempo do cumprimento da promessa que é o tempo da vida de Jesus; e
3) o tempo do anúncio, da Igreja, retratado no Livro dos Atos dos Apóstolos.
Uma peculiaridade na concepção histórico-salvífica de Lucas é sua abertura universal. Portanto, a salvação atinge todo o tempo e todas as pessoas, a humanidade (cf. Lc 2,30-32; 3,6; 9,52-53; 10,33; 17,16). Com isso, nos aponta para outro ponto fundamental que é o tema da Salvação.
Em Lucas a Salvação e para todos.
A salvação que Lucas demonstra em seu evangelho acontece na história. A compreensão da Teologia Lucana, demonstra que os termos salvação e libertação são equivalentes. Para os pequenos, pobres, marginalizados do Império Romano, a proposta de Jesus é avassaladora. Iria mudar suas vidas iria fazê-los senhores da própria história. A totalidade da pessoa humana seria salva. Nesse sentido, Jesus é o nosso "Salvador" (Lc 2,11; cf. At 5,31; 13,23), supera todas as propostas vinda da "paz Romana" e a ilusão de que o Imperador traria uma nova forma de vida.
Em Lucas Jesus Cristo se mostra misericordioso.
Teologia Lucana apresenta Jesus Cristo como compassivo e misericordioso (cf. Lc 7,13; 10,33; 15,20); Jesus profeta escolhido pelo Pai recebe uma missão de levar a Boa Nova aos pobres, aos pequeninos, aos que se encontram nas periferias das grandes cidades portuárias romanas (Lc 4,16-30; 7,36-50; 13,32-34). Em Jesus se realiza a revelação de Deus (Lc 1,42). Assim aparece no batismo, assim se manifesta na transfiguração do monte Tabor. No ministério público Jesus é apresentado como o Messias enviado por Deus, para salvar o seu povo (Lc 1,47; 2,11.30-32).
Lucas em sua narrativa mostra um Jesus que vai ao encontro dos samaritanos, valoriza os publicanos em Lc 5,27: Levi e em Lc 19,2-10: Zaqueu, dos pecadores (Lc 7,36-50; Lc 15,11-32); da viúva (Lc 7,11-17), enfim dos marginalizados e excluídos da sociedade. O Jesus de Lucas veio para todos e quer salvar a todos. Seu plano de evangelização começa com aquilo que é menosprezado e rejeitado pela sociedade.
Jesus ama a cidade de Jerusalém
O evangelho de Lucas dá grande destaque a cidade de "Jerusalém". Tudo começa e termina em Jerusalém (1,5-23; 24,53). Jesus não se omite de participar das festas de preceito realizadas no templo, em Jerusalém (2,22.42), e metade do evangelho de Lucas narra ou em viagem para Jerusalém ou em estadia nessa cidade (9,50-21,38). Concluindo podemos afirmar que a cidade de Jerusalém é o ponto de chegada de Jesus para realizar a obra (Lc 17,11; Lc 19,28-38) e o ponto de partida para as comunidades assumirem após a ressurreição, a continuidade de sua missão (Lc 24,52).
Jesus vive em Oração..
Lucas coloca em destaque a vida de oração de Jesus a tal ponto que o evangelho se entrelaça com os momentos de oração de Jesus, são muitos textos. Os momentos mais importantes de sua vida, as decisões mais radicais são preparadas pela oração. (Lc 1,10-11.13; 3,21; 5,16.33; 6,12; 9,18.28; 11,1.2-8; 18,9-14; 22,32.41; 23,46).
