sexta-feira, 7 de agosto de 2015

OS DESÍGNIOS DE DEUS

Existem coisas que estão acima da nossa compreensão, da nossa capacidade de ver claramente ou em detalhes, de saber os porquês. Neste grupo, se incluem os desígnios de Deus.

Nós nunca chegamos à conclusão que queremos a respeito dos males, das doenças, das coisas que nos ferem tanto, da morte que nos deixa arrasados. Em pranto.

Existem coisas que Deus faz ou permite que aconteçam e mesmo que desejemos, Ele não vem em nossa ajuda do nosso jeito.

Nosso querer é diferente do querer de Deus e é diferente porque apesar de termos sido criados à Sua imagem e semelhança, pelo pecado, nós nos desigualamos e esta desigualdade faz muita diferença, no sentido de que tira de nós os atributos divinos, as graças que recebemos a partir do batismo e ficamos de certa forma mutilados o que nos impede de estar na mais perfeita comunhão possível com Deus e assim, nosso coração bater no ritmo do coração de Deus, nossos passos nos conduzirem nas pegadas dele, sermos de fato um membro sadio e útil do corpo místico do qual Cristo é a cabeça.

Esquecemos que Deus é Pai, que Deus nos ama profundamente, mais do que possamos imaginar. Fomos criados para a comunhão com Deus e é o afastamento dele que nos causa as dores que chamamos de tantos nomes que arranjamos e distanciamos a certeza da realidade mais perfeita do que Deus é em nossa vida e nós burramente, ofuscamos, esquecemos.


Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres, intercede por nós no sentido de que nunca nos esqueçamos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e sempre que precisarmos, faze lembrar-nos. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

CONCURSO DE POESIA


ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE PARANAPUÃ
- ALAP –
                             Fundada em 21/10/89                       
Sede provisória: Rua Santa Amélia, nº 88 - 1011 Tijuca - RJ - Brasil  Cep.: 20260-030   
 Telefone: (0xx) 21- 2293-3054



XXVI CONCURSO DE POESIA - ALAP

REGULAMENTO:

01- Tema: LIVRE.

02- Categoria: INFANTIL, JUVENIL e ADULTO.

03- Cada candidato poderá concorrer com 01 (uma) poesia.

04- As poesias deverão ser inéditas (nunca publicadas ou classificadas em concursos), datilografadas, com o máximo de 35 (trinta e cinco) versos (linhas).

05- O poeta deverá enviar 03 (três) cópias de cada poesia, sem nome ou pseudônimo, em envelope ofício, contendo outro menor com toda sua identificação, inclusive um breve currículo. As categorias: infantil (até 12 anos) e juvenil (até 21 anos) deverão informar a data de nascimento.

06- Período de inscrição: 10 de junho a 25 de outubro de 2015, prevalecendo data de postagem.

07- A Comissão Julgadora será composta por membros de renome literário e sua decisão será soberana e irrevogável.

08- Os trabalhos apresentados não serão devolvidos.

09- Os trabalhos deverão ser enviados para: XXVI Concurso de Poesia – ALAP / Rua Santa Amélia, nº 88 / 1011 - Tijuca / RJ  CEP: 20260-030.

10- Premiação: Medalha de Ouro, de Prata e Bronze para as 02 (dois) seguintes colocadas; Menções Especiais e Honrosas (p/ todas as categorias). Certificados para todos os participantes.

11- O resultado e entrega das premiações será no dia 14 de dezembro de 2015, às 15 horas e 30 minutos, no auditório da FALB/FALARJ, Rua Teixeira de Freitas, nº 05/ 3º andar – Lapa/RJ.

Rio de Janeiro, RJ, 02 de julho de 2015.
      
Acadêmica Eliane Mariath Dantas

Presidente da ALAP




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

LAMENTO DA ÁRVORE


Como foi bom ter-te conhecido, Marlusse.
Seria possível escrever o que foi declamado naquele dia, lá na árvore?
Quero fazer uma placa para o local, com data e nome da autora.
Hippolito Alves

LAMENTO DA ÁRVORE
                                       Marlusse Pestana Daher      (improviso)                                                                                                                                                 
Por que fazer poesia
Para quem poesia já é.

