Motivação é o melhor impulso que nos pode possuir. Motivada é a pessoa que tem razões para se entregar a uma tarefa, o que faz com gosto e dali certamente deriva satisfação pessoal. Infelizmente, pode-se tratar também de satisfação negativa. Já foi provado que de tudo que fazemos recavamos um acalentado interesse. Não me estendo, não é o caso de fazê-lo aqui.
Supostamente motivada por ter que cantar os versos antigos de Lorenzo Barcelata, Russel e Haroldo Barbosa, busquei na intenet onde encontrei, como sempre se encontra tudo o que se procura, a canção de nome: Maria Helena.
Ouvi algumas, agradou-me particularmente uma interpretação maviosa em voz feminina, acompanhada de um Regional. Ah os regionais!
Maria Helena, és tu a minha inspiração.
Maria Helena, vem ouvir meu coração.
Na minha melodia, ouço tua voz
A mesma lua cheia há de esperar por nós.
Maria Helena, lembra o tempo que passou,
Maria Helena, o meu amor não se acabou
Das flores que guardei, uma secou,
Maria Helena, és a verbena, que murchou.
Que melodia! que letra! que harmonia! quanta musicalidade em poucos versos independente da música real a qual se associa. E chama-me atenção para o que comunica.
Primeiro a revelação que o amante faz a “sua” Maria Helena, quando invocando-a confessa: és minha inspiração. Inspirar é ser musa, musa na mitologia é: “divindade inspiradora de poesia”. Ela é responsável pelo que sente, pelo momento de êxtase e beleza esperimentada. Portanto que lhe venha fazer companhia, “vem ouvir a minha voz” de onde vai emanar tudo que sente e que a tem como beneficiária.
Acrescenta razões para tudo que diz: “na minha melodia, ouço tua voz”. Não se trata de uma voz simplesmente mas a dela, dai revestir-se de outros atributos capazes de fazer o amante inebriar-se e distingui-la entre tantas e não obstante outros murmúrios ou outros ruídos dos quais se possa rodear, sua voz, Maria Helena, que se confunde com a própria melodia.
Para iluminar o grande momento nada menos que a luz cheia que quando era contemplada inspirou poetas e compositores, que nos legaram versos imortais. Ela estará ai: “há de esperar por nós” .
Na segunda estrofe, o canto do desencanto: ele quer que Maria Helena se lembre de outro tempo, aquele em que se completavam, “o tempo que passou” e que não obstante ou apesar dos pesares e de tudo: “o meu amor não se acabou”.
Para finalizar o amante(?) atesta o conceito que predomina, ou de que um homem dificilmente terá cultivado em seu jardim, uma única flor. Foi pela vida cultivando flores que guardou, no entanto Maria Helena, exaltada em verso e canto, é a única verbena (= a flor dele) que murchou.
Não é raro nos acontecerem sentimentos contraditórios pelo que é difícil saber onde está a verdade. Em se tratando de amor no entanto, não pode traduzir sentimentos opostos, traduzir mentiras: ...és minha inspiração, ouço tua voz, não se distorce o papel da lua cheia. ...vem, ouvir meu coração, ...na minha melodia, ouço tua voz. Ao menos é realista pois lembra, o tempo que passou. E o tempo faz passar com ele muitas coisas. É possivel dizer o meu amor não se acabou: quando se acrescenta em seguida: Das flores que guardei, uma secou, Maria Helena, és a verbena, que murchou.
Acredito que ninguém nunca disse que não gosta de música. Quanto mais um tipo assim que enleva e transporta ao sonho. As letras resultam de penas rabiscadas por mãos humanas, é comum traduzirem o que sentem ou pensam inúmeras pessoas, dai falar-se em melodia preferida.
Quanto aos aspectos aqui abordados podem ficar por conta de quem quer pensar.
Ainda não disse o porquê comecei a escrever, voltarei ao tema.
