sábado, 10 de dezembro de 2016

PREZADOS CONCORRENTES

Prezados concorrentes do                                                                               Concurso Literário "Poetisa Elza Cunha"



Agradeço a todos que participaram do concurso promovido pela AMALETRAS.
Fiquei feliz e gratificada com tanto trabalho bom o que tornou difícil a escolha. Cada um com seu aspecto.

Pensei até, que havendo interesse da  parte de vocês poderíamos reuni-los numa antologia. Se aprovarem a ideia favor manifestar.

Sou-lhes imensamente agradecida e envolvo todos num super abraço

Marlusse

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

AMALETRAS


CONCURSO LITERÁRIO ELZA CUNHA


1º Lugar 


ANTES QUE SEJA TARDE

Monica  Costa
Jacarezinho  PR


Antes que seja tarde, eu não quero me arrepender
dos abraços que nunca dei, do pão que não reparti,
dos filhos que eu não amei, da família que magoei,
dos amigos que não visitei, da mão que não estendi...

Antes que seja tarde, eu não quero me arrepender
das pessoas que desprezei, dos excessos que cometi,
do silêncio que eu não fiz, das vezes em que me calei,
das mágoas que conservei, dos perdões que não pedi...

Antes que seja tarde, eu não quero me arrepender
da árvore que não plantei, dos lugares que não conheci,
das lágrimas que não chorei, dos sorrisos que não dei,
dos apelos que não ouvi, das piadas que eu perdi...

Antes que seja tarde, eu não quero me arrepender
das viagens que eu não fiz, da música que não ouvi,
da comida que não provei, da bebida que não apreciei,
dos livros que nunca li, dos poemas que não escrevi...

Não, eu não quero me arrepender
da saúde que eu não cuidei, das doenças que adquiri,
de tudo o que não aprendi, das coisas que não ensinei,

do AMOR que não demonstrei, da VIDA que eu não vivi! 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

CONCURSO LITERÁRIO ELZA CUNHA POESIAS



2º  LUGAR

           Tua Carta
                                     

                                        Maria Apparecida Sanches Conquemala

Tua carta, meu amor,
não foi uma fria mensagem eletrônica,
como  bilhões se cruzando pelo mundo,
a cada dia mais perigosamente virtual,
a ponto de alguns já se perguntarem
até quando seremos humanos materiais.

Tua carta, porém, por tua mão escrita,
te enquadra na plena  e bela realidade
com teu inconfundível cheiro de virilidade
e o tato macio de tuas mãos quando me tocas.

Tuas palavras me chegam aos ouvidos
como se tu mesmo aqui as dissesses.
Saudade,  em cada linha me revelas.
Logo escrevo mais, esperançoso informas.
Nada lembra nela, a frieza eletrônica.
       
Escreve, sim, não por cabos e ondas.
Que tua carta  venha, mesmo em ônibus mambembe
ou velha maria fumaça mal se equilibrando nos trilhos,
até mesmo em rústico aeroplano, dançarino ao vento,
mas trazendo  tua voz,  teu tato, teu cheiro...
E assim, querido, te sentirei por inteiro.






          
3º Lugar

PEDRA!
                                                      Paulos Cezar Tórtora
                   
No cume do monte agiganta-se o rochedo
Majestoso, intangível, solene, imponente.
Reina, sobranceiro, por ser completamente
Imune à tempestade, ao sol, à dor, ao medo.

Sua eterna mudez encerra o seu segredo.
Contemplando o vasto horizonte, indiferente,
Inanimada e fria, a rocha nada sente
― Não possui uma alma esse colossal penedo!

Pedra! Quisera eu ter um coração assim,
Imutável, perene, sem início ou fim,
Insensível à alegria e à dor de viver.

Um coração blindado, isento de quimeras,
Um viageiro impassível através das eras,
Sem chorar! Sem sorrir! Sem amar! Sem sofrer!...




O 1º lugar ANTES QUE SEJA TARDE  carece  identificar autoria.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

RESULTADO DO CONCURSO -PROSA - CONCURSO LITERÁRIO POETISA ELZA

AMALETRAS


CONCURSO LITERÁRIO ELZA CUNHA


1º Lugar 


ANTES QUE SEJA TARDE

Monica  Costa
Jacarezinho  PR


Antes que seja tarde, eu não quero me arrepender
dos abraços que nunca dei, do pão que não reparti,
dos filhos que eu não amei, da família que magoei,
dos amigos que não visitei, da mão que não estendi...