Vocês estão aqui agora

Sentados, tranquilos, se deleitando em se fotografarem,

Se acharem lindos,
Como se os mais bonitos fossem.  (risadas)

Eu estou aqui
Muito antes que vocês chegassem
Vocês não sabem da minha história
Quantos pássaros eu alimentei,
Quantas pessoas eu inspirei
Na voz de quantos (profetas) poetas
Coloquei poemas eloquentes de amor.

O vento passa através das minhas ramas,
Balança minhas folhas,
Compõem músicas
Que outros poemas são.

Que mão inconsequente  esta
Que não entende
Que  sequer é capaz de sozinha
Arrebatar-me das raízes
Com que me comunico com o solo

Insensato coração, insensatos corações
Eu estou aqui
E Graças a Deus que agora
quem este solo comprou
Não permitirá que eu seja retirada daqui
Jamais.

25 de julho de 2015 Entardecer em Araguaya, Casa o artesão Hippolito Alves (Município  de Marechal Floriano - ES



terça-feira, 4 de agosto de 2015

CINCO MINUTOS COM MARIA




CINCO MINUTOS COM MARIA 

VIGÉSIMO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO. 

Agosto, 3, 1994 - 2015

Não pode ser outro o canto que explode do meu coração no dia de hoje, quando estou completando 21 anos de produção e apresentação deste programa:  “Cinco minutos com Maria”, aqui na Rádio América.

Repito como Nossa Senhora: “Minha alma engrandece ao Senhor, exulta meu espírito em Deus meu Salvador”.

Você que me ouve neste momento, onde estiver ouvindo a América, repita comigo: “Minha alma engrandece ao Senhor, exulta meu Espírito em Deus, meu Salvador”.

Engrandece minha alma, continua engrandecendo ao Senhor que continua me dando ânimo e fidelidade de estar aqui todos os dias, deixando que Deus faça uso  da minha voz, para levar a boa nova do Pai aos corações desejosos de recebê-Lo.  

Jesus veio, salvou o mundo da morte e do pecado, mas é preciso continuar lembrando à humanidade que anda dispersa e perturbada por inúmeras solicitações com aparência de bem ou seduzda por falsas  imagens de pastor, por dentro, lobos vorazes.

Exulta meu espírito em Deus, meu Salvador que permite que meu ser lhe sirva de morada conforme ensinamento do apóstolo Paulo: “sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós”.

E creio na força do Espírito Santo em mim, até porque como ensinou Jesus, “sem ajuda do Espírito Santo não somos capazes de sequer proferir o Seu nome”.

O Espírito Santo habita em nós, inspira-nos a prática das boas obras, sugerindo a cada momento o melhor modo de fazer o que devemos fazer para que tudo e todas as coisas contribuam para a glória de Deus, para o bem dos que amam a Deus.

Todos temos uma tarefa a cumprir, ou várias, no curso da nossa vida. Penso que entre as minhas, se inclui este programa de rádio.

Renovo meu propósito de permanecer firme enquanto for considerado útil e por quanto tempo  Deus me der a possibilidade de estar aqui. 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

OS 102 ANOS DE D. OLINDINA

É o que se denomina irrecusável um convite que lhe chega nos seguintes termos: “você é minha convidada, venha comemorar meus 102 anos de idade”.

Portanto só lhe resta deixar de lado quaisquer outras coisas que possa ter que fazer, arrumar uma pequena mala, enfrentar os mais de duzentos quilômetros que separam São Mateus de Vitória e na hora que foi designada estar presente, na casa respectiva para o aniversário dos 102 anos de D. Olindina.

Assim, cheguei, apresentei os presentes que levei e crendo ter sido reconhecida conversei com ela, cumprimentei as pessoas que também foram levar-lhe carinho e criou-se entre nós um clima de camaradagem comum entre velhos amigos que se encontram.

À certa altura, estando eu sentada a frente dela, chega Rachid, minha irmã que a cumprimenta e faz festa, imediatamente pergunta por mim e sorri ao lhe ser mostrado que eu estava ali e chegara há bem uma meia hora antes.

A festa prosseguiu. Vieram a tona muitas lembranças e cada qual querendo lembrar os fatos antigos, acontecimentos e até a Ladainha, uma festa de Santo Antônio, que S. Djalma, esposo de D. Olindina, fazia sempre, no dia 13 de junho, dando sequência a um costume que também fora adotado por seu pai.

