quarta-feira, 6 de março de 2013

A CAMINHO


E aqui vamos nós caminhando pelo tempo da quaresma, tempo em que mediante penitência somos chamados a converter-nos, isto é, a mudar de vida.  Mudar naquilo que em nossa maneira de pensar, de ser e de agir não somos o que devemos ser. Nossa imagem e semelhança com Deus ficou ofuscada.

Na origem, digamos que éramos perfeitos, mas o pecado nos desfigurou. Estranhamos o sofrimento pelo qual passamos, que nossa alegria não seja intensa, nem tão serena quanto seria bom que fosse, mas não admitimos que somos nós mesmos os responsáveis por tudo que nos acontece.

Importa que unamos os nossos corações ao de Jesus para fazer com que ele tenha o mesmo compasso do dele (do coração de Jesus). Creiamos nas palavras do Evangelho fazendo dele nossa leitura diária.

A Igreja, sempre e com grande sabedoria, nos oferece reflexões úteis para crescermos na vida espiritual. A Campanha da Fraternidade é momento privilegiado. Ao lado de práticas, capazes de amansar nosso egoísmo, nossa falta de amor e misericórdia devidos, tanto em relação às criaturas,  como ao criado, um tema particular nos ajuda. Este ano é Fraternidade e Juventude. Criticamos muito nossos jovens, quando vemos o que fazem costumamos até dizer que este mundo tá virado, mas são raras as pessoas que admitem que seu modo de agir não contribui também em relação aos jovens para que vivam melhor.

Verifica-se que temos uma incrível capacidade de nos indignar, que não a percamos, antes canalizemos para abominar as coisas que estão erradas, ao mesmo tempo procurar contribuir para que se acertem.

Gente, tudo de que usufruímos, tudo que nos atinge, tudo que está ao redor de nós, a qualidade das amizades, a intensidade do amor, tudo depende de nós.

Lembremos de rezar na intenção do novo Papa.

Maria, mãe de Deus, mãe dos filhos de Deus, dos pais e dos filhos jovens, intercede por nós e faze que entendamos o dever de contribuir para que a vida seja melhor, não fiquemos esperando que os outros façam, antes, que a seu exemplo em Caná, percebamos o que o outro precisa e cuidemos com o  que estiver a nosso alcance, de ajudar.

terça-feira, 5 de março de 2013

CAMPANHA DA FRATERNIDADE


Todos os anos, a Igreja Católica brasileira aproveita o tempo forte da Quaresma para realizar a chamada e já tão conhecida “Campanha da Fraternidade”. O nome diz tudo.

Para orientar nossa reflexão, é escolhido um tema central. Esta escolha se dá, segundo critérios bem precisos, recai num aspecto em que a vida humana e/ou a vida social esteja mais fragilizada, clamando por renovação urgente. Por isto, tem muito a ver com a quaresma, tempo de mudança, de conversão.  Neste ano de 2013 o tema é “Fraternidade e Juventude”. E o lema vem dos lábios do profeta Isaias, “Eis me aqui, envia-me” (Is. 6,8).

A escolha do tema está ligado também ao acontecimento que se dará em julho, na cidade do Rio de Janeiro: Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um encontro de jovens do mundo inteiro com o Papa. Já estava confirmada a presença de Bento XVI, agora Bispo emérito de Roma, e que será ratificada por quem o vier a suceder e cujo nome conheceremos nos próximos dias. Os cardeais começam a se reunir dando inicio aos trabalhos de escolha do novo Pontífice.  Rezemos nesta intenção.

Em diversas dioceses ou arquidioceses já se realizaram encontros preparatórios para julho. Neste período da quaresma nos chegam notícias de atitudes concretas em favor dos jovens, como é o caso de Fortaleza onde foi criada uma “rede de proteção social e oportunidades para os jovens”. Eles poderão acessá-la e participar, tanto no sentido de serem beneficiários como de terem oportunidades para seu desenvolvimento físico, humano e educacional. Uma verdadeira cadeia de oportunidades, como considerou o Coordenador.

A fraternidade consiste também em efetivação de gestos concretos. No caso da campanha, consiste em nos privarmos de alguma coisa ou de mais de uma, quem sabe quantas é cada um, e revertermos o valor que gastaríamos em favor da campanha. Costumamos receber um envelope. Colocamos ali o fruto da nossa privação e oferecemos com amor.