Marlusse Pestana Daher
14 de Abril de 2011 11:06
Para ouvir MH, acesse: http://letras.terra.com.br/altermar-dutra/615833/
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
TEM ABRAÇO E BOTAFUMEIRO
Muito se fala em Santiago de Compostela, cidade situada na Região da Galícia, na Espanha. Mais precisamente, fala-se da caminhada feita por alguns milhares de peregrinos que com mochilas nas costas, calçando botinas ou até simples sandálias, um cajado na mão, oriundos de diversos pontos, alguns fincados em países vizinhos, por dias entre subidas e descidas, paisagens bonitas, encontros, pousadas rumam à meta: a basílica de Santiago no Campo das Estrelas.
Tive oportunidade de ver vários deles chegando. Todos me causaram profundo respeito e admiração. Abracei uma moça que dava sinais de imenso cansaço, comunguei com um outro chegando solitário. O movimento dos lábios denotava murmúrio de orações e ao mesmo tempo esboçava um indizível sorriso de alegria, certamente, pela caminhada, pelo alcance da meta. Uma imagem de um momento que jamais esquecerei.
Descobri que há outras curiosidades e devocionais por lá! Eu mesma não sabia, nunca tinha ouvido falar. Uma é o ‘ABRAÇO DO SANTO’. Sobe-se por uma escadinha, passando por trás do altar; chega-se ao ponto central, onde então se pode dar um abraço em São Tiago, (na imagem, claro). Desce-se e sai-se pela outra parte. Logo abaixo está o túmulo dele. Ai é que enquanto estava sentada esperando a hora da Missa, vi um braço que se mexia. Uai, São Tiago está se mexendo? Claro que não, era o braço de alguém que passava, mais um abraço que estava ganhando.
A outra novidade é o “Botafumeiro”. Na realidade, um turíbulo enorme que resta pairando acima do altar. Remonta ao início das peregrinações a Santiago. Consistiu de um grande vaso de prata presenteado pelo Rei Luiz XI da França e roubado pelas tropas napoleônicas. O atual foi fundido em 1851. É de latão banhado de prata.
No momento de sua função, é descido até a altura do altar mediante cordas que o prendem. Ali o Sacerdote que motiva a Assembléia para mais que um ver, transformar o que vê em oração, deposita no seu interior uma quantidade de incenso. Um grupo de homens, os “tiraboleiros”, vestidos a caráter, mediante gestos precisos e concertados, imprimem-lhe movimento balanceado de um lado para o outro até se aproximar muito do teto do templo. É um espetáculo, fotografado e filmado por inúmeras máquinas dos que fazem questão de, mediante ação própria, levar para casa lembrança tão bonita. Chega a uma altura de 22 m e a velocidade equivalente a 70 km.
Se originalmente, o fumeiro era destinado a dissipar os odores desprendidos dos corpos suados dos peregrinos que chegavam da caminhada e deviam, conforme ritual que permanece assistir a Missa do Peregrino, (muitos sem ter onde se hospedar, faziam da Catedral também dormitório), hoje o sentido é outro. Tem seis datas fixas para acontecer, excepcionalmente, a pedido e mediante paga. Foi nessa circunstância que se deu a oportunidade que tive.
Há quatro registros de queda do grande turíbulo, sem consequências graves. Registros bem humorados também, como aquele que narra que o turíbulo destacando-se da corda, sai pela janela da catedral e cai exatamente em cima de uma pequena banca onde alguém vendia castanhas. “Aconteceu uma castanhada”.
A ORIGEM DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
O nome de Santiago de Compostela compõe-se de duas partes, São Tiago - o apóstolo, e Compostela - Campus stellae, cuja tradução quer dizer "Campo de estrelas". Este Campo de estrelas refere-se à lenda da origem desta cidade. Reza a referida lenda que, no ano 813, um habitante, de nome Pelayo, estando no local em que hoje se encontra a cidade, viu luzes e sinais no céu. Seguiu as pistas sugeridas pelos sinais e encontrou o túmulo e os restos mortais de São Tiago e dos seus discípulos. Relatou o sucedido ao Bispo Teodomiro de Iria Flavia, localidade situada a 20 km de Santiago de Compostela. O bispo mudou a sede do bispado para Compostela e informou o Rei Alfonso II daquilo que tinha sucedido. O Rei chegou ao lugar e ordenou a construção da primeira capela de Santiago de Compostela, para proteção do apóstolo e para que o recordassem.
