domingo, 21 de abril de 2019

APOSENTADO NÃO PAGA


Sustentei isto em 2001, no caso, sou vencida, mas não sou contra à reforma. 


         A Previdência Social tem origem histórica muito remota, assumiu moldes de grande reforma social, de índole pública e caráter obrigatório graças a iniciativa do chanceler Bismarck (1815-1898), na Alemanha, no período compreendido entre 1882 e 1889. A partir daí, não parou de expandir-se em todas as nações organizadas do mundo.

    Destina-se a prevenir o imprevisível, a que estão sujeitos seus segurados e em caso de suceder-lhes morte, assistir seus dependentes. Está protegida por normas ditadas pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), desde que se chame previdência, não se pode afastar das mesmas que têm caráter geral, por si aplicáveis.
Cada país edita a respectiva Lei Orgânica; cada estado a sua. No nosso, é traduzida pela Lei Complementar 109/97, assegurando: benefícios pecuniários abrangendo aposentadoria: por idade, invalidez, especial e por tempo de serviço; serviços de assistência médica e odontológica, financeira, mas só no papel, quanto mais reabilitação profissional e serviço social... é deficitária. Chama-se Instituto de Previdência e Assistência “Jerônimo Monteiro” e contribuem para ele todos os que recebem vencimentos ou salários pela prestação do respectivo serviço profissional ao Estado.
        De sete, a contribuição foi para dez por cento, acréscimo considerabilíssimo nos já achatados salários de quem ganha tão pouco. E o que é pior, além do malfadado contingenciamento salarial, passou a ser exigido de quem não deve mais pagar, - porque já satisfez todos os pressupostos legais, já pagou por todo o tempo em que permaneceu “na ativa”, até ter assegurado o direito respectivo, - dos aposentados.

        Previdência social é também isto: assegurar aos que por qualquer das formas previstas veio a ser aposentado, o direito de receber o respectivo provento, não sujeito ao específico desconto. Além disto, na oportunidade de toda aposentadoria, segundo outros preceitos legais, tais proventos são fixados dentro de parâmetros que se vão enquadrar no que se chama direito líquido e certo, ou seja, intocável.

        Nenhum argumento ou ocorrência singular autoriza que se cobre dos aposentados. A previdência deve ser gerida, deve ser administrada, ou o que for, de forma que, com os recursos de que dispuser em cada tempo, assegure-se o quanto se fizer necessário para honrar a finalidade que a justifica. Não há de onerar seus beneficiados, se o que lhe falta é repasse por quem de direito do que mensalmente é descontado dos ativos.

        Adotar qualquer artifício contrário é somar tribulação à vida de quem já tem tanta, causada muitas vezes, diga-se de passagem, por outras omissões estatais.

         Não há argumento novo a ser evocado. Nem se tente olvidar que o órgão máximo da justiça no país, o Supremo Tribunal Federal, endossando parecer do Procurador-Geral da República já se manifestou, dizendo "... com o advento da Emenda Constitucional nº 20, de 16 de dezembro de 1998, a Constituição Federal vedou a possibilidade de se instituir contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões. Isso porque, o § 12 do art. 40 da Constituição Federal impõe a aplicação subsidiária das normas constitucionais do regime geral de previdência social, que, por sua vez, de modo inequívoco, proíbe a cobrança de contribuição social sobre proventos e pensões, ex vi do disposto no art. 195, inciso II, da Carta Federal".

        Sempre alertas, os Sindicatos levaram o grito... não, o gemido dos aposentados espírito-santenses ao Egrégio Tribunal de Justiça que reconheceu liminarmente o que pediram, mediante mandado de segurança. Em represália, o IPAJM passou a negar-lhes entre outros, aquele mínimo de assistência odontológica, a mais eficiente que ainda presta. Nova ferida se abriu em direito líquido e certo. Até quando, nem a Justiça será respeitada?

