domingo, 8 de janeiro de 2012

ROSEIRAIS FRANCESES


Mais que simplesmente um e-mail entre tantos. Veio de Ceci, eu sei quem é Ceci. Clico, comando abertura e ecoam aos meus ouvidos uma das mais belas melodias selecionadas pelo meu particular gosto, Fascinação. Foi o que primeiro percebi, apesar do bailado de rosas que ao descerrar como de cortinas, na tela se iniciou.  
E simplesmente, quedei em contemplação: sonhei os sonhos mais lindos diante de tantas cores convertidas em grandes arcos que como se detivessem a leveza de pássaros, deixam-se suportar pelos ventos e vagam na amplidão, deliciando-se  simplesmente em fazer entre o que melhor sabem, voar.
Enquanto os arcos se convertiam em outras formas, com elas ergui castelos tendo como componentes apenas quimeras mil que embora abstratas penetraram pétalas a dentro de cada rosa e as impulsionavam a desenharem-se em caminhos por onde não tardo a ingressar  castelos recém erguidos
Ao divisar no lago a projeção das rosas que lhe formaram cílios, a sensação é de que se converteram em milhões de olhares atônitos e ao mesmo tempo transbordantes. Acontece exatamente, quando possuída de sofreguidão, a sensação que me domina é de que previ e encontrei multidões e inundam-me emoções.
É muito gosto cultivar flores, apesar de saber da brevidade do tempo de suas vidas e o quanto são frágeis ante intempéries ou fenômenos estranhos que as impactem. O espaço deve ter extensão expressiva ante a quantidade de cada espécie e a variedade de formas e de cores, da multiplicidade de desenhos feitos na terra e a tanto quanto chegam em altura, no espaço.
Como não parar, como não se deter em contemplação no que se mostra em toda plenitude, sem exibição, não espera aplausos, não verte  uma única  lágrima no adeus.
A música continua e lhes repito como são lindas, são luz, e sedução. Surpreendo-me ao divisar minha mão que desliza sobre uma folha encontrada casualmente, compondo um poema não ouso dizer divino, mas certamente cheio de esplendor.
Não importa que sejam rosas francesas, ou tenham qualquer outra nacionalidade. Se uma rosa já é capaz de admiração e após colhida, aposta em lugar de destaque é porque provoca sorriso que prende fortemente, inebria intensamente e assim entontece.
O belo é sempre assim, é fascinação, é amor!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

NOSSO CANSAÇO A OUTRO DESCANSE

A convivência humana requer sabedoria e disponibilidade.  Sabedoria para conviver com diferenças, para aceitar a maneira de ser do outro, ter habilidade com agilidade de assimilar por exemplo, o lugar do outro e interpretar sua ação ou reação como se fosse nossa, como se fôssemos nós os protagonistas daquele seu agir.  
Disponibilidade que é mais que ir ao encontro para prestar os serviços que nos forem solicitados, prevenir, prever, saber qual é a necessidade que o outro tem para que ao nos dispormos a tal serviço, já levemos a solução do que for sua angústia ou esperança.
Esses são sentimentos que sempre predominaram no espírito de Maria e tão bem manifestados naquelas bodas em Caná da Galiléia, quando, sem que ninguém lhe tivesse pedido nada, ela intervém junto ao Filho para que os noivos fossem poupados do vexame iminente que os rondava.
Ter tal percepção é ser capaz de saber que a medida do serviço ao próximo é um servir sem medida, é estar ao lado, é fazer com que “nosso cansaço o outro descanse”.
Maria foi capaz de tudo isso, O Deus de Maria é o Deus que reconhece a humildade de quem se sente servo e não se opõe, quando Deus intervém em sua vida, no particular de sua história.
Apressemos o passo e façamos por onde nos recompensar pelo tempo perdido e nos esquecemos que é quando desviamos o curso da nossa estrada que enveredamos por caminhos onde o Deus de Maria não está.

Do programa Cinco Minutos com Maria.
Rádio América AM 690

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LITURGIA DO SILÊNCIO


Quando disseste, vou-me,
Pedi que ficasses!
Por que deves partir,
se aqui tens a paz
ardentemente sonhada?

Não turbarei teu sono,
não te interromperei o sonho
Imerso nos acordes
inebriantes de uma canção
mergulhando no silêncio
que dali me vem e
que contigo partilharei...

Do mato, vinha todo perfume
que tangido por forte chuva
não pudera conter.

Uma brisa mansa
distanciava o calor
deixando apenas suave frescor.

Batido pela brisa.
salpicado pela chuva,
cantava-me o coração
e era indizível
os acordes e momentos
brotados da mais perfeita
liturgia do silêncio.

2004

Você sabia?  A crônica mais lida em 2011 foi NOME DE CASADA.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ANO NOVO

Estamos para encerrar o ano de 2011 e, certamente, não é o caso de agir como diante de uma porta que se fecha para nunca mais ser aberta. Importa antes uma reflexão de como foi vivido, tirando lições, fazendo consistir em aprendizado, não para ficar lamentando erros ou fracassos, há quem se comporte assim, mas para tirar lições, sejam desses como de qualquer outro acontecimento protagonizado ou assistido, para reestruturar projetos, rever cálculos, dimensionar o tempo, encaixar as metas.
Penso que os que vão ler o que estou escrevendo não sejam crianças ou ainda tão jovens em favor dos quais se reconhece ser o tempo propício para projetos. Na primeira juventude, identifiquem-se aptidões, as qualidades e os dons dos quais se é dotado para projetar o futuro com a melhor expectativa de que tudo dê certo, de se sair exitoso, de se dar bem. Uma vez feito isso, é hora de prosseguir agregando disposição cotidiana, praticando ações que se convertam no caminhar seguro e sempre mais promissor, o ideal será alcançado.