Antes que seja tarde, eu não quero me arrepender
das pessoas que desprezei, dos excessos que cometi,
do silêncio que eu não fiz, das vezes em que me calei,
das mágoas que conservei, dos perdões que não pedi...

Antes que seja tarde, eu não quero me arrepender
da árvore que não plantei, dos lugares que não conheci,
das lágrimas que não chorei, dos sorrisos que não dei,
dos apelos que não ouvi, das piadas que eu perdi...

Antes que seja tarde, eu não quero me arrepender
das viagens que eu não fiz, da música que não ouvi,
da comida que não provei, da bebida que não apreciei,
dos livros que nunca li, dos poemas que não escrevi...

Não, eu não quero me arrepender
da saúde que eu não cuidei, das doenças que adquiri,
de tudo o que não aprendi, das coisas que não ensinei,

do AMOR que não demonstrei, da VIDA que eu não vivi! 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

...E AS VIDAS FICAM DIFERENTES


Pe Adroaldo SJ

tade d’Aquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas os ressuscite no último dia” (Jo 6,39)

Ao celebrar o “Dia de Finados”, todas as culturas e religiões, cada uma à sua maneira, intuíram o que não se pode dizer, ou o que só pode ser dito com muito recato: que a morte é passagem, travessia, nascimento; que nela entramos no processo definitivo de libertação, de transformação, de acesso à Plenitude da Vida, à Comunhão dos santos, à Santidade de Deus...
Toda expressão de vida flui para a morte. E o ser humano é o único animal que sabe que vai morrer.  No entanto, inventa toda sorte de artifícios para não assumir este destino que lhe é insuportável. Mesmo estando frente à morte dos outros, pensa ainda poder escapar desta decisiva hora.
Esta é a realidade dura de aceitar nestes tempos pós-modernos: a incapacidade cultural de abordar os limi-tes, perdas, fracassos, mortes... Vivemos uma cultura na qual a dor e a morte são expulsas da experiência humana. A morte é distante e virtual: procuramos negá-la, escondê-la, dissimulá-la. É algo feio, de mau gosto, algo a ser eliminado da vida cotidiana. Vivemos como se tivéssemos que ser imortais. Quando ela está perto, nós nos afastamos dela, ou então, ela é afastada para locais específicos.

No entanto, a vida marcada pelo medo da morte é uma vida “em terra de sombras”, que contradiz nossa vocação cristã de ser filhos(as) do dia e da luz.
O medo da morte impede viver adequadamente o presente. Mais grave ainda, o medo da morte pode chegar a escravizar-nos e angustiar-nos a ponto de impedir-nos viver a vida com sentido, qualidade e pra-zer. Ela nos golpeia em dimensões muito sensíveis e frágeis de nossa experiência humana.
A negação da morte sempre cobra um preço – nossa vida interior se trava, nossa visão se encolhe, nossa razão se esconde, nossos sonhos se atrofiam...  No final, o auto-engano toma conta de nós.
Todos morremos, mas há mortes e mortes. Na cultura da “pós-modernidade líquida” a morte se apresenta como termo, ruptura e aniquilação. Somente os que não viveram seriamente, os que esbanjaram sua vida em caprichos e superficialidades, os que semearam dor e morte ao seu redor, os que asfixiaram a vida e não se importaram com os outros, tem medo de morrer.
Os que aceitaram sua vida e se atreveram a vivê-la seriamente, os que a viveram como dom que se entrega, aceitam sua morte e a esperam de modo sereno e livre, como o descanso devido depois de uma jornada trabalhosa e fecunda. Assim como uma missão cumprida devidamente dá alegria ao sonho, uma vida bem vivida dá alegria à morte. Porque a vida valeu a pena, também vale a pena morrer.

A experiência cristã nos revela que, como criaturas, somos mortais e dotados de liberdade; é por isso que nós nos interrogamos sobre o sentido da vida; somos capazes de viver a vida como um projeto expansi-vo e inspirador e que podemos transformar a morte no último e supremo ato de nosso viver.
E a morte só pode ter um sentido e significado se a vida também os tiver; quando alguém sabe “para quê e para quem vive”, realizando sua original missão, pode morrer em paz. Aqueles que vivem intensamente enfrentam com grande serenidade seu envelhecimento e a proximidade da morte, vendo nela mais uma etapa no processo normal de seu amadurecimento e de sua realização.
Aquele(a) que é conscientes de ter vivido por alguma causa, de ter levado uma vida plena, pode dar sentido e significado espontâneos ao último ato de sua existência, a morte. É o modo como alguém vive que qualifica a morte. Há mortes que, para além da inevitável dor que causam aos familiares e amigos, provocam paz, agradecimento, vontade de viver seriamente, de se levantar da superficialidade e da mediocridade.
Para a fé cristã, a morte é travessia para a comunhão plena. Último passo. Por isso, não pode ser escondi-da; antes, preparada. A fé des-vela a morte como momento em que a pessoa se abre para dimensões nunca antes imaginadas. Assim ela nos dá maior responsabilidade diante da nossa própria vida.