Assim foi sendo edificada, passo a passo, a cidade atual, que ainda encerra um centro muito antigo.
Tive oportunidade de ver vários deles chegando. Todos me causaram profundo respeito e admiração. Abracei uma moça que dava sinais de imenso cansaço, comunguei com um outro chegando solitário. O movimento dos lábios denotava murmúrio de orações e ao mesmo tempo esboçava um indizível sorriso de alegria, certamente, pela caminhada, pelo alcance da meta. Uma imagem de um momento que jamais esquecerei.
Descobri que há outras curiosidades e devocionais por lá! Eu mesma não sabia, nunca tinha ouvido falar. Uma é o ‘ABRAÇO DO SANTO’. Sobe-se por uma escadinha, passando por trás do altar; chega-se ao ponto central, onde então se pode dar um abraço em São Tiago, (na imagem, claro). Desce-se e sai-se pela outra parte. Logo abaixo está o túmulo dele. Ai é que enquanto estava sentada esperando a hora da Missa, vi um braço que se mexia. Uai, São Tiago está se mexendo? Claro que não, era o braço de alguém que passava, mais um abraço que estava ganhando.
A outra novidade é o “Botafumeiro”. Na realidade, um turíbulo enorme que resta pairando acima do altar. Remonta ao início das peregrinações a Santiago. Consistiu de um grande vaso de prata presenteado pelo Rei Luiz XI da França e roubado pelas tropas napoleônicas. O atual foi fundido em 1851. É de latão banhado de prata.
No momento de sua função, é descido até a altura do altar mediante cordas que o prendem. Ali o Sacerdote que motiva a Assembléia para mais que um ver, transformar o que vê em oração, deposita no seu interior uma quantidade de incenso. Um grupo de homens, os “tiraboleiros”, vestidos a caráter, mediante gestos precisos e concertados, imprimem-lhe movimento balanceado de um lado para o outro até se aproximar muito do teto do templo. É um espetáculo, fotografado e filmado por inúmeras máquinas dos que fazem questão de, mediante ação própria, levar para casa lembrança tão bonita. Chega a uma altura de 22 m e a velocidade equivalente a 70 km.
Se originalmente, o fumeiro era destinado a dissipar os odores desprendidos dos corpos suados dos peregrinos que chegavam da caminhada e deviam, conforme ritual que permanece assistir a Missa do Peregrino, (muitos sem ter onde se hospedar, faziam da Catedral também dormitório), hoje o sentido é outro. Tem seis datas fixas para acontecer, excepcionalmente, a pedido e mediante paga. Foi nessa circunstância que se deu a oportunidade que tive.
Há quatro registros de queda do grande turíbulo, sem consequências graves. Registros bem humorados também, como aquele que narra que o turíbulo destacando-se da corda, sai pela janela da catedral e cai exatamente em cima de uma pequena banca onde alguém vendia castanhas. “Aconteceu uma castanhada”.
A ORIGEM DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
O nome de Santiago de Compostela compõe-se de duas partes, São Tiago - o apóstolo, e Compostela - Campus stellae, cuja tradução quer dizer "Campo de estrelas". Este Campo de estrelas refere-se à lenda da origem desta cidade. Reza a referida lenda que, no ano 813, um habitante, de nome Pelayo, estando no local em que hoje se encontra a cidade, viu luzes e sinais no céu. Seguiu as pistas sugeridas pelos sinais e encontrou o túmulo e os restos mortais de São Tiago e dos seus discípulos. Relatou o sucedido ao Bispo Teodomiro de Iria Flavia, localidade situada a 20 km de Santiago de Compostela. O bispo mudou a sede do bispado para Compostela e informou o Rei Alfonso II daquilo que tinha sucedido. O Rei chegou ao lugar e ordenou a construção da primeira capela de Santiago de Compostela, para proteção do apóstolo e para que o recordassem.
Assim foi sendo edificada, passo a passo, a cidade atual, que ainda encerra um centro muito antigo.
terça-feira, 12 de abril de 2011
POR SOBRE AS NUVENS BRILHA SEMPRE O SOL
No lugar em que mais fico no meu apartamento, quando estou ao computador, a janela por onde a luz entra, fica à direta. Errado, deveria ser à esquerda. Em compensação quando estou à mesa, fico de costas. Tudo bem, isto só para dizer da surpresa que acabo de provar.