        À luta, pois, além de direito adquirido a quaisquer benefícios, o aposentado já pagou por todos eles!
Marlusse Pestana Daher
30 de janeiro de 2001


sexta-feira, 19 de abril de 2019

JESUS MORREU NA CRUZ

Sexta feira da Paixão 

Por volta das 15 h, deste dia, Jesus morreu na cruz, pagando pelos pecados de todos os homens e mulheres do mundo inteiro. Sexta-feira santa é o dia da quaresma mais sentido pela devoção popular, o mais sensível ou sentido. 
Presente querido de uma pessoa
muito linda.
S. Madre Teresa Calcutá tinha um
igual em seu quarto. 

Como diz o Apóstolo Paulo. "Jesus esvaziou-se de sua condição divina e tomou a forma de escravo, foi humilhado e rejeitado para ser como nós' (Fil.2,5) não só na condição humana, mas também em situações mais dolorosas e humilhantes que existam. 


No mundo,  pessoas indefesas e inocentes sofrem as maiores maldades. Deus poderia ser considerado injusto se não tivesse sofrido o suplício da cruz, iam-se se sentir com razão os que ousam dizer que Jesus não se preocupa com o sofrimento de tanta gente...  

Uma pergunta que costuma ser feita:
-Omde estavas. Senhor Deus, quando eu passava todo aquele sofrimento? 
R: E tu onde estás, quando sofro na pessoa de todos os sofrem?

O amor de Jesus é um amor Bom, que poderia, sendo Deus proceder a outra forma de salvação. Mas é como diz Paulo: "completo na minha carne o que falta à paixão de Jesus Cristo, estaria dizento que faltou alguma coisa ao sofrimento de Jesus? Não, não é isto o que o apóstolo quis ensinar. E sim que por maiores que sejam nossas dores, elas não se comparam com o sofrimento de Jesus. 

Nossa vida é uma paixão, mas só frutificará se for assumida junto com Jesus. Sofremos de muitas formas vendo tanto sofrimento das pesoas que amamos. é preciso nos aproximarmos, esquecer-nos e viver pelos outros. 

Jeus me amou   e se entregou por mim. A Semana Santa nos convoca a refletir e contemplar este amor deixando transformar-nos e ser santificados pela morte e ressurreição de Jesus.






Do Programa COM MARIA PELAS ESTRADAS DA VIDA
RÁDIO AMÉRICA 690

ADOÇÃO NUNCUPATIVA

Introdução; Filhos de criação; Adoção à brasileira; Adoção segundo o Estatuto;  Convivência humana e direito; Nuncupo; Um fato; Adoção nuncupativa.

Introdução

“Se alguém dá seu nome a uma criança e a cria como filho, este adotado não poderá mais ser reclamado”  diz o art. 185 do Código de Hamurabi,  pelo que se conclui que adoção é um instituto cuja  cogitação legal dista de milênios.  Sempre haverá quem precise de uma família por ter perdido a própria ou dela tiver-se por qualquer circunstância afastado.

Adoção,  do latim “ad”  =  para +  “optio”  =  opção, conota a idéia de uma opção deliberada. 

Em direito, sempre foi entendida pelo ato de perfilhar alguém  ou assumir na condição de filho, fazendo gerar aquelas relações previstas para a família biológica, inclusive a de  impedimento para o matrimônio entre adotante e adotado.

No Código Civil Brasileiro,  sem cogitar-se de condição, nem termo tem como forma a escritura pública perante o tabelião competente.  Ali, a rigidez da norma é mais restritiva a possibilidade de adotar. Estabelece que “só os maiores de 30 (trinta) anos podem adotar; que o adotante há de ser, pelo menos, 16 (dezesseis) anos mais velho que o adotado; para que sejam dois os adotantes têm que ser casados há mais de cinco anos”.

Seguem-se ainda, outras exigências minoradas pelo advento do Estatuo da Criança e do Adolescente, com ampliação das possibilidades. Claro que faz exigências fundamentais, mas visando, sobretudo  a finalidade social a qual o ato se destina, preocupa-se fundamentalmente ou principalmente com a colocação da criança em uma família-substituta, convencido de que os direitos irrenunciáveis que a ela assistem, até por se  constituir em prioridade absoluta,   navegam no seio de uma família.