Diante da memória dos entes queridos que já fizeram a “travessia pascal”, a morte se transforma em “boa notícia”, pois eles(elas) se atreveram a viver como Jesus viveu. Viveram para dar vida e morreram para defendê-la. Viveram a vida como entrega e sua morte foi uma consequência lógica de seu modo de viver. Levaram a existência até os limites de suas possibilidades e fizeram dela uma semente permanente de vida. A lembrança da vida e da morte dessas pessoas continua semeando vontade de viver com autenticidade. Elas derrotaram a morte.
De fato, o modo de viver de Jesus recebeu o sim definitivo de Deus e nos mostra que a vida entregue para dar vida é o caminho para derrotar a morte e continuar vivendo. No acontecimento infinitamente doloroso da morte de Jesus se revela e se promete o sentido último do viver e do morrer humano.
“Re-cordar” (visitar de novo com o coração) aqueles(as) que estão no coração de Deus é abrir-se para a vida, não somente para aquela vida plena do mundo futuro, mas também para uma mais profunda quali-dade desta vida presente.
Nesse sentido, afirmar a ressurreição não é consolo ilusório, nem evasão do compromisso com a história e com a vida. É decisão firme de continuar o projeto de Jesus, de defender a vida onde quer que esteja ameaçada, de arriscar-se pelos mais fracos e excluídos para que tenham vida, de viver dando morte à morte, curando feridas, levantando corações, semeando esperanças...
A ressurreição nos faz compreender que a travessia por este mundo não consiste em outra coisa senão no tempo da gestação concedido a cada um de nós para que, dentro desse imenso ventre cósmico, possa-mos aprender a viver de amor e contemplar a obra d’Aquele que é Fonte e Destino final da vida.

A vida e a morte não são, portanto, inimigas que se destroem; elas são amigas, irmãs inseparáveis.
Morre-se ao longo da vida. Este é o caminho normal de morrer.
A vida é o lento amadurecer da morte. Morre-se na vida, durante a vida, na medida em que a morte é fruto maduro das opções de toda a vida. As decisões fazem e farão a nossa morte. A morte nos ronda e nós rondamos a morte. “Começamos a morrer no dia em que nascemos”.
A experiência cristã nos revela o caminho de uma morte preparada ao longo da vida, porque a entende em relação com a vida e a vida em relação com a morte. Viver sem morrer é viver menos; tira a seriedade da vida (L. Boff).
Só assumida em liberdade e ativamente, a morte se humaniza. Na fé, cristianiza-se.

Por isso, celebrar “Finados” nos faz reingressar na vida de uma maneira mais rica e apaixonada; ao mesmo tempo, aumenta a consciência de que esta vida, nossa única vida, deve ser vivida intensa e plenamente.
Essa abordagem da morte leva a um compromisso maior para com a vida, saboreando a preciosidade de cada momento e o simples prazer de existir.
Alguém já teve a ousadia de afirmar que a morte é mais universal que a vida; todos morrem, mas nem todos vivem, porque incapazes de re-inventar a vida no seu dia-a-dia. Uma vida pensada sem “mortes” perde-se, no final, na total irresponsabilidade. E viver significa esvaziar-se do ego para deixar transpa-recer o que há de divino em seu interior. O grão de trigo que não morre, apodrece, e não multiplica as mil possibilidades latentes em seu interior.
O “depois da vida” é um grande encontro onde seremos perguntados: “o quanto você viveu sua vida?”




Texto bíblico:  Jo 6,37-40

Na oração: re-visitar e entrar em comunhão com a-
                    quelas pessoas que “morreram de tanto viver”; “encantadas” no coração de Deus elas conti-nuam sendo inspiração e referência para poder assu-mir a vida com mais paixão.

 


domingo, 16 de outubro de 2016

EM NOME DE DEUS?

                              Passaram-se onze anos desde que escrevi este artigo e a história não mudou.

Quem assistia o “Fantástico” de domingo, 30 de setembro último, (2001) ao ouvir a voz grave do Cid, acompanhada de um jogo simulado de imagens correspondentes ao que ia sendo dito, deve ter ficado mais do que impressionado!