De repente o clarão era mais forte, olhei pela janela e vi que as nuvens densas que impediam a passagem da luz do sol se dissiparam e dai esse brilho intenso e esplendoroso que com a mesma intensidade com que surgiu, me despertou.
São 7 h e 14 m, acordei hoje, bem mais cedo.
... tudo na vida é quase sempre assim. Há momentos em que as coisas nos parecem estranhas, outras absurdas e ainda outras inacreditáveis e nos deixamos levar pela impressão que nos causam e como resultado vem abatimento, melancolia, desânimo, quem sabe uma vontade de enfiar a cabeça numa carapuça e mergulhar ali.
É quando a gente se esquece que "tudo passa, tudo passará, que nada fica nada ficará", a não ser o amor é claro; esquecemos que a vida é feita de momentos, tais quais estações, que carregam energias de uns para os outros e que dependem do nosso saber administrar, do nosso saber entrelaçar sentimentos com fatos, realidades com quimeras, sensatez com esperança, fé com equilíbrio e tudo com tudo isso e ainda com o que mais em volta houver.
A bipolaridade só afeta como patologia, portando é questão de crenças e certezas manter a estabilidade do humor.
O dia estava fechado, a luz era turbada por nuvens escuras bastou que elas se dissipassem para quem estava por trás demonstrar que desde o nascer do dia estava ali.
Não estamos sós, no plano humano, há sempre alguém que nos quer bem compartilhando conosco todo afeto de que é capaz, espreitando e assim que divisa, tantas vezes mesmo sem divisar, o sinal verde da reciprocidade acorre para nos cobrir de atenções e demonstrar gratuitamente o quanto somos importantes; no plano espiritual ou divino um Deus que ama de amor incansável, nos ama eternamente.
Por tudo isso, eu que sempre ouço sorrindo, não incrédula, mas de certa forma complacente, pela repetição com a qual acontece a Luisa dizer: "por sobre as nuvens brilha sempre o sol", vou repetir-lhe que tem toda razão.
De repente o clarão era mais forte, olhei pela janela e vi que as nuvens densas que impediam a passagem da luz do sol se dissiparam e dai esse brilho intenso e esplendoroso que com a mesma intensidade com que surgiu, me despertou.
São 7 h e 14 m, acordei hoje, bem mais cedo.
... tudo na vida é quase sempre assim. Há momentos em que as coisas nos parecem estranhas, outras absurdas e ainda outras inacreditáveis e nos deixamos levar pela impressão que nos causam e como resultado vem abatimento, melancolia, desânimo, quem sabe uma vontade de enfiar a cabeça numa carapuça e mergulhar ali.
É quando a gente se esquece que "tudo passa, tudo passará, que nada fica nada ficará", a não ser o amor é claro; esquecemos que a vida é feita de momentos, tais quais estações, que carregam energias de uns para os outros e que dependem do nosso saber administrar, do nosso saber entrelaçar sentimentos com fatos, realidades com quimeras, sensatez com esperança, fé com equilíbrio e tudo com tudo isso e ainda com o que mais em volta houver.
A bipolaridade só afeta como patologia, portando é questão de crenças e certezas manter a estabilidade do humor.
O dia estava fechado, a luz era turbada por nuvens escuras bastou que elas se dissipassem para quem estava por trás demonstrar que desde o nascer do dia estava ali.
Não estamos sós, no plano humano, há sempre alguém que nos quer bem compartilhando conosco todo afeto de que é capaz, espreitando e assim que divisa, tantas vezes mesmo sem divisar, o sinal verde da reciprocidade acorre para nos cobrir de atenções e demonstrar gratuitamente o quanto somos importantes; no plano espiritual ou divino um Deus que ama de amor incansável, nos ama eternamente.
Por tudo isso, eu que sempre ouço sorrindo, não incrédula, mas de certa forma complacente, pela repetição com a qual acontece a Luisa dizer: "por sobre as nuvens brilha sempre o sol", vou repetir-lhe que tem toda razão.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
PAI NOSSO
Como é bom rezar o Pai Nosso! como esta oração é profunda! Ela contém tudo que precisamos pedir, e uma grande síntese do que devemos esperar, no que devemos fazer consistir nossa própria vida. Não poderia ser diferente é a oração que o próprio Jesus nos ensinou.