Que Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres, interceda por nós para que em nós se opere verdadeira conversão e vivamos conforme os sábios ensinamentos do Evangelho.

segunda-feira, 4 de março de 2013

MARÇO


O mês de março nos reserva grandes ocorrências e de especial significado para a nossa vida.  Sábado último, 2 de março, foi dia da oração. 8 – dia internacional da mulher, 19 de março, dia de São José e outros dos quais falaremos oportunamente.
Mês da eleição do novo Papa!

Já começa o terceiro mês do ano de 2012. É inevitável, repetir mais uma vez: como o tempo passa!

Entretanto, não devemos ficar preocupados com isto, pois, o que importa é cada dia. Importa o presente, o passado já foi, o futuro ainda virá. Todos os dias podemos repetir: Este é o dia que o Senhor fez. O amor é o maior e o mais generoso dos sentimentos. Devemos saber que o amor de Deus por nós não tem limite, quando eramos escravos do pecado Cristo morreu na cruz por nós, com sofrimento e dores atrozes, (Paulo)  tudo para testemunhar o quanto nos ama.   

Este tempo de quaresma coloca perante nossos sentidos, mensagens fortes, dai revestirem-se de convite a práticas particulares de gestos ainda mais intensos de caridade. O março passado (2012)  foi intenso ou para não esquecer, como lhes contei. Está aqui, com o título Um março para não esquecer.

É, ao mesmo tempo, uma preparação para as alegrias da Páscoa. Lembra que o Senhor nos tirou com mão forte da escravidão do Egito e nos deu uma nova terra de abundância, a terra prometida, imagem do céu.

Não deixemos que nossos pensamentos se percam entre fantasias, coisas que passam, que a traça corroi e que o fogo queima. Cristo é a grande certeza. Com ele, caminhamos a passos largos em busca da santidade que nos é proposta, que nos fará santos, como é  santo o Pai que está no céu, segundo a vontade de Deus

Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres que somos todos nós, caminhe conosco e interceda sempre por nós.
Bom dia!  

domingo, 3 de março de 2013

IMPORTA AMAR

Estava lendo um livro que me fez ir procurar na Bíblia Sagrada, mais precisamente, entre as cartas de São Paulo o seguinte texto da 1ª aos Coríntios. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.

De fato, a caridade é a plenitude da lei! Nós sabemos disto, sabemos quanto é duro ser vítima de um gesto de desconsideração, ser desdenhado, não acolhido, não amado.

Mesmo assim, quantas vezes não temos para com o nosso próximo, aquela atitude de respeito e de carinho, não o preservamos na sua individualidade, imiscuímo-nos no seu mundo, desarrumamos suas coisas, desordenamos sua vida.

Outro ensinamento que coincide com a mesma lição, vem de São João, na primeira de suas cartas: Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos, quem não ama permanece na morte.

Entende-se com esta a afirmação que estávamos mortos. Quando o amor brotou, quando o amor se potencializou em nós, ocorreu como que uma ressurreição e nos encontramos na vida direcionados para amar, amar a Deus, amar o próximo, amar o próximo não porque nos representa Deus – argumento mediante o qual teríamos dificuldade de amar os inimigos, os que ainda estão na morte, porque não amam. Mas amar o próximo porque ele é como eu e como eu, precisa ser amado. Ainda mais, amá-lo com o mesmo amor e do mesmo modo que Jesus me amou.

Tenhamos cuidado até com certos tipos de brincadeira, o outro pode não saber que estou apenas brincando e com minha brincadeira acabo por feri-lo profundamente. Tenhamos caridade, amemos sempre, todos, mesmo que nos custe.

Amando, é certo que não teremos jamais do que nos arrepender, em caso contrário, não amando, com certeza, acabaremos sempre por nos arrepender.

sábado, 2 de março de 2013

SÓ SE CURVA DIANTE DA LEI

Pela televisão, assisti entrevistas do Presidente do Tribunal de Contas sobre a desastrosa “Operação Derrama” que culminou com a prisão de ex-prefeitos, possíveis aliados, no que seria, sem dúvida, um dos maiores negócios à custa do dinheiro público, em prejuízo de todos nós. Tom de voz sempre firme, semblante sério, sem estrelismo, evidente vontade de demonstrar novo tempo no TC capixaba.