            Entre o que melhor apresenta de relevante está o de que a família que substitui a natural seja preservada de eventuais riscos,  inclusive com o cancelamento do registro original de nascimento  que se transforma em legalmente inexistente.

            Depois de superar o código civil em seus termos,  o estatuto  o substituiu, de modo que, segundo sua letra é que se dá adoção, seja nacional e até internacional, esta agora também, em estrita observância com o que dita  Convenção de Haia a respeito.

Filhos de criação

No tempo dos nossos avós (expressão que neste sentido, as gerações dos últimos anos não usarão) as casas se enchiam de filhos de outros pais e era com respeito e até verdadeiro orgulho que se ouvia dizer deles:  tiveram 15 filhos e  criaram 12...               

Eram os filhos de criação, as vezes, sejamos honestos,  destinados aos trabalhos domésticos exclusivamente, ainda que freqüentassem escola.  Não eram pessoa da família, raramente, algum se sentava à mesa de refeição da família  e nunca se arrogaram, sabiam que não tinham, direitos sucessórios.  Se na maioridade não batessem asas, saiam casados, ou permaneciam ali, mudando só de casa. Quantos passaram a servir as famílias dos filhos, às vezes dos netos dos seus “pais de criação”.
Constituíram-se assim, em pessoas muito queridas. Alguns sumiram de vista, mas outros nunca esqueceram seus benfeitores e sempre houve quem “um belo dia”,  voltava para uma visita.

Adoção à brasileira

Mais rara nos últimos tempos, foi com muita naturalidade, freqüentíssima em outros e teve sempre como razão propulsora um sentimento humanitário e de bondade. Passava a largo da lei. Traduzia-se no ato de muitos que “apanharam” em hospitais ou em outro lugar, ou  receberam das próprias mães sob alegação de falta de condições para criá-las,  crianças recém-nascidas ou não, registraram como se fossem seus filhos  e nunca se ouviu dizer que em qualquer tempo, pudessem ter sido questionadas pelos adotados ou por quem quer que seja.

Recebeu o título de adoção à brasileira.[1]


Adoção segundo o Estatuto

Com as mudanças que se processaram, a ação dos meios de comunicação social, outros fatores, como as chamadas facilidades da vida moderna, principalmente, além da ação decisiva da Igreja com a sua opção preferencial pelos pobres, tornou-se claro o conhecimento de que adoção se faz, através de requerimento judicial.

É decisiva a divulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente nos seus diversos aspectos  e  a grande maioria sabe que segundo os termos dessa lei é que se procede à uma adoção.


De fato, o estatuto inovou com a chamada colocação em família substituta, de três modos ou mediante tutela, guarda ou adoção.             

Quem quiser adotar terá que comprovar sua efetiva disposição, tanto quanto a capacidade física, social, psíquica e econômica.  Uma equipe inter disciplinar entra em ação e só mediante o resultado das diversas diligências que  procede finalizando com um relatório  é que virá o juízo do ministério público e finalmente o deferimento mediante sentença que uma vez passada em julgado torna a adoção irreversível.

Convivência humana e direito


Tudo em direito é dinâmico. A convivência humana, ao longo dos tempos, vem-se encarregando de criar situações as mais diferenciadas, com origem em inúmeras circunstâncias. Mantém em estado de repouso as pessoas envolvidas, principalmente seus ânimos. E, geralmente, tem sido debitado à questões patrimoniais ou econômicas o ônus de ser  ponto de partida das desavenças que venham a surgir, ou  seja,  nelas é que  se criam desagradáveis “zonas-de-conflito”.

Quando os ditames da boa convivência não se revelarem suficientes, quando forem esquecidos tantos momentos bons anteriormente vividos, quando o clima de família tantas vezes respirado em comum, asfixiar,  impõe-se a necessidade de invocar a tutela jurisdicional do estado. 