Em Lucas encontramos um Jesus que reza, nos mostra qual é conteúdo da oração (Lc 10,21-24; 22,42; 23,46), atende o pedido dos discípulos e ensiná-los a rezar (Lc 11,1) mostra que a eficácia da perseverança na oração tem resposta de seu Pai (Lc 18,1-8; 19,6-8; 21,36).
A ética Lucana.
A ética que Lucas apresenta em seu evangelho é voltada para os pobres e marginalizados. Existe uma contraposição entre pobreza e riqueza sendo um dos aspectos centrais do seu programa ético.
Priorizando esta ética Lucas reforça a dimensão do despojamento, como uma exigência do seguimento a Jesus (Lc 5,11; 6,29-36; 9,58; 12,33-34; 14,33; 18,22.25; 21,1-4). Desta sua compreensão ele pede as comunidades confiarem na providência divina (12,29-30).
As mulheres são discípulas de Jesus.
Possivelmente por influência da cultura grega o evangelista Lucas cita um número maior de mulheres seguidoras e discípulas de Jesus dos outros evangelistas. É considerado o Evangelista das mulheres. (Personagens). Não esta apegado a estrutura patriarcal da família Judaica e do menosprezo do judaísmo pela mulher que as consideram impuras. A religião Judaica impõe duramente o sistema do "Puro e do Impuro" Em Lucas a mulher participa da evangelização, acompanha o grupo dos discípulos atua na obra de Jesus.
Maria, mãe de Jesus para Lucas é aquela que se dispõe a participar da história da salvação. É nela que começa a se manifestar o mistério do Deus encarnado. Maria passa ser o modelo do discípulo/ da discípula, pois acolhe Jesus, está presente no seu ministério (4,16-30), discurso inaugural da sinagoga de Nazaré. Além de Maria encontramos ao longo do evangelho de Lucas outras mulheres: Maria, chamada Madalena, Joana, mulher de Cuza, Suzana, que seguem Jesus desde a Galileia (Lc 8,1-3), elas estão presentes na sua morte e são as primeiras testemunhas da Ressurreição (Lc 22,27 e 23,50-56), as mulheres Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também são narradas várias curas e encontros significativos, nos quais as mulheres são protagonistas: a sogra de Pedro, a mulher pecadora, a mulher com fluxo de sangue.
O Espírito Santo tem prioridade.
A presença do Espírito Santo como força que acompanha, conduz e inspira a missão de Jesus e da Igreja. Ele age em Jesus, Zacarias, Isabel, João Batista, Maria, Simeão, profetisa Ana e muitas outras pessoas.
Ser Alegre é seguir a Jesus Cristo.
A última chave de compreensão do evangelho é o tema da alegria. O autor reforça a certeza de que a verdadeira alegria nasce do seguimento de Jesus, do agir misericordioso, do desprendimento constante, do se deixar guiar pelo Espírito, da experiência profunda de que Jesus Cristo morto e ressuscitado é a Boa-Nova para toda a humanidade.
A proposta para os círculos bíblicos no mês da Bíblia setembro 2013.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

