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O ORIGINAL RECEBIDO, EM ESPANHOL, SEGUE ABAIXO PARA QUEM PREFERIR.
TIRO PELA CULATRA
Entrevista
ou, melhor dizendo, tentativa de fazer o cardeal Bergoglio entrar numa “saia
justa”.
Se você
puder repassar esta história, que reflete o pensamento de Sua Santidade é
possível que as coisas mudem para melhor!
REZEMOS MUITO PELO PAPA, PARA QUE ELE POSSA LEVAR A CABO A MISSÃO QUE O
SENHOR LHE CONFIOU.
Começa a
circular a transcrição de uma entrevista feita com o atual Papa quando ele
era o então cardeal Bergoglio, na Argentina.
Na
realidade foi uma emboscada realizada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC,
mas Bergolio encurralou Mathews de tal forma que a entrevista nunca foi ao
ar, porque, ao perceber que seu plano havia falhado, Mathews arquivou o
vídeo.
Porém, um
estudante de Notre Dame, que prestava serviços sociais na MSNBC, apoderou-se
dele e o deu para seu professor.
O destaque da entrevista é a discussão sobre a pobreza.
A
entrevista começou quando o jornalista, tentando embaraçar o Cardeal,
perguntou-lhe o que ele pensava sobre a pobreza no mundo.
O cardeal
respondeu:
" -
Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm se dedicado a
endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes.
- E para
quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de
pobreza e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar contra esta
pobreza.
- A
pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o
agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser
denunciadas. A educação é a grande solução para o problema.
- Devemos
ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a
pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável
"
Mathews
ofendido pergunta: - O senhor culpa o governo?
" -
Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos
são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos
de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês
acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. Vocês
querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as atividades
humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua
família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa
ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de
diabólicas”.
Replica
Mathews: - Eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal.
" -
As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber não têm que ser
pobres"
Ataca
Mathews: - E a América Latina? O senhor quer negar o progresso conseguido?
"O
império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas
promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo. Dando peixe
ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a
pescar é punido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade
é castigada.
- Você
fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a
região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como Cuba,
Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a
América Latina) dessa tirania?"
Acusa
Mathews: - O senhor é um capitalista.
" -
Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais,
igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?"
- Claro
que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas
corporações abusivas?
-
"Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas econômicas, devem
decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital
deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse
capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que
surge um problema grave. O capital investido voluntariamente é legítimo, mas
o que é investido com base na coerção é ilegítimo ".
- “Suas
idéias são radicais”, diz o jornalista.
-
"Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os
americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com
injeções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o
comunismo". Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da
liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se
tornarem escravos de seu governo? "
Mathews
diz: - “Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento”.
O cardeal
respondeu: - "Você está muito irritado porque a verdade pode ser
dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste
apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados
por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da
sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as
famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar,
incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e veem os
pobres como um problema de governo.
- Para a
igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos
permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me irrita
profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem
conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em
quem os afundou na pobreza ".
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
BERGOGLIO ENTREVISTADO POR UM COMUNISTA
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
EU NÃO GOSTAVA DO PAPA JOÃO PAULO II
Arnaldo Jabour escreveu essa que chamo "CONFISSÃO DE UM ATEU" assistindo a agonia do agora quase santo, João Paulo II. Revendo meus arquivos encontrei e pensei por bem, publicar aqui.
"Escrevo enquanto vejo a morte do Papa na TV. E me espanto com a imensa emoção mundial. Espanto-me também comigo mesmo: "Como eu estou sozinho!" - pensei.
Percebi que tinha de saber mais sobre mim, eu, sozinho, sem fé alguma, no meio desse oceano de pessoas rezando no Ocidente e Oriente. Meu pai, engenheiro e militar, me passou dois ensinamentos: ele era ateu e torcia pelo América Futebol Clube. Claro que segui seus passos. Fui América até os 12 anos, quando "virei casaca" para o Flamengo (mas até hoje tenho saudade da camisa vermelha, garibaldina, do time de João Cabral e Lamartine Babo) e parei de acreditar em Deus.