Havia fogueira, batata assada na brasa, alguns foguetes, bombinhas e busca-pés.

Mais uma vez lembrei os bolinhos do café das duas horas. É como se visse hoje, D. Olindina, fritando uns bolinhos para o café da tarde dos filhos. Um tempo atrás, perguntei-lhe de que eram aqueles bolinhos tão gostosos que ela fazia para o café. Primeiro ela riu muito e depois respondeu: “de água e farinha, Marlusse, com um pouco de açúcar e fritos no azeite quente em frigideira.

Pois não é que provoquei-lhe a lembrança e ela,  sorrindo,  contou para as pessoas que estavam perto a história dos bolinhos.

Foi inevitável lembrar aqueles que se foram, mas sem dúvida para mim quem mais estava fazendo falta naquele momento, era Vitorinha.

Vitorinha morou em frente a D. Olindina por bem uns cinquenta anos ou mais. Isto facilitou uma amizade que nunca se estremeceu devido a serem ambas pessoas muito boas que se ajudavam reciprocamente.

Não é que estivesse doente, mas depois de uma queda ficou muito abalada, e na verdade, era frágil pelas muitas pancadas que levou pela vida. Mesmo assim, levada pela filha cheguei a vê-la no mês de abril, entrar na igreja de São Benedito, devoção de sempre, para assistir a Santa Missa.

Uma estranha segunda queda, dentro de sua própria casa, acabou por vir a se constituir em sua causa morte e assim, mudou-se para o lado de lá, mais uma pessoa de todos nós tão querida.

Não compareceu a festa de aniversário de D. Olindina, mas eu creio que bem que deu uma passadinha por lá, já sabia que esse aniversário seria comemorado.

Assim é a vida, uns que chegam outros partem... Em nossa família também já não tem chegado para as habituais visitas a mamãe, nosso querido irmão Abdo. Calou-se mais uma voz entre nós.

Antes dos cem anos, tive oportunidade de indo de carro "dar-lhe uma carona", até a Igreja para a S. Missa dominical. A distância não a inibia, nunca deixou de professar sua fé.

Se quisesse e pudesse falar, quanta coisa D. Olindina nos contaria. Uma vida de trabalho cuidando dos afazeres domésticos, dos filhos e do marido, principalmente, de cultivo de uma horta, onde muitas vezes a acompanhei.

Viver é assim: nascer, crescer, viver em uma família, amar muito, embora pareça que alguns não amem, fazer coisas, complexas  outras muito simples, escovar os dentes, fazer refeições...

E um dia por qualquer causa, os olhos se fecham e não se abrem nunca mais.

Mas D. Olindina está ai, vivinha e comemorando!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

DIFICULDADE DE QUEM ESCREVE

Digamos que tenho na literatura uma ocupação. Partilho minhas energias através de duas academias e tenho participado ativamente do que fazem. Entre nós, há uma produção anual “pra ninguém botar defeito”. São textos em todos os gêneros, publicados em jornais,  revistas e na internet.  Entretanto, são poucos os que lograram se firmar como colunistas fixos em “A Gazeta”, por exemplo, ou conseguem chegar ao caderno “Pensar”, que até mudou de cara, mudou seu formato original, exclusivamente produção literária e onde também se nota que outros poucos publicam com bastante frequência, enquanto um bom número atesta não ter a mesma sorte.


Em dois ou três municípios vigora lei de incentivo à cultura,  excelente ajuda, mas que também por razões óbvias não contempla tantos. Por outro lado, mesmo editados, boa parte dos livros pode ficar empilhada em algum lugar na casa do autor, ou na casa do Presidente, tratando-se de academias.

Se vamos às livrarias, lá encontramos muito mais estrangeiros que brasileiros, estes mais prováveis, em se tratando de Fernanda Torres, ou Maitê Proença. Confirma-se que santo da terra não faz milagre.

As pessoas em geral, adoram ganhar seu livro, mas pagar por ele... nem pensar.