Procuremos entender a fundo cada palavra que pronunciamos. E já começamos a dizer, Pai Nosso!
Quem diz Pai Nosso, sabe que não O tem exclusivamente como pode ter um objeto ou mesmo uma pessoa, comum como somos.
Pai Nosso! Nosso, de todos que fomos chamados a vida, não a uma vida qualquer, mas em plenitude. Dizer Pai Nosso é também ou sobretudo comprometedor. Reconhecemos que somos irmãos. E até que reconhecer que somos irmãos não chega a ser um problema, qualquer pessoa poderá, se questionada a respeito, nos responder: “eu sei que somos todos irmãos”. Acho que o problema ou a colocação exata, colocação ou contradição, sei lá, e o que ficará por conta do poder responder afirmativamente, se nos for perguntado: vivemos como irmãos?
Muitas vezes me pergunto se de fato me considero e sou irmã de todos, se tenho com as pessoas a mesma afeição que pelos meus irmãos de sangue.
E... esses laços são particulares, são mesmo como fui levada invariavelmente a dizer: de sangue.
“Para dizer Pai Nosso devemos viver como irmãos”, não só nos dando as mãos para cantá-lo na celebração da S. Missa, mas lembrando, por exemplo, que na sociedade em que vivemos são muitas as situações de injustiça com as quais somos constrangidos a viver por nem sempre fazermos a melhor escolha ...
Procuremos entender a fundo cada palavra que pronunciamos. E já começamos a dizer, Pai Nosso!
Quem diz Pai Nosso, sabe que não O tem exclusivamente como pode ter um objeto ou mesmo uma pessoa, comum como somos.
Pai Nosso! Nosso, de todos que fomos chamados a vida, não a uma vida qualquer, mas em plenitude. Dizer Pai Nosso é também ou sobretudo comprometedor. Reconhecemos que somos irmãos. E até que reconhecer que somos irmãos não chega a ser um problema, qualquer pessoa poderá, se questionada a respeito, nos responder: “eu sei que somos todos irmãos”. Acho que o problema ou a colocação exata, colocação ou contradição, sei lá, e o que ficará por conta do poder responder afirmativamente, se nos for perguntado: vivemos como irmãos?
Muitas vezes me pergunto se de fato me considero e sou irmã de todos, se tenho com as pessoas a mesma afeição que pelos meus irmãos de sangue.
E... esses laços são particulares, são mesmo como fui levada invariavelmente a dizer: de sangue.
“Para dizer Pai Nosso devemos viver como irmãos”, não só nos dando as mãos para cantá-lo na celebração da S. Missa, mas lembrando, por exemplo, que na sociedade em que vivemos são muitas as situações de injustiça com as quais somos constrangidos a viver por nem sempre fazermos a melhor escolha ...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS...
O AMOR não e coisa que se possa ver, ao contrário podemos ver as pessoas amorosas, podemos ver os gestos realizados com amor, podemos ver os projetos comunitários que visam o amor prestado aos mais carentes. Mas será que essa é a prática de nossa vida, de nossas comunidades? Será que é isso que se vê no mundo de hoje? Para refletir sobre o amor cristão é preciso questionar nossos preconceitos, nossas desigualdades, nossos egoísmos, questionar como estamos cuidando do mundo e de seus habitantes, porque amar, é cuidar.
O livro dos Atos nos revela que Deus “não faz distinção entre pessoas, pelo contrário, Ele aceita quem o teme e pratica a justiça”. Nossas comunidades devem, portanto, ser abertas a todos: aos não cristãos, aos poucos convictos, aos indiferentes, àqueles que estão em situação de busca...
Cornélio e sua família receberam o Espírito Santo antes mesmo de serem batizados, ou seja, ao ouvir a Palavra. O anúncio central da leitura está na expressão “Deus é amor”, e nesta outra “o amor vem de Deus”; a preocupação de João em sua carta era que a caridade reinasse entre seus vários membros, para que fosse conhecido de todos o amor que Deus manifestou ao enviar seu Filho amado. O Evangelho emprega nove vezes a palavra amor.