Sei que "de mortuis nihil nisi bonum" ("não se fala mal de morto"), mas devo confessar que nunca gostei desse Papa. Por quê? Não sei. É que sempre achei, nos meus traumas juvenis, que Papa era uma coisa meio inútil, pois só dava opiniões genéricas sobre a insânia do mundo, condenando a "maldade" e pedindo uma "paz" impossível, no meio da sujeira política.
Quando João Paulo entrou, eu era jovem e implicava com tudo. Eu achava vigarice aquele negócio de fingir que ele falava todas as línguas. Que papo era esse do Papa? Lendo frases escritas em partituras fonéticas...Quando ele começou a beijar o chão dos países visitados, impliquei mais ainda. Que demagogia! - reinando na corte do Vaticano e bancando o humilde...
Um dia, o Papa foi alvejado no meio da Praça de São Pedro, por aquele maluco islâmico, prenúncio dos tempos atuais. Eu tenho a teoria de que aquele tiro, aquela bala terrorista despertou-o para a realidade do mundo. E o Papa sentiu no corpo a desgraça política do tempo. Acho que a bala mudou o Papa. Mas fiquei irritadíssimo quando ele, depois de curado, foi à prisão "perdoar" o cara que quis matá-lo. Não gostei de sua "infinita bondade" com um canalha boçal. Achei falso seu perdão que, na verdade, humilhava o terrorista babaca, como uma vingança doce.
E fui por aí, observando esse Papa sem muita atenção. É tão fácil desprezar alguém, ideologicamente... Quando vi que ele era reacionário" em questões como camisinha, pílula e contra os arroubos da Igreja da Libertação, aí não pensei mais nele...Tive apenas uma admiração passageira por sua adesão ao Solidariedade do Walesa mas, como bom "materialista", desvalorizei o movimento polonês como "idealista", com um Walesa meio "pelego". E o tempo passou.
Depois da euforia inicial dos anos 90, vi que aquela esperança de entendimento político no mundo, capitaneado pelo Gorbatchev, fracassaria. Entendi isso quando vi o papai Bush falando no Kremlin, humilhando o Gorba, considerando-se "vitorioso", prenunciando as nuvens negras de hoje com seu filhinho no poder. Senti que o sonho de entendimento socialismo-capitalismo ia ser apenas o triunfo triste dos neo-conservadores. O mundo foi piorando e o Papa viajando, beijando pés, cantando com Roberto Carlos no Rio. Uma vez, ele declarou: "A Igreja Católica não é uma democracia". Fiquei horrorizado naquela época liberalizante e não liguei mais para o Papa "de direita".
Depois,
o Papa ficou doente, há dez anos. E eu olhava cruelmente seus tremores, sua
corcova crescente e, sem compaixão alguma, pensava que o Pontífice não queria
"largar o osso" e ria, como um anticristo.
Até que, nos últimos dias, João Paulo II chegou à janela do Vaticano, tentou falar... e num esgar dolorido, trágico, foi fotografado em close, com a boca aberta, desesperado.
Essa foto é um marco, um símbolo forte, quase como as torres caindo em NY. Parece um prenúncio do Juízo final, um rosto do Apocalipse, a cara de nossa época. É aterrorizante ver o desespero do homem de Deus, do Infalível, do embaixador de Cristo. Naquele momento, Deus virou homem. E, subitamente, entendi alguma coisa maior que sempre me escapara: aquele rosto retorcido era o choro de uma criança, um rosto infantil em prantos!
O Papa tinha voltado a seu nascimento e sua vida se fechava. Ali estava o menino pobre, ex-ator, ex-operário, ali estavam as vítimas da guerra, os atacados pelo terror, ali estava sua imensa solidão igual à nossa. Então, ele morreu. E ontem, vendo os milhões chorando pelo mundo, vendo a praça cheia, entendi de repente sua obra, sua imensa importância. Vendo a cobertura da Globo, montando sua vida inteira, seus milhões de quilômetros viajados, da África às favelas do Nordeste, entendi o Papa.