Daí a necessidade de que o  juiz de direito se revele capaz de ver além das aparências, de buscar a solução  nas entrelinhas da lei se necessário,  na analogia e nos costumes. Principalmente, estar atento ao que recomenda o art. 5º da Lei de introdução ao código civil:   “Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum”, pois sua resposta deve ter em conta o grito pela melhor justiça.
           
Nuncupo

Nuncupo significa proclamar, pronunciar-se solenemente, declarar, adotio nuncupata, adoção solenemente proclamada, afirmar solenemente que os posteres receberiam o espólio. (Dizionario della lingua latina – Socuta Editrice Internazionale – Torino – 1946). 

Nuncupativo vem do verbo “nuncupare” – chamar, nomear, declarar. (Dicionário latino, Ed. Saraiva). No Direito Romano, se chamava nuncupatum testamentum o testamento apenas de boca.

O Código Civil Brasileiro adotou a idéia, mas  uma única vez como advérbio,  usa o termo:  “As pessoas designadas no art. 1.660, estando empenhadas em combate, ou feridas, podem testar nuncupativamente, confiando a sua última vontade a duas testemunhas”. (art 1.663)

Com guerras, na acepção do termo, não convivemos, mas com convivência duradoura entre homem e mulher em nossa sociedade, sim. Por isto, o quinto melhor código civil do mundo, que é o nosso, preveniu a possibilidade de procederem à celebração do casamento. “Em caso de  iminente risco de vida (in articulo mortis), as partes podem chamar, pedir o comparecimento da autoridade ou de seu substituto para celebrar-lhes o casamento na presença de seis testemunhas. (inc. II, art. 199).

A este, por analogia, com  o testamento nuncupativo  (testamento de boca),  se denominou casamento nuncupativo.

Um  fato 

De um jurista iniciante, do interior mineiro, via e-mail, nos chegou a seguinte colocação: “há cerca de quarenta anos, uma senhora casada, sem filhos, “apanhou” na maternidade da cidade, uma criança do sexo masculino e levou para casa. O marido não a quis assumir em qualquer termo. Um fazendeiro vizinho, solteiro,  se encanta, pega o menino, leva para casa, cria com ajuda da mulher  de um dos seus empregados. Tornou-se  pai de fato. O menino cresceu, casou-se, continuou morando com o pai, seus filhos chamavam a este de avô e todos se referiam  a ele como filho de tal pai. O relacionamento entre eles era realmente de pai para com o filho e de  filho para com o pai.

            A realidade era tão forte que nenhum vento jamais soprou para a necessidade de que a consolidação daquela realidade requeresse algo mais.
            Com a morte do fazendeiro, sem ascendentes, os colaterais buscaram a herança.
            À alegação que fizeram de que o rapaz não era filho, foi contraposta com uma escritura pública de aquisição de uma área de terra, quando o mesmo ainda era “menor impúbere” da qual consta que  “neste ato, Fulano de Tal é representado por seu pai, Beltrano de Tal”.
            Corria o tempo em que a forma exclusiva de adotar era escritura, quando não se exigia  “condição, nem termo”  exatamente como  previsto no art. 375 - A adoção far-se-á por escritura pública, em que se não admite condição, nem termo. (CC)   
            
Perguntou-nos aquele colega:                                                                          - Este rapaz tem direito à herança do fazendeiro?  

No mesmo momento, procedendo à analogia, respondemos:  sim. Trata-se de uma adoção nuncupativa.

Adoção nuncupativa

            
As mutações no direito vêm continuamente cedendo às fortes pressões das mudanças pelas quais passam a sociedade, pois, deve ser sensível às situações peculiares que a convivência humana recomenda, chegando mesmo a impor, sob pena de assumir a responsabilidade  pela ausência de paz que puder causar no ânimo de alguém.
            