SOBRE LIMA BARRETO

Salvador Bonomo
Afonso Henriques de Lima Barreto  (1881-1922), carioca, jornalista e escritor, dentre cujas obras destaco “Triste fim de Policarpo Quarema” (de 1915). Foi severo crítico de certas
características negativas dos costumes da Socieade de então, ressaltando o clientelismo na administração pública, mais precisamente, relevando o habitual e persistente apadrinhamento político: o famoso “pistolão”.

Parece-nos que tais características negativas da nossa Sociedade não foram sanadas, porquanto, através de superficial pesquisa, vislumbramos inúmeras expressões idiomáticas que evidenciam desvios de conduta social, conforme o demonstram, irretorquivelmente, os frisantes exemplos seguintes: “malandro”, “vivo”, “esperto”, “sagaz”, “jeitinho brasileiro”, “quebra galho”, rouba, mas faz”, “vista grossa”, “sujeito otário”, “gato”, “gambiarra”, etc., que se inserem no contexto do clientelismo, do fisiologismo, do nepotismo, do corporativismo, da corrupção, enfim, do famigerado patrimonialismo, que consiste na fusão, na confusão, na mistura dos interesses públicios com os interesses privados, sempre em detrimento dos interesses públicos.

Aliás, em razão de tais desvios ilícitos de conduta, o espírito criativo e irônico do brasileiro idealizou a famosa e popular Lei de Gérson, que regula as condutas dos que, malandramente, espertamente, sagazmente, almejam levar vantagem em tudo. Em face ao exposto, parece-nos ilustrativo o fragmento da lavra do citado escritor Lima Barreto, que, retratando a Sociedade do seu tempo, lecionou:

“Vem disto a nossa esterilidade mental, a nossa falta de originalidade intelectual, a pobreza da nossa paisagem moral. Ninguém quer discutir, ninguém quer agitar ideias. Todos querem comer. Comem os juristas, comem os filósofos, comem os médicos, comem os advogados, comem os poetas, comem os romancistas, comem os engenheiros, comem os jornalistas: o Brasil é uma vasta comilança.”

Não resta dúvida de que, de simples leitura do texto acima transcrito, extrai-se que o seu autor laborou em generalização, na medida em que, nele, elencou juristas, filósofos, médicos, advogados, poetas, romancistas, engenheiros e jornalistas. Nessa linha de raciocínio, prevaleceria a dicção de Bezerra da Silva: Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão (...).
A propósito, porque toda definição é vista como temerária, temerária, também, é toda e qualquer generalização, porquanto, assim procedendo-se, corre-se enorme risco de cometer-se grave e irreparável injustiça, em virtude do que se justifica fazermos, aqui, esta ressalva.

Secular é a confusão que há entre ética e moral. A ética, proveniente do grego (“ethos”), significa o modo de ser das pessoas; a moral, oriunda do latim (mores), significa costumes. A ética é teórica e reflexiva, ao passo que a moral é eminentemente prática. A diferença prática entre moral e ética consiste em a ética ser o comportamento moral das pessoas.

Concluindo, sustentamos que não basta sermos honestos e dizermos que somos honestos; é preciso, ainda, combatermos a desonestidade, sob pena de sermos coniventes com tais condutas alheias, que, com frequência, ocorrem entorno de nós. Por fim, conferimos a palavra a Jô Soares, cuja dicção consiste no que segue: "A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa".

Salvador Bonomo
Ex Deputado Estadual e Promotor de Justiça aposentado.

Vitória, ES, 04.09.2013.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

DISCURSO DE FABIANI

Um lindo pescador de olhos azuis um dia jogou sua tarrafa para fisgar os peixes do dia a dia, mas nela, ao invés do sustento, veio a sereia mãe que, com o seu canto, fisgou o pescador.
Entrelaçados num único anzol, destino selado pelo casamento, nasceram as três filhas. Sou a mais nova delas, presa na brisa do mar, com água salgada a me banhar.
E segui assim, na marola mansa da vida, até o tsunami de emoções inundar toda a minha praia.

Fabiani, primeira à esquerda.

Quando acordei, nas areias do desejo, o curso Ler e escrever Rubem Braga pressionou tanto o meu peito que, ao invés da água salgada, de minha boca jorraram as mais diversas palavras e a partir desse momento, surgiram minhas crônicas.
Foi uma crônica premiada ali, outra aqui e as mãos cada vez mais discorrendo sobre o papel, levando ternas palavras agora para os já assíduos leitores.
Em traçadas linhas, vou tatuando a literatura em meu ser e, ao mergulhar nesse maremoto, é preciso ancorar em algum porto e tecer mais uma rede, pescar novos peixes.
Assim, saí do porto de Piúma, naveguei até o rio cricaré e atraquei em mais um porto. Qual? Na Academia Mateense de letras, cadeira nº 8, patrona Cecília Meireles.
Número 8 que, escrito na horizontal, forma o símbolo do infinito, tão eterno quanto o grafite que rascunho esse texto, tão eterno quanto as palavras que ele desenha numa folha de papel e que agora sussurro para vocês tal qual minha patrona Cecília Meireles, singela como a aurora, música jogada ao vento, proliferando poesia em nossos corações.