Até que, nos últimos dias, João Paulo II chegou à janela do Vaticano, tentou falar... e num esgar dolorido, trágico, foi fotografado em close, com a boca aberta, desesperado.
Essa foto é um marco, um símbolo forte, quase como as torres caindo em NY. Parece um prenúncio do Juízo final, um rosto do Apocalipse, a cara de nossa época. É aterrorizante ver o desespero do homem de Deus, do Infalível, do embaixador de Cristo. Naquele momento, Deus virou homem. E, subitamente, entendi alguma coisa maior que sempre me escapara: aquele rosto retorcido era o choro de uma criança, um rosto infantil em prantos!
O Papa tinha voltado a seu nascimento e sua vida se fechava. Ali estava o menino pobre, ex-ator, ex-operário, ali estavam as vítimas da guerra, os atacados pelo terror, ali estava sua imensa solidão igual à nossa. Então, ele morreu. E ontem, vendo os milhões chorando pelo mundo, vendo a praça cheia, entendi de repente sua obra, sua imensa importância. Vendo a cobertura da Globo, montando sua vida inteira, seus milhões de quilômetros viajados, da África às favelas do Nordeste, entendi o Papa.
Emocionado, senti minha intensíssima solidão de ateu. Eu estava fora daquelas multidões imensas, eu não tinha nem a velha ideologia esfacelada, nem uma religião para crer, eu era um filho abandonado do racionalismo francês, eu era um órfão de pai e mãe. Aí, quem tremeu fui eu, com olhos cheios d'água. E vi que Karol Wojtyla, tachado superficialmente de "conservador", tinha sido muito mais que isso. Ele tinha batido em dois cravos: satisfez a reacionaríssima Cúria Romana implacável e cortesã e, além disso, botou o pé no mundo, fazendo o que italiano algum faria: rezar missa para negões na África e no Nordeste, levando seu corpo vivo como símbolo de uma espiritualidade perdida.
O conjunto de sua obra foi muito além de ser contra ou a favor da camisinha. Papa não é para ficar discutindo questões episódicas. É muito mais que isso. Visitou o Chile de Pinochet e o Iraque de Saddam e, ao contrário de ser uma "adesão alienada", foi uma crítica muito mais alta, mostrando-se acima de sórdidas políticas seculares, levando consigo o Espírito, a ideia de Transcendência acima do mercantilismo e ditaduras. E foi tão "moderno" que usou a "mídia" sim, muito bem, como Madonna ou Pelé.
E nisso, criticou a Cúria por tabela, pois nenhum cardeal sairia do conforto dos palácios para beijar pé de mendigo na América Latina. João Paulo cumpriu seu destino de filósofo acima do mundo, que tanto precisa de grandeza e solidariedade.
Sou ateu, sozinho, condenado a não ter fé, mas vi que se há alguma coisa de que precisamos hoje é de uma nova ética, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida. João Paulo, na verdade, deu um show de bola."
CURIOSIDADES SOBRE A CRÔNICA
CRÔNICA: UM GÊNERO
LITERÁRIO
A crônica é um gênero literário que, a princípio, era um "relato cronológico
dos fatos sucedidos em qualquer lugar"1, isto é, uma narração
de episódios históricos. Era a chamada "crônica histórica" (como a
medieval). Essa relação de tempo e memória está relacionada com a própria
origem grega da palavra, Chronos,
que significa tempo. Portanto, a crônica, desde sua origem, é um "relato
em permanente relação com o tempo, de onde tira, como memória escrita, sua
matéria principal, o que fica do vivido"2.
A crônica se afastou da História com o avanço da imprensa e do jornal.
