segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

SOU ASSIM

Se você me perguntar,
Se sou boa ou ruim,
Responderei com  muita certeza:
Eu só sei  que sou assim.


Se o assunto então for beleza,
Bonita ou feia, o que sou?
Vou responder novamente:
Eu só sei que sou assim.


Sobre minha intelectualidade,
se inteligente ou menos,
A  resposta ainda vai ser a mesma:
Eu só sei que sou assim.


domingo, 19 de janeiro de 2014

CADA DIA, SIMPLESMENTE

A vida cristã não é uma teoria, antes ela depende sempre de atos concretos que expressem a verdadeira fé.

A verdadeira fé por sua vez, também não é teórica, tanto que Jesus afirmou: a fé sem obras é morta.

Não é quem diz Senhor, Senhor, que vai entrar no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai. E qual é a vontade de Deus? Segundo disse o Apóstolo Paulo: a vontade de Deus é a nossa santificação.

Santificação é um projeto que envolve toda uma vida, não é pouco, posto que a medida de ser santo dada por Jesus, é ser santo como é santo, o Pai que está no céu. Por acréscimo, convém lembrar: só Deus é Santo, o Santo dos Santos.

Colocadas tais pressuposições, devemos saber que o caminho da santidade tem como trajeto a vida que levamos, nenhuma outra; como lugar, o lugar onde estamos; como tempo, o mesmo que nos é dado viver.

Ninguém pense que para ser santo, deva se isolar em algum lugar ou parar de fazer tudo que se esteja fazendo para fazer as coisas que imaginamos ser coisas de santo, nada disto.

Fomos chamados,  primeiro, à vida. Importa viver, estar vivo. O cristão pode viver como casado ou consagrar sua vida a Deus em um particular estado de consagração como propõe a Igreja, em nome de Deus.


Ser santo é simples, procuremos conhecer nosso caminho, o estado de vida ao qual por vocação somos chamados e assim, viver cada dia, simplesmente. 


sábado, 18 de janeiro de 2014

PARTIDOS POLÍTICOS


Abomina-se o tempo em que o bipartidarismo dominou em nosso país.


Houve restrição das liberdades, a opção política se restringia a ser oposição ou situação. 



Na plenitude dos tempos, aconteceu a abertura e muitas coisas mudaram. Os partidos políticos se multiplicaram e pelo modo como se comportam, fazem jus a serem definidos como  "união voluntária de cidadãos com afinidades ideológicas e políticas, organizada e com disciplina, visando a disputa do poder político".

Entre as críticas que a eles se fazem, está a falta de ideologia, ou melhor dizendo, de metas que orientem sua caminhada e mediante elas se hajam, quando no exercício do poder que uma vez alcançado, nenhum quer perder, nem se importam se os meios para se perpetuarem forem menos nebulosos, como o exemplo é recente.

Tais metas  não foram omitidas no texto dos seus estatutos ou não teriam logrado registro, antes porque só se ocuparam delas, no momento da respectiva redação. O que se veem são filiações cujo ato restringe-se à assinatura da respectiva ficha, a proposta que o partido tem a maioria desconhece.

São frágeis, tal fragilidade  se reflete no como se escolhe um candidato: em virtude de laços familiares, amizade ou compadrio, troca de favores, expectativa de cumprimento de promessas de toda sorte. E aqui o partido assume potencialmente o sentido do termo: Partido Político, do latim, pars, partis: = rachado, dividido, desunido".

Nem falta uma confusão generalizada entre democracia e cidadania, quando não se pensa se tratar da mesma coisa. Democracia é o governo do povo mediante escolhidos e cidadania é a capacidade de distinguir entre direitos e deveres, exercê-los em plenitude, não renunciar ainda que em parcela mínima a qualquer expressão dela.

A democracia será tão mais expressiva quanto mais consciente for   o exercício em potencial da cidadania. Requer então que se saiba da proporção de liberdade que encerra, que não se destina a uso restrito ou pessoal apenas, mas mediante o pensamento das consequências coletivas que podem advir do seu mau uso e do atravancar do passo de uma nação que outra coisa não é, senão os homens e mulheres, viventes na mesma reunidos.

Não obstante contarmos com nada menos que trinta e dois partidos, incluindo o Solidariedade, o que temos em verdade é situação, formada pelo PT e sua base aliada e a oposição, os outros, no momento liderada pelo PSDB, um bipartidarismo à novos tempos.

Muito se fala em reforma política, está-se sempre na expectativa de que aconteçam coisas diferentes, mas tudo permanece como antes.

O 33°, o Partido de Todos os Outros,  - PTO - desconhece a força que tem e não sabe que sozinho pode derrubar os demais.