Cecília Meireles
Então, nas espumas da maré, entre a calmaria e um mar de ressaca, vou dando formas às minhas crônicas, pois nas garatujas da vida é que entra o escritor, desmembrando essa ciranda das palavras, formando textos que além de tocar o coração, despertam nossa alma, através das janelas dos olhos, para o mundo.

Dessa forma, vou trilhando o meu caminho, cronicando estrada afora, com a mente cheia de expectativas por adentrar as portas da AMALETRAS e de que, aqui, não só encontrarei o aconchego literário, mas também eternos amigos. 

DISCURSO DE POSSE DE WANDA ALCKMIN

Discurso de Posse para a Academia de São Mateus

Excelentíssima senhora presidente da Academia Mateense de Letras, Dra Marlusse Pestana Daher, Digníssimos Acadêmicos, Autoridades presentes, meus senhores e
Wanda Alckmin
minhas senhoras,
Boa noite!
É com muita alegria que chego à cidade de São Mateus para pertencer a essa distinta e ilustre Academia de Letras, ocupando a cadeira número 08, e também para conhecer de perto essa linda e histórica cidade, sua gente e suas vidas.
Agradeço de coração, o convite da presidente Dra. Marlusse, pois ela deu-me a oportunidade de descobrir a riqueza de viver uma emoção. Esse sentimento que brota fundo como o petróleo encontrado aqui, que é o amor, que começa a nascer, quando nos damos  oportunidade de conhecer um lugar, sua história e sua gente.
Não sou filha da terra... Mas também, como alimento de raiz, quero aprofundar-me, quero deixar minha escrita nascer, depois vir à tona, e se banhar nessas belas praias... Quero tornar-me secular como essa cidade e rezar pelo povo em suas antigas igrejas.
Quero ser novamente batizada e aqui nesse rio Cricaré, rio que corre manso, rio de São Mateus, quero contar uma história diferente da ocorrida com os índios após batizados, como nos relata o  1° missionário, Afonso Brás, em sua carta em 1551: “os índios aqui encontrados , após receberem o batismo, fugiam e quando voltavam estavam piores e continuando em suas crenças e práticas de costumes.”
Quero é ficar, e crescer internamente sob esse sol  e perto dessa gente.
Dizem que o amor na idade madura é mais profundo e mais manso.  Estou me vendo assim, após conhecer São Mateus e ser de certa forma um pouco de tudo e todos. E agora vivenciando esse sentimento novo, estarei mais cheia de dedicação e força para criar e fazer muito por aqui, com os meus trabalhos e meus estudos.
A presidente Dra Marlusse, escolheu para ser a minha Patrona, a Francisca Edwiges Neves Gonzaga, ela presenteou-me com a Chiquinha Gonzaga, a compositora, a pianista, a arranjadora, a regente, esse ser que se experimentou em gêneros musicais, desde o maxixe até a música sacra.
“Chiquinha foi a Princesa Isabel, de nossa alforria musical” –já disse  ; Edgar de Alencar, jornalista e musicólogo.
Ela chegou ao mundo desafiando a vida, e por isso foi batizada às pressas, recebendo o nome da santa do dia, Francisca Edwiges, a 17 de outubro de 1847 na cidade do Rio de Janeiro.
Nasceu numa atmosfera de luz erguida por lampião a gás, e entre essa claridade nova, a luz de Chiquinha sofreu apagões, mas teve muito brilho e acordou muitos ritmos, e movimentou muitas cabeças e costumes da época.
“Aquela Chiquinha, é o diabo” – disse Lopes Trovão- jornalista e político abolicionista.
O pai, José Basileu Neves Gonzaga, resolveu contratar o cônego Trindade para a educação de Chiquinha nas: áreas de leitura, escrita, cálculo, catequismo, e para completá-la, - aulas de piano- dadas pelo maestro Lobo.  Seu tio paterno se chamava Antonio Eliseu, era flautista e animava as festas familiares. E assim, foi que começou Chiquinha...  Aos 11 anos estréia sua 1° composição “Canção dos Pastores” com versos de seu irmão mais moço, o Juca, juntamente com o tio.
Por demonstrar uma forte personalidade e uma inquietude constante, seu pai acreditou que ela só se acomodaria com um casamento marcado. E assim aos 16 anos, Francisca Edwiges casou-se com Jacinto Ribeiro Amaral, 24 anos, filho de comendador e negociante bem sucedido.
