quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

...MENOS A DE TE SERVIR

Durante o Mestrado, vivenciei que é de certa forma proibido citar passagens bíblicas em respaldo do que se escreve como forma de satisfazer os requisitos inerentes à sua consluão.
Foi assim que me deparei com uma situação outras vezes vivenciada, na oportunidade em que houve quem dissesse que tudo que escrevo, mesmo que não sejam os meus programas de rádio, assume uma conotação religiosa. Acrescentou-se que eu deveria evitar isso.
Até cogitei no sentido de verificar se algo podia ser feito. Depois de longamente considerar, confesso que a conclusão a qual cheguei, é: nada!
É que não consigo pensar, como é que alguma coisa neste mundão - que é grande mesmo - possa ser feita, sem que Deus esteja incluído. Aliás, e não é que nós O incluamos, é Ele que já faz parte de tudo.
E também, nem sou eu quem o diz. Consta por exemplo, do salmo 138, que lhe sugiro ler depois na íntegra. Aqui vai a transcrição de apenas alguns versículos:
Tu me cercaste... para onde me irei do teu espírito ou como me ocultarei da tua face...
Se subo ao céu, se me prostro no abismo te encontro lá...
Os teus olhos viram meu corpo ainda disforme...
Sonda-me ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos...
Se acreditamos assim, se estas são as nossas verdades, então como nos comportarmos diferente, como fazer alguma coisa sem pensar que Deus nos vê? E tem mais, “se sequer o nome de Jesus podemos pronunciar sem a ajuda do Espírito Santo”! (Paulo).
Como prescindir da presença de Deus ou do que lhe diz respeito, como fazer exceção?
Isto posto, decidi que com humildade e sem arrogância, por não vislumbrar como acatar as sugestões que me foram dadas no sentido, deixo-as onde estiverem.
E acho que bem finalizo com  Tagore: “Abandonarei todas as honras, ó Senhor,  menos a de Te servir!

Mas juro que não sou santa!

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