Durante muitos anos, hostilizaram-se pessoas vivendo em concubinato, chegavam a ser olhadas transversalmente. Novos horizontes trouxeram-nas ao convívio aceitável. Veio a lhes ser reconhecido, no caso da mulher especificamente, indenização pelos serviços que prestou enquanto convivente, ao se separar. Nem se olvide que a jurisprudência dos tribunais, mediante reiteradas decisões contribuiu decisivamente para o advento do que veio a prever a Constituição Federal de 88: “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. (§ 3º art. 226).
            
Por extensão,  todas as ações que versam sobre tal união são tratadas em varas de família.
            
Tais pressupostos especificamente, arrimam nossa convicção de que aquela  é,  com todas as letras, caso de uma adoção nuncupativa.
           
Se bem atentarmos, como dito inicialmente, repetindo, vamos convir. “Nuncupare significa proclamar, pronunciar-se solenemente, declarar, adotio nuncupata, adoção solenemente proclamada, afirmar solenemente que os posteres receberiam o espólio”.  Já tendo sido pacificado que na mencionada circunstância se dá um casamento nuncupativo, nada falta ao caso enfocado para ser uma adoção nuncupativa.
            
Com muito mais razão que ao casamento, onde os cônjuges são meeiros, adotio nuncupata  se refere a filho e quem é filho,  herdeiro é.
            
Como tudo que é novo vai provocar acirradíssimos embates. A irresignação dos vencidos  não se furtará a percorrer todos os caminhos que ainda estejam abertos, a cada decisão que os desfavorecer.
            
Uma coisa é certa, se pelas características e pela semelhança com a prestação da reverência recíproca devida e cumprimento dos deveres de respeito e fidelidade mútua erigiram a união estável à condição de entidade familiar, será sua correspondente na relação entre pais e filhos a reconhecer entre estes o vínculo parental. 

Adota  nuncupativamente quem  no exercício pleno de sua capacidade de decidir, mediante qualquer forma, declara ser pai de uma criança socialmente reconhecida como seu filho.

Marlusse Pestana Daher 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

DIA DA INSTITUIÇÃO DOS SACRAMENTOS DA EUCARISTIA E DA ORDEM



18 de abril de 2019 - quinta-feira SANTA
Papa Francisco
Hoje é o primeiro dia do tríduo pascal. Segundo lemos no Evangelho, depois de lavar e enxugar os pés dos seus discípulos, Jesus disse: “vocês me acham de Mestre e Senhor e é verdade, eu o sou – mas prestem atenção – se eu lhes lavei os pés, dei-lhes o exemplo, para que façam o mesmo”. (Jo. 13,12-14).

Naquele tempo eram os servos e os escravos que ajoelhados no chão, retiravam as sandálias dos seus senhores, lavavam e enxugavam os pés deles. Portanto, Jesus se fez servo e por isto esse gesto se traduz particularmente em serviço. É clara a lição. Os apóstolos também se deviam tornar serviçais, o sentimento que os devia dominar como pastores de um povo deveria e deve ser ainda hoje, como daquele que serve. Lamentavelmente, temos padres que ao invés, vivem “passando pito nos fiéis que vão à Igreja” sem falar que muitos se ausentam, exatamente pela forma como por esses servidores são tratados.

Na manhã de hoje, a exemplo do que acontece em todas as Dioceses do mundo, todo o Clero com seu Bispo se reúne na Catedral para a Santa Missa do Crisma e dos Santos Óleos que depois são levados para as paróquias para administração dos sacramentos.

Tem destaque a solene renovação da ordem, o sacramento do serviço amoroso, repetindo a última ceia celebrada por Jesus com seus apóstolos os quais encarregou de continuar a transformar o pão no seu corpo e o vinho no seu sangue, em sua memória.

Os sacerdotes são revestidos do ministério de Jesus e, em seu nome, servem ao povo de Deus, o Bispo consagra os óleos. A distribuição representa um sinal da unidade da Igreja ao redor de Cristo, Mestre, Servidor e Sacerdote.