Com o início da Guerra do Paraguai, o marido comandante e sócio de um navio mercante é convocado para transportar o pessoal e equipamento para a guerra. O casal já tinha 02 filhos, João Gualberto e Maria do Patrocínio. O marido iludido com a possibilidade de manter controle sobre a esposa,tenta convencê-la a acompanhar-lhe, arranjando-lhe até um violão a bordo, para que ela não se sentisse afastada da música.  Mas as complicações se multiplicam e o marido lhe dá um ultimato: Ou ele ou a música. Ela lhe responde de maneira respeitosa, mas firme: “Pois, senhor meu marido, eu não entendo a vida sem harmonia”. Chiquinha dava nessa altura, por volta de 1868, um passo definitivo para se tornar mais que uma musicista, um vulto de nossa história.
Os 1°gêneros populares da música brasileira foram a modinha e o lundu. A modinha se encarregava do aspecto romântico e o lundu traduzia o humor e a sensualidade, e até a chegada da polca era essa a nossa música popular. A medida que as partituras de polca foram chegando e caindo no gosto dos pianistas, os músicos populares passaram a copiar aquele modelo de dança. Nessa transposição, foi acrescentado então, o sotaque exacerbadamente sentimental ligado à música portuguesa e uma malícia rítmica poderosa da presença de acentuações e antecipações do tempo forte, no ritmo dos escravos africanos, tornando tudo mais surpreendente e divertido. E dessa mistura nasceu o choro, e foi por essa via do flautista Callado, líder entre os chorões, que o choro aproxima de Chiquinha. Ela foi homenageada pelo flautista com a polca “ Querida por todos” em 1869.
Aos 23 anos de idade ela se entrega a paixão por João Batista Carvalho, engenheiro que trabalhava com a estrada de ferro. Vive-se com ele nos acampamentos de construção da estrada de ferro Mogiana, no interior de Minas entre 1871/1875. Dessa união nasce Alice. Acusada de adultério, Jacinto abre um processo de divórcio no Tribunal Eclesiástico, algo pouco comum e que a própria igreja não incentivava. Mas antes da sentença ser proferida, em 1877, Chiquinha já estava separada de Carvalhinho. A decepção com esse amor marcou para sempre, sua alma e sua música. A partir daí resolve se dedicar mais ainda a música, e nesse mesmo ano publica a polca “Atraente” em fevereiro de 1877 e em novembro já alcançava sua 15°edição. Chiquinha estava com 30 anos quando se tornou a 1° chorona e 1°pianeira, expressão originalmente pejorativa, usada para pianista de música popular. Mais tarde chegam-lhe outros sucessos, com as valsas “Desalento” e “Harmonia do coração”, e a polca “ Não insistas rapariga e, o tango” Sedutor”.
Além de divorciada, profissional da música, que já era motivo de escândalo, ela ainda se vestia de forma nada convencional, pois inventava e fazia seus vestidos e ainda arranjos para os seus cabelos, tornando tudo muito original.
Chega-lhe ainda mais outro grande sucesso ; a polca “Sultana”que lhe rendeu muitos elogios no jornal do Comércio.
Chiquinha mesmo com toda sua vida musical em as ascensão, precisava complementar sua renda, e assim dava aulas a domicílio de piano, canto, francês, geografia, história e português. Ainda arranjava tempo de se dedicar a causa Abolicionista, e fez de tudo nesse movimento e esteve presente até na substituição popular que financiou a doação da pena de ouro que assinou a Lei Áurea.
Com a morte de Callado, seu protetor no meio social e cultural, Chiquinha procura se aperfeiçoar no piano com Artur Napoleão, que se torna seu editor e assim procura veículos de mais divulgação. Encontra então o Teatro de Variedades. O teatro musicado popular vai ganhando público, e Chiquinha sempre sintonizada com as novidades e atenta ao gosto do público, vê ali sua chance, e firme no projeto, se torna a maestrina da Pça Tiradentes. A conquista do reconhecimento como maestrina teve sabor especial em sua vida. Um espetáculo com música de Francisca Gonzaga era garantia de casa cheia. O segredo do sucesso de Chiquinha e do teatro popular era fazer a cidade se ver no palco.