É o amor do Pai pelo Filho e do Filho por nós comunicados pelo Espírito Santo. Isso gera relacionamento fraterno e solidário. Mandamento maior; é uma postura dinâmica da vida no cuidado pelo outro. “Se obedecerem aos mandamentos permanecerão no meu amor”.
Cumprir os mandamentos é viver um projeto de vida e de liberdade como o Pai manda. Não é um romantismo, mas um serviço de entrega da vida. É permanecer na alegria plena. É esse amor que cuida do mundo para que ele seja sempre novo. É viver o mais profundo da relação humana, a amizade, para que o amor permaneça, e sejamos atendidos pelo Pai. Mas o amor não pode vir de um lado só. Se Deus tanto nos amou em Cristo, nós também devemos corresponder.
Ora, Deus não precisa do nosso amor para si. Ele quer que amemos os seus filhos, nossos irmãos. Jesus nos chama de amigos, mas se queremos ser seus amigos de verdade, devemos observar o que Ele nos pede: “que amemos uns aos outros como Ele nos amou”. Tendo como prática pessoal e comunitária o diálogo, a partilha, o acolhimento, a compreensão, o interesse mútuo, a verdade, as boas obras e ações para a construção da paz verdadeira.
Que o Espírito Santo de Deus ilumine nossas comunidades, superando todas as divisões para que prevaleça o amor!
Disponível em: http://www.cnbbo2.org.br/index2.php?system=news&action=read&id=7245&eid=326
O livro dos Atos nos revela que Deus “não faz distinção entre pessoas, pelo contrário, Ele aceita quem o teme e pratica a justiça”. Nossas comunidades devem, portanto, ser abertas a todos: aos não cristãos, aos poucos convictos, aos indiferentes, àqueles que estão em situação de busca...
Cornélio e sua família receberam o Espírito Santo antes mesmo de serem batizados, ou seja, ao ouvir a Palavra. O anúncio central da leitura está na expressão “Deus é amor”, e nesta outra “o amor vem de Deus”; a preocupação de João em sua carta era que a caridade reinasse entre seus vários membros, para que fosse conhecido de todos o amor que Deus manifestou ao enviar seu Filho amado. O Evangelho emprega nove vezes a palavra amor.
É o amor do Pai pelo Filho e do Filho por nós comunicados pelo Espírito Santo. Isso gera relacionamento fraterno e solidário. Mandamento maior; é uma postura dinâmica da vida no cuidado pelo outro. “Se obedecerem aos mandamentos permanecerão no meu amor”.
Cumprir os mandamentos é viver um projeto de vida e de liberdade como o Pai manda. Não é um romantismo, mas um serviço de entrega da vida. É permanecer na alegria plena. É esse amor que cuida do mundo para que ele seja sempre novo. É viver o mais profundo da relação humana, a amizade, para que o amor permaneça, e sejamos atendidos pelo Pai. Mas o amor não pode vir de um lado só. Se Deus tanto nos amou em Cristo, nós também devemos corresponder.
Ora, Deus não precisa do nosso amor para si. Ele quer que amemos os seus filhos, nossos irmãos. Jesus nos chama de amigos, mas se queremos ser seus amigos de verdade, devemos observar o que Ele nos pede: “que amemos uns aos outros como Ele nos amou”. Tendo como prática pessoal e comunitária o diálogo, a partilha, o acolhimento, a compreensão, o interesse mútuo, a verdade, as boas obras e ações para a construção da paz verdadeira.
Que o Espírito Santo de Deus ilumine nossas comunidades, superando todas as divisões para que prevaleça o amor!
Disponível em: http://www.cnbbo2.org.br/index2.php?system=news&action=read&id=7245&eid=326
terça-feira, 5 de abril de 2011
Nossa Senhora da Penha
Para ela é que se voltam todos os olhares, Nossa Senhora da Penha!
É sempre uma renovada demonstração de amor, visitar o nosso Convento da Penha. Constatar a fé que leva todas aquelas pessoas a desafiarem muitas vezes a pé, a subida da íngreme ladeira, para ir rezar aos pés da Virgem Maria.