Os que já estão caminhando, mister examinar o projeto de vida que vive, remover eventuais obstáculos que estejam causando algum transtorno, os acidentes de percurso, até dificultando, quem sabe, impedindo realizações.
A esse ponto, alguém pode dizer: eu não fiz projeto nenhum, fui chegando onde podia, fui tateando, forçando portas que, se abriam, permitiam-me transpô-las; quanto aos caminhos, não os tracei, fui caminhando.
Realmente, quem sabe a maioria de nós não teve orientação de vida, seguiu intuições, muitos se sentem realizados, outros, nem tanto... Ao contrário, todos que vivermos, em menos de quarenta e oito horas, ingressaremos no ANO NOVO, 2012!
Que tal ser mesmo NOVO, diferente, o melhor, quase único.
Para isso vale parar um pouco, deixar cair as amarras, silenciar no mais profundo encontro só consigo e reconhecer-se, aceitar-se, perdoar-se, amar-se, admitir erros, identificar virtudes, aceitar fracassos, crer que não está só, reerguer-se, dar-se todas as chances, ter compaixão  de si, identificar o próprio viver, reestruturar metas, reinventar estratégias mais propícias, buscar resultados, crer que pode, afinal de contas é criatura criada a imagem e semelhança de Deus.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

JESUS NASCEU

Como todo mundo sabe, Jesus nasceu.
Chegou a plenitude dos tempos designados por Deus, tempo em que o Senhor considerou oportuno tornar efetivo o cumprimento da promessa de que o Salvador nasceria para resgatar o mundo do pecado.
Agora, cumpre-nos fazer por onde Ele seja recebido e amado à altura do que cumprirá em nosso favor.
Não é pouco que Deus se tenha desvestido de sua realeza, se tenha encarnado num ventre de mulher, se tenha feito homem como todo homem por uma causa de amor.
Veio trazer-nos amor, um amor incondicional, capaz de se dar, de não se poupar, de dar a vida por nós.
Santuário de Fátima
Jesus é Deus, é o Emanuel, é o Salvador, Jesus é a paz. Paz da qual precisamos tanto, da qual o mundo precisa para se reencontrar, para cessar o mal, a ganância, a violência. O mundo precisa de Jesus, o mundo precisa de paz. 
Digamos a Ele que estamos agradecidos por seu gesto de amor, que  não se sinta mais sem casa, pois lhe daremos um lugar onde se abrigar na nossa casa.
Jesus, permaneça conosco, entre nós, iluminando-nos com sua luz e com a sua verdade, sele tudo que fazemos, converta-nos ao seu amor, que reconheçamos o valor imenso de ser cristãos, por podermos, por seus méritos, chamar a Deus de Pai.
O Espírito do Natal transborde em nossos corações, nunca mais nos afastemos do Príncipe da paz e com Ele queiramos fazer com que  o mundo seja melhor e com todos os nossos irmãos da terra sejamos mais  felizes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FRATERNIDADE E NATAL

Estamos na antevéspera do Natal, no tríduo que nos separa do grande acontecimento da maior história de amor da qual se tem notícia nesse mundo.
Profeta
É o Natal que se aproxima, é Jesus voltando à terra dos homens para lhes dizer amai-vos.
Ouvimos o ressoar das palavras do profeta Isaias: oi gente, fortaleçam esses braços cansados, firmem os joelhos vacilantes. Animem os aflitos: coragem! Nada de medo, ai está o nosso Deus!
Tenhamos, pois, queridos amigos, capacidade de romper as amarras das preocupações sem medida, da falta de esperança, creiamos: Natal é vinda de Deus ao nosso encontro, antecipando maravilhas, deixando-nos vislumbrar as belezas que contemplaremos, quando nos encontrarmos em Sua casa, em Sião, o céu. O deserto se torna jardim, cegos veem, surdos ouvem, mudos falam e coxos voltam a andar, quaisquer males são curados.
Com o salmista sintamo-nos peregrinos e deixemos sair nossa voz para louvar a Deus, apoiando-nos Nele.
Se nos parecer que a realidade é diferente do que somos convidados a crer, ainda assim, façamos tudo o que estiver ao nosso alcance entregando-nos à gratuidade do dom de Deus, na espera confiante e paciente de que mesmo que não sejamos nós a colher, a boa semente que lançarmos germinará, dará flores e frutos de paz, bem e amor para que outros degustem.
Isto é fraternidade!
Isto é Natal!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

SAUDADE

Saudade, mas o que é saudade?
que se sente e não se vê.
O que é esta dor
que machuca pra valer?

Que faz querer bem
até a quem não convém,
mas também a quem se tem
estimado muito além.

Saudade, esperança
de ver até quem
se há de querer;
de ter alguém
que não é mais possível ter.

É a oportunidade perdida
de um amor imenso,
intenso,
propenso a ser eterno.

O que é saudade,
pode ser tudo que já foi dito,
que se diz e se dirá
e ainda muito, muito mais.
e certamente muito mais
do que não se disse.

Saudade é rio que caminha para o mar...
É vento que sopra a desfolhar...
É meu sentimento que sequer se define.
É tudo de que me aposso
... e ainda posso repartir.

Ah, que saudade!!!