Chiquinha, no entardecer da vida.

A vida profissional parecia-lhe ir de vento em popa, mas a sua vida pessoal estava sem a proteção da família. Chiquinha procurava no meio artístico agora, quem pudesse protegê-la e prestigiá-la. E desta a vez, encontra Carlos Gomes de quem se torna amiga e cuja admiração irá protegê-la da má vontade que os eruditos do Conservatório tinham com sua  música.
Chiquinha jovem.


                                                                                                                                                                                                                       
Os trabalhos foram se sucedendo até que na opereta burlesca de costumes nacionais “Zizinha Maxixe”, de 1895, apareceu no final do terceiro ato o “cateretê-corta-jaca/ Gaúcho”, -  mais tarde editado como  “Gaúcho-tango”, que acabaria se tornando no final conhecido como “Corta-jaca”, um grande sucesso de Chiquinha que até hoje está entre o repertório mais usual das rodas de choro. Quatro anos depois, ela usa de sua aguçada sensibilidade e cria a 1°música de carnaval, Ó Abre Alas....que eu quero passar....melodia simples para versos curtos...e nascia assim... a música carnavalesca brasileira.
Nesse tempo Chiquinha morava no bairro Andaraí e pra lá muda o farmacêutico e teatrólogo Ernesto de Sousa, que gostava de reunir aos sábados jovens estudantes e músicos amadores do conjunto no Clube Euterpe, ou Estudantina Euterpe . Chiquinha tinha facilidade de conviver com os estudantes e acabou conquistando um deles de forma arrebatadora e definitiva: João Batista Fernandes Lage, de 16 anos, nascido ao norte de Portugal. Chiquinha estava perto dos seus 50 anos.
A estabilidade dessa união e a dedicação que João Batista lhe devotou até o final da vida foram um descanso para o coração sofrido da compositora. Chiquinha inicia uma série de viagens à Europa, sempre pensando em ampliar seu horizonte de trabalho. Durante 03 anos escreveu para montagens teatrais de Lisboa e do Porto e obteve seu maior êxito com a ópera cômica: “A Bota do diabo.” Mas em maio de 1909 ela retorna para o Rio de Janeiro e encontra uma cidade remodelada e mais cosmopolita, o Rio com cara de metrópole de primeiro mundo.
A novidade da chegada dos 1°s projetores de cinema, gerou uma reação nos teatros que se sentiram ameaçados. Faz-se necessário mudanças, nas peças que se tornaram mais rápidas e mais curtas. A maestrina retornou para o seu trabalho imediatamente, e continuou sintonizada com o gosto dos cariocas. Escreveu partituras elogiadas para peças como “Manobras do amor”, “Colégio de senhoritas”e a imprensa já se referia à música desses espetáculos como sendo: a do “estilo de Chiquinha Gonzaga”.
Em 1911, dois jovens autores procuram a maestrina com uma idéia diferente: uma peça que mostrasse os costumes do bairro popular da Cidade Nova, não só através de música e dança mas também com gírias e expressões típicas. Chiquinha gosta da proposta e usa seu prestígio pessoal para convencer a companhia de Teatro São José a montar “Forrobo-dó: um choro na Cidade Nova. O sucesso foi retumbante, o “maior”da maestrina no teatro. O sucesso de Chiquinha nos teatros da Pça Tiradentes prosseguiu ainda por vários anos, até que o cinema falado fizesse o gênero sucumbir. Dois anos depois do sucesso de “Forrobo-dó” Chiquinha voltou à primeira página dos jornais com mais um feito. Dessa vez quebrando barreiras sociais que impediam a música popular de entrar em certos ambientes.  Houve uma festa no Palácio do Catete, e lá se tocou o “Corta-Jaca”. Foi um escândalo, que a imprensa não perdoou, mas Chiquinha quebrava mais uma barreira.   
Sempre preocupada em garantir seu sustento, nossa compositora foi  pioneiríssima na defesa do direito autoral, e juntamente com vários autores de peças Teatrais, ajudou a fundar em 1917 a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais  a –SBAT, entidade pioneira no Brasil.    Dois anos depois colheu seu derradeiro sucesso nos teatros da cidade com a peça de costumes regionais “Jurity”, escrita por Viriato Corrêa.   Chiquinha ainda se aventura juntamente com o marido no terreno fonográfico.  Abrem uma fábrica de discos nos fundos da casa onde moravam e ainda lançam artistas importantes como Francisco Alves e o compositor Sinhô, através de gravações do “Bloco do Fala Meu Loro” e do Grupo dos Africanos . Os discos tinham selos Popular e Jurity.                                                                                                                         Em 1933 escreve sua última opereta, “Maria”, com o libreto de Viriato Corrêa, totalizando 77 trabalhos para o teatro, uma marca difícil de ser igualada.
Durante os longos anos de uma existência de lutas mas com bastantes vitórias, Chiquinha Gonzaga, também vivencia grandes homenagens ao seu trabalho. Todavia, em um tempo de sua vida, ela se recolhe em seu apartamento na Pça Tiradentes. Local este, onde só João Batista tinha acesso. E ali, neste apartamento num fim de tarde, na antevéspera do carnaval, numa quinta-feira, 28 de fevereiro de 1935, morre Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga, com seus 88 anos de idade.  
Tanto no tratamento respeitoso dos cameristas eruditos, quanto na alegria espontânea dos chorões do século XXI, a música de Chiquinha “SEGUIRÁ VIVA “,  e sempre pedirá o “Ó ABRE ELAS” para ela, a Chiquinha Gonzaga passar, e continuar nos ensinando muito  sobre a identidade musical brasileira.                          