Refiro-me à provável oração proferida por um dos terroristas, na manhã do fatídico dia 11 daquele mês, quando o mundo mudou por causa dos ataques terroristas na América.

Chamamos terroristas, mas não sei quantos de nós outros, que cremos na divindade de Jesus Cristo que eles negam, rezamos com tal consciência da presença de Deus, com tal entrega, suplicando sua ajuda e pedindo que ilumine nossos caminhos.

Igualmente, teremos concluído o quanto mais intensa há de ser a nossa súplica, quanto com mais empenho devemos fazer chegar a Deus nossa oração, no sentido de que, se não, em perfeita paz, tenhamos ao menos, menos não tranquilidade e menos medos nestas nossas vidas.

São fanáticos e de fato encarnam a advertência do Nazareno quando disse: virá o tempo em que vos matarão julgando prestar serviço a Deus.

 Cultuam o Deus de Maomé que creu ter tido uma visão, enquanto se encontrava  em uma caverna do Monte Hira, ao norte de Meca. Tinha 40 anos e era um mercador. Denominou “Corão” (do árabe qur’am = leitura), o livro onde registrou as revelações colhidas.

Islamismo vem do árabe, islam, significa resignação, a mais absoluta submissão a Deus. São também chamados mulçumanos (crentes) ou ainda maometanos. Monoteístas, professam como fé que "Não há outro Deus senão Alá e que Maomé é o seu profeta"; consoante a IV sura do Corão, afirmam: "Acredito em Deus, em seus anjos, livros e mensageiros, no último dia, na ressurreição dos mortos, na predestinação de Deus, no bem e no mal, no julgamento, na justiça, no paraíso e no fogo do inferno".  

Assumem quatro deveres básicos: a oração (salah), feita cinco vezes ao dia; o jejum,  que consiste na abstinência completa de comida, bebida, tabaco e relações sexuais;  a esmola (zakah) traduzida num dízimo a altura de cada um e ao menos uma vez na vida, ir a Meca.

Além disso, a religião prega a prática de circuncisão, proíbe a bebida, o jogo, a ingestão de carne de porco e de animais que tiveram morte natural.

Em síntese,  no que creem e o que  praticam homens cujas mulheres são escravas, devendo andar inteiramente cobertas. No Afeganistão, se um só dedo aparecer, podem ser espancadas pelo primeiro que as encontrar.

Mas são bem menos do que todos os outros povos que enchem a terra, que se devem unir portanto, para contê-los, usando todas as armas com que pudermos contar.

Depois de terem tornado em inferno os ambientes que dominam, mantêm o mundo refém de eventual surpresa com que possam atacar quem sabe primeiro onde, sob a mira de armas que podem destruir todas as pessoas mantendo intatas as construções.

E tudo isto, pasmem, em nome de Deus!


08/10/2001


sábado, 15 de outubro de 2016

DIA DO PROFESSOR

Hoje é dia do Professor, uma categoria de pessoas que contribui fundamentalmente para nosso desenvolvimento, com a nossa educação.  É justo que haja um dia para que lhes prestemos nossa homenagem e agradeçamos por tudo que representam para nós. Já está mais do que provado que a educação é essencial na vida da pessoa, que a educação contribui de forma decisiva para o desenvolvimento do indivíduo e do grupo social ao qual ele pertence. 

O dia litúrgico é dedicado a Santa Teresa de Ávila, uma grande religiosa do Carmelo, (irmãs carmelitas de clausura) temos um Carmelo em nossa Arquidiocese. Santa religiosa realizou transformações na vida de sua ordem, ficando reconhecida por esse feito.

Ao falar em professores é necessário lembrar uma injustiça que persiste em relação a eles. Ganham pouco, o que ganham não está à altura da importância que têm e do volume de trabalho que devem cumprir. Além da sala de aula, o professor tem trabalho em preparar suas aulas, em corrigir trabalhos dos alunos, aperfeiçoar-se.  E o pior é que sempre se repete a mesma coisa e as melhorias tão faladas não passam de promessas.

Qualquer governante ou pretendente a cargo público continua fazendo da educação, plataforma que rende votos, mas continua tratando os professores com a mesma indiferença. Esquecem que o lado negativo da convivência entre as pessoas, os problemas sociais que são muitos, que temos e nos causam transtornos, são causados pela falta de educação em todos os sentidos.  


Por isso pedimos: Nossa Senhora, mãe, mestra de vida, intercede pelos nossos professores, para que sejam melhor reconhecidos, pela dedicação com que desempenham suas obrigações e para que nunca se deixem abater  por tantas dificuldades.