 
Podemos formar o PQQ, "Partido de Quem Quiser", com  fim obrigatório e único: usar nossa voz, ser cidadão em potencial e fazer valer os ideais da democracia, quando então o Brasil será de todos e os bens que temos, sem empobrecer ninguém fará chegar a cada um seu próprio quinhão.

16:01 - 18 de janeiro de 2014

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ENCONTRO INTERNACIONAL DE ESCRITORAS



Trata-se de um especial momento para conhecimento das escritoras brasileiras e as dos outros países cujas presenças são esperadas. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

QUEM APRISIONA A VERDADE NA INJUSTIÇA?


Ora sim, ora não concordo com o que escreve Leonardo Boff. “Uma justiça sem venda, sem balança e só com a espada?” e “A espetacularização e ideologização do judiciário”, artigos seus, publicados em diversos jornais, se incluem no segundo caso.  


O autor se arvora juiz, sequer adota qualquer texto legislativo, imerge nas profundezas de uma ideologia que brota de cada sua palavra, posto que, como ele mesmo afirma: “detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente” que se “resume em dizer que a ideologia é o discurso do interesse”, acrescenta, “todo conhecimento, mesmo o que pretende ser o mais objetivo possível, vem impregnado de interesses. Pois assim é a condição humana”.

Ministras Carmem Lúcia e Rosa Weber
Note-se que não acena para qualquer exceção, portanto, ele mesmo se inclui entre tais ideólogos. Pergunta-se: se todos se movem por uma ideologia, qual é a ideologia que o norteia, Sr. Boff, ao fazer tais afirmações? Veja-se.

Hilariza sobre as motivações da que chamou imprensa empresarial, que não aceitou Lula-presidente, esqueceu daqueles grandes empresários aconchegados ao seio do grande imunizado da “tribulação do povo brasileiro”, beneficiando-se à exaustão da “Bolsa Empresário” como a denominou Miriam Leitão, nesses anos de governança faz de conta, pro “causas populares”.

Cita filósofos, fala de ideologia partidária, condena a Ministra Rosa Weber a quem nada menos titula de leviana e culmina dizendo no primeiro artigo que o Ministro Joaquim Barbosa “aprisionou a verdade na injustiça” (Rom 1,18), mesmo tendo prevenido de início, no segundo artigo, “não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada”. Então está fazendo o quê?

Teorias como a de Leonardo Boff, filosofia política como a do PT têm causado confusão na cabeça de muita gente que se não tiver capacidade de separar joio do trigo, pode embarcar em canoas furadas e não chegar a porto seguro nenhum.

Se a referência à “literatura jurídica” feita pela Ministra Weber para condenar JD não foi a mais feliz, de que errou ao condená-lo, por ação ou omissão, em todo aquele episódio, não pode ser dito, em virtude do cargo que o ex-ministro ocupava, com as atribuições ao mesmo inerentes. “Coautor é aquele que contribui para o crime em consequência do que incide nas penas ao mesmo cominadas”. (Art 29 CP).

Antes quer-me parecer que aprisiona a verdade quem só a vê no que diz, ou dela se apodera de tal sorte, que ninguém mais está certo ou é justo a sua volta.

 
Vitória, 13 de janeiro de 2014  14:40

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

AS CAUSAS DO FRACASSO


No Brasil, os modelos estruturais dos serviços públicos em geral, bem como as respectivas gestões, são, incontestavelmente, deficientíssimas, apesar de serem volumosos os recursos públicos disponíveis, conforme demonstraremos a seguir.

É público e notório – o que é público e notório não precisa de provas - que o nosso Sistema de Educação é estruturado de forma superposta, pois nos três níveis de Poder (Educação municipal, estadual e federal), o que nos parece contrariar, no mínimo, a lógica, a unidade e a economia. Inegável também é que o nosso ensino é deficiente em universalidade e em qualidade. Sobre a deficiência da sua qualidade, prova-o, cabalmente, o recentíssimo resultado do PISA [avaliação trianual internacional de Educação (Português, Matemática e Ciência)], que conferiu ao Brasil o desonroso 57º lugar entre 65 Países avaliados.

Também público e notório é que o nosso Sistema de Saúde  se acha, de igual modo, estruturado nos três níveis de Poder (municipal, estadual e federal), o que nos parece afrontar, também, a lógica, espancar  a unidade e violentar a economia. Inegável é, de igual forma, que os serviços públicos de saúde, que os governos ofertam à população, além de quantitativamente escasso, é qualitativamente péssimo.