A partir das 18 h nas diversas Igrejas, também começa a celebração de Santas Missas, durante as quais se repete o “lava pés”. É tarefa do Pároco ou Vigário da paróquia. Faz o mesmo o Papa, pois ele é ao mesmo tempo Bispo de Roma.

Com esta celebração agradecemos particularmente a Deus a instituição dos Sacramentos da Eucaristia e da Ordem, mediante este um homem, pessoalmente convidado pelo Senhor, será sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Segundo a Bíblia Sagrada,  “Melquisedec, rei de Salem, trouxe pão e vinho; ele era sacerdote escolhido pelo Deus altíssimo (Gên 14,18). Outro arrimo está no Salmo 110,4 “Iahweh jurou e jamais desmentirá: Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec”. O sacerdócio de Jesus advinha dessa mesma ordem.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

MARIA ENCONTRA O FILHO NO CAMINHO DA MORTE


 Hoje, 17 de abril de 2019, chegamos ao dia de uma das celebrações particulares que se dá na quarta-feira da semana santa.
A graça da libertação do pecado nos fortalece, pelo sacramento da reconciliação e pelo mistério da celebração eucarística. Esta certeza e a experiência de libertação abre a porta da fé e da confiança amorosa e filial em Deus. Ao entrarmos por esta porta estamos no caminho do discipulado e da santidade.   
Trata-se de uma expressão da imensurável misericórdia de Deus. A palavra misericórdia significa inclinar o coração. É a compaixão amorosa de Deus, e seu propósito de nos levantar da nossa miséria e da escravidão do pecado.
A morte de Jesus é a perfeita misericórdia de Deus pela pessoa humana. Ele morreu no abandono, no desprezo e na dor mais terrível, para que ninguém jamais se sinta abandonado por Deus, nem na vida, nem na morte.
Mediante qualquer sofrimento que possamos apresentar, sempre podemos ouvir Jesus que nos diz: Estou com você. Sei o que você realmente está sentindo, passei por isto, tenho experiência própria eis a razão e claro além de um Deus onisciente. Experimentei até o fundo a dor da morte, ainda que de imediato sucedida pela glória da ressurreição.                  
O ser humano se deixa escravizar pelo pecado, mas pode-se libertar porque quem está com Cristo é uma criatura nova.
Como hoje é quarta-feira, a celebração mais forte é aquela representada pelo momento em que Jesus caminhando rumo ao calvário sob o peso de uma infame cruz, encontra sua Mãe Santíssima que logo que de tudo soube, foi ao seu encontro, sabendo o que devia acontecer.  Ela e Ele sabiam os detalhes daquele momento. Como Mãe, Maria poderia desmaiar de dor, gritar, suplicar a Deus que poupasse seu Filho, mas não o fez,  porque sempre foi fiel ao sim que disse na anunciação: “faça-se em mim, segundo a sua palavra”.
Vamos vivenciar aquele momento com as “procissões do encontro” como são chamadas com a característica de que os homens saem de um lugar (em Jardim da Penha sairão da Capela de Santa Clara) levando Jesus e de outro (Capela São João Batista) as Mulheres levando Maria e se dá o encontro de dor terrível. (Na frente da Matriz para a conclusão da grande celebração).
Deixemos a graça de Deus inundar o nosso espírito e o nosso coração e com Ele ressuscitaremos para a vida das alegrias sem fim. 



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terça-feira, 9 de abril de 2019

UMA ABORDAGEM SOBRE A VIOLÊNCIA

Logo de violência? Não tem outro assunto menos impactante não?
     Bebê salvo no lamaçal.
Claro que sim e muitas, mas não podemos ignorar que a violência faz parte do nosso cotidiano, das nossas vidas, chega de muitas direções, entra pela porta de nossa casa adentro, produz estragos. Neste exato momento, tem gente que ouve rádio para não dormir, porque é vigia em algum lugar, tem o motorista, os pilotos de avião que transportam pessoas em horários noturnos e outros que trabalham neste período, mas vão dormir outra hora. O chato é que tem g
ente acordada e não é por nada disto. Não consegue dormir, devido ao stress, devido a alguma preocupação... E isto é uma violência, levar a pessoa a tal situação que ela acaba sem poder dormir, coisa tão importante para manutenção da nossa saúde.