Muito obrigada à todos pela atenção.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

CONCURSO DE POESIAS - LIBERDADE

ACADEMIA MATEENSE DE LETRAS

EDITAL 04/2013

 “PRÊMIO VALOR  DA LIBERDADE”

A Academia Mateense de Letras – AMALETRAS - torna público que estarão abertas até o dia 30 de novembro de 2013, inscrições para o seu 3° concurso de poesias, este, entre ressocializandos do Penitenciária de São Mateus - ES.


I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

 Art. 1º O concurso premiará a melhor poesia que deve versar sobre o tema: Liberdade.

 Art. 2º O Concurso é aberto à participação de qualquer interessado na referida condição e escrito em língua portuguesa.

 
II – DA INSCRIÇÃO.

 
Art. 3º A inscrição será realizada mediante entrega do poema na Biblioteca da Penitenciária ou onde determinar a Direção.

 
Art. 4º Só serão considerados as poesias entregues até 18 horas do dia 30 de novembro de 2013. No dia seguinte, serão apanhadas por representante da AMALETRAS.
 

III – DA APRESENTAÇÃO.

 
Art. 5º A POESIA poderá estar escrita a mão e basta uma via.  Desta via só constará o número do protocolo.

 
Art. 6° A inteira qualificação do participante deverá permanecer aos cuidados da direção ou pessoa por ele indicada.

 
IV- DA COMISSÃO JULGADORA

 
Art. 8° O julgamento das poesias será realizado por Comissão formada por três membros de Academia de Letras a serem convidados.

Art. 9° Na apreciação das poesias a Comissão adotará os seguintes critérios: clareza e pertinência com o tema apresentado.