Então, como manda o rito de investigação de crimes de qualquer porte, transferiu-se à Polícia Civil os procedimentos que lhe competem. E ela culminou com o indiciamento dos que já se achavam presos preventivamente, acena pela inclusão de mais gente, remete ao Ministério Público.

O Ministério Público é o órgão que a Constituição Federal designa para proceder, mediante denúncia, que seja deflagrada uma ação penal e só a ele se atribui tal faculdade, ex vi, do disposto no art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei.

Só ao Ministério Público e neste momento o magistrado (quem decide) é ele, compete decidir se os argumentos que lhe foram apresentados e até por ele mesmo coletados, quando o faz, são suficientes para colocar sobre os ombros de uma pessoa e por extensão de sua família e de todos que lhe estão ao redor, o peso  de uma ação penal.

Devido à gravidade de sua decisão, à importância de sua original finalidade, o Ministério Público só se curva diante da lei, nunca, venham de onde vierem, pretensões de qualquer sorte, de qualquer autoridade, de qualquer detentor de qualquer poder, seja do qual for e as motivações que tiver. 

Se o Chefe do Parquet Estadual entendeu pela inexistência de indícios suficientes ou pela falta de materialidade em relação às condutas atribuídas aos que foram presos, na “derrama” cumpriu seu dever constitucional. Não é infalível, equivocou-se? que se aponte concretamente em quê.

Longe o pensamento de volta ao passado, quando Juiz pensava que era senhor do Promotor de Justiça, que este tinha que fazer o que ele queria.  Tempo que se assemelha ao daquele Juiz ávido de agradar um Desembargador, esqueceu-se da presença das partes em sua frente, durante uma audiência, telefona a S. Exª, lê despacho proferido em autos nas suas mãos, pergunta: “é isto mesmo que V. Exª quer”? Passaram-se bem uns 30 anos, ambos já estão “al di lá”.

Tal qual impõe-se com harmonia, o respeito à independência dos poderes, impõe-se respeitar a instituição ministerial no exercício de sua competência.

 

sexta-feira, 1 de março de 2013

NÓS PODEMOS


Dia desses, parte da assembleia dos paroquianos estava reunida para a celebração da Santa Missa na matriz de Jardim da Penha, quando, de repente, pés descalços, saco nas costas, entra igreja adentro, um homem. Era visível que não goza de boas faculdades mentais.

Pelo menos aparentemente, ninguém se sobressaltou. Deus estava ali. Passo firme, bem próximo ao altar, sem subir os degraus, aquele homem fez profunda reverência, voltou-se e foi-se retirando, enquanto conservava a mão erguida, como se a todos nos abençoasse. Não me impediu de ver que na camisa branca, certamente ganha recentemente, ainda limpa, estava escrito: Professor!

Deus sabe extrair de qualquer tipo de baú, “coisas novas e velhas”. Aquele pobre homem inconsciente, a todos deixou uma lição: vai-se ao altar para dele recavar coisas boas, bênçãos e depois distribuir com todos os irmãos. Seria essa a motivação que nos faz participar da Santa Missa? Rezamos para todos, colhemos os dons do sacrifício de Jesus para reparti-los com quem não tem?

Um dia pródigo, pois, não foi só esse professor que me ensinou grandes lições neste dia. Uma baianinha que vive sorridente, não tem casa, paga aluguel com seu salário mínimo, contou-me que foi visitar a mãe depois de 11 anos de ausência, voltou impressionada com a pobreza e a fome.  A mesma que a fez partir.

Pobreza? é a dela, o que viu onde sua mãe continua morando é miséria extrema. O irmão que tem família, trabalha numa fazenda e ganha 20 reais por quinzena! O que é isto minha gente?

Minha amiga melhorou ao menos um pouco de vida. Caprichosa, como se diz, sabe atenuar as penúrias pelas quais passa e até dribla algumas delas.  Mas a realidade descrita é ainda muito forte por ai. E não se diga que é vontade de  Deus.

Deus quer que sejamos livres e tenhamos vida em abundância. Chegou o tempo de começarmos a entender melhor o que acontece a nossa volta. Pobreza é resultado de má distribuição dos bens da terra, etc. Injustiça social é egoísmo, exploração brava, etc.