 O dito em relação à Educação e à Saúde, pode-se dizer do Sistema de Segurança Pública, pois, da mesma forma, ignorando a lógica, dilacerando a unidade e violentando a economia, é, também, estruturado nos três níveis de Poder (municipal, estadual e federal). E do mesmo modo, pública e notória é  a sua deficiência,  quer em quantidade, quer em qualidade.

Face ao acima exposto, urge que façamos, aqui, as seguintes perguntas: por que tantas deficiências, por que tantos fracassos, pois falta de recursos públicos não é, porquanto a carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo? Senão, vejamos: em 2012, a taxa de impostos correspondeu a 35,85% do Produto Interno Brruto (PIB), que somou a extraordinária arrecadação de R$ 1,5 trilhão e meio. Aliás, nossa carga tributária é maior que a carga tributária dos EUA (25,1%), a da Suíça (28,5%), a do Canadá (31%) e a de Israel (32,6%).

Apesar de o Brasil ser um dos 30 países que mais arrecadam em tributos, é um dos que oferecem ao seu população o menor retorno em serviços públicos, quer em relação à quantidade, quer em relação à qualidade.     
Ora, se abundantes são os seus recursos públicos, resultantes da elevadíssima carga tributária, por que tantas e tamanhas deficiências, sobretudo nos setores da Educação, da Saúde e da Segurança Públicas? A resposta inevitável aponta apenas para duas vertentes: incompetência e desonestidade de muitos e sucessivos gestores públicos.

Ora, é evidente que quantidade, sem qualidade, só produz algo destituído de conteúdo! Exemplos típicos são os 39 Ministérios existentes, que não passam de vergonhosas moedas de troca! Estão eles a exigir a criação do 40º, que, inevitavelmente, deverá receber a denominação de Ministério da Competência e da Honestidade, para conferir Eficiência aos demais.

Concluindo, ousamos sustentar, enfaticamente, que o importantíssimo princípio constitucional da eficiência (vide art. 37 da CF|88) só se concretizará, se contar com os seguintes pressupostos: muita Ação, com competência e honestidade no trato da coisa pública.

Salvado Bonomo
Ex Deputado Estadual e Promotor de Justiça aposentado
Vitória, ES, 13.01.2014.



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

NÂO É O LIMITE, MAS É O SUPREMO

S. Exª Ministro Joaquim Barbosa
 O detalhe cargos ocupados pelos réus do mensalão remeteu ao Supremo Tribunal Federal competência para julgá-los. O veredito colimado é resultado das convicções que moveram uma colegialidade, onze ministros.
Se no 15 de novembro de 2013, o Ministro Joaquim Barbosa se estivesse ocupando do que constasse de outros autos, seria elogiado: mesmo em dia de feriado nacional, o homem está trabalhando.  Mas como se tratava de petistas... ai os princípios pátrios olvidados na hora das mazelas, por conveniência e mesmo desprezo, são eloquentemente evocados e se configuram como deveras respeitáveis.  
Tenho acompanhado falatório de alguns ilustres nomes do direito ou não, que respaldaram outros falatórios reunidos em textos, que igualmente servem a quem de qualquer forma, quiser tirar proveito deles. Afirmam que o julgamento está eivado de erros o que então se traduz em dizer que: o Supremo Tribunal Federal é um não Poder e não se pode dar crédito às decisões que dele emanam.
O Ministro Joaquim Barbosa ainda que se havendo com invulgar sapiência, independência e destemor, foi só  Relator do processo. Todos os seus votos foram exaustivamente discutidos às últimas consequências, os que vingaram, significa que por maioria, critério do julgamento.
Ao contrário de Leonardo Boff, a maioria dos brasileiros (não bolsistas de família) não só acham, mas têm certeza de que “as lideranças do PT e até ministros não faziam outra coisa que arquitetar roubos e aliciamento de deputados, em vez de se ocupar com os problemas de um país tão complexo como o Brasil”.
É útil não olvidar que roubos não resultam apenas em posse de coisas materiais, mas da dignidade da pessoa, do direito do homem de chefiar sua casa, provendo-a do que é indispensável, dai porque, não se devem perpetuar programas que mantêm pessoas escravizadas, genuflexas ante os que consideram seus protetores, porque a cada mês, fazem pingar em suas mãos uma quantia, para passar mais um mês sem buscar uma outra e melhor  alternativa de vida.
Boff pergunta pelo “interesse escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas”. Ele tem outra resposta ou devemos convir com Aécio Neves que afirmou: o PT colocou o Estado a seu serviço? Nem os loucos desconhecem isto ou disto não é prova os quarenta Ministérios e a proliferação de cargos públicos, ou o critério ser petista para ocupação de tantos outros, sem se importar com eficiência?
Não acho que o Supremo seja o limite, mas a desqualificação de suas decisões também não posso acatar.