Isto mesmo: Violência num conceito elaborado para um fim, por alguém se pode dizer que significa usar a agressividade de forma intencional e excessiva para ameaçar ou cometer algum ato que resulte em acidente, morte ou trauma psicológico.

A violência se manifesta de diversas maneiras, em fuerras, torturas, conflitos étnico-religiosos, preconceito, assassinato, fome, e outras. Póde ser identificada como violência contra a mulher, a criança e o idoso, violência sexual, violência urbana, etc. Existe também a violência verbal , que causa danos moris, que muitas vezes são mais dif´[iceis de equecer-se do que os danos físicos.

A palavra violência (deriva do latim "violentia") significa "veemência, impetuosidade". Partir para cima do outro com maldade, desejo de fazer mal.
Se nós começarmos a dizer o que é violência encontraremos inúmeras formas de manifestação dela no nosso dia.



Violência é considerar-se superior a qualquer pessoa com quem se conviva ou se encontre; Violência é cuidar só de si e dos seus interesses, deixando “que todos os outros se explodam”: ...é tirar do outro uma coisa da qual ele tanto goste;...  é não honrar pai e mãe, não cuidar deles nas suas necessidades...  É encher a pança e não ter olhos para ver quem está com fome ao seu lado, para se dar bem, fazer qualquer coisa, pisar pessoas, mantê-las escravizadas com migalhas, quando nas próprias mãos existe muito mais; ... é a ação do governante que rouba e deixa que o povo passe necessidade, é não cuidar das crianças, zombar dos impotentes, hostilizar o velho... Viu? Se a gente começar a enumerar, não tem fim.
Soldado talibã espanca mulher. 

Quando se trata de direitos humanos, a violência abrange todos os a tos de violação dos direitos:
- civis que são a liberdade a privacidade, a proteção igualitária;
- os sociais: a sauúde, a educação, a segurannça, a habitação;
- os econômicos (empreo e salário):
- os culturais, ou seja, manifestação da própria cultura;
- políticos: participação na política, direito de votar em quem quiser, sem comprar voto. E a este ponto me lembro de que existem os que chamam “eleger-se” ao ter prestígio. Kkk

Como vamos concluindo Violência não é só a domestica, aquele tipo de violência que ocorre em um contexto familiar, ou seja, entre parentes. Poderá ser entre o pai e a mãe, entre os pais e os filhos, etc.
Abusos sexuais a crianças e maus tratos a idosos também constituem violência doméstica.
Existem cinco tipos de violência doméstica: a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Diariamente, cerca de duas mil pessoas apresentam queixas na polícia, alegando ter sofrido violência doméstica.

E há uma que acontece, mas tenho impressão que apenas poucos a percebem, é a violência urbana que por acréscimo é também um tipo de violação da lei penal. Consiste na prática de crimes diversos contra pessoas (assassinatos, roubos e sequestros), e contra o patrimônio público, influenciando de forma negativa o convívio entre as pessoas e a qualidade de vida. Há quem diga que se manifesta particularmente nas grandes cidades, acho que não. Há muita cidadezinha por ai, onde tudo também acontece.

Um dos principais fatores que gera a violência urbana é o crescimento acelerado e desordenado das cidades. Como consequência surgem graves problemas sociais como fome, miséria, desemprego e marginalização, que associados à ineficiência das políticas de segurança pública contribuem para o aumento dos atos de violência.

Muitos desprovidos de bens, muitos que vivem pela rua, acham que a situação deles é culpa nossa, pode até ser, em parte, mas na verdade é mais de cada um, porque Deus criou o mundo para todos e cada um deve tratar de pegar a sua parte e fazer bom uso dela.