Vamos acabar com isto. Nós podemos.                          

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

SOLENIDADE AMALETRAS




Eliezer Nardoto, Marlusse Daher, Jonas Bonomo, Eliane Auer
 
O Vice Presidente Eliezer Ortolani Nardoto



Alice Auer
Foi apresentada sua primeira publicação “Poesias de Natal”, que reúne todas as poesias dos participantes 1° Concurso Nacional de Poesias e que receberam certificados de participação, além de exemplares da mesma. São os poetas: Adriane Lima com a poesia, Era natal, Ana Stoppa, com Enlevo de Paz, Alice Auer (criança): O Natal, Benedito Costa Ferreira: Um Natal diferente, (3° lugar), Beti Martins: Natal de Esperança, Edilson Leão: Bendita seja nossa devoção, Hermes Israel Silva: Natal, Maria Aparecida Ramos da Silva: Cores de dezembro – (1° lugar), Jacinta Santos: Presente do Menino Jesus, Lauren Queiroz Silva (criança): Este é meu Natal, Lucia Narbot: Presente de Natal, (2° lugar), Mauricio de Oliveira: Sinos de Natal, Oliveira Rosa: Prendinhas de Natal, Tulho Martins dos Reis: Como pode? e Andra  Gabriela Prodea: - When a child is born.

Somente três, Alice, Lauren e Tulho são mateenses, pelo que os demais receberão livros e certificado pelo correio.  


ANO LITERÁRIO RUBEM BRAGA     

Eliane Auer é condecorada.
O segundo momento, entendido particularmente como abertura do Ano Literário Rubem Braga – AMALETRAS, consistiu na outorga da medalha Rubem Braga que nosso leitor já conhece.

A estudante do IFES, Dominique Auer, a convite, desenvolveu fala sobre a vida e a obra de Rubem Braga o que fez com brilhantismo.

Foram agraciados com a medalha: o aluno do IFES João Marcos Preato Deolindo pela sua classificação entre os melhores, na “Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa”, realizada no ano de 2012; a Profª Adriana Pin, orientadora de João Marcos, e em reconhecimento ao mérito e ao destacado trabalho que vem desenvolvendo com seus alunos; a Profª  Nágila de Fátima Rabelo Moraes, também Profª do IFES, pelo trabalho desenvolvido no ensino de língua inglesa, propiciando e divulgando cultura; a Acadêmica Eliane Queiroz Auer que vem divulgando a AMALETRAS, pela idealização e coordenação do Projeto “Uma Poesia em cada árvore” no dia 21 de setembro de 2012, a exemplo do que aconteceu em diversas cidades pelo Brasil, inclusive, bancando custos; pela idealização e coordenação do 1º Concurso Nacional de Poesias desta Academia.

 
POSSE DE CORRESPONDENTES

 
Foram admitidas como correspondentes da AMALETRAS, as professoras Nágila de Fatima Rabelo Moraes e Adriana Pin. Ambas foram recepcionadas com reconhecimento ao valor intelectual, interesse pela cultura e empenho demonstrado pelo que muito poderão contribuir para o desenvolvimento da Academia e alcance dos seus objetivos.

Mediante afirmação das candidatas de fazerem próprios os objetivos da Academia, a Presidente lhes deu boas vindas.  

Posse das Correspondentes
Nágila de Fatima Rabelo Moraes recebeu sua insígnia do Acadêmico Eliezer Ortolani Nardoto, ocupará a cadeira n° 1 e tem como Patrono Jorge Amado. Por sua vez, Adriana Pin recebeu sua insígnia da Acadêmica Eliane Queiroz Auer, ocupará a cadeira n° 2 e tem como Patrona a nossa querida primeira ocupante da cadeira n° 5, Acadêmica Herinéa Lima Oliveira.

João Marcos, Adriana e Dominique
Um momento musical esteve a cargo de João Marcos que cantou e se acompanhou no violão.

Por fim, fez uso da palavra o Acadêmico Eliezer Ortolani Nardoto que também falou do seu livro “In nomine Domine”, a ser lançado em abril deste ano.

 

"A Poesia pode estar nos

amores ou nos chinelos, nas

coisas lógicas ou disparatadas".

Manuel Bandeira