Tornou-se "Folhetim". João Roberto Faria no prefácio de Crônicas Escolhidas de José de Alencar
nos explica:
"Naqueles tempos, a crônica chamava-se folhetim e não tinha as
características que tem hoje. Era um texto mais longo, publicado geralmente aos
domingos no rodapé da primeira página do jornal, e seu primeiro objetivo era
comentar e passar em revista os principais fatos da semana, fossem eles alegres
ou tristes, sérios ou banais, econômicos ou políticos, sociais ou culturais. O
resultado, para dar um exemplo, é que num único folhetim podiam estar, lado a
lado, notícias sobre a guerra da Criméia, uma apreciação do espetáculo lírico
que acabara de estrear, críticas às especulações na Bolsa e a descrição de um
baile no Cassino."3
O folhetim fazia parte da estrutura dos jornais, era informativa e crítica. Aos
poucos foi se afastando e se constituindo como gênero literário: a linguagem se
tornou mais leve, mas com uma elaboração interna complexa, carregando a força
da poesia e do humor.
Ainda hoje há a relação da crônica e
o jornalismo. Os jornais ainda publicam crônicas diariamente, mas seu aspecto
literário já é indiscutível. O próprio fato de conviver com o efêmero propicia
uma comunicação que deve ser reveladora, sensível, insinuante e despretenciosa
como só a literatura pode ser. É "uma forma de conhecimento de meandros
sutis de nossa realidade e de nossa história..."2.
No Brasil, a crônica se consolidou
por volta de 1930 e atualmente vem adquirindo uma importância maior em nossa
literatura graças aos excelentes escritores que resolveram se dedicar
exclusivamente a ela, como Rubem Braga e Luís Fernando Veríssimo, além dos
grandes autores brasileiros, como Machado de Assis, José de Alencar e Carlos
Drummond de Andrade, que também resolveram dedicar seus talentos a esse gênero.
Tudo isso fez com que a crônica se desenvolvesse no Brasil de forma extremamente
significativa.
Na crônica,
"Tudo é vida, tudo é motivo de experiência e reflexão, ou simplesmente de
divertimento, de esquecimento momentâneo de nós mesmos a troco do sonho ou da
piada que nos transporta ao mundo da imaginaçãp. Para voltarmos mais maduros à
vida..."4.
1 - Afrânio Coutinho - "A
literatura no Brasil" - Volume III - RJ: Livr. São José, 1964.
2 - Davi Arrigucci Jr. - "Fragmentos sobre a crônica" - Folha de São
Paulo, 01/05/87.
3- João Roberto Faria no prefácio (Alenaar conversa com os seus leitores) de
"Crônicas escolhidas - José de Alencar" - São Paulo: Ed. Ática e
Folha de São Paulo, 1995.
4 - Antônio Cândido no artigo "A vida ao rés-do-chão".
Leia mais
sobre crônicas
AS CARACTERÍSTICAS
DA CRÔNICA
As características abaixo foram citadas por vários autores que tentaram
entender a crônica enquanto estilo literário:
Ligada à vida cotidiana;
Narrativa informal, familiar, intimista;
Uso da oralidade na escrita: linguagem
coloquial;
Sensibilidade no contato com a realidade;
Síntese;
Uso do fato como meio ou pretexto para o
artista exercer seu estilo e criatividade;
Dose de lirismo;
Natureza ensaística;
Leveza;
Diz coisas sérias por meio de uma aparente
conversa fiada;
Uso do humor;
Brevidade;
É um fato moderno: está sujeita à rápida
transformação e à fugacidade da vida moderna.
Valéria
de Oliveira Alves
História e Definição de Crônica
Parte 1
(*) Quando for encontrado um asterisco, significa
que o termo em marrom na frase está definido no Glossário.
Definição 1:
Em sentido tradicional, crônica é o relato de fatos dispostos em ordem
cronológica, isto é, na ordem de sua sucessão, de seu desenvolvimento. Nessa
acepção, crônica é um gênero literário histórico que se desenvolveu na Europa,
durante a época medieval e renascentista. fonte 2.