 
Art. 10.  O concorrente que melhor corresponder aos critérios de avaliação, a juízo da Comissão, será considerado vencedor.  

 
Art. 11. O julgamento do qual não caberá recurso será realizado até o dia 20 de dezembro de 2013 e seu resultado, divulgado nas vinte e quatro horas seguintes.

 
VI- DA PREMIAÇÃO.

 
Art. 12. O primeiro classificado receberá uma medalha “ANO LITERÁRIO RUBEM BRAGA”, diploma e dois livros; o segundo receberá diploma de honra ao mérito e dois livros.


Art. 13 A premiação será entregue em solenidade da AMALETRAS a se realizar no ambiente respectivo em dia autorizado pela Direção.

 
Art. 14 As poesias poderão ser publicadas a critério da AMALETRAS na forma mais viável, respeitados os direitos autorais.

 
Art. 15 Casos omissos serão dirimidos pela Comissão avaliadora.

 
São Mateus, 3 de setembro de 2013.

 Marlusse Pestana Daher     
 Presidente

ALEGRIA

Alegria, alegria, alegria,
poderia ser o nome dado aqueles momentos mágicos que passamos juntos desde a entrada ao salão do teatro, até a saída dele.
Tudo o que aconteceu lá foi de muito significado, pois todos estavam
Wanda, Marlusse e Gilsea.
comungados com  a mesma energia. Nunca tinha ido a uma solenidade que o público fosse tão identificado em sentimentos com os homenageados.
Parecíamos uma grande  família. E muito se deve a você Marlusse que conduziu tudo com muita classe , leveza e alegria.
Parabéns para você, para os homenageados, os empossados, os artistas que se apresentaram e aos presentes que nos prestigiaram. 
Realmente São Mateus estava em festa e São Benedito abençoou a todos nós.
Obrigada pelo seu carinho e sua dedicação impar nos mostrando as belezas e as delícias da cidade de São Mateus.
Beijos e até qualquer dia de novo, onde estaremos com alegria, alegria, alegria, recebendo outros confreires ou discutindo idéias, e trabalhos para a cidade que tão carinhosamente nos acolheu. 
Bjo.
Wanda Alckmin

MENSAGEM DE UMA QUERIDA AMIGA QUE VIU OS VÍDEOS AMALETRAS

 Que beleza de trabalho, amiga querida, você com sua característica de sensibilidade e pioneirismo abrindo os caminhos da santa terrinha...Parabéns! Meu  pai certamente está torcendo por você, de onde ele estiver...
Parabéns por levar a felicidade e o estímulo ao povo talentoso da região...
Que a semente que plantou, com tanto amor, continue a produzir frutos de grande valor, Deus a abençoe sempre e ao seu trabalho.
Todo carinho da amiga de sempre

Ady Gomes Lencastre
 

QUERIDOS AMALETRISTAS


 São Mateus, 03 de setembro de 2013.

Queridos Amaletristas

 
Creio que todos ainda estejamos sob o enlevo das alegrias provadas durante a solenidade de comemoração do nosso 1° Aniversário de Revitalização, oportunidade na qual, recepcionamos por acréscimo, onze valorosas personalidades do mundo literário que vêm somar nossos ideais e objetivos.

Para mim, foi uma recompensa que não tem preço, o sorriso que brotou e permaneceu nos lábios de cada um durante todo o tempo em que se desenrolaram os atos respectivos. Se sonhar já é bom, ainda mais o é, realizar tal sonho.

As fotografias são testemunho e permanecerão dizendo para sempre daqueles momentos mágicos.

Agradeço-lhes por vocês e por tudo, pelas fotos, pelos vídeos, porque vocês vieram somar conosco.

Estou certa de que se consolidaram laços fortes de uma amizade bonita e que nenhum de nós fugirá a luta por uma literatura capixaba e de qualidade, para despertar em muitos a importância de ler.

Com todo meu carinho e as mais efusivas

saudações literárias.

 Marlusse Pestana Daher                                                                                   Presidente