sábado, 29 de janeiro de 2011

ROSAS

Rosa cor-de-rosa, bonita e viçosa foi colocada sobre a mesa do quarto que ia ser ocupado pela hóspede amiga que ia chegar. E a ela não passou despercebida.

Uma rosa recém destacada do ramo que a concebera, gestara e dera vida. Tinha mesmo essa finalidade, testemunhar à pessoa o afeto com que era recebida e um augúrio de que ali pudesse passar bem os dias.

Mas ainda não se completaram setenta e duas horas, ou três dias e a rosa jaz murcha, as pétalas longe estão de exibirem o viço esbanjado do enquanto se abriam.

É efêmera a vida das flores, tanto quanto é intensa a mensagem que deixam, inicialmente extasiando ante o fulgor de uma vida que nasce e pelo perfume que exalam são bem vindas, encantam pela beleza e pelo fulgor, resplandecem. São acolhidas e colhidas enfeitam os ambientes em que são colocadas, ainda que por muito pouco tempo.

Sua efemeridade constrange as mesmas mãos que as colheram e depondo em jarras para ornamento, depois prescindem de igual cuidado ao pegá-las de uma só vez, atentando para que não percam as pétalas sujando o ambiente e as destinam ao lixo.

Mas a contemplação dessa rosa me rediz que não é o tempo que conta ou a quantidade dos dias que se vive para viver intensamente e ser o que desejamos. O que realmente importa é viver cada instante com se fosse o primeiro, o único o último

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