Definição 2: A
crônica é um artigo de jornal que, em vez de relatar ou comentar acontecimentos
do dia, oferece reflexões sobre literatura, teatro, política, acidentes, crimes
e processos, e sobre os pequenos fatos da vida cotidiana, enfim, sobre todos os
assuntos. A crônica sempre se prende à atualidade, mas sem excluir a nostalgia
do passado. Pode ser tendenciosamente crítica, mas sem agressividade. Costuma
misturar sentimentalismo e humorismo. O crítico formalista russo Viktor
Chklovski, estudando em O Teorii prozy
(1925; Sobre a teoria da prosa)
a diferencia entre as crônicas e os contos de Tchekhov, chama a crônica de
"conto sem enredo". Trata-se de um gênero que, embora jornalístico,
pertence (ou pode, pelo menos, pertencer) à literatura.
A
crônica também é assunto da sociologia da literatura: tem importância notável
para a situação material dos escritores, muitos dos quais não poderiam
sobreviver sem escrever crônicas, enquanto outros as escrevem por vocação. Por
esse motivo, a crônica é gênero cultivado por tão grande número de escritores
que sua história completa equivaleria a um corte transversal através das
literaturas ocidentais dos séculos XIX e XX. Fonte 2.
Características: Os fatos do cotidiano, os acontecimentos diários é que
ensejam reflexões ao cronista.
Em
torno desses fatos, o cronista emite uma visão subjetiva, pessoal e mesmo
crítica.
Uso
de linguagem coloquial, às vezes sentimental, ou emotiva ou, às vezes, irônica,
crítica.
Espécies: Fala-se
em três formas de crônica: crônica-comentário, crônica lírica e crônica
narrativa; as particularidades.
CONTO OU
CRÔNICA?
O que diferencia um conto de uma crônica? Veja o que conseguimos encontrar até agora. Se você conhece alguma outra definição, colabore conosco através do e-mail dos Anjos de Prata (não deixe de citar o autor da definição e a fonte de consulta) |
"Uma vez, nos anos 80, Analdino Paulino coordenou uma edição de
crônicas de amor para um livro que seria brinde da Credicard. Convidou dez
autores, eu entre eles. Escrevi a minha. Foi devolvida pelo então diretor de
marketing do cartão de crédito. "Estava ruim?" Não, disse o
coordenador. Estava boa, ele até gostou. "E por que recusou?"
Porque ele pediu crônica e você mandou um conto. "Ah, e o que é conto e
o que é crônica para ele?" A resposta serviu para os milhares de
teóricos que queimam cabeça. Porque, disse o marketeiro culto, uma crônica
não tem diálogos. E como a sua tem, é conto."
Ignácio de Loyola Brandão, em
crônica publicada no jornal "O Estado de São Paulo"
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CONTO
[Dev de contar.]
S. m. 1. Narração falada ou escrita. (Novo Dicionário Aurélio) Conto, novela, romance: A primeira coisa que devemos tirar da cabeça é aquela história de que a diferença entre esses três gêneros é a quantidade, ou seja, o conto é curto, a novela, mais ou menos, e o romance é longo. Nada disso é verdadeiro. Existem novelas maiores que romances e contos maiores que novelas. Onde está a diferença? Gosto muito do conceito de unidade dramática, ensinado pelo eminente doutor em literatura, Professor Vicente Ataíde, que denominamos de "Célula Dramática" e que passo a utilizar para uma boa compreensão do assunto. O Conto contém apenas um único drama, um só conflito. Esse drama único pode ser chamado de "célula dramática". Uma célula dramática contém uma só ação, uma só história. Um conto é um relâmpago na vida dos personagens. Não importa muito seu passado, nem seu futuro, pois isso é irrelevante para o contexto do drama objeto do conto. O espaço da ação é restrito. A ação não muda de lugar e quando eventualmente muda, perde dramaticidade. O objetivo do conto é proporcionar uma impressão única no leitor. Podemos, pois, resumir em quatro, os ingredientes que caracterizam o conto: 1. uma ação 2. um lugar 3. um tempo 4. um tom. Em outras palavras, um conto contém uma única Célula Dramática. (Airo Zamoner) |
CRÔNICA
[Do lat. chronica]
S.f. 1. Narração histórica, feita por ordem cronológica. 4. Pequeno conto, de enredo indeterminado. (Novo Dicionário Aurélio) (Enciclopédia Encarta 2000 - Microsoft®) Tais acontecimentos sejam elas pertencentes à vida política, esportiva, social, literária ou policial, são sempre comentados sob o ponto de vista de seu autor, adquirindo a crônica um estilo peculiar a este. E é pelo estilo simples, ágil e poético que o cronista atrai o leitor para sua obra, utilizando para isto de uma linguagem leve, informal, com a presença de presença de diálogos, toque de humor, sarcasmo e mesmo de que se aproxima do nosso modo de ser mais natural. A linguagem da crônica é, pois, descompromissada das construções rebuscadas, da sintaxe rica, dos adjetivos em excesso, e de tudo aquilo que a torna distante da vida real, ajustando-se desta forma, ao lirismo do nosso dia-a-dia. A crônica, às vezes, pode ser confundida com o conto, pelo fato de serem a criação de uma nova realidade, No entanto, o que difere - analisando através da linguagem - é que na crônica existe agilidade e simplicidade; faz uso de recursos orais (como os diálogos freqüentes), e de coloquialismos, que a tornaram mais próxima, e, de certa forma, melhor compreensível ao leitor. http://www.artegeral.com.br/linguagem.htm |