E ante a imagem se postam e os olhares têm mais do que uma simples contemplação de um conjunto em louça. Quem fita a imagem, faz isto de forma transcendental, sabe que está frente a uma realidade maior, a da mulher vestida de sol tendo na cabeça uma coroa de doze estrelas, que por sua condição de co-redentora e pela adesão plena à vontade de Deus, se tornou em modelo para nossas vidas, modelo de santidade, de quem foi capaz de esquecer-se e dizer em plenitude: sou a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a Sua Palavra.
Sim, são estes os sentimentos que nos possuem, quando visitamos a Virgem da Penha.
Vemos mãos estendidas em oferta. Olhares suplicantes de quem passa por algum momento difícil e implora o auxílio da Mãe; o casal que vai agradecer cinquenta ou mais anos de união, apesar dos descompassos em que se envolvem os passos da vida no tantas vezes enfadonho dia-a-dia. Há também o jovem que visita o santuário pela primeira vez como o turista irreverente que não obstante a sacralidade do lugar, em trajes reduzidos ou poses incompatíveis, fotografam para a posteridade; além do casal que com os filhos, tem naquela ocorrência, o grande momento das férias anuais.
Santa Maria, Virgem da Penha, com certeza olhas compassiva e boa, com ternura e benignidade estas tão variadas expressões com que nós a visitamos, consagra tudo isto, Mãe querida, e transforma por teu favor, tanta pobreza, em oferta perfeita a Deus, pois o que passa pelas tuas mãos se engrandece e aperfeiçoa.
Nossa Senhora, este nosso mundo é um caos, mas ainda existem justos e até mais de um que podem tornar propícia a salvação necessária. Por isto, mãe... “cubra-nos com teu manto de amor, guarda-nos na paz deste olhar...”.
Do Programa Cinco Minutos com Maria.
É sempre uma renovada demonstração de amor, visitar o nosso Convento da Penha. Constatar a fé que leva todas aquelas pessoas a desafiarem muitas vezes a pé, a subida da íngreme ladeira, para ir rezar aos pés da Virgem Maria.
E ante a imagem se postam e os olhares têm mais do que uma simples contemplação de um conjunto em louça. Quem fita a imagem, faz isto de forma transcendental, sabe que está frente a uma realidade maior, a da mulher vestida de sol tendo na cabeça uma coroa de doze estrelas, que por sua condição de co-redentora e pela adesão plena à vontade de Deus, se tornou em modelo para nossas vidas, modelo de santidade, de quem foi capaz de esquecer-se e dizer em plenitude: sou a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a Sua Palavra.
Sim, são estes os sentimentos que nos possuem, quando visitamos a Virgem da Penha.
Vemos mãos estendidas em oferta. Olhares suplicantes de quem passa por algum momento difícil e implora o auxílio da Mãe; o casal que vai agradecer cinquenta ou mais anos de união, apesar dos descompassos em que se envolvem os passos da vida no tantas vezes enfadonho dia-a-dia. Há também o jovem que visita o santuário pela primeira vez como o turista irreverente que não obstante a sacralidade do lugar, em trajes reduzidos ou poses incompatíveis, fotografam para a posteridade; além do casal que com os filhos, tem naquela ocorrência, o grande momento das férias anuais.
Santa Maria, Virgem da Penha, com certeza olhas compassiva e boa, com ternura e benignidade estas tão variadas expressões com que nós a visitamos, consagra tudo isto, Mãe querida, e transforma por teu favor, tanta pobreza, em oferta perfeita a Deus, pois o que passa pelas tuas mãos se engrandece e aperfeiçoa.
Nossa Senhora, este nosso mundo é um caos, mas ainda existem justos e até mais de um que podem tornar propícia a salvação necessária. Por isto, mãe... “cubra-nos com teu manto de amor, guarda-nos na paz deste olhar...”.
Do Programa Cinco Minutos com Maria.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
É SEMPRE MAIS FELIZ QUEM MAIS AMOU
“É sempre mais feliz, quem mais amou, e este sempre fui eu...
Estes versos fazem parte de uma canção na voz maravilhosa de Júlio Iglesias. Encerram verdade indiscutível, você não acha?