Ao lado disto, há a questão do pouquíssimo gosto pela leitura. Num desses passeios solitários pelas ruas do centro de Vitória, dia desses, chamou-me atenção sua desertificação, ao mesmo tempo, a multiplicação de farmácias. Em todos os bairros, elas também surgem imponentes a cada dia,  verdadeira opulência econômica atesta o quanto a população anda doente. Uma das causas, digo, sem receio de errar é também falta de leitura, leitura que instrui, abastece culturalmente, distrai e deleita, logo, manda para longe o estres.

Há lei que obriga, (coitada da lei), mas a maioria das escolas não conta com bibliotecas, os livros que ganham, segundo depoimento que ouvi, ficam no gabinete da diretora de onde acabam sumindo.

O alunado não tem estímulo para a leitura. Não conhece autores, há os que nunca leram um livro.

Sorteiam-se livros em eventos e nota-se que “todo mundo”  quer ganhar, mas há quem leva  para casa, guarda numa gaveta e pronto.

Atesta-se a generosidade dos autores que têm doado suas obras para escolas, na esperança de que haja proveito. Mas chega a ser doloroso, aliado à renuncia de ler, de prejuízo incalculável, está o não pensar que um livro tem preço não só material, mas equivalente ao longo trabalho que custou ao seu autor.

Nem se olvide que o conteúdo de muitos registra a história a qual a todo povo compete preservar.


O escritor pede ajuda, para produzir e que seu livro seja adquirido e lido. Quem quer ajudar?

terça-feira, 14 de julho de 2015

ERRO MÉDICO

                                                             Publicado em A GAZETA 14/01/2002

        Perda é coisa séria. Maior se de membro ou função, pior, se da vida. Pode ser que alguém venha a ser privado de um dedo, por exemplo, e não dê muita ou nenhuma importância a isto, como pode ser que para uma outra, signifique esconder sempre a mão ou o pé, de modo que ninguém veja.

        Nos últimos anos, a classe médica se transformou em uma das vítimas mais visadas, sendo expressibilíssimo, o número de ações submetidas à apreciação do poder judiciário em busca de reparação de dano pelo que é chamado “erro médico”.

        Como qualquer humano, o médico não esta imune da possibilidade de errar. Mas até dever por isto, responder seja civil, como criminalmente, há uma grande interrogação, cuja resposta não é tão simples.

Suponhamos que uma pessoa submetida a  intervenção cirúrgica, acabe vindo  a ser surpreendida por aquela  "manifestação exagerada na cicatrização  em alguma região do corpo” a que se dá o nome de quelóide.  Não se desconhece que o antiestético possa causar constrangimento; considerar erro médico, no entanto, é temeridade.  Uma mesma pessoa que pode formar quelóide em uma parte do corpo. em outra não acontecerá e com um mesmo cirurgião. A mão que acertou aqui, errou ali, ou aqui houve imperícia e ali não no mesmo dia? Antes se reconheça que se deparou com uma pessoa cujo organismo reúne predisposições que favorecem o surgimento queloidiano.

O cirurgião plástico Benjamim Gomes afirma categoricamente que se trata de lesão reparável mediante, por exemplo, remoção parcial por outra cirurgia e que é curável.

Ele e o Des. Pedro Feu Rosa foram debatedores em um Simpósio Nacional realizado em outubro passado em São Paulo, sob o tema “Cirurgia Plástica, Obrigação de meio”, destinado não só aos especialistas da área, mas também a juristas em geral.

Depois da cirurgia, um acidente qualquer pode modificar todo o curso planejado, pelo que não se imputará ao médico qualquer responsabilidade. Ele como qualquer profissional que se presa, quer ser reconhecido, elogiado, que se diga que fez feito bem feito. 

Já se tem notícia de alguns médicos que começam a evitar paciente de risco, por receio de vir a ser molestado com pedido de indenização. Já pensou se começa a ser freqüente.  A saúde que já é tão sacrificada sofrerá mais ainda.

É necessário que as pessoas tenham consciência e verifiquem o que realmente lhe possa ter acontecido. Tratamento médico consiste em prescrição de medicamentos ou procedimento de cirurgias mediante as quais se venha a colimar o resultado desejado.

A menos que a medicação seja diversa da que deveria ser, ou que o procedimento seja feito de forma incompatível com normas técnicas previamente definidas, ou contrarie recomendações com cuidados prévios, a obrigação devida é de meio e não de resultado.
                                                                       Marlusse Pestana Daher


A GAZETA 14/01/02