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
FAÇA TUDO PARA SER FELIZ
Embevecida
com o que fazia, ou seja, confesso, ante o computador, respondendo e mails, escrevendo alguns, abrindo
mensagem, hoje de Marilena que mandou Nossa Senhora benzer-me, minha casa e o
que faço, (melhor que isso, só dois isso)
ou comunicando-me através do Fb, ainda não havia notado a intensidade da luz que explode
no dia de hoje.
E
dando aquela esticadinha clássica – que todo mundo dá – para relaxar, voltei a
estender o olhar pela janela e fui transbordada pela intensidade do sol que
brilha, que leva ao cume o azul anil do céu, enquanto uma brisa suave sopra
leve o meu rosto, dando-me segura sensação de que se pode dizer com segurança a
todos: bom dia!
Bom
dia, querido leitor, que seu dia seja pleno e intenso de paz. Seu caminhar
pelas ruas seja sem obstáculos de qualquer sorte, imune a buracos em calçadas,
ou a assédio de amigos do alheio, tão presentes, malgrado nosso, no nosso
cotidiano.
E
não lhe estou desejando nada de particular, partindo do pressuposto de que você
é... pera ai, não vou precisar continuar a escrever, tudo que lhe dissesse já foi dito por Max Ehrmann em
DESIDERATA:
Siga tranquilamente
entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.
Tanto que possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o
cercam.
Fale a sua verdade mansa e calmamente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes – eles também têm sua própria história.
Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem nosso espírito. Se você se comparar com os outros você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você. Viva intensamente o que já pode realizar.
Mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo tempo. Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre.
“Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores. Você merece estar aqui e mesmo que você não possa perceber a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.”
Muita gente luta por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmos.
Seja você mesmo, principalmente, não simule afeição nem seja descrente do amor; porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas seja compreensível aos impulsos inovadores da juventude.
Alimente a força do Espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários, muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
E a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo. Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você O conceba, e quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada da vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.
Acima da falsidade, dos desencantos e agruras, o mundo ainda é bonito, seja prudente.
Fale a sua verdade mansa e calmamente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes – eles também têm sua própria história.
Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem nosso espírito. Se você se comparar com os outros você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você. Viva intensamente o que já pode realizar.
Mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo tempo. Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre.
“Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores. Você merece estar aqui e mesmo que você não possa perceber a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.”
Muita gente luta por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmos.
Seja você mesmo, principalmente, não simule afeição nem seja descrente do amor; porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas seja compreensível aos impulsos inovadores da juventude.
Alimente a força do Espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários, muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
E a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo. Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você O conceba, e quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada da vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.
Acima da falsidade, dos desencantos e agruras, o mundo ainda é bonito, seja prudente.
FAÇA TUDO PARA SER FELIZ
VOU-ME EMBORA PRA BRUZUNDANGA
Eu estava me rendendo a crer na eficiência da Presidente, tenho que desistir, leiam porquê.
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