Repito: “é sempre mais feliz quem mais amou”.
O próprio Deus é definido AMOR. Deus é Amor!
Ah se o mundo se movesse no amor! já pensou? Quando se fala em Amor, só se pode associá-lo a Jesus que deu a maior prova de amor no gesto de dar a vida. Ele deu a vida por nós. Deu tudo, até a última gota de sangue; na cruz, ainda nos deu Maria como Mãe.
Pensando na cruz para mim, neste dias, fica difícil não ter em mente aquele crucificado sem braços que está na capela da penitência, do Convento da Penha.
E quer saber de uma coisa? Pensando bem, estou achando que aquele Cristo sem braços tem mais sentido do que se possa imaginar. Com seu gesto redentor, Jesus já nos salvou, mas a salvação operada por Ele precisa ser confirmada (ratificada) por nós, pois, Ele quer precisar de nós para continuar salvando o mundo. Aqueles braços que faltam naquele corpo na cruz, devem ser os nossos braços, os quais devemos colocar à disposição e a serviço da divulgação da mensagem para que o Reino de Deus venha a nós.
Portanto, cada um deve dizer: no lugar dos braços que faltam a Cristo, naquela cruz, devem ser colocados os meus braços. E que ninguém fique pensando que não faz parte “desta”, pois, “ninguém é tão pobre a ponto de não ter o que oferecer”.
Santa Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres, que te fizeste co-redentora, faz a todos saberem desde aquela dona-de-casa cujos serviços domésticos lhe absorvem todo o tempo, ao taxista, ao médico, ao carpinteiro, ao comerciante, ao promotor de justiça, ao gari, a todos enfim, que neste sentido devem oferecer todos os trabalhos, com a fadiga que deles decorre; que tudo que fazem deve ser feito, como se seus braços fossem os de Jesus Cristo na hora do calvário e suas ações concorram para que possa ser provado o quanto é mais feliz, quem mais amou.
Do Programa CINCO MINUTOS COM MARIA.
Estes versos fazem parte de uma canção na voz maravilhosa de Júlio Iglesias. Encerram verdade indiscutível, você não acha?
Repito: “é sempre mais feliz quem mais amou”.
O próprio Deus é definido AMOR. Deus é Amor!
Ah se o mundo se movesse no amor! já pensou? Quando se fala em Amor, só se pode associá-lo a Jesus que deu a maior prova de amor no gesto de dar a vida. Ele deu a vida por nós. Deu tudo, até a última gota de sangue; na cruz, ainda nos deu Maria como Mãe.
Pensando na cruz para mim, neste dias, fica difícil não ter em mente aquele crucificado sem braços que está na capela da penitência, do Convento da Penha.
E quer saber de uma coisa? Pensando bem, estou achando que aquele Cristo sem braços tem mais sentido do que se possa imaginar. Com seu gesto redentor, Jesus já nos salvou, mas a salvação operada por Ele precisa ser confirmada (ratificada) por nós, pois, Ele quer precisar de nós para continuar salvando o mundo. Aqueles braços que faltam naquele corpo na cruz, devem ser os nossos braços, os quais devemos colocar à disposição e a serviço da divulgação da mensagem para que o Reino de Deus venha a nós.
Portanto, cada um deve dizer: no lugar dos braços que faltam a Cristo, naquela cruz, devem ser colocados os meus braços. E que ninguém fique pensando que não faz parte “desta”, pois, “ninguém é tão pobre a ponto de não ter o que oferecer”.
Santa Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres, que te fizeste co-redentora, faz a todos saberem desde aquela dona-de-casa cujos serviços domésticos lhe absorvem todo o tempo, ao taxista, ao médico, ao carpinteiro, ao comerciante, ao promotor de justiça, ao gari, a todos enfim, que neste sentido devem oferecer todos os trabalhos, com a fadiga que deles decorre; que tudo que fazem deve ser feito, como se seus braços fossem os de Jesus Cristo na hora do calvário e suas ações concorram para que possa ser provado o quanto é mais feliz, quem mais amou.
Do Programa CINCO MINUTOS COM MARIA.
Assinar:
Postagens (Atom)