Ao se fazerem pobres coitados tocam o coração de muita gente boa que acaba se entristecendo e aqui está mais uma violência.

- Será que você não está exagerando não, Marlusse?                                             

- Acho que não, eu disse acho, porque se nos lembrarmos de sempre de que Deus é o Senhor, agora tenho certeza, e se vivêssemos para conhecê-Lo, amá-Lo e servi-Lo, tudo ia ser bem melhor.                                                                                                    
- Como é inocente essa Marlusse... 
– Inocente eu? Só porque creio que Deus é bom, que quer o nosso bem, que nos salvou e nos quer livre e que não podemos esquecer que é pela justiça que seremos salvos?

Marlusse Pestana Daher
            





                                                 


domingo, 7 de abril de 2019

"BELEZA NÃO PÕE MESA"!


Muito linda. 
Naquele 13 de março, rumo a Brasília, já estava na sala de embarque do aeroporto de Belo Horizonte. Como de hábito, enquanto a maioria não desgruda do celular, estava atenta aos movimentos de pessoas e coisas, buscando subsídio para mais uma crônica, uma poesia, o que desse. É o que chamo de leitura da vida.

Eis que uma mulher absorve minha atenção. Acabara de tomar um café, sai mastigando e desfila poderosa no seu provável 1,50 m. Sem ser muitíssimo gorda não é que se possa dizer que fosse magra. Um corpo tipo "por inteiro", sem cintura, exibia diversos protuberantes "pneus" empilhados. Peito, nádegas é como se tudo fosse uma coisa só.

É invariável que me lembre do quanto são vaidosas a grande maioria das mulheres, como é que reage alguém no corpo que ostentava aquela? É. Não tem jeito. E daí?

Num mundo no qual em busca da beleza, praticamente vale tudo, silicone aqui, ou onde se puder, uma puxadinha de ruga ali, aquelas bocas deformadas com resultados incertos, mas sempre assegurados, por quem quer “ganhar um dinheirinho”.

Nem se esqueçam das limpezas de pele, não se olvidem os “botoques”, depilação a lazer e outras coisinhas mais. Dermatologia é igual à riqueza, pergunte-se aos profissionais da área.

Mas não apenas mulheres são vaidosas, muitos homens também o são. Ser bonita(o), - mesmo que Vinicius tenha dito que “beleza não é fundamental” - uma beldade mexe com a aspiração de muitas e muitos e em certos aspectos, é fundamental sim! 

Defeitos físicos, mesmo que sejam pequenos, como doem! Não ter um dedo mesmo que seja do pé, isso para não falar da falta de um braço... Claro que há quem tendo nascido assim e criado para bem administrar, como diz o ditado “tira de letra”, convive como é, serenamente.

Minha Musa pode ser um caso assim.

Seu corpo de tonel redondo faz as mesmas coisas que qualquer outro esguio com todas as curvas nos seus respectivos lugares.

Não se importa com o pescoço enterrado, que faz o tronco quase juntar-se ao queixo. Tudo dentro de um vestido que em outro físico deixaria tudo em seu lugar,  no seu, além de  apertado é tão curto que na frente, deixa a mostra joelhos  e detrás, aquelas coxas, ambos gordos. 

Cabelinho curto, de corte reto, está bem lavado, mas como parece que enxuto ao vento, como eu também às vezes deixo, ficou como bem quis. Faz parte dos que dizem “não estou nem ai” e por isto merece nosso aplauso, “beleza não põe mesa”, como já dizia minha avó. Sobretudo, “quem vê cara não vê coração”.

Ainda mais, por que se preocupar com o que é difícil de dar jeito? Ou alguém não sabe que “o que não tem jeito, ajeitado está”.

Marlusse Pestana Daher


Nota: Como o poema de Bete, esta crônica escrita  a mão dos dois lados de uma meia folha de papel, data de  13 de março de 2013, fez seis anos. BH